Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Luanda. General Wala propõe-se a cuidar dos “revús”



Lisboa – Oficiais  do  chamado comando unificado (que inclui FAA, Polícia  e SINSE) de Luanda, revelam-se indignados com alegados planos do comandante da região militar de Luanda, general Carlitos Simão Wala, de chamar a si, o dossiê dos presos políticos acusados de planearem um suposto golpe de Estado contra o Presidente da República de Angola.

Fonte: Club-k.net

Altas patentes militares reprovam os seus reais planos 
À Carlitos Wala é atribuída a defesa de um plano para “cuidar” definitivamente dos presos políticos para que não voltem a ser incómodo a imagem do Presidente José Eduardo dos Santos. O general terá apresentado o referido plano, a margem de uma reunião operativa ocorrida antes da recente quadra festiva.

Carlitos Wala terá identificado como alvo do seu plano, os activistas Luaty Beirão, Domingos da Cruz, Osvaldo Caholo, Sedrick de Carvalho e Mbanza Hanza que no seu ponto de vista denotam ser os cabeças pensantes do grupo dos presos políticos.

De acordo com uma fonte, a materialização do plano do general Wala passaria primeiro pela substituição, dos agentes (da Polícia Nacional e guarda prisionais) que fazem a guarda dos jovens - enquanto observam a prisão domiciliaria, em suas casas - e por  sua vez,  colocaria  homens da sua confiança. Desta forma, os jovens estariam expostos para a alega fase final do seu plano.

Segundo apuração, este plano do general Wala em desejar “cuidar” dos presos políticos gerou opiniões contrarias dentro do aparelho de segurança do regime por considerarem que uma vez o caso já chegou ao Tribunal e originou contestação internacional, seria despropositado para o Estado angolano confrontar-se novamente com episódios de eventuais desaparecimento de pessoais.

“Se acontecer alguma coisa a estes miúdos ele é quem vai ser responsabilizado. Se o Presidente da Republica já enviou o caso para o tribunal porque que ele (general Wala) esta meter-se nisso”, interrogou uma patente militar que se opõe que Angola volte praticar ações como as que aconteceram com os activistas Cassule e Kamulingue.

Desde que assumiu o comando da região militar de Luanda, o general Wala tem sido citado em  situações que extravasam as suas competências (como mediação de problemas de apropriação de terrenos em Viana) mas também de não acatar orientações que lhe são baixadas. Há informações denotando que o comissário-chefe  Antônio Sita, comandante provincial de Luanda já se queixou dele.

O general Carlitos Wala é o comandante da região militar de Luanda. Diz-se que é nesta condição que se julga  ter autoridade para cuidar todo assunto de natureza de defesa e segurança que ocorrem na capital do país, razão pela qual propõe a substituição dos agentes guardam os presos políticos em suas respectivas residências.


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