ANGOLA, PARAÍSO DO CRIME. BANCO MILLENNIUM ANGOLA, UM BANCO ALTAMENTE CRIMINOSO.

ANGOLA, PARAÍSO DO CRIME. BANCO MILLENNIUM ANGOLA, UM BANCO ALTAMENTE CRIMINOSO.
Denúncia recebida por email. Quando os nazis da Teixeira Duarte SA, instalavam a câmara de gás, alguns trabalhadores, angolanos claro, advertiram: «voçês vão morrer intoxicados.» No r/c estão sempre crianças. Que importa!? São negras, não têm qualquer valor. São menos uns negros que não mais incomodarão. O mais importante é facturar sob os cadáveres do navio negreiro angolano sem proa. Banco Millennium Angola, um banco irresponsável e de má-fé. Rua Rei Katyavala 109, Luanda. Espoliaram o terreno das traseiras. Tem gerador com fumo mortal e poluição sonora, trabalha dia e noite, faz-nos do sono um pesadelo. Crimes, só criminosos nesta selvajaria marxista-leninista. A viver assim é com certeza um futuro muito violento que renasce.
Tramagal no coração.A Barca http://www.abarca.com.pt/

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (32)


- Igreja sem milagres não faz sentido. Os crentes vivem, precisam disso. Andam sobre brasas, perderam o tino. Como comboios desgovernados, perdidos sem estações, apeadeiros, sem paradeiros. Como avalancha seca de pedras a rolar por montanha, que acolhemos, prometemos o paraíso. Entes em tais condições acreditam em qualquer coisa.
- Operários contratados para a fábrica do Senhor. Fabricantes de dízimos.
- Está a brincar ou quê?! Olhe que não se brinca com as Sagradas Escrituras, e muito menos com o santo nome de Jesus! Isto é-nos muito sagrado!
- Colonialismo, neocolonialismo, não há diferença. Difere nas mudas do capital volátil.
- O que é que disse?!
- Que os mitómanos se igualam.
- É isso! Não há crença sem melómanos. Um órgão soberbo bem afinado põe os crentes em êxtase. Não me pergunte que não sei porquê, ninguém sabe... como o amor.
- Ninguém sabe…
- Verdadeiramente ninguém o sabe explicar. Batemos na boa porta desse desconhecido com a religião, os crentes vão na conversa e facturamos em nome do amor.
- Tirando proveito do instinto de conservação das espécies.
- Sim! Sim! O amor de fábrica com os crentes convencidos que são operários… que trabalham para o amor. Não somos diferentes dos outros. Ganhar dinheiro com a crendice humana começou na Terra com os primeiros humanos. Somos apenas maiorais espertos. Despertámos para explorar o passado e o próximo futuro. A meu ver não há nenhuma revolução que acabe connosco. Quando revolucionam, no início somos expulsos, espoliados, martirizados, empalados. Enfim, culpados de tudo. Depois a sanha esmorece. Encarnamos com vigor, mais poderosos. Sumamente negociamos muito bem com a religião. Sem dúvida, é o negócio mais apetecível. Custos inexistentes, os crentes suportam-nos. É o melhor negócio e patrocinado por Deus. Num piscar de olhos somos clientes VIP dum banco. É a dolce vita.
- E o ausente Voltaire quando reencarna, os alicerces bíblicos desmoronam-se?
- Facílimo! Chiamos aos crentes que os falsos profetas chegaram. Eles arrebatam-nos.
- E se não resulta… Contra-Reforma?
- Formulamos: Ab hoc et ab hac, que significa: por aqui e por ali : a torto e a direito. Vamos no seguro, seguramos as torneiras das fontes limpas governais… para que Dat veniam corvis, vexat censura columbas, que traduzido diz: A censura poupa os corvos e persegue as pombas.
- Os templos das memórias aquiescem mudos, soçobraremos sem mudança?
- Aparentemente mudam, mas na verdade não. Inventam-se constantemente novas tecnologias que dizem ser apropriadas para o humano. Curiosamente quanto mais sofisticadas são, a miséria, a fome acompanham-nas. Fico com a certeza que nunca vi tanta escravidão, tantas mortes silenciosas como hoje em dia. Se não houver mudanças, os esqueletos futuros serão arquivados nas enciclopédias de outras civilizações. Serão encontrados, estudados, como uma espécie desconhecida que passou pela Terra. Os investigadores dos tempos futuros trabalharão muito para descobrir, explicar, o enigma deste fenómeno humano.
- Que as seitas cozinharam no pão do espírito
- Claro! É o apanágio das seitas religiosas. De noite todos os gatos são pardos. Um lobo visionário cunha um culto qualquer, alforja-se e vira empresário. O aproveitar da religião é sucesso para toda a vida, sabe porquê?
- Faz render o peixe!
- Livre de impostos.
- Daria boa sacerdotisa, mas não me agrada.
- Na Veni, Vidi, Vici, há lugar para si, aceita?
- Não!

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/

O Cavaleiro do Rei (41). Novela


O documento falava para ser efectuado um inventário aos diamantes que se encontravam nos cofres particulares do Banco Real de Investimentos. De quem seriam estes diamantes? Outro decreto real que cria uma nova empresa a Única Cargas Real. Terá uma frota de camiões novos. Actuará nos portos e aeroportos. Cinquenta por cento das vendas mensais serão entregues aos Cofres Reais do Grande Saco Azul.
Havia uma observação. § Único. As empresas privadas obrigam-se a reter vinte por cento das vendas mensais para o Saco Azul. Serão consideradas como custos do exercício.
Mais um decreto. Cada vice-reino terá um orçamento anual de vinte milhões de dólares. Na realidade receberão apenas cinco. A diferença será justificada com o argumento de que os recursos colocados à sua disposição foram desviados.
O que é que temos aqui? Epok esfregou as mãos de contente. Pontes, escolas, viadutos, estradas. Prefiro as escolas, são rápidas de construir. Acciono os contratos para dez escolas e ganho de uma assentada cinco milhões de dolo. Vou receber cinquenta por cento adiantado, mando pôr na minha conta no estrangeiro. Depois sou exonerado, vou-me embora para tratamento de uma doença no estrangeiro, e estou safo.

Comunicados de manifestações? Enviados para aqui pelo vice-rei Jingola? Ele não quer assumir o papel de mau. Hum! Com receio de tomar decisões. Ou melhor, tudo para aqui, seja o que for. Isso da centralização dá cabo da cabeça de uma pessoa. As coisas não deviam funcionar assim. Vejamos o que dizem estes comunicados:

ADERE, Associação dos Dementes do Reino Jingola.
Exigem que os malucos andem à vontade nas ruas. Que não sejam internados. Porque os verdadeiros malucos já andam há muito tempo nas ruas. Já não sei quem é maluco. Quer dizer nós somos malucos, e eles, os verdadeiros são os sãos.

ASURE, Associação dos Suicidas Reais do Reino Jingola.
Queremos um prédio decente, moderno, com pelo menos vinte andares. Para nos atirarmos e apreciarmos a paisagem na queda. Aquele donde nos atiramos, não tem as mínimas condições. Tem lixo por todo o lado. Podemos apanhar uma doença.
Como vão construir um hotel bem alto, terão direito a uma boa refeição durante o voo. Força aí suicidas. Matem-se à vontade.

ASARE, Associação dos Alcoólicos Reais do reino Jingola.
Queremos beber dia e noite sem qualquer restrição. Queremos uma percentagem dos vinhos dos Tonéis Reais, ou acesso a bebida a crédito. Isso é pedir muito? Viva a união dos alcoólicos de todo o mundo. É melhor propor ao rei a mudança de nome do reino. Reino dos Alcoólicos de Jingola.

APRE, Associação das Prostitutas Reais do Reino de Jingopla.
Queremos melhores condições de trabalho. Aqueles a quem prestamos serviços, há meses que não nos pagam. Vamos fechar as nossas pernas e acabou-se. Protestamos contra a concorrência das estrangeiras. Estamos a ser discriminadas. Elas baixam muito os preços. Se não aceitam as nossas reivindicações, vamos oferecer a coisa de borla durante um mês. Cuidem-se minhas senhoras nobres. Vão ficar sem maridos.
Estas putas perderam o juízo. Vou perder o negócio das minhas casas clandestinas. Antes que seja tarde vou importar algumas asiáticas.

Imagem: Angola em fotos

O regresso da escravatura em Angola. A Cabana do Pai Tomás


«Por : janecorrea Autor : Harriet Beecher Stowe

A cabana do Pai Tomás é uma novela da escritora americana abolicionista, Harriet Beecher Stowe, que trata da escravidão como tema central. O trabalho foi publicado primeiramente em março de 1852. A história focaliza a vida do Pai Tomás, um escravo Afro-Americano muito sofrido, como o personagem central. Todos os personagens, escravos seus amigos e proprietários de escravos, giram em torno de sua vida. A novela descreve as atitudes dos brancos com os pretos; os pretos não eram nada naquele tempo porque eram escravos e foram vendidos por dinheiro.

O esforço dos Afro-Americanos e a forte fé no Cristianismo são a beleza da novela. Pai Tomás ajuda seu amigo escravo Cassy a fugir. Isto resulta na morte do Pai Tomás. Ao morrer perdoa tudo àqueles que o mataram. A novela destacou o fato de que se alguém se gratifica na luz da religião, nunca será traído, sempre cuidará das pessoas relacionadas a ele, nunca enganará qualquer pessoa, fará seu trabalho com motivação, nunca dirá uma mentira, e ajudará aos outros. Isto porque não quer pertencer a este mundo, mas visualiza o céu como seu mundo. O Pai Tomás segue os ensinos da religião, sob o ponto de vista de como levar a vida? Como comportar-se sob circunstâncias diferentes? Que fazer e que não fazer? Ele sabe que a religião é sua vida, e que não quer estar neste mundo materialista.

O papel da religião em Cabana do Pai Tomás mostra uma fé grande, dedicação, obediência ao mestre, lealdade nas transações e dizer sempre a verdade por caráter. Os versos bíblicos foram usados em toda parte na novela. Com um fundo forte de Cristandade, o escritor executou belamente os conceitos da religião e o tópico o mais quente é a respeito da escravidão dos seres humanos.»

http://pt.shvoong.com/books/romance/1680063-cabana-pai-tomás/

Imagem: http://www.wook.pt/ficha/a-cabana-do-pai-tomas/a/id/73883

Campos de concentração nazis que parecem de Luanda. Buchenwald




Estima-se que aqui pereceram mais de cinqüenta mil pessoas, vítimas de fome.
Origem: WIKIPEDIA, a enciclopédia livre.

Coordenadas: 51° 1' 20" N, 11° 14' 53" O

Buchenwald foi um campo de concentração Nazi localizado no actual estado da Turíngia (Thüringen), no leste da Alemanha.

Erguido na colina de Ettersberg, a cerca de oito quilômetros do centro de Weimar, constituiu-se num campo de trabalhos forçados para indivíduos considerados inimigos do nazismo, como Comunistas, Judeus, Testemunhas de Jeová, Ciganos e homossexuais. O lema sobre o seu portão era Jedem das seine (A cada um o seu). Voltado para a produção de armamentos, funcionou de Julho de 1937 a Abril de 1945, por aqui tendo passado mais de duzentos e cinqüenta mil detentos. Embora não tenha sido um campo de extermínio, a exemplo de Auschwitz, na Polônia, onde existiam câmaras de gás, estima-se que aqui pereceram mais de cinqüenta mil pessoas, vítimas de fome, doenças, assassinatos e violência arbitrária dos soldados da Schutzstaffel (SS).

O primeiro comandante do campo foi Karl Otto Koch, cuja segunda mulher Ilse ficou conhecida como "A bruxa de Buchenwald" (Die Hexe von Buchenwald), uma das figuras mais cruéis do Holocausto.

Matanças massivas de prisioneiros de guerra tiveram lugar no campo e muitos prisioneiros morreram como resultado de experiências médicas ou foram vítimas de actos perpetrados pelas SS.

O campo foi também local do teste ilegal em grande escala de vacinas contra a epidemia do tifo em 1942 e 1943, ministradas a 729 prisioneiros, dos quais 280 morreram em resultado.

Devido à resistência que resultou das experiências em barracões onde os prisioneiros viviam lado a lado em pouco espaço, o vírus que se desenvolveu no Bloco matou mais pessoas e infectou mais longamente do que o tifo normal.

O campo foi em grande parte evacuado pelos Nazis à medida que as tropas aliadas se aproximavam e foi finalmente libertado pelas tropas do 3° Exército estadunidense em 11 de Abril de 1945, tendo havido resistência mínima.

Após 1945 o campo ficou sob a administração da antiga União Soviética, que aqui manteve, por sua vez, 28 mil prisioneiros de guerra, entre os quais nazistas. Sete mil vieram a falecer por doenças e por inanição.

A partir da década de 1950 as antigas instalações começaram a ser demolidas. Desde então pouco foi preservado na área do campo. Das primitivas instalações restam atualmente apenas algumas, como os fornos crematórios, destinados aos prisioneiros mortos, e em frente aos mesmos, as ruínas de pequeno zoológico, destinado a entreter os militares à época. À entrada do campo, resta ainda o bunker onde eram mantidos e torturados os prisioneiros que desobedeciam às rígidas normas da SS. O relógio na sua torre mostra aos visitantes o horário das 15:15h, momento da libertação pelas tropas norte-americanas, quando se iniciou o resgate de 21 mil pessoas, entre as quais 900 crianças.

Atualmente, o que resta do campo preservado constitui-se num memorial dedicado às vítimas de seu passado, sob a administração da Fundação de Buchenwald e Mittelbau-Dora.

Prisioneiros famosos
Visita do senador americano Alben W. Barkley a Buchenwald, em 24 de Abril de 1945.
Albert Kuntz - deputado no Parlamento da Prússia
Alexander Ulrych - político polaco
Bruno Apitz - autor do romance Nackt unter Wölfen ("Nú entre lobos")
Bruno Bettelheim - prestigiado psicólogo judeu norte-americano de origem austríaca, com excelentes trabalhos na área da psicologia infantil, em especial na compreensão do autismo infantil
Curt Herzstark
Elizer Wiesel, mais conhecido como Elie Wiesel - Sobrevivente e Prémio Nobel da Paz em 1986. Esteve também em Aushwitz. (sétimo a contar da esquerda na primeira foto do artigo)
Emil Carlebach - mais tarde redator do jornal diário alemão
Ernst Thälmann - líder do Partido Comunista alemão

Frankfurter Rundschau
Ernst Wiechert - escritor, autor do romance Der Totenwald
Eugen Kogon
Franz Leitner
Imre Kertesz - escritor húngaro, Prémio Nobel da Literatura de 2002
Jorge Semprún - escritor
Jura Soyfer
Léon Blum - político francês
Leopold Engleitner - nascido em 23 de Julho de 1905 é o mais idoso sobrevivente Objetor de consciência e Testemunha de Jeová
Mafalda de Savoya - filha do rei italiano Victor Emanuel III, aqui falecida
Max Hamburger
Paul Morgan - aqui falecido em 1938, vítima de pneumonia
Paul Schneider - o "Pregador de Buchenwald"
Rudi Arndt
Stefan Zweig - quando de sua libertação tinha apenas quatro anos de idade
Theo Neubauer
Walter Krämer - deputado do Partido Comunista alemão no Parlamento da Prússia
Werner Hilpert - mais tarde líder político da CDU Hessen
Willi Bleicher - líder do sindicato IG Metall
Wilhelm Hammann - prisioneiro mais velho do bloco das crianças, mais tarde sub-prefeito de Groß-Gerau
Reinhold Lochmann 1914-2008

Imagens: Buchenwald em Abril de 1945, fotografia tirada após a libertação do campo pelas tropas americanas

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

O Cavaleiro do Rei (40). Novela


O homem entrou. Epok fingiu que não estava ninguém. Não se pode dar importância a esta gente. Ao mínimo sorriso tornam-se abusadores. Notou a sua imensa barriga, aliás como todos, incluindo elas que pareciam grávidas. As cozinhas reais eram uma bênção do rei. Todas e todos imensamente gordos. Aleluia meu rei. Epok afirmou de modo brutal:
- Diz lá… tenho mais que fazer que aturar-te!
- Chefe… os géneros acabaram-se!
Epok sentiu-se na cadeira de um avião de combate, que depois de perder o controlo ejecta-se.
- O QUÊ???
- É verdade chefe.
- Acompanhei a chegada dos géneros e não vi nada de anormal.
- Chefe… o problema é a produção nacional… tudo aldrabado… tudo pirateado.
- Quero um relatório.
- Chefe trago-o comigo... vinte quilos de tomate, de batata, arroz, açúcar, leite, couves e outras coisas.
- Vinte quilos de tudo estragado. Só vocês é que não se estragam. Bantus, cafres. Nenhum macaco se estragou?
- Infelizmente não servimos isso. Apesar que adoro… posso retirar-me?
- Sim!.. Para acabar com esta merda, o melhor é contratar guardas mercenários e pessoal para as cozinhas, pagando-lhes dez mil dolos por mês. Vocês não servem para nada. Prometo-vos que hei-de descobrir os roubos que estão a fazer! Retira-te!

Depois do cozinheiro sair, Epok aguardou alguns momentos. Virou a sua atenção para a porta. Chamou:
- Ó Pinturas!
- Sim! Cavaleiro sem figura!
- Olha, não me fales mais assim. Senão vais para o olho da rua.
- Tenta só, vá. O rei gosta muito de mim, não sabes?
- Não quero ser incomodado por ninguém. Tenho que estudar os dossiers que o rei me deixou, vai-te.

Antes de fechar a porta por completo, ela deixou escapar de modo que Epok ouvisse.
- Desgraçado, mal-educado, racista!
- Porra… não sei como é que o rei consegue aturá-las. Desejo que ele não se demore.

Haviam vários dossiers com capas de várias cores. Epok pegou no único de cor vermelha. Abriu-o e viu uma folha de papel que o sobressaltou.
ESTÁ PROIBIDO DE TOMAR QUALQUER DECISÃO SOBRE O LÍQUIDO NEGRO. VÁ PARA O ASSUNTO A SEGUR. Pensou: vou ocupar essa que está aí na porta. Quero estar à vontade. Sei muito bem que são hábeis espias, mais perigosas que as do Kadafi. Chamou:
- Ó pinturas!
- Sim, diga grande chefe da cor de permeio.
- Cale a boca sua burra. Vá nas cozinhas e elabore um relatório completo do que se passou nas últimas vinte e quatro horas.
- Incluindo com quem elas dormiram durante a noite?
- Sim, e com quem tu dormiste durante a noite.
- Oiça Epok, ou lá como se chama. Tira o cavalo da chuva que daqui não levas nada. Isto é propriedade real, percebes?

Epok certificou-se se a espia saíra do local. Abriu a porta, ficou satisfeito. Ninguém à vista. Fechou-a e trancou-a por dentro. Insistiu no conforto do seu assento. Respirou fundo. Olhou para o próximo documento muito atentamente. O que lia não era para menos. Será que o rei se tinha distraído? Ou seria uma armadilha? Para depois ter um pretexto e enviá-lo como embaixador cientifico algures numa estação dos gelos da Antártida? Os documentos estão aqui comigo, devo seguir em frente.

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/

A Epopeia das Trevas (31)


- São relíquias autênticas… achados arqueológicos?
- Santas relíquias, objectos dos nossos milagres. O Fundamento inventivo a descoberto.
- Bispo, estão abençoadas?
- Abençoamos tudo. Esse relicário foi abençoado por mim.
Pegou num frasco de azeite e explicou o seu mistério.
- Com o azeite ensinamos: foi ele que ungiu Jesus, veio da Terra Santa. Poupamos despesas juntando-lhe óleo. A água buscamo-la no rio mais próximo.
- Como conseguem atrair crentes que produzem vozearia medonha, como se louvassem as trombetas do Apocalipse?
- Estrondamos a praça porque eles perderam os ouvidos. Estão surdos devido às pândegas das noites perdidas. Os vizinhos, os poucos que têm audição, têm razão que não os deixamos dormir.
- E quando eles protestam?
- Quando nos julgam, anunciamos-lhes a excomunhão. Reforçamos que servem o Demo. É muito importante manter a superstição nesta gentalha. São como carneiros, dominam-se facilmente… como a maria-vai-com-as-outras. Digo-lhes: alegrem-se, sejam barulhentos porque ganharão a liberdade de consciência.
- E quando no culto estão doentes com dores de cabeça, sistema nervoso arrasado, a rebentar de estresse?
- Acreditam piamente nas nossas palavras. São altos cúmulos da crendice, parvoíce… idiotice.
- Negócio de vento em popa, Bispo.
- Prefiro não musicar esse salmo, como amizade segredo-lhe que facturamos só em dízimos, quatro mil vezes cem, fora as doações.
- Acumulação mundial, episcopal.
- Veni, Vidi, Vici.
- O manancial voa para Olísipo.
- Para o Éden! Não confio nos Politburo. Há o perigo das eleições com muita fraudulência escondida. Receio que estejamos a voltar aos velhos tempos dos combates monótonos que os Gregos iniciaram na Baía de Aulis.
- E as curas milagrosas das dores de cabeça, da barriga, dos dentes, infertilidade, arranjar emprego, esposa, esposo…
- Fácil, é preciso ter fé, não há mal que sempre dure.
- A fé… curar dor de dentes é milagre?
- É sim senhor! Acabem com os doces. Passam o tempo a dentar chocolate, ordenamos que parem, a dor passa, confessam que foi um milagre.
- E os estouros da cabeça?
- Bendizemos para não ouvirem música muito alta, excepto na igreja. A conspiração internacional barulhenta, aterradora da música, atrofia o cérebro, ele deixa de funcionar, surge a cura.
- E as dores de barriga?
- É tormentoso convencê-los que parem de comer funje durante uns dias. Conseguido, cura garantida.
- E a badalada infertilidade?
- O machão rejeita convicto que ela é culpada. A querida, atordoada com lamurias acredita que Deus a abandonou. O macho em casa relincha que a põe fora de casa se a barriga não inchar, que facilmente a troca por outra. Dialogamos, enviamos o marido para o nosso posto médico… já está! As enjeitadas fanatizam-se, passam palavra que foi um milagre fora de série.
- E o emprego? Esse é um grande milagre!
- Aliciamos um crente empresário, o emprego é garantido. A crendice firma que Jesus fez um super milagre.
- Caçar esposa, esposo…
- Enfiam-se para aí, fazem dribles, uns passes, resolvem isso entre eles. Elas encontram marido, eles encontram mulher.
- Igreja Veni, muito trepadeira, milagreira.

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/

«Deputada do MPLA morta em Luanda»



«Quinta, 30 Julho 2009 11:43

Luanda - Uma deputada do MPLA, Beatriz Aurora Neves Salucombo perdeu a vida esta manha numa das unidades hospitalares em Luanda apos a sua viatura ter sido baleada na noite de Quarta Feira, por elementos ate agora não identificados, algures no bairro Benfica onde vivia. Um dos acompanhantes teve morte imediata.

A malograda que deixou quatro filhos órfão foi esposa do antigo deputado /Membro do CC do MPLA , José Manuel Salucombo falecido por “morte prematura” em Junho de 2003 em Portugal.

Vários populares tem se queixada a cerca ocorrência da criminalidade na capital do países sobretudo na estrada da Samba que da ao bairro Benfica.»

Fonte: Club-k.net

História Universal (19). O Apogeu da Assíria


Israel sobreviveu às represálias assírias, mas o reino de Pecaj reduziu-se aos arredores de Samaria.

CARLOS IVORRA

O descontentamento deu pé a um golpe de estado pelo que foi proclamado rei o general Oseas, que logrou a aprovação da Assíria comprometendo-se a pagar o correspondente tributo.

Em 730 o rei núbio Pianji, sucessor de Kashta, conquistou o Delta do Nilo, com o que se converteu em rei de um Egipto unido de novo. Se lhe considera o primeiro rei da XXV dinastia. Na realidade pequenas zonas do baixo Egipto ficaram debaixo do controlo de reis nativos, englobados numa XXIV dinastia.

Nesta mesma data surgiu um conflito na Grécia. Ao oeste de Esparta, no Peloponeso, estendia-se a região de Messana. Os dórios que se estabeleceram na Messana misturaram-se com a população nativa, ao contrário do que sucedeu em Esparta, pelo que os espartanos depreciavam os seus vizinhos. Não conhecemos os detalhes, mas em 730 iniciou-se a Primeira Guerra Messana, com uma invasão repentina por parte de Esparta. Depois de alguns anos de luta, os messanos, conduzidos pelo seu rei Aristodemo, viram-se obrigados a parapeitarem-se no monte Itome, um pico de uns 800 m. de altura, onde resistiram alguns anos mais.

Entretanto Teglatfalasar III dirigia a sua atenção até à Babilónia, que agora estava governada por um rei caldeu. Quando este morreu marchou sobre a cidade e proclamou-se ele mesmo rei com o nome de Pulu (talvez o seu verdadeiro nome). Esta união foi corroborada nos céus como era habitual, de modo que o deus assírio Asur obtuve a supremacia sobre o deus babilónico Marduk.

Teglatfalasar III morreu em 727 e foi sucedido pelo seu filho Salmanasar V. O Egipto observava com inquietude o progresso da Assíria. Temia que em qualquer momento os assírios pudessem chegar às suas fronteiras, assim que dedicou-se a apoiar todo o intento de rebelião contra o Império. A morte do rei era o melhor momento possível para uma rebelião, assim que o rei egípcio induziu Oseas de Israel a rebelar-se. Este aceitou a proposta e negou-se a pagar o tributo pactuado. Em 725 Salmanasar V sitiou a Samaria.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: WIKIPEDIA

Campos de concentração nazis que parecem de Luanda. Birkenau




«Visita ao campo de concentração de Birkenau
Os caminhos de ferro assumiam um papel preponderante no transporte das vítimas para os campos de concentração. Quando os prisioneiros com destino a Birkenau saíam do comboio, já estavam dentro do campo e a fuga era impossível. Pouco antes da guerra acabar a Cruz Vermelha Suíça foi alertada para a existência de vários campos de concentração nas imediações de Auschwitz. Como prova documental foi enviada uma fotografia aéra e a única petição era no sentido da destruição e eliminação das vias férreas que facilitavam o transporte dos presos. A Cruz Vermelha parece nunca ter dado importância a este pedido e, durante toda a guerra, apenas se deslocaram uma única vez a Auschwitz, visitando apenas os blocos que os Nazis quiseram mostrar sem nunca terem falado com prisioneiro algum.

1 - Entrada em Birkenau. O envidraçado superior do portão corresponde à área habitada pelo homem que controlava o campo de concentração. Dali, dado tratar-se de uma planície, tinha-se uma visão completa e abrangente do campo.

2 - Logo a seguir à entrada do campo de Birkenau pode observar-se uma infindável linha de caminho de ferro, pavilhões de ambos os lados e ao fundo as árvores que serviam para esconder as chaminés dos fornos crematórios.

3 - Em primeiro plano, a entrada para um abrigo subterrâneo utilizado pelos Nazis para se defenderem dos ataque aéreos. Como forma de impedir que os prisioneiros fugissem do campo de Birkenau, existia um fosso de água com 2 metros de profundidade à volta do campo. Caso alguém o conseguisse transpôr, teria de saltar a rede da vedação exterior, o que era impossível, dado esta se encontrar electrificada, pelo que quem passe o fosso depois morria electrocutado.

4 - Parte do que resta de uma das alas do campo de concentração de Birkenau.

5 - Quando os Nazis pressentiram que a guerra estava perdida e que brevemente o mundo descobriria as atrocidades por eles cometidas, incendiaram os pavilhões do campo de concentração de Birkenau. Como estes eram de madeira, não foi difícil o fogo atear e alastrar. O único contratempo foi que estes factos passaram-se no mês de Janeiro, num país acentuadamente frio e onde a neve é abundante nessa época, pelo que ainda restaram alguns vestígios dos pavilhões.

6 - Cada 3 chaminés correspondem a um pavilhão que albergava 600 prisioneiros.

7 - Interior de um dos pavilhões que restaram. Em cada nível do beliche dormiam 8 pessoas, o que só era possível em virtude do peso médio por adulto ser apenas de 30 Kg. Os prisioneiros tinham uma péssima e escassa alimentação, pelo que sofriam de desinteria crónica. O esforço físico a que eram sujeitos todos os dias era enorme: a maior parte deles fazia o percurso de ida e volta a pé, para uma fábrica de borracha distante cerca de 13 Km, debaixo de temperaturas que atingiam os 30 graus negativos e tinham que trabalhar durante todo o dia. A hora de dormir era a mais esperada. Mas aqueles mais castigados durante o dia não tinham força para subirem para a parte superior dos beliches e passavam a noite a suportar a diarreia proveniente daqueles que estavam por cima.

8 - Instalações sanitárias do campo de concentração de Birkenau. Por cada 3 pavilhões (1800 prisioneiros) existia uma instalação sanitária (W.C.) que não tinha uma afluência exagerada, pois o segundo e terceiro pavilhões ficavam longe e, em função da desinteria crónica que sofriam, não tinham tempo para chegar às instalações sanitárias. Os excrementos humanos eram aproveitados por um grupo específico de prisioneiros, que tinha a missão de recolher todos os excrementos para serem transformados em gás. Vários judeus, antigos prisioneiros deste campo de Birkenau, que resistiram à guerra e às torturas, tiveram a coragem de visitar este local onde tinham sido escravizados. Um deles deu como explicação de ter sobrevivido o facto de pertencer ao grupo de recolha de escrementos, pois nunca havia saído para o exterior do campo para ir trabalhar para a fábrica de borracha.»

http://www.citi.pt/citi_2005_trabs/2GuerraMundial/new_page_10.htm

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (30)


Há mais seitas religiosas que campos semeados. Infindáveis sementeiras sem lavradores. Muita semente, poucos lavradores. As seitas religiosas não ensinam a cultivar campos, vivem da fome dos crentes. Seitas com igrejas de improviso. As vozes dos fiéis colapsam, as cabeças e os corações rompem como porões. Mens divinior, o influxo divino! Lembrei-me disto, porque aproximo-me da casa do meu amigo, Bispo Éden. É um soberano bem. Costuma ditar a ponte do postulado da sua confraria social: «As igrejas crescem proporcionalmente à quantidade de analfabetos existente». Há malas endinheiradas, fiéis dizimadas, aviadas. Muito maná dos obcecados, que bem utilizado na agro-pecuária extirparia a fome material do êxodo. De certeza que chegou, já aqui está. Vou escutá-lo, reverenciá-lo.

O Bispo Éden orava numa mansão que lhe era extensivamente reservada. Ostensivamente muralhada e reforçada com seguranças. Sempre a obrar, alargar espaços. Derrubar muros, construir outros porque as fronteiras expandiram. Aproximação ou intromissão desconhecida era aventura fatal. Algumas almas-danadas tentaram profanar o santuário, mas ocultas câmaras de vídeo sempre vigilantes, filmavam-lhes os momentos inglórios. O fim, num buraco de terra desconhecida, que fortalece os vivos e recolhe os mortos.
Tímida, face a face com um segurança precavido com a mão na coronha da pistola, que insinua saltar da sua coxa. Revivo a imagem do tempo saudoso da fronteira, depois transportado para filmes. Ele sentia-se caubói dos westerns, herói do faroeste. O segurança defendeu-se com habitual desconfiança.
- Graças a quem?
- Com o Bispo Éden.
- Nome do bilhete de identidade?
- Jasmim da Noite.
- Aquiete-se um momento.

O portão de barras de aço espaçou. Aventurei-me para o interior, e o portão descansou intramuros. Chegou-me uma pontada de mal-estar. Dois cães movem-se de aviso, ladram. Impõem gélido respeito, parecem lobos puros. A pressão sanguínea do meu coração estabilizou, quando assegurei que os canídeos estavam atrelados, controlados por seguranças. Antes da porta de entrada, à esquerda, diviso uma enorme cruz cimentada com a inscrição: QUE DEUS VOS ESCUTE!

Entrei numa enorme sala, e informaram-me que o reverendíssimo não tardaria. Sentei-me a observar o ambiente. Havia muitas imagens de santos e cruzes que pareciam fazer parte de uma colecção. Tudo em semi-obscuridade para impregnar a sugestão de misticismo. O sacerdote com máscara divinal, de aparência lustrosa como se acabasse de descer do céu, saúda-me:
- Ó Jasmim da Noite! Bem-vinda minha peregrina!
Levantei-me mentalmente abençoada. Deixei transparecer a minha pequenez, perante tanta grandeza pastoral. Cumprimentámo-nos com parcimónia. Ele lança-me a sonda:
- Vens em peregrinação?
- Procuro o paraíso perdido.
- É esse elemento que falta à igreja. Hum, hum, um paraíso perdido, que retorna a Éden, isso agrada-me muito. Óptimo… a Igreja Veni, Vidi, Vici, e o Bispo Éden abençoam-te.
A minha atenção foi para uma vitrina com fragmentos de ossos, folhas de oliveira, restos da túnica de Jesus Cristo, azeite, água, terra, restos de madeira da cruz de Jesus crucificado. Era um museu da cristologia. Para pobre devota como eu, constituía um enredo que inspirava a desvendar, aclarar, entrar no oculto religioso.

Imagem: EL PAÍS

O Cavaleiro do Rei (39). Novela


«4. Um outro factor que explica a arrogância desmedida do mulato Angolano é o tão louvado lado Português. Até recentemente, o índice da evolução humana em Portugal, relativamente ao resto do mundo, era notavelmente baixo. Os Portugueses que foram forçados para emigrarem para as colónias – criminosos, atrasados mentais, filhos ilegítimos etc. – era a escumalha, sem dúvida, de Portugal. Será que, há por exemplo, uma única família de mulatos Angolanos que pode dizer ser oriunda da aristocracia Portuguesa? Quais são os mulatos Angolanos descendentes dos Braganças ou dos Bourbons?

5. Os únicos mulatos em Angola com antepassados que tem uma certa história com algum peso são os Cohens de Benguela que foram criados por um judeu peripatético que eventualmente veio a ser Cônsul Britânico em Angola. Depois, também, há os Daskalos, primos dos Laras, também de Benguela, moldados, com muito carinho e fervor, por um aventureiro Grego. Francamente, se há mulatos em Angola com verdadeiro sangue azul eu não os conheço. Como é, então, que gente com raízes sem valor pode ser comparada aos Aristocratas do Bailundo, descendentes da família real Bakongo que partilham o mesmo sangue com o rei Mandume e outros Angolanos valentes. (Não cito aqui a rainha Ginga porque ela é que começou com a prática tão vergonhosa de negras quererem casar com brancos. Nos últimos anos da sua vida, a grande rainha acabou por ser uma concubina de um Português comum em Lisboa).

6. Esses nossos mulatos, que agora andam por aí cheios de tantos ares e tão orgulhosos dos seus genes lusos, esquecem-se, por muitas vezes, que eles vêem do extracto mais baixo da Europa. Um outro ponto que deve ser salientado: os Portugueses não são caucasianos puros – muitos tem sangue Árabe e, por mais desconcertante que isto seja para muitos mulatos de Angola, também sangue negro Africano. Houve até um tempo em que o atraso Português era atribuído à suposta hibridação dos seus genes. O mongrelismo, não pode esquecer, também resulta em deficiências mentais e em ilusões de grandeza.

7. Sou Angolano – um indígena com raízes inalteradas, algo que me dá muito orgulho. Ascendi neste mundo através do meu próprio esforço. Já fiz todo o tipo de trabalho na vida incluindo, nos anos 80, sobreviver como empregado de uma discoteca em Lisboa onde os mulatos de Angola me trataram como se eu fosse lixo. Sim, limpar as pias dos brancos! Trabalhei na Alemanha, onde, não obstante a má reputação Teutónica não tenho queixas nenhumas – mesmo na Bavaria. Consegui instalar-me nos Estados Unidos onde pretendo continuar com os meus estudos e escrever sobre os grandes mitos de Angola.

8. Não pertenço a nenhum clã das redes de influência tradicionais Angolanas. Pertenço, porém, a um partido que adoro com todo o meu coração. Este partido chama-se – ANGOLA!»
In Abreu Kussuya abreukussuya@yahoo.com

Epok acreditou que era uma boa análise desapaixonada sobre um assunto proibido. Ninguém gosta de o abordar. Será por isso que o reino está a ser destruído? Epok não tinha dúvidas sobre isso. O racismo camuflado destrói tudo. Inclusive as piranhas. Ah! Que se fodam os racistas! Antes que esta merda dê o berro, vou ganhar as minhas comissões na sobrefacturação, enviá-las para o estrangeiro, e depois que se matem uns aos outros. Epok despertou:
- Senhorita das pinturas… envie o chefe das cozinhas!
- …..

Imagem: Angola em fotos

Semear estádios de futebol sim, agricultar não, espoliar sim


Se um estádio de futebol é mais importante, valioso que uma universidade, então cago-me para este futebol. Um bom livro é muito mais valioso que qualquer estádio de futebol. E uma biblioteca é muito mais valiosa que todos os estádios de futebol existentes no mundo.

Eis uma aberração: investem-se milhões num jogador de futebol, e não se investem milhões nos desempregados. É criminosos gastar rios de dinheiro em estádios de futebol e publicitar às populações na miséria, que gastem dinheiro para assistirem à grande parvoíce que é ver homens a correrem atrás de uma bola para a pontapearem.

Pois claro! A crise económica angolana deve-se aos milhões, biliões de dólares gastos nos estádios, enquanto as populações espoliadas estão abandonadas. Sereis julgados, condenados por isto!

É desplante falar na participação de gastos para conservar condomínios, quando o governo protege os trabalhadores estrangeiros e despede os nacionais. Gasta milhões, biliões em estádios de futebol e não distribui os rendimentos do petróleo à população. Porque é um direito que lhe assiste.

Mas, pelo contrário espolia selvaticamente a população, sente-se à vontade porque países estrangeiros protegem a corrupção e a eleição da desgovernação.

Nasce-se para sofrer (!). Fica difícil de acreditar. O povo votar e a ditadura continuar. Só há dinheiro para os prédios deles. A população que construa casas de chapas… se conseguir.

E neste campo de concentração quase à beira-mar desorientado e por apenas uma família manejado. Quando o poder é familiar os servos são a população. Com uma família no poder, tudo para eles. A população nem direito tem a uma cabana de chapas. Isto vai doer muito, e muitos vão perecer outra vez. Traidores, venderam o país e o povo aos estrangeiros.

Quantas alvíssaras os administradores municipais recebem para desalojarem, partirem, organizarem um vendaval de destruição populacional das quadrilhas especuladoras nacionais e internacionais?

Muito tempo no poder, os corruptos e similares fartam-se, asseguram-se, engordam. O futuro desaparece da população, devido à violenta especulação.

Dizia a governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo, que não sabe onde colocar cerca de vinte mil pessoas que vivem numa vala de drenagem em Luanda. Que fraca visão governativa: Angola é tão grande, espaço é o que não falta.

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/





Sitiados


E votou-se (?) e saiu um governo democraticamente eleito. No terror da besta com quatro letras. E os eleitos agradecem e retribuem aos eleitores. E os eleitos cumprem as promessas eleitorais. Sitiam, espoliam selvaticamente tudo e todos… no voto sem coração.

Como forças francesas na Argélia e americanas no Vietname e no Iraque. Vencidos e convencidos. Este é o poder catastroficamente eleito que envia contra populações desarmadas, esfomeadas, em uníssono tropas presidenciais, polícia de choque, antiterror, segurança pública, cães, cavalos… esqueceram-se dos tanques e da aviação.

Com um poder assim, quanto tempo lhe restará de vida? Não estamos em 2009, estamos no tempo da Idade das Trevas. Com o êxodo forçado da população atirada para a mais incrível indigência.

Nem às crianças dão o que elas merecem. Angolanos sem direitos… nem estrangeiros podem ser no seu país. Apátridas perdidos no tempo das campanhas constantes que lhes movem as fardas militares da revolução, da destruição de um Povo, de uma Nação.

Um governo de especuladores imobiliários e para especuladores imobiliários. Um governo de estrangeiros e para estrangeiros. É incrível, abominável os crimes que os estrangeiros cometem… e ficam impunes. O poder acoberta-os, o muito dinheiro cega-o.

Que grande felicidade governar analfabetos, não é?! Dóceis, ingénuos, carneiros fáceis de dominar, escorraçar de curral em curral, nos descampados e nos tendais. Governar é exonerar a população. É fingir que houve luta de libertação, que ainda não aconteceu.

Angola é por vontade própria trincheira firme da corrupção e da especulação em África. Angola é uma mina de petróleo e diamantes para os governantes. Parece que há povos que adoram viver subjugados por ditadores. Estes são como os alcoólicos e drogados que tudo justificam para continuarem com o vício. Daqui podemos concluir que os defensores do poder eterno são como os drogados.

E as fogueiras da inquisição reinante estão outra vez acesas, em, abrasantes. Os inquisidores perseguem terrenos, casebres, palhotas, casotas. Completamente loucos, esgazeados, destroem os haveres não corrompidos dos pobres eleitores que lhes votaram.

É uma lástima os ditadores convencerem-se de que os seus reinos não sobrevivem sem eles. Pelo contrário, os reinos extinguem-se, esvai-se com eles.

Imagem: http://news.bbc.co.uk/2/hi/in_pictures/7704187.stm

terça-feira, 28 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (29)


O vento semeava a poeira das catedrais de construções flutuantes. New Deal, projecto nova vida, nova corrida ao homem dourado. Muito dinheiro, muita redundância bancária. Destruir, construir, destruir. Construir uma árvore é mais difícil, é mais fácil construir um prédio. Senti começo de inflamação das conjuntivas. Com apetite fármaco entrei numa farmácia. No fundo do balcão, o farmacêutico conversa molemente com uma cliente. São jovens, parecem disfarçar, namorar. Disfarço-me também e percorro o mostruário até conseguir ouvir a conversa. A jovem activa-se, sacode-se, sobe o tom da voz.
- Não tenho direito ao emprego porquê?!
- Sabe…
- Sei o quê!? Passei nos testes de admissão. Mandaram-me apresentar ao serviço hoje, e aqui estou.
- Você não entende as coisas.
- Repito! Não tenho direito ao emprego porquê?!!
- Sabes… se fosses mais clarinha… terias o emprego.

Ela levantou uma mão na intenção de despedir uma chapada. Vacilou, arreou, ausentou-se espantada. A lacrimejar na porta de saída, esforçou as cordas vocais.
- Essa não! Essa não!
Aviei-me com o medicamento e reencontrei-me na rua. Soltei-me das ilicitudes dos ventos contrários.
- Que Deus nos acuda! Outra vez Nero incendiará Roma e culpará os Cristãos!

No cume de uma antena quatro aves de rapina aguardam maré de rosas. Alguns pombos distraídos voam perto. Duas rapinadoras alçam voo, preparam arraial alado. Pairam sorrateiras, os columbiformes detectam-nas e janelam.
As zungueiras em fila indiana espalham fervores nos seus andores. São jovens apetitosas que estudam nas ruas das universidades paralelas. Carregam livros de ouro, líquidos nas suas panelas. Imensas filas de viaturas esperam, desesperam. As estações de fornecimento de combustível são insuficientes. Aproximo-me do grande esgoto.
Nota-se que era uma rua extensa. Está um imenso estendal, lodaçal. Bem nutrido, alimentado sem encargos régios. Bóiam restos de lixo. Colónias de lagartas colonizam, fazem ambiente. A grata entomologia promove o desenvolvimento social das espécies. Um camião recém-chegado estacionou, estatelou com as rodas traseiras ao léu. Conseguiu engolir-se no espólio crateriforme. O seu condutor aprendeu com o rei David: «o abismo chama o abismo». A engrenagem parecia um dos rios dos Infernos.
- Meu Mentor… é a versão do Apocalypse Now?
- Não… é o nosso mar da existência.
- Sem ondas? Sem pescadores?
- A rua foi saneada quatro vezes. Instruíram como se deve morar num prédio. Os locatários fazem ouvidos de mercador. Os saneadores cansaram-se, abandonaram-nos à sorte. Falta ignição para estas coisas e loisas. São vernáculos, venatórios primevos. Utilizam-se disso como estratagema de vingança. Fruem o prazer mórbido da destruição.

Imagem: Angola em fotos

O Cavaleiro do Rei (38). Novela


Participou num debate sobre racismo na NetReal, acessível a poucos, devido a razões compreensivas… preços Reais e irreais, péssimos, sem concorrência. A sua intervenção limitou-se apenas a dizer que: Os brancos não gostam dos mulatos nem dos negros. Os mulatos não gostam dos negros nem dos brancos. Os negros não gostam dos brancos nem dos mulatos. Não entendia o porquê de tanta hipocrisia. No computador Real procurou um artigo que lhe enviaram pelo e-mail Real. Achava muito interessante o modo como o autor abordava o racismo. Ainda mais era um súbdito do reino, que preferira o exílio no poderoso reino dos Grandes Estados Unidos. O texto apareceu no monitor Real, especialmente fabricado para o rei. Dizia:

«ABREU KUSSUYA abreukussuya@yahoo.com
Muitos dos argumentos que estão a ser feitos aqui não são inéditos no continente Africano e em vários outros lugares aonde existe uma disputa do poder entre raças, grupos étnicos etc. No continente Africano, em países Anglófonos, por exemplo, o processo da “Africanização” do sistema governamental e das altas escalas das empresas públicas não foi encarada positivamente por grupos que, tradicionalmente, pertenciam ao topo – os brancos e Indianos. E o descontentamento deste grupo que se sentia, de repente, destronado, manifestava-se através de argumentos que aparecem hoje neste site quando se debate o predomínio dos brancos e mulatos nas instituições Angolanas. O acrescentamento de quadros indígenas, argumentava-se, resultaria na mediocridade. Enumerava-se então os grandes defeitos do negro – a sua suposta preguiça perene; a sua incapacidade de planificar, organizar e implementar; a sua falta de pontualidade; a sua incapacidade de seguir regras e normas; a sua inabilidade de superar vícios carnais, como querer dormir com as secretarias ou dar emprego às suas amantes; o seu espírito permanente vingativo e invejoso; a sua inabilidade de captar relações abstractas de vários fenómenos relacionados ao seu trabalho; a inabilidade de pensar estrategicamente etc. A lista dos defeitos do negro é quase interminável.

2. Estes argumentos serem mesmo considerados como fazendo parte do arsenal do PRECONCEITO INTERNACIONAL. Nos Estados Unidos, o mesmo foi dito sobre os Afro-Americanos. Na Inglaterra, o mesmo foi regularmente dito sobre os Irlandeses, que só tomaram a sua independência em 1920. Os Europeus do Norte diziam as mesmas baboseiras à volta dos Italianos, Espanhóis e – claro – Portugueses. Os Japoneses, diziam a mesma coisa sobre os Chineses e Coreanos quando reinaram sobre esses povos. Os Russos – esqueçamos da propaganda comunista – diziam as mesmas coisas sobre indivíduos vindos dos estados Asiáticos da União Soviética, como o Kazaquistão. Os Indianos, para justificar o sistema de casta, aonde os Dalits (os ditos intocáveis) permanecem sempre em baixo, como os Nganguelas e Chokues em Angola, também invocam os mesmos argumentos sobre as deficiências desta classe supostamente baixa e que não é dada a mobilidade social.

3. O que é triste, neste nosso debate de Angolanos, é que os nossos irmãos mulatos ainda restam na fase da Catinga. Os pretos, para eles, cheiram a catinga, são corruptos e incompetentes; ergo, não podem assumir ou mesmo reclamar lugares de chefia no seu próprio país. Há várias razões que explicam esta arrogância tão barata do mulato Angolano. Em primeiro lugar, o preto Angolano dá muito valor ao mulato e à sua pele. Em outros países Africanos, o mulato é filho do branco, concebido em muitos casos em circunstâncias enojantes, e acabou. Nestas sociedades, só ascende o mulato que pode provar ser competente etc. Em Angola, isto já não é o caso – não há, no mundo, um indivíduo tão enfatuado consigo próprio, com uma noção do seu próprio valor tão irreflectida como o mulato de Angola! Para constatar isso, basta só uma visita a uma das capelas dos nossos compatriotas claros – como a discoteca Palos na Petrofaminta. Isto tudo advêm de uma certa veneração que o negro Angolano tem para com o mulato. Não é invulgar, em Angola, encontrar um negro licenciado, culto, sofisticadíssimo, capaz de falar varias línguas etc., que, depois de uma tarrachinha, começa logo a gaguejar perante uma mulata semianalfabeta.»

Imagem: Angola em fotos


História Universal (18). O Apogeu da Assíria


As nações Cananeas coligaram-se contra a Assíria.

CARLOS IVORRA

A coligação estava encabeçada por Ozías da Judeia, mas o intento foi um fracasso e em 738 o exército cananeu foi derrotado por Teglatfalasar III. Israel, Judeia, Síria, Tiro e as demais cidades fenícias foram submetidas a tributo. Nesse mesmo ano morreu Menajem de Israel, que foi sucedido pelo seu filho Pecajya.

Segundo a tradição grega, 738 foi também o ano em que ocupou o trono da Frigia o rei Midas. Boa prova da prosperidade da Frigia nesta época é a conhecida lenda grega segundo a qual Midas convertia em ouro tudo quanto tocava.

Voltando a Israel, o rei Pecajya fez o possível para contentar a Assíria, mas o pagamento do tributo exigia arrecadar muitos impostos e o povo estava descontente. Ademais na Judeia havia desde sempre um sentimento de ódio aos estrangeiros, o que unido a uma desconsideração do poder assírio culminou com um golpe de estado em 736, que deu o trono a um general chamado Pecaj, que se apressou a organizar uma nova coligação contra a Assíria. Não tardou em conseguir o apoio do rei Rezin da Síria, filho de Benhadad III, mas tiveram dificuldades em convencer Jotan (o filho de Ozías, regente da Judeia). Em 735 apareceu na vida pública da Judeia o profeta Isaías, profeta na linha reformista inaugurada por Oseas anos antes. Sem embargo, à diferença de Oseas, Isaías era de família aristocrática, pelo que tinha fácil comunicação com o rei e os sacerdotes, e estava contra uma rebelião da Assíria. Para complicar mais as coisas, em 734 morreu Ozías e pouco depois morreu também Jotan, com o que o trono passou para o seu filho Ajaz. O novo rei esteve de acordo com Isaías e optou pela neutralidade da Judeia num hipotético enfrentamento contra a Assíria por parte de Israel e a Síria.

Neste mesmo ano os coríntios fundaram a cidade de Siracusa, a oeste da Sicília. Abria-se assim um processo de expansão da Grécia pelo Mediterrâneo. A política dos gregos foi fundar colónias em zonas costeiras adequadas para o comércio. As suas cidades especializavam-se em elaborar produtos de artesanato com matérias importadas que depois intercambiavam com tribos do interior, mais primitivas, que lhes administravam alimentos.

Entretanto, as forças conjuntas da Síria e de Israel invadiram a Judeia, em represália pela sua negativa a integrar-se na coligação antiassíria. Não tiveram dificuldades em tomar todo o país. Os edomitas e os filisteus aproveitaram para se independentizarem e Ajaz viu reduzido o seu reino aos arredores de Jerusalém. O rei pediu ajuda à Assíria e Teglatfalasar III não tardou em responder. Os seus exércitos chegaram à Síria em 732 e a subjugaram sem dificuldade. Com isso a Síria desapareceu para sempre da história como nação independente. Esta aniquilação deveu-se a que Teglatfalasar III empregou uma política muito mais astuta da dos seus predecessores. Enquanto estes trataram de conter aos povos submetidos mediante o terror, Teglatfalasar III decidiu realizar deportações em massa. Disseminava a aristocracia de um povo entre outras regiões distantes, enquanto que outros estrangeiros eram levados a ocupar o vazio deixado. Assim logrou apagar muitos sentimentos nacionais, enquanto que criava fricções internas entre os antigos habitantes de uma zona e os recém-chegados, fricções que consumiam umas energias que de outro modo poderiam empregar-se contra a Assíria. O caso foi que os sírios se disseminaram pelo império Assírio, e com eles levaram a sua língua, o arameu. Tratava-se de uma língua muito mais simples que o acádio, a língua da Assíria, pelo que foi rapidamente adoptada pelos mercadores e se converteu numa espécie de idioma internacional da Ásia Ocidental. Com o tempo deslocaria também o hebreu.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: WIKIPEDIA

Campos de concentração nazis que podem ser de Luanda. Bergen-Belsen


Origem: WIKIPEDIA, a enciclopédia livre.

Coordenadas: 52° 45' N 9° 54' E

Bergen-Belsen, por vezes referido apenas como Belsen, foi um campo de concentração alemão da época de Adolf Hitler. Localizava-se no actual estado alemão da Baixa Saxónia, no distrito urbano de Celle.

Entrou em funcionamento em 1940 como campo para prisioneiros de guerra. Depois de 1941, cerca de 20.000 soldados Soviéticos foram torturados e mortos no campo. Mais tarde, em 1942, Bergen-Belsen tornou-se um campo de concentração; as SS tomaram o comando em Abril de 1943.

Ao contrário do que muitos pensam, nesse campo não havia câmaras de gás, uma vez que os assassínios em massa deveriam ter lugar nos Campos de Extermínio (Vernichtungslager) no Leste Europeu; no entanto, milhares de Judeus, homossexuais e Ciganos foram aí torturados ou morreram de fome, já que os alemães não tinham como alimentá-los no final da guerra, mas, mesmo assim, em 1945 os prisioneiros de outros campos foram levados para as linhas da frente, uma vez que os Soviéticos avançavam.

Em condições de sobrelotamento, de doença e malnutrição, houve muitas mortes. Foram cavadas grandes valas. Quando as tropas britânicas libertaram o campo em 15 de Abril de 1945, eles encontraram milhares de cadáveres por enterrar.

Grande parte de Bergen-Belsen foi deitada a baixo após a libertação, com receio de tifo e dos piolhos.

Cerca de setenta mil pessoas morreram em Bergen-Belsen. Entre elas conta-se Anne Frank e a sua irmã Margot Frank, que morreram ali em Março de 1945.

Hoje, o campo está aberto ao público, e contém um centro de visitantes e uma "Casa do Silêncio" para reflexão em sossego. Foi construído um grande obelisco.

Imagem: Sepultura simbólica de Anne Frank, uma das vítimas de Bergen-Belsen.

Breve História do Terrorismo Bancário (29)


21.03.2009 - 00h05 - Luis, Almada
O actual papa e o anterior estão ainda envolvidos no caso do Banco Ambrosino.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Em 1976, Paulo VI sondou um marchand franco-judeu, para leiloar a Pietá. As finanças do Vaticano estavam falidas, consequência de séculos de pilhagens e má gestão. As financas do Vaticano foram afectadas pelos contactos entre o cardeal Marcinkus e dois banqueiros italianos: Michele Sindona, ligado à máfia siciliana, e Roberto Calvi, membro da sociedade maçônica Propaganda-2.

Marcinkus, que levou para o túmulo muitos segredos sobre as finanças do Vaticano, era conhecido como "o banqueiro de Deus", pela liberdade e autonomia de que gozou. Dirigiu durante quase 20 anos - de 1971 a 1989 - o Instituto de Obras para a Religião, o "Banco do Papa". Após deixar o Vaticano sem reservas, depois de em 1984 pagar 240 milhões de dólares aos credores do Ambrosiano, Marcinkus viveu em exílio interno no Vaticano, após ser investigado pela Justiça italiana.

Criticado por ter feito negócios com pessoas ligadas à máfia e que lavavam dinheiro em off-shores, Marcinkus foi protegido por este e pelo papa anterior, que sempre lhe deram imunidade diplomática. Não tem pois o papa nenhuma autoridade para pregar moral a ninguém.

Devaneios 28Jul09


11.07.2009 - 22h56 - Manuel, Angola
Um excelente recado para Eduardo dos Santos e outros ditadores que grassam pela África. Isto ajuda a explicar as razões que levaram Obama a excluir Angola nesta digressão à África subsariana.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

12.07.2009 - 01h53 - Karlos, Almada
Este Luís Almada é um fanático de esquerda, um fundamentalista vermelho igual aos outros fundamentalistas islâmicos. Para ele é só ódio a América (Lembra-se o Bin Laden também dizia isso), sinceramente o comunismo é em si próprio uma religião fortemente fundamentalista, não há paciência para esses fundamentalistas sejam eles comunistas ou islamistas ou de outra religião qualquer.

11.07.2009 - 22h12 - Karlos, Almada
Epa o Obama tem razão, os africanos têm de deixar de lamechisses e estar a sempre a atribuir a culpa a estes e aqueles. Discursos como as tretas sobre o imperialismo americano do Luís Almada não servem para nada (o cumunismo morreu a muito tempo, nem no país aonde nasceu aquilo tem valor). O que la foi, la foi. O importante é os africanos correrem com os Kadafis, José Eduardos dos Santos, Mohamed's VI, Mubarak's e outras aves raras que por lá andam que todo o potencial virá ao de cima. Estar agora a chorar porque os americanos fizeram isto e aquilo é ridículo totalmente ridículo absolutamente inútil. O importante é bola para frente e prosperidade acima de tudo contra tudo e contra todos. Portanto Obama tem razão.

1.07.2009 - 16h18 - Achille Talon, Lixado
Engraçado como os países ricos atiram milhões para cima dos países pobres e só provocam a pobreza das populações!! E engraçado como foram esses mesmos países ricos e poderosos que no passado ajudaram à independência dos países africanos para agora colocarem ditadores à frente desses países pobres que seguem as ordens de quem lhes paga tipo franchising!! Engraçado tambêm como o Sousa da Bridge não consegue tirar as palas e constatar o óbvio!!!

DIÁRIO ECONÓMICO

Carlos Justo, Lisboa 16/07/09 10:29
Bom. Este Alberto João sendo um bronco, às vezes tem razão. Sendo o comunismo um atraso dos povos como se comprova na Coreia, em Cuba e em breve na Venezuela e as populações destes regimes autenticos escravos sem direitos,porque razão não deve também ser abolido das Contituições ? Concordo que em Portugal se venha a realizar um julgamento do PCP pelo mal que tem feito ao país, destruição de empresas e grande causador de desemprego.

Julio Martins, Varsovia 16/07/09 10:50
Vivo em Varsovia e conheco bem os efeitos do comunismo na Polonia e nos paises em redor. Poucas vezes concordo com o Alberto Joao, mas desda vez apoio incondicionalmente. O comunismo destroi a individualidade humana!!!
Cumprimentos.

burro, 16/07/09 10:05
atenção: eu sou burro.
os aleijados da morgan stanley dizem que vai para 85$ e há um ano diziam que ia para os 200$ este cretino diz que vai para os 20$ a opep diz que abaixo dos 50$ mais vale ir para casa a galp diz...a galp não diz nada apenas reflecte o aumento do crude a 100% e as descidas do crude a 50% no preço final eu digo: LOL grande LOL e digo mais: gostava de ter dinheiro para especular e mandar as minhas previsões de acordo com a minha carteira de futuros sobre o preço do crude

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Negro, colonialismo negro


Não nos libertaste do colonialismo branco
Estás corrompido, carcomido
Nos poços petrolíferos
E estrangeiros diamantíferos
Negro, colonialismo negro

Generais fazendeiros, não rendeiros
nos jardins do Éden
feitores de leis e espoliadores
de pardieiros, palheiros
e terreiros
Exemplares zimbabueanos
E somalis
sangrentos, odientos
Negro, colonialismo negro

Neste momento, crianças,
mulheres, homens, velhos, velhas
negros e negras indefesos
sem independência
oram nas noites frias
o gélido poder
dos guerreiros sem guerra.
Um exército com a ultima solução
destruir a população
Negro, colonialismo negro

Tanta miséria e infinita opressão
dos palácios que nos açoitam
na servidão
Sem intelectos que nos valham
todos sucumbirão
A seguir uma multidão
de negros e negras deportados
neste campo de concentração
indefesos cairão
Na mais ignóbil traição
Da luta de libertação
Ah!.. Negro, colonialismo negro












sábado, 25 de Julho de 2009

O Drácula de Luanda


Apesar da considerável tagarelice em contrário, a relação natural entre pessoas é uma de cooperação pacífica, baseada no reconhecimento da produtividade física mais elevada da divisão de trabalho. Isto não significa dizer que não haverá crime e agressão. A humanidade sendo o que é – assassinos, ladrões, bandidos, e artistas trapaceiros sempre existirão.
Uma ordem natural é caracterizada por cooperação pacífica. Sendo assim, para fazer um Estado parecer necessário, qualquer pseudo-Estado deve primeiro destruir a ordem natural e criar a “anarquia” Hobbesiana caracterizada pela espoliação e pelo vandalismo.
Nenhum povo pode ser governado por muito tempo sob a mira de uma arma.

Se A liberta B, que está sendo mantido como refém de C, isto é um ato de libertação. No entanto, não é um ato de libertação se A liberta B das mãos de C a fim de manter B como refém ele mesmo. Não é um ato de libertação se A liberta B das mãos de C matando D. E também não é um ato de libertação se A através da força toma o dinheiro de D para libertar B de C.
http://www.oindividuo.com/convidado/hoppe.htm



«DEMOLIÇÃO: Regime derruba residência com cadáver dentro
Sexta, 24 Julho 2009 17:27

Luanda - Desde há pelo menos três dias (hoje, 24 de Julho de 2009) que cerca de 3.000 residências vêm sendo demolidas nos Bairros do Iraque e Bagdad e na zona de ligação ao Fubu na cidade de Luanda (Angola), por militares das Forças Armadas, da Polícia de Intervenção Rápida e da Polícia Regular.

Poderosa operação de demolição de residências em Luanda

Testemunhas oculares dizem tratar-se dum autêntico terramoto com casas a serem destruídas com meios pesados e as populações entregues à sua sorte impotentes a verem as suas estruturas e haveres completamente destruídos.

O cenário comporta as cenas mais macabras de desumanidade. Ontem, um cadáver que era velado numa casa foi retirado e depois a casa partida; Uma senhora que estava em trabalhos de parto, tão-logo terminou, viu a sua casa igualmente partida, entre dezenas de acontecimentos tristes e desoladores sem a presença da comunicação social.

Apesar do debate havido recentemente na Assembleia Nacional visando parar com as demolições desumanas e mesmo ilegais o Governo da Província de Luanda e as Forças Militares e Policiais mantêm a sua actuação truculenta.

Sabe-se que nesta manhã os activistas da SOS habitat, cujo líder Luís Araújo, acabou de voltar ao país ontem à noite, se dirigiram ao local.»

Para mais informações contactar:
Ramos Buta: 923574838
Ricardo: 912630732
SOShabitat: 912507343

Fonte: SOS Habit CLUB-K.NET
Imagem: http://www.nadaver.com/wp-content/uploads/2008/09/dracula1.gif

Campos de concentração nazis que podem ser de Luanda. Bełżec


Origem: WIKIPEDIA a enciclopédia livre.

Coordenadas: 50° 22' N 23° 27' E

Bełżec foi o primeiro campo de extermínio nazista criado durante a implantação da Operação Reinhard. Está localizado na parte sudoeste do Distrito de Lublin, perto de Belzec, uma pequena vila de uma linha de trem em Lublin-Lviv.

No início dos anos 40, os alemães criaram alguns campos de trabalho no distrito, trabalhadores criaram a "Linha Otto", uma série de fortificações na fronteira com a URSS. Esses campos judeus foram desmontados em outubro de 1940. O campo de extermínio não foi parte dele, ou convertido de outro daqueles campos de trabalho. Ele foi construído em uma conexão com Aktion Reinhard, especificadamente criado para a morte dos judeus.

O lugar escolhido foi ao lado de uma estrada de ferro, com uma distância de 400m da estação de trem de Belzec, e somente 50m à leste da linha de trem principal de Lublin-Lviv. Richard Thomalla, dos SS-Zentralbauleitung Zamosc supervisionou a construção. O supervisor dentro do campo era um oficial ruivo da SS, mas sem identificação, conhecido como "O Mestre" (dei Meister). Treinou manualmente trabalhadores poloneses de Belzec que criaram na área as câmaras de gás e as barracas, sendo "bem pagos", eles foram substituídos pelos judeus das vilas próximas de Lubycza Krolewska e Mostly Maly. A construção começou em 1 de novembro de 1941 e foi completada no final de fevereiro de 1942.
Belzec foi dividida em duas seções:

O Campo 1, nas seções norte e oeste, que foi a área de recepção e incluía a rampa da estrada de ferro, a qual inicialmente acomodava de 10 a 15 vagões. Um lado não utilizado foi seqüencialmente adicionado para montar uma segunda rampa para a fase final dos extermínios. Juntas, as rampas proviam lugares para 40 vagões. Na fase final, haviam duas barracas para as pessoas despirem-se, uma para mulheres e crianças e outra para os homens. O Campo 2, a área de extermínio, incluía as câmaras de gás e poços retangulares para cremações. Os poços tinham um tamanho méido de 20m x 30m x 6m de altura. Essas sepulturas em massa estavam localizadas nas regiões noroeste, leste e sul. Depois, duas barracas, consistindo de alojamentos e uma cozinha, foram erguidas no Campo 2 para os prisioneiros judeus que trabalharam lá (os Sonderkommando). Os dois campos foram separados por uma cerca camuflada e dois portões, um ao leste da garagem da SS, e o outro próximo do final da rampa.

A partir deste ponto, um caminho foi aberto dentro da floresta para chegar aos poços de execução. Uma passagem chamada "dia Schleuse" ("A Comporta"), foi construída 2 metros de largura e 100 metros de comprimento, camuflada dos dois lados e com cercas de arames farpados. Esta passagem conectou as barracas de despimento no Campo 1 com as câmaras de gás do Campo 2. Uma rede de camuflagem foi levantada acima do teto para evitar observações aéreas. Os alemães perceberam que estavam perdendo a guerra, e Himmler ordenou que todos os vestígios de extermínio deveriam ser "apagados" por entre as áreas ocupadas. Ele direcionou Paul Blobel para formar um comando especial, chamado "Sonderkommando 1005". Os transportes finais para Belzec chegaram em 11 de dezembro de 1942. Isto provocou a aceleração das cremações, que foram realizadas pelos trabalhadores e pela equipe de funcionários judeus, pois a equipe Sonderkommando 1005 teve acesso negado aos acampamentos de Aktion Reinhard.

Höering delegou Gley e Friedrich Tauscher para começar os serviços, assistidos por Hackenholt, que teve à sua disposição uma escavadeira para sepultar os cadáveres. Trabalhadores judeus da "Brigada da Morte" queimaram os corpos e requeimaram os restos nos poços. Os corpos eram jogados dentro dos poços e empapados em um óleo grosso, e só então eram queimados. Entre 434.000 e 500.000 cadáveres foram cremados nesta área em Belzec.

Por meses, toda a área tinha uma espécie de névoa pesada, por causa do óleo. Os habitantes locais tinhasm que raspar a gordura humana que se acumulava nas suas janelas. As tentativas de acabar com as evidências de extermínio foram bem mais funcionais depois que os alemães conseguiram uma máquina para esmagar ossos (do Campo de Trabalho Janowska), operada por algum "Szpilke".

O desmembramento de Belzec começou na primavera de 43. Para elaborar o sistema das cercas e das barricadas, as barracas e as câmaras de gás foram desmanteladas e os itens usados foram levados para o campo de Maidanek. O líder de campo decidiu transportar os últimos judeus Sonderkommando para Sobibor. Höering contou aos Kapos que eles estariam sendo transportados para Lublin. Comendo somente pão, alguma comida enlatada e vodca eles passaram três dias nos vagões. Leon Feldhendler, um prisioneiro judeu de Sobibor, lembra: "Em 30 de junho de 1943, um comboio com os últimos judeus de Belzec chegou sob a supervisão do líder da SS, Paul Groth, para serem liquidados. Enquanto eram descarregados do trem, os prisioneiros começaram a correr para todos os lados. Eles foram todos mortos e ficaram pelo campo." Com as exumações e as cremações quase completas, Höering deixou o campo, colocando Tauscher no seu lugar para as liquidações finais. Quando tudo acabou, os agentes da SS de Belzec foram dispersos para os outros campos. A população local desceu ao campo, procurando ouro e outros objetos de valor. Fazendo isso, várias pessoas encontraram pedaços de corpos decompostos que não haviam sido enterrados.

As escavações do local do campo foram descobertas por Dubois, que depois foi mandado de volta de Sobibor por wirth alguns dias após a SS terem saído. Dubois reportou a Wirth, que discutiu o assunto com Globocnik. Eles decidiram plantar árvores e construir uma fazenda para a ocupação permanente de uma família ucraniana na tentativa de guardar a área dos escavadores.

No verão de 1943, duas pequenas tropas da SS e alguns ucranianos chegaram para implementar este trabalho. Uma tropa veio de Treblinka e a outra, de Sobibor. O grupo de Treblinka era liderado por Karl Schiffner, e o de Sobibor, por Unverhau. Uma grande casa judia do outro lado do campo, foi demolida e reconstruída como uma fazenda para os ucranianos habitarem. No verão de 1944, Belzec foi ocupada pelo Exército Vermelho e, depois da libertação, os moradores destruíram o local.

Aproximadamente 50 judeus escaparam de Belzec. Desses que fugiram, somente 7 continuaram vivos após o fim da guerra. Somente Rudolf Reder, que escapou de Belzec em novembro de 1942, poderia prestar depoimento como testemunha ocular sobre as atividades no campo. Uma pesquisa mais recente indica um total de 434.508 vítimas em Belzec. Depois, estimou-se que os números chegariam entre 500 e 600 mil, mas assim como nos outros campos, esses números são somente estimativas.

Imagem: http://4.bp.blogspot.com/

Devaneios 25Jul09


Vivaço, 09/07/09 09:09
Somos cegos guiados por outros cegos! É uma constante ouvir políticos e economistas que "foram apanhados de surpresa pela crise" " vai ser pior do que prevíamos" "que estagnação vai ser mais longa do que esperávamos". Uma lástima, este choradinho bacoco e incompetente de quem devia governar e só desgoverna acossado pelos acontecimentos que foram incapazes de antecipar. Mas não aprendem, preferem continuar de cabeça bem enfiada na areia e cometer vezes sem conta os mesmos erros! Estou farto de dizer que li um livro que, já em 2003, antecipou com rigor tudo o que está a acontecer no mundo e que prevê que a crise económica só vai acabar mesmo em meados de 2013, tal como previu há dias uma empresa espanhola de consultoria e que foi publicado neste jornal. Esse livro foi publicado pela Gradiva e chama-se "1929-2037 Os Ciclos Económicos...". Ninguém quer saber, pois não? Então depois não digam que não foram avisados!!! Queriam retomas por decreto? Adaptem-se às circunstâncias!!!
DIÁRIO ECONÓMICO

07.07.2009 - 13h58 - Brissos Lino, Setúbal-Portugal
É chocante ver o Papa a semear em seara alheia. Disse Jesus: "O meu reino não é deste mundo"... O que parece é que Bento XVI se está a colocar em bicos de pés. Governo mundial quererá dizer... do Vaticano? Era o que faltava!

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

07.07.2009 - 13h50 - Vasco, Guatemala
Ai estão eles..... as peças do lego começão a juntar-se. Primeiro criam um crise artificial referida diarimente nos media para entrar á força na cabeça das pessoas ... Com este "brainshasing" diário, facilmente a carneirada (que muitos vem aqui palrear) facilemte aceita esta proposta do papa (como que se só hovess estaalternativa). O Vaticano faz prte do circulo invisível do poder mundia, cada vez se torn mais claro. New World Order está ai - Escravização mundial.

07.07.2009 - 13h49 - Espectro, Porto
O Papa sonha com a reunificação das Igrejas sob a sua batuta e com a unificação política das Nações sob a batuta de um novo Carlos Magno, que obviamente, tal como o Imperador, serviria a Igreja Católica. Nada de novo nos diz este Papa! Afinal seria a repetição da história! LOL. P.S.: aqui vos deixo, para reflectirdes, um excerto de o Anticristo, de Nietzsche, também alemão, só que, ao contrário do Papa, do ramo dos inteligentes e corajosos: "O cristianismo tomou partido por tudo o qué fraco, baixo, falhado, fez da oposição aos instintos de conservação da vida forte um ideal. estragou mesmo a razão das naturezas intelectualmente mais fortes ensinando que os valores superiores da intelectualidade não passam de pecados, desvios e tentações. O mais lamentável exemplo é a corrupção de Pascal, que acreditava na perversão da sua razão pelo pecado original, quando a verdade é que essa mesma razão só pelo cristianismo que ele professava se encontrava pervertida!". No conceito filosófico de CORRUPÇÃO de Nietzsche o Papa seria um corrupto (aquele que escolhe o que lhe é desvantajoso) LOL


sexta-feira, 24 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (28)


- Verás muito mais. Olha, a morgue principal está cheia de cadáveres desconhecidos. Já apregoam que Caronte, o barqueiro dos Infernos, está midas. Os falsos médicos que os Politburo contrataram, dão grande apoio a Caronte.

Notabilíssima aptidão que os Jingola têm pela poesia, como uma desgraça colectiva. Na caminhada moldada, distanciada, ouço-os animados de bocejos alargados, pomposos.
- Já correm réditos no teu livro de poemas?!
- Ainda não abastaram angariadores.
- Torna-te fácil, elogia os feitos do Politburo.
Ou:
- Feitorei quatrocentos poemas, não consigo ludibriá-los, publicá-los.
- Também agonizei mais de mil, poesia dos combates… não sei se estás a ver!
- Hum, hum!
- Se publicar um livro de poesia, serei eleitor da Academia de Letras Politburro. A garinada fartará com lascívia, eu idem. Serei lisonjeado, admirado, invejado pelos meus amigos. Nas igrejas repicarão sinos, porque se pariu um grande escritor avatar. Farei um figurão heráldico. O meu nome literário será gravado na toponímia. A rua onde nasci chamar-se-á Rua do Poeta.
- Ah! … Os poetas Jingola são tão diferentes, como punhais indiferentes.
- Discordo! A nossa poesia é celebrada nos punhais importados, espetados, frustrados de corrupção. Freados mas combativos, demoramos convencimentos. Inda não zarpou para lá das Colunas de Hércules, porque nos falta tempo de limpar o sangue acumulado na noite dos tempos reais.
- Dos pés à cabeça, poesia vitoriosa e derrotas concordantes.
- Até ver!
- A pé firme!
- Sai uma glosa debatida, declamada, motejada do meu vanglorioso corcel bibliotecário.

A Negra Esperança desmonta
Desponta primeiras pernas primaveris infindas
Inusitadas
Iluminadas pelo branquear sotaque
Do seu biquíni desalmado, armado e equipado
Acalorado, transparente de suado

Olhe! Executa ansiosa ao redor
Talvez que alguém pasmado à solapa
Se deleite, a espreite
Nada acontece. Cansaram-se, desregraram-se
Na habitual amnésia lacunar, apunhalar
Fugitivos, proscritos da Negra Esperança.

Imagem: Angola em fotos

O Cavaleiro do Rei (37). Novela


«CONCLUSÃO

Luanda – Sul é um programa de desenvolvimento urbanístico que visa descongestionar o caso Urano da Província. Programa de novos bairros residências.

Luanda está hoje prensada por uma grande rede de musseques de balão: não houve, nestes anos todos. A passibilidade de acompanhar de uma forma a construção de moradias. O resultado é este: musseques de betão! Quando, noutras partes do mundo são Bairros de lata – chaparias, entabuados e outros matérias, facilmente remov´veis. Mas, se dizermos as contas, concluiremos que a construção clandestina, em betão, fica tão onerosa como se a obra surgisse em terrenos urbanizados a rigor. Com o programa Luanda – Sul vamos, pois, começar a fazer as casas de uma forma ordenada. Vamos meter na ordem a construção, isto é fundamental numa metrópole com 3 milhões de almas.

Ih! Ih! Ih! Que grandes mussequeiras. Ah! Não tenho nada que ver com isto. São assuntos do rei. Ele prefere estes futuros quadros à sua volta. Afinal para bem reinar, é necessário que ninguém tenha acesso à informação. Isso é perigoso. Abrem os olhos depois é o fim. Alvitrou Epok.

CAPÍTULO X
A FUNCIONÁRIA REAL

Tudo é uma simples exibição e uma abominável hipocrisia, de todos os partidos, em todas as épocas, com todos os governos; quando estão fora, lutam por entrar; quando dentro, lutam por não ser postos fora...
Daniel Defoe

Epok está sentado na cadeira do gabinete real. Uma funcionária do protocolo, muito bela, muito alta, muito magra, muito escura, com cabeleira postiça muito pintada com uma cor que ela inventou, óculos muito escuros, com as faces muito pintadas, os olhos, os lábios e as unhas dos pés, também tudo sobrecarregado, muito pintado, aproxima-se e proclama independente.
- Senhor cavaleiro regente Epok, o chefe das Cozinhas Reais apresenta-se. Devo embaraça-lo ou entrá-lo?
- Desculpe-me real senhorita, move-me uma pergunta.

Ela sentiu algo de inesperado. Talvez fosse pela farta cabeleira que na ausência do rei aproveitou para caprichar. O rei era muito crítico nesse aspecto. Gostava de ver as suas funcionárias com o que tinham, com o que nasceram, e nada de imitar costumes importados de outros reinos, especialmente o Ocidental. Pôs as mãos por baixo dos seus cabelos, levantou-os e afirmou:
- Pois não, podeis mover-me com real à vontade.
- Presumo que acabais de sair da real exposição de pintura.
- Ai é!? Seu presumido, acaso não gostais das minhas nobres pinturas?
- O reino já está muito escuro, demasiado encoberto, para quê escurecê-lo mais? Aclare-se devidamente, especialmente nas suas ideias. Na verdade evite confundir-se com as noites sem luar. Faça das noites dias claros, seja mais clara no seu comportamento.
- Estúpido imitador racista! Enquanto o rei estiver fora, vou-te fazer a vida muito negra. Ah!.. Filho da puta racista… vais ver... vou-te queixar no rei!
- Pronto! Não se pode falar nada, levam tudo para o racismo. Assim não vamos a lado nenhum. Não sou obrigado a gostar de tudo o que é escuro. Não sou o rei. Ele que vos ature, porra! Suas feiticeiras de merda! Diga no chefe cozinheiro real para aguardar. Ponha-se lá fora, que depois gritarei por si.

Apesar do ambiente climatizado Epok sentiu suores frios. Passou a mão na testa. Forçou o seu corpo para o fundo da cadeira, uma consola em madeira dourada Luís XIV. Depois considerou: porra! Esta merda do racismo, parece que não, mas existe com muita força, escondido, disfarçado, como as noites muito escuras, em que não se consegue ver quem é quem.

Imagem: Angola em fotos

Exemplo para a maldita poluição sonora e política em Luanda


«Juízes entendem que descanso é um direito constitucional
Impedir a vizinhança de dormir pode sair caro

10.07.2009 - 10h42 Ana Henriques PÚBLICO ÚLTIMA HORA
Que marteladas eram aquelas que se ouviam no andar de cima durante a noite? Seria gente surda a que ali morava, para ouvirem a televisão aos altos berros? Nos primeiros tempos, o casal com duas crianças e uma terceira a caminho ficou à espera que a vida no prédio voltasse à normalidade. Mas o que se seguiu foi o calvário de noites a fio sem pregar olho, porque em lugar do silêncio ouviam-se estrondos, mais marteladas e música.

No início deste mês, fez-se justiça. O Supremo Tribunal de Justiça condenou a barulhenta vizinha desta família a indemnizá-la em cerca de 25 mil euros. "Não é uma sentença comum. Lamento que não haja mais tribunais a tomar este tipo de decisão", comenta o presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses, Romão Lavadinho, ressalvando que são raros os queixosos que decidem ir a tribunal, devido aos custos envolvidos. Isso, aliado ao facto de os autores do ruído se transformarem, perante as reclamações, em potenciais agressores dos queixosos, faz com que "a maioria das pessoas se acobarde" quando é confrontada com uma situação do género. "Esta sentença vai ajudar muita gente a recorrer a tribunal", antevê o representante dos inquilinos de Lisboa.

Menos de um mês depois das primeiras queixas na PSP, em Setembro de 2001, o casal e as duas crianças começaram a sofrer retaliações. Primeiro a vizinha de cima atirou-lhes água. O polícia que tomou conta da ocorrência escreveu no relatório que as roupas que vestiam cheiravam a lixívia. Depois foi um vaso em barro, que atingiu o pai das crianças na cabeça. Veio acompanhado de um rol de insultos e ameaças: "Seus cabrões de merda", "Porcos", "Podem ir chamar a polícia, que eu não abro a porta", "Vou fazer-vos a vida infernal com o barulho que vou fazer". A promessa foi cumprida, ao ponto de a família ter de ir dormir para pensões e hotéis várias vezes.

"Terror de voltar a casa"

Ficou provado em tribunal que as duas meninas, uma de quatro e outra de seis anos, "tinham terror de voltar para casa", enquanto a mãe, que estava grávida, "passou a ter crises compulsivas de choro e a andar deprimida". A família passou a frequentar o psicólogo. Às despesas com a saúde mental e com os retiros temporários fora de casa juntavam-se ainda os gastos com obras destinadas pelo menos a minorar o problema. O primeiro tecto falso não resultou. Foi preciso fazer novo isolamento acústico. Mas as paredes de tabique continuavam a deixar-lhes as madrugadas em branco.

Um ano depois de o pesadelo começar no apartamento de Lisboa onde moravam, em Abril de 2002, meteram a acção em tribunal. Não houve instância judicial que não lhes tenha dado razão. Foram os recursos da vizinha de hábitos nocturnos que levaram o caso até ao Supremo. Nessa altura já o Tribunal da Relação tinha dito que quando se impede sistematicamente alguém de repousar à noite se põe em causa o direito constitucional a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado. Os juízes-conselheiros salientam que casos como este dispensam medições dos níveis de ruído, um processo complicado e por vezes infrutífero: "A ilicitude de um comportamento ruidoso que prejudique o sono de terceiros está precisamente no facto de, injustificadamente e para além dos limites do socialmente tolerável", se lesar "o direito à integridade pessoal".»

Devaneios 24Jul09


07.07.2009 - 15h24 - Ébrio, Taberna
2-Abram os olhos, tá tudo à nossa frente, leiam os conselhos do Mário da Covilhã e o Vasco da Guatemala, aproxima-se o tempo de grandes decisões, os Homens de Bem não podem ficar indiferentes, é a nossa liberdade e a dos nossos filhos que estão em causa, estes sanguinários luciferianos estão dispostos a tudo para alcançar os seus objectivos.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

07.07.2009 - 15h10 - Achille Talon, Lixado
E já perguntaram aos muçulmanos se concordam com essa autoridade política mundial?? Esta posição colide com opiniões contrárias de mais de 50% da população mundial!! E se considerar-mos que os católicos praticantes são 1% do mundo católico, quem quer ouvir ou seguir as opiniões de um papa que serve interesses obscuros?? Estaremos a caminhar para novas cruzadas?? E sob que interesses?? Esta igreja decadente e ofensivamente rica devia estar em silêncio a ajudar os pobres do mundo, mas não é isso que praticam!! Muito antes pelo contrário!! O papel das elites é manipular e o mesmo se passa no seio das religiões!!! Espero que ainda vamos a tempo de contrariar o caminho delineado que cada vez mais parece obedecer a desígnio traçados por quem não dá a cara!!! Adordem!!! ACORDEM!!!!!!!

07.07.2009 - 14h51 - Bruno, Londres
o Vaticano ou a Igreja Católica...tolerante!?!?! haa haa discrimina contra as mulheres contra os gays só para mencionar dois grupos de pessoas! a história da própria Igreja Católica diz tudo... o dilema de qualquer Igreja será: ou adaptar-se ao tempo que estamos ou continuar a perder influencia. e olhe que muito mudou (melhor ou pior) em apenas 50 anos... se pudessem voltariam a trazer a Inquisicao!!! Nao tenha dúvidas. Ainda bem recentemente a Igreja associou-se aos mais prolificos criminosos (ditadores) que em nome da Igreja e com a sua bencao cometeram os mais diversos crimes!

07.07.2009 - 14h34 - José Gonçalves Cravinho, Holanda
A ideia do Papa alemão que é Bento, transpira fome e sêde de justiça, mas é uma utopia como é toda e qualquer Religião, porque a pulhice humana não tem limites e o Homem é lobo do Homem. O que me espanta é o Pontífice Romano sair-se com ideias de cariz materialista,s endo êle o Chefe espiritual da Igreja Em todo o caso terá sido inspirado pelo Espírito Santo ou pela Côrte dos Cardeais? Sabe-se que a Opus Dei e a Companhia de Jesus tèem gente abalizada com grande influência na Banca e portanto nas Economias e nas Finanças, e em Portugal até o Espírito Santo é Banqueiro. Também se sabe que a Igreja sempre andou de mãos dadas com os Poderosos, os Reis, os Czares, os Imperadores e os Ditadores, ela tem por missão manter o rebanho do Senhor no redil, prometendo-lhe o Céu ou ameaçando-o com o Inferno após a morte, na Eternidade. Em Portugal e em todos os Países cristãos, a Cruz e a Espada sempre andaram unidas, e nas Monarquias a Cruz encima a Corôa dos Reis e Imperadores. E esta aliança da Religião com os Poderosos no mundo muçulmano, também é um facto concreto e tem ainda o carácter semelhante ao que, na Idade Média, a Europa tinha sob o Domínio da Igreja Católica Apostólica Romana.

07.07.2009 - 14h22 - D. Amélia, Guarda
se calhar é porque o Vaticano tem interesses...e com os juros da poupanca a descer devem estar com medo de uma possivel perda de receitas e dai uma perda do poder de compra e nivel de vida! esperto este Papa!! Hipócrita mas esperto! Que safado!

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

O reino do terror


As críticas de Manuel Alegre surgem na sequência de uma ordem decretada na Loja do Cidadão de Faro, onde as funcionárias foram avisadas que não poderiam usar mini-saia, decotes exagerados, gangas e perfumes agressivos. Saltos altos e roupa interior de cor escura também foram considerados inadequados.
Público última hora


E cresce muito isolado um recém-criado movimento. O MPEA-Movimento Popular da Espoliação dos Angolanos. Com o MPEA, a espoliação é certa. Agora importamos conferências, então, por consenso popular decreta-se: que o reino Jingola se contemple reino das conferências das indigências.

Em Luanda não estão empresas estrangeiras, estão quadrilhas internacionais aliadas, pactuadas à quadrilha nacional. Novos lutadores, apoiantes da luta de libertação na continuação de outra atroz escravidão. A revolta demora, não sei bem porquê. E os néscios… então agora a violência não resolve nada?! Então a luta de libertação fez-se com quê? Não foi com violência não, foi com feroz terror.

Não há porto para este barco. O governo ainda não zarpou, continua ancorado, encalhado. Há meia centúria que promete a verdura da agricultura, mas não consegue plantar, apenas nos prantear. Só planta prédios destoados, despersonalizados, do generalato generalizado. É uma Nação de poetas sem noção. Radicais acompanhados por alguns sorrateiros generais. O governo está uma barcaça hipotecada. Fundiu-se na lava do vulcão que alimentou e criou. É um governo gulagui, um governo incendiário.

Agora com o assédio e a desgraça dos prédios deles, a água sumiu. É só para eles, para os prédios e estádios só deles. Enquanto eles nos governarem, os campos de concentração deles continuarão até nos exterminarem. Isto não é um governo, é uma quadrilha de dráculas, com castelos impuros, dissolutos e sangrentos. E todos os vampiros mundiais aqui desembarcam e logo instalam currais.

Aqui já deixaram de existir gentes, só agentes, só sobrevivem porcos e indigentes. Isto não é um país, é um palácio rodeado de campos de concentração. E a mão-de-obra chinesa será utilizada como exército, militares de reserva?

Já disse que isto não é um país, é um jardim zoológico com espécies animais em vias de extinção. E quantos mais analfabetos se formarem muito melhor. É muito fácil governá-los. Basta dar-lhes umas porretadas para lhes lembrar quem manda e quem deve obedecer. E todos os que estão no poder são forçosamente inteligentes e eleitos pelos seus deuses.

E com o apoio e bênção da Santa Igreja governa-se em nome de Deus deportando a demoníaca população para as tendas dos zangos. Governar é pois deportar as populações e em campos da morte as concentrar. Quando a população chegou os governantes e a FAMÍLIA reinante já cá estavam, tudo era deles. Por isso a população é inoportuna, está a mais. Está onde não pertence. Na democracia o crime compensa, convence.

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/

A Epopeia das Trevas (27)


Resposta da Rádio Oráculo:
Depois de consultado, o Oráculo revelou-nos:
Parafraseando o perfume opiado, ainda marxista de Bertolt Brecht, condizemos: Há governantes que são corruptos num dia, e são bons. Há outros governantes que são corruptos durante um ano, e são melhores. Há outros governantes que são corruptos durante muitos anos, e são muito bons. Mas, há outros governantes que são corruptos toda a vida… esses são os imprescindíveis. Mutam-se os climas, mudam-se as tempestades. Tudo é composto de ciclones.
Injectadas saudações.
O Directório.
Jingola, 9 Termidor.
Ano da emissão da nossa Rádio a todo o Reino.

A ponte projectava magnitude louvável. Debaixo, uma multidão de pilares humanos olhava com altitude. No tabuleiro em cima, um jovem mimicava, distendia continuamente as mãos. Chegavam, juntavam-se mais olhares. Davam-se alvitres e palpites. Explicar porquê, ninguém conseguia, sabia. Alguém mais palpiteiro azedava que ele era maluco, drogado. Um alvitreiro tinha a certeza que era um actor, que filmava uma cena para a telenovela nacional, habitual de Jingola. Ele desacelerou os acenos, elevou as mãos ao céu e num sacerdócio pregou a vaidade da verdade:
- Fui um grande lutador, sempre até ao último momento. Não engulo esta vida de miséria, de fome, porque vejo os Politburo a comerem tudo. Até uma ilha pequenina, aquela lá no Futungo a filha da FAMÍLIA vai comprar (?). Verdadeiramente é agora… isto é que é o verdadeiro colonialismo, o outro era de brincar. Pois… não consigo estudar, não há emprego, fui corrido pelos chineses que acabaram agora de sair das cavernas. Os Politburo desvivem-nos, cortam-nos os anseios, as asas… ó singular desesperança! O barqueiro Caronte espera-me. Não terei ninguém para me colocar as moedas nos olhos.

Depois esticou bem a cabeça e os braços, elevou-os, falou para as alturas.
- Ó vós que viveis nos vossos palácios, cercados pelos dias, noites e por seguranças esfomeados. Vigiados por milhares de guerreiros que vos protegem dos medos. Parto para Flégeton… lá nos reuniremos… e rolaremos nas suas ondas de fogo.

A quantia humana parecia um comício habituado, habitado pelo quase poderio meio centenário, abelhas numa colmeia. Os comentadores do quotidiano desfraldam notícias. Esta função é-lhes sumariamente atribuída. Tem o direito de não se calarem.
- Ih, ih, essa telenovela é vinculada demais, não vou deixar que arrefeça.
- Isso é propaganda Carnaval, eleitoral dos Politburo.
- O nosso eterno Politburo não precisa disso… já ganhou as eleições.

O jovem alterou a postura, silenciou para a multidão. Afagou com as mãos a dizer adeus. Depois colou-as no coração, e a pique foi pela aceleração da gravidade afundar-se no abismo eterno, a salvação dos suicidas. No solo um pequeno regato de sangue vermelhava a terra, que colidiu, juntou-se ao lixo, ao juramento dos libertadores imorais que prometeram que seríamos livres. Que jamais faltariam jasmins.
A colecção humana desagregou-se. Alguns intrigados curiosos não arredaram teimosos. Ninguém atentava para actos suicidas. Andavam na moda.
- Que odisseia Mentor, que imagens espelhadas tão desiguais.

Imagem: http://www.rosanevolpatto.trd.br/sibila.htm

O Cavaleiro do Rei (36). Novela


Ainda existem reinos, que por vontade própria regressam, vivem, revivem, convivem voluntariosos na Idade Média.

(Caro leitor, este texto é verídico)

«Estende – se para sul da cidade Luanda. O programa este dividido em 3 partes, 3 segmentos onde novos bairros serão implantados:

1. É a plataforma que sai do Bom Jesus o bairro de Viana e vai por Benfica, até a zona do Golf. Será a vertente das casas de renda alta. Para gente com recursos. Venderão os terrenos, ai! em direito de superfície.
Varre – se qualquer possibilidade de especulação imobiliária…

(E Epok enraiveceu-se com a interminável senda analfabética… há estudantes do quarto ano de medicina que não sabem definir o que é a sida.)

De forma absoluta. Com o dinheiro que irão arrecadar ( na venda dos direitos de superfície ) criarão imfras – estruturas nessa vertente ( casas de renda alta ) e também nas zonas destinadas aos Bairros sociais. Respectivamente na zona frontal ao Golf na vertente Camama e na zona de Viana 2.

O LIXO

Tudo não passa de uma grande lixeira. Uma lixeira de palavras prometendo acabar com o lixo numa cidade cheia de lixo. Foram precisos muitos anos para finalmente compreender e passar a respeitar o lixo. É tudo uma lixeira numa cidade que já foi tida como a pérola da África. Pelo menos é o que dizem algumas pessoas.

O lixo reina em Luanda, a Capital do lixo.

Dever – se – á criar um contexto apropriado para que se atinja a vitória: criar – se condições para que as pessoas se citam motivadas a desencher a capital e como consequência produzir – se menos lixo, reformar – se a rede dos esgotos para que depois das chuvas não haja águas acumuladas. Arranjar – se formas de diminuir o excesso de areia que transformam – se em lama sempre que chove.

Também envolver – se mais as Comunas e os Municípios de Luanda nesta tarefa? Uma tarefa pesada quando divide por muitos torna – se leve, quando estes muitos têm meios e o conhecimento de como fazem a tarefa o resultado só pode ser bom.

Nos mercados tem chovido, para além das pequenas varri delas feitas pelas vendedoras, campanhas de limpeza, com vista a conterem – se as monumentais quantidades de lixo existentes dentro e arredores dos mercados. Cada vendedor é que tem de limpar o seu sitio todos as manhas, antes de montar as barracas na sua área de trabalho.

As quantidades de lixo aumentam, as vendedoras continuam sem saber aonde depositar a imundice que produzem, principalmente as proprietárias de barracas de comidas e bebidas ( latas e garrafas ).

Para que haja uma nova urbanização é necessário que haja uma analise baseada na simbiótico ( conjunto de ideias e emoções – representações – utilizadas na comunicação entre os seres e na exposição de ideias.

Os aviões saídos de vários países pausam no aeroporto “ 4 de Fevereiro”, em Luanda, despejam constantemente médias e pequenos comerciantes em busca de negócios rápidos.

Em Luanda, hoje praticamente, pode comercializar-se um pouco de tudo, de muitíssimas coisas. E como a necessidade, em qualquer parte, aguça o engenho, não há “negócios” que em Luanda não se façam. Mesmo assim, o tradicional comércio geral, com pequenas lojas, outrora espalhados pela cidade, está longe de um progresso em força. Lojas de vestuários algumas, sim. De porta aberta no coração de Luanda. Abundam, isso sim, as panelazitas. E os pequenos restaurantes. Como quem que seja, há uma grande distância ética entre as que fogem negócio a pensar, também, no que é importante a nutrição e a saúde das pessoas, e os que simplesmente chegam a Luanda dispostas a sacudir a “arvore das patacas” da nova era. Sem claro estar, olharem a meios. Deste aspecto Luanda é um verdadeiro lodaçal.»

Imagem: Angola em fotos

Devaneios 23Jul09


08.07.2009 - 03h18 - Gilson Silva, Rio de Janeiro, Brasil
Ao inves de se preocupar com a Politica Mundial o Papa deveria se preocupar com a impunidade geral que protege os Padres Pedófilos nos Estados Unidos. Isso sim é uma verginha.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

08.07.2009 - 02h13 - Anónimo, sintra
A igreja não se devia meter na política.

07.07.2009 - 22h27 - Grapilho , 2008/09 - Grapilho.blogspot.com
2) PARA A FAMÍLIA, que advoga a Igreja? claro! O parir tipo coelhas. Ou seja, filhos até mais não. Dessa forma, se voltará a criar a miséria com ignorância, analfabetismo, a fome, os mal vestidos etc . etc... aliás, o terreno fértil para a Igreja, nele proliferar!!

07.07.2009 - 21h29 - emília, L
O AntiCristo sempre andou por aí. É o próprio Vaticano. Se Jesus aparecesse de novo ia logo lá direitinho expulsar os vendilhões do Templo. Lá havia drama de novo. Não o reconheciam outra vez. Ninguém larga o OURO e o PODER. Tudo muito bonito, muito lírico e cantado, grandes conversas, mas mais nada. Quanto a Sousa Reis, nem todos os anticlericais são de esquerda.

07.07.2009 - 20h56 - Yochua Zankell, Lisboa / Portugal
...o que eu mais gostava de ver, era a igreja católica abrir mão de apenas 1% de toda a sua riqueza em prol de tudo aquilo que aqui nesta matéria é falado. os padres deveriam de fazer como eu quando vou para o trabalho; ir de autocarro. o Vaticano deveria de abrir mão de parte de todo aquele ouro que ostenta não sei para quem, visto que os representantes maiores desta igreja um dia já fizeram voto de pobreza. e já agora, quem é a igreja católica para pedir alguma coisa a alguém, sendo que é uma das maiores empresas do mundo, que a mais tempo existe e que mesmo com esta crise não vai falir; quem é esta grande empresa que muito exige de seus fiéis mas que pouco faz em prol deles!!!??? por favor sr. papa...baza

07.07.2009 - 20h31 - Anónimo, Luanda Angola
À pala de Cristo (um profeta sensivel e extremamente inteligente) criaram-se os cultos que prosperam à custa dos fracos, dos humildes, da parte da sociedade mais fustigada pelas calamidades que assolam o nosso mundo). Todas as igrejas estiveram sempre ao lado dos poderosos, são a sua principal arma para controlarem o desejo legítimo dos povos pelo quinhão a que têm direito neste nosso mundo. É preocupante o papa ter chegado ao ponto de propor um controlo politico mundial, sedo ele o portavoz dos donos do mundo. Significará que entramos no estrebuchar do capitalismo? Que este precisa de ser salvo já? Que a manta da produção mundial está a ser puchada por aqueles que sempre estiveram ao relento e agora querem se sentir aconchegados? Teremos que fazer uma manta mais modesta para todos ou controlar os ranhosos comopretendem os donos do papa.

07.07.2009 - 19h52 - Cisco, Portugal
O Papa tem razão, Deus deve ser o presidente do mundo e as religiões, os partidos.

07.07.2009 - 16h22 - Anónimo, Faro Portugal
Só espero que ninguém lhe dê ouvidos como de costume, ao preconizar a criação de uma autoridade política mundial e a reforma da ONU, porque se lhe derem, estamos perdidos para sempre, a OPUS DEI, MAÇONARIA, EMPRESA, NEW WORLD ORDER, VATICANO, e este Papa (cardeal Ratzinger, de má memória), além de todos os outros que o precederam, tudo farão para dominar o Mundo a seu "bel-prazer" e subjugar os Povos, pela via da "Palavra e do Caminho" a fim de lhes extorquir o pouco que lhes resta, a dignidade, porque o resto já se foi, com a exploração desenfreada que todas as Instituições têm mantido nos últimos 500/600 anos, e quererem continuar com a mesma actuação "ad eternum".

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Desperados


A crua realidade é que apesar dos anúncios das ajudas, o saque da África é imparável. Em 2009, o rendimento por habitante da África descerá pela primeira vez em 15 anos, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento. EL PAÍS

A percepção do auge do proteccionismo é crescente. Em L'Aquila, o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, advertiu que se os EUA continuassem com as imposições de compras públicas a empresas estado-unidenses, o seu país faria o mesmo. A realidade é que o Buy American, (compre americano) já começa a replicar o Buy Canadiano e o Bay Chinês, assinalam fontes comunitárias. Nesta guerra os países pobres têm poucas armas para defender os seus Buy. EL PAÍS


Regra fundamental do neoliberalismo. Não havendo poluição, não há consumo. Não havendo consumo, há desemprego. Não havendo emprego, os governos caiem. É isto que se chama a moderna revolução neoliberalista.

Governo angolano sim, africano não. Governo de Angola não, Governo do petróleo sim!
E o dinheiro do petróleo e dos diamantes não é deles. É do povo e por isso deve ser distribuído em partes proporcionais pela população. Isto não acontecendo, estamos perante um roubo, mais um.

E os especuladores imobiliários assenhorearam-se, endeusaram-se, cravaram-se no que resta do tumular desta luta de libertação especular.
Demoliram a Feira Ngoma por causa da prostituição?! Oh! Então têm que demolir Luanda. E também a máfia internacional de especuladores imobiliários que a governa.

Que coisa mais absurda: não há recuperação económica sem aumentos dos preços do petróleo.

A luta de libertação agora é que é uma tragédia diária. Os seus mentores movem-se como esquadrilhas de mosquitos. E zunem aterradores e ameaçadores. E gesticulam como desenhos animados e bonecos articulados. E têm muitas reuniões diárias para justificarem o poder que não têm. Pobres almas circundantes, andantes. E assim se destrói um Povo e uma Nação. E os escravos chineses atiram-lhes os dedos para o ar em sinal de gratidão.

Na realidade juntam-se, continuam dois comunismos primitivos que aterrorizam dois povos. E pretendem escravizar tudo e todos à face do que ainda se chama Terra.

Nas calmas Luanda aparece, entreva-se, encaminha-se para as trevas ancestrais, das somalianas actuais.

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/



“Esta casa é minha, foi-me dada pelo Senhor Presidente”


Quando o poder se eterniza é como um imã. Atrai desventurados, desmiolados cujas desventuras se multiplicam como lixo que não se limpa e se acumula. Que produz cancros incuráveis e cuja cura só é possível com a alternância do poder. Isto não acontecendo as metástases cancerosas inexoravelmente invadem o sistema político e corrompem-no, abatem-no. Até que completamente corroído sucumbe arrastando a sociedade também moribunda.

E todos se salvam como podem. Afinal o barco já não navega, soçobra em águas fétidas sem governação. Os reis, príncipes e toda a nobreza dependente afogam-se no mar ardente. Como dizem os crentes das igrejas: «o fim está próximo». Quando este momento chegou Hitler tão cego pelo poder não aceitava, não acreditava que o seu Reich findava.


«Juiz envolvido em escândalo usa nome do PR para usurpar residência alheia
Segunda, 20 Julho 2009 20:14

Luanda - Juíz conselheiro do Tribunal Constitucional angolano “abusa” de poder para conseguir posse ou arrendamento de uma vivenda, no bairro Alvalade, em Luanda. Aconteceu a 31 de Março último. O magistrado Agostinho António Santos entendeu que com este estatuto já não podia viver num exíguo apartamento e num bairro fora da nobreza.

“Esta casa é minha, foi-me dada pelo Senhor Presidente”

Uma pesquisa terá informado o meritíssimo juiz de que o nº 123, na rua Emílio M’Bidi, estaria sob processo de devolução ao Estado, depois de no passado ter sido cedido à representação da SWAPO, partido actualmente no poder na vizinha Namíbia, uma informação já desmentida pela Embaixada daquele país.

É pelo menos o que escreveu o jurista e professor universitário em carta ao então Ministro do Urbanismo e Habitação, Sita José e com cópias ao Chefe da Casa Civil, Frederico Cardoso e ao Comandante da Guarda Presidencial, general José João “ Mawa”.

“ O signatário escreveu para SUA EXCELÊNCIA SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no sentido de que o referido imóvel lhe seja arrendado a fim de emprestar dignidade à sua qualidade de vida, bem como dos seus familiares directos” – lê-se na carta a que o “ Apostolado” teve acesso.

No entanto, o caso não ficou resolvido a seu favor porque Sita José foi exonerado precisamente nesta altura.

Como fazer? O juiz partiu ao ataque e com forças de segurança pessoal chegou ao Alvalade, olhou para o imóvel e, tal como diz o cidadão despejado, ele disse: “esta casa é minha a partir de hoje. Foi-me dada pelo Senhor Presidente e para vocês já comprei uma casa lá no Zango”.

Trancou a casa e levou tudo que havia de património cujo paradeiro o proprietário desconhecem, cerca de 4 meses depois.

Na rua deixou um agregado familiar com 9 membros, que durante um mês deambularam pela cidade, à procura de acolhimento.

“Ficamos sem saber o porquê da atitude do juiz, porque compramos esta casa ao Estado. Só conseguimos regressar à casa depois de tantos recursos, incluindo ao próprio Tribunal Constitucional, que deplorou a atitude do senhor Agostinho António Santos” – refere o proprietário, Tarciso Nandjungo, um oficial da Guarda Presidencial.

Tarciso e a esposa, Esperança de Jesus, não poupa críticas ao magistrado. “ Até o Provedor disse que aquele rapaz foi meu aluno, deve ser o poder que lhe subiu à cabeça”.

O casal parece ter ganho a batalha mas ainda não tem a certeza sobre a devolução dos seus bens, levados para parte incerta pelo senhor juiz.

Um desfecho que poderá não ser pacífico, volvidos 4 meses. “Também não sei se vou querer mais estes bens que já passaram com o outro este tempo todo” – avisa Tarciso Nandjungo.»

Fonte: Apostolado e CLUB-K.NET

Campos de concentração que podem ser de Luanda. Auschwitz


Auschwitz: a “indústria da morte”

“Pela primeira vez, então, nos damos conta de que a nossa linguagem não tem palavras para expressar essa ofensa, essa aniquilação do ser humano”
(Primo Levi).

Para todos aqueles que vêem na racionalidade e no progresso tecnológico a esperança de um mundo melhor, a lembrança de Auschwitz, certamente, é paradoxal. A “indústria da morte”, idealizada e organizada com o auxílio da tecnologia e da burocracia mais avançada da época, é incomparável à qualquer barbárie anterior registrada na história da humanidade. Ao visitar somente o que restou de Auschwitz, 60 anos após, uma pergunta não quer calar: como o ser humano foi capaz de tudo isso? A própria pergunta já revela nossa crença num possível progresso da sociedade humana rumo a uma maior humanização ou civilização. Terrível é ter de admitir que aquilo que costumamos chamar de civilização produziu a moderna barbárie, uma situação que nem o mais pessimista dos filósofos alemães anteriores ao nazismo poderia sequer imaginar ou prever.

A existência de campos de extermínio de pessoas, como o de Auschwitz, pode ser compreendida como a concretização extrema de um ímpeto presente em muitas assim chamadas civilizações, ou seja, a eliminação intencionalmente planejada de seres humanos que estejam obstruindo interesses de grupos sociais hegemonicamente estabelecidos. Hitler afirmava claramente, em novembro de 1937, em seu discurso dirigido ao Ministro do Exterior e aos seus principais líderes militares, que em seu regime não se tratava de conquistar pessoas e sim territórios. O programa do partido nazista anunciava a necessidade de conquistar terra para alimentar o povo e assentar o excedente populacional alemão. A ideologia nazista, alicerçada na idéia de que o povo alemão é superior aos demais, se encarregava de pregar o ódio contra a democracia, o marxismo, os judeus e todos os que não se enquadrassem nos padrões e propósitos da dominação totalitária: os povos eslavos, os homossexuais, os deficientes físicos, os ciganos e os opositores políticos.

Com o objetivo de anexar territórios e abrir a passagem para o leste europeu a ser conquistado, a Polônia precisava ser arrasada. Hitler ordenava suas tropas para o extermínio sem piedade de homens, mulheres e crianças de origem polonesa, alegando que, somente assim, a Alemanha conquistaria o espaço necessário para sobreviver, acabando com a população residente e ocupando a área com assentamentos alemães. Como a Polônia contava com cerca de 3 milhões de judeus (10% da população do país), a construção de um campo de extermínio neste país não foi obra do acaso. A escolha de Auschwitz foi estratégica, tanto do ponto de vista do isolamento das vítimas, como na perspectiva da eficiência para o transporte, ao exterminar o inimigo no território em que ele existia em maior número e que deveria ser “liberado” para a ocupação nazista, com vistas ao avanço em direção ao inimigo maior: o bolchevismo judeu. Estima-se que para Auschwitz foram deportados, no mínimo, 1,1 milhões de judeus (a maioria da Hungria e da Polônia), 150 mil presos políticos poloneses, 23 mil ciganos, 15 mil presos de guerra soviéticos e mais 25 mil presos de outras nacionalidades, especialmente tchecos, franceses, jugoslavos, russos, ucranianos e alemães.

O plano dos nazistas previa o extermínio total dos judeus, chegando a anunciar o genocídio de 11 milhões na Europa e estima-se que tenha atingido, no total, 6 milhões de vítimas. A fábrica da morte em Auschwitz foi projetada e construída, prioritariamente, para exterminar judeus, enquanto outros campos de extermínio se ocupavam com os demais “inimigos declarados pelo nazismo”. O “crime” dos judeus era terem “nascido judeus” e o governo nazista se encarregava de classificá-los e enviá-los a Auschwitz, com a falsa promessa de que iriam ao leste para trabalhar. Paralelamente, a “indústria da morte” em Auschwitz contribuía com setores da indústria capitalista alemã, através do trabalho forçado, em função do fornecimento de gás para as câmaras de extermínio e, inclusive, através da apropriação dos bens das vítimas.

As vítimas podiam levar até 50 Kg de bagagem, a qual era confiscada já na chegada em Auschwitz. Roupas, calçados, instrumentos de trabalho, objetos de uso pessoal eram simplesmente roubados, classificados e enviados de volta à Alemanha. Os objetos de maior valor, como dinheiro e ouro (também o ouro dos dentes das vítimas) eram enviados diretamente ao Banco Central Alemão e não são raros os casos em que os soldados se apropriavam, imediatamente, de parte desses bens. Logo após a chegada, as vítimas eram obrigadas a se despir e entrar na “sala de desinfecção” onde recebiam uma roupa padronizada, um número em forma de tatuagem no braço e o cabelo era cortado, armazenado e enviado para a Alemanha, como “matéria-prima” para a indústria têxtil. Para ilustrar isso, quando as tropas soviéticas ocuparam Auschwitz, foram encontradas 7 toneladas de cabelo e uma infinidade de objetos das vítimas que ainda não haviam sido enviadas à Alemanha.

O extermínio foi racionalmente organizado, de tal forma, que pudesse eliminar o máximo de pessoas em menos tempo, com os menores custos e a maior eficiência do ponto de vista operativo. A rígida divisão do trabalho e a extrema organização da "indústria da morte", incorporou o conhecimento de geniais arquitetos, administradores, antropólogos, médicos, químicos, biológos, enfim, parte do conhecimento e da tecnologia mais avançada a serviço da destruição de seres humanos. Para Hitler e os principais líderes nazistas, havia, entretanto, mais um ingrediente importante na “indústria da morte”: o uso do terror como arma política. Segundo Hitler, qualquer um que tivesse a intenção de atacar o governo alemão iria rever sua posição ao saber do que o esperava nos campos de extermínio.

Esse efeito do terror sobre a sociedade os nazistas aproveitavam para dar o passo seguinte, de tal forma, que aquilo que, até então, parecia inimaginável à razão humana de que acontecesse, já estava sendo assimilado como conduta na lógica do extermínio. Assim, se sucederam os experimentos com as vítimas, usadas como cobaias para o desenvolvimento da medicina e da indústria farmacêutica alemã. As atrocidades mais famosas são as conduzidas pelo médico Josef Mengele com gêmeos e liliputianos. A documentação atualmente existente revela, no entanto, 178 diferentes tipos de experimentos médicos realizados, incluindo crueldades como injeções no olho sem anestesia com a intenção de mudar a cor, esterilizações, contaminação com vírus e bactérias causadores de doenças, amputações e retirada de órgãos.

O nazistas demonstraram claramente à humanidade que é perfeitamente possível estimular a ciência e utilizá-la a serviço da destruição do próprio ser humano e pasmem: sem que os responsáveis pela produção do conhecimento e sua utilização tenham algum peso na consciência ou um sentimento de culpa quanto a isso. Os soldados nazistas que estiveram em Auschwitz e que ainda estão vivos, ao serem perguntados sobre sua responsabilidade no genocídio, respondem que, simplesmente, procuram não pensar no que aconteceu com as vítimas, que eles estavam cumprindo ordens e assim conseguem viver de forma bem tranqüila com seu passado. O mesmo comportamento é verificável no âmbito de muitas áreas da ciência contemporânea dominadas pela razão instrumental, onde os pesquisadores sequer questionam as conseqüências da utilização do seu conhecimento, como se o uso e a produção do conhecimento estivessem isolados. São os efeitos daquilo que Herbert Marcuse denominou de caráter ideológico da técnica e da ciência, fruto do racionalismo moderno, com potencial de produção da barbárie em patamares ainda desconhecidos.

Por isso, a diferença entre Ausschwitz e as barbáries anteriores da história humana não é só gradual pela sua intensidade, mas foi produzida de maneira substancialmente diferenciada, ao incorporar, de forma original, a racionalidade a serviço da destruição humana, de tal forma, que o efeito comparativo se anula. Auschwitz inaugura, assim, uma nova versão da barbárie, a qual opera como indústria, como uma máquina, diante da qual os protagonistas aparecem de forma invertida, seja como pseudo-vítimas, seja como colaboradores de um processo exterminador, no qual o contato direto com as vítimas é, parcialmente, isolado pela própria lógica da organização.

Esse é um detalhe passível de verificação em Auschwitz: as próprias vítimas eram obrigadas a executar as tarefas mais degradantes ao ser humano, seja a retirada dos corpos das câmaras de gás como sua transferência aos fornos de cremação. As vítimas não somente imaginavam o que, em seguida, iria acontecer com elas, como já vivenciavam, concretamente, sua exterminação coletiva, na qual eram obrigadas a contribuir na forma de trabalho forçado. A destruição da humanidade das vítimas, portanto, já se dava antes da sua destruição física. Como descreve Primo Levi, um dos sobreviventes do Holocausto, um campo de concentração é uma grande engrenagem projetada para transformar seres humanos em animais. Resistir à lógica desta máquina desumanizadora é muito difícil e doloroso.

O que aconteceu em Auschwitz mudou as noções de barbárie que a humanidade conheceu ao longo da história e mostrou, objetivamente, do que o ser humano é capaz. O paradoxo da civilização moderna que Theodor Adorno, em suas obras Dialektik der Auflärung, de 1944, e Minima Moralia, de 1945, corretamente caracterizou de progresso regressivo, aconteceu e continua atual em nossa geração, marcada pelo predomínio da racionalidade instrumental. O caráter contraditório do progresso e da civilização nos tempos modernos, brilhantemente abordado e discutido pela tradição da Escola de Frankfurt, merece uma atenção especial quando nos confrontamos com as brutalidades e genocídios presentes em nosso tempo.

Auschwitz é um exemplo para demonstrar que, se não temos como provar, objetivamente, a vigência de um período na história em que a exploração e a destruição humanas não tenham existido, sua intensificação e aprofundamento são perfeitamente possíveis. Prafraseando Adorno, como a barbárie continua em curso, o desafio racional da nossa existência é construir a antítese na sociedade, de tal forma que seja possível à história produzir uma síntese mais humana do que a que temos consciência, para que genocídios como os de Auschwitz não se repitam jamais.

http://www.espacoacademico.com.br/052/52andrioli.htm

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Auschwitz-Birkenau
Portão principal de Auschwitz I, onde se lê a frase Arbeit macht frei ("O trabalho liberta"). Foto de 2005.

O último folheto


Recebido via email

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, O pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto. '
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'
Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir? Por favor!'
Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '
-'Obrigado, pai!'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via.

Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.

Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '
Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês não sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia articularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '

Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '

Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, Enquanto a campainha soava cada vez mais alta. Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.
Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!

Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.

Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e
provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...

Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo, indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome. Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante. Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.
Não tenha medo ou vergonha de compartilhar esta mensagem maravilhosa.

Devaneios 22Jul09


Na maioria dos casos, isso serve apenas para acobertar ataques soezes e mesquinhos, intrigas, insultos, calúnias e difamações, ou seja, verdadeiras agressões que em nome da democracia, a pervertem ou mesmo impossibilitam. O principal exemplo dessa tendência são os blogs que pululam por aí. Ao qual se pode também acrescentar o abuso de pseudónimos a que se assiste no jornalismo angolano"- João Melo/Africa 21- Nº 31-Julho 2009. João Melo, deputado do MPLA, jornalista, escritor, empresário e poeta. Citado no MORRO DA MAIANGA

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

07.07.2009 - 19h52 - Cisco, Portugal
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08.07.2009 - 03h18 - Gilson Silva, Rio de Janeiro, Brasil
Ao inves de se preocupar com a Politica Mundial o Papa deveria se preocupar com a impunidade geral que protege os Padres Pedófilos nos Estados Unidos. Isso sim é uma verginha.

08.07.2009 - 02h13 - Anónimo, sintra
A igreja não se devia meter na política.

07.07.2009 - 22h27 - Grapilho , 2008/09 - Grapilho.blogspot.com
2) PARA A FAMÍLIA, que advoga a Igreja? claro! O parir tipo coelhas. Ou seja, filhos até mais não. Dessa forma, se voltará a criar a miséria com ignorância, analfabetismo, a fome, os mal vestidos etc . etc... aliás, o terreno fértil para a Igreja, nele proliferar!!

07.07.2009 - 21h29 - emília, L
O AntiCristo sempre andou por aí. É o próprio Vaticano. Se Jesus aparecesse de novo ia logo lá direitinho expulsar os vendilhões do Templo. Lá havia drama de novo. Não o reconheciam outra vez. Ninguém larga o OURO e o PODER. Tudo muito bonito, muito lírico e cantado, grandes conversas, mas mais nada. Quanto a Sousa Reis, nem todos os anticlericais são de esquerda.

07.07.2009 - 20h56 - Yochua Zankell, Lisboa / Portugal
...o que eu mais gostava de ver, era a igreja católica abrir mão de apenas 1% de toda a sua riqueza em prol de tudo aquilo que aqui nesta matéria é falado. os padres deveriam de fazer como eu quando vou para o trabalho; ir de autocarro. o Vaticano deveria de abrir mão de parte de todo aquele ouro que ostenta não sei para quem, visto que os representantes maiores desta igreja um dia já fizeram voto de pobreza. e já agora, quem é a igreja católica para pedir alguma coisa a alguém, sendo que é uma das maiores empresas do mundo, que a mais tempo existe e que mesmo com esta crise não vai falir; quem é esta grande empresa que muito exige de seus fiéis mas que pouco faz em prol deles!!!??? por favor sr. papa...baza

07.07.2009 - 20h31 - Anónimo, Luanda Angola
À pala de Cristo (um profeta sensivel e extremamente inteligente) criaram-se os cultos que prosperam à custa dos fracos, dos humildes, da parte da sociedade mais fustigada pelas calamidades que assolam o nosso mundo). Todas as igrejas estiveram sempre ao lado dos poderosos, são a sua principal arma para controlarem o desejo legítimo dos povos pelo quinhão a que têm direito neste nosso mundo. É preocupante o papa ter chegado ao ponto de propor um controlo politico mundial, sedo ele o portavoz dos donos do mundo. Significará que entramos no estrebuchar do capitalismo? Que este precisa de ser salvo já? Que a manta da produção mundial está a ser puchada por aqueles que sempre estiveram ao relento e agora querem se sentir aconchegados? Teremos que fazer uma manta mais modesta para todos ou controlar os ranhosos comopretendem os donos do papa.

terça-feira, 21 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (26)


- É!.. São bons crentes, confiam na divindade que rege o Universo. Naquele que é a origem do cadinho, que nos criou, nos originou. Sois os Politburo que aceitam um só deus mas que seguis as doutrinas do feitiço. Tudo é decidido e explicado pelo feitiço. Concedo-vos prazo de trinta anos para acabarem a contenda. Depois exijo que façais eleições senão…
- Senão o quê?
- Altercarei a dívida com juros muito pesados. O vosso corpo será mais pesado que o chumbo, e não o podereis suportar.
- E perdidos nos encontraremos desarrumados. Malditos gregos que inventaram a democracia e mais as eleições.

Os Jingola acessavam uma emissão de rádio, onde amiúde proclamavam, desabafavam vicissitudes incomensuráveis. Apesar dos esforçados Politburo para a silenciar, ela resistia bravamente. Era o rumo dos sem rumo, assim divinizavam a Rádio Oráculo. Alguns casuístas comparavam-na a Asterix o Minigaulês, que resistia arrumado, aprumado num cantinho sombreado da mafumeira. Os Politburo rabulavam que a Rádio Oráculo era o seu calcanhar de Asterix. Os circuitos telefónicos mais íntimos da governação paladinavam que era o calcanhar da função do real.

Jingola propagandeava a epidemia de cólera, que militava com muitos aderentes para o interior do reino. Como praga ratada sem navios mercantes. Frechei-me com grande constrangimento: ninguém ousou explicar que a principal causa da cólera… é a fome. A epidemia cadastrou ao infinito de Jingola. A Rádio Oráculo solicitou anuência para implementar o seu feixe hertziano a todos os ouvidos do reino, para que as populações se informassem, acautelassem, sanassem a epidemia. Os Politburo liminarmente recusaram. Cartaram, selaram, pergaminharam para a Rádio Oráculo.

Reverendíssimas Excelências da Rádio Oráculo:
Havemos um contrato com o barqueiro Caronte. A epidemia da cólera faz as vítimas suficientes, as almas que o barqueiro necessita a contento. Sentimo-nos felizardos.
Se o sinal da vossa fé se digladiasse pela rádio e por todo o reino se espalhasse, não cairiam vítimas da cólera. Contamo-nos peremptórios firmados, e esse vosso pretenso vento é… não aceite.
Alvejamos a certa teologia do querem ir mais longe, para além das redondezas, dos limites de Delfos. As distâncias curtas por vezes tornam-se longas.
Permitimos que funcionem devido à frequência democrática que nos foi imposta. Encetámo-la no compêndio das contrariedades.
Estendemos-lhes um dedo, agora querem a mão, depois o corpo.

Para convencer que somos democratas, anunciámos que se realizariam eleições. Notem bem: que se realizariam… em qualquer momento, em qualquer época. Tudo depende da nossa íntima vontade. Não é a claridade de qualquer oráculo que nos leva ao cume solar, datar eleições. Uma coisa é incerta: o principio da incerteza eleitoral.
Os nossos insignes marinheiros vigiam atentamente as proas do vosso ecletismo. Pretendem entreabrir a janela da noite escura, para a missa de manhã. Fazer muita luz, para jorrar nos espíritos. Com tanta vela por aí à disposição. Estamos à vela.
Abundantes Saudações Revolucionárias.
Jingola, Frimário, Ano II.
Ano da Vida Incerta.

Mas, afinal em que é que ficamos? Onde estamos?


Quando se enviam tropas de assalto que disparam para protecção da espoliação de deserdados petrolíferos e diamantíferos e sobrevivendo em casebres, significa que Angola já é de facto e de jure um Estado de sítio.
Receio que Angola termine como o Zaire de Mobutu.
Até que mais parece que Luanda é a Faixa de Gaza.

José Sócrates, Belmiro de Azevedo, Mira Amaral, Armando Vara e muitos outros espelhos… são muitos conselheiros, e onde os há em demasiado nasce mais um estado-falhado. Com tais conselheiros e boqueiros não admira que Angola ganhe o estatuto de um dos países menos desenvolvidos do mundo.


«Angola ganha estatuto de um dos países menos desenvolvidos no mundo - UN
Segunda, 20 Julho 2009 19:42

USA – A lista dos países menos desenvolvidos é revista de três em três anos pelo Conselho Económico e Social das Nações Unidas e com base em recomendações do Comité para as Políticas de Desenvolvimento (CDP).

Dados das Nações Unidas
Indicadores de nutrição, saúde, educação e literacia

O CDP estabelece três critérios para que um país considerado como país menos desenvolvido – rendimento baixo, debilidade do capital humano e vulnerabilidade económica.

Ao todo, são 49 países designados como “menos desenvolvidos”, de acordo com o relatório divulgado na ultima sexta-feira pela UNCTAD – Conferências das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Comércio.

Os países menos desenvolvidos do mundo estão agrupados por quatro regiões – África, Ásia, Pacífico e Caraíbas.

No continente africano no total são 33 países que carregam o estatuto: Angola, Benim, Burquina, Faso, Burundi, República Central Africana, Chade, Comoros, Republico Democrática do Congo, Djibuti, Guiné Equatorial, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Lesoto, Libéria, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Nigéria, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão, Togo, Uganda, República Unida da Tanzânia e Zâmbia.

Na região asiática são dez: Afeganistão, Bangladesh, Butão, Camboja, República Democrata das Pessoas do Laos, Maldivas, Mianmar, Nepal, Timor-Leste e Iémen.

No Pacífico contabilização cinco países menos desenvolvidos: Kiribati, Samoa, Ilhas Salomão, Tuvalu e Vanuatu.

Na Zona das Caraíbas o Haiti foi classificado como um país menos desenvolvido.

O rendimento baixo é um critério baseado no rendimento nacional bruto per capita no limiar de 905 dólares.

A debilidade do capital humano é um parâmetro baseado no índice compósito que analisa indicadores de nutrição, saúde, educação e literacia.

A vulnerabilidade económica é calculada pelo índice de vulnerabilidade económica que inclui indicadores como as catástrofes naturais, colapsos comerciais, exposição ao risco e tamanho da economia.

Ate agora os únicos países que conseguiram sair da lista foram o Botsuana em 1994 e mais recentemente Cabo Verde em 2007.

O CDP prevê que a Guiné Equatorial consiga abandonar o estatuto de país menos desenvolvido em 2009, Samoa em 2010 e a Maldivas em 2011.»

Fonte: Club-k/Publico

SS Schutzstaffel







Utilizava o terror junto aos inimigos dos nazistas, por meio da surra, da tortura e do assassinato. O grupo quase saiu do controle dos líderes.

A Schutzstaffel (em português "Tropas de Proteção") ou SS ou (em Alfabeto rúnico) foi uma organização paramilitar ligada ao partido nazista alemão.

WIKIPEDIA a enciclopédia livre.

Seu lema era "Mein Ehre heißt Treue" ("Minha honra é a lealdade"). Inicialmente a força paramilitar nazista era a SA ("Sturmabteilung"), ou "Divisões de Assalto", que utilizava o terror junto aos inimigos dos nazistas, por meio da surra, da tortura e do assassinato. O grupo quase saiu do controle dos líderes e precisou ser transformado numa nova instituição a SS (Schutzstafell), ou "Tropas de Proteção", um grupo de elite que contava com homens racialmente selecionados e disciplinados.

A partir de 1929, sob o comando de Heinrich Himmler, a SS cresceu e chegou a contar com um exército próprio, a Waffen SS ("SS Armada"), independente do Exército alemão, a Wehrmacht. Além disso a SS também absorveu a Gestapo, a polícia secreta nazista, a Reichssicherheitshauptamt, o órgão que controlava as polícias, o Sicherheitsdienst (SD), o serviço de inteligência e o Einsatzgruppen, grupos criados com a única intenção de exterminar grupos étnicos minoritários. Em 1939, a SS comandaria os campos de concentração e extermínio nos países ocupados.
História

Origens
O grupo que deu origem à SS foi formado em 1923, como parte da SA encarregada de proteger altos dirigentes do Partido Nazista em comícios, discursos e outros eventos públicos. Comandada por Emil Maurice, e conhecido como o Stabswache (Funcionários de Guarda), eles foram apelidado o "Camisas Negras", devido ao seu uniforme. O grupo original consistia em oito homens.

Após a fracassado Putsch da Cervejaria de 1923, a SA e a Stabswache foram abolidas, mas retornaram em 1925. Nessa altura, a Stabswache foi restabelecido como o "Stosstrupp Adolf Hitler", encarregado da proteção pessoal de Hitler nas funções e eventos do Partido Nazista. Nesse mesmo ano, o Stosstrupp foi expandida para nível nacional, e renomeada como a Schutzstaffel (SS). O nova SS foi delegada como uma força de proteção do Partido Nazista e vários líderes em toda a Alemanha. As unidades da SS seriam posteriormente alargadas por Hitler para além de proteger, também combatessem, recebendo o nome de "Leibstandarte SS Adolf Hitler" (LSSAH). Após a mobilização da Alemanha para a guerra, em 1939, as unidades de combate da LSSAH foram mobilizados, deixando para trás uma pequena guarda de honra para proteger Hitler.

Desenvolvimento
Entre 1925 e 1929, a SS foi considerada apenas um batalhão da SA e possuía apenas 280 pessoas. Em 6 de janeiro de 1929, Hitler nomeou Himmler como o líder da SS, e até ao final de 1932, a SS tinha 52.000 membros. Até ao final do próximo ano, tinha mais de 209.000 membros. A expansão de Himmler foi baseada em modelos de outros grupos, como os cavaleiros templários.

Fusão com as forças policiais
Como o partido nazista detinha o monopólio do poder político na Alemanha, as principais organizações policiais estatais alemães, foram por lei absorvidos pela SS, enquanto muitas organizações da SS tornaram-se agências governamentais. Além disso a SS também absorveu a Gestapo, a Reichssicherheitshauptamt, a Sicherheitsdienst (SD) e o Einsatzgruppen.

Controle pessoal de Himmler
Himmler, o chefe da SS, foi o arquiteto chefe da Solução Final. A SS possuía esquadrões de extermínio, comandadas pelo seu suplente, Reinhard Heydrich, que assassinaram muitos civis não-combatentes, a maioria judeus, nos países ocupados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Himmler foi responsável pela criação e funcionamento dos campos de concentração e extermínio nos quais milhares de detentos morreram por gaseamento sistemático, tratamento desumano, excesso de trabalho, a desnutrição, ou experiências médicas. Depois da guerra, os juízes dos Julgamentos de Nuremberg declararam que a SS era uma organização criminosa responsável pela execução das políticas raciais de genocídárias e de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Comandantes da SS
Heinrich Himmler, o principal Reichsführer-SS.
Julius Schreck (1925-1926)- primeiro Reichsführer-SS, organizador do embrião da SS, ainda um grupo de guarda-costas de Hitler. Depois tornou-se motorista particular do Führer.
Joseph Berchtold (1926-1927)- substituiu Schreck por um ano, sendo considerado mais dinâmico para o comando, mas não conseguiu ter o controle total da tropa.
Erhard Heiden (1927-1929)- Terceiro Reichsführer-SS, substituiu Berchtold, numa tentativa de Hitler de fortalecer a ainda pequena SS com relação às SA e evitar a debandada de integrantes de uma tropa para a outra. O número de integrantes diminuiu e o posto foi entregue a um ex-criador de galinhas de 29 anos que se destacava na SS como segundo de Heiden e a transformaria no maior poder paralelo do Estado Nazista e no terror da Europa: Henrich Himmler.
Heinrich Himmler (1929-1945) - Principal comandante da SS, saiu do posto após ser acusado de traição por Hitler
Karl Hanke (1945) - substituiu Himmler nos últimos oito dias de guerra, quando ele foi destituído do comando e condenado a morte por Hitler, acusado de traição por estabelecer conversações de paz em separado com os Aliados.

Antecedentes
A SS foi formada em 1925 como uma guarda pessoal para o líder nazista Adolf Hitler, ("Die Schutz-Staffel der NSDAP" ou "Esquadrão de Defesa do NSDAP"). Sob a liderança de Heinrich Himmler entre 1929 e 1945, a SS cresceu de uma pequena organização paramilitar para se tornar uma das maiores e mais poderosas organizações da Alemanha nazista.

Requisitos raciais para a adesão
A SS era considerada uma unidade de elite. Sendo uma "Guarda Pretoriana", todos os oficiais da SS eram selecionados pela sua "pureza racial" e lealdade incondicional ao Partido Nazista. Posteriormente, quando as exigências da guerra tornaram impossível que a ascendência alemã dos candidatos a oficiais da SS fosse comprovada, este regulamento foi abandonado.

Insígnias e Uniforme
Antes de 1932, a SS usava o mesmo uniforme que a SA, com a exceção de um quepe preto e uma gravata preta com uma Totenkopf (insígina de crânio humano). Mais tarde, adotaram um uniforme preto, concebido por Hugo Boss e, em seguida, pouco antes da guerra, um uniforme cinzento.

A SS era distinguida de outros ramos do poder militar alemão, pelas suas insígnias e uniformes. O uniforme da SS, famoso por ser sempre negro, foi desenhado pelo "SS-Oberführer" Prof. Karl Diebitsch e Walter Heck (designer gráfico). A SS também desenvolveu o seu próprio uniforme de campo, na metade da Segunda Guerra Mundial, incluindo o primeiro uniforme para oficiais de camuflagem, com um padrão de camuflagem primavera e outono.

Imagens:
A Sigla SS em Alfabeto rúnico, símbolo da organização.
O Führer Adolf Hitler passando em revista as tropas da Leibstandarte SS em Abril 1938.
Um quepe com Totenkopf, um crânio de um ser humano, insígnia da SS

A Lei (?) protege a ilegalidade em Angola











Luanda. - Oiço amiúde que o plano da destruição de um milhão de casas se aplica porque estão ilegais, edificadas em locais de reserva do Estado. E blá, blá, blá.

dunduma1 áfrica
«Muito bem.Vamos então verificar se V.Exª (general Higino Carneiro) cumpre o que afirma.Nas trazeiras da Pomobel, o Snr Generral Led, instalou-se "sorrateiramente",já instalou um muro da vergonha, e estamos com receio que iremos parar a qualquer outro lugar, como estrangeiros na nossa pátria.Ademais como V.Exª sabe o Snr General Led, é intocável.V.Exª terá coragem de desalojar o seu homólogo que edificou instalações á revelia do Governo da Provincia de Luanda?V.Exª Snr Higinio Carneiro, terá coragem para enviar a equipa de demolições?Lembro apenas a V.Exª. de que dos fracos não reza a história.»
In Angonotícias

Mas o edifício em construção dum tal general LED, da Presidência da República de Angola, conforme demonstram as fotos, está muito ilegal e não é demolido. Pela terceira vez reergue-se agora com chineses. Que chegados empregam a habitual anarquia. Parece que o que está ilegal não é demolido, só o que é legal é que se parte, se espolia. Na verdade o poder vendeu Angola. Os angolanos não têm direitos. Apenas um, morrerem à fome.

Os chineses destruíram a saída do esgoto dum vizinho nas traseiras. Fecharam logo a área com pilares e paredes, de tal modo que quando chegarem as chuvas… a água sairá por onde? Ao partirem pilares, os destroços aniquilaram as chapas de outro vizinho. E quando acontecer um incêndio tudo se consumirá, pessoas e bens, porque não existem acessos para bombeiros. Até a rua desapareceu. Esgotos também não, reforço eléctrico idem. Os chineses marimbam-se, querem é facturar selvaticamente. O que edificam, os que vivem junto estão condenados a assistir à destruição dos seus bens e das suas casas. E quando alguém reclama eles pegam nos telemóveis e gritam: «General!!! General!!! General!!! Espanto-me em assistir a tanta boçalidade irremediável.

História Universal (17). O Apogeu da Assíria


Na segunda metade do século VIII o mundo civilizado experimentou muitas mudanças.

CARLOS IVORRA

Em 750 o rei núbio Kashta avançou até ao Norte e conquistou Tebas, atrás do qual os sacerdotes núbios descendentes dos sacerdotes de Amon exilados tempo atrás recuperaram o poder dos seus antepassados.

Entretanto, Hesíodo escreve "Os trabalhos e os dias". Era um campesino beócio, e na sua obra ensina a administração de uma granja. A sua descrição da Grécia do seu tempo, desde o ponto de vista de um homem humilde, é desoladora, mas por estas alturas a Grécia começava a sair da sua idade obscura. Uma das zonas mais prósperas era a ilha de Eubéia. Chegou a ter tal excesso de população que boa parte dela teve que emigrar. A cidade de Calcis chegou a fundar em cem anos até trinta colónias ao Norte do mar Egeu, na que passou a chamar-se península Calcídica.

No Peloponeso, a cidade de Argos chegou ao cume do seu poder debaixo do rei Fidon. A sua influência ultrapassou a Argólida e chegou até ao Oeste, e incluso até a algumas ilhas próximas.

Israel vivia um período de esplendor debaixo de Jeroboam II, enquanto que a Judeia progredia debaixo de Ozías. Sem embargo, na Judeia havia um conflito interno, que era a rivalidade entre o rei e o sumo-sacerdote. Desde os tempos de David e Salomão, o sumo-sacerdote estava subordinado ao rei, mas o reinado e o derrube de Atalia deu alas ao clero. Joás e Amasías não conseguiram impor-se e foram assassinados, e agora Ozías lutava também por reafirmar a sua autoridade. Até tratou de presidir aos sacrifícios no Templo, mas de algum modo fracassou. A versão da Bíblia (talvez não muito fiável) é que Ozías adoeceu de lepra (por castigo divino, naturalmente), e um leproso não podia entrar no templo. Desde 749 o seu filho Jotan actuou como regente.

Em 748 morreu Jeroboam II e seu filho Zacarías sucedeu-lhe no trono de Israel, mas só reinou meio ano, atrás do qual houve um golpe de estado ao que se seguiram umas semanas de comoção. Finalmente foi feito rei um general chamado Menajem. Este era um ano olímpico na Grécia. Os jogos anteriores organizou-os a Élida, cidade próxima a Olímpia, mas nesta ocasião Argos conseguiu arrebatar-lhe a organização. A Élida pediu ajuda a Esparta e assim se iniciou uma inflamada rivalidade entre Esparta e Argos. Não se sabe muito bem o que sucedeu, mas Esparta impôs-se, pois a partir de então a Élida organizou quase ininterruptamente os jogos, e os registos de 748 foram apagados. Desde então, Argos uniu-se a todos os inimigos de Esparta e jamais participou em nenhuma actividade em que a condutora fosse Esparta.

Desde a morte de Salmanasar III, a Assíria foi governada por monarcas débeis, mas em 745 um general deu um golpe de estado, com o que pôs fim a uma dinastia que governou o país durante mil anos, desde que a fundara Shamshi-Adad I. O novo rei adoptou o nome de um grande conquistador assírio e passou a ser Teglatfalasar III. Sob o seu mandato, a Assíria ressurgiu. Começou por reorganizar o Império. Ajustou a maquinaria administrativa e fez a todos os funcionários responsáveis ante ele. Criou um exército profissional assalariado, que podia actuar constantemente, sem necessidade de recrutar campesinos durante períodos limitados de tempo. Isto requeria dinheiro, para o qual teve que saquear aos povos tributários. Logo passou a ocupar-se de povos circundantes. Os medos nómadas levavam anos alargando os seus campos. Foram perseguidos e submetidos a tributo. Em continuação dirigiu-se para o Oeste.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: WIKIPEDIA

Devaneios 21JUl09


05.07.2009 - 23h07 - Ex- Combatente, Farto Desta gente, Portugal
Mais dois policias baleados? Que é isso?

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Nada! Se fossem dois ministros, ainda vá que não vá. Valia a pena tomar medidas mais duras. Agora dois polícias? Bahhh...

06.07.2009 - 08h47 - José do Telhado, Azambuja
Infelizmente, nestes assuntos de polícias e bandidos, a comunicação social utiliza o mesmo procedimento que usa na relação entre os homens e os cães. Se o cão morde o homem não é notícia, se o homem morde no cão, estarão uma semana a falar no assunto. No caso das polícias, se a autoridade atira no bandido, cai o Carmo e a Trindade ! Abuso de autoridade, a Fernanda Câncio escreve que os polícias não têm autoridade nem para tirar a arma do coldre, entrevistam a família, que afirma que o rapazinho que acabou de matar o empregado da gasolineira, é muito bom moço, que não faz mal a uma mosca e etc., etc. Se matam o polícia, foi um acidente de percurso, e ninguém fala mais nisso ! Uma tristeza !

06.07.2009 - 05h06 - p, p
Só faltava aparecer o Sampaio neste bairro, outra vez a dizer que é preciso ser-ser solidário com as minorias... Cambada de hipócritas! Devia era ser tudo corrido a tiro, para acalmar. Eu quero ver se agora o pessoal do bairro vai fazer alguma manifestação contra quem baleou os polícias, como fizeram, quando a polícia matou um anormal que lhes apontou uma arma! E o principal problema, é que ainda por cima quem mora nestes bairros são imigrantes! Deixem vir mais, porque eles têm ajudado muito no desenvolvimento da economia portuguesa...

06.07.2009 - 00h51 - J.A.C., porto portugal
e andamos nós cidadãos que trabalhamos e produzimos a pouca riqueza que o pais vai tendo a votar nesta cambada de politicos de M.... que teem posto este pais de rastos então este governo ps com este ministro da administraçao interna são uma autentica vergonha deram mão livre aos ladrôes com as vergonhosas leis que teem implementado e deixão a restante população entregue aos bandos criminosos que actuam á redia solta eu saio para o trabalho esqueço os documentos se for interpelado pelas autoridades pago sem apelo nem agravo a respetiva multa, dois vandalos (notiçia hoje no jornal de notiçias)entram num café partem a pontapés os vidros da montra destroem parte do mobiliario roubam a maquina registadora poliçia é chamada persegue os vandalos prende-os presentes a quem de direito são mandados embora e "em paz" quem paga os prejuizos ao dono do café.? que trabalha honestamente e paga os seus impostos a um "estado" que se permite estas aberraçôes.?quem estas linhas escreve é um ex votante ps, ps nunca mais (onde quer que te encontres não te rias de nós Salazar)


05.07.2009 - 21h30 - Token, Portugal
Portugal passa por um período de grave instabilidade! O país precisa de combater o ritmo de crescimento galopante do flagelo do desemprego... Não é saudável alguém que dedicou décadas de vida num posto de trabalho honesto, ser despedido, para ficar sem perspectivas futuras, vivendo das últimas poupanças e a sentir a deterioração do ambiente social e familiar, até ao dia em que ouve os filhos esfomeados pedirem pão e ter de explicar que não tem... Custa, e muito, sentir-se apagado do tecido social, ser tornado um pária, sem sonhos, sem ilusões, sem apoio, sem outra saída que não a procura de uma arma e de oportunidades de capitalizar o seu uso para obter lucro imediato, sem pudor de atentar contra ou tirar a vida de outrem... Até ao dia em que já embrenhado no mundo do crime, tenha de usar a outra mão para empurrar o punhal bem fundo antes de torcer e rasgar, salvaguardando o anonimato, vital na carreira... Calma! Vamos meditar sobre o assunto...

rs, 06/07/09 14:38
se tivesse a guita que ele tem ( O Papa)e vivesse no luxo em que vive. tambem afirmaria que o dinheiro não interessa para nada. se assim é porque é que não o dão a quem precisa. falam de africa e dos demais, mas não vejo a igreja a abrir os cordões à bolsa. é que curiosamente a mui nobre igrja detem um dos bancos mais ricos do mundo.
DIÁRIO ECONÓMICO

Tacho no aparelho, migalhas do estrangeiro


Um exemplo que se repete aos milhares é o da IMEXCO, onde dois estrangeiros, no caso moçambicanos, ficam com 90 por cento das quotas da empresa e os dois angolanos contentam-se com 10%, à razão de 5 para cada.

SEMANÁRIO ANGOLENSE

As alianças contranaturas dos políticos com o capital estrangeiro

Todo o cabritismo representa em si mesmo uma perversão: a condenação desse autêntico fenómeno tem sido uma das maiores unanimidades nacionais. Cabritismo significa o «direito» que os titulares de cargos públicos reclamam para obter benefícios em áreas ligadas às funções que ocupam, de acordo com o axioma introduzido por um já falecido político angolano, segundo o qual «o cabrito come onde está amarrado».

Importa referir que, na sua essência, o cabritismo refecte a preponderância da mentalidade rural sobre a formação dos conceitos de administração que dominam o poder político e as instituições angolanas. Mas mais do que isso, o cabritismo representa um tipo de perversão que tende a inclinar-se para um tipo de interesses geralmente tidos como macabros, e um exemplo disso pode ser o facto das elites que influenciam o processo de tomada de decisões estarem a satisfazer a sua cobiça por bens materiais subordinando-se a interesses estrangeiros.

Milhares de angolanos vivem todos os dias a angustia de não poderem realizar os desígnios da sua afirmação material em Angola. Mas, paradoxalmente, assiste-se, aos poucos, a tomada dos mais nevrálgicos sectores da economia por estrangeiros, que se instalaram muitas vezes ao arrepio da lei. Protegidos pelas cumplicidades locais, os estrangeiros passaram a deter uma tal influência na nossa economia, que podem, quando as circunstâncias assim o determinarem, mancomunar-se para moldar as decisões políticas do Estado. Na verdade, eles estão a assumir-se cada vez mais como um poder paralelo.

É isso que fez com que o mercado paralelo de divisas se tenha mantido persistente quando a país já tinha conseguido uma notável estabilidade cambial e isso que tem influenciado o curso do câmbio ao longo dos meses que nos separam de Abril. Foram comerciantes libaneses, indianos e da África Oriental com contentores a transbordar de kwanzas, resultantes dos seus negócios com a venda de commodities, que já em Abril previam que a moeda angolana só haveria de encontrar a sua estabilidade nos níveis em que actualmente se encontra, falando da depreciação que levou o câmbio do dólar de 75 para os 85 actuais no mercado paralelo. E isso acontece porque na generalidade dos negócios em que entram com angolanos, os estrangeiros ficam com a parte de leão e deixam as migalhas para os seus sócios angolanos que, de facto, limitam-se a recolhê-las sem ter em conta os mínimos princípios morais, sem fazer perguntas e sem verificar quando é que as instituições que representam saem prejudicadas pela sua gosma. Um exemplo que se repete aos milhares é o da IMEXCO, onde dois estrangeiros, no caso moçambicanos, ficam com 90 por cento das quotas da empresa e os dois angolanos contentam-se com 10%, à razão de 5 para cada.

E não estamos a falar de angolanos quaisquer: estamos a falar de dois generais, um dos quais com importantes responsabilidades nas instituições da soberania do país. Como é que os estrangeiros vão respeitar este país se até são patrões dos seus mais altos responsáveis? As alianças empresariais estabelecidas pelos representantes da classe dominante são contranaturas, por desvirtuarem os ideais proclamados nos textos programáticos do país. E, nisso, as alianças personificadas pelos representantes do poder politico angolano com o capital estrangeiro representam tanta perversidade, quanto todas as outras alianças contranaturas refutadas à luz da moral cristã: é tudo farinha do mesmo saco.
SN
SA

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

O Cavaleiro do Rei (35). Novela


(Caro leitor, este texto é verídico)

INTRODUÇÃO

«A partir de 1975, de semana a semana, dia a dia, a capital Luanda vai e nascer, de modo avassalador, o número de utentes das suas, hoje, devassadas corroídas infras – estruturas. Montadas para servir pouco mais de 400 mil pessoas. Hoje positivamente a rebentar pelas custaras, a cidade de Luanda é vitima de todas as erosões possíveis.

Quando começarem a manifestarem – se, na pele da grande cidade Africana, as primeiras feridas preocupantes. Já passaram, pois muitos anos, os quais Luanda não cessou de e nascer e de receber gente, gente, mais gente, sempre mais gente. Um fenómeno visceral de guerra. Depois das eleições de 1992, nova onda de Deslocados, Refugiados, Mutilados homens e mulheres, com as suas crianças, Camponesas, Operários, funcionários, Militares tresmalhados do Norte, Centro e Sul do País.

DESENVOLVIMENTO

Urbanização é o acto ou efeito do terror urbano ou citadino, isto é de transformar em cidades. A palavra « Urbanização » designa especificamente da área que ocupam, quem no seu número, quer na quantidade de pessoas que consagram.

Luanda é uma cidade apesar de tudo, estóica, lutadora, perseverante. As suas infras – estruturas estripadas, são ainda as mesmas de 1974 quando a cidade acolhia cerca de 400 mil almas. As mesmas! E os novos musseques, nas imediatas periferias são, agora, de betão! Construções ao Deus Dora, numa impressionante sequência de sofreguidões improvisas e clandestinidades com clandestinidade humana. Há edifícios de apartamentos cuja infra – estrutura comporta, na totalidade, fossas sépticas! Edifícios com uma média de 7 apartamentos por cada andar. Os rebentamentos em canalizações agudizam, no quotidiano de Luanda, o problema da rede de esgotos, talvez o mais sério de todas.

A deterioração dos edifícios comercias e residências do centro de Luanda e não só, rapidamente invadida por gentes dos musseques periféricos até mesmo de outros pontos do país. Aos poucos, este cenário altera – se porém, edifícios como o velho Hotel e outras estão irreconhecíveis. Outros imóveis, entretanto, conheceram cuidados de manutenção ou foram beneficiados.

Luanda-SUL

Luanda vai crescer para sul, com os nossos bairros, mais casas para habitação. A empresa provincial de projectos em conjunto com uma multinacional, será o embrião de uma empresa mista ( dotada de regime especial aduaneira fiscal e cambial ) que deverá acompanhar outras iniciativas da “Revitalização” urbana de Luanda.

No entanto a nova urbanização “Luanda Sul” uma inovação se desenha na construção das casas sociais vão participar ( mão de obra ) as culturas utentes das novas urbanizações. Muitos jovens poderão iniciar – se deste modo os operários ou artifícios no ramo da construção civil.

No que toca as “casas e económicas” com base no programa distribuímos o talhão entregamos. Projecto e o usufrutuário passa imediatamente à construção da casa.
Por onde se estende essa nova urbanização?»

Imagem: Angola em fotos

A Epopeia das Trevas (25)



Acobertadas de glória pelo término favorável da batalha no gueto, olhavam sem horizontes para os destroços vendíveis. Escapulidas no recomeço da luta sem alternância, sugeriu-se o inventário dos acontecimentos:
- Não dá para conferir. Num bairro onde ninguém gosta de confusão, repentinamente vem à tona mais um episódio da Guerra de Tróia.
- Nunca se investiu, instituiu tanta fome, como nestes tempos badalados, baldados. Muitos guetos sem futuro, como este, serão os formigueiros que alimentarão o reencontro inexorável da Guerra de Tróia. Os esfomeados não temem a morte, ela abastece-os regularmente com cestas básicas aeriformes, de fomes. Está sempre latente nos corações a revolta candente. Será uma grande revolta mundial, juridicamente universal. Quem a impossibilitará de terminar? Não haverá muralhas, fossos, mares que lhe resistam. Multitudinários esfomeados mutados em baratas, moscas, ratos. Afasta-se um, vem dois, três. Assim falará a nova Guerra de Tróia.
- Deve ser por isso que os romanos não gostavam de Cartago.

O barqueiro Caronte reservava uma barca, sempre preparada para singrar no rio Idas. Levava nas ondas os restos das almas dos ousados sábios ou opositores. Erradicara-se definitivamente qualquer manifestação de sabedoria ou oposição.

Os Politburo nasciam sábios, congeniais autorais. Dominavam, fustigavam as epístolas da oposição. Mas os trovadores, exilados internos sem mácula pedravam letras. De chofre aparecia o barqueiro Caronte, esfregava as mãos de avarento, e inquiria se havia almas para as Idas. Se respondiam, por enquanto ainda não, Caronte impacientava-se.
- Não brinquem com a ludologia. A política não é arte de cartomantes. Daí não advém futuro. Da outra Revolução Francesa que há-de vir, enviam-me muitas almas. Sempre foi assim, sempre assim será.

Os Politburo subiam os degraus do poder sem esforço. No altar cultuavam as vastas sobremesas das multidões sem história. Que de mãos estendidas, flácidas, migalhavam o culto da fome. Tudo é composto de convicção.
- Não há nenhuma revolução que nos vença, que nos convença, ou que nos tire do lugar. Governamos demasiado, porque o tempo só conta enquanto estamos vivos. Governamos mal? Os acólitos aplaudem-nos pela boa governança. Outros povos, especialmente este que dirigimos, os Jingola, envolvem-se, deixam-se levar na felicidade que lhes prometemos nos discursos de fim de ano. Antes viviam na extrema escravidão, hoje estão libertos. É verdade que existem alguns constrangimentos, mas o sorvedouro dos milhares de leis decretadas solucionarão a emancipação dos povos. Finalmente a miséria acabará, atingiremos, bateremos as metas dos recordes do desenvolvimento.
- É?! Acontece que fiz um grande investimento na compra de duas mil barcas, e muitos barqueiros para as conduzirem, que correm o risco de perder o emprego. Não estão a cumprir o contrato, exijo indemnização. Arranjem aí umas epidemias, matanças de criminosos, qualquer coisa… não se sobrevive sem cadáveres.
- Velho Caronte, não escorregue, cadáveres não faltarão. Fique calmo que brevemente tombarão outra vez mil por dia.
- Não acredito em tal maldição! Vão fazer outra revolução?
- Nem tanto a norte… vamos fazer outra guerra mais devastadora.
- Pendo dessa garantia. Importa-me que cumpram as normas contratuais.
- É verdade que demasiamos a honrar os nossos compromissos, mas quando os lesados nos pressionam, vasculhamos a papelada e accionamos o pagamento. Só trabalhamos debaixo de pressão. Somos como uma locomotiva a vapor.

Imagem: http://www.interconect.com.br/clientes/pontes/diversos/caronte.htm

GESTAPO


Esta polícia funcionava sem tribunal, decidindo ela mesma as sanções que deviam ser aplicadas.

Origem: WIKIPEDIA, a enciclopédia livre.

Gestapo é o acrónimo em alemão de Geheime Staatspolizei, significando "polícia secreta do Estado".

Sob a administração geral da SS, era administrada diretamente pela RSHA e era considerada uma organização dual da Sicherheitsdienst e também uma parte da Sicherheitspolizei. Era liderada por Gestapo Müller.

A Gestapo foi criada em 26 de abril de 1933, na Prússia, a partir da Polícia Secreta Prussiana. No início, era apenas um ramo da polícia prussiana, conhecida como "Departamente 1A da Policial do Estado Prussiano".

Seu primeiro comandante foi Rudolf Diels, que recrutou membros de departamentos policiais profissionais e fez com que ela funcionasse como uma Polícia federal, semelhante ao FBI dos EUA.

O papel da Gestapo como polícia política só foi estabelecido quando Hermann Göring foi designado para suceder Diels como comandante, 1934. O termo Gestapo vem da abreviação de Geheime Staatspolizei (Polícia secreta do Estado) e levou o governo nazista a expandir sua força para além da Prússia, para toda a Alemanha. Só não teve sucesso na Baviera, onde Heinrich Himmler, chefe da SS, era o presidente de polícia e usava as forças locais da SS como polícia política.

Em abril de 1934, Góring e Himmler concordaram em colocar de lado as diferenças e, principalmente por um ódio combinado às Sturmabteilung, Göring aceitou colocar o comando da Gestapo sob a autoridade das SS. Naquele ponto, a Gestapo foi combinada com a Sicherheitspolizei e considerada uma organizaçào irmã da Sicherheitsdienst ou SD.

Época nazista
Agentes da Gestapo capturados em Liège

A Gestapo era a garantia do completo domínio da população pelo Partido nazista.

Ela foi a polícia política da Alemanha nazi; criada em 26 de abril de 1933 por Hermann Göring e reorganizada em 1936 por Reinhard Heydrich, passou sob o controle de Heinrich Himmler em 1934.

Esta polícia funcionava sem tribunal, decidindo ela mesma as sanções que deviam ser aplicadas. Tornou-se célebre primeiramente na Alemanha, e depois em toda a Europa ocupada, pelo terror implacável de seus métodos. A Gestapo representou o arbítrio e o horror das forças nazistas. Sua sede ficava na rua Prinz-Albrechtstrasse, em Berlim - onde há um museu sobre a sua história.

Um dos métodos de atuação de seus membros era disfarçando-se de operários e indo "trabalhar" nas fábricas; lá, eles aguçavam os outros operários para uma revolta contra o governo, a polícia secreta passava uma lista onde os operários que estavam a favor assinavam seus nomes. Durante a noite os operários que assinavam a lista recebiam uma visita de alguns policiais fardados e com um botton de um crânio e uma águia de ferro no quepe. No dia seguinte o operário era substituído por outro, pois ninguém mais o via. O bótom em forma de crânio é a caveira símbolo das SS, ou "totenkopf", em alemão. Foi inspirada no emblema de guardas prussianos do século XVIII.

A Gestapo também era famosa pelo jogo de "gato e rato" que fazia com todos aqueles que julgava suspeitos. Em outras palavras, jamais prendia alguém imediatamente; mas estimulava suas supostas atitudes subversivas, para pegar não somente um suspeito mas, se possível, todos aqueles que com ele tivessem ligação.

Um capítulo à parte deve ser reservado aos métodos de prisão, interrogatório e tortura da Gestapo. Todo preso pela polícia secreta nazista podia esperar as formas mais selvagens de suplícios, com tal de arrancar-lhe qualquer informação ou delação que viesse a ser útil. Choques elétricos, espancamentos, queimaduras, torções, estupros - tudo isso aplicado por profissionais treinados.

Organização
A organização da Gestapo desdobrava-se nos seguintes departamentos:

Departamento A (Inimigos). Comunistas (A1). Sabotadores (A2). Reacionários e Liberais (A3). Assassinos (A4).

Departamento B (Seitas e Igrejas). Católicos (B1). Protestantes (B2). Franco-maçons (B3). Judeus (B4). Pessoas de cor (B5)

Departamento C (Administração e Negócios internos)

Departamento D (Territórios ocupados). Opositores do regime (D1). Igrejas e seitas (D2). Negócios do Partido (D3). Territórios ocidentais (D4). Contra-espionagem (D5). Estrangeiros (D6).

Departamento E (Contra-espionagem). Na Alemanha (E1). Nas unidades de polícia (E2). No oeste (E3). Na Escandinávia (E4). No Leste (E5). No Sul(E6)

Imagem: Hermann Göring nomeia Himmler para a direção da Gestapo

Devaneios 20Jul09


Vivaço, 26/06/09 14:53
Voltámos, quase de repente, ao século XVIII, com o poder económico centrado no oriente que, apesar de tudo e contra todas as expectativas, tem revelado muito mais bom senso do que a economia e a finança ocidental.

DIÁRIO ECONÓMICO

Uma lição que a arrogância de muitos ainda se recusa a aceitar, mas que os factos vão consolidando a cada dia que passa. Talvez por lá ainda se tratar dos corruptos com um tiro na nuca. Sou abertamente contra isso, mas se esse é o remédio numa sociedade em que a corrupção, a ladroagem, a agiotice e o vale tudo são o dia a dia... já nem sei o que será preferível!

Antonio Pinho, Porto 26/06/09 15:52
Isto há cada inteligente. Não fosse a intervenção da FED a injectar dólares no mercado internacional e a crise que temos hoje seria muito pior. O problema é saber se existe alguma moeda em quantidade e valor que possa substituir o dólar. Quantos países no mundo aceitam dólares? Provavelmente 100%. E a moeda chinesa ou russa? Provavelmente 15%.
Pois é, infelizmente, ou não, não existe moeda alternativa. O dólar continua a ser a única moeda com valor e quantidade suficiente para garantir estabilidade nos negócios internacionais. Imaginem se trocassem os dólares por euros. Quanto é que valeria um euro depois disto? Se hoje vale 1,40 dólares com esta mudança passaria a valer 2,50 ou mais dólares. Pobre economia europeia que não conseguiria exporta nem um rebuçado e, de seguida, apresentar-se-ia à falência.

papavestidoprada, 06/07/09 13:59
mas este homem (o Papa)tem cá uma moral....coberto de ouro e crianças a morrer de fome. deus é tudo menos isso q voce representa

Zé, 06/07/09 14:29
Os patrões são muito inteligentes!?! Então não é que eles acham que os seus trabalhadores só lhes fazem falta para trabalhar e dar produtividade à empresa, sendo de resto empecilhos e despesas para a mesma! Se pudessem prescindir dos trabalhadores..., mas depois quem lhes fazia todo o trabalho??? Sabem em que maluquice andam eles a pensar? Que, com o elevado desenvolvimento tecnológico qualquer dia não serão necessários trabalhadores humanos, pois estes serão substituídos por máquinas. Que maravilha, pensam os patrões, as máquinas trabalharão 24 horas por dia, não haverá férias nem feriados nem teremos que pagar subsídios de férias, de natal e nem teremos que pagar salários, mas que maravilha, isto seria a empresa perfeita, seríamos muitíssimo mais competitivos. Mas eles não sabem que, se todas as empresas despedirem as pessoas e as substituírem por máquinas, o que será das pessoas? Não ganharão dinheiro e o número de pobres aumentará, as pessoas passarão grandes dificuldades, haverá mais crimes, doenças, guerras e miséria. Não haverá quem consuma por falta de dinheiro e os produtos que as empresas modernas e competitivas produzirem com as suas máquinas topo de gama ficarão a apodrecer aos montes nos armazéns até não haver espaço para os meter. Consequentemente as empresas fecharão as suas portas e os seus patrões cairão na desgraça e miséria assim como toda a Humanidade. Mas como os patrões são muito inteligentes iriam também arranjar uma solução para esta crise. E seguindo o estilo do seu raciocínio, ou seja a sua maneira de pensar, conclui-se facilmente que uma provável solução encontrada pelos patrões para resolver a crise de consumo, que fez com que as suas empresas e eles fossem à falência, seria a seguinte; Fabricariam novas máquinas, estas capazes de fazerem muitas mais coisas para além de só se limitarem a trabalhar. As novas máquinas comprariam roupas, brinquedos, alimentos, música, filmes, livros, obras de arte, casas, carros, iriam de férias, fariam turismo e seriam felizes, sentiriam vontade e sentimentos o que as levaria a consumir desenfreadamente os produtos produzidos pelas empresas e assim seria perfeito. É evidente que estas máquinas teriam de usufruir de chorudos salários, que as empresas pagariam sem nenhuma objecção, pois seria por uma boa causa, o próprio lucro das empresas. É claro que as máquinas também precisariam de tempo livre para gastar o seu dinheiro e tratar da sua nova vida, e então as empresas dariam férias, faltas, licenças e tempo livre às novas máquinas. As máquinas seriam quase como pessoas, só que muito melhores que elas, pois nunca seriam pessoas de verdade. Enfim…, que tontos somos!!!...

domingo, 19 de Julho de 2009

Governador de Malange desaloja populares




Política de desalojamento neocolonial

Terça, 14 Julho 2009 14:34

Malanje - O governador de Malange, Boaventura Cardoso, avisou aos moradores dos prédios Ché-Guevara, do Gamek, Casa Americana, bem como os localizados entre a rua 15 de Agosto e Praceta do Comércio, o da rua Ultra Machado e Serpa Pinto que serão desalojados porque os prédios são inacabados e por esta razão vão continuar com as obras.

O governador vai desalojar as pessoas que habitam nos referidos edifícios a dezenas de anos, mesmo não tendo lugar antecipado para abrigá-las condignamente.

A ser assim, o governador de Malange só está a seguir a política de desalojamento neocolonial que o seu partido leva a cabo nas províncias de Benguela, Luanda, Huila, Moxico e outras.

Recorde-se que na semana que terminou as Organizações da Sociedade Civil reunidas na Sala da União dos Escritores Angolanos em Luanda exortaram ao fim dos desalojamentos forcados sem antes criar condições condignas para as populações visadas.

Por outro lado, a ONG OMUNGA, de forma isolada, tem vindo a denunciar desalojamentos sucessivos em Benguela.

Fonte: CLUB-K.NET

Devaneios 19Jul09


fino, Leiria 28/05/09 09:46
È mesmo do TGV que Portugal precisa - para que possamos todos fugir daqui o mais rápido possivel. Este País não tem Futuro!

Diário Económico

João Gomes, 06/06/09 00:27
Espero que também se crie uma lei para ajudar os condomínios cujos construtores faliram deixando tudo e mais alguma coisa incompleta, como infiltrações, elevadores que não funcionam, casas por acabar, mas para os Srs doutores dos Bancos há sempre €.

António Costa Lima, Setúbal 06/06/09 07:32
Este ministro é o espelho da incompetência, num dia fala uma coisa, no dia a seguir contradiz-se por completo. Portugal é gerido como um barco à deriva no oceano, ao sabor do vento e das críticas! Como é possível ainda votarem nesta gente.

José Pires, Porto 11/06/09 12:40
Este Desgoverno perdeu a noção da realidade!Como é que um Paìs falido como o nosso vai emprestar 500milhões? A um Estado estrangeiro e ainda por cima a um Estado a quem, não vai a muito tempo se perdoaram dividas de valor bem superior a este...mas estão todos loucos???Temos um País com quase 12% de desempregados REAÍS (não numeros martelados pelo INE e pelo IEFP),e estes senhores que nos desgovernam emprestam dinheiro a uma Ditadura Autocrática...tenham vergonha senhores,tenham vergonha!!!

Mariana Matos, Coimbra 11/06/09 13:08
Mandam os Portugueses apertar o cinto para depois esbanjarem com quem os escorraçou há cerca de 30 anos?! Não chega ser Angola um país riquíssimo e ter ficado com tudo o que os retornados lá deixaram ficar, fruto de anos e anos de muito trabalho e sacrifício? Quem quis a independência, devia tê-la em tudo. Até parece que nós estamos num mar de rosas. Abaixo este (des)governo que só faz porcaria.

carlos, lisboa 11/06/09 13:32
Mais dinheiro para os corruptos e criminosos governantes de Angola.
Onde a filha de Eduardo juntou tanto patrimonio? A trabalhar é que não foi, que cabritos vende e cabras não tem, de algum lado vem!j
Destes 500 quanto vai parar as contas secretas de governantes portugueses?

Jorge, 15/06/09 16:33
Pois é, para completarem a notícia só falta dizer que grande parte destas obras vão ser adjudicadas à Mota-Engil... O Sócrates financia, o Coelho contrói e os contribuintes pagam as obras, as luvas, os favores...
Já repararam que a Mota Engil só consegue grandes obras em Portugal e Angola? Porque será?!?

PM, P.Varzim 19/06/09 15:14
O mundo está louco. A ditadura do lucro.

wawa, 19/06/09 16:49
Eu tenho 80 gb de música a partilhar. vou pagar quanto? (de multa)Um BPN? haja paciência para esta gente!

António Faria, Almada 25/06/09 11:57
Não precisamos de riqueza acumulada mas de riqueza distribuída.

mastercredito, 25/06/09 14:13
São os pobres que fazem os ricos serem ricos , nada mais....a pergunta para que é que a humanidade precisa de 78 000 idiotas destes? para 10 000 milhões passarem fome? nunca vou perceber os governos, nem o que se tornou a humanidade

sábado, 18 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (24)


Os Órfãos marimbaram-se das prédicas, dos desejos sublimados das pobretanas sofredoras. Num ápice foram trambolhadas televisões, ventoinhas, aparelhagens de som, dinheiro. Uma mamã enfrentou-se e levou monte de chapada. Furiosa emparedou:
- Sacanas de merda, vão roubar os governantes do Politburo, eles têm tudo!
- Lá chegaremos.
- Aquando?!
- Uma noção de tempo.

Esgueirando-se, uma belezinha furtou o cerco dos Órfãos. Parecia uma fada que pairava suavemente na corrida até à esquadra da polícia. Chegou levemente. Depois partiu num carro patrulha com seis polícias de olhar pesado, e sirene carregada. Arribaram, descende um oficial com óculos de breu. O Zorro e afiliados escapuliram-se próximos, disfarçados de vendedores de rua. Os produtos da contribuição fiscal foram desalfandegados numa viatura de vendas de móveis ao domicílio. O oficial calendarizou, sublinhou:
- Tempo para desordem, tempo para ordem! Minhas queridas… para casa!
- Mais pra casa?! Não temos nada para pentearem!
- CUMPRAM AS ORDENS!!!

O metal tiniu nos gatilhos leais das armas do dever. Cães, gataria, rataria, serpentes… e borboletas, acoitaram-se nas redondezas como testemunhas do oculto. A infeliz que a História atraiu destapa a alma soturna.
- Órfãos e Politburros … são todos zebras, cepos, troncos dos mesmos ramos. Perderam as almas sombrias, nada mais lhes resta.
- Redobra a falaz, a perspicaz postura. A minha glacial farda oficia o juízo dentro e fora dele.
- Hum! Reles Politburo, soviete.

Os Órfãos calculavam que os Politburo brindavam vivaz temor deles. Creditaram a confusão na sua conta, escalaram as paredes dos barracos, desvendaram os soalheiros telhados zincados, verrumaram, espernearam as julietas. Sabichões na selecção natural das espécies, emplumaram as fêmeas aves-do-paraíso, aquelas que os queimavam, teimavam no prazer da negação do namoro. Fugaram com elas, e pelas andanças dos descaminhos repartiram estragos a mais de seis carros. Garantiram a tranquilidade final com muitos disparos para o ar, de meter medo. O oficial da polícia Politburo melindrou grande desrazão aos seus conceitos, preceitos da desordeira manutenção sem bandeira. Deixaram-no fraco, sem frasco. Motivou para o lado da fraqueza:
- Prendam-nas… chamem camião para o diabo que as carregue!
Destaca-se uma grandota que milagrosamente acessou jurisdição universitária. Advoga o Direito Natural:
- Estás feito com os Órfãos né!? Já vais ver!
Celebrou voz de comando latinizado.
- Argumentum baculinum. Quero dizer: chega de conversa, cacete neles. Vai ser pior que as Termópilas. Minhas senhoras… A ELES!!!
E caiu uma chuvada que alagou as caras policiais com chapada. O oficial, o inimigo principal, foi o eleito da discórdia. Desabaram-lhe trovoada de cacetada e socada. A policiada desprotegida manobrava as mãos, defendia-se por instinto. Apelar às armas virou impossibilidade, porque o esquadrão feminino mantinha guarda. Atentamente desarmados pelas corajosas, derreados e aterrados solicitaram forças aos membros inferiores. Ao levantar para fugirem, a jurisdicional invocou a voz do mulherio da Revolução Francesa:
- Só mais um! Só mais um!

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/

Breve História do Terrorismo Bancário (28)


Clubes são "veículos perfeitos para lavagem de dinheiro"
Estudo

Diário Económico com Lusa 01/07/09 16:35

Os clubes de futebol são vistos pelos criminosos como "veículos perfeitos para a lavagem de dinheiro" sujo, indica um relatório elaborado pelo Grupo de Acção Financeira (FAFT-GAFI).

O relatório, hoje divulgado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), salienta que nas duas últimas décadas o futebol passou de um passatempo popular para indústria global e os investimentos e fluxos financeiros do sector "cresceram exponencialmente", nalguns casos com "ligações criminosas".

O documento salienta que a lavagem de dinheiro sujo através do futebol não passa apenas por investimento em clubes, mas também pelas transferências de jogadores, que por vezes envolvem "verbas astronómicas", pela indústria de apostas, designadamente online, e pelos patrocínios e publicidade.

O sector das apostas desportivas, tema não desenvolvido no relatório, deve ser objecto de especial atenção.

O FAFT-GAFI, organização inter-governamental de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, que funciona em Paris na sede da OCDE, assinala que as vulnerabilidades relacionadas com a estrutura, o financiamento e a cultura do sector tornam a indústria de futebol atractiva para os criminosos.

O relatório explica a vulnerabilidade do futebol pela facilidade de penetrar neste mercado, pela complexidade e opacidade das redes de accionistas e interdependência entre diferentes actores, pela falta de uma gestão profissional do sector, pela diversidade de estruturas legais, de clubes a sociedades anónimas, muitas vezes com gestão autónoma de estádios e outras actividades e de fundos de jogadores.

O FAFT-GAFI adianta que há exemplos de clubes que trocaram jogadores sobreavaliando-os para inflacionarem o valor dos activos nas suas contas.

Águas subterrâneas inundam bairro em Luanda


A CAPITAL

Sob o olhar do GPL-Governo da Província de Luanda, mais de cem famílias da comuna do Hoji-ya-Henda, Sector 4, município do Cazenga, em Luanda, vivem ladeados de águas há mais de cinco anos. Muitas famílias já se viram na obrigação de abandonarem as suas casas.

E não é só: algumas empresas que tinham instalações na zona tiveram de fechar as portas pelo mesmo motivo.

Devaneios 18Jul09


11.07.2009 - 16h25 - Luis, Almada
"como os países ricos atiram milhões para cima dos países pobre" Dizem que atiram, não atiram nada.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Quando muito atiram com uns milhões para as suas próprias ONG's para proveito próprio dessas mesmas ONG's. É a maior burla de todos os tempos estes anúncios dos milhões. Já ninguém acredita nessas mentiras.

11.07.2009 - 15h36 - Luis, Almada
Diz a notícia: "O Presidente norte-americano disse hoje que “o desenvolvimento em África depende da boa governação” e que cabe aos africanos assumir a responsabilidade pelo fim dos conflitos e da corrupção que enxameiam o continente. Anunciando uma nova era nas relações com o continente, Barack Obama prometeu continuar os esforços da anterior Administração" ??? Espantosa a lata desta gente. Foram os USA que causaram a maior crise económica à escala global. São norte-americanas as companhias, empresas e personalidades que mais corrupção promoveu e maiores roubalheiras cometeram. São os USA que provocaram os maiores conflitos em todos os continentes e que hoje têm tropas estacionadas em mais de mil bases militares espalhadas por todos os continentes e em quase todos os países do mundo! E que estão activamente engajados em guerras de rapina e ocupação no Iraque, Afeganistão, Paquistão, Somália. Que continuam a apoiar o golpe de Estado nas Honduras. Que continuam a financiar grupos separatistas na China. Mas a um continente que anda há séculos a ser espoliado e agredido tem o topete de ver dar lições de "governança" e de moral! É mesmo de quem não tem vergonha na cara!

28.05.2009 - 11h41 - Lao Tze, Algures
Entenda-se que nada tenho contra o senhor Luís de Almada, apenas o facto de ter pena dele, dele e de todos os camaradas de partido que verboreiam por aqui palavras de ódio à democracia, liberdade, livre iniciativa, busca individual da felicidade, enfim tudo a que um ser humano tem direito. Tenho pena que os Kamaradas acreditem mesmo que vá haver uma revolução e que eles por fim possam ter a vida com que sonharam, como a elite Soviética ou a elite Coreana, tenha pena muita pena, pois sem trabalho e esforço não creio que consigam ter a colecção de carros igual ao Kimizinho das meiguices nucleares. O senhor Luís entre outros já se Vêem como responsável da Península de Setúbal, já se vê a fechar a A2 para experimentar o seu último Ferrari expropriado a um mafioso e perigoso empresário, temos pena, muita pena, mas os portugueses não são parvos...

28.05.2009 - 11h26 - RdeReformas, Lisboa
Os camaradas do PCP e BE que defendem a "democrática" Coreia do Norte, conhecida por tentar matar à fome o seu povo (o que não acontece pelo auxílio de países como ... Coreia do Sul), os níveis de vida serem pior que miseráveis, a élite dirigente ter um nível de vida ao nível dos mais ricos do mundo ocidental e o regime utilizar o tráfico de droga e armas e a falsificação de dinheiro para se sustentar, estão calados. Quando a "democrática" Coreia do Norte faz teste nucleares, lança mísseis, ameaça com a guerra no desespero dos regimes falhados, os camaradas das extremas-esquerdas calam-se... Porque no fundo eles defendem para o nosso país o que é actualmente a Coreia do Norte e similares ou a desgraça que foram a ex-URSS e ex-Albânia (regimes que cairam de podre e miséria). Eles defendem para Portugal a saída do UE, Euro e NATO, tornando-nos num estado pária na Europa e causando uma implosão económica e financeira. Eles defendem que as empresas sejam obrigadas a não despedir, o que levaria à destruição de todas as nossas PMEs, defendem dar tudo a todos sem dizerem como, o que nos levaria ao "igualitarismo" da actual Coreia do Norte onde comer erva é a alternativa a morrer à fome.

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

4ª Prova do troféu nacional da lavagem de dinheiro


Imagem: Angola em fotos

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Estádios


Há Estados que são óptimos organizadores de campeonatos de futebol e basquetebol. Mas desconseguem organizar o campeonato do combate à fome. Significa que o futebol e o basquetebol são uma grande treta. Gastam-se assim ingloriamente os rendimentos do petróleo. Talvez fazer dos hospitais estádios de futebol melhorasse o atendimento aos doentes, que com a fome e a miséria ultrapassam qualquer campeonato lúdico.

Porque perderam, lhes venderam a identidade cultural. Mas ganharão a cultura do pontapear a bola, vencerão noutra cultura, a futebolística. E a Nação sentir-se-á orgulhosa por tais exemplos futebolísticos. Sim, é verdade, o futebol desenvolve as mentes. Onde há muito futebol e muita religião o povo e a Nação desenvolvem-se.

Acompanhados pelas universidades e apoiados pelas telenovelas têm o ómega do desenvolvimento económico, social e mental. Sem dúvida alguma que esta é a geração mais idiota que até hoje foi gerada. É evitar fazer mais, tais filhos, porque todos nascem idiotas. E depois do CAN 2010, já se anuncia outra disputa. O campeonato angolano da feitiçaria.

Qual é o nome que se deve atribuir a quem (sempre os mesmos) há quase cinquenta anos teima no poder da incompetência?

E existindo milhares de famílias, porque é que os poços de petróleo, as minas de diamantes, as terras… tudo, pertencem apenas a uma só família?

E porque é que a comunidade internacional insiste em apoiar, especialmente os campeões universais da democracia, esta ilegalidade democrática?

Antes, as democracias apoiavam-se no povo, agora o povo já não existe, despreza-se, porquê?

Se todos os países do mundo estão com problemas graves de economia e finanças, porque chegam em Angola e discursam em tom autoritário como se deve fazer para sair da actual crise? E em muito especial, Portugal, que é neste momento um dos países mais corruptos, e logo um dos mais desorganizados, e pedintes do mundo?

E além da barulheira infernal que fazemos noite e dia e terrifica as nossas vidas, nada mais sabemos porque preguiçamos no não queremos fazer.

Uma coisa de certeza é certa. Venceremos o campeonato mundial da idiotice humana.

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

O Cavaleiro do Rei (34). Novela


A instância do Cardeal representante neste Reino da Igreja de Roma, o Marquês do Santo Oficio acumula a função de compulsivamente usar a polícia na busca dos cidadãos que recusarem os cultos. O Reino apoia sem reservas a Igreja de Roma. Pelo que, todos os lugares de culto receberão enchentes de fiéis.

É criado o novo cargo, Marquês dos Reais Mosqueteiros-Mirins. Compete-lhe a obrigação de efectuar o registo obrigatório das crianças desde o seu nascimento, até à idade juvenil. Nascerá um exército Real espartano para defender com propósitos bélicos os bons costumes Reais. Serão ensinados a denunciar pai, mãe, namorados ou namoradas, amigos, amigas, e qualquer outra pessoa que não esteja de acordo com as Reais Leis. Os gastos para o seu orçamento inicial e futura manutenção serão ilimitados.

Cumpra-se e dê-se à voz dos Arautos Reais do Reino e Vice-reinos.

Feito para sempre neste Reino.

O Rei.

Epok intrigava-se muito com os gastos que se faziam nas cozinhas reais. Não era possível que os géneros durassem poucos dias. Passou a vigiar o pessoal. Perguntou a um cozinheiro:

- Os géneros não chegam porquê?

- Antes eram importados. O rei disse que devíamos desenvolver a nossa agricultura. Criar empregos. consumir produtos de produção local, real, assim falou ele. A questão é que os nacionais chegam aqui em muito mau estado de conservação. Vai quase tudo para o lixo.

- Quando chegar o próximo abastecimento quero estar presente.

- Sim, meu cavaleiro.

CAPÍTULO IX

ARQUITECTURA

«No conjunto, a realidade é que a maior parte das terras agrícolas do país é utilizada como reserva de valor, por grandes proprietários que preferem imobilizar grandes áreas e esperar que se valorizem por efeito de investimentos públicos e privados de terceiros, do que desenvolver actividades produtivas. Esta situação é em geral mal disfarçada pelo que se tem chamado pudicamente de "pecuária extensiva".»

In Reforma Agrária: Dados Básicos. Ladislau Dowbor

Epok barafustava-se, falava, monologava: Iletrados, incultos, são o que são. Não conseguem fazer nada que se aproveite. Mas estão sempre a reivindicar. Dizemos para trabalharem, respondem que nãotrabalho. Nos vice-reinos há muito trabalho. Dizem que nãocondições. Se calhar querem um palácio com piscina como condições.

Epok travou o monólogo, porque veio-lhe mesmo de propósito à lembrança, um documento que o marquês dos Analfabetos lhe enviara, referente a um estudo feito por futuras arquitectas. O marquês dissera-lhe:

- Epok! isto, estamos a formar analfabetos. Este reino está desgraçado, é obra de analfabetos.

Abanaram as cabeças desgostosamente. O texto era o seguinte:

Imagem: Angola em fotos

China. Ex-presidente da Sinopec condenado à morte por corrupção


Diário Económico

Chen Tonghai despediu-se de forma inesperada da presidência da Sinopec em Junho de 2007.

O antigo presidente da petrolífera estatal chinesa Sinopec, Chen Tonghai, foi condenado hoje à morte por práticas de suborno, segundo a agência oficial local Xinhua.

A sentença, proferida pelo Tribunal Popular de Segunda Instância de Pequim, determina que Chen Tonghai passe dois anos na prisão, ao fim dos quais a sua pena poderá ser comutada em prisão perpétua, caso mostre boa conduta. Caso contrário será executado.

Chen foi expulso do Partido Comunista Chinês (PCC) em Janeiro do ano passado por práticas de suborno e corrupção.

Anteriormente, em Junho de 2007, Chen despediu-se de forma inesperada da presidência da Sinopec, a maior petrolífera da Ásia, elegando "motivos pessoais". A saída deste responsável coincidiu precisamente com o início da investigação do caso em causa.

Segundo as investigações internas do PCC, o ex-presidente da Sinopec "abusou da sua posição para obter benefícios desonestos para a sua amante e outras pessoas, e levou uma vida corrupta".

Comentários
Maria P., Lisboa | 15/07/09 14:26
Pobre Senhor! Podiam tê-lo avisado que sempre se podia candidatar à presidência de qualquer grande empresa portuguesa, pois isto jamais lhe aconteceria...

Jorge Carvalho, Lisboa | 15/07/09 14:27
Oliveiras e Costas e Rendeiros mereciam tratamento igual.... Desapareciam uns tantos vigaristas ou pelo menos teriam algum receio antes de efecturem as fraudes!!!

rcd, | 15/07/09 14:28
Ai se fosse em Portugal, era necessário um terreno bem grande para fazerem pasto....... e até entrarem no corredor........

Pedro, | 15/07/09 14:29
cá também devia ser assim!

rs, | 15/07/09 14:36
se a justiça por cá funcionasse da mesma maneira, não havia balas suficientes para tanto fuzilamento.

Silva, Lisboa | 15/07/09 14:44
E não gamava no preço dos combustiveis
GALP, REPSOL, BP e CEPSA... nem um cêntimo

Ticotur, | 15/07/09 14:53
Isto é que é um país, o nosso.
Aqui, corrupção,.. tanta quanta quizermos, nunca há castigos... Assim é que é. Vale a pena ser político corrupto. Os políticos de cá até fizeram as leis à sua imagem e conveniência...O povinho esse... cada vez mais pobre e desgraçado... que se f... Mas até quando??? Já dizia W. Churchill : Ninguém consegue enganar a todos ao mesmo tempo nem um só todo o tempo.

vg, | 15/07/09 15:00
Sera´que também descobriu poços no Tupi?...

revoluçao, | 15/07/09 15:05
sem duvida uma boa decisao

JARA, Viseu | 15/07/09 15:06
Ora aqui está um exemplo a seguir no caso do BPN - Dias Loureiro -; Fátima Felgueiras; Valentim Loureiro; Isaltino e noutros que tal.
Façam chegar aos renegados - democratas - da Assembleia da Republica e ao Ministério da Justiça, para que aprendam como se actua em tais casos.

lustro, | 15/07/09 15:09
Em Portugal devia-se seguir este exemplo copiando esta lei.
Sera q as prisões teriam capacidade para albergar
os condenados.

Sou eu, Viseu | 15/07/09 15:11
Pena em Portugal não ser o mesmo =)

miguel, Porto | 15/07/09 15:13
SE AQUI FOSSE ASSIM ISTO ANDAVA DIREITO, A IMPUNIDADE DEIXAVA RÁPIDO DE EXISTIR.

LOPES CARLOS, Belgica | 15/07/09 15:16
1. O Sr. Chen Tong Hai , antigo Presidente da SINOPEC, começou a ser investigado em meados de Maio de 2007. Ainda em liberdade, foram-lhe dadas varias oportunidades para confessar as suas faltas , quer na generalidade, quer na especialidade em varios pontos concretos.
2. Segundo textos da internet , ele terá confessado boa parte dos factos, mas terá eventualmente tentado fugir para o Canadá , via Hong-Kong.
3. Esta condenação parece muito severa, mas segundo texto na internet , ao fim de dois anos de prisão efectiva a sua conduta na prisão será avaliada e será então proferida a sentença definitiva.

Carpa, | 15/07/09 15:18
De certeza que este condenado terá cometido crimes muito mais leves do que alguns empresários e políticos que graçam por este país fora.
Vai uma aposta???????

Obra ilegal da MEDTECH inferniza vida de moradores


O proprietário da MEDTECH é brasileiro e médico ao serviço do Presidente da República de Angola. Se não o é, já o foi.

«Verdade seja dita, não se trata de uma construção em curso, nem de uma edificação recente.

SEMANÁRIO ANGOLENSE

A obra em questão foi realizada há já mais de uma década – portanto, em outras gestões e contextos da nossa vivência urbana – mas não é por esse motivo que perde o seu carácter de infracção e ilegalidade, bem como de total desrespeito às mais elementares regras de convivência citadina e consideração pelo próximo. Serve este queixume apenas para chamar a atenção de quem de direito, perante a triste e desoladora situação que vivem os moradores do conhecido Prédio do Zé Pirão, com a designação na matriz predial de Prédio Bastos & Irmão, Lda, localizado no nº 157, da Rua Rei Katiavala e que faz esquina com a Travessa de igual nome.

O mesmo edifício onde se encontram precisamente a Farmácia 24 Horas da MEDTECH e o estabelecimento comercial de material informático da MEDTECH. Até aqui nada de anormal nem estranho, não fosse precisamente a MEDTECH a causadora da situação intolerável a que estão sujeitos, desde há algum tempo a esta parte, os infelizes moradores do prédio em questão. Tudo porque a MEDTECH lembrou-se de construir na área de entrada de serviços desse imóvel, encerrando-a para seu uso próprio. Nessa altura ainda não existia o novo Edifício Alameda, pelo que havia um acesso às traseiras e sucessiva saída para a rua, através do espaço descampado então existente.

Foi precisamente aquando do arranque das obras do novo prédio vizinho, que os moradores se deram conta que ficariam sem uma saída alternativa e encurralados em caso de uma emergência, como um incêndio, por exemplo, que bloqueasse a entrada principal. Que o diabo seja cego, surdo e mudo. Tão ou mais grave do que isso, ficou vedado o acesso às caixas de águas residuais e impossibilitada a sua respectiva limpeza, para além de ter sido bloqueado o escoamento para as caixas da rede pública de esgotos.

Como resultado óbvio, as fossas no pátio enchem e transbordam, transformando o quintal do edifício num lago de imundície. Não deixa de ser um contra-senso, que uma situação do género, seja precisamente causada por uma empresa de venda de medicamentos, por isso mesmo obrigada a zelar pelas questões de saúde pública. Aliás, uma inspecção sanitária cuidadosa, não poderia deixar em branco a existência de um tal cenário, junto às instalações daquele estabelecimento especializado. E estarão nesta altura a questionar e com razão, os ilustres leitores, se tal situação não chegou ainda, ou nunca, ao conhecimento das Autoridades competentes. A resposta é simples: chegou sim. Que o digam os engenheiros da Mota Engil que dirigiram a obra do Edifício Alameda e se viram confrontados com o imbróglio aquando do processo de licenciamento, procurando soluções junto do Governo Provincial de Luanda, sem sucesso.

A Direcção do Institutos de Gestão e Planificação Urbana e a Direcção Provincial da Fiscalização também foram devida e repetidamente informadas. A primeira reconheceu, desde logo, a ilegalidade da construção da MEDTECH (não obstante esta alegar dispor de uma hipotética autorização) e a segunda, chegou mesmo a encetar algumas acções, enviando equipas suas e noticiando a Medtech para prestar esclarecimentos. Mas tudo isto foi em vão. A toda-poderosa MEDTECH fez tábua rasa de notificações e visitas, mostrando-se intocável e mantendo-se insensível ao drama dos seus vizinhos. Porque será que a MEDTECH conseguiu até aqui fazer o que quer, não foi penalizada e não foi reposta a legalidade? Que responda quem sabe.

Mas não deve ser muito diicíl perceber que, ao que parece, o facto de um dos big bosses da MEDTECH ter ligações familiares a “gente de peso”, poder estar na origem do deixa andar verificado nesta grave situação. Ou, dito de outra forma, tem estado sempre a prevalecer a posição do mais forte, em detrimento do que é de direito. Aqui fica o repto: depois desta denúncia pública, quanto tempo será necessário para que os Órgãos vocacionados para o efeito procedam às investigações necessárias e reponham a legalidade. A ver vamos.
* De um leitor devidamente identificado.
P.S. Não se trata de publicidade à MEDTECH nem de campanha desleal da concorrência.»
SA

Imagem: A menos de cem metros de distância da MEDTECH outra obra ilegal (mas o que é que existe de legal em Angola?) dum tal general Led. Quando acontecer um incêndio, não se poderá extingui-lo. Todos os acessos estão fechados. Isto é um viveiro de irresponsáveis.

JES assumiu que o país esta sem dinheiro


Populares começam sentir efeitos da crise econômica


Quinta, 09 Julho 2009 23:11 Club-k



Luanda - Sinais registrados nos últimos dias revelam que a crise econômica já esta a ser sentida por alguns populares em Angola. A constatação é concluída com base das seguintes anotações:



- Numa reunião a porta fechada com membros do Bureau Político do MPLA, no passado dia 4 de Julho, o Presidente José Eduardo dos Santos revelou-se duro no seu discurso quando direcionava a Manuel Junior sobre medidas de prevenção. JES assumiu que o país esta sem dinheiro.



- Restrição nos regulamentos de câmbios. Bancos privados estabeleceram limites na compra de moedas estrangeiras com realce ao dólar americano. A venda passou a ser efectuada para aqueles que apresentam comprovativo de viagem ao exterior, a copia ou cédula do bilhete de passagem.



- Restrição no levantamento de dinheiro. O valor que o cidadão deve levantar diariamente da sua conta não pode exceder aos 1000 USD dólares. Esta semana uma cidadão que pretendia comprar uma viatura foi impedida de fazer levantamento de certa quantia da sua própria conta bancaria sob alegação do regulamento em função que a impede de levantar o valor estabelecido recentemente.



- Em conseqüência, algumas empresas privadas atrasaram no pagamento de salários dos seus funcionários.



A crise financeira foi de inicio negada pelos dirigentes angolanos que nos seus discursos diziam que não seriam afectados pela mesma. A pratica mostra outra realidade.



Fonte: Club-k.net

terça-feira, 14 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (23)


O bairro continuava ocasional, mecânico como uma fábrica de produção em série. As mocinhas caprichavam, criavam New-look. De beleza invulgar enfrentavam a algazarra musical. Dançavam, remexiam-se, oscilavam muito elásticas. Muito distraídas, era assim que ludibriavam o tempo, porque não se lembravam da sua existência. Não se danavam com isso. As telenovelas diluviavam, e sempre luziam parvos que lhes abonavam.
O pacifismo bairrista pactuava. Clientes abasteciam a sede com sacos plásticos de água de frescura duvidosa. As sanduíches evoluíam, movimentavam a clientela. O corre-corre transeunte avolumava a facturação nas bolsinhas. As moscas esquadrilhavam reforçadas. Tudo estava composto de indícios regulares. Uma repentina pequenina chega. Lembra Fidípedes a anunciar que a batalha de Maratona foi ganha. Arfa desmedida, perdeu o jeito do caminhar. Opressiva esforça-se, respira muito fundo, a voz não sai. A mãe vê que ela está muito assustada, embargada.
- É o quê porra! Viste algum feiticeiro?
A menina assusta-se, a respiração incha, desincha.
- Estiveste outra vez a ver aquele filme de terror no vizinho?
O querubim move a cabecinha negativamente. Infelizmente a mãe não tem tempo para a aturar, pois tem cliente a piscar. Decide acabar com o mutismo da filhinha com a arma secreta das mães.
- Ah, sua aprendiza de feiticeira. Vou-te desinchar com tanta chinelada, que te arrependerás de ter nascido.
Antes da mãe iniciar as suas artes marciais a menina consegue soluçar:
- Os … os… os…
- Os quê filha de um bêbado!?
- Mamã… mamã… mamãzinha… os galos… estão ali.
- O quê!? O quê!? Ai meu Deus!
A mais velha pressiona as mãos na cabeça. Revoluteia duas circunferências, batuca os pés na terra amolecida, de barro avermelhado. Isto ajuda-a a pensar, a decidir o que fará a seguir. Parou, baixou as mãos, inchou o peito, alertou geralmente:
- Gauleses à vista!!!
A criançada maravilhou os olhos, que brilhavam intensos como holofotes.
- O Asterix vem com eles?
A menina reclama, tenta elucidar a mãe:
- Vocês trocam tudo! SÃO OS UFOLOS… OS UFOLOS, PORRA DE MÃE!
- Está bem minha filha. Fujam! Avista-se Fogo Grego ufólogo!
A calmaria tresandou, parecia mar agitado quando atira os barcos uns contra os outros. Confusa maré humana, de corpos contra corpos, de filhos enlaçados, que na atrapalhação custava pegar no sustento da insustentável fome. Rebuçados, cigarros, bolachas, pastilhas elásticas etc., sofreram a condenação do chão. Patinharam para as cubatas. Às crianças foi silenciado que se escondessem debaixo das camas, onde as havia, porque era normal dormir no chão. Eram seis Ufolos. Um, sem dúvida o chefe, mascarado de Zorro. Cópia refeita, possante, trajado de negro. A máscara negra entreabria-lhe os olhos, impunha calor vampiresco. As pistolas pendiam cinturadas, imponentes. Alaram pombos e pardais, alocaram tranquilos pombais. Montado num pau de vassoura, um varão que iludiu a mamã exclama com convicção:
- Aió… Silver!
O Zorro amuou. Apetecia-lhe rir da ousada criança, mas tinha, sentia-se obrigado a manter distância, meter medo, senão perderia o respeito, o comando do bando. Ordenou à criança que freasse a montada. Do seu hábito seleccionou voz autoritária.
- Vai para casa, dita às safadas que ponham tudo cá fora.
- Ok! Zorro mascarado.
As mães olharam longe a conversa, aprochegaram-se, lagrimaram, lastimaram.
- Não nos roubem, por favor! O pouquinho que temos foi ganho, crucificado! Somos escravas dos descolonizadores, geradas para os distrair.

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

O Cavaleiro do Rei (33). Novela


Estava Epok a gozar estes pensamentos, quando é interrompido por um mensageiro do Rei.
- Chefe, o rei clama pela sua presença.
- Diz-lhe que daqui a uma hora lá estarei… pelo menos daqui a quatro. O rei vai ter muito que esperar.
Epok imaginou que se considerava o súbdito mais importante... o vice-rei dos vice-reis. Sabia que o rei dependia muito de si. Era o único do reino que tinha intimidade com ele. Muito mais com a rainha. Agora sentia-se proscrito. O rei proibira-o de qualquer intimidade com a bela rainha. Epok não podia, nem devia, esconder a sua insatisfação. Sentia-se demasiado leal, seria por isso?
- Chefe, chegou outro mensageiro do rei.
- Diz-lhe que demorarei mais uma hora.
Ele não compra rádios para comunicarmos. Receia que alguém escute as conversas. Arquitecta constantemente estratagemas de segurança. Envia a guarda para uma rua, aparece noutra. Simula que vai sair, não sai. Diz que já saiu, mas está lá dentro. Põe toda a guarda nas ruas, a escumalha aguarda-o, não aparece. Vai tranquilamente para o seu jacto particular. Desaparece, depois informa que já chegou ao destino tal. Este reino está encoberto. Trabalhar assim é uma merda.

Epok comparece na presença do rei. Este anuncia-lhe:
- Cavaleiro Epok, tive uma excelente ideia. Vou mandar construir uma grande catedral de estilo gótico. Chamar-se-á catedral do santo rei. Será bem dimensionada, agigantada para acolher todas as religiões, incluindo a nossa tradicional feitiçaria. Os locais de culto serão protegidos com grossas paredes de concreto, para evitar os ataques à bomba, e os confrontos sangrentos que por certo virão. Trata de encomendar as estátuas que serão feitas de oiro. Os fiéis pagarão para acesso uma taxa monetária. Já vistes a mina de oiro que isso nos vai dar?
- É de facto mais uma excelente ideia, majestade. Só me preocupa onde vamos arranjar uma imagem, para representar a nossa feitiçaria.
- Qualquer coisa serve. Uma cobra, um jacaré, um osso. Os parvalhões não vão notar nada.
- Meu rei, temos no reino uma empresa que cobra por estátua, mais ou menos cem mil dolo. Para não ficarem desempregados, vou pedir-lhes para as construírem.
- Não, nada disso. Manda construir naqueles nossos amigos do estrangeiro. Cada uma custará um milhão de dólares. E fazem-nos esse preço, porque somos amigos.
- Muito bem magnânimo.
- Piranhar e elementar meu caro Epok… tenho aqui uns decretos reais, para publicitares. Vou com a rainha gozar umas merecidas férias no reino do Brasil. Infelizmente no meu reino não há condições para tal. Creio que nunca haverá. Entretanto fique de olho na princesa e nos republicanos.
- Assim será meu iluminado.

CAPÍTULO VIII
OS DECRETOS

É nacional, irracional, é neocolonizado, eu gosto!

Epok viu os decretos que seriam publicados.

DECRETO REAL
EXONERAÇÕES

No uso das minhas Reais faculdades, por minha conveniência, e ao abrigo das únicas competências que me atribuo, exonero os seguintes Marqueses:
Marquês do Desemprego, Marquês dos Vice-reinos, Marquês das Terras e Marquês dos Peixes.

Cumpra-se e dê-se à voz dos arautos reais, do reino e vice-reinos.
Feito para sempre neste reino.
O Rei.

DECRETO REAL
NOMEAÇÕES E EXONERAÇÕES

No uso das minhas Reais faculdades, por minha conveniência, e ao abrigo das únicas competências que me atribuo, exonero e nomeio:
Marquês das Sobras da Guerra, para Marquês do Desemprego. Este ocupa-se das Sobras da Guerra. Marquês Sem Ciência, para Marquês dos Vice-reinos. Este ocupa-se dos Sem Ciência. Marquês das Cantinas, para Marquês das Terras. Este ocupa-se das Cantinas. Marquês dos Pasquins, para Marquês dos Peixes. Este ocupa-se dos Pasquins.

Imagem: MORRO DA MAIANGA. Deportações à Estaline para os campos da morte lenta de Luanda.

História Universal (16). A fundação de Roma


Voltando a Canaã, o derrotado rei Amasias da Judeia foi vítima de um golpe de estado como o foi seu pai. Foi assassinado em 769 e sucedido pelo seu filho Ozías.

CARLOS IVORRA

Debaixo do seu reinado a Judeia seguiu subordinada a Israel, mas o rei não fez nada para modificar a situação. Pelo contrário centrou-se em recuperar economicamente o país e teve êxito. Reconstruiu as fortificações de Jerusalém, tomou algumas cidades-estado filisteias e reconstruiu o porto de Elat, nas proximidades do mar Vermelho, que teve certa importância nos tempos de Salomão. Com ele revitalizou notavelmente o comércio na Judeia.

Em 761 o Egipto fragmentou-se uma vez mais. Em Tebas instaurou-se a XXIII dinastia, enquanto no Baixo Egipto continuava reinando (formalmente) a XXII. Na realidade havia um terceiro centro de poder. Desde o desmoronamento do Império Novo, o Egipto perdeu o controlo da Núbia, que passou a ser governada por nativos, com capital em Napata. Sem dúvida, a Núbia assimilou completamente a cultura egípcia. Quando Sheshonk ocupou Tebas, alguns sacerdotes de Amon refugiaram-se em Napata, onde foram bem recebidos e formaram uma espécie de governo no exílio, que nestes momentos era tão forte ou mais que as duas partes no que se havia dividido o Egipto.

Em 760, um pastor da Judeia chamado Amós atreveu-se a penetrar no santuário israelita de Betel e falou em nome de Deus com umas posições modernas:
... Porque tenho sabido vossas muitas maldades e vossos escandalosos delitos; inimigos sois da justiça, cobiçosos de receber doações, opressores dos pobres nos tribunais. [...] Buscai o bem e não o mal, afim de que tenhais vida; e assim estará convosco o Senhor Deus dos exércitos, como dizeis que está. [...] Eu odeio e descarto as vossas festividades, não me é agradável o cheiro dos sacrifícios nas vossas reuniões, e quando vós me apresentais os vossos holocaustos e as vossas doações, não os aceitarei, nem olharei a minha vista até às gordas vítimas que me ofereceis em voto. [Amós V 12-22]
Em suma, Deus acusava os israelitas de respeitarem os rituais ao tempo que levavam uma vida corrupta, e por isso ameaçava-os com mil desgraças se não se arrependiam. O sacerdote de Betel cominou Amós a que voltasse à Judeia e assim o fez, mas foi a primeira voz entre outras muitas que se alçaram a partir de então antepondo a rectidão de costumes à prática dos rituais.

O ano 753 é, segundo a tradição, o ano em que se fundou uma cidade chamada Roma. A tradição é pura lenda: fala de um rei de Alba que usurpou o trono ao seu irmão, matou os filhos deste e obrigou a sua filha a fazer-se virgem vestal (algo parecido ao que hoje em dia é uma monja). Não obstante, a virgem concebeu dois filhos gémeos do deus Marte, Rómulo e Remo, que foram abandonados, criados primeiro por uma loba e logo por uns pastores e, quando foram adultos, restauraram o seu avô no trono e se dispuseram a fundar uma nova cidade. Discutiram sobre o lugar idóneo para isso, Rómulo elegeu o monte Palatino, e marcou com um arado os limites da cidade. Remo cruzou o sulco para indicar que não reconhecia a autoridade do seu irmão sobre o território, e então matou-o. Assim Rómulo fundou Roma e converteu-se no seu primeiro rei. Os colonos eram latinos, mas entre eles haviam escassas mulheres, assim que se combinaram para sequestrarem mulheres sabinas, o que ocasionou uma guerra. Invocando a causa de uma traição, os sabinos lograram entrar em Roma, mas as sabinas, que se tornaram fãs dos seus maridos, intercederam por eles, e assim a Roma primitiva resultou ser uma mistura de latinos e sabinos.

Que sucedeu na realidade? Por suposto é impossível dizer nada a ciência certa. A Roma primitiva estava localizada sobre o monte Palatino, junto ao Tiber, mas com o tempo estendeu-se até outras seis colinas vizinhas, sete no total. Sabe-se que o Palatino estava ocupado por cabanas de pastores desde ao menos no século X e que na festa tradicional da fundação as demais colinas tinham também habitantes. Provavelmente, Alba decidiu fundar una colónia fortificada no Palatino para conter os etruscos (Roma estava situada justo na fronteira com a Etrúria). Por algum motivo, Roma escapou ao controlo de Alba, provavelmente com a ajuda dos sabinos e, por que não, dos próprios etruscos. A actividade dos primeiros romanos foi rural. Os cidadãos estavam divididos em três tribos: tricios, ramnos e lucerios, que talvez se correspondam com três colectivos, um de latinos, outro de sabinos e outro de etruscos, que se uniram para formar Roma. Cada tribo dividia-se em dez cúrias, que por sua vez se formavam por várias famílias. Pouco se pode dizer de Roma nesta época. De facto, seria absurdo ocupar-se de uma cidade tão insignificante se não fosse porque séculos mais tarde iria dominar o mundo.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: http://members.fortunecity.com/entremundos1/armed_celts.jpg

Devaneios eclesiásticos


07.07.2009 - 13h49 - Espectro, Porto
O Papa sonha com a reunificação das Igrejas sob a sua batuta e com a unificação política das Nações sob a batuta de um novo Carlos Magno, que obviamente, tal como o Imperador, serviria a Igreja Católica.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Nada de novo nos diz este Papa! Afinal seria a repetição da história! LOL. P.S.: aqui vos deixo, para reflectirdes, um excerto de o Anticristo, de Nietzsche, também alemão, só que, ao contrário do Papa, do ramo dos inteligentes e corajosos: "O cristianismo tomou partido por tudo o qué fraco, baixo, falhado, fez da oposição aos instintos de conservação da vida forte um ideal. estragou mesmo a razão das naturezas intelectualmente mais fortes ensinando que os valores superiores da intelectualidade não passam de pecados, desvios e tentações. O mais lamentável exemplo é a corrupção de Pascal, que acreditava na perversão da sua razão pelo pecado original, quando a verdade é que essa mesma razão só pelo cristianismo que ele professava se encontrava pervertida!". No conceito filosófico de CORRUPÇÃO de Nietzsche o Papa seria um corrupto (aquele que escolhe o que lhe é desvantajoso) LOL

07.07.2009 - 13h50 - Vasco, Guatemala
Ai estão eles..... as peças do lego começão a juntar-se. Primeiro criam um crise artificial referida diarimente nos media para entrar á força na cabeça das pessoas ... Com este "brainshasing" diário, facilmente a carneirada (que muitos vem aqui palrear) facilemte aceita esta proposta do papa (como que se só hovess estaalternativa). O Vaticano faz prte do circulo invisível do poder mundia, cada vez se torn mais claro. New World Order está ai - Escravização mundial.

07.07.2009 - 14h22 - D. Amélia, Guarda
se calhar é porque o Vaticano tem interesses...e com os juros da poupanca a descer devem estar com medo de uma possivel perda de receitas e dai uma perda do poder de compra e nivel de vida! esperto este Papa!! Hipócrita mas esperto! Que safado!

07.07.2009 - 13h58 - Brissos Lino, Setúbal-Portugal
É chocante ver o Papa a semear em seara alheia. Disse Jesus: "O meu reino não é deste mundo"... O que parece é que Bento XVI se está a colocar em bicos de pés. Governo mundial quererá dizer... do Vaticano? Era o que faltava!

07.07.2009 - 14h34 - José Gonçalves Cravinho, Holanda
A ideia do Papa alemão que é Bento, transpira fome e sêde de justiça, mas é uma utopia como é toda e qualquer Religião, porque a pulhice humana não tem limites e o Homem é lobo do Homem. O que me espanta é o Pontífice Romano sair-se com ideias de cariz materialista,s endo êle o Chefe espiritual da Igreja Em todo o caso terá sido inspirado pelo Espírito Santo ou pela Côrte dos Cardeais? Sabe-se que a Opus Dei e a Companhia de Jesus tèem gente abalizada com grande influência na Banca e portanto nas Economias e nas Finanças, e em Portugal até o Espírito Santo é Banqueiro. Também se sabe que a Igreja sempre andou de mãos dadas com os Poderosos, os Reis, os Czares, os Imperadores e os Ditadores, ela tem por missão manter o rebanho do Senhor no redil, prometendo-lhe o Céu ou ameaçando-o com o Inferno após a morte, na Eternidade. Em Portugal e em todos os Países cristãos, a Cruz e a Espada sempre andaram unidas, e nas Monarquias a Cruz encima a Corôa dos Reis e Imperadores. E esta aliança da Religião com os Poderosos no mundo muçulmano, também é um facto concreto e tem ainda o carácter semelhante ao que, na Idade Média, a Europa tinha sob o Domínio da Igreja Católica Apostólica Romana.

07.07.2009 - 14h51 - Bruno, Londres
o Vaticano ou a Igreja Católica...tolerante!?!?! haa haa discrimina contra as mulheres contra os gays só para mencionar dois grupos de pessoas! a história da própria Igreja Católica diz tudo... o dilema de qualquer Igreja será: ou adaptar-se ao tempo que estamos ou continuar a perder influencia. e olhe que muito mudou (melhor ou pior) em apenas 50 anos... se pudessem voltariam a trazer a Inquisicao!!! Nao tenha dúvidas. Ainda bem recentemente a Igreja associou-se aos mais prolificos criminosos (ditadores) que em nome da Igreja e com a sua bencao cometeram os mais diversos crimes!

Timor, 1963. Dili


Capital da Província de Timor e sede de bispado, na ilha deste nome, localizada no Oceano Índico, com a população de 52.158 habitantes, inscreve-se no número de cidades de maior simpatia.

O interessante bairro do Farol, a Igreja de Santo António, mas, muito especialmente, a paisagem característica desta região diferente, com aspectos deslumbrantes que podem admirar-se num conjunto panorâmico, que se observa do sítio do Hospital, sobre a cidade, o Mar e a ilha de Atauro, correspondem a uma das melhores apoteoses da Natureza.

O cenário de beleza das plantações do café é considerado um dos melhores do mundo.


Tem em atenção os produtos agrícolas de maior valor comercial que fizeram de Dili, apesar da grande distância a que se encontra da Mãe-Pátria, uma das mais esplendorosas cidades do Oriente.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Independência (?)


No princípio do precipício eram quadrilheiros
mas alguns não eram
Couraçados de intelectuais mostraram
aos demais
o caminho da liberdade (?)

Até chegarem à fronteira do pesadelo
mataram erradamente inocentes
e ainda matam
e multidões de crianças comoventes
Pasmados de demónios nas bandeiras
vermelhas do sangue, do saque morticínio
Inventaram outro caminho
o marxismo/leninismo

E começaram a governar
a quadrilhar a massacrar
quem não ia (quem não vai) lá a eles chorar

E continuaram a concentrar
sem concerto
enevoaram-se com valas comuns
do afinal, fatal número bestial
27

ainda continuam a desmatar
a prediar, a torrear, a descampar
a espoliar a MATAR
as populações em campos zangados
atolados de Negra miséria
E vivem opulentos, descansados (?)
afastados dos descamisados
nos campos concentrados
escorraçados

A quadrilha do bater no ferro quente
sente-se poderosa
a revolta dos escravos
rebaterá, remoldará, retemperará
crivará noutra forja
outro aço mais poderoso
e exterminará a corja

A quadrilha contratou
o amigo deles o Dr Mengele
para continuar as experiências
nos campos de concentração
dos hospitais estatais
Tantos sofrimentos, tantos horrores
tantas mortes sem assistência médica
sem independência
dependentes no vivencial arder das tendas

A quadrilha contratou famigerados
portugueses, brasileiros e chineses
que não andando à caça
para não serem caçados
matam tranquilos, ordenados
negros desarmados, esfomeados
brutalizados, penados
pelas ordens das hordas superiores

E a luta da libertação
libertou uma selva
selvas e selvas de desgraças
sem libertações

E vivem tão libertados da luta
de libertação
que perecem, padecem até
nas sevicias dos novos senhores
chineses… e os escravos
ainda não se revoltaram
não se libertaram

É melhor acabarem com isso da independência, voltarem atrás e recomeçar tudo de novo. É que a selvajaria actual é inimaginável.










terça-feira, 7 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (22)


- Hum! Esses gajos estão a petrolear de mais.
- É mesmo, vamos pois então chamar os Greguejados, para lhes queimarem com o Fogo deles.
- Os Greguejados sem aquele parecido com o Aquiles, não furam nada.
- Esse é um grande sacana.
- Porquê mano?!
- Caçou a virgem Briseida, está com ela há mais de mil noites. Dizem que está indeciso, deseja que ela permaneça virgem.
- Ah, afinal ele é desses?!
- Mas que herói, que guerreiro é esse, que não consegue tirar a virgindade a uma mulher?
- Os nossos penetram, arrebentam bem, são muito vaginais. Muito soldados de rebentos.
As fardas da lei arribaram, impuseram vários balázios para o ar. O ajuntamento quitou, relaxou, debandou.


Era um bairro que vivia na calmaria nostálgica. De manhãzinha, as mamãs armavam-se com vassouras e cuspiam o lixo anterior. O ramerrame zodiacal marchava matinal. Já havia montes de lixo despertados, que desterravam nos descampados. Não havia recolha, pariu montanha. Com ingénua sacanice as crianças perseveravam, logravam as saias das mães. Elas rebaixavam-se até aos chinelos, lembravam-se da facilidade vassoural e bruxuleavam vassouradas nos infantis costados. A criançada resfolegava.
- Mamã, porra, tenho fome!
- Deixa-me acabar o lixo. Vou encestar rebuçados, vender alguns, depois compro-te pão.
- Mamã, se não me deres comida, espojo-me na lixeira.
- Tenta só, vá, vais ver a surra. Vou-te amassar os ossos.

Alheio às diatribes o sol admoestava o solo, crestava os rostos. Uma esquadrilha ovi – objecto voador identificado – de moscas-varejeiras verdejantes fazem reconhecimento, defendem os seus interesses. Objectivos abundam, tantos que voam indecisas, não sabendo onde pastar. Em exposição nos pousos fervilhavam rebuçados, bolachas, cigarros, pastilhas elásticas, refrigerantes, cerveja fumegante, a estalar. Enfim, um rosário mercantil. As mamãs requeriam ao direito divino uma bonança na borrasca para facilitar as vendas. Senão, ocorreria tempestade em casa. O basto infantário caseiro, a desoras desentende porque não lhe dão comida.

Algumas mamãs macilentas do espólio gerado ancoravam silenciosamente os tenros corpos em qualquer instituição de caridade. O dinheiro tão parco não alcançava as despesas escolares. Os livros careiros boicotavam o olhar das letras. Os reinóis poliram insustentável acordo literário com os neo-alfandegários. O tributo advindo, primaz, alvissarava cofres ocultos, incultos. Com preços desvelados, desnivelados, poucos se arriscavam na aventura da leitura. Alegando que os exportadores, do piorio fenício, eram grandes sacanas. Que viajavam de muito longe, sujeitos a constantes ataques de piratas. E que as suas mercadorias leitorais não tinham garantias dos seguradores, de leitores. E mais: que não tinham culpa nos derrogatórios notariais que o reino Jingola se situasse nos confins roteirais. Os preços subiam num escarpar precipício. Galavam com náutica:
- É borda-falsa, barlavento, sempre ao lado da brisa acolhedora.
Os Jingola pegavam, aceitavam piramidais comissões. Associavam-se às empresas fenícias.
As crianças enganavam a escola. Alistavam-se nos exércitos Órfãos. Não faltava mão-de-obra para a soldadesca dos espoliados das terras e das habitações que aumentavam os exércitos dos antes lutadores, defensores do reino da FAMÍLIA e agora abandonados, degredados, expatriados.

Imagem: Angola em fotos

A crise económica mundial no reino de Deus


Igreja
Crise obriga Rádio do Vaticano a ter publicidade

Diário Económico

Pedro Duarte
07/07/09 11:30


O Papa Bento XVI está também a braços com a crise, que afecta as finanças do Vaticano.
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Devido a dificuldades financeiras, a rádio da Igreja vai começar a passar anúncios pela primeira vez na sua história de 78 anos.

A primeira firma que vai anunciar na Rádio do Vaticano irá ser a empresa italiana de gás e electricidade Enel, noticia hoje a BBC.

Desde a sua fundação em 1931 pelo famoso inventor Marconi e até aos dias de hoje, a Rádio do Vaticano tem sido integralmente financiada pela Igreja Católica, tendo custado aos cofres da Santa Sé cerca de 21,4 milhões de euros por ano.

A BBC nota que o mais recente relatório financeiro do Vaticano mostra que este registou em 2008 um défice pelo segundo ano consecutivo, estando também a sofrer com a crise económica, o que levou a estação de rádio a procurar ajuda financeira externa.

Em troca da publicidade da Enel, a Rádio do Vaticano pode receber cerca de 180 mil euros nos próximos seis meses, calcula a mesma fonte.

A Enel afirmou que considera “uma honra” o facto de ter sido escolhida como a primeira empresa a anunciar na Rádio do Vaticano, uma vez que a firma “partilha alguns” dos valores da Igreja Católica.

Devaneios 07Jul09


13.03.2009 - 13h42 - SacaMulas, Parque das Nações, Lisboa, PORTUGAL
Se os Angolanos podem vir para Portugal as dezenas de milhar, então os Portugueses também deviam ter esse direito.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Engraçado que se os Angolanos que quisessem viver em Portugal tivessem as mesmas dificuldades em obtenção de visto que os Portugueses que querem viver em Angola têm, o Eduardo dos Santos iria logo queixar-se ao Cavaco Silva e se calhar até acusaria os Portugueses de "racismo"...

13.03.2009 - 15h41 - Mbuanza, Almada
Caro Belmiro o senhor já esteve em Luanda? Já esteve no consulado português em Luanda, pois bem é dos países europeus aonde é mais difícil obter um visto sabia? A razão da dificuldade de obtenção de visto para Angola tem haver precisamente com isso, na dificuldade de obtenção de visto para Portugal, investigue e depois comente por favor.

13.03.2009 - 12h19 - Filipe, Lisboa
Teoricamente falando, Angola é esse país de oportunidades de que se fala. No concreto, não me parece que os Angolanos vejam com bons olhos um novo fluxo massificado de Portugueses no seu país. Ainda somos vistos como culpados por muitas coisas que fizemos e não fizemos em Angola e as diferenças sociais que separam a população Angolana não ajudarão a esse fluxo migratório. É bom ir para Angola, quando não se sai de Luanda e se anda de carro blindado. Caso contrário não me apanham por lá!

29.05.2009 - 18h32 - Paulo Santos, Fundão
Tudo isto me faz recordar o grande homem português que foi Agostinho da Silva! Agostinho da Silva afirmava que era um dever moral evitar pagar impostos nas circunstancias de hoje, porque todos nós temos o dever de não entregar dinheiro sem ter a garantia de que esse dinheiro vai ser bem utilizado! Todos nós devemos primeiramente assegurar-nos de que o nosso dinheiro - o que entregamos em impostos - irá ser bem utilizado e, só com essa garantia, é que o devemos entregar! Há que pensar nisto muito bem e há que fazer alguma coisa! É um dever moral não entregar dinheiro para pagar coisas destas, e é isso e muito mais, o que temos estado a fazer!

21.05.2009 - 00h08 - Nuno Alexandre Pinto, Cascais, Portugal
O sexo é uma necessidade básica, tal como comer, dormir, defecar, urinar, etc. Está na base da pirâmide das necessidades humanas. Tentar viver sem sexo é viver uma meia-vida. Achar que se está mais próximo de Deus por abdicar da sexualidade é asneira, é contra-natura. Todos aqueles que abdicam da sexualidade em nome de uma "vocação" estão doentes. A igreja católica é um foco de doença mental há muitos séculos.

21.05.2009 - 04h46 - Zander Nogueira Martins, São Paulo, Brasil
É lugar-comum dos católicos se desculparem dos atos criminosos, alegando que seus membros são homens, logo, falhos. Mas um padre não se ordena, é ordenado. Um clérigo não é uma pessoa que passou numa loja de uniformes e se comprou uma batina. É um agente da instituição. Selecionado, recrutado, treinado, doutrinado, instruído, diplomado e ordenado. O mesmo ocorre com os funcionários das instituições cuja responsabilidade de atuação pertence à Igreja Católica, como as irlandesas. Não se pode desvincular a miséria humana que permeia nessas instituições da responsabilidade da Igreja Católica. O que se vê é a Cúria Romana compactuando com esses escândalos, desde sua origem até os dias de hoje. Não toma uma providência digna: protege os seus membros criminosos, abafa os escândalos e, até, impede a atuação da polícia. Dizer que os atos criminosos são justificados pela cultura punitiva da época (1930) é ser cínico. O escândalo do Banco Ambrosiano é recente. O assassinato do papa João Paulo I ocorreu ontem, historicamente. O caso do bispo paraguaio, Fernando Lugo é de hoje. E os milhares de crimes pedófilos são notícia nos jornais deste ano.

Timor, 1963


Província insular ultramarina estabelecida no arquipélago de Sonda, ao norte da Austrália, com a superfície aproximada de dezanove mil quilómetros quadrados, confina com a parte holandesa em que esta ilha se divide, compondo-se de uma cordilheira de montanhas cuja altitude se acentua desde o extremo do litoral.

As profundas ravinas, que resultam desta cordilheira, são a principal característica de Timor, onde a paisagem se manifesta com inúmeras cascatas e uma exuberância de vegetação que lhe imprime particular encanto.

A costa norte tem o especial privilégio de um clima agradável de permanente Primavera, onde há rosas todo o ano.


O símbolo característico desta Província é uma homenagem aos religiosos dominicanos que conseguiram estabelecer a obediência dos naturais a Portugal. É aproveitada parte das armas desta mesma ordem.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

O renascimento do NKVD, Comissariado Popular dos Assuntos Internos (fim)


As ondas do mar andam a rebentar
e é tão bonito a onda que vem
como a outra que vejo ao fundo
A espuma branca que cai na praia
é a vida de todo o mundo
In Madredeus


Não é só na Somália que há piratas. Lá, o mar está infestado deles. Angola também tem muitos piratas em palácios, em terra e na espoliação de terrenos pela FAMÍLIA, portugueses, brasileiros e chineses construírem os tais complexos torreados financeiros na espera inglória que o petróleo eleve preço, enquanto os desalojados aguardam há anos nas tendas as habitações ou o dinheiro que enganosamente lhes prometeram. VÓS SEREIS CONDENADOS!

São estas sementes que ultrapassam fronteiras e desestabilizam países. Um bom porco volta, vota sempre no seu curral. Nos tempos actuais, quem quer governar é para trapacear. E para apoiar acho imensa piada às conferências, porque sabe-se de antemão que ficará tudo pior ou na mesma.

O desenvolvimento desta Nação faz-se com festas todas as noites e estendem-se pelos dias. Imbecilizado povo que se extingue.

A poluição reinante, também é um reino, está de tal desordem que ninguém lhe resiste. E por quanto tempo se trabalhará, nestas condições nos restará? Vê-se o caos, que já o é. Na realidade esta vida de qualquer pessoa é uma tragédia.

Bancos com potentíssimos geradores criminosamente instalados nas traseiras dos prédios. E nas varandas, nas escadas, em qualquer lugar a darem o ultimato aos prédios… que desabarem é certo. Crimes comandados por elementares criminosos.

E quando advertidos, opinados, alguém nos chama a atenção, nos lembra dos senão: «Cuidado, que ele (ou ela) trabalha na Presidência da República de Angola.» Ou: «esse é general, é muito perigoso.» E: «esse é do poder, ainda nos matam».

É o ineficaz deixa-andar da anarquia… sem lei nem ordem. São estas sementes que ultrapassam fronteiras e desestabilizam países… os seguidores somalianos. Não é depois com as estúpidas sanções que as coisas estabilizam. Muito pelo contrário, as ditaduras fortalecem-se, odientas.

Quando um eleitorado é analfabeto, tudo se apresenta, fácil se movimenta. E vi um candidato à Presidência da República na campanha eleitoral prometer um milhão de pessoas sem casas… e ganhou as eleições.

Durante a minha vida encontrei cada idiota pelo caminho. Como um que dizia que seria um dos dez homens mais ricos do mundo. E também tinha a mania que era o Bill Gates. E começou a inventar modelos de computadores… como o tal Magalhães. Começou no modelo P1, P2… já ia no P12. Claro, tudo aldrabado, vigarizado. Que mais sabem fazer estes pobres diabos?! Roubar e roubar. Muitos como estes abundam porque o mundo actual infesta-se de idiotas. Tantos e tantos imberbes. Creio que só pode ser invasão, destruição genética adquirida. Com tantos impulsos neuronais de maldade… o cérebro não funciona, vulgariza-se na destruição.

12.04.2009 - 12h39 - VA, 35.6N 139.6E
Meu Deus, protege-nos dos teus seguidores!
Público última hora

Imagem: http://www.espada.eti.br/n1676.asp


O milagre económico de Angola


Isto é o fim
maravilhoso amigo
isto é o fim
meu solitário amigo
é o fim
Jim Morrison, The Doors


«Atrasos nos pagamentos em Angola é negativo para as construtoras
Os analistas do BPI e do ESR consideram que os atrasos de pagamentos de obras realizadas em Angola são negativos para as construtoras Mota-Engil, Soares da Costa e Teixeira Duarte.

Diário Económico

O Diário Económico avança hoje que as maiores construtoras nacionais enfrentam crescentes dificuldades de tesouraria porque não estão a receber ou estão a receber com muito atraso e de forma parcelar a facturação das obras que já efectuaram em Angola.

"Neutral a negativo. O 'chairman' da Mota-Engil já tinha dito que as empresas portuguesas enfrentam atrasos de pagamento em Angola e previu que se tornasse mais difícil estar no mercado angolano sem ser com uma operação local", pode ler-se numa nota de análise do BPI.

Os analistas do banco sublinham que o mercado angolano representou mais de um terço das receitas obtidas pela Soares da Costa e Teixeira Duarte no exercício de 2008 e 16% no caso da Mota-Engil.

No mesmo sentido, a Espírito Santo Research (ESR) classifica a notícia como "ligeiramente negativa para as empresas com exposição a este país [Angola]" e lembra que existe uma linha de crédito apoiada pelo Governo português de 300 milhões de euros para ser activada num cenário extremo, "o que não acreditamos ser o caso".

Na sessão de hoje, as construtoras estão todas a negociar em terreno negativo. A Mota-Engil cede 1,24% (ver gráfico), a Teixeira Duarte desliza 1,15% e a Soares da Costa desvaloriza 4,63%.


Comentários

vguerr, Lisboa 06/07/09 12:38
Os Angolanos se fossem espertos nem lhes pagavam nos próximos meses. Depois era só virem cá a Portugal comprar essas empresas a preços de saldo. Embora Português, não me ralava nada com isso. Essa cambada de gananciosos mais a banca foram os responsáveis pelo alimentar da crise, e querem ser os únicos a escapar dela, com ajuda do Estado e do petróleo do outros. Eles coitados é que acabam por pagar, como têm petróleo pagam, mas se fossem inteligentes não pagavam já, só daqui um ano ou dois.


pedro, 06/07/09 13:24
não se espera nada mais de Angola uma vez que não tem recursos para pagar
a quem deve.»

Imagem: Sérgio Piçarra no Novo Jornal

O leitão da Bairrada do António Gomes Lavoura


«Leitão da Bairrada faz furor em Wall Street

Diário Económico

O "Wall Street Journal" de hoje dedica duas páginas inteiras a esta especialidade da Mealhada. As origens e fases de preparação do prato, onde ficar e comer, são o "prato forte" do artigo.

Se a maioria das cidades portuguesas tem monumentos em homenagem a heróis locais, a Mealhada é um pouco diferente. Em vez de um navegador ou poeta a dar as boas vindas aos visitantes, há à entrada da cidade um monumento com um pequeno leitão.

É assim que o "Wall Street Journal" começa um plano de duas páginas dedicado a esta especialidade portuguesa. No dia seguinte ao ministro da Economia português se ter demitido, é o leitão da Bairrada que está em destaque.

O periódico norte-americano tenta perceber porque é que a Bairrada se tornou na região por excelência desta especialidade, já que os porcos são uma espécie criada em todo o país.

O presidente da Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada, António Duque, dá uma ajuda e explica ao jornal que a indústria de vinhos da região foi um factor importante, já que os ramos das vinhas foram sempre usadas como lenha nos fornos de tijolo onde os leitões eram assados, dando-lhes um sabor especial.

Todo o processo de limpeza, preparação e apresentação do leitão da Bairrada é descrito com detalhe para que não haja dúvidas sobre esta "arte".

O "Wall Street Journal" sugere também vários restaurantes como o "Pedro dos Leitões" ou "A Meta dos Leitões", "O Picnic", "Churrasqueira Rocha" ou a "Floresta dos Leitões", onde um visitante se pode deliciar com o prato típico da região.

O jornal deixa ainda algumas sugestões de locais onde pode ficar hospedado para uma visita de mais de um dia a este local de culto para quem gosta de carne, mas que é um "pesadelo para os vegetarianos".»

Imagem: http://jantarsextafeira.blogs.sapo.pt/arquivo/leitao-assado.jpg

Breve História do Terrorismo Bancário (27)


O objetivo do indicador de felicidade é triplo: (1) superar a falácia do “quanto mais melhor”;

MARCOS ARRUDA

(2) sensibilizar as pessoas para uma mudança de leitura do mundo e da economia, e para uma transformação das suas relações sociais e ambientais, inclusive de suas práticas de consumo; e (3) influir nas escolhas de governo no sentido da adoção de um índice de felicidade humana como instrumento de planejamento e de avaliação do desenvolvimento econômico e tecnológico.

Marcelo Neri, economista da Fundação Getúlio Vargas (Jornal do Brasil, 7/9/2008:E1) se utiliza da pesquisa do Instituto Gallup em mais de 132 países, para comprovar que o aumento da renda e da posse de dinheiro não é proporcional ao aumento da felicidade: para cada 100% de aumento de renda, a felicidade geral das nações sobe 15% apenas. O Brasil confirma esta observação pelo caminho inverso: é o 22º na classificação mundial de felicidade em contraste com sua 52ª posição na classificação de renda dos 132 países! Em suma, na coordenada felicidade-renda, a curva da felicidade progride com a progressão da renda até um ponto de inflexão, para além do qual mais renda passa a significar menos felicidade!

Desenha-se no Brasil, como em outros países, um movimento orientado para a popularização de um índice de bem estar e felicidade humana e social, orientado para incidir sobre o modo das pessoas, instituições e governos medirem a riqueza e se comportarem. O FIB é um instrumento muito poderoso para incentivar o consumo consciente, a substituição da lógica do lucro pela lógica do desenvolvimento integral das pessoas e comunidades, e a adoção de políticas públicas orientadas para o aumento da satisfação, bem estar e felicidade de toda a população dos seus respectivos territórios.

Diante da ameaça de crise global, o movimento do FIB traz uma visão prática de uma outra economia possível. Ele permite a convergência de movimentos como as redes de Economia Solidária (Mance, 2002: 42-52 e Verano e Bernal, 1998), que buscam a reconceitualização da economia, tomando como valor central e sentido o ser humano enquanto ser-relação, ou seja, enquanto um ser multidimensional, um ser individual e social ao mesmo tempo (Arruda, 2003, 171-222); e do desenvolvimento autogestionário, (Arruda, 2006: 151-218) como um processo orientado para o florescimento dos potenciais, qualidades e atributos do ser humano capazes de gerar uma vida individual e social de qualidade e de crescente felicidade.

In Marcos Arruda. Economista e educador do PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Rio de Janeiro), da Rede Jubileu Sul Brasil, co-animador de ALOE – Aliança por uma Economia Responsável, Plural e Solidária, e sócio do Instituto Transnacional (Amsterdam). Ladislau Dowbor

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

S. Tomé e Príncipe, 1963. Santo António


Cidade da Província de S. Tomé e Príncipe, situada na Ilha do Príncipe, no ocidente africano, com a população de 4574 habitantes, tem a recomendá-la a sua sugestiva baía, e, por fundo natural, a luxuriante vegetação que se estende desde o mar até ao alto das montanhas.

Ribeiras caudalosas sulcam o interior, permitindo as digressões mais emotivas.

As montanhas, bem como o Pico do Papagaio, são admiráveis pelos diferentes aspectos que nos revelam.

A produção do cacau resultante das plantações em diversas roças constitui atractivo deveras interessante.

A prática da pesca desportiva, além do mais, é também ali um passatempo apreciável.


Na constituição heráldica deste brasão lançou-se mão da imagem do santo padroeiro da cidade e do emblema do príncipe que mais tarde foi o rei D. João de Portugal.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

sábado, 4 de Julho de 2009

Estados falhados ou desclassificados?!


Angola já ganhou o Can 2010. Com os gastos nele, o dólar está a disparar, inflacionar, afundar. Angola vai decerto ganhar o Campeonato Africano das Nações mais esfomeadas e seleccionadas.


«Os Estados falhados segundo o Foreign Policy…

Eugénio Almeida Pululu

A revista Foreign Policy em colaboração com o The Fund for Peace divulgou o estudo anual que faz sobre a situação os Estados e denominado “The Failed States Idex 2009”.

Uma vez mais vamos encontrar os países lusófonos em muito má posição.

Excepto Cabo Verde e Portugal todos – quer dizer, São Tomé e Príncipe parece ser um país desconhecido para a revista e para o Fundo – viram a sua classificação piorada.

Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste estão entre a linha de Estados em risco e quase perigosamente na situação de críticos.

Segundo este estudo que engloba 177 países (lugar mais estável ocupado pela Noruega, no segundo ano consecutivo), e que pode ser acedido aqui – ou aqui para todos os Estados –, os estados da CPLP ocupam as posições adiante descritas (não esquecer que quanto mais baixo for o número posicionado, pior a situação, ocupado por Somália, Zimbabué e Sudão, que já em 2008 ocupavam o “pódio” dos Estados criticamente falhados), com a particularidade de quase todos terem, também, puorado a sua cotação:

Timor-Leste passou de 25º para 20º, ocupando uma zona no limiar do crítico;

A Guiné-Bissau passou de 32º para 27º;

Angola regrediu uma posição, passando do 56º para 55º;

Moçambique viu também a sua posição ficar fragilizada, face a 2008, ocupando agora o lugar 72º;

Cabo Verde embora ainda esteja, como Brasil, em zona de perigo, melhorou a sua posição para 84º tal como a sua cotação – o único que viu isto –;

o Brasil retrocedeu para a posição 113º;

Portugal também melhorou a sua posição, ocupa agora o lugar 163, está entre os estáveis, mas piorou a sua cotação.»

http://pululu.blogspot.com/2009/07/os-estados-falhados-segundo-o-foreign.html

Devaneios 04Jul09


21.05.2009 - 10h09 - Elisa Nogueira, Basel Switzerland
Este livro é a dura realidade vivida por uma criança irlandesa que aos 8 anos de idade foi retirada aos pais (assim como 3 outros irmãos) e entregue aos cuidados dos "catholic brothers", nos anos 30, em Letterfrack (Connemara).

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Peter, criança, foi vítima de maus tratos (físicos e psicológicos) durante 8 longos anos. Peter, adulto, combateu (na linha da frente) na segunda guerra mundial, foi prisioneiro de guerra dos alemães e sobreviveu. E mesmo a guerra e o captiveiro foram (agri)doces comparativamente ao que ele viveu no colégio. Peter tentou por diversas vezes abrir os olhos do governo Irlandês, mas sem sucesso (cópias das cartas dirigidas aos governantes estão anexas ao livro assim como as "simpáticas" respostas). Peter suicidou-se, aos 51 anos, por auto-imolação. "The catholic religion based on fear and myth is the main cause of the high degree of mental illness. We must have a new religion based on love, friendship and understanding. Ireland ought to be for the people. the priest has made life intolerable for us at home, hence the stampede to emigrate. We want home rule, not Rome rule."

21.05.2009 - 10h08 - Hugo Almeida, Lisboa
Uma realidade imensamente triste, fomentada por pessoas que nunca, jamais, deviam ter sido sacerdotes ou religiosos pois as suas acções nada têm a haver com a mensagem cristã. Uma vergonha atroz que deve ser estirpada até à raiz. Mas nada que se compare com as gigantescas máquinas de pedofilia instauradas, como está historicamente provado, nos regimes comunistas soviéticos e maoístas.

21.05.2009 - 08h57 - José Gonçalves Cravinho, Holanda
É minha opinião que os Padres sabem que a Religião é baseada em Lendas e Mitos e que Deus não existe. Êles são refinados vigaristas a começar pelo Vigário-Mor o Pontífice Romano, e como tal, cìnicamente, apregoam uma Moral que êles não cumprem. O Homem criou Deuses à sua imagem e semelhança e as respectivas Religiões, para ter os Povos subjugados. E como refere Zander Nogueira Martins, São Paulo, Brasil,de facto a Religião cristã da Seita da Internacional Vaticana, tem muitos crimes às costas desde que se tornou a Religião oficial do Império Romano no Reinado de Constantino, assumiu o culto pagão do Império romano, substituíu os Deuses e Deusas do Paganismo pelos Santos e Santas do Cristianismo e continuou com a adoração dos ídolos, das imagens. O luxo, a pompa, a riqueza da Igreja cristã, nêste caso, da Católica (a ortodoxa também), as suas monumentais Catedrais e Conventos, assim como a Côrte Pontifícia, semelhantes às Côrtes dos Reis e Imperadores, são uma afronta à pobreza e humildade que êles atribuiem a Cristo. As procissões, os Rituais, as vestes luxuosas, o ceremonial, os gestos teatrais dos Prègadores, são para impressionar o Povo que gosta de espectáculos, e tudo isto aliena..

21.05.2009 - 08h56 - jose, Lisboa
A pedofilia não é de agora já no tempo do tio António Santa Comba havia e mais niguém falava porque quem falar na quela altura era comunista a pide a mando dos padres vinham buscar a casa quem se meter contra a Igreja quem mandava naquele tempo agora devem ser denunciados seja ele quem fôr politico ou não politico devem ser severamente punidos o caso da Irlanda deve ser denunciado e severamente castigados esses creminosos.

21.05.2009 - 08h33 - José do Telhado, Azambuja
PREOCUPEM-SE COM O CASO DE PEDOFILIA NA CASA PIA, e deixem os irlandeses em paz ! Há mais de 5 ou 6 anos que este caso anda nos tribunais portugueses em julgamento, e as PRESSÔES dos criminosos influentes e importantes, são tantas, que o caso nunca mais resolve, e já custou milhões de euros ! Alguns arguidos pedófilos, até chegaram a estar em prisão preventiva, mas saiem e poêm as vítimas em tribunal, e recebem indemnizações do Estado, isto é dos contribuintes, pela sua prisão ! É UMA VERGONHA ! Os juizes perdoam, ou negam acusações de pedofilia a acusados, porque os menores se prostituiem no Parque Eduardo VII ! Como escreveu Eça de Queiroz nas suas cartas de Inglaterra, Portugal começa a ser um país para passar ao largo, e mesmo assim atirar-lhe pedras !

http://ingridcerveira.blogspot.com/



S. Tomé e Príncipe, 1963. São Tomé


Cidade capital da Província de S. Tomé e Príncipe, situada na ilha de S. Tomé, no ocidente africano, com a população de 59.102 habitantes, apresenta no seu conjunto urbano algumas igrejas, o Museu, a Pousada e a antiga fortaleza de S. Sebastião.

Rodeada de Formosas matas, a paisagem caracteriza-se, especialmente, pelo elevado pico da ilha e pelas duas agulhas de basalto na planície, raras pela sua disposição.

As festas dos nativos, com instrumentos estranhos; a abundância de frutos e de pesca; as digressões fáceis e o seu belíssimo porto de mar, na baía de Ana Chaves, sobre a qual a cidade se debruça, são razões bastantes do interesse que merece.


Brasão de armas concedido por portaria nº 19.409 de 1 de Outubro de 1962.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

O Cavaleiro do Rei (32). Novela


Epok acompanha o início da construção da Grande Muralha do Palácio Castelo-forte. Vê um amontoado de gente. Pergunta a um guarda:
- O que é que esta multidão está aqui a fazer?
- Estão à espera do lixo que sai do Palácio… é a única coisa que os alimenta.
- Lixo à espera do lixo. Corram com eles!!!

Com o grande muro, as dimensões do Palácio ficarão mais que enormes. Nada melhor que os operários e engenheiros da Dinastia Chinesa para construir a Grande Muralha do Grande Palácio. Trabalharam dia e noite como os escravos do faraó. Afinal os chineses ainda não saíram dos tempos da grande escravatura. Claro, a obra terminou antes do prazo previsto.

Epok não escondia a sua satisfação pela recente, mais uma, importação de piranhas. Por causa disso nasceu um incidente diplomático com o reino do Brasil. Receavam que as piranhas acabassem no seu reino. Reivindicaram que as importações seriam suspensas por ora. Em sua substituição propunham jacarés muito mortíferos. Epok respondeu que era desnecessário. Neste reino existiam jacarés a mais. De dia e de noite, nas ruas e esquinas espreitavam as suas presas, para desferirem com as suas mandíbulas o ataque fatal. O curioso nisto é que a população protegia-os. Diziam que eram feiticeiros disfarçados. Afirmavam que os animais eram sagrados. Seriam ramificações do antigo Egipto? Só um entendido na matéria o saberá explicar.

Lembrou-se das parecenças de um caso acontecido com um marquês, que não se lembrava qual, também não interessa muito, os marqueses são tantos que se lhes perde a conta. Bom, o marquês entrou na desgraça do rei. Nem conseguiu ser nomeado para uma reles embaixada. Ficou pobre e infeliz abandonado. A sua esposa viu a fortuna minguar, até que se extinguiu por completo. Primeiro instruiu as suas jovens filhas para que conquistassem a qualquer custo, um marquês, ou um qualquer nobre endinheirado, de preferência já idoso. Daqueles que só entesam com umas boas chupadelas no seu sexo flácido, devido também grande parte ao álcool consumido.

Nada disto resultou. Falou com um feiticeiro que lhe disse para plantar em casa, residia no primeiro andar do que restava dum prédio, um embondeiro na varanda. Assim fez. O embondeiro cresceu. As raízes já rachavam a varanda. O feiticeiro tinha-lhe dito que os culpados da sua desgraça eram os vizinhos. Assim as raízes cresceriam por todo o prédio, e anulariam o feitiço deles. Estava tudo bem. Já cambiava grandes quantidades de dólares. Trocava de mobília todos os meses.
Já estava, podia-se dizer, rica. O feiticeiro reclamou-lhe os seus direitos. Ela não lhe largava um vintém. Já não necessitava dele para nada. E aconteceu-lhe o imprevisto. Ficou diabética. O médico receitou-lhe tratamento rigoroso. Especialmente abster-se de bebidas alcoólicas. Ela entendeu que o médico era maluco. Decidiu beber cerveja anormalmente. Tinham-lhe dito que isso aceleraria a cura.

Teve o primeiro derrame cerebral. De urgência foi para um hospital real. Saiu de lá zonza. Assim se manteve. As suas amigas insistiam que bebesse pouca cerveja. Aumentou a quantidade. Novo derrame cerebral. Ficou ainda mais zonza. Depois foi-lhe cortado um dedo do pé. Depois outro. Estacionou por enquanto. Mas já não dizia coisa com coisa. O dinheiro, como que por artes mágicas, evaporou-se. De vez em quando lembrava-se de afirmar que os vizinhos eram os causadores da sua desgraça. Deixaram de lhe dar importância. O feitiço que procurou já acabou. Misteriosamente o embondeiro secou, sem qualquer explicação. Dizem que o feiticeiro libertou o feitiço. A pobre alma vagueia por aí. Quem sabe do seu segredo exclama:
- Os que não sabem procurar nunca encontram o que precisam.

Imagem: http://fotoangola.weblog.com.pt/

O renascimento do NKVD, Comissariado Popular dos Assuntos Internos (4)


A selva alastra-se. Fiscais do GPL-Governo da Província de Luanda, de serviço no município da Ingombota, talvez também devidamente esfomeados porque não lhes pagam os vencimentos, perseguem as mulheres nas ruas. Até ao ponto da loucura de quererem roubar sacos com compras das senhoras, só porque elas pararam para conversarem à porta dos prédios ou das suas residências.

Acho que o mais correcto na comparação é que estamos, presenciamos outra Somália. Há clãs por todo o lado. Chefes com milícias. Assim, aqui não há futuro para ninguém. Isto começa a feder, tal e qual um Texas. Pois, a única saída que resta à população é vulcanizar. Que mais há a fazer? Apenas isso. É que isto transformou-se… são várias quadrilhas que nos espoliam. Como as hordas bárbaras que por onde passavam, arrasavam tudo e só deixavam cinzas e corpos carbonizados. E estas matilhas não deixam ninguém dormir. Estão loucos, muito doentios. É que todos os criminosos do mundo estão em Angola. E a FAMÍLIA e os generais espoliam sem mandatos judiciais.

Cinquenta anos no poder? É a democracia cinquentenária. Neste reinado, matar, tornou-se tão vulgar. Já se pratica como um desporto. Neste reinado, qualquer um inventa-se de autoridade e desmanda, prende, destrói, rouba, espolia, imola sem mandato judicial. Sim, porque estamos na mais impura selvajaria, também digna do mais poluto, dissoluto anarquismo.

Neste reinado, o número um das conferências, algures no Golfo da Guiné.
Neste reinado, o mais barulhento do mundo, algures no Golfo da Guiné.
Neste reinado, onde as crianças à nascença ensinam-se, obrigam-se na cultura agora adquirida do roubo.

É notável o desprezo que os governantes oferecem à população. Oh!.. na verdade não há governo. É a moda da correnteza africana. É tudo a fingir. É tanta infantilidade, tanta riqueza de imaturidade.

São chineses ou cubanos?! Se não são, pelo menos comportam-se como tal.
O poder não se apercebe que vai fazer de Angola um gigantesco incêndio, um braseiro. O que é que resta fazer com analfabetos? Neste reinado assistimos ao maior saque de todos os tempos. O que os espanhóis fizeram com os incas é uma pequenez.

Por causa da História, qualquer que vai para África chega e adopta de imediato os hábitos dos colonizadores. As injustiças, os roubos, os atentados à lei fazem parte da essência da África. É isto a África, é mesmo assim. Tentar mudar isto, só mesmo sonhadores. E a África não os têm… ou melhor há-os em demasia. Talvez seja por isso que a África é o lugar de poiso da escumalha mundial.

Farto-me de olhar para todos os lados e não a vejo. Alguém me sabe dizer onde pára a oposição angolana? Isso existe realmente ou é um filme de ficção científica?!

Imagem: Angola em fotos

(NKVD (russo: НКВД, Народный комиссариат внутренних дел, Narodniy komissariat vnutrennikh del; Português: comissariado popular de assuntos internos, foi a polícia secreta e política do Partido Comunista da União Soviética que foi responsável pelas políticas de repressão durante o regime de Stalin. In Origem: WIKIPEDIA , a enciclopédia livre.)

História Universal (15). A fundação de Roma


Uma cidade que se destacou por outras razões foi Delfos. Estava situada na região chamada Fócida, ao pé do monte Parnaso.

CARLOS IVORRA

Em tempos micénicos chamava-se Pito, nela havia um santuário dedicado à antiga deusa Gea, atendido por uma sacerdotisa que se acreditava podia falar com os deuses. Depois da invasão dória, Pito mudou o seu nome para Delfos e consagrou-se ao deus Apolo (Gea não significava nada para os dórios). Com esta mudança de imagem conseguiu que perdurasse a sua tradição de interlocutora dos deuses. O oráculo de Delfos foi ganhando em reputação, e todas as cidades enviavam periodicamente embaixadores a consultá-lo. Os embaixadores levavam oferendas, com as quais Delfos enriqueceu.

Entretanto o Egipto seguia sumido no caos, com um exército incontrolável sobre o qual o faraó não tinha nenhuma autoridade. Se o oriente próximo não estivesse tão convulsionado por esta época, sem dúvida o Egipto teria sido uma presa fácil para o saque.

A Assíria quebrou o poder da Síria para pouco depois decair ela mesma. Israel e a Judeia aproveitaram a situação. Em 798 o rei Joacaz de Israel foi sucedido pelo seu filho Joás, cujo exército não teve dificuldade em derrotar o rei sírio Benhadad III nas três batalhas sucessivas, com o que Israel recuperou os territórios que possuía nos tempos de Ajab. Na Judeia, o descontentamento do clero e do exército com o rei Joás culminou com um golpe de estado em 797, depois do qual proclamou-se rei o seu filho Amasías, quem pronto restabeleceu o domínio da Judeia sobre Edom. Joás e Amasías, vendo que a fortuna lhes sorria, não tardaram em medir forças. Isto sucedeu em 786, na batalha de Betsamés, cerca de Jerusalém. Israel logrou uma vitória decisiva. Amasías foi tomado prisioneiro e Jerusalém foi ocupada. Parte das suas fortificações foram destruídas e o templo foi saqueado. Amasías continuou sendo rei da Judeia, mas o seu reino converteu-se em tributário de Israel. Joás de Israel morreu em 783 e foi sucedido pelo seu filho Jeroboam II, que submeteu completamente a Síria e fez de Samaria a cidade mais influente da metade ocidental da Meia Lua Fértil.

Em 782 morreu o rei Hsuan, e o trono chinês foi ocupado pelo seu filho Yu. Agora um povo bárbaro procedente das estepes do norte, os Ch'uan-jung, ameaçavam as fronteiras.

Em 778 subiu ao trono de Urartu o rei Argistis I, quem aproveitando o declive assírio logrou unir debaixo do seu domínio o norte da Mesopotâmia. Pela sua parte, a Babilónia caiu em poder dos caldeus.

No ano 776 celebraram-se os primeiros Jogos Olímpicos na Grécia. Celebravam-se a cada quatro anos na cidade de Olímpia, ao oeste do Peloponeso em honra do deus Zeus. Os gregos chegaram ao compromisso de suspender toda a guerra durante o período dos jogos, para que todo o que quisesse (de sexo masculino, isso sim) pudesse acudir a presenciá-los. Olímpia converteu-se numa cidade sagrada, igual a Delfos, cidades que ninguém se atrevia a atacar, pois com isso ganharia a represália conjunta de toda a Grécia. Os representantes das distintas cidades podiam reunir-se ali a parlamentar ainda que as suas cidades estivessem em guerra, sem temor a um ataque à traição. Os ganhadores dos jogos não recebiam nenhuma recompensa, aparte duma rama de oliveira e, por suposto, a fama.

Em 771 os Ch'uan-jung, aliados com membros descontentes da família real, ocupam o vale do Wei, com o que se perdeu a maior parte das terras reais. O rei Yu morreu nas desordens e o seu filho P'ing se encarregou do governo e viu-se obrigado a trasladar a capital para este, a Luoyang. O rei P'ing contou com a ajuda do estado de Qin, mas quando este recuperou a terra que os bárbaros invadiram, não a devolveu ao rei, senão que a incorporou aos seus domínios, o que lhe converteu de repente numa nova potência na China. A partir deste momento os novos monarcas (Cheu orientais) deixaram de ter poder real, mas conservaram uma autoridade formal que se manteve durante muito tempo.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: http://api.ning.com/files/


Devaneios 03Jul09


17.05.2009 - 12h39 - Onde fica a casa do meu amigo?, Lx
O país está um barril de pólvora... pergunto-me quanto tempo mais vai ainda o povão aguentar?... o povo é sereno, o povo é muuito sereno. 35 anos de "fartai vilanagem!" deixaram o país na miséria. Já não há como esconder, já não se consegue disfarçar com retórica política. A miséria e o desespero grassam pela classe média, dos mais desfavorecidos então nem se fala. A explosão alastra sempre primeiro pelas zonas mais fragilizadas, é o que estamos a assistir nestes bairros miseráveis da zona de Lisboa. "Desordeiros" ... eu chanar-lhes-ia "Los Desperados".
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

14.05.2009 - 17h15 - rute, porto
As teorias acerca da violência acrescida no seio da comunidade migrada não passam disso - teorias!!! Os portugueses cometem bastante mais crimes, por comparação estatística. De qualquer modo, espero que os espaçoes de pressão políticos não abram caminho a uma discriminação racial e xenófoba como a que ocorre por exemplo, actualmente, em Itália, onde o imigrante sem autorização de residência comete um crime! Estamos no domínio dos direitos humanos, das responsabilidades sociais e democráticas. A terra, originariamente, era de todos os povos e apenas porque os homens resolveram delimitar fronteiras, os seres humanos não podem circular??? vejam o ridículo do discurso!
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

17.05.2009 - 12h28 - l, l
força chelas porrada na bofia...já e no governo a seguir.quando passar o carro do socrates pedrada nele..
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

17.05.2009 - 10h23 - Suka, Lisboa, Portugal
Já agora, volta Dom Afonso Henriques...
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Bomfim, Porto 18/05/09 00:32
Qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que um país que não tem capacidade de se auto abastecer de comida, está condenado.
Vale a pena ler www.reifazdeocnta.com " Manual de Contra Revolução
Como disse Nª Srª aos pastorinhos " Só o Rosário salvará Portugal
Diário Económico

21.05.2009 - 13h16 - E. Motta, Tomar
Sou católica, cristã, mas as "igrejas", sejam elas quais forem, dizem-me cada vez menos!!! Não preciso de templos para nada e, de seitas, ainda menos. Está tudo podre.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

21.05.2009 - 12h27 - RSF, Lisboa
Sei do que falo, em criança fui violado numa destas instituições, mas como tudo nesta vida acontece por vontade de Deus, aceitei isso com naturalidade. Não ataquem a Igreja que tão feliz me fez.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

21.05.2009 - 12h25 - Domingos, Famalicão
Estas noticias fazem compreender porque é que o bispo brasileiro excomungou a criança de NOVE ANOS!!! que abortou de uma gravidez, e não excomungou o PEDÓFILO QUE A ENGRAVIDOU.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/



S. Tomé e Príncipe, 1963


Província insular ultramarina, na costa ocidental do continente africano, com a superfície global de novecentos e setenta e um quilómetros quadrados, dividida em duas ilhas.

Na sua configuração predominam as altitudes dos picos de S. Tomé e a extensão das ravinas que descem até ao mar num cenário de encantamento.

Das montanhas da ilha, que se ramificam em diversas direcções, formando inúmeros vales, correm ribeiras sem conta. As nascentes que derivam da floresta oferecem, no seu caminho, o encanto das cataratas, que a vegetação majestosa enquadra e completa com lindíssimas paisagens.


O símbolo característico da Província salienta o esforço da expansão ultramarina realizado durante o reinado em que a Província entrou na posse da coroa portuguesa, com a adopção do emblema pessoal que sempre acompanhava D. Afonso V nas suas acções guerreiras.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

O renascimento do NKVD, Comissariado Popular dos Assuntos Internos (3)


Onde não há lei, o poder pode desaparecer, esfumar-se de um momento para o outro. E são tantos os exemplos. O mais recente é – parece sem solução – a Guiné-Bissau. Mas é assim mesmo, é a África Negra do soberano feitiço milenar e dele não deseja sair.

Na realidade pergunto-me: mas o que é que os angolanos querem? Acho que nem eles sabem. Tanto palavreado vaidoso e disto não passam. Pobres espíritos à deriva… e sem jangada.

Intelectuais de meia-tijela. Ficam bonitos falarem na rádio e escreverem as vaidades repetitivas nos jornais. E se for na TV melhor, fica-se famoso. «O mano ué! falou no trevisão». Paspalhões, sejamos honestos. Não é o partido no poder que governa, que é o culpado do descalabro, do caos, da má governação. Então os culpados sois vós… intelectualóides, e a oposição está onde então!? Oposição medrosa, empastada, moribunda… reponham o Abel na UNITA. Silenciaram-no porquê? Acaso alguém recebeu alvíssaras? Assim fica oposição parece galinhas com medo do lobo. Sempre a cacarejarem de medo, enfezadas, engalinhadas nos cantinhos… sem rumo, sem futuro. Oposição do africano, angolano fato e gravata.

Oposição para encher o saco dos espertalhões que habitualmente falam dos investimentos em Angola. “O vamos todos para Angola”.

E a fome avança tão rápida que o pai matou o filho de três anos porque ele comia muito. Devido à rapinagem dos caudilhos locais e internacionais a África está sempre em convulsões, revoluções, destruições.

Agora também temos quadrilhas de cães vadios. Cinco canídeos vagueiam na noite luandense e ladram furiosamente. Por vingança? Revolta? E quem se levanta às três, quatro da manhã para ir trabalhar, tem a vida destruída. Tal e qual como tudo e todos na barbárie desta cidade (?).

A ditadura constrói campos de concentração para afastar a miséria negra… a pobreza matar. A igreja constrói campos de concentração espirituais. Quando uma ditadura persegue, hostiliza e desaloja miseráveis, e atirando-os para a mais ignóbil condição humana, significa que uma violenta revolução acontecerá.

A guerra em Angola ainda não acabou. Porque se morre com tanta facilidade, brutalidade e selvajaria inauditas. Querem fazer outra Coreia do Norte ou quê? Da maneira que tratam a população, como se não existisse ninguém. Naturalmente haverá revolta. Vão matar tudo a tiro? De certeza que acontecerá o inverso.


(NKVD (russo: НКВД, Народный комиссариат внутренних дел, Narodniy komissariat vnutrennikh del; Português: comissariado popular de assuntos internos, foi a polícia secreta e política do Partido Comunista da União Soviética que foi responsável pelas políticas de repressão durante o regime de Stalin. In Origem: WIKIPEDIA , a enciclopédia livre.)

Guiné-Bissau. O narcoestado (fim)


"Se transportava medicamentos, porquê impediram o acesso de outras forças? porquê não apresentaram à alfândega a declaração de carga?

EL PAÍS
POR FRANCESC RELEA 28/06/2009

Porquê o Ministério da Defesa não sabia nada?". As perguntas da directora da Polícia Judiciária seguem sem resposta, mas há um dado que despeja qualquer dúvida. A DEA e o FBI informam às autoridades guineenses que o piloto do avião suspeito, Carmelo Vázquez Guerra, com passaporte venezuelano, foi detido em Abril de 2006 no aeroporto mexicano de Cidade de Carmen (Campeche) depois de aterrar aos comandos dum DC-9 com cinco toneladas e meia de cocaína. Naquela ocasião acabou esfumando-se. A polícia antidroga do México acusa-o de pertencer ao cartel de Sinaloa, uma das duas principais bandas mafiosas que operam naquele país. Chega a Bissau uma ordem internacional de captura contra o piloto, enquanto polícias de várias nacionalidades buscam a droga. "Trabalhámos um fim-de-semana inteiro para conceder a extradição", explica Carmelita Pires, ministra da Justiça da época. A droga não aparece e, o que é pior, na segunda-feira seguinte, o juiz de instrução, com a conivência do ministério público, decreta a liberdade de todos os detidos por falta de provas, três latino-americanos e um guineense.

Pedro Nfanda, advogado do piloto e do co-piloto, alega problemas de incompetência por não existir tratado bilateral de extradição entre a Guiné-Bissau e o México. Nfanda é conhecido por ter defendido vários acusados de narcotráfico. O seu cliente mais conhecido é o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, ex-chefe da Marinha e refugiado na Gambia desde finais do ano passado por uma intentona golpista. São do domínio público os relatos sobre a vida alegre e de ostentação de Bubo, cujo apodo aparece em todas as listas da rede local de traficantes de droga. Numa entrevista no seu escritório, o advogado Nfanda anuncia a sua intenção de ser candidato às eleições presidenciais de 28 de Junho. "Creio que posso aportar algo distinto da política do meu país", declara.

Passaram 10 meses e os dois reactores abandonados numa pista do aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau são testemunhos mudos da impunidade com que se move o crime organizado na África Ocidental. "Não poderia a mão no fogo por ninguém, realmente por ninguém", confessa Lucinda Barbosa. "Os guineenses necessitam de ver uma condenação, ainda que só seja uma, para exemplo de que o Estado funciona minimamente", suplica a ex-ministra Pires, que dirigiu o Plano Nacional de Combate ao Narcotráfico até à sua recente demissão. [Em Dezembro de 2005, a polícia espanhola desbaratou uma rede de narcotraficantes colombianos que operavam desde a Guiné-Bissau com avionetas carregadas de droga. Uma delas, pilotada por alemães, foi interceptada no aeródromo segoviano com 106 quilos de cocaína]. "Não se fez nada", admite Pires, compungida na hora de desenhar um cenário de impunidade e cumplicidade ao mais alto nível.

Os militares são parte do problema, diz mais de uma voz na Guiné-Bissau. Para tratar de acabar com o problema está desdobrada a Missão da União Europeia para a Reforma do Sector de Segurança, que dirige desde há um ano o general espanhol Juan Esteban Verástegui, de 66 anos. O objectivo é reduzir drasticamente os 4.500 efectivos dum Exército obsoleto, com três vezes mais oficiais que soldados, a maioria dos quais nem aparece pelos quartéis, que caem em pedaços, porque não há nada que fazer. Como A Mura, sede da zona militar do centro, que abarca Bissau e a sua região. À entrada há três soldados entrados nos anos, sem armamento e com escassa disposição à vigilância. Um deles está deitado no solo, literalmente, sobre una esteira. É a hora da sesta.

"É um exército de velhos e há que jubilar a maioria", diz Franco Nulli, embaixador da União Europeia. Uns 3.000 uniformizados passaram à reforma, segundo o plano previsto. Antes é preciso garantir um fundo de pensões alimentado pela comunidade internacional durante quatro ou cinco anos enquanto o Estado saneia as suas finanças. "As comissões existem e trabalham com apoio internacional, mas os fundos chegam a conta-gotas, porque há muita desconfiança", reconhece Nulli. Entretanto, a cocaína segue o seu trajecto através da Guiné-Bissau, deixando como único rasto o aumento da corrupção e dos pequenos consumidores de restos de droga que se perdem pelo caminho. Os benefícios do negócio ficam afastados.

"O maior problema das Forças Armadas da Guiné-Bissau é que não estão controladas, nem enquadradas, sem um comando claro. É um reino de Taifas, onde manda cada comandante de zona. Numa situação de descontrolo florescem as iniciativas pessoais", explica o general Verástegui, cuja folha de serviços combina missões de paz em pontos quentes, como a República Democrática do Congo, Guatemala, Bosnia-Herzegovina. "É muito fácil corromper na Guiné-Bissau. A tentação de entrar no negócio da droga está em todos os sectores", diz o general, que está convencido de que existe uma rota africana para o tráfico de droga – "os narcos ensaiam diversas rotas" –, ainda que prefere não entrar em detalhes sobre a Guiné-Bissau. Prefere descrevê-la como uma rota alternativa dos grandes cartéis da droga. "Nunca põem os ovos no mesmo cesto". Na sua opinião, a Guiné-Bissau é uma nação vulnerável, que está no centro de todas as acusações, mas as miradas deveriam dirigir-se também a outros países da região. Sem ir muito longe, a vizinha Guiné-Conacri, onde a junta militar que tomou o poder em Dezembro passado depois dum golpe de Estado leva a cabo uma intensa campanha para limpar a imagem corrupta das instituições. –

Devaneios 02JUl09


09.05.2009 - 11h36 - Anónimo, Lisboa, Portugal
VIVA SALAZAR VIVA A PIDE, DEUS traga de novo SALAZAR e A PIDE !!!
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

09.05.2009 - 17h54 - Amadis , Setúbal
1º- polícia de choque a carregar e a disparar a granel sobre estes arruaceiros. Atrás o SEF a arrebanhá-los e a metê-los em contentores fechados , num barco à deriva e sem motor. A força das correntes levam-nos até África. 2º os militares fazerem novo 25 Abril e meterem em contentores os traidores da Pátria, desde há 35 anos. Outro barco mas com um rombo no casco...

09.05.2009 - 13h24 - Amadis , votar nas Europeias para quê se estamos em África?
alguém sabe onde está essa aberração lusófoba chamada SOS RACISMO?
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

09.05.2009 - 13h19 - Amadis , Setúbal
vamos pôr o espektro a patrulhar a cidade. E agora me lembro aonde pára o SOS RACISMO? Ah pois, racismo é só se um branco incomodar um negro. O inverso é um caso de desajustamento.
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

"09.05.2009 - 12h36 - Setubalense, Singapura"...
Conheço Setúbal e aquilo está uma porcaria: desemprego generalizado, desemprego qualificado, crime, droga, degradação, corrupção, educação "orientada à palha" com cursos de poucas bases científicas, igrejas de cariz duvidoso a surgirem como cogumelos, laxismo na função pública, compadrio nas ofertas de emprego...
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

09.05.2009 - 11h31 - Oliveira Salazar, Do Além Mar
Portugal ainda vai acabar tudo ao tiro, estamos prestes a assistir a uma revolta social, vai uma aposta?
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

09.05.2009 - 10h25 - Viriato, Paris
se quiserem perder um bocadinho de tempo a observar uma operação STOP da GNR, verão que se aparecer uma FORD Transit, conduzida por um tipo de uma certa minoria étnica que costumam andar sempre de caçadeiras e pistolas, esse veiculo que circula sem seguro e sem inspecção, e quase sempre o condutor não tem carta, esse veiculo NÃO SERÁ FISCALIZADO !
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

09.05.2009 - 09h44 - Sadino, Setúbal
RECOLHER OBRIGATÓRIO NO BAIRRO...e disparar a matar contra tudo aquelo que mecher,eis uma das soluções para o problema,a outra é apanhar essses marginais obrigá-los a trabalhar no duro enquanto cumprem a pena,após o qual deverão ser expulsos para os seus países de origem na companhia dos seus familiares,pois eles só se identificam como portugueses para receberem CASAS e SUBSÍDIOS pagos pelos impostos dos portugueses !
PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Jorge Ferreira, Mortagua 14/05/09 02:40
Os muros das escolas católicas, não podem ser obstáculos para o cumprimento das leis em vigor, senão as paredes das casas de cada um de nós também poderá ser a fronteira para o não cumprimento das leis a que cada cidadão está sujeito. A igreja pode ter lá o seu projeto educativo, mas esses projetos terão que ser sempre de acordo com as leis em vigor, nenhuma norma pode se sobrepor a uma lei. O não cumprimento da lei pelas escolas administradas pela igreja, devem ser objeto de penalizações previstas na dita lei, ou em ultima ipótese o cancelamento da licença de funcionamento. As leis em vigor, são para todos cumprirem, seja ou não igreja, aliàs ela (igreja) deveria ser a primeira a dar o exemplo em cumprir o estabelecido já que ela mesma prega a obediência, ou quer Deus para ela e o diabo para os outros?
Diário Económico

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

Macau, 1963. Santo Nome de Deus de Macau


Capital da Província de Macau e sede de bispado, situada na península ligada ao continente chinês, com a população de 153.630 habitantes, é uma cidade que encanta e seduz.

O seu aspecto urbano, a paisagem exótica, os costumes que predominam na população concorrem para um ambiente de misteriosa beleza, que desperta o mais vivo interesse pela expressão e pelo colorido.

Os pagodes de Kun-Ian, e da Barra, o Miradouro de D. Maria, as igrejas e antigas fortalezas, as excursões aos arredores são atractivos de sonho inesperado e deslumbrante que se aceitam com gosto e interesse.


Emblemas pessoais do Rei D. Manuel, recordando o incremento que no seu reinado foi dado aos descobrimentos.

In Agência Portuguesa de Revistas. 1963

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

A Epopeia das Trevas (21)


O assédio terminou, elas fizeram algazarra, por mais uma vitória conseguida. A guerra da fome é injusta, desigual. Elas voltariam a lutar contra o atrevimento da fome da comida e da ditadura.
A nossa luta continua, com os olhos quase sempre no chão. O que resta das ruas e das armadilhas dos buracos, que parece ter acontecido uma imensa chuva de meteoritos. Os pés têm que ser muito cuidadosos. Alguns afogaram-se, apareceram cadavéricos nas covas aterradoras.

Uma grande agitação surgiu. Para aí uma dezena de cavalos de Tróia metálicos, cavalgados por guerreiros fortemente armados. Desmontam, assediam as desmuradas casas. Os Jingola imploram o nome do rei… em vão! Fogem das tocas, do desmoronamento marcial. A conspurcada demolição teve efeito, o pretexto de que são necessários hotéis para alojamento de turistas. Habituados ao pavor libertador, há quem escarneça.
- É para alojar os ratos de hotel deles. Caminhamos, outra coisa não se vê.
- Com tanta espécie de ratazanas mundiais aqui apontadas, dá para construir um museu de mastozoologia.

A derrota da democracia segue frígida, sem eleições. Como o cavalo, trota, salta. O cavaleiro medieval instituído catapulta.
Os reinantes emanciparam-se com a produção petrolífera. Para sobreviverem, os Jingola emanciparam as suas esposas. Elas assumiram, dosearam com estoicismo a hercúlea irresponsabilidade do deus protector das lareiras. Heroicamente inventaram qualquer coisa para venderem. Tresmalhadas, conseguem comer algo durante o dia, à noite não. Sacrificadas, obedientes à fome, superaram casebres, compraram geleiras a prestamistas, ventoinhas para silenciar, afastar a mosquitada. Ganharam grande amizade com a fome, para adquirirem o martírio de assistirem à programação da TV Jingola, e a ilusão da paixão sentida das telenovelas. Aparelhagem para dançar, batucar. Dependiam da má vontade, da arrogância, da ganância dos reinantes, do gosto de ver tudo às escuras. Perdiam episódios novelísticos, devido às intermitências voltaicas, e desgarravam-se.

Os Órfãos das guerras do regime apertavam vigilância. Movidos pelo apetite voraz dos pertences de outrem, esgueiravam o ónus das pias Jingola. Eram vãos os protestos. As almas-danadas pedravam.
- Tudo confiscado. Vocês compram, nós roubamos. Não se incomodem com os prantos.
Uma jovem desbloqueia-se.
- Tudo surripiado. Nós compramos, vocês levantam. Calceteiros na terra de ninguém.
Os Órfãos habituados, nascidos, crescidos, desenvolvidos nas guerras da negritude estalinista não debandaram sub-repticiamente. Foram-se como se saíssem dos seus pardieiros. A multidão desacoita-se, amontoa-se às dezenas, centenas. Duas moçoilas desalinhadas requebram-se.
- Foi a polícia do Fouché, do Estaline?
- Sua parva, pensas que estás aonde? Foi a política dos Politburo.
- E há alguma diferença?

Um embriagado e recém-chegado pelos dotes da rapina neocolonialista saúda:
- Não queremos casebres! Não queremos casas de chapas! Não queremos palhotas! Vivam as casernas dos Lares Patriotas! Vivam os da Nova Vida! Vivam os Zangados!
Protestos impopulares são enviados. Uma onda vozeira ecoa pelos retintos labirínticos. As tolas entontecem.
- Não queremos casernas? Não queremos cavernas? Viva o ar milionário da Ilha do Cabo? Viva a má vida? Então querem o quê!?

Imagem: Angola em fotos

O renascimento do NKVD, Comissariado Popular dos Assuntos Internos (2)


No caso da jovem de vinte anos que faleceu por lhe recusarem assistência médica no Hospital Américo Boavida em Luanda, não desviemos as atenções. Ninguém do Hospital é culpado. Os verdadeiros culpados são os estalinistas que nos governam… cada vez mais horripilantes, apenas monstruosidades, horríveis criaturas. Muitos e muitos anos no poder mais incontáveis crimes prescrevem.

E as democracias, as tais genuínas, apoiam as ditaduras para continuarem a espoliação democrática da população. E constroem grandes prédios democráticos porque: discutem de acordo com as regras da democracia: «Esse terreno fui eu que o vi primeiro, é meu!» «Está bem! A mim resta-me a legalidade do partir casas, deportar populações para construir milionárias mansões. Ou: «esse meio metro de terreno é meu, fui eu quem o roubou primeiro»

Qual é a diferença? Na democracia há desemprego, na ditadura também. Habitualmente os especuladores são os defensores ferrenhos da democracia. O poder não os prende, aplaude-os. A melhor democracia é a que mais especula. Por aqui se vê bem que as ditaduras são boas filhas, exemplares, educadas pelas democracias.

O campo de S, Nicolau continua a funcionar, e muito bem. Transferiram-no para o novo poder da liberdade colonial. Continua tudo na mesma… até que piorou. No outro havia comida, neste não. Casas? Partiram-nas.

Dormimos concentrados ao relento no chão sebento. Ao lado, os guardas prisionais edificam prédios com dinheiro tresmalhado do OGE, Orçamento Geral do Estado. O campo está bem guardado, com seguranças por todo o lado. Neste outro campo de S. Nicolau tem bancos administrados por especuladores, bandoleiros, aventureiros. Eles financiam e investem na destruição de casas, no roubo de terrenos. Depois constroem torres e vendem cada apartamento por um milhão de dólares. Mas esse negócio já não dá, nunca mais dará. Aqui no campo preparam-se exóticos tumultos.

Vamos revoltar-nos!


(NKVD (russo: НКВД, Народный комиссариат внутренних дел, Narodniy komissariat vnutrennikh del; Português: comissariado popular de assuntos internos, foi a polícia secreta e política do Partido Comunista da União Soviética que foi responsável pelas políticas de repressão durante o regime de Stalin. In Origem: WIKIPEDIA , a enciclopédia livre.)

Imagem: MORRO DA MAIANGA