domingo, 21 de novembro de 2010

A Igreja tem que se decidir: ou está do lado de Deus ou do MPLA. Não se pode servir a dois poderes em simultâneo.



«Cabinda: Detenção do Padre Congo
Cabinda - O Padre Jorge Casimiro Congo foi, detido Sábado ultimo por pouco mais de duas horas pela policia nacional em Cabinda. A sua grande culpa é, na compreensão dos populares, por ter ajudado alguns jovens Católicos que viajavam ao Cabassango para festejarem o Cristo-Rei, considerado o dia da juventude Católica.

Fonte: Club-k.net

Policia diz que ele se fazia transportar numa viatura de mercadoria

O sacerdote conta do sucedido numa parecer que o Club-k.net teve acesso e que passa na integra.

“A juventude de Lubundunu tinha decidido, há muito, celebrar a festa de Cristo Rei em Lândana. Hoje, dia 20, de manhã, fui até à cidade de Cabinda. Em Cabassango, às portas da cidade, deparei-me com um espavento policial, cuja acção era direccionada para todos os veículos que traziam membros da comunidade Lubúndunu. Uns foram obrigados a retroceder e outros obrigados a mudar de itinerário. Ao regressar a Lândana, encontrei-me com alguns membros vítimas desta repressão policial.

Disseram-me que foram acusados de serem membros da Mpalabanda e da FLec, por isso, interditos de se movimentarem. Cheguei em Lândana deparei-me com um estupor aparato policial e de anti-motins i. Vieram, depois, os jovens de Lândana e narraram-me terem sido impedidos de realizar o encontro de oração, porque, amanhã, o bispo virá a Lândana e porque estavam a organizar uma manifestação da Mpalabanda. Se quisessem que fossem a Cabassango. Pediram-me que os ajudasse com a minha carrinha. Lá os levei.

Ao regressar, sem ninguém na viatura, a polícia, postada em tudo que era canto, fizeram-me parar e pediram-me a carta de condução e os documentos da viatura. Dei-os. Eram 18.30. Fiquei ai em condição de detenção até 20.45. Depois veio um polícia de trânsito que me disse que retinham o carro, ordens de um comandante, sempre na penumbra, porque era uma viatura de mercadoria e não de passageiros. Isto passado longo tempo.

Fiquei ainda retido no Malembo, porque não tinha como chegar a Lândana, que dista 18 kilómetros. Confrontados com a minha reacção lá forçaram uma viatura a vir deixar-me em Lândana. Quando pediam que o dono da viatura me viesse deixar, diante do espanto deste, que não compreendia por que Padre Congo já não tinha carro, o polícia, na sua ingenuidade, disse-lhe que eram problemas políticos. Esta atitude humilhante e musculada contra mim e todos os inimigos de estimação do governo angolano tem sido permanente nestes últimos dias, porque no dia 11 deste mês também fomos postos em situação de detenção durante largas horas, eu e o Dr. Nombo, na fronteira de Massabi e só, depois, quando bem quiseram, nos deixaram seguir viagem à Ponta-Negra, República do Congo Brazzaville.

A nossa vida é uma permanente humilhação e só Deus sabe quando vai acabar. Não sei quem fica mal na fotografia: esta Igreja católica que tem sempre o apoio da mão do poder (tudo que é polícia e militar, em todos os seus programas ou o próprio poder, que se diz laico, que se tornou o protector de uma Igreja! Só o futuro nos dirá. Até lá, continuaremos com a vida sempre por um fio.»

sábado, 20 de novembro de 2010

O idioma como força moral


Nunca fomos senhores do nosso destino.
Nunca fomos senhores do nosso destino. Tutelados, historicamente, pela Inglaterra, pela Espanha e pelos Estados Unidos, fomos aculturados pela França e com a cultura francesa temos vivido. Devo dizer aos meus Dilectos que sou francófilo e francófono. E penso que a ofensiva, digamos assim, anglo-saxónica, tem mais a ver com grandes interesses económicos, com hegemonia política, do que com estratégias intelectuais.

Baptista Bastos
b.bastos@netcabo.pt
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=454691

Liga-se a rádio, vê-se televisões, abrem-se os jornais e o que se entende por expressão europeia deixou, praticamente, de desaparecer. A interpenetração de culturas faz parte do nosso código genético. E quando uma cultura se defende, se isola, está irremediavelmente condenada. Em tempos, acendemos o lume em tudo o que era sítio de poiso e de esperança. Dormimos com pretas, chinesas, pardas, num festa imemorial, abrindo um leito de nações de que nos devemos orgulhar. É claro que o "descobridor", o conquistador, são invasores implacáveis. As atrocidades que praticámos pertencem aos domínios da moral da época, que a moral de hoje condena e vitupera. Fomos o que fomos: racistas e assassinos; mas, também, amantes generosos, parceiros de construção, um pouco santos um pouco anacoretas. Mas todos procurávamos, apenas, melhores dias, melhor vida e um pouco de felicidade.

Tivemos, quase sempre, o azar de não dispormos de dirigentes à altura dos nossos sonhos. E, como somos resignados e cabisbaixos, temos aceitado a canga com uma desistência que roça a demissão. Pegamos toiros à unha, matamos por um veio de água, mas quedamo-nos num quietismo cívico quando o cerco se aperta. E aguentámos a tortura das polícias políticas; a censura; a delação; movemo-nos na clandestinidade com coragem e valentia sem par; fugimos do medo e da fome e por aí fora estamos, cerca de cinco milhões, metade da população recenseada.

Três séculos de Inquisição e cinquenta anos de fascismo poderiam aniquilar um povo. Não o conseguiram, apesar de tudo. A força que nos move é superior a todas as alianças espúrias e a todos os interesses cavilosos. Quiseram, com a Inglaterra, a Alemanha, a Espanha, a França, cada uma por sua vez e, ocasionalmente, todas à uma, passar-nos uma rasteira, na tentativa de que nos estatelássemos ao comprido. Temo-nos erguido e soerguido. E regressamos à nossa tradicional conformação.

Mas continuamos. Mas persistimos. Colocámos o espigão da língua nas sete partidas do mundo e deixámo-la ir livre. Assim seja. Parece-me é que estas minudências deixaram de suscitar o interesse e a curiosidade activa da esmagadora maioria dos nossos compatriotas. Se a História de Portugal fosse mais conhecida a aprofundada acaso as coisas que nos rodeiam não seriam tão torpes. Basta escutar os políticos que aí estão para nos apercebermos da mediocridade impante.

A reunião da NATO poderia ser um acontecimento oportuno para se dilucidar alguns problemas de ordem cultural. Nada disso. O que a Imprensa tem escrito, as rádios têm dito e as televisões têm apresentado relevam da mais atroz leviandade, para não dizer ignorância. Que devemos às nações representadas por aqueles senhores? E que sabem aqueles senhores de nós, a não ser que, nos Açores, somos um porta-aviões dos Estados Unidos, e um país que a esmagadora maioria deles confunde com a Espanha.

Estamos todos separados uns dos outros. Não há laços sociais ou culturais. Há, isso sim, grandes interesses económicos dissimulados em actos e pronunciamentos políticos, mais ou menos vácuos e sem direcção nem sentido. A tensão nas finanças públicas, em todo o mundo, resulta da necessidade de o sistema se manter a todo o custo. Nada disto é dito, esclarecido, estudado e analisado. Possuímos alguma força? Talvez a da língua. Mas quem liga a esse pequeno pormenor?

Morte de um grande português
Tardiamente tomei conhecimento da morte do prof. Jacinto Simões. Este homem admirável, generoso, culto, da estirpe dos nossos maiores, foi não só um médico de competência invulgar como um intelectual extremamente bem informado. No seu consultório, na avenida Infante Santo, passaram todos aqueles que dos seus serviços precisavam, e da sua generosidade careciam. E, também, alguns dos nomes mais significativos da literatura, da política, das artes, do cinema portugueses. Quando José Saramago recebeu o Nobel, em Estocolmo, o prof. Jacinto Simões e eu fomos do grupo reduzido de convidados a assistir à belíssima cerimónia. Nesses dias, a minha convivência com ele tornou-se mais profunda, e tive a oportunidade de conversar com um ser luminoso, cheio de humor e de humanismo, a que não faltava uma substancial e subtil dose de sarcasmo. Devia esta modesta homenagem ao grande português, professor emérito, que frequentei como doente, como amigo e como ouvinte atento.


SHIBBOLETH


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Angola entregue de bandeja à China

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um barril de petróleo para a Maria do Rosário


Luanda. Rádio Ecclésia. Campanha lançada pelo jornalista Jorge Eurico, o bom samaritano. Se até Dezembro não pagar a renda, Maria do Rosário, vai para a rua com os seus cinco filhos porque não tem dinheiro para pagar. De quarenta e cinco anos de idade, é viúva, cega há quatro anos e portadora da Sida. A insensibilidade dos príncipes corruptos novos-ricos que nos governam é aterradora. A morte dos seus súbditos alegra-os imenso porque ela é o seu festim permanente.

O nosso petróleo vai longe, ultrapassa a nossa galopante miséria. Quanto mais petróleo mais fome, mais morte, mais riqueza e corrupção para esbanjar.
Dos dois milhões de dólares que deram ao Benfica não sobrou nada?!

(A melhor do ano.) Angola. Luanda espera crescer 7,6% em 2011, sem défice orçamental


A economia de Angola, país presidido por José Eduardo dos Santos, estima negociar petróleo a 68 dólares por barril.

A retoma da economia angolana também dá sinais de abrandamento, embora o país continue a registar um forte crescimento.

Pedro Duarte 19/11/10 00:05
http://economico.sapo.pt/noticias/luanda-espera-crescer-76-em-2011-sem-defice-orcamental_104721.html

O ministro das Finanças angolano, Carlos Alberto Lopes, reviu ontem em baixa de 8% para 7,6% as estimativas do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, mas sublinhou que o país irá registar um excedente orçamental. Já a inflação deverá atingir os 12% no próximo ano, contra a estimativa de menos de 10% que era anteriormente prevista pelo executivo.

O governante explicou que o bom desempenho da economia se deve ao facto do país estar cada vez menos dependente do petróleo para o seu crescimento. Ainda assim, a produção petrolífera deverá manter-se nos 1,9 milhões de barris por dia no ano que vem, o que significa que Angola irá ficar no segundo lugar entre os produtores africanos de petróleo, atrás da Nigéria. O orçamento é baseado numa estimativa "conservadora" de que irá negociar a um preço médio de 68 dólares por barril em 2001, precisou.

"Este orçamento foi efectuando num cenário de recuperação dos efeitos da crise financeira global", afirmou Carlos Lopes durante a apresentação anual do orçamento.

Excedente orçamental
A despesa do Estado no próximo ano irá atingir os 27 mil milhões de euro e as receitas deverão situar-se nos 25,7 mil milhões de euros, o que deixará um excedente orçamental de 1,3 mil milhões de euros, ou 1,9% do PIB. Graças a este valor, Angola irá colocar de parte um total de 725 milhões de euros para pagar aos seus credores no estrangeiro e mais 7,2 milhões de euros para pagar a dívida interna. Em Outubro, o presidente Eduardo dos Santos revelou que governo já pagou 1,98 mil milhões de euros dos 4,98 mil milhões que deve às construtoras portuguesas e brasileiras.

Comentários (3)

para Lhekas , | 19/11/10 08:40
Realmente quando andei na escola também fazíamos as contas de forma diferente.Deve ser a nova metodologia.
Denunciar Comentário

Lhekas , AOA | 19/11/10 06:33
A subtrair assim não se vai a lado nenhum com estes números! Com despesas a 27 e receitas 25,7, aonde está o excedente?

N.B. O terceiro comentário foi censurado.

Suspeita de tráfico de seres humanos em Nampula


Polícia detém 97 estrangeiros transportados num contentor

O motorista da viatura de marca Nissan, com a chapa de inscrição AAG-184 -MC, Adão José da Silva Correia, está em fuga e a PRM diz estarem em curso diligências com vista a neutralizá-lo

Nampula (Canalmoz) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Nampula, neutralizou no último fim-de-semana, na zona de Lourenço, posto administrativo de Namaita, distrito de Nampula – Rapale, um camião contentorizado que transportava para lugar incerto um grupo de noventa e sete estrangeiros que se evadiram do centro de refugiados de Marratane, e suspeita-se que seja um caso de tráfico de seres humanos.
De acordo com Miguel Bartolomeu, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, a neutralização da viatura foi graças ao trabalho que a polícia empreendeu neste sentido. Foi necessário disparar cinco tiros para o ar, pois o motorista não queria acatar as ordens dos agentes da Lei e Ordem com vista a estacionar a viatura, conta a Polícia.
A operação foi por volta das três horas da madrugada do último sábado.
A fonte referiu que a descoberta da viatura foi graças a denúncias populares quando a mesma se aproximava de um posto de controlo que fica localizado junto à entrada de Marrere, no município de Nampula.
Para despistar a PRM, o motorista teria optado por uma outra via de acesso, neste caso a partir da zona de Muacoanvila, para sair próximo a Escola Secundária de Muatala, na zona da subestação.
Todavia, após a PRM receber a denúncia referente à viatura pôs-se atrás da mesma, em perseguição, até que consegue a sua neutralização.
Bartolomeu disse que não se sabe ao certo para onde os noventa e sete estrangeiros somalis com estatuto de refugiados de guerra seguiam, mas garantiu que os mesmos já foram devolvidos ao centro de Marratane, depois de terem passado pela 1.ª Esquadra da cidade de Nampula.
O motorista pôs-se em fuga e na viatura foram encontrados certos documentos, incluindo uma carta de condução, dos quais consta o nome de Adão José da Silva Correia, sendo sobre este nome que recai a acusação de tráfico de seres humanos.

Miguel Bartolomeu referiu-se, entretanto, aos acontecimentos gerais da semana de 5 a 11 do corrente mês, na qual segundo ele foram registados onze casos criminais, contra vinte e dois de igual período do ano passado, o que representa uma redução na ordem dos 50%. Destes casos, seis foram contra propriedades, quatro contra pessoas e um contra o público, tendo sido já esclarecidos cinco casos e em conexão detidos cinco indivíduos.
Ainda neste período, a PRM em Nampula registou dois casos de acidentes de viação do tipo atropelamento e despiste, que se saldaram num óbito, quatro feridos graves e danos materiais avultados num caso.
Os acidentes tiveram como palco a estrada nacional nº 104, no troço da cidade de Nampula – distrito de Mogovolas, e tiveram como causa excesso de velocidade, refere a PRM.
No período em referência, no âmbito do trabalho operativo, a PRM diz ter recuperado cinco motorizadas, um telefone celular e diversos géneros alimentícios.
A Polícia de Trânsito fiscalizou 542 viaturas, tendo apenas cinco recebido avisos de multa por diversas irregularidades.

(Aunício da Silva) 2010-11-19 06:55:00
Imagem: mocambique1.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SUPERIOR PROVINCIAL DOS MISSIONÁRIOS DO ESPIRÍTO SANTO TOMA POSSE


Tomou posse o Padre Maurício Camuto, do cargo de Superior Provincial dos Missionários do Espírito Santo em Angola, nesta quarta-feira, 18 de Novembro, na sede da Congregação, Cidade Alta, em Luanda.

http://www.apostolado-angola.org/articleview.aspx?id=4558

A nomeação consta de uma nota datada de 9 de Outubro e assinada pelo Superior Geral da referida congregação.

O Padre Maurício Camuto tem pela frente um mandato de três anos: “Tenho como desafios cumprir com aquilo que a congregação ao nível do país estabeleceu” – jurou.

“Vamos animar os confrades ao nível das missões onde estão inseridos ou nas comunidades onde estão a desenvolver as suas actividades a escala de Angola” - defendeu.

O Prelado adiantou que isto vai ser um grande trabalho, o que implicará deslocações, indo “ao encontro das realidades em que cada confrade está inserido”.

“Na verdade, não desejamos que ninguém eteja só. O maior desafio é procurar que em cada comunidade pelo menos trabalhem dois confrades, três seria o melhor mas quem sabe”, explicou o Superior dos Espiritanos.

Animado pelo espírito de equipa defendeu em jeito conclusivo: “Todos nós vamos procurar levar avante o trabalho dos Missionários Espiritanos em Angola”.

O seu predecessor, Padre Lourenço Njimbu, transmitiu parabéns, desejando coragem ao novo líder na assumpção das nobres responsabilidades.

Assistiram à cerimónia de tomada de posse, confrades e leigos, entre outros convidados.

O destaque vai para o Padre Bernardo Bongo, primeiro Superior dos Espiritanos Provincial (1977-1983), Prelado que levou o Padre Maurício Camuto à aderir ao Evangelho e que teve a honra de presidir a Missa solene do acto, na Capela local.

O Padre Maurício Comuto é natural do Golungo Alto e é licenciado em ciências da educação na especialidade de pedagogia e comunicação social, pela Universidade Salesiana de Roma (Itália).

A Congregação dos Missionários do Espírito Santo chegou a Angola em 13 de Março de 1886 ao desembarcar no Município de Ambriz. A data de 1977 é simbólica. A primeira Missão foi construída no memorável ano de 1873, em Landana, município de Cacongo (Cabinda).

A Verdadeira história da Build Angola


Carissímos,

Verdade ou não vamos ficar atentos e exigir toda a documentação desses
condomínios que prometem o céu e a terra. Tudo começa por um preço muito
aliciante que para nós que sobrevivemos do salário é ouro sobre azul.

Fonte: email

Muita cautela!!!
Me chamo Matias Lukoki e trabalho na Sonangol a mais de 3 anos.
Em 2008 aderi ao projecto THE ONE e também ao projecto COPACABANA e para
minha frustração até hoje não recebi minhas chaves!
O projecto THE ONE já está atrasado a mais de 15 meses e sem previsão de
encerramento, enquanto o COPACABANA foi cancelado. Neste ultimo projecto
tentei em vão recuperar mais USD 300 mil que eu e minha esposa demos como
pagamento do apartamento e apesar da minha insistência os funcionários da
Build Brasil não atendem mais minhas ligações e não me dão retorno.
Semana passada fiquei indignado com uma declaração de um amigo que trabalha
na Build Angola. Ele me contou sobre o que acontece de facto nesta empresa
de empresários brasileiros sem ética e respeito a nós angolanos.
A empresa Build Angola que já alterou seu nome três vezes (começou com Build
Invest, passou para Build Brasil e hoje se auto-proclama Build Angola) na
verdade se chama READI ANGOLA. Por que tantas mudanças?
DOCUMENTAÇÃO DA EMPRESA
Esta empresa que se diz Build Angola e cujo proprietário se diz o Sr. Paulo
Sodré (vejam a entrevista no "Entrevista Angola" da TV Record em
http://www.youtube.com/watch?v=hc0dfukSOI4
http://www.youtube.com/watch?v=hc0dfukSOI4> ) é na verdade READI ANGOLA,
LDA e o único documento que liga a READI Angola (cuja propriedade é das
senhoras Joana do Sacramento Pereira de Andrade e Baulete de Almeida dos
Santos Garcia) é um contrato promessa de cessão de cotas. Esses senhores que
dizem ter feito da Build Angola uma empresa angolana não tem sequer uma
pessoa jurídica em Angola e tem como objecto social apenas a prestação de
serviços mercantis.
O Sr. EDSON ARANTES DO NASCIMENTO (o jogador Pelé) não tem nenhuma
participação na empresa e nem em nenhum empreendimento. Foi somente pago
para fazer a publicidade, visto que é uma pessoa conhecida e desvia a
atenção dos bastidores da empresa.
O ANDAR DAS OBRAS
A empresa que recentemente em comercial de TV disse já ter entregue 150
unidades em Angola jamais concluiu nenhum projecto. Veja o status de cada um
dos projectos:
THE ONE - A entrega era para Outubro de 2009 (isso mesmo, para mais de um
ano atrás) e até agora o ritmo das obras é nulo. Qualquer um que passa em
frente à obra na Estrada do Golfe mal percebe.
COPACABANA - Projecto cancelado. Inúmeros proprietários como eu enganados
Pessoas de boa fé que adquiriram um projecto e não receberam até hoje as
famosas "chaves na mão" ou a compensação financeira!
QUINTAS DO RIO BENGO - As quintas que estão a ser prometidas para o Natal
não estão nem próximas de serem concluídas e isto pode ser facilmente visto
por quem passa pela estrada da Funda. As imagens no comercial de TV são
somente das casas-modelo que foram construídas para promover o projecto.
BEM MORAR - O projecto que tem entrega prevista para Abril de 2011 (ou seja,
daqui a 05 meses) não tem sequer a fundação da maioria das casas. Fizeram as
ruas e dois prédios (que chamam mais a atenção) e nada mais.
NOSSO LAR - Mais uma vez fizeram um grande Stand de Vendas e duas casas
modelos, porém bem longe da real localização do condomínio. A empresa também
não apresenta nenhum documento que comprova a titularidade dos terrenos
aonde está a construir como foi comprovado pelo Semanário Angolense de
25/09/2010. A empresa se recusou a mostrar qualquer documento. A "Build
Angola / READI" inclusive mandou comprar todos os jornais quando saiu esta
edição.
Por fim ficam algumas questões a serem respondidas:
- Como é possível uma empresa que jamais terminou um projecto estar a
promover 06 projectos ao mesmo tempo (The One, Quintas do Rio Bengo, Bem
Morar Benfica, Bem Morar Samba, Nosso Lar e Nossa Vila)?
- De onde vem o dinheiro para insistentes anúncios publicitários num número
tão grande de veículos? Não seria esse dinheiro mais bem investido na
conclusão das obras?
- Por que a empresa se recusa a apresentar os documentos de suas obras
(Direito de Superfície e Licença de Construção)?
- Por que a empresa não é registada como Build Angola? Quem é a READI?
- Por que os proprietários da empresa usam o nome "Build Angola" sendo que
esta empresa não existe?
- Quem são de facto os senhores António Paulo de Azevedo Sodré, João
Gualberto Ribeiro Conrado Júnior, Paulo Henrique de Freitas Marinho e
Ricardo Boer Nemeth? Por que eles são sócios de uma empresa que não existe?
Qual o histórico destes senhores no Brasil?
- Por que uma empresa que tem em seu Alvará Comercial a actividade de
Prestação de Serviços mercantis actua no ramo imobiliário?
- Nós estamos prontos para mais uma falsa promessa como Lar do Patriota ou
Jardins do Éden?

Tenho muitos colegas de empresas de renome como BP, TOTAL, Esso e da própria
Sonangol aflitos pela situação e que colocaram dinheiro nesta empresa.
Vamos exigir das nossas autoridades uma fiscalização mais rigorosa, com
maior transparência e respeito aos cidadãos angolanos! Precisamos de
empresas que se preocupem menos em publicidade, compra de notícias e
contratação de personalidades e se preocupem mais em construir e entregar o
que prometem!
Peço a todos que encaminhem este email ao maior número de pessoas possíveis
para criarmos uma corrente de protecção dos nossos direitos como angolanos!
Vamos acabar com a mentira que ronda este tipo de negócio.

Imagem:
http://charges.uol.com.br/emails-comentados/2009/05/18/negocio-imobiliario

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Esta energia eléctrica ainda fornecida pelos eternos revolucionários


Estamos eternamente gratos ao nosso Politburo pelo grande favor que nos faz, da sua divina providência, dar-nos alguma energia eléctrica de vez em quando, assim como a água, e tudo, tudo o mais que se lhe assemelhe.

Porque esta nossa energia eléctrica ainda é revolucionária, e a luta continua porque ainda não se sabe, nunca se saberá, quando a vitória será certa.

O nosso Politburo vive lá no Olimpo dele, e de vez em quando lembra-se de nós, melhor, zomba-nos, isto é próprio de deuses, e lança para a terra dos mortais, eles são imortais, alguns raios de luz que nos iluminam e algumas chuvadas que nos abastecem de água.

Como deuses de todos os céus e donos de todos nós, nunca justificam os cortes de água e de energia eléctrica. Nós para eles não somos nada, somos zeros, lixo.

Seguem os últimos cortes, apagões, muitos e muitos mais se seguirão porque a infindável revolução assim o exige e indetermina:
17Nov das 12.18 às 20.51 14Nov 04.34-07.11

Imagem: Jornal de Angola 17Nov09

Embaixadora de Angola nos EUA chamada a Luanda para Consultas


EUA - A embaixadora de Angola em Washington, Josefina Pitra Diakité, foi chamada a Luanda para consultas no que representa um endurecimento da reacção angolana ao encerramento das contas da sua embaixada na capital americana.

Fonte: VOA CLUB-K.NET

Angolanos endurecem posição

Diakité é esperada em Luanda na manhã de quarta-feira onde tem marcadas reuniões de alto nível. O Bank of America encerrou, sem explicação as contas da embaixada que, entretanto, não conseguiu abrir contas em vários outros bancos onde foram feitas tentativas nesse sentido.

O Departamento de Estado afirma que, nos ternos da legislação americana, não tem autoridade para obrigar os bancos a aceitar clientes ou abrir contas. E acrescenta que a decisão de vários bancos cessarem a prestação de serviços a embaixadas de 37 países não é passível de interferência por parte do governo americano.

Mas Angola argumenta que, nos termos do artº 25º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, o estado anfitrião (Estados Unidos) é obrigado a providenciar condições diplomáticas.

“Sem acesso a serviços bancários a embaixada de Angola não pode operar normalmente nem, desempenhar as suas funções diplomáticas“, disse à VOA uma fonte ligada ao processo.

Uma fonte do Departamento de estado disse à VOA que estão a ser desenvolvidos esforços no sentido de solucionar o problema e que foi identificado um banco que se dispõe e prestar serviços à embaixada de Angola.

Mas diplomatas angolanos dizem à VOA não haver garantias de que essas contas não sejam posteriormente encerradas. Angola exigiu aos Estados Unidos uma solução até ao final da semana passada e na ausência de uma resolução, chamou a sua embaixadora.

A VOA sabe que vários bancos decidiram abandonar a área de negócios envolvendo embaixadas devido ao peso excessivo, para a sua burocracia, da fiscalização de transacções requerida pelas novas leis de combate ao financiamento de terroristas e branqueamento de capitais, e ao fomento da transparência bancária.

O assunto foi levado ao conhecimento da secretária de estado, Hillary Clinton, e as iniciativas para a solução do problema envolvem altos funcionários dos departamentos de Estrado e do Tesouro. Mas os contornos da uma solução ainda não são claros e Angola decidiu não esperar mais.

O incidente que, segundo fontes da VOA despoletou este incidente foi o alerta ocasionado por uma tentativa de transferência de 50 milhões de dólares do banco central angolano para uma conta privada. Em Março deste ano, Angola foi colocada numa lista de países que ainda não tinha demonstrado empenho suficiente na transparência bancária. Meses depois, a embaixada foi convidada a encerrar as contas no Banco HSBC. Mas em Julho, numa nova lista do Grupo de Trabalho de Acção Financeira, Angola aparecia como um país em diálogo com aquele organismo para resolver as questões suscitadas antes.

Falta de pesquisa mina sucesso da aquacultura em África


– refere John Moehl, representante do Fundo da Organização das Nações Unidas para Agricultura

Maputo (Canalmoz) – A actividade de criação de peixes, moluscos, crustáceos, e o cultivo de plantas aquáticas, tem estado a registar crescimento considerável no continente africano, mas a falta de centros de pesquisa apresenta-se como o principal desafio e constrangimento para o desenvolvimento desta actividade em África, dado que muitos países ainda não dispõem de centros destinados a trabalhos de pesquisa suficientes para estudar os processos de criação.
John Moehl, especialista do Fundo da Organização das Nações Unidas (FAO) para Agricultura, recomenda os governos africanos a desenvolver centros de investigação para estudar os processos de produção de mariscos de modo a desenvolver aquacultura com êxito. Moehl falava ontem em Maputo, durante a abertura da 16ª Sessão do Comité da FAO para as Pescas em Águas Interiores e Aquacultura em África, onde participam 38 países de África.
A reunião que deverá terminar amanhã (quinta-feira) visa, essencialmente, entre outras acções, desenhar estratégias de harmonização de instrumentos para desenvolvimento da aquacultura.
Moehl apelou aos peritos em pesca dos países participantes da reunião a incitarem seus governos a desenharem estratégicas comuns em África para ultrapassarem as dificuldades que assombram esta actividade.

Envolver as comunidades locais
Por sua vez, Gabriel Muthisse, vice-ministro das Pescas, reconheceu que Moçambique também enfrenta os problemas inerentes a investigação nesta área, situação que pode comprometer o avanço desta actividade no país.
Segundo o governante, para reverter a situação, está a ser construído em Chókwè, na província de Gaza, um Centro de Pesquisa e Investigação de fenómenos de aquacultura, cujas obras estão avaliadas em cerca de quatro (4) milhões de dólares, e o seu funcionamento está previsto para 2012.
Para Muthisse, a construção deste referido centro interessa muito ao Governo “porque o sucesso da actividade depende muito da pesquisa”.
“Precisamos estudar os fenómenos de criação de mariscos, para podermos saber em que tipo de água desenvolver melhor um determinado embrião de marisco”, disse o vice-ministro das Pescas.
Muthisse disse ainda que para melhorar ainda mais o cenário desta actividade no país está em curso um plano estratégico para envolver as comunidades locais, usando sobretudo as pessoas influentes dessas localidades como referência nesta actividade.
“Vamos incentivar os professores bem como os padres a aderirem à actividade de aquacultura ou piscicultura. Sabido que estes são influentes nas zonas rurais, provavelmente a comunidade possa também aderir.”

Sector privado detém grande potencialidade nas pescas
Numa outra abordagem, o vice-ministro das Pescas disse que o sector privado detém uma grande potencialidade no desenvolvimento desta actividade, dado que nalguns casos, apresentam-se com outros meios desenvolvidos para esta actividade.
No entanto, a produção pesqueira (a pesca marítima e de água interior bem como a produção de aquacultura), ascende a cerca de 150.000 toneladas anuais de pescado, das quais cerca de 45.000 toneladas é proveniente da aquacultura. Dos vários mariscos que o país produz, o mais exportado é o camarão. A pesca contribui actualmente com 2 % para o PIB, e tem contribuído para a balança comercial com uma média de 75 milhões de dólares por ano.

(António Frades) 2010-11-17 05:47:00

terça-feira, 16 de novembro de 2010

GPL esclarece susposto confisco de viaturas de “Quim” Ribeiro


Lisboa - O governo províncial de Luanda (GPL), esta em vias de fazer uma comunicação publica para esclarecer o recente confisco de viaturas numa standard na comuna do morrobento em Luanda que se diz ser do suspenso comandante provincial da policia nacional de Luanda, Joaquim Ribeiro.

Fonte: Club-k.net

A versão que o GPL, trará a publico, descarta que a apreensão das viaturas em causa estejam ligadas a um suposto confisco conotado ao "caso Quim Ribeiro". Alega que a “invasão” da standard nos arredores de um destacamento da UGP- Unidade da Guarda Presidencial deve-se a uma medida de embargo tendo em conta que foi construída num espaço considerado “ilegal” e que esta em vias de ser demolido. As viaturas retiradas foram colocadas no parque da fiscalização de Luanda.

Para alem do embargo feito, o GPL procedeu com a mesma medida em outros estabelecimentos no mesmo perímetro da standard e arredores incluindo a uma residência nas proximidades da chamada “casa amarela” no bairro Talatona.

Angola 35 anos de independência: Ganhos e Desafios - Luisete Araújo


Luanda - Palestra na Rádio Despertar em alusão ao dia da Independência de Angola

Caros presentes, estimados concidadãos. Apraz-me dizer que é realmente com imenso gosto e particular reconhecimento que me predispus a tecer algumas considerações em torno dos 35 anos de independência do nosso país.

Fonte: Club-k.net

Não escondo em afirmar que é extremamente difícil falar sobre a história de Angola sem pender o prato da balança para um dos lados, já que, os documentos escritos de imagens ou mesmo orais, são muito poucos e os que existem, não são tão fiáveis para dar o crédito necessário, porquanto cada protagonista tem uma versão que difere consideravelmente da do outro. Contudo, antes de falarmos do presente, como consequência do passado que foi atribulado pelas suas peripécias originadas por traições de acordos, jogos de interesses, desconfianças, vou procurar resumir algumas datas que me parecem essenciais para termos uma mínima ideia daquilo que foi e a partir daqui cada um continuar pesquisa e documentar-se melhor que puder, já que finalmente, só podemos falar de Angola com propriedade se conhecermos o mínimo do que ela foi.

Para mim, Angola enveredou por este caminho, somente porque, aqueles que estiveram à frente das organizações e grupos que assumiram a responsabilidade de reivindicar sua independência e os passos seguintes, colocaram a frente, estereótipos de complexos culturais mesquinhos e fizeram valer a luta pela supremacia regional, tribal, étnica, em detrimento da unicidade da nação Angolana na sua diversidade. Foi por aí e continua a ser por aqui que aqueles que só querem Angola pela sua riqueza vão se aproveitando. Angola hoje é caracterizada pela política de exclusão, discriminação, corrupção, estrangeirismo e menosprezo dos angolanos que deviam constituir a força motriz da Reconstrução.

É esta barreira que antes de mergulhar na essência dos 35 anos de independência, gostaria de recordar aos jovens sobretudo que tomassem em conta, estudassem os porquês, por formas a não cometermos mais os erros do passado. Pois, ainda hoje continuamos a verificar que a Reconstrução de Angola está a ser alinhavada, sem ter estes elementos em conta o que pode vir a perigar num futuro breve. Digo porque, a insatisfação que reina no seio da grande maioria que não se sente representada na estrutura do Estado e de Governo, nem se sente considerada no projecto social, económico e até mesmo político é cada vez maior e sua frustração, teme-se que venha a ser letal. Contudo é tempo de tomar isto em consideração de não descorarmos suas repercussões, para acautelarmos um futuro que se antevê muito imprevisível. Os senhores que têm a missão de pensar Angola e construir o seu futuro, a partir do presente, parece não se interessarem nada por isso.

Continuam a ignorar o choro dos pobres, a não fazer caso do grito dos sinistrados das demolições, menosprezam as lamúrias e reacções da juventude que se sente abandonada e frustrada, das mulheres que cada dia que passa tombam no desespero de verem um futuro melhor para seus filhos, quando nem sequer o governo lhes deixa manifestar contra a violência que faz o pão de cada dia neste país onde os próprios dirigentes são inculpados. O caso de 8 de Novembro em que senhoras da Plataforma Mulheres em Acção foram brutalizadas pela polícia e atiradas para as prisões, é simplesmente inacreditável em Angola onde propalamos aos quatro ventos que somos o país mais democrático do continente. Foi de facto vergonhoso, mesmo se queiram dizer excesso de zelo por parte dos polícias que evitaram a marcha pois o Chefe Máximo iria sair para Kazenga.

Os angolanos antes de tudo exigem respeito, estabilidade antes de tudo emocional e liberdade para eles próprios encontrarem soluções para seus problemas, já que o próprio estado se vê impotente. Mas, nem esta paz de espírito concedem ao angolano que é obrigado a ir participar nos festejos da independência, com que coração, com que alegria, se somos negados, somos rejeitados, perseguidos.

35 anos que rogamos pelos mesmos problemas, os mais primários como os que identificam a luta contra a miséria. Os angolanos suplicam pelo mínimo, educação adequada para que os nossos filhos deixem de ser os desprezados do tempo colonial como foram os nossos pais; exigem água para a decência social mesmo sendo pobres; exigem energia eléctrica até pelo menos para poderem conservar seus alimentos e evitar doenças que provocam mortes por falta de recursos na cobertura médica e medicamentosa; exigem estradas para poderem se movimentar nem que seja para visitar o parente doente ou para se distrair e partilharem as amarguras desta vida que tira o sossego de todos nós.

Nesses 35 anos, só temos a pedir uma coisa aos nossos dirigentes, que devolvam a dignidade para os angolanos, que nos deixem em paz, que nos permitam chorar, que nos permitam ter o orgulho de pertencer a família angolana e nos dêem o prazer de viver e um motivo para cada um suspirar e bradar: “Apesar de tudo, sou feliz”. Isto ainda não aconteceu e com esta ambição toda que não tem freio, com esta mentira, programas de requalificação urbana enganosos que só têm como objectivo adiar a ira dos cidadãos, não temos mais nada a dizer, senão estamos decepcionados e forçados a questionarmos se de facto valeu mesmo a pena esta independência. Não significa isso arrependimento, é mais uma manifestação de desagrado. Podemos muito mais, devemos muito mais, merecemos o triplo do que este governo nos dá e por cima com escárnio, obrigando-nos a agradecer toda a vida como se fosse uma esmola.

Muito dinheiro é desviado, apenas vemos exibidos na TV, coitados meliantes que roubam viaturas como consequência desta má governação, aqueles que roubam milhões nunca dão a cara, nunca ouvimos sua prisão, os dossiês são sempre arquivados.

É tudo isso que pedimos ao Presidente da República que por exemplo neste dia de reflexão venha a público esclarecer porque nós como povo soberano e único soberano, merecemos explicação.

Mas como disse, vamos em conjunto passar em revista algumas datas, para nos inteirarmos de algumas etapas cruciais da história de Angola traída; esta Angola de Nginga Mbandi, Mutuyakevela, Ekuikui, Mandume e outros que seria bom tenham resistido estoicamente em vão.

1960 – três movimentos de libertação UPA/FNLA; MPLA; UNITA, contra o colonialismo e sobretudo contra uma ditadura portuguesa.

1968 – início da exploração de petróleo em Cabinda a economia e o crescimento de Angola começou a subir de forma considerável, pois beneficiava das potencialidades da agricultura que também começou a ser exportadora

25 de Abril 1974 derrube da ditadura fascista – inicio das negociações com os três movimentos de libertação

Janeiro de 1975 – Acordos de Alvor/ Algarve – Portugal, estabeleceu os princípios da partilha do poder – foi de facto um documento que logo a partida os assinantes a começar pelos anfitriões sabiam que não iria dar certo (Almeida Santos – Ministro português da Coordenaçao Interterritorial)

Logo depois inicia a guerra civil na luta pelo control das vilas e sobretudo de Luanda

11 de Novembro 1975 – Independencia de Angola proclamada unilateralmente pelo MPLA, quer dizer, sem a presença de outros movimentos, nem de autoridades portuguesas

Cada movimento era apoiado por uma potência estrangeira MPLA – CUBA e URSS desde Outubro de 1975

FNLA – Pelo ZAIRE, e depois África do Sul através dos EUA (Agosto de 1975)

UNITA - na altura não tinha apoios consideráveis, só mais tarde é que os sul-africanos resolveram também apoiar a UNITA,

27 de Maio 1977 – A dita intentona (fraccionista) encabeçada por Nito Alves cujos contornos ainda estão por se esclarecer

A guerra jamais parou e alastrou-se em toda a dimensão do território, espalhando mortos, deslocados, refugiados.

10 de Setembro de 1979 - Agostinho Neto Morre em Moscovo

Eduardo dos Santos na Altura Ministro do Plano é colocado em substituição

1981 Agosto – Sul africanos lançam uma vasta ofensiva contra a SWAPO que tinha as suas bases aqui em Angola no cunene

A guerra se intensificou, a UNITA ocupa uma zona muito vasta ao longo de toda a Fronteira sul de Angola e instala a sua capital na Jamba

1986 – Savimbi é recebido na Casa Branca pelo Presidente Ronald Reagan, facto que veio a dar um grande impulso e poderio militar a UNITA, para além de um reconhecimento internacional muito forte. Estavamos então em pleno período da Guerra Fria e a UNITA foi inserida na estratégia da luta contra o Comunismo a nível do mundo

1987 – Sul africanos assumem praticamente o apoio a UNITA, na célebre ofensiva pelos cubanos e FAPLA de Kuito-Kuanavale/ Mavinga que visava o desmantelamento total da UNITA

1988 Dezembro – Em Nova Iorque, assina-se uns acordos que estabelecem a retirada das tropas Sul africanas e a consequente independencia da Namibia e a retirada dos cubanos

1989- O Bloco URSS desmorona-se

1989 – Junho - UNITA/ MPLA em Gbadolite (Zaire)

1990 – Abril – Savimbi reconhece dos Santos como Chefe de Estado angolano

11 de Maio de 1991 – Governo de Angola publicou uma lei que autoriza a criação de outros partidos, portanto, sai-se do monopartidarismo para o multipartidarismo

31 de Maio de 1991 – com a mediação de Portugal, Rússia, EUA e ONU assina-se os acordos de Bicesse em Estoril – Portugal

Setembro de 1992 - Então as 1ªs eleições livres em Angola mas que não foram conclusivas por reclamações de fraudes pela UNITA

1993 – O Conselho de Segurança decretou o embargo, proibição de transacções ou importação de material de guerra tanto para o governo, como para UNITA

1994 – Novembro assinou-se os Acordos de Lusaka/ Zambia

O Ocidente virou totalmente as costas a UNITA e passou apoiar quase que incondicionalmente o Governo/MPLA

Foi realmente um golpe duro para UNITA que tinha um exército de mais de 300 mil homens, para além de uma população inestimável que se distendia pelas vastas áreas que a UNITA controlava na totalidade

1998 – A guerra recrudesceu com muito mais violência que veio durar até 2002, marcada com a morte do líder Doutor Savimbi.

No final da palestra a candidata do povo as eleições Presidenciais de 2012, pediu aos participantes alguns minutos e orou por Angola.

Luisete Macedo Araújo

Secretária para os Assuntos Políticos e Eleitorais dos POC´S

Grupo de “Quim” Ribeiro na cadeia

Lisboa - As autoridades policias prenderam, sexta feira última, quatro elementos conotados ao suspenso comandante provincial de Luanda, comissário Joaquim Ribeiro. De entre os detidos consta um elemento identificado por Caricoco apontada como o “mastermind” da execução do superintendente -chefe, Domingos Francisco João que investigava o envolvimento de responsáveis da policia que se apoderaram de volumes de dinheiros encontrados na residência de um funcionário do BNA.

Fonte: Club-k.net

Comandante suspenso nas “mãos” do SINFO
Caricoco, o “braço direito” de Quim Ribeiro é descrito como uma figura de duas facetas. É o chefe do combate ao crime do comando provincial de Luanda e igualmente a figura identificada com “execuções”. Outra figura central próxima ao comissário “Quim” Ribeiro é o comandante da divisão da policia de Viana, Augusto Viana. O seu paradeiro é dado como incerto. Viana esta incomunicável. A sua esposa é quem passou nos últimos dias atender o seu telefone alegando indisposição do mesmo.

A suspensão do comissário Joaquim Ribeiro do comando da policia nacional em Luanda, foi antecedida de uma discreta investigação feita pelos Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SISE). Estes teriam apresentado um parecer ao Presidente José Eduardo dos Santos recomendando a suspensão do mesmo. No decurso das investigações o SISE (Vulgo SINFO) colocou discretos aparelhos de captação de sons e imagens no gabinete de “Quim” Ribeiro e em áreas chaves das instalações do comando provincial de Luanda.

Em finais da Semana passada, Joaquim Ribeiro foi convocado pela procuradoria militar para prestar declarações. O mesmo terá caído em desmaio ao ser confrontado com vídeos das imagens que o SISE captou no seu gabinete.

As investigação feitas pelo SISE eram do desconhecimento do mesmo. Antes do dia 29 de Outubro, Joaquim Ribeiro estava convencido que seria promovido a comissário-chefe na cerimônia que foram graduados os seus adjuntos. Chegou a reunir os seus familiares próximos para festejar a suposta “futura promoção”. Desde então os seus próximos passaram a promover a idéia de que a suspensão provinha de uma campanha dos seus detratores destinada a afastá-lo da linha de sucessão ao cargo de comandante geral da policia nacional.

Na mesma semana da suspensão o mesmo falou a jornais privados em Luanda que iria provar a sua inocência. No Ministério do Interior teriam tomado as suas palavras como um desafio as “instancias superiores”. Na seqüência das suas declarações a imprensa, o novo ministro Sebastião Martins, advertiu-lhe para que se reserva-se ao silencio enquanto decorre o inquérito sobre o seu caso.

O comandante Joaquim Ribeiro é a nível do Ministério do Interior inquirido por uma comissão dirigida pelo novo inspector-geral do Ministério, Fernandes Torres Vaz da Conceição “Mussolo”. A ausência de elementos da DNIC na comissão de inquérito é justificada sob alegação de haver “muitos agentes” deste departamento ligados ao suspenso comandante provincial.

Algumas figuras do regime ligadas ao mesmo se abstiveram do seu caso. O Chefe da Casa Militar da PR, general Manuel Helder Vieira Dias “Kopelipa” que é identificado como uma das figuras do regime que terá apadrinhado a sua ascensão optara por manter-se neutro. O comandante geral da policia Nacional, Ambrosio de Lemos que nos últimos tempos, passou a ter uma relação privilegiada com “Quim” Ribeiro, foi excluído do acompanhamento do processo que envolve o suspenso comandante. Foi-lhe apenas informado que decorre um processo de suspensão.

Quando teve conhecimento que a sua suspensão teria sido ordenada pelo chefe de estado, José Eduardo dos Santos, o comissário Quim Ribeiro teria movido influencia para contactos com o irmão de JES, Avelino dos Santos a fim deste interceder sobre o seu caso.

Quim Ribeiro, e o seu grupo, para alem das conhecidas acusações que recaem sobre eles estão a ser agora conotados como tendo sido conivente com uma rede do narcotráfico em Luanda. Nas vésperas do CAN 2010, em Janeiro passado a policia apresentou na televisão a queima de drogas aprendidas. Ultimamente surgiram informações de que produto apresentando como estando a ser queimados/destruído não eram a cocaína que fora aprendida.

De entre todas as acusações o ponto mais assente é o assassinato de Domingos Francisco. Alega-se que em vida, Domingos Francisco deixou um bilhete dizendo que caso lhe acontecesse algo de mal, o responsável seria o comandante Joaquim Ribeiro. Informações não desmentidas alega que nas interrogações um dos responsáveis municipais da policia disse a procuradoria que “apenas” cumpriram orientações superiores.

Mas porque votaram em gente incapaz, têm em vista o "tacho" que os amigos na Europa terão para eles,


Eu , | 15/11/10 13:36
Lupe , Lisboa, você e pessoas como você, pertence àqueles que são os únicos espertos num pais de ignorantes, são todos burros menos os "sobre-dotados"! O que andou uma criatura tão esclarecida a fazer até agora? Então com tantos "crânios" estamos como estamos?

http://economico.sapo.pt/noticias/proposta-alema-pode-forcar-paises-a-bancarrota_104350.html

Curiosamente, você e aqueles coitados como você são os únicos que trabalham ou trabalharam, são os únicos que não querem aumentos, nem subsídios, não usam crédito para nada, só querem ganhar o que o seu rendimento laboral permitir! Vá dar banho ao cão! Não seja hipócrita! Não me venha dizer que um alemão merece a estabilidade que tem porque trabalha! O pudor impede-me de lhe dar a devida resposta. Acha que não trabalhamos? Então, porque razão eu tive anos a fio a trabalhar muitas vezes sem remuneração com horas e dias extra e voluntariamente porque acreditava estar a lutar por um futuro melhor? Porquê estou com doença profissional? Pessoas como eu, que se licenciaram à noite, sujeitando-se a tudo para fazer da sua vida algo de positivo, e, agora tenho que gramar sucessivamente com idiotas frustrados que querem exibir a sua estupidez achincalhando todos os outros! Então que raio andaram vocês a fazer, os bons? Acham que um alemão ou francês é melhor que vocês, que tipo de pessoas são vocês? Não têm vergonha ou brio? Eu, trabalhei sempre com estrangeiros e, muito francamente, a sua maioria era muito menos habilitada e trabalhadora do que eu, na sua maioria são mais trapalhões. Até dá raiva, ver gentalha aqui dizer besteiras para se "armar" em bonzinho de pau carunchoso , quando todos sabemos que não foi por culpa daqueles que trabalham que este país está como está! Mas porque votaram em gente incapaz, têm em vista o "tacho" que os amigos na Europa terão para eles, e estão-se a borrifar para o país, deviam responder criminalmente! E agora temos os alemães a forçar a bancarrota dos países mais fracos, para assim poder conseguir ter mais força e impor ainda mas a sua vontade, que o mal fadado Tratado de Lisboa já lhe permite! Afinal, não há o raio de uma Comissão Europeia, ou esse dinossauro institucional chamado União Europeia, constituída por 27 Estados e não 2 ou 3? Não acha estranho, todas estas "crises" após o Euro e a assinatura do tal tratado? Curioso não é? Andamos muitas vezes mal, mas agora é demais, já nos abriram a cova e alguns estão ajudar a enterrar.

Que a Independência chegue para todos - Marcolino Moco


Luanda - Há 35 anos, a 11 de Novembro de 1975, encontrava-me por trás de umas moitas, para poder ouvir, num recanto escondido da Província do Huambo, a proclamação da Independência Nacional, na voz do Presidente do MPLA, Dr. Agostinho Neto, via Rádio Nacional.

Fonte: Público CLUB-K.NET

A razão desse meu retiro, era que, em todos os povoados da Província do Huambo, celebrava-se outra “independência”, a da efémera “República Democrática de Angola” (da UNITA e FNLA), e eu era militante do MPLA, cujas forças armadas “partidárias” haviam sido expulsas da minha terra natal, por um desses outros movimentos de libertação nacional, a UNITA, que reclamava o centro-sul do país, como sua zona exclusiva de influência, em resposta à expulsão das suas forças de Luanda e outros bastiões do MPLA.


Lembro-me que num período de apenas alguns meses, para não falar em alguns dias, pais e filhos, irmãos, primos, tios e sobrinhos, colegas e amigos de trabalho ou de escola, se transmutaram em inimigos de morte. Penso hoje, que tudo isso se deveu fundamentalmente à situação do mundo do “ou preto ou branco” e “ou nós ou eles” que então se vivia a nível internacional, ancorado no fenómeno da Guerra Fria. Por isso saudei o fim de ideologias envenenadas, com a queda do “muro de Berlim” e fui prosélito activo da democratização do país, no seio do MPLA, e saudei efusivamente os acordos de paz de 2002, em Angola.

Hoje, decorridos 35 anos depois da Independência, a par de assinaláveis progressos em diversos domínios, propiciados, especialmente, por 8 anos de paz efectiva, preocupa-me que um grupo minoritário, mesmo usando uma linguagem que parece ter em conta as lições deste passado recente, tente impor novamente a instituição de práticas não consensuais, particularmente no plano do exercício poder político, na estruturação dos mecanismos de distribuição de riqueza e nas formas de moralização da sociedade, depois de tantos anos de guerra.

Com as crises que se vão vivendo pelo mundo actual, especialmente aqui em Portugal, é entendível que, como angolanos, não sejamos tão acompanhados nesta preocupação. A verdade, porém, é que nos próximos 35 anos que começam amanhã, é preciso garantir, e desta vez inteiramente com as armas da paz, que, em Angola, a Independência chegue para todos.

Apresentaram facturas pró-forma fictícias. Membros do MPLA na Bélgica acusados de desviar dinheiro da festa da independência


Lisboa - Comemora-se o 11 de Novembro, 35° aniversário da República de Angola e para tal o governo de Angola disponibilizou uma verba no valor de dez milhões de USD para as festividades no país e na diaspôra. Segundo fontes seguras, a embaixada de Angola na Benelux recebeu do bolo, uma fatia de 55 mil euros.

Fonte: Club-k.net

Apresentaram facturas pró-forma fictícias
Deste valor a embaixada disponibilizou 21800 euros à uma comissão encarregue de organizar a festa que teve lugar sabádo na sala Concert Nobel, rua d'Arlon em Bruxelas.

A referida comissão que foi criada pelos Senhores Agostinho Gato e Honorina Lusekumbanza, coordenador do secretáriado do comité do Mpla e primeira secretária da OMA do Mpla na Benelux respectivamente. Ambos apresentaram-se junto da embaixadora angolana com mais 3 elementos num encontro onde ficou acordado que a mesma haveria de organizar a festa de independência de Angola.

O Plano dos vilões
Composta então a comissão para realização das festividades do 11 de Novembro, em que a mesma endereçou uma carta à embaixada a pedido de apoio financeiro e logístico, onde na referida carta estava descrito o número de conta da comissão, 001-6258604-46 em que embaixada teria de depositar o valor de 21800 euros. A embaixada exigiu à comissão uma factura pro forma. A comissão emitiu então tal factura, mas com o número de conta pessoal de um dos membros da comissão, Zimene Paca Mulowa, 063-4468026-17, na suposta intenção de desvio da verba.

Gabriel de Sousa que também faz parte da comissão, dectetou a diferença das contas bancárias e alertou a embaixada sobre o alegado plano macabro. A embaixada por sua véz exigiu a Gabriel que fizesse por escrito tal denúncia cuja copia o Club-k dispõe.

Outra contradição detetada foi que a empresa de carting supostamente contratada para servir, não correspondia com a descrita na fatura pro-forma, sabendo-se que a empresa descrita na factura pro-forma é fictícia.

Os três elementos arquitetos do plano fraudulento, Agostinho Gato, Honorina e Zimene Molowa, dão a sua fusca versão salientando que . Gabriel de Sousa não entende de organização de festa e que nada tem haver com o se estava a passar.

A fúria de Agostinho Gato trasbordou os limites do civismo, chegando mesmo a agredir fisicamente o sr. Gabriel de Sousa.

Estavam disponíveis 400 bilhetes de ingresso à festa, já esgotados, vendidos sem exceção a 20 euros. Feitas as contas, o sr. Agostinho Gato e sra. Honorina não apresentaram até ao momentos contas credíveis, fazendo o jogo de “empurra empurra” entre os 2, onde um diz que só recebeu Y ingressos e o outros de .

Na reunião realizada na manhã, 12 de Novembro na embaixada e presidida pelo sr. Paulo Alves, secretário executivo da embaixadora, a sra Honorina que dispunha de 150 bilhetes, apenas apresentou a quantia de 300 euros. O mesmo sr. Paulo Alves privatizou uma certa quantidade de ingressos.

Tudo quanto se sabe da sr. Honorina, a mesma a quando da comemoração do Março Mulher do corrente anos, foi-lhe disponibilizada uma verba que evaporou-se da sua algibeira, sem no entanto realizar qualquer actividade.

Foi responsável pelo afundamento da “associação Alegria” em que a mesma era presidente vitalício, usurpando das verbas e outras regalias que o governo e outras instituições belgas ofereciam a associação.

Saudades aos antecessores
Sabe-se de antemão que o governo angolano disponiblizou verbas para comemorar condignamente dos 35 anos do nosso querido país, coloca-se aqui um ponto de interrogação. Por que é que se esta a cobrar o ingresso à festa no valor de 20 euros, cerca de 17 usd por pessoa?

Nos tempos idos dos anteriores embaixadores, mesmo sem a disponibilização de verbas do governo central de Angola, a embaixada brindava a toda comunidade na Benelux festa de gâla com entrada grátis.

Mais uma prova inequívoca da conspiração (interna e externa) existente contra os dirigentes angolanos


Esposa de Boaventura Cardoso desmente revista «Veja»
Malanje - Maria Luísa Cardoso, esposa do governador provincial de Malanje, Boaventura Cardoso, em «nota de esclarecimento» que fez chegar ao Semanário Angolense, datada de 8 de Novembro, insurge-se veementemente contra o que considera ser parte da «conspiração (interna e externa) existente contra os dirigentes angolanos», enformada numa «notícia» da revista brasileira «Veja», que alude sobre um alegado «despesismo» despropositado que ela teria protagonizado numa das luxuosas lojas da Louis Vuitton, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Fonte: SA CLUB-K.NET

A «notícia», assinada por Sofia Cerqueira, diz que a esposa do governador de Malanje teria deixado as empregadas da loja boquiabertas, ao fazer compras tidas como «supérfluas», no valor da astronómica quantia de 25 mil dólares.


Eis o teor da nota de Maria Luísa Cardoso:
«A respeito das especulações geradas a partir da divulgação pela imprensa brasileira, de matéria jornalística (Revista brasileira Veja do Rio de Janeiro, na sua edição de 27 de Outubro de 2010, páginas 16 a 18, artigo ‘Emergentes’, assinado por Sofia Cerqueira) afirmando que “…Recentemente, um episódio ocorrido na loja da Louis Vuitton, em Ipanema, chocou as vendedora. Maria Laura Cardoso, mulher do político Boaventura da Silva Cardoso, governador da província de Malanje deixou o local vestida dos pés a cabeça com roupas da grife Francesa. A conta: 25.000,00 dólares”, atenta contra a boa imagem de Maria Laura Cardoso, a visada esclarece que:

1 – Não constituem verdade os factos que são imputados à visada pela articulista Sofia Cerqueira e concomitantemente pela revista Veja.

2 – Não esteve no presente ano de 2010, na República Federativa do Brasil, e nos anos anteriores em que este nunca entrou em nenhuma loja da grife Francesa Louis Vuitton.

3 – Por se tratar de matéria jornalística caluniosa e difamatória, a visada já desencadeou os mecanismos legais ao nível do Brasil no sentido da eventual responsabilização civil e criminal, da articulista Sofia Cerqueira e da Revista Veja.

4 – O referido artigo constitui mais uma prova inequívoca da conspiração (interna e externa) existente contra os dirigentes angolanos, pois na realidade os factos invocados não visaram a sua boa imagem, mais sim a do seu esposo que é dirigente político».

Autoridades confiscam bens de Quim Ribeiro


Luanda - As autoridades angolanas confiscaram, esta semana, vários automóveis num stand alegadamente pertencente ao comissário Joaquim Ribeiro, adiantou uma fonte policial. A mesma fonte situa o dito stand na comuna do Morro Bento, município da Samba.

Fonte: O pais CLUB-K.NET

Entretanto, terão começado as detenções de elementos envolvidos no caso de desvio dos montantes apreendidos em Viana, que estavam na posse de um funcionário do Banco Nacional de Angola, na sequência do escândalo de roubos milionários que a instituição sofreu. Segundo a nossa fonte, dois dos polícias já estão presos, sendo que o oficial da DPCI (Direcção Provincial de Investigação Criminal) em Viana se encontra em lugar incerto.


Quim Ribeiro, parece cada vez mais afastado do seu posto de comandante provincial de Luanda, um lugar que está a ser ocupado interinamente pela comissária Elisabete (Bety) Rank Frank, sobre quem recaem as expectativas de uma futura nomeação para o cargo. Seja como for, parece ser ponto assente, entre os efectivos de Luanda, que haverá, em breve, um novo comandante provincial.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Mina 11 de Novembro


«História repetida. Não é a primeira vez que propósitos caridosos são esgrimidos para justificar o saque aos recursos do continente. O colonialismo do século XIX foi impulsonado pelo discurso de que cabia aos europeus cumprir uma missão civilizadora na África, missão que seria, na expressão do poeta Rudyard Kipling – partidário fervoroso do imperialismo vitoriano – , o “fardo do homem branco”. Foram estes ideais filantrópicos que levaram Cecil Rhodes a iniciar o saque dos diamantes da Namíbia e da África do Sul, ainda hoje a principal fonte de sustento do monopólio fundado por ele, a De Beers, e da Anglo American. Um século depois, não são poucos os que se dispõem a seguir a trilha aberta por ele.
As companhias de petróleo estão entre os primeiros da fila. A crescente resistência antiimperialista no Oriente Médio faz com que a cobiça das corporações do setor e dos Estados aos quais elas estão ligadas volte-se para a África. Em sua Estratégia de Segurança Nacional apresentada em 2002, o governo estadunidense fala na necessidade de incrementar a exploração do petróleo africano. Hoje, aproximadamente 15% do petróleo produzido no mundo vem do Golfo da Guiné (que se estende da Costa do Marfim até Angola). Prevê-se que esta proporção chegará a 25% em 2015.
O interesse do imperialismo não se limita às matérias-primas. Monopólios do setor de telecomunicações disputam os mercados africanos. Nos dois primeiros meses deste ano, várias transações importantes ocorreram. A Sonatel, sediada no Senegal e pertencente à France Telecom, venceu a Global Voice, do USA, na disputa pela exploração da telefonia celular na Guiné Bissau. A Maroc Telecom (que pertence ao truste francês Vivendi e negocia suas ações nas bolsas de Paris e Casablanca), engoliu a até então estatal Gabon Telecom. Pouco antes, a mesma Maroc Telecom havia açambarcado a Onatel, ex-estatal de Burkina Faso, vencendo uma disputa com a France Telecom e a alemã Detecon. A empresa controla também, desde 2001, a ex-estatal Mauritel, da Mauritânia.» In tudosobreangola.blogspot.com
Sonhar, a nossa eterna liberdade.
A nossa concepção de vida é o sonho. Depois de muitos anos sonhados, sentimo-nos como um viajante do tempo futuro a olhar para a nostalgia do passado. Nós perecemos, mas os sonhos não.
E durmo e acordo para o próximo pesadelo que me atormenta: a pretensão universal do retorno à escravidão do regime comunista chinês. No fundo, a história da civilização é sempre um qualquer imperador sonhar em impor-nos o pesadelo da dominação na eterna escuridão.
O que devo mais fazer para que alguém aceite a minha amizade? Será porque apenas lhe posso oferecer a visão integral do conteúdo da degeneração mundial?
Chineses, brasileiros e outros malteses até já têm estaleiro e armazém nas traseiras dos prédios. Revejam o inferno complacente da actual conjuntura ali nas traseiras da Pomobel, ao Zé Pirão. Aquilo revela o rumo certo para onde nos querem obrigar a viver. Um rumo incerto sem governo, sem futuro, sem esperança. Isto está a ultrapassar a barreira do som.
E por detrás da miséria humana está sempre um banco. E por detrás de um acto terrorista está sempre um banco.
E criou-se outra empresa de recolha de lixo, faz concorrência feroz à sua congénere. Ainda ilegalizada, mas com nome: Os Esfomeados.
E por mais apelos que se façam aos Senhor, tudo se complica cada vez mais. Não é melhor pararem com isso de orarem ao Senhor por tudo e por nada?! Deixem mas é o Nosso Senhor em paz!
E lavaram a rua de carro e mangueira bem aspergida porque os Kassav nela circulariam rumo à Cidadela Desportiva. E também lavaram, isto é: arrestaram as mulheres que vendiam nas ruas mais os seus bens do que o petróleo não lhes dá. Os Kassav tinham que viajar, observarem e comentarem: «mas que ruas mais lindas, pintadas (só na parte frontal, porque nas traseiras é a selvajaria já instituída) e livres de miséria. Mas que país tão desenvolvido, livre de lixo, de miséria e de famintos. Sim senhor! É mesmo verdade, o PIB está muito crescido, muito desenvolvido.» Mas pelo contrário, o PIB eléctrico e o da água descem, e não se contabilizam ninguém sabe porquê.
E os crentes começaram a rezar fervorosamente: vamos erguer uma igreja ao Nosso Senhor dos Casebres para que ele nos ajude e não nos abandone.
O mais horrível que nos pode suceder é o disfarce da ditadura na falsa democracia.
Sugiro ao nosso Politburo que declare o estado de emergência nacional porque nada mais resta, a não ser o fingir que estamos e vivemos numa nação, que assim como foi, e como está nunca o será.
É apenas o que resta do largo da independência, a mina abandonada pelos libertadores agora sem pátria… dos expatriados. E a odisseia das três gargantas engasga Angola.
Tantas portas do tempo que já abri para te reencontrar, ó Angola! Receio o vaguear na tua eterna procura. Ainda não te achei!
Isto é uma mina de petróleo e de diamantes e os escravos não trabalham, nela perecem. E os estrangeiros proclamam que ela é a economia mais forte da região. Que é uma potência militar de contenção, de dissuasão. Que se consolida no concerto mundial das nações. E a hipócrita democracia ocidental apoia a morte democrática dos mineiros angolanos. A subtil exploração e rapina continuam: antes tinha o nome de colonialismo, agora tem outro: democracia africana. Não é possível uma democracia existir e conviver com a sua população na miséria, no sofrimento da fome. É ainda um estado de direito com leis da revolução socialista, esta Angola, o sonho que se transformou no inferno.
E neste momento, como se pretendia, o angolano serve como reserva de mão-de-obra escrava. É a única alternativa que os independentistas lhe prometeram. Independência total e completa, já! Que traduzido dá: petróleo e diamantes só para nós, já! E nova escravidão total e completa da população, já! O tristemente célebre artigo 26, ilustra a África selvagem, ou Angola é dirigida ou inspirada por chineses? É que parece haver muitas semelhanças.
Luanda com muito petróleo, mas sem energia eléctrica e água. As construções da especulação imobiliária anárquicas abundam e provocam-nos estas terríveis carências. Os cortes anárquicos repetem-se. Este caos está pesado, mais denso que chumbo na sintonia da incompetência. Revelam-nos os cortes do nosso futuro muito pior.
Angola ainda não está independente. Houve uma tentativa, a que apelidaram de luta de libertação nacional, que não funcionou. Aguarda-se pelo genuíno motor que arranque e liberte Angola ainda do colonialismo em que se encontra. Angola continua colonizada.
Os mineiros da luta de libertação nacional minam a mina 11 de Novembro, e dela extraem os seus minérios, as suas riquezas apenas para si. A pior coisa que nos pode acontecer, é não vermos, termos, ficarmos sem futuro. Ainda mais quando ele é hipotecada. E é necessário colocar um anúncio internacional assim: Luanda, precisam-se electricistas para reparação e manutenção da rede eléctrica de Luanda. Apetece gritar: viva o caos! E entretanto os cortes sucedem-se. Mais parece um jardim infantil onde as crianças brincam ao apaga e acende da luz. Os que os brancos construíram, e bem, os libertadores negros destroem. Significa que o petróleo não resolve nada, só complica, como é muito curioso verificar que o petróleo é a desgraça, é a miséria, a ruína, a fome de Angola. O nosso mestre é a miséria, por isso mesmo seguimos muito bem direccionados. Já ultrapassámos o abismo do inferno, e agora não sabemos mais onde estamos, o que fazer. Só restam escombros de uma revolução que nos deixou sem pão. Agora vivemos na liberdade dos democratas de ocasião.
Donde sai tanto dinheiro que sustenta tantas amantes a peso de ouro? Da mina 11 de Novembro, pois claro! Entretanto a epidemia dos Sem Futuro, os jovens extremamente possuídos pelo alcoolismo, deliciam-se em estrondosos e mortais acidentes com os seus carros loucos no rumo certo do futuro da morte.
Torna-se abominável consentir que grupos de pessoas dominem países sob a forma de governos, e neles brinquem à governação. Num mundo dominado pela tecnologia de ponta, a miséria extrema-se. As companhias petrolíferas têm biliões de dólares de lucros. E a miséria das populações continua sem um dólar. O petróleo destrói as populações e o planeta. Dá imensos lucros e colossais prejuízos no meio ambiente. As igrejas e os bancos igualam-no, detêm poder ilícito. Como se chama um país com a vigarice sempre presente como uma nascente? Quem não tiver cartão de contribuinte a sua conta bancária é encerrada e o dinheiro reverte para o banco. Esta é a melhor de todos os nossos tempos. «É necessária uma declaração da empresa onde trabalha.»
O dinheiro nunca chegará para pagar as despesas de um governo megalómano. E se juntarem as forças policiais sempre reforçadas, é uma loucura. Angola ainda não está independente mas está dependente do terror. Aos olhos do desenvovimento cientifico actual, a religiaõ, a Igreja, não passam de uma anedota. Aida não viram este paradoxo?! Além de nos roubarem a riqueza, também nos roubam a pobreza. Dantes ainda se parendia alguma coisa com o povo angolano. Agora, ensinam-nos o que é vivwer na miséria. Sobretudo, nunca esquecer que a actual situação de mis´weria extrema que nos invade, é fortemenet apoiada por alguns anteriores e actuais governanates portugueses. Que saudosos do passado, para angola fortemenet se transladam, não se importando absolutamente nada, com uma notável indiferença: a espoliação sistema´tica digna de na tanho. Como ainda permanece que o negro foi criado pelo demónio, então tudo e todos se legalizam para voltar ao mar das hordas da civilização cristã e ocidental. Pilhar, a pilhar, a escravizar.
Imagem: mais.uol.com.br


Reginaldo Silva boicotado na TPA


Lisboa - Reginaldo Silva, emblemático jornalista angolano reconhecido pela sua isenção/frontalidade foi alvo da censura da TPA por criticar procedimentos do regime do MPLA, no programa “Semana em Actualidade” de domingo (14/11/2010). O mesmo que fala semanalmente ao programa em referência contracenou nesta edição com um jurista do MPLA, Norberto Garcia.

Fonte: Club-k.net

Por criticar atitudes erradas do MPLA
Ao longo do programa o jornalista falou sobre falhas do regime do MPLA em relação ao recente processo de condecorações aos nacionalistas tendo notado que nenhuma figura da oposição com destaque aos partidos históricos (FNLA e UNITA), recebeu medalhas. Reginaldo Silva observou uma visível marginalização nas condecorações tendo aludido que tal atitude nada ajuda no processo de reconciliação entre os angolanos. Segundo ele esta seria uma grande oportunidade para o MPLA ganhar ainda mais pontos junto a comunidade internacional.

No decorrer da sua analise, os técnicos da TPA simularam falha técnica resultando no corte do programa. (Colocaram excessivas publicidades). Quando o programa foi novamente ao ar, notaram que o mesmo ainda estava “quente” e optaram por retirar o programa do ar.

O programa “Semana em Actualidade” passa aos domingos e geralmente conta com a presença de dois convidados permanentes que são Reginaldo Silva e Ismael Mateus que esta semana esteve ausente. No programa, faz-se o resume da semana e o apresentador solicita aos dois convidados a sua leitura quanto aos acontecimentos semanal. Não há informação para poder confirmar se o “Black out” foi resultado de algum telefonema dos responsáveis do regime ou se foi iniciativa dos jornalistas com receios de sofrerem represálias do MPLA.

Recentemente três lideres de partidos políticos, Alexandre Sebastião (PADDA), Sidiangani Mbimbi (PDP-ANA), Manuel Fernandes (POC) denunciaram que a TPA fez com eles uma entrevista de brincadeira. Foram entrevistados para falar do discurso sobre o estado da nação do PR José Eduardo dos Santos. As declarações dos mesmos não terá sido do agrado da TPA que decidiu não passar as respectivas entrevistas na televisão.