terça-feira, 29 de outubro de 2013

Confrontos entre Renamo e Governo causam pânico em Nampula



Em Moçambique, registou-se forte tiroteio entre guerrilheiros da RENAMO e tropas governamentais,em localidade a 30 quilómetros da cidade de Nampula. A população fugiu.

Faizal Ibramugy
VOA














Bento Kangamba envolvido no trafico de mulheres brasileiras há uma década


A polícia brasileira afirma que o esquema de tráfico de mulheres do Brasil para Angola já estava em vigor há dez anos. O chefe da polícia responsável pelo caso realçou o papel de destaque protagonizado pelo general Bento Kangamba, parente próximo do presidente angolano José Eduardo dos Santos.
Maria Cláudia Santos
VOA 

Os avanços das investigações da polícia federal brasileira apontam que o esquema de exploração sexual de mulheres comandado pelo general angolano Bento dos Santos Kangamba existia há mais tempo, no Brasil, que os setes anos apontados inicialmente.

A apuração do caso mostra que a quadrilha que traficava mulheres do Brasil para Angola, África do Sul, Portugal e Áustria, a fins de prostituição, agia há, pelo menos, 10 anos. O grupo de setes pessoas (cinco brasileiras e dois angolanos) movimentou nesse período mais de 45 milhões de dólares, numa estimativa ainda inicial.

O delegado da Polícia Federal de São Paulo, Luis Tempestini, coordenador da Operação Garina que desbaratou o grupo de criminosos, confirma que os cinco brasileiros envolvidos na organização já foram presos.

A expectativa agora é que sejam presos fora do Brasil, com a ajuda da Interpol, o general Bento dos Santos e o braço direito dele, o também angolano Fernando Vasco Inácio Republicano da companhia produtora de espectáculos LS – Republicano de Angola.    

“Eles estão sendo procurados. Agora, a gente tem o trabalho de conseguir efetivar as prisões deles, já que todos os comparsas do grupo no Brasil foram presos. A polícia federal está atrás, mas acionamos a Interpol porque essas pessoas nunca vêm ao Brasil. Com essa ajuda, se os dois pisarem em qualquer país que o Brasil tenha tratado de extradição, eles serão presos”. 

O delegado brasileiro explica que as investigações do esquema de exploração sexual iniciaram há cerca de um ano a partir de uma denúncia que já deixava clara liderança do angolano, conhecido como Tio Bento. “A investigação começou através de uma fonte humana nossa que trabalha na noite paulistana. Ela recebeu a informação de um grupo que estaria traficando mulheres para Angola”, afirma.

O delegado lembra que, de acordo com a denúncia, “o destino das mulheres seria um grande empresário de Angola, conhecido como Tio Bento, patrocinador de time futebol, grande empresário, brigadeiro da aeronáutica e casado com a sobrinha do presidente do país. Era uma pessoa influente que traficava as mulheres para ele e empresários, pessoas influentes em Angola, abusarem,” detalha.

Aqui, no Brasil, quem comandava o trabalho criminoso era o brasileiro, Wellington Edward Santos de Souza, também conhecido como Latyno.  O delegado explica como era o papel de pessoa nesse esquema.

“O grande líder da organização criminosa era o Tio Bento. O grande executor era o brasileiro Latyno, o Wellington dos Santos, integrante da banda Desejos. Os dois eram os comandantes de todo o esquema. Eles delineavam a condução que a quadrilha iria seguir. Tio Bento era detentor da parte financeira. Ele pedia para o Latyno selecionar as mulheres e ele marcava os eventos em Portugal e Angola para que essas mulheres fossem exploradas.”

Ao todo, segundo o delegado o esquema vitimou mais de 1.500 mulheres. Parte dessas vítimas era atraída pela promessa de pagamentos que variavam de 10 a 100 mil dólares para “fazer programas” no exterior. Ele detalhe, no entanto, que a quadrilha aliciou mulheres com perfis diferentes, de famosas a brasileiras pobres que não sabiam que, no exterior, iriam se prostituir.

“Basicamente três tipos de mulheres foram aliciadas por essa quadrilha. O primeiro grupo é formado por mulheres famosas. Elas iam a Angola, Portugal e África do Sul e recebiam 100 mil dólares por uma semana. O segundo grupo era de mulheres de alto nível, capas de revistas masculinas no Brasil, que ganhavam 10 mil dólares por semana. O terceiro grupo era de mulheres humildades, que não eram prostitutas. Elas eram ludibriadas, acreditavam que iam dançar em Angola, Portugal, enfim”, diz Tempestini”.

Para fazer programas, a quadrilha oferecia falsos coquetéis antiaids, já que as mulheres eram obrigadas a terem as relações sexuais sem camisinha.

Além de Wellington Edward Santos de Souza, no Brasil foram presos na operação Garina: Luciana Teixeira de Melo, Rosemary Aparecida Merlin, Eron Francisco Vianna e Jackson Souza de Lima.

Revolta numa prisão em Luanda


Coque Mukuta
VOA

LUANDA (29 OUTUBRO 2013) — Uma rebelião na Comarca Central de Luanda na manhã desta terça-feira  provocou um número considerável de feridos.

Presos contactados pela Voz da América disseram que havia pessoas com ferimentos graves, alguns deles “com as tripas de fora”.

Essas fontes acrescentaram que a polícia abriu fogo sobre os amotinados, usando também gás lacrimogéneo e balas de borracha para tentar controlar a situação.

“Não consigo dizer quantos são mas há muita gente ferida,” disse um dos presos.
Por agora desconhecem-se as verdadeiras causas da rebelião e se há perda de vidas humanas.

O tumulto desta terça-feira durou mais de duas horas como revelou um dos detidos que falou sob anonimato.

Segundo outro detido, que também falou sob anonimato,  a Polícia de Intervenção Rápida (PIR) usou armas de fogo e gás lacrimogénio, provocando mesmo desmaio de vários reclusos.

“A polícia da intervenção rápida está atirar gaz lacrimogénio e nós estamos aqui fechado numas das celas,” disse

Recentemente o antigo director da referida prisão e vários dos seus colaboradores foram exonerados e entregues à PGR para a devida responsabilização criminal, na sequência  do inquérito instaurado a 26 de Agosto passado aquando da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo em que efectivos dos Serviços Prisionais, Serviço de Protecção Civil, bombeiros e agentes da polícia surgem a espancar, com bastões e aos murros e pontapés, detidos da Cadeia Central de Luanda.

Caso semelhante ocorreu em Setembro de 2012, igualmente denunciado nas redes sociais, através de imagens que retratavam a agressão de reclusos por efectivos prisionais no Estabelecimento Prisional de Viana, também em Luanda.

Luanda. Chineses escravizam adolescentes na escola 3015 do Cazenga





 

Luanda – Os técnicos chineses encarregados de requalificar a escola 3015, Kima Kieza, situada no município do Cazenga, são acusados de terem agredido brutalmente três adolescentes angolanos com quem trabalham, alegando não corresponderem às suas exigências laborais.

Fonte: Club-k.net

Há escassos dias, um dos chineses (chefe de equipa) voltou a agredir um dos adolescentes de nome António, usando martelo e pá.

Cansado de maltrato os outros colegas angolanos decidiram procurar ajuda, mas sem sucesso porque não dominam a língua portuguesa, uma vez que estão em Luanda há pouco tempo, recrutados do interior da província da Huíla, relata uma professora daquela instituição de ensino.

Os adolescentes contam que, como ilustram as imagens, dormem na obra em péssimas condições, por cima de madeira sem qualquer meio para cobrir-se, e fazem refeições uma vez por dia, sendo que o salário é de 600 kwanzas/mês.


Moçambique. O pai dirigiu-se ao local e encontrou o corpo do seu filho esquartejado


Nesta segunda-feira (28) o senhor Rachid foi contactado pelos criminosos que lhe deram instruções para levar o valor até um local indicado, que apenas conseguimos averiguar ser numa lixeira.

Após a entrega contactou os sequestradores que, ao contrário do contacto inicial, disseram que o prazo havia-se esgotado e o seu filho já tinha sido assassinado e que o corpo podia ser encontrado próximo da fábrica de cimentos no Dondo, um município localizado a cerca de 30 quilómetros da cidade da Beira.

O pai dirigiu-se ao local e encontrou o corpo do seu filho esquartejado, com pelo menos um dos membros superiores cortado, e com várias partes do corpo com queimaduras.

DECIDIMOS PARTILHAR ESTAS IMAGENS CHOCANTES COMO FORMA DE ALERTAR A NOSSA SOCIEDADE SOBRE A ESCALADA DESTES CRIMES QUE AS AUTORIDADES PARECEM IGNORAR. AS NOSSAS SINCERAS DESCULPAS AOS PAIS E FAMILIARES DA VÍTIMA E AOS LEITORES MAIS SENSÍVEIS.

http://www.verdade.co.mz/nacional/41271