sexta-feira, 18 de março de 2011

Lançamos apelo aos moçambicanos para manterem a calma e serem vigilantes


Deputada da Renamo, Ivone Soares acusa: “Imigração ilegal alimenta corrupção no País”
Aires Ali fala de “discurso incendiário”
Maputo (Canalmoz) - A deputada da Renamo, Maria Ivone Soares, disse ontem na Assembleia da República que a imigração ilegal alimenta a corrupção e beneficia um grupo da elite político empresarial que se associa ao crime organizado internacional sem qualquer problema de consciência patriótica. Falando no momento das insistências da Renamo que pretendia saber junto do Governo as medidas que estão a ser tomadas, visando estancar a onda de entrada ilegal e imigrantes no país, Ivone Soares denunciou a facilidade e a rapidez com que os imigrantes ilegais se tornam cidadãos moçambicanos.
“No tráfico de drogas, relata-se a mão de estrangeiros ou a presença física de imigrantes ilegais”, acusou a deputada da Renamo.
Segundo aquela deputada do maior partido da oposição, os moçambicanos assistiram ao partido no poder a criar a marca Frelimo Limitada e a SPI Holding, empresas que, segundo a acusa a deputada, se destinam ao exercício de negócios sujos.
“Os negócios ilícitos dos imigrantes ilegais serão geridos pela nova marca comercial. A Frelimo virou uma marca comercial?”, questiona.
Aires Ali fala de “discurso incendiário”
O primeiro-ministro, Aires Ali, desqualificou os problemas apresentados pela oposição como “discursos incendiários”. Disse que é “lamentável e preocupante” que alguns deputados tentem desvirtuar todo o trabalho que permite avanços significativos na redução da pobreza.
“Teimam em manter-se com “discursos incendiários”, tentando, assim, desviar a atenção e a energia do povo para agendas estranhas aos interesses dos moçambicanos. Por isso, lançamos apelo aos moçambicanos para manterem a calma e serem vigilantes com vista a neutralizar quaisquer tentativas de manipulação da população para instigar a desordem em detrimento da paz, democracia e estabilidade política e económica”, afirmou Ali no fim da sessão de dois dias de trabalha na casa do povo, em jeito de réplica à oposição que nos últimos tempos tem estado a explorar evidências que não abonam a credibilidade do governo do dia. (Cláudio Saúte)

quinta-feira, 17 de março de 2011

República das ilegalidades! Libertem o jornalista Armando Chikoka!


Alguém viu por aí a independência? Alguém sabe o que isso é?
Pelo andar desta monstruosa ferocidade judicial, os substitutos do colonialismo impõem-nos o regresso às origens das ideias coloniais. A cada momento a repressão exacerba-se, a escravidão revigora-se. Os exércitos abundam, armam-se com os mais modernos equipamentos bélicos, apenas para aterrorizarem as populações, para que o silêncio paire como nas tocas dos ratos. Foi assim muito recentemente nos regimes mais ditatoriais. E há quem não aprenda a lição. Parece haver uma apetência demoníaca para terminar como as ditaduras irmãs, muito amigas: pela violência crescente contra as populações, e estas não têm outra alternativa: entre viver e morrer, há que escolher. E escolhem o viver, claro, antes que todos perecem.
Angola é o único país do mundo, onde um jornalista é preso por noticiar… um vulgar acontecimento.
Não podemos continuar a viver nesta incerteza, nesta cobardia, de qualquer um de nós na sua casa, ser preso por qualquer esbirro secreto, como nas ditaduras mais ferozes, sem qualquer culpa formada, sem se saber a acusação.
É horrível notar que o combate desta turba não está dirigido para a miséria, que está tão pungente, ingente. As chuvas e o poder destroçam Angola, e o império do mal canaliza as suas forças para os seus inimigos principais, os jornalistas. A única preocupação é as receitas do petróleo, que são transferidas automaticamente para as suas contas bancárias secretas, que mais tarde serão congeladas e depois confiscadas. É a pura verdade! Com tanta indigência em Angola, como é possível existirem tantos bancos em Luanda? É fácil, não é?! Os bancos são dos corruptos do poder, e assim praticam-lhes assiduamente a lavagem dos biliões de dólares que usurpam do erário público.
Não se iludam! Kadafi, vai ter um final muito triste, é garantido.
Chegaram, viram e… espoliaram.
Não podemos continuar a viver sob a imposição de seres das cavernas.
Em Angola, nunca haverá paz enquanto os detentores dos biliões de dólares ilegais, não forem julgados, condenados e presos.
Onde há persistentes maus professores, há sempre maus alunos.
A vitória total e completa da corrupção, é quando o poder é quase quarentão.
O poder de Deus é grande, o dos corruptos também.
Para cada igreja o seu padre. Para cada rebanho o seu pastor. Em cada precipício, um ditador.
Não, não é o poder nas ruas! É o poder sem ruas.
E lanço a minha cana de pesca no mar do meu petróleo, e não me canso de pescar dólares. E quando pesco à rede, vem sempre também atestada de dólares. Ah! Como é tão bom viver assim, tudo só para mim.
Estamos num Estado de facto e de jure corrupto.

Registos Verbais.


Antes da posse (*)
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
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Depois da posse
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA
(*)Autor desconhecido, com a devida vénia de Canalmoz

quarta-feira, 16 de março de 2011

A democracia francesa financiada pelo terrorismo líbio? Ó lá, lá!



Elmundo notícia que, o filho de Kadafi garante que a Líbia pagou a campanha eleitoral de Nicolas Sarkozy, o presidente francês eleito democraticamente.
Assim, penso, que é muito provável, muito natural, que hajam mais alguns presidentes ou primeiros-ministros, também democraticamente eleitos nas mesmas condições de financiamento. E está fácil de ver, em troca a Líbia recebia apoio para a sua ditadura.
Eis que outro Tsunami, político, se forma. Quem se livrará das suas ondas gigantescas?
Estas democracias não são nada convincentes.

Português descobre fósseis de primeiro dinossauro em Angola


O paleontólogo português Octávio Mateus revelou hoje ter descoberto em Angola os primeiros fósseis de dinossauro, considerado simultaneamente uma nova espécie para a ciência a que deu o nome de «Angolatitan Adamastor».
«É o primeiro fóssil de dinossauro descoberto em Angola e é também uma nova espécie e um novo género para a ciência», afirmou à Agência Lusa o paleontólogo Octávio Mateus, que integra uma equipa de cientistas internacionais, que desde 2005 se desloca a Angola para procurar e estudar fósseis de vertebrados.
Além do «braço quase completo» do primeiro dinossauro encontrado em território angolano, a descoberta veio a tornar-se ainda mais surpreendente.
Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quando mais depressa os portugueses abandonassem Moçambique mais rapidamente os “moscovitas” tomariam controlo da situação como se verificou.


Canal de Opinião. por Noé Nhantumbo. Assaltaram o Estado, esgalharam o seu aparelho,desvirtuaram a sua natureza. Agora criaram mais um apêndice, a “Associação 8 de Março”…

Beira (Canalmoz) - Não tenhamos peneiras em afirmá-lo pois não passa da verdade. A ‘Associação 8 de Março’ recentemente criada é mais uma daquelas organizações democráticas de massas filiadas e superiormente geridas pela Frelimo. Um esforço de moçambicanos que até nem tinham ideologia alguma foi mais uma vez apropriado por um partido que se pretende omnipresente e omnipotente. As manobras do passado estão sendo recuperadas na actualidade embora com uma nova pintura. Clama-se por inclusão para esta nova associação mas sabe-se à partida que só os que alinham abertamente com as directrizes e directivas do partido no poder é que terão espaço de manifestação nela. Ao dizermos isto não estamos inventando nada. É o modus vivendi e o modus operandi de todas as organizações criadas nos “sovacos” da Frelimo.
Só quem se esquece rapidamente ou sofre de amnésia grave é que pode acreditar numa Associação como a “8 de Março” como forma democrática de manifestação. Aqueles que constituem a sua direcção sabem e tem a experiência de que para qualquer coisa é preciso consultar os órgãos apropriados do partido. O centralismo democrático de ontem ainda não é defunto.
Não se pode negar a necessidade de um “chamamento da pátria” para que jovens e outras camadas sociais se entreguem e realizem determinadas tarefas num contexto histórico determinado. Só que uma coisa é chamamento da pátria e outra bem diferente é criar as condições para que haja um abandono repentino e estrategicamente organizado de uma grande parte da força de trabalho existente num país para dar lugar a implantação de um sistema de organização do aparelho do estado que não sofresse oposição. A tese de que forças anti-independência eram fortes e que se impunha estabelecer um controle total de tudo e todos para assegurar que a independência não sofresse percalços está em sintonia directa com o que os “controladores” dos países socialistas e de orientação marxista-leninista queriam e desejavam em Moçambique independente. Quando mais depressa os portugueses abandonassem Moçambique mais rapidamente os “moscovitas” tomariam controlo da situação como se verificou. Devido a uma cooperação profunda com os comunistas e socialistas portugueses que negociaram o Acordo de Lusaka foi relativamente fácil impor uma situação que facilitasse a instalação de fortes contingentes de cooperantes provenientes da ex-URSS e seus satélites europeus e cubanos. Era efectivamente uma situação de transferência de teatro operacional da Guerra-Fria para as costas do Índico. A ex-URSS alargava de maneira efectiva sua zona de influência.
Os portugueses largavam o peso do fardo das colónias e em contrapartida a URSS implantava-se. Era necessário proceder à limpeza do terreno e isso significava que Portugal tinha que se preparar para receber uma avalanche de portugueses que residiam e trabalhavam em Moçambique.
Falar de estatísticas que realmente são verdadeiras não explica completamente as razões para o êxodo dos portugueses que se verificou. Se foram embora os portugueses também moçambicanos que haviam trabalhado como funcionários no aparelho de estado colonial caíram na desgraça e se viram reprimidos e catalogados de saudosistas, agentes do imperialismo e exploradores do povo. Era fácil e conveniente desmontar toda a máquina administrativa existente naqueles dias para abrir campo para a implantação do que consideravam um modelo superior de organização do Estado.
Mas nem a ofensiva de cooperação e de assistência técnica prestada pelos países ditos socialistas se revelou suficiente para tapar os buracos e conferir aquela dinâmica burocrática que caracteriza os países com estabilidade governativa. Moçambique que antes era relativamente desenvolvido nas áreas económicas viu-se reduzido a país recipiente de tecnologias obsoletas e de consumidor de importações provenientes dos países do COMECOM.
Foi naqueles dias que nasceu a crise na Educação pois o vazio de professores qualificados se mostrou fatal para o sistema de ensino. A qualidade dos alunos e seu aproveitamento académico deixou de ser considerado o mais importante e começaram a aceitar-se estatísticas quantitativas no lugar de qualidade. Adoptou-se uma reforma curricular que nunca mais teve tempo de amadurecer e ganhar raízes. Promoveu-se a incompetência em muitos sectores vitais e como consequência a regressão económica tornou-se uma realidade indisfarçável. Qualquer moçambicano que tivesse conotação com o partido no poder se sentia com direitos especiais e podia muito bem determinar o presente e futuro de seu compatriota. Foram tempos muito difíceis e triste memória. O estado policiado tornou-se realidade e alguns dos “palestrantes” de hoje eram activos dirigentes das máquinas postas a funcionar para controlar os moçambicanos.
O desprezo pela experiência e conhecimentos detidos por pessoas que não fugiram ou abandonaram o país revelou o tipo de postura que a nova administração possuía.
Se agora aparecem proclamando aos quatro ventos de que a história exigiu certas decisões e que muito do que foi feito realizou-se em estrita observância de preceitos para aquela situação específica, somos parte daqueles que consideram fundamental analisar friamente as coisas e não aceitar tudo no mesmo saco.
O cinismo e arrogância sempre demonstrados por certos “camaradas dirigentes” não podem ser entendidos como parte de uma decisão apropriada para lidar com uma situação como a de 1977 ou de 1984. A limitação do direito de opinião e expressão a que se tiveram de submeter milhões de moçambicanos não pode ser interpretada como uma forma de defender a pátria recentemente liberta. A privação de liberdade, o encarceramento e condução para os chamados campos de reeducação de milhares de moçambicanos porque alegadamente eram reaccionários, desempregados ou prostitutas não explica porque os quadros portugueses abandonaram o país. Nem a tese de que “não queriam ser governados por pretos” é para aqui chamada ou de alguma verdade.
É preciso reconhecer que é de louvar o papel desempenhado pelos “jovens do 25 de Setembro” na sua entrega à luta anti-colonial mas por outro lado não deixa de ser verdade que esses mesmos jovens foram estrategicamente utilizados pelos seus “mentores” para a realização de agendas que jamais imaginaram ou que talvez muito poucos dentre eles algum vez souberam. É preciso prestar atenção a vozes como as de Marcelino dos Santos quando por vezes diz que “ele” é a Frelimo. Dá para entender que nem todos os que se dizem membros da Frelimo tem um conhecimento pleno da sua história e de alguns contornos que a sua luta teve. Quando Mariano Matshinha avança que alguns aspectos do Acordo de Lusaka permanecem secretos por decisão dos negociadores de ambas as partes, estamos em presença de elementos que permitem concluir que há muita coisa efectivamente escondida. Ao público, aos cidadãos, como se de crianças se tratasse e por considerações alegadamente relacionadas com a segurança e estabilidade, não se permite que saiba de determinadas combinações efectuadas em seu nome. Que isso é perigoso já todos tivemos a oportunidade de sentir. Essa mania de catalogar como segredo é a maneira mais fácil de controlar os outros e os recursos dos outros ou de todos. Assim se torna possível negociar com vantagens e com conhecimento prévio das coisas e das agendas na mesa. Assim se explicam as facilidades que são dadas a alguns portugueses e não a outros na implantação de seus projectos de investimento em Moçambique nos dias de hoje.
Não é por acaso que Almeida Santos é o chefe do looby português em Moçambique. Afinal ele foi um dos participantes nas negociações de Lusaka e depois desempenhou a pasta de ministro para a Coordenação Inter-Territorial de Portugal naqueles anos de crise, se não estou em erro.
Nada é linear e nem tudo se faz como possamos pretender. A correlação de forças, factores endógenos e exógenos interferem nas políticas e decisões que se tomem. A história não é imaculada ou feita por puristas ou puritanos. Não se pede que os “palestrantes” de ontem e de hoje abrigados em seu partido mudem a sua maneira de ser ou que se rebelem contra seu partido. Só queremos manifestar o nosso firme desacordo na utilização abusiva de fundos do erário público para a criação de mais uma organização para defender a supremacia da Frelimo em Moçambique.
Quanto aos corpos directivos eleitos ou nomeados auguramos e desejamos bom trabalho e que sobretudo saibam ganhar a confiança dos jovens do 8 de Março. Dependerá de vós distanciarem dos ditames partidários e tornarem-se numa organização abrangente e de interesse nacional ou serem uma “mascarada” de organização determinada em “dividir para reinar”.
A agenda nacional de hoje como a de ontem ultrapassa os meros objectivos partidários e importa que se abandonem aquelas pretensões de pureza de intenções e procedimentos que alguns dos “mentores” de organizações como a de 8 de Março se arvoram possuírem.
Humildade, responsabilidade e verdadeiro amor à pátria superam falsos protagonismos e mania de aparecer em “todas”.
Compreender as circunstâncias daqueles tenebrosos dias de “8 de Março” exige que se estude e se analisem os factos de maneira desapaixonada.
Foi uma emergência nacional ou foi antes uma conspiração e maquinação dos agentes de Moscovo para dominarem definitivamente a situação em Moçambique? Foi simplesmente mais uma intervenção de uma liderança que tinha exagerado nos seus esforços de normalização governativa de seu país ou foi um reconhecimento tácito de que se havia falhado no modelo adoptado e aconselhado? De repente se viram confrontados com uma situação que não tinham meios humanos para controlar e decidiram que o caminho era recrutar os jovens e colocá-los sob o controlo directo dos seus homens de confiança? O que realmente foi aquela declaração do 8 de Março?
Espero que não me apareça alguém catalogando minha posição de saudosista ou de um adepto da teoria de conspiração. Sou simplesmente um moçambicano que já foi enganado pelos “palestrantes” de ontem e que não vai concerteza aceitar que o obriguem a repetir a dose… (Noé Nhantumbo)

Imagem: rotamogiana.blogspot.com

sábado, 12 de março de 2011

Banco Millennium Angola. Um banco da ditadura MPLA-Sonangol


Banco Millennium Angola, um banco da ditadura dos trinta e tal anos
É necessário organizar uma grandiosa manifestação contra este banco
A ditadura do Banco Millennium Angola colabora na matança da população, no melhor estilo Khadafi
O que pretende mais espoliar o Banco Millennium Angola?
Ilegalmente situado nas traseiras da rua Rei Katyavala 109, Zé Pirão, Luanda. Espoliou o terreno, mantêm um gerador que assassina lenta e seguramente para a morte os moradores do prédio. Agora, 13 Jan11, dois mercenários portugueses tiraram cerca de uma trintena de fotos, a quem estivesse ou assomasse nas varandas do prédio, e demais locais, como numa missão de espionagem. Pelos vistos procuram um pretexto para nos espoliarem o prédio. A banca portuguesa está falida, e Portugal também, claro. Agora vêm para Angola reiniciar outra guerra de colonização? Não lhes é suficiente a destruição de Portugal? Olhem! A situação económica e social por aqui está demasiado perigosa. Não acirrem mais os espíritos, porque só de pensar no que actualmente acontece, e a seguir acontecerá, causa arrepios.

A foto captada em flagrante delito não é demasiado convincente para julgamento e competente indemnização? Brevemente a justiça triunfará.

Editorial. A “farra” chegou à “lixeira”. Quem pega na vassoura para varrer este lixo?


Maputo (Canalmoz) - Isto de facto está lindo. Muito honestamente, no seio deste regime andam todos “loucos”. Já ninguém conhece limites. Os abusos são intoleráveis. A todos os níveis. O País nas mãos deste tipo de senhores está realmente podre. Se havia dúvidas agora já há só praticamente certezas. A farra chegou à lixeira. Mas se para uns isto pode parecer o fim da esperança, para outros parece antes o fim da bagunça. Porque o Povo já abriu os olhos e só resta saber se saberá usar de inteligência para mudar as coisas manifestando-se sem estragar ou se se sente bem assim no meio desta bagunça e vai levar-nos para pior do que já estamos.
A “mamada” já chegou ao Conselho Constitucional. Até aqui ainda ia conseguindo dar um ar da sua graça. Acabou. O próprio presidente do órgão já fez dos fundos do Estado a sua machamba. Uma pouca vergonha!
Pelos discursos na abertura do ano judicial se alguma credibilidade ainda se podia encontrar nos tribunais e na Justiça agora está tudo visto. Já ninguém sabe em quem confiar. Já não é só o regime em si que está caduco e desajustado. Na dita elite, buscando e rebuscando, pouco ou nada sobra para que se continue a acreditar que é possível mudar.
Não se sente movimento para alterar as coisas. A sociedade não se mexe mas sente-se que está muito preocupada.
Os doadores tentam mexer mas repetem os mesmos erros todos os dias. Parecem um gato constantemente a ver se consegue morder o seu próprio rabo. Quando criam novos projectos não percebem que estão a mudar apenas os nomes, mas não o paradigma.
Toda a gente à espera que aconteça algo para depois deitaremos todos as mãos à cabeça?
Estamos mais uma vez no fundo do poço. É uma tristeza!... A esperança que nos encheu os corações e o peito com o fim da guerra civil, está praticamente esgotada.
Vivemos num país de isenções para uns e obrigações para o Povo. Isto não muda. Ninguém vê que o rastilho já está a arder?
Os mega-projectos têm isenções. Os partidos políticos têm isenções. O que está a dar é criar um partido político para viver de isenções e viver pendurado em empresários habilidosos.
Os deputados têm isenções. Os ministros, os diplomatas, os parentes dos governantes, passeiam-se pelas fronteiras com isenções para tudo e mais alguma coisa, pendurados em passaportes diplomáticos e com apelidos fortes.
Os homens de negócios ligados ao partido no Poder vivem de isenções pendurados nos políticos. Algumas das suas empresas são autênticas incubadoras de corrupção, ensinando como fugir dos impostos, já nem se importando que partido servem… Desde que a “mamada” dê bom leitinho, que venha o leitinho… Só percebe a que partido alguém pertence, quando se quer fazer carreira dentro do Estado. Aí sim, conta muito se fulano é da Frelimo, do PDD, do PIMO. Nos negócios é uma correria. Andam todos aos abraços e beijinhos. São todos “brothers”…
O povo só vai tendo o direito de mastigar em seco.
As ONG´s vivem de isenções do IRPS para os seus quadros expatriados. Grande parte das empresas não paga impostos. As que pagam são perseguidas por funcionários a quem o Estado emprega quase a preço de esmola deixando-os irem safando-se de “mamada” em “mamada” no nosso “maravilhoso povo”.
Os polícias não passam multas para meterem dinheiro ao bolso. É a farra nas ruas… As suas hierarquias não impedem porque assim “estamos juntos” e o país vai parecendo estar numa boa.
Os administradores usam os fundos de investimento distrital para reabilitação das casas do Estado e quase sempre quando se vai ver estão ao mesmo tempo a construir as suas próprias casas em algum lado ou a receber comissões das empresas que reabilitam os seus “palácios distritais”.
Com o Fundo de Investimento Distrital reabilitam até “pódios para comícios” que mais não são do que custos que o partido no poder trespassa para o Estado. O dinheiro do Estado está assim a alimentar quem serve o Poder ao mesmo tempo que o Governo fecha os olhos para que todos, de “mamada” em “mamada” continuem muito felizes e caladinhos.
Como é possível transformar os distritos num pólo de desenvolvimento quando o dinheiro público está a ser usado em luxos em vez de ser usado para desenvolvimento rural, construção de infra-estruturas que induzam o aumento da produtividade agrícola e assegurem o seu escoamento para os centros de consumo?
É possível acreditar na seriedade do discurso do presidente da República Armando Guebuza sobre o combate à pobreza quando se sabe que o dinheiro do Estado está a ser gasto em mordomias com verbas do Fundo de Investimento Distrital?
Os examinadores nas mais diversas escolas, incluindo os que têm a seu cargo aferir os conhecimentos dos cidadãos que se querem habilitar a algo, vendem notas, vendem diplomas, vendem cartas de condução, vendem tudo o que podem.
Os professores quando os resultados dos exames são muito negativos vêm a público dizer à sociedade para não se preocupar porque na segunda chamada tudo vai melhorar.
Em termos estatísticos continuam a enganar-nos. Na prática todos sabemos o “barril de pólvora” em que estamos metidos com este tipo de Educação. Até sabem que por este andar qualquer dia estamos a pedir aos doadores para financiar um programa de vinte anos para alfabetização de licenciados e mestrados. E eles até certamente dirão que sim pois é desses que eles mais gostam: PRAP, PARP, PARPA, PREP, PRIP, PROACRE, PRIPOP, qualquer nome serve…é preciso é que soe a música para que a “marrabenta” de mobilização de recursos financeiros sem conteúdo não perca o seu ritmo...
É uma constante festa de mau gosto…
Ninguém pergunta como é que bancos de um País pobre podem contribuir com vinte, trinta, quarenta porcento dos lucros anuais das holdings internacionais a que pertencem? De onde vem tanto dinheiro num país que não produz? Quem está disposto a rever o negócio dos bancos em Moçambique? O senhor governador do Banco de Moçambique que viu e bem que é oportuno rever as isenções dos mega-projectos o que é que irá fazer para que a banca comercial se transforme definitivamente numa alavanca de desenvolvimento em Moçambique?
Porque razão um país de tanga atrai tantos bancos? Dezoito bancos, dezenas de casas de câmbios?...
A vassalagem tem de deixar de ser mais importante do que a competência. Mas, perguntem ao ex-secretário geral do Conselho Constitucional quanto lhe custou tudo ter tentado para proteger o Estado e não deixar o seu chefe afiambrar-se com benesses? Foi ele e ficou o chefe. O Povo vai ter de continuar a pagar os apetites do ex-comissário político. O honesto Saranga já era. Os bons juízes conselheiros que se opunham e bem aos apetites do senhor juiz-presidente acabaram calando-se antes que os façam seguir as peugadas de Saranga. “Ishe Yowé”, como é bom cair em graça do senhor Guebuza…
Na Tunisia, no Egipto e na Líbia também era assim…
Perguntem ao Bastonário da Ordem dos Advogados porque é que ele está tão preocupado com o silêncio do sistema de justiça no Caso do MBS levantado pelo presidente norte-americano. Perguntem ao próprio senhor Mahomed Bachir se ele próprio está preocupado que a Justiça limpe o seu nome. Perguntem-lhe por que é que “chora todos os dias” por se considerar injustiçado e não vem regularmente a público, como tanto gostava fazer, pedir que se faça justiça? Agora seria de esperar que não se calasse nem um minuto a pedir aos seus camaradas que acelerem os processos de descoberta definitiva da verdade, mas está calado. Porquê? E por que razão os seus camaradas também não saem em sua defesa, publicamente?
Onde estão os advogados do dito “barão da droga” que diziam que iam esclarecer tudo num ápice? Estão a ver se o tempo se encarrega de fazer as pessoas esquecerem-se de que podemos estar perante um inocente ou de um dos mais vis filhos desta pátria?
Pobre País de que tanto gostamos!
Pobre povo e sua eterna paciência!
Pobre sociedade civil que só fala se os doadores lhe pagarem para isso!
Pobres cidadãos dos países doadores que andam a alimentar este gangsterismo todo quando a eles também os seus governos lhes pedem para apertarem o cinto!
Quem pega na vassoura para varrer este lixo? (Canalmoz / Canal de Moçambique)

Comité de Especialidade do MPLA para a Mudança. Circular 03/CEMPLAM/2011


Camaradas
Compatriotas,

Angola experimentou um fim de semana agitado. Muito agitado nas consciências dos cidadãos.
O 7 de Março foi o dia nacional da agitação.

Fonte: Email

O MPLA estremeceu! Este MPLA que mobilizou foi o MPLA dos corruptos, dos que querem que tudo esteja na mesma, com os parasitas vestidos de oiro e diamantes enquanto o povo vive em condições sub-humanas. É o MPLA dos que estupidificam o povo para transformarem os medíocres em génios do poder.
A presidência estremeceu!
O povo encolheu-se na sua orfandade!
O Camarada José Eduardo dos Santos mostrou o seu cinismo. Mandou os seus apaniguados fazer o trabalho sujo. Até do carnaval, onde aparece todos os anos, ele fugiu. A outra vez que faltou ao carnaval foi quando mandou prender o General Miala, o ex-poderoso chefe dos serviços de inteligência que foi seu cão fiel.
Para disfarçar, o Camarada Presidente chamou a sua clientela de líderes religiosos no dia 9 de Março. Estamos atentos aos movimentos destes pastores, como o Reverendíssimo Luís Nguimbi, que recebem malas de dinheiro, viaturas e muitos bens para traírem a palavra de Deus e a vontade do povo. A estes, reservamos a justiça divina.
Oportunistas e agitadores mostraram o quanto valem. O povo aprendeu uma lição. Está sem rumo e sem liderança.
Pela primeira vez, alguns ministros, generais e membros do Bureau Político convidaram os seus guardas e criados para se sentarem nos sofás das suas luxuosíssimas salas e conversarem um pouco sobre a vida. Até amor e amizade manifestaram para com os filhos do povo. Mostraram-se preocupados com o que se passa nos musseques. Já não dormem descansados com o medo de uma rebelião interna.
Os dirigentes tiveram medo das suas próprias sombras. Viram-se perseguidos pelos fantasmas dos seus próprios crimes contra este martirizado povo de Angola.
Psicologicamente estes dirigentes sentiram na pele o que verdadeiramente são: uma minúscula minoria que atormenta a nação inteira. Um bando de mágicos que hipnotiza um povo inteiro.
Alguns pensaram que talvez o povo tivesse despertado e tivesse dado conta de que é a maioria absoluta e que se podiam unir para acabar com a pilhagem e o desgoverno do país. Que podiam acabar com a magia. O povo já abriu os olhos, mas ainda não acordou.
Este é o poder de Deus.
Pedimos aos militantes do MPLA que redobrem os debates de grupo e reforcem o espírito de coesão e solidariedade dos CONCLAVES (Comités da Clandestinidade).
Vamos preparar as lideranças internas alternativas, da base ao topo.
Vamos educar o povo para as tarefas da mudança, com responsabilidade, sentido de justiça, honestidade e patriotismo.
Vamos denunciar a opressão, a chantagem política e a violência!
Conspiremos em paz!
Construamos a revolução, exercendo a cidadania!
Promovamos a solidariedade e o respeito pela diferença.
Democratizemos o MPLA!
Viva o MPLA!
Abaixo os corruptos!
Abaixo a má-governação!
Abaixo o Camarada Ditador José Eduardo dos Santos!
Viva Angola!
Viva o Povo Angolano!

Reunido em Benguela, aos 11 de Março de 2011.
O CEMPLAM

sexta-feira, 11 de março de 2011

A bandeira dos piratas


Os poderes dos senhores do petróleo e da Igreja corrompem-se, dividem o povo angolano, já ruandês, outra vez. A Igreja atiça o ódio partidário. A Igreja está a ir perigosamente longe demais, porque não se pode intrometer nos assuntos de Estado de um país. Esse tempo dela, de empossar e demitir reis e príncipes, já quase há muito terminou. A Igreja atiça o ódio e no final sofrerá as consequências, como no Ruanda. A Igreja destrói Angola e o mais valioso, as suas populações. O meu receio é que não haja Igreja que saiba o que é a noção de compromisso. A Igreja aliou-se aos saqueadores do nosso petróleo. A Igreja do Ruanda saúda-vos!

Lá vai, lá vão!
Jornalistas, os sem opinião, e da oposição
esfaqueados, assassinados, para a prisão
E quem se manifestar, vai apanhar
torrar
Lá vai, lá vão!
Para a fogueira da angolana
Inquisição
E lá vai, lá vão!
Para a corte marcial
e do triunvirato generalato
Lá vai, lá vão!
Na derradeira subida
da escadaria do patíbulo
espera-os a força da forca
do petróleo
Espera-os a cruz ensanguentada
desesperada
dos padres paramentados de vermelho
sangue
de um povo exangue
Espera-os o preço do petróleo
que está sempre a subir
no patíbulo da miséria nacional
apoiada pela verborreia
internacional
Este é o Carnaval da derrota do sangue
e das manifestações patrióticas
diárias
dos patriotas do petróleo
A cor vermelha da Igreja e do partido rubro
exigem a continuação, a renovação
do sangue desumano sempre
em vermelhidão
Apenas existe uma esperança, um terror
de rasgar, de regar a terra angolana
E os angolanos… de sangue
E depois de partirem um milhão de casas
agora, a próxima tarefa, é a destruição
de um milhão de carros.
A inauguração foi com as Mãos Livres
destruíram-lhe três. Faltam poucos
Destruir é fácil, qualquer um o faz
construir é muito complicado
especialmente quando se é incapaz
E o caminho da manifestação patriótica
da nossa morte indigente
é sempre em frente
Só a bandeira dos piratas
se pode erguer
as outras são para petróleo
ver
Só a bandeira dos piratas deles se pode içar
As outras são para derrubar, queimar, matar
enjaular
O petróleo da ditadura jorra
nos barris, nos biliões de dólares
Nas contas dos depósitos bancários
secretos, corruptos
Offshore e onshore
E para os verdadeiros donos, o Povo
a miséria total e completa
Somos nós e agora a Igreja
os senhores da nossa terra, do petróleo
e Deus como nosso sócio, espoliamos
e entregamos tudo aos nosso amigos
estrangeiros
E o imperialismo chinês garante-nos
que não sabemos fazer nada
que não temos direitos sobre as nossas
riquezas

Lá vai, lá vão!
No petróleo da escravidão
É preciso o petróleo desbravar
e o Povo enterrar
espoliar, vigarizar, tudo lhes
roubar
Urge garantir transporte
para esta ditadura ao Inferno
regressar

Isto também é impróprio para consumo, porque nenhuma nação pode viver mais de trinta anos na mentira permanente.
Oiçam a Lwena, analista da miséria, formada na universidade das ruas da amargura escravatura analisando a miséria galopante: «Porra! Roubam-nos tudo, daqui a pouco tempo também nos vão roubar o peixe… vamos ficar sem o nosso peixe.»
O maior erro dos ditadores consiste no envio das suas tropas para as ruas e ordenarem-lhes que disparem a matar sobre os seus pais, irmãos, irmãs, primos, enfim, toda a família e amigos. Ora, num clima de guerra civil isso demonstra a demência do ditador, porque nenhum militar dispara sobre a sua esposa e os seus filhos. Há então o recurso a mercenários, mas isso acaba por galvanizar as populações e o TPI, Tribunal Penal Internacional, contra os ditadores, que abandonados pelos bajuladores, caiem, e tudo o que amealharam, espoliaram dos seus povos que juraram governar, e que os amam muito, que não podem passar sem eles, os seus bens serão confiscados. É apenas uma questão de dias democráticos.

Quando se fala de manifestações, ouve-se publicitar amiúde pelos donos da riqueza petrolífera, que Angola não é a Tunísia, o Egipto ou a Líbia. Mas está muito correcto, porque Angola é a China, a Coreia do Norte, a Guiné Equatorial, e terminará exactamente como Khadaffi começou.

E eles, os ditadores, compram bancos para neles semearem os despojos dos esqueletos das suas populações canibalizadas. São o expoente da maldade, monstros terrestres, marinhos e aéreos. E de tão sacanas que são, até fingem que têm programas de apoio às mulheres, mas disparam-lhes, assassinam-nas sem dó nem piedade, como há pouco na Costa do Marfim. Mulheres indefesas que apenas se manifestavam na garantia que afinal de um momento para o outro os ditadores são… democratas. Isso só pode ser grande feitiço. Esse ditador, matador de mulheres que os nossos magnatas apoiam, na mortandade do comité de especialidade das guerras civis… mais uma guerra civil. E anunciam nas suas rádios, televisões e jornais que existe um Março da mulher… para ensanguentar. E os bancos são-lhes muito confiáveis e prestáveis. Têm sempre um caixão depositado… à nossa espera. E espalham bancos para o desenvolvimento económico da corrupção. Os bancos deles chefiam a família da corrupção. E onde há muita corrupção, também há muitos lucros bancários.
Ninguém se pode manifestar, mas o Politburo pode. Mas que diabólica democracia é esta que estamos a construir?! Oh! É apenas uma democracia de novos-ricos.

Lembro-me da frase do rei Leónidas e dos seus trezentos espartanos bem aplicada a todos os jornalistas e demais lutadores pela liberdade e democracia, gloriosos renitentes e resistentes contra o nosso Xerxes, que exige a tomada pela força da nossa Grécia: «Estrangeiro, vai contar aos espartanos que aqui jazemos, por obediência às suas leis.»
«O homem nasceu para lutar e a sua vida é uma eterna batalha.»
(Thomas Carlyle)
Podemos aplicar muito bem a sentença da última batalha que o nosso líder do panteão do Inferno eterno trava contra a sua população: «A maior batalha que eu travo, é contra mim mesmo.» (Napoleão Bonaparte)
Isto é tudo para queimar, e os primeiros da lista da loucura aterradora já estão a apanhar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

“Se vocês matam com a informação, nós matamos com as armas”. Prisão para jornalista, censura e perseguição em Angola


Repórteres Sem Fronteiras 9 de março de 2011 às 16:14h
A organização Repórteres sem Fronteiras está chocada com as crescentes dificuldades colocadas aos jornalistas em Angola, assim como pela atitude de desconfiança com que são tratados alguns órgãos de comunicação social. Um jornalista acaba de ser condenado a um ano de prisão, e vários outros jornalistas e meios de comunicação foram recentemente ameaçados, molestados ou censurados.

http://www.cartacapital.com.br/politica/um-ano-de-prisao-para-um-jornalista-meios-de-comunicacao-perseguidos-e-censurados

“A condenação de um jornalista a uma pena de prisão, por um caso de difamação pouco claro, é uma desonra para Angola. Solicitamos que esta decisão seja anulada na instância de recurso. Estamos preocupados pelo facto das autoridades de Luanda controlarem de forma apertada a liberdade de expressão e tentarem por vezes amordaçar os média, exercendo fortes pressões sobre os jornalistas. Esta tendência tem-se vindo a agravar nos últimos tempos, com a aproximação do próximo congresso do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, o partido no poder) e o receio, por parte do governo, de um possível contágio dos movimentos de protesto que surgiram no mundo árabe”, declarou a organização.
Um ano de prisão para Armando Chicoca, um jornalista sob pressão
O jornalista freelancer Armando Chicoca, colaborador da rádio pública americana Voice of America (VOA) e de várias revistas independentes angolanas, foi condenado no início de Março a um ano de prisão por “difamação”. A 9 de Março, o advogado do jornalista, David Mendes, que não esteve presente aquando da leitura da sentença, apresentou um recurso contra a decisão.
Actualmente detido na prisão central de Namibe, no sul do país, Armando Chicoca foi acusado de ter recolhido e difundido o testemunho da antiga empregada doméstica do juiz presidente do Tribunal Provincial de Namibe, António Vissandula, a qual afirmava ter sido despedida por ter recusado o assédio sexual do seu patrão.
Em 2007, o jornalista já havia passado 33 dias preso, por ter realizado a cobertura de manifestações contra a demolição de um mercado. No início de 2011, foi vítima de ameaças de morte e o seu irmão foi assassinado, no passado mês de Janeiro, em circunstâncias ainda por apurar.
Perseguição, censura e ameaças
A 7 de Março de 2011, quatro jornalistas do semanário Jornal Novo foram detidos em Luanda, na Praça da Independência, onde cobriam uma manifestação anti-governamental. Pedro Cardoso, Afonso Francisco, Idálio Kandé e Ana Margoso foram retidos pelas forças de polícia durante várias horas. Todos eles foram tratados de forma rude pelos polícias, que obrigaram Ana Margoso a mostrar todas as mensagens de texto do seu telemóvel e a limpar a cela antes de ser posta em liberdade.
Outra vítima da perseguição das autoridades angolanas é o semanário Folha 8, que foi censurado. No fim-de-semana de 5 e 6 de Março, agentes da segurança do Estado ordenaram à tipografia do jornal que suspendesse as impressões. William Tonet (photo), director da publicação, é um dos alvos das autoridades há já vários anos. Em 2009, foi-lhe proibido sair do território nacional.
Por fim, chegou ao conhecimento de Repórteres sem Fronteiras que, no passado dia 27 de Fevereiro, duas jovens jornalistas daRádio Ecclesia foram ameaçadas de morte por agentes da segurança do Estado. Zenina Volola e Matilde Vanda cobriam a inauguração do Quinto Congresso da Organização da Mulher Angolana (OMA), a secção feminina do MPLA. As duas jornalistas foram inicialmente desrespeitadas pelo Secretário-Geral do MPLA, Júlio Paulo “Dino Matross”, que recusou ser entrevistado, afirmando: “Não falo com a Ecclesia porque vocês tratam-nos mal”. Mais uma prova da desconsideração e da desconfiança do poder para com este órgão de comunicação. Ambas as jornalistas foram posteriormente interceptadas por agentes da segurança do Estado, que lhes exigiram as gravações do evento. “Se vocês matam com a informação, nós matamos com as armas”, foi-lhes dito para intimidá-las.

Imagem: morrodamaianga.blogspot.com

A Revolução Árabe e os Países da África Subsariana


Pretória (Canalmoz) - A onda de manifestações que tem assolado os países árabes do norte de África e do Médio Oriente levanta uma questão imediata: o resto do continente africano poderá vir a ser palco de levantamentos populares? O chamado efeito de dominó, que Henry Kissinger utilizou para descrever a expansão de regimes de índole marxista-leninista no sudoeste asiático, poderá vir a repetir-se no nosso continente? Para o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, é difícil prever um efeito de dominó na África Subsariana, mas sublinhou que os acontecimentos em curso no mundo árabe deviam “servir de aviso para todos nós, de que devemos tomar em linha de conta as necessidades dos nossos povos e que intensificar o diálogo com as pessoas”.
E o que dizem os académicos e analistas?
Escolhemos a opinião de três individualidades, nomeadamente do Dr. Michel Cahen, pesquisador do Centro de Estudos da África do Norte, em Bordéus, França; do Dr. André Thomashausen, professor de Direito Internacional Comparado da Universidade da África do Sul (UNISA); e Victor Ivanov, director do Serviço Federal de Controlo de Narcóticos da Rússia (SFCDR).

Opinião de Michel Cahen
Há uma nação árabe, não há uma nação africana
Os processos revolucionários na nação pan-árabe têm até agora poucas consequências na África subsariana, com raras excepções (Djibuti, Estado membro da Liga Árabe). Se, pelo contrário, têm consequências no Irão, é mais por causa da fraternidade geopolítica (sensibilidade popular, em parte por causa da luta comum contra a política de Israel e da política dos Estados Unidos na região) do que pelo o Islão (caso contrário, todo o mundo muçulmano, particularmente na Ásia, estaria envolvido). Em contrapartida, embora a Tunísia, o Egipto e a Líbia sejam também países africanos, o movimento social e de oposição democrática da África subsariana não parece (ainda?) estimulado pela revolução árabe.
Certamente, o sentimento de ser parte da mesma nação, não desempenha aqui um papel. O pan-africanismo nunca foi um movimento de elite ou de diáspora. A nação árabe existe, mas não a africana.
Há motins e movimentos sociais na África subsariana que estão longe de serem apenas "étnicos". Às vezes têm consequências directas a nível político, como foi o processo de Sopi ("mudança") no Senegal, em 1999-2000. Mas muitas outras vezes, há desconexão entre o movimento social e suas possíveis implicações políticas.
Importantes motins populares eclodiram em Maputo, capital de Moçambique, a 1, 2 e 3 de Setembro porque o governo havia decidido nada menos do que aumentar o preço do pão, o arroz, a água e da gasolina. Como na Tunísia, o apelo à mobilização foi lançado através de SMS, por activistas desconhecidos (os sindicatos tinham abandonado a mobilização).
Como na Tunísia, o movimento foi largamente espontâneo e a repressão muito violenta (entre 13 e 18 mortes e cerca de 500 feridos). No entanto, aquilo de modo algum destabilizou o regime do presidente Armando Guebuza (frequentemente cognominado “Guebuziness”), que contudo teve de anular os aumentos. Nenhuma reivindicação directamente política emergiu da cólera popular, enquanto a decisão de aumentar os preços de produtos de primeira necessidade para uma população sempre no limiar da pobreza absoluta ilustrava o mundo que separa a esfera governamental da população.
A oposição, incapaz de vir em defesa da vida quotidiana do povo, não teve nenhum papel no caso. As verdadeiras ONG, frequentemente corajosas mas esqueléticas, também não.
(Excertos de um artigo de opinião publicado no jornal francês, Le Monde, de 3 de Março de 2011. “Révolution arabe : en attendant l'Afrique…”)

Opinião de André Thomashausen
Dúvidas quanto ao alastramento da Revolução Egípcia e sua transformação em Revolução Africana

O elemento qualificador de uma revolução é, pura e simplesmente, a ruptura com a evolução. Como oposto da evolução, uma revolução não tem como objectivo a melhoria de um sistema constitucional e governamental existente, mas antes a substituição radical e derrube desse mesmo sistema. Uma revolução procurará substituir valores fundamentais existentes de uma sociedade por novos princípios e valores novos e em oposição aos existentes, e isto poderá acontecer com ou sem o emprego de violência.
Consequentemente, nunca será possível iniciar uma revolução sem a existência prévia de uma crise de valores e crenças sobre os quais assentam a legitimidade de um sistema constitucional e governamental. As tentativas de se provocar uma revolução com a ausência de tais condições pré-revolucionárias nunca resultarão numa revolução, mas meramente naquilo que é conhecido na América Latina por “pronunciamentos” ou simples revoltas, em que de forma ilegal se substitui um grupo de dirigentes por outro.
O cenário mais provável em África continua a ser o de “pronunciamentos” ou golpes, em vez de levantamentos populares. À excepção da África do Sul, os milhões de cidadãos da classe média, educados e imbuídos de consciência política, que vemos e continuamos a ver em locais públicos na Tunísia, Egipto e Líbia, simplesmente não existem nos países africanos.
Em Angola, na Guiné Equatorial ou no Zimbabwe, por exemplo, não há sinais de qualquer crise de identidade entre as classes dirigentes. À excepção de um pequeno número de académicos, a maioria é subserviente e compete avidamente para ter acesso político e benefícios. A classe média é quase na totalidade empregada ou dependente do Estado. As classes trabalhadoras encontram-se fracamente organizadas ou não possuem qualquer forma de organização. Não há grupos economicamente privilegiados que possam operar fora da esfera do apoio e aprovação do governo. E os governos não se encontram de nenhum modo na defensiva, mas antes em controlo da situação, expandindo e reforçando continuamente os seus sistemas de nepotismo burocrático, tradicional e tribal.
Nestas circunstâncias, as únicas expectativas realistas para o futuro imediato podem ser ou o advento de rebeliões populares de massas totalmente desesperadas e esfomeadas, ou a perda de unidade entre a elite dirigente, resultando em golpes que de forma oportunista procurarão obter a aprovação por meio de levantamentos populistas, mas não necessariamente espontâneos. Estes levantamentos serão inevitáveis em países como Angola e o Zimbabwe, onde a idade avançada dos dirigentes enfraquecerá naturalmente a sua capacidade de manter a união das facções e clãs em competição.
Em suma, e embora tenha dúvidas quanto ao alastramento da Revolução Egípcia para que se transforme numa Revolução Africana, sinto-me optimista quando ao poder persuasivo dos princípios da democracia, liberdade individual e do Estado de Direito como as grandes energias modernizadoras de África. (Excertos do texto original em inglês, “Chance or Risk of Contagion from the North of Africa to sub-Saharan countries”, 2 de Março de 2010)
Opinião de Victor Ivanov
O narcotráfico como causa das revoluções em curso no norte de África
A enorme concentração de tráfico de narcóticos no Norte de África não só ameaça a União Europeia, mas desestabiliza também a situação em todo o continente africano, o que já provocou golpes de Estado numa série de países, de acordo com Victor Ivanov, director do Serviço Federal de Controlo de Drogas da Rússia (SFCDR).
“E devo dizer que a situação que se cria não é nada simples. Nas últimas décadas, no «baixo-ventre mediterrânico» dos países da União Europeia (UE) formou-se um grande potencial destrutivo devido aos narcóticos, que constitui uma enorme ameaça aos habitantes da UE”, disse Ivanov durante uma visita a Roma.
De acordo com o director to SFCDR, em África, principalmente na região do Saara, confluem várias correntes potentes de tráfico de narcóticos. “A primeira, trata-se do tráfico cada vez mais poderoso de cocaína da América Latina através dos Estados da África Ocidental e Setentrional para a Europa. A segunda corrente é de heroína e entra na Europa também através do Norte de África”, frisou.
Além disso, Ivanov fala de um terceiro fluxo, de haxixe, que é produzido em Marrocos e também entra na UE através do Norte de África.
“Em grande parte, a enorme concentração desses tráficos no Norte de África, por um lado, ameaça os cidadãos da UE, e, por outro lado, destabiliza a situação em toda a África”, acrescentou.
Segundo o SFCDR, foram precisamente esses tráficos e a luta pelo seu controlo que “provocaram golpes de Estado numa série de países de África”.
“Basta recordar os acontecimentos na Guiné, o golpe de Estado na Guiné-Bissau, que terminou com o assassinato do presidente, o golpe no Níger e na Mauritânia”, precisou.
“Segundo os nossos dados, foram precisamente os tráficos e o movimento gigante de narcóticos, que originaram criminalidade organizada, cartelização, que conduziram à destabilização da situação na Nigéria, Costa do Marfim, provocaram convulsões na Argélia, Tunísia, Líbia e Egipto”, acrescentou.
O chefe SFCDR explicou que os narcóticos têm duas consequências conhecidas: influência negativa na saúde e na ordem pública.
“Mas há uma terceira consequência que está ligada ao movimento global de grandes quantidades de narcóticos: problemas ligados à desestabilização das situações políticas, dos regimes, que têm sérias consequências políticas”, sublinhou. “Figurativamente falando, pode-se dizer que as revoluções nesses países infiltraram-se pelos canais de tráfico de narcóticos”, concluiu Ivanov. (inhttp://darussia.blogspot.com) (Redacção)

terça-feira, 8 de março de 2011

Rede do crime adolescente


O site ghostmarket.net era um fórum especializado para criminosos do mundo virtual trocarem números de cartões de crédito roubados e dicas sobre crimes virtuais como invadir computadores para roubar informações. O endereço foi retirado do ar e seu mantenedor, Nicholas Webber, de 19 anos foi preso e deve cumprir uma sentença de cinco anos.

Ele foi encontrado pela polícia depois de tentar usar um dos cartões roubados para pagar a conta de um hotel em Londres. A polícia vasculhou o notebook dele e encontrou mais de 130 mil números de cartões de crédito, que podem ter resultado em perdas de aproximadamente R$ 43 milhões (£16 milhões). Três de seus cúmplices também foram sentenciados a cumprir pena.

O site tinha mais de oito mil usuários que compravam e vendiam informações sobre cartões roubados e contas bancárias. O site também dava dicas sobre a prática de hacking e instruções para a venda de drogas. A polícia descreveu o ghostmarket como um “supermercado para criminosos”. Apesar do site ter sido removido pela polícia, outros muitos ainda estão em operação trocando informações criminosas.

Um relatório de 2008 da companhia de segurança Symantec mostrou que 98% dos servidores dedicados a trocas ilegais de informação têm um tempo de vida de seis meses, pois seus donos mudam constantemente seus locais virtuais de operação para evitar serem encontrados. Está ficando difícil escapar dos perigos da internet. [NewScientist]

http://hypescience.com/rede-do-crime-adolescente/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+feedburner/xgpv+(HypeScience)

Hypescience

segunda-feira, 7 de março de 2011

A RUA DO SOL NASCENTE (actualização)


Estou abrasado nas catorze horas da tarde no vulcão solar da terra. É que o ar não está quente, está ardente, como se o inferno adquirisse morada, e daqui não mais desejasse sair. Embrenho-me na rua dos cidadãos sem pátria, onde qualquer automóvel depois de a atravessar deixa uma nuvem de pó vermelho da cor da miséria. A azáfama é a habitual, digna da actividade marginal. Os bebés viajam nas costas das mães, enquanto elas se esforçam na paciência e sorte de alguém, a maioria utiliza o feitiço, que lhes compre algo da escravidão da sua sobrevivência.
A ronda dos ditadores faz-se omnipresente com exército, guarda presidencial, forças de segurança especiais, polícia antiterror, polícia secreta, e outras tantas forças apenas para desabarem sobre as populações, se elas ousarem manifestar o seu descontentamento. Vida de ditadura é repressão permanente de canhão.
As desgraçadas estão no olho da rua porque lhes espoliaram as lavras, as terras, destruíram-lhes as casas, a que jocosamente os novos-ricos lhes chamam de casebres. Antes, onde faziam o seu negócio da venda, apareceram uns espertalhões das desordens superiores que lhes chamaram de burras, porque não sabiam que tudo é pertença do Estado. E com o cuidado de prevenirem que afinal também são donos das pessoas. Tanta conversa suja para logo em seguida anunciarem nos meios de difusão massiva integralmente partidarizados que a miséria das populações vai acabar, porque mais um shoping center se vai edificar pago com dinheiros ilícitos. Aliás, tudo se compõe de ilicitude. Mas não é por demais evidente que casa de espoliado é casebre? Os maridos, e demais idiotas que acreditaram na tal luta de libertação deles, esperam pela mesada em vão. Só a tudo têm direito quem é eleito do partido sem coração da família sem restrição.
Os reconhecimentos policiais são constantes, esvoaçantes, verdejantes como as moscas de bojos possantes. Os cumpridores da lei ficam contentíssimos quando lhes ordenam executá-la nas zungueiras e similares, que é o que existe demais. E atiram-se desumanamente sobre as infelizes que nasceram por muito azar num Golfo da Guiné onde o petróleo transpira por todos os poros novos-ricos. Aqui já não existe terra, nação, pátria, população, mas apenas o martírio diário dos barris de petróleo. Mas os polícias não vão policiar as empresas e os empresários da corrupção, não. Apenas policiam a estrema pobreza da expiação. E carregam à Khadaffi sobre as miseráveis que totalmente indefesas, injustiçadas, até queimadas como feiticeiras. E os barris de petróleo sucedem-se, enquanto nos palácios da ditadura se festeja mais um acontecimento importante: o preço do petróleo sobe, sobe… dá e sobra para pagar a mercenários.
Frequentemente como se acompanhadas ou protegidas de nuvens de pó, novo sistema de alta tecnologia de segurança importado (?) desfilam desabridas escoltas de dirigentes fingindo que resolvem os problemas do povo, quando na verdade, resolvem os seus interesses pessoais e os das suas famílias. Porque ainda existe a teimosia que governar é colocar toda a família no poder, para que se mantenham os negócios, os palácios, e a miséria das populações seja sempre abrangente. O povo é um jardim zoológico, com a diferença de que no zoo é habitual darem comida aos animais, neste zoo humano não. Cada um que assalte o seu pão de cada dia.
A actividade da especulação imobiliária progride como coelhos que se multiplicam extraordinariamente: o único trabalho é alimentá-los e nascem, reproduzem-me epidémicos como os mosquitos do paludismo. De tal modo que dentro de pouco tempo não existirá nenhum local livre, porque tudo se destruiu com novos... estruturantes.
E dos muitos carros luxuosos pagos astronomicamente com as contas da contabilidade que não existe, Angola não tem contabilidade organizada. Os Técnicos de Contas trabalham na ilegalidade, ao sabor da invenção de documentos das entidades patronais, e se não se acomodarem correm o risco do despedimento coercivo, e se ousarem abrir as bocas pende-lhes o assassinato. Pudera, a perda da vida humana está tão vulgarizada. Perante isto, não é possível falar de empresas e empresários. «Perguntem ao vento que passa».
Descem dos seus afamados coches triunfais, carregados de luxo petrolífero, novas-ricas na anedótica tentativa de imitação de figuras famosas da música e do cinema, com orgíacas e reluzentes pulseiras de diamantes pagas a cento e cinquenta mil dólares. Enquanto na Rua do Sol Nascente morre-se facilmente, porque não se tem dinheiro para comprar coartem para curar a malária.
O nosso futuro é inevitavelmente revolucionário.
Assim não, porque a revolução é inevitável. Pode-se colmatar por agora, mas ela acontecerá, infelizmente parece com extrema violência porque ninguém está interessado em travá-la. Os milhões, biliões de dólares do petróleo são muito mais importantes que qualquer ser humano, cidadão angolano perdido na Rua do Sol Nascente.
As manas Lwena e Maria abancaram-se à toa. A Lwena vende cigarros, mau uísque, desse para consumo dos seguranças, bolachas, mais algumas coisas e gasosas. A Maria é kinguila, vende e compra moeda estrangeira, só dólares e euros. E claro, já estão aprontadas para lerem o jornal do dia. Maria activa-se, remexe-se, e inicia o seu folhetim jornalístico:
- Olha, agora andam na guerra das bandeiras.
- Como assim?!
- Vou-te já contar: a vida decorre normalmente. Nas ruas jovens vendedores e zungueiras fogem depois das espoliações e surras da polícia. Os geradores, ninguém confia na ditadura da electricidade, lançam fumo tóxico mortal, o único país do mundo onde isto é normal, e a barulheira intencional para encher o saco do vizinho. Tudo o que é ilegal valoriza-se. Parece que ninguém tem noção do que é lei. Os novos-ricos então, ainda sob a protecção da ditadura, mas já com o peso da síndroma Tunísia, não querem saber se os vizinhos estão a morrer ou não, com as suas tropelias de quase quarenta anos legalizadas. E teimosamente dizem que é uma antiga ditadura democrática, logo, quem não é da ditadura, é contra ela. Nada mais fácil do que isso. A bandidagem já incontrolável, pois são mais que as mães, e apesar de Angola estar infestada de petróleo por todo o lado, e isto justifica a deportação dos sem futuro para os rincões, pois o petróleo é incompatível com o povo. Este, ao pé do perfume petrolífero, apresenta um valor exíguo. E onde há petróleo, há dinheiro, e o resto não interessa.
Os corruptos continuam com a justificação, de que não senhor, o dinheiro que ganham, é com muito suor esforço e lágrimas. Claro que isto não convence ninguém, e eles parecem fingir que pela banda está tudo numa boa. Os políticos sempre com as mesmas políticas de quarentena já quarentona, quando abrem as bocas, é de fugir, tipo, salve-se quem puder. Nada mais insuportável, do que ouvir sempre os mesmos com o mesmo dicionário.
Entretanto, a banda atingiu tal desenvolvimento tecnológico, que até para cortar uma chapa de zinco, ou serrar um vulgar tubo de ferro, é necessário um chinês ou um português. E o tuga recorda-nos muito cioso os regulamentos dos tempos coloniais. E afirma sem pejo: «Na minha empresa, negro não pensa, executa.» Provando com isto que a banda ainda não é independente, e que o sem futuro ainda não se libertou da escravatura.
Os problemas do povo subsistem na intolerância política, como se a banda fosse uma prisão cercada de grades de Kabinda ao Kunene. Aí, não sei em que bairro, apesar da proclamação da independência e de uma nova Constituição, a intolerância política revive os bons velhos tempos da intransigência revolucionária. É necessário alimentar o facho e o forno da revolução, e quem nela não se enquadrar, a pena de morte é de se esperar.
Um professor vulgar militante de um partido político da oposição sobrevivente, tem o direito de hastear a bandeira do seu partido no bairro do seu coração, não é?! E assim o fez, mas há sempre alguém que espia, que diz sempre sim. A polícia política é como a Igreja, só acredita num Deus. E claro, prenderam o professor militante. E ele pergunta aos novos mentores do campo de concentração da banda, aqui dignamente representados por um chefe da polícia: «Mas afinal, estou preso, porquê?». «Prontos! Já te estás a fazer de parvo. Então não sabes porque é que foste preso?». «Absolutamente que não!». «Estás preso… porque és de um partido da oposição ilegal!». «Ah! Essa está muito boa, então como é, a banda é só para vocês?» «Evidentemente, aqui não há lugar para mais ninguém. Vais ser julgado e condenado sumariamente.» «Então serei julgado por ser militante de outro partido político?!». «Correcto e afirmativo!».
E veio em socorro do professor o secretário-geral do partido da oposição ilegal. Entra em cena e afirma peremptório: «Farei uma greve de fome em defesa desse homem. Esse professor é-me mais valioso que todos os vossos poços de petróleo». «Ai é?! Que bom, faz lá a tua greve de fome. Junta-te aos nossos exércitos de esfomeados... e esperamos que morras, será menos um que chateia. Até porque temos instruções para acabar com todos vocês, pois parece que não, mas ainda são muito perigosos, e estão implantados em todos os recantos... como uma epidemia cancerosa. Ah! Já sei o que queres… almejas ser lembrado como o mártir da liberdade, não é?! A tua morte será certa, como a nossa vitória». «Ao que chegámos, até os vossos sobas prendem gente?!». «Claro, ó Mártir! Temos orientações superiores para prendermos quem quisermos. A banda é nossa, porra!!!». «Absolutamente, e quando a síndroma Tunísia lhes bater às portas, vão fazer mais como então?!». «Essas coisas aqui nunca chegam. Temos órgãos devidamente estabilizados, quero dizer, estalinizados, policiais e de defesa suficientes, postados por todos os lados como parasitas, não sei se estás a ver. Os olhos e ouvidos da nossa revolução que é imparável. O nosso poder é eterno e abençoado pelas potências internacionais e pela nossa Santa Igreja. O petróleo dita as regras do jogo».
O Mártir preferiu o silêncio. Meditou, que o fim de qualquer ditadura é sempre igual. Como se os problemas de um país se resolvessem na continua prisão e repressão. Quanto mais o poder diariamente e arbitrariamente infligir ferocidade sobre o seu melhor bem que é a população, o dia fatal chegará. E tudo e todos se erguerão, e a ditadura varrerão. E o Mártir confesso da democracia, preparou-se física e mentalmente para enfrentar os caminhos da greve de fome. Os caminhos da vitória gloriosa, da libertação, contra a opressão. Assim falou o Mártir da democracia.

Imagem: heeygirl.blogspot.com

A ditadura das manifestações da paz da energia eléctrica



Pelos apagões anotados aqui na banda, facilmente se vê que as coisas continuam de mal a pior, apesar de os governantes nos garantirem que a nossa vida vai melhorar. Mas a nossa vida está sempre a piorar, e não há mais em quem acreditar. E por incrível que pareça, encetaram uma louca campanha partidária que é de ferir os nossos ouvidos.
Regressaram quarenta anos atrás, outra vez para a desgraça marxista-leninista, acreditando que isso é outra vez possível. Completamente desnorteados de Kabinda ao Kunene, não sabem o que fazer, porque estão isolados de massa cinzenta, os cérebros abandonaram-nos, ameaçam tudo e todos na tentativa desesperada da sobrevivência. De que Angola não é a Tunísia, o Egipto, etc. Quando já na Perestroika e no desastre da economia global também juravam o mesmo. Que essas coisas nunca aqui chegariam porque estamos incólumes, vacinados.

Eis o registo dos apagões de Fevereiro 2011
27Fev 06.00-17.38, 22.48-23.59 24Fev 12.29-12.43 21Fev 15.03-15.20 17Fev 13.38-14.19 16Fev 20.19-20.35 15Fev 12.04-12.51 13Fev 06.44-17.14 11Fev 01.58-02.20 10Fev 16.14-16.53, 16.56-17.01 09Fev 15.08-15.45 08Fev 12.15-12.33 07Fev 10.42-10-53 06Fev 08.24-10.24 02Fev 18.03-18.35 01Fev 22.09-22.54

Carlos Gil porta-voz da EDEL, Empresa de Distribuição de Electricidade de Luanda, disse em entrevista à LAC-RNA, que as empresas do canteiro de obras de Luanda destroem os cabos eléctricos e não assumem as suas responsabilidades.

Agora também já temos apagões na Internet:
PCA da Angola-Telecom forçado a dizer que corte da internet deveu-se a falha técnica.
Segundo a Rádio Ecclesia, há uma avaria na Angola Telecom que afecta milhões de angolanos, incluindo operações bancárias. Parece que o ministro de tutela fará um pronunciamento
Segundo a rádio LAC-RNA, a falta de Internet deve-se a uma avaria no cabo submarino na zona do Cacuaco.

E apagões na distribuição de água:
E da distribuição da água que está tão corrupta, que primeiro abastecem as ditaduras deles: os palácios, torres, prédios, condomínios, tanques subterrâneos, e depois os miseráveis que estão sempre em último lugar, como compete numa ditadura altamente militarizada, e abençoada pelas nossas santidades da Igreja, que não tendo mais onde ir buscar dinheiro, bajulam o bando do petróleo para conseguirem alguma coisa para sobreviverem, porque trabalharem não sabem, a não ser o santificar o santo nome do deus deles em vão. Porque há mais do que um deus: o deus inventado, o da Igreja, e o Deus real, o dos escravos, incompatível com os sacerdotes que nos falam rodeados pelas chamas do Inferno.

Quando o mesmo é desaconselhado aos subdesenvolvidos?


OS PAÍSES DESENVOLVIDOS CONTINUAM A TER EMPRESAS PARAESTATAIS
Quem não cuida de si próprio vive em sobressaltos…
Beira (Canalmoz) – A economia mundial está em crise e os países com menos recursos aguentam ou suportam um fardo desproporcional. Num arranjo ou concerto de fortes regras do relacionamento político-económico estão de tal maneira elaboradas que ganha sempre o mesmo num combate completamente desigual.

Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo

Os organismos multilaterais que dirigem as finanças internacionais são a cara da dominação mundial por um grupo de países que acontece serem os mesmos que venceram a última guerra mundial.
Com sistemas liberais económicos instalados estes países acordaram entre eles todo um conjunto de regras que lhes permitem aceder a recursos e utilizá-los em seu benefício.
Naquilo que é considerado de interesse estratégico todos estes países possuem acções do Estado em todas as esferas de produção. Desde ao fabrico de sistemas de armas ao aprovisionamento de petróleo e alimentos seus governos têm uma palavra a dizer. Muitas vezes as investigações e pesquisas de topo e que envolvem grandes concentrações de recursos são inteiramente pagas pelos governos e depois os resultados apropriados pelas corporações privadas. Existe um forte sentimento de que para se manterem à frente dos outros há que reservar fundos para a pesquisa e que sectores chaves para a defesa nacional têm de estar completamente sob controlo governamental.
Assim embora a Boeing seja uma corporação privada ela vive substancialmente dos contratos que possui com a Força Aérea americana e outros departamentos das forças armadas daquele país. Mesmo o seu ramo de produção de aeronaves civis conta com um amplo apoio do governo americano.
Na França os aviões de guerra são produzidos por um consórcio em que participa o governo francês.
Na Inglaterra e noutros países o mesmo acontece em diversas esferas da produção de bens julgados estratégicos e de interesse nacional.
Quando o governo dos EUA foi em socorro da General Motors e de bancos e outras empresas daquele país em plena crise financeira internacional não se ouviu nenhum executivo do Banco Mundial ou Fundo Monetário Internacional manifestar-se contra aquela intervenção.
Quando se sabe que a maior parte da produção chinesa comercializada internacionalmente desde brinquedos a veículos é feita por empresas estatais, do exército daquele país ninguém se manifesta contra.
Todo este historial tem a ver com a situação de países como Moçambique que à boleia do BM/FMI enveredaram por políticas de liberalização selvagem de suas economias e agora se vêem abraços com crises em todo o seu sistema produtivo. Mesmo naquilo em possuíam vantagens comparativas agora não passam de importadores ou vendedores de ‘comodidades’ minerais ou agrícolas em bruto. A apetência ou corrida aos créditos que as instituições multilaterais prometiam levou-lhes a hipotecar os fundamentos económicos de seus países. Ignorando as dinâmicas e as causas de seus problemas correram pelo dinheiro e agora estão simplesmente sufocados de dívidas e seu valor ou índice creditício não para de descer.
Enquanto seus conselheiros e assessores internacionais se preocupam com stocks de alimentos e procuram a todo o custo garantir que não haja dependência nos produtos essenciais da parte de governos como o de Moçambique só vêem lamentações e exclamações relacionadas com a provável subida dos preços do petróleo no mercado internacional e suas consequências para a economia nacional. Os governos não são proactivos nem possuem agendas que signifiquem disposição de encontrar soluções para os problemas de seus países.
Vamos utilizar Moçambique como exemplo sobre o que se passa no domínio agrário. Este país possui tudo para ser auto-suficiente e exportador de produtos agrícolas mas na actualidade é deficitário até em tomate e cebola. Cronicamente dependente de importação de trigo e cevada quando muito bem poderia produzir uma larga parte das suas necessidades. Onde está o obstáculo principal para que algo de interessante aconteça neste país? Porque não se aproveitam os recursos existentes? Pelo que tudo indica quem governa não conseguiu até aqui situar-se nesta área específica da economia e o que faz é por impulsos externos. Houve a febre do tabaco nalgumas províncias e destruíram-se pomares de citrinos para semear tabaco. Agora importam-se citrinos dos países vizinhos. Semeou-se jatropha numa corrida desenfreada contando com exportações fabulosas para os consumidores do primeiro mundo. E pelos vistos ainda ninguém ganhou um chavo com mais fruto de uma “revolução verde” de gabinete.
Quem se pretende governo deve possuir uma agenda estratégica e uma visão do mesmo tipo. O que é estratégico e vital para o país não pode ficar refém da especulação reinante no mercado de futuros tanto em alimentos como em energia. Quem governa com senso e transparência é capaz de aglutinar conhecimentos e experiência cruciais para a elaboração de planos que vão de encontro com a realidade e que ajudam a resolver os problemas existentes.
Não se pode dizer não à cooperação internacional nem as instituições de Bretton Woods mas pode-se construir capacidade interna de produção e armazenamento dos stocks vitais de que o país necessita. Se os outros constituem joint-ventures entre governo e privados porque não pode o governo de Moçambique juntar esforços e meios e estabelecer empreendimentos agrários de grande porte para intervir na produção e comercialização? Isso decerto que não está proibido. Não que o governo vá produzir. Ele só teria que fomentar de modo prático a produção envolvendo empresas de preparação de terras, empresas de assistência técnica que contariam com participação financeira do estado. Aqueles dinheiros que foram praticamente oferecidos pelo Tesouro a empresas detidas por “camaradas” poderiam muito bem ter sido utilizados para alavancar empresas moçambicanas de produção agrária e sem vínculos políticos com quem está no poder.
A produção, a batata ou o milho não tem partido nem são filiados em alguma organização democrática de massas. Agir assim é consentâneo com o interesse nacional pois os alimentos são estratégicos da mesma maneira que o petróleo. Os preços quando sobem sufocam os cidadãos e isso como se sabe é uma fonte de potenciais conflitos sociais.
Se toda a planificação que se faz no domínio da agricultura tem em vista pescar vantagens que resultem da participação deste ou daquele governante na autorização dos projectos de grande porte como o das bananas do Nampula ou alimentos de Vanduzi ou Chokwé, o país produzirá para a sua auto-suficiência. As empresas que se instalam no país com capital predominante estrangeiro tem agendas e objectivos próprios que passam por opções que nem sempre coincidem com aquilo de que o país carece.
É preciso encontrar formas diferentes de abordar a questão agrária e isso passa da vontade política de tratar de todo o dossier sem tabus nem pretensões de defesa de ideologias que já se mostram falidas, contra-produtivas e autênticos contra-sensos em relação ao sistema económico abraçado.
Produzir o suficiente para escapar às oscilações especulativas do mercado internacional requer a capacidade de juntar a experiência e conhecimentos de quem já provou que sabe, os recursos financeiros públicos e privados nacionais, a aquisição de tecnologia de ponta para o efeito, pois só assim se poderá alcançar os rendimentos que fazem a diferença nas melhores condições económicas. Já não se pode fazer intervenções na agricultura com a tecnologia dos tempos do petróleo barato.
Só um governo com integrantes que pensem todos os dias é que se poderá alterar o actual quadro… (Noé Nhantumbo)

Imagem: tvecologica.wordpress.com

Policia Prende Jovens Manifestantes, Dentre Eles O Rapper Brigadeiro Mata Frakus


Luanda – Pelo menos 15 a 20 pessoas concentradas no primeiro de Maio acabam de ser detidas (1:00 da manha) pela Policia Angolana quando se preparavam para participar na manifestação pacífica contra ditadura em Angola. Já com voz de prisão encontra-se o cantor angolano Brigadeiro Mata Frakus.

Fonte: Club-k.net

Jornalistas foram também presos
O rapper Luaty Beirão vulgo Brigadeiro Mata Frakus que nos últimos dias estava sendo perseguido por ter proferido duras criticas contra o presidente Eduardo dos Santos, num espectáculo musical realizado em Luanda. Os outros jovens que se encontravam com o mesmo estão a ser ouvidos.

Estão igualmente presos, no Comando Provincial de Luanda, toda a equipa do Novo Jornal, que se deslocaram ao local para cobrir a manifestação. A saber: A jornalista Ana Margoso, Pedro Cardoso, Afonso Francisco e Idalio Kandé.

De recordar que os jovens aderiram a manifestação depois de uma convocatória feita algumas semanas atrás pela internet. A cidade de Luanda esta em estado de policiamento. Antes da meia noite de domingo foi visto um Mercedes de cor preta andando pela cidade com megafone apelando as pessoas para não sairem as ruas. Há também informação indicando que grupos de especialistas israelitas foram proibidos de sair da cidade.

* Notícia em actualização

sábado, 5 de março de 2011

Secreta ameaça FOLHA8 de morte e impede a sua publicação. As nossas vidas correm perigo, a qualquer momento…


Luanda, Angola. MPLA REIMPLANTA O TERROR DO 27 DE MAIO
O jornal FOLHA8 não se publicou esta semana, edição de 05Mar11, devido a que os empregados da gráfica privada onde é impresso, receberam muitas ameaças por telemóvel de desconhecidos, ameaçando-os que se o imprimissem, as responsabilidades pelo seus assassinatos recairiam sobre eles, os trabalhadores da gráfica. E o medo fez com paralisassem o trabalho, de modo que o Folha8 não saísse para as bancas.
E os autores dos telefonemas anónimos decretaram que o Folha8 é um jornal que incita à violência.
Sem dúvida que as nossas vidas correm perigo. O MPLA está a instigar a sua máquina de guerra para a eliminação física de tudo e de todos que não estejam de acordo com a sua linha política que é: a corrupção, a espoliação, e a manutenção dos campos de concentração da morte, espalhados por toda a Angola.
Angola arde, Angola é o inferno.
Quem denúncia a corrupção comete o crime de incitação à violência.
Estaline está vivo, e acena-nos com a morte.
O que o MPLA pretende é muito simples: quer ficar sozinho com a sua família e com Angola como propriedade privada. E quem não estiver de acordo, pum! pum!
O MPLA quer a guerra total e completa. Nunca quem fez uma guerra altamente fratricida está em condições de falar em paz, só o podendo fazer com o demónio. Aliás como sempre o fez e faz.
Escutar as rádios, as TVs e os jornais do Mpla que agora nos bombardeiam mais do que nunca, de noite e de dia com propaganda estalinista ortodoxa, isto não é incitação à violência?
Mas, mais guerra contra quem? Contra as moscas e mosquitos que nos infestam, e para os quais não há solução há mais de trinta anos, e a população que já ultrapassou o que se considera miséria?
O regresso aos bons velhos tempos das matanças regressou.
Esperamos que os angolanos não se deixem matar como os nazis faziam. Que transportavam milhões de farrapos humanos para os gazearem nas câmaras de gás dos campos de extermínio massivo.
A Gestapo e as SS abriram filiais em Angola, e parece que já exercem actividade. É só escutar os noticiários dos meios de comunicação do Mpla.
O incrível disto tudo, é que com as fronteiras de Angola muito inseguras, se crie mais um conflito interno que decerto provocará mais uma vez o caos. Não será isto mais um suicídio?
Obrigar milhões de angolanos à miséria, isso não é uma indecente incitação à violência?
Quando, como agora, ameaçarem-nos de mil e uma maneira mortais, isso não é incitação à violência?
Quando só o Mpla pode fazer manifestações, e mais ninguém o pode, é terminantemente proibido, isso não é incitação à violência?
Toda a riqueza mineral… tudo que lhes cheira a dólares está em poder do célebre bando dos seis do Mpla. Isso também não é incitação à violência?
Quando não há possibilidade intelectual de debate surge a violência do Mpla. E nisto ele está muito por baixo, porque quem não tem capacidade cerebral… usa o tiro e a morte, porque não sabe conversar. O importante é as universidades do analfabetismo, e o nascimento de uma nova pátria com o apoio incondicional da nova vida da Igreja petrolífera que entrega o povo angolano aos cemitérios do Mpla. Isto também não é incitação à violência?
A maneira com que se prendem e condenam os opositores políticos, isto não é incitação à violência?
O MPLA apela à população angolana para se manter vigilante. Só pode ser vigilância da corrupção e da miséria que não param, até já bateram o recorde mundial.
Acabar com os mercados, como o do Roque Santeiro, e obrigar os milhares de vendedores a mendigarem nas ruas, não é isto um cadavérico incitamento à violência?
Inundar Angola de estrangeiros e oferecer-lhes os nossos empregos, isto não é um incentivo à violência?
Neste momento o Mpla tem pelo menos quatro facções: a Facção-JES, de José Eduardo dos Santos, actual Presidente de Angola, o Mpla-Ut, a União das Tendências democráticas, os seguidores de Nito Alves, e o Comité da Mudança do Mpla. Qual delas vencerá? É devido aos seus problemas internos graves que o Mpla tenta desviar as atenções para a Unita, como tradicional bode expiatório. Mas desde quando é que alguém consegue fazer uma guerra, ou um golpe de estado com quatro contentores de munições de um navio apreendido e retido no porto do Lobito?
Não deixaremos que o Mpla-JES encerre a democracia nas prisões da ditadura.
E porque é que o Mpla mantém ao seu serviço jornalistas mercenários e incendiários, como o tristemente célebre José Ribeiro, do Jornal Necrotério de Angola. Isto não é um mais flagrante incentivo à violência?
A luta entre os petrolíferos e os espoliados de tudo intensifica-se. Que vença o melhor.
E juramos que faremos de Angola uma pátria petrolífera… quando nos libertarmos do extermínio das nossas populações.
Isto não é uma pátria, é um vulcão petrolífero.
Por este andar temos mais candidatos ao TPI. Ditadores angolanos: o Tribunal Penal Internacional espera-vos!