sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Os Banqueiros Pregadores da Nossa Fome. (IV)


Uma das consequências da falta de liberdade é o subdesenvolvimento económico, científico, técnico e cultural.
Os países explorados tornaram-se economicamente débeis e em muitos casos, lançados numa situação caótica que os obriga a retomar ou a continuar a sua dependência dos outros países mais desenvolvidos.
Libertar é transformar pela violência uma ordem social estabelecida por minorias.
E por isso mesmo libertar uma sociedade, é fazer a revolução.
É preciso libertar o Homem não só do esclavagismo colonial, mas ainda de qualquer forma de dominação social no interior de cada país. Nenhuma classe deve poder explorar outra
Agostinho Neto. 20 De Janeiro de 1978. Discurso na Universidade de Ibadan, Nigéria

E só o nosso dinheiro se multiplica, quanto mais temos, mais comemos. Mas, o esfomeado dorme em qualquer lado e o rico desconsegue dormir, porque está sempre com medo de ser assaltado. E as riquezas que guardamos, e não as investimos… e ainda reclamamos por mais investimento estrangeiro. Quando apanharmos definitivamente o petróleo, nem os vossos ossos se aproveitarão.

O esfomeado sai nu do ventre da sua mãe, e assim continuará. Assim como veio, assim irá. O único proveito que teve na vida foi observar os seus ossos sem carne. Comeu a fome das trevas e padeceu muitas enfermidades. Morreu tuberculoso. Eis uma coisa bela que vimos: nós a comermos e a bebermos sem nos cansarmos todos os dias da nossa vida. Esta é a grande porção que nos resta. O petróleo e os diamantes deram-nos riqueza e fazenda e poder para deles comermos. A vós resta-vos a fome. Porque nunca se lembrarão dos dias da nossa vida.

Um bom rei que se preze abandona o povo à sua sorte.
Há um mal que temos visto e é frequente entre os escravocratas. Um rei desumano a quem o petróleo deu riquezas, e nada lhe falta. O petróleo não deixa mais ninguém daí comer. Gerará cem filhos e viverá muitos anos. E na sepultura para onde vai, acompanha-o o dinheiro para lhe ser útil na encomendação da sua alma. Mesmo nas trevas onde findará, ninguém jazerá em paz. Não verá mais o sol, mesmo assim nunca eternizaremos.

O esfomeado ficará ainda mais nu, não saberá como veio e como irá. As enfermidades desesperam como violentos terramotos. A tuberculose estabeleceu-se epidémica. Só haverá alimentação das trevas. Nem com a morte haverá paz. Uma coisa iguala os ricos e os que passam fome. No dia da morte o coração pára. Vão todos para o mesmo ossário.

Os que conseguem trabalho, alimentam as bocas dos ricos, e mesmo assim não nos contentamos. Porque, que mais tem o rico que o pobre? O rico tem o poder de espalhar a fome. O pobre tem o poder de se esfomear. Até os olhos do rico tem poder. Basta um olhar e tudo se transforma em petróleo. São sempre os mesmos nomeados, e com eles ninguém pode contender. Sendo certo que temos muitas coisas para aumentar a maldade. Isto é o que temos de melhor. Só nós sabemos o que nos delicia.

As vantagens do sofrimento da fome… uma paciência, sapiência eterna
Melhor é a fama do rico, do que o valor de qualquer pobre. Melhor é a morte do que o nascimento de um esfomeado. Entre a casa de um faminto e a casa do rico onde há luto, melhor é ir a esta, porque sempre se come alguma coisa. Melhor é a riqueza do que a pobreza, assim pensa o famélico.

Na casa do rico onde há luto, está lá o coração dos outros ricos. É melhor ouvir a repreensão do rico, porque disso depende o futuro do faminto. O riso do pobre é como o crepitar de espinhos debaixo de uma panela com água… se a conseguir. Melhor é o principio de uma riqueza sem fim, do que um coração com muitos princípios. Nunca deixem o vosso espírito irar-se na presença de um rico. É a coisa que mais detestam. O rico diz: estes dias são melhores que os passados. Isto revela muita sabedoria.

Qual herança!?. Não deixamos nada para ninguém. O rico adora a sombra do dinheiro. Nisto reside a sua sabedoria. Atentem para as nossas obras. Quem fará melhor que nós? No dia da nossa prosperidade tentem encostar-se. Quando celebramos os nossos aniversários não faltem, pode ser que sejam notados e quem sabe…

Gil Gonçalves
Imagem: http://africamonitor.info/
Luanda, depois do desastre do subprime, os especuladores continuam teimosos. Mas, a feitiçaria protege-nos das organizações bananeiras da super especulação imobiliária

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A origem da grande depressão de 2008 (IX). Novela


07.09.2008 - 23h19 - Pedro227, Amadora
Luís de Almada, o senhor que tem tido comentários relativamente à Geórgia dignos de uma pessoa esclarecida e culturalmente a um nível superior, acredita sinceramente que estas eleições angolanas foram livres, justas e democráticas ? Não há democracia nenhuma em que algum partido ganhe com um avanço de mais de 70% sobre o segundo e é óbvio que nas presidenciais do próximo ano se irão repetir estes resultados. Estas eleições foram uma farsa mas os observadores europeus vão validar os resultados porque o Sr.Eduardo dos Santos, apesar de tudo, não incomoda os europeus como acontece com o Sr.Mugabe. No entanto, Angola deu um passo em frente: passou de um regime de ditadura para uma 'democracia formal' - as pessoas podem votar mas 'não conta para nada' porque ganham sempre os mesmos. Este regime vigorava no Iraque até à intervenção americana e vigora actualmente em Moçambique e no Zimbabué. Tenhamos esperança... um dia a verdadeira democracia há-de chegar à Angola. Infelizmente, talvez nenhum de nós ainda esteja cá para ver....

De repente lembrei-me da conversa que mantive com Malcolm X. Como é possível acabar com a criminalidade num país assim? Pelo contrário, ela subirá de tal modo que será impossível estancá-la. Elder chama-me a atenção:
- Bom vinho… vou mandar vir mais duas garrafas… ainda bebes mais?

Assenti com um leve agitar de cabeça. Elder agita-se, desperta-me a atenção para alguém que se aproxima. Com olhos gulosos, cheios de desejo sensual, desgarra-se.
- Porra! Mas que negra tão bonita. Não me importava nada de passar toda a noite com ela na cama.
Ela acompanha-se de um jovem. Dirigem-se para a nossa mesa. Elder cumprimenta-o. Depois convida-os para se sentarem, crava os olhos nela e interpela-a:
- Ó Princesa das mil e uma noites. Revela-me o teu segredo de uma só noite.
- Não sei... só o senhor é que pode saber.
Elder insiste:
- Durante mil e uma noites?!
- Ai é?! Naturalmente… nunca ouvi falar disso.

Acercaram-se mais alguns jovens que agitaram as mãos na direcção da nossa mesa. Os nossos convidados desculparam-se, saíram e juntaram-se aos recém chegados. Nota-se que Elder está com uma grande vontade de galhofar, não se contém.
- São muito bonitas, mas basta abrirem a boca estragam tudo. Seria melhor que ficassem sempre caladas. Bom… por hoje chega. Vou-te levar a casa. Depois vou-te arranjar um carro para uso pessoal. Se amanhã não aparecer irá o motorista buscar-te. Fica pronto ás nove da manhã.

Veio o motorista. Os Caminhos de Luanda ficavam próximo do Porto de Luanda. Ainda mantinha a estrutura colonial que necessitava urgentemente de beneficiação. Por todo o local notava-se a improvisação. Elder aguarda-me à entrada dos serviços administrativos. Está acompanhado de um casal. Elder dá-lhes uma lição de economia elementar. Acaba de falar sobre o desenvolvimento económico da Alemanha, graças à organização dos seus caminhos-de-ferro. O homem ausenta-se, talvez feliz pela minha chegada. Talvez cansado de escutar o Elder, que me apresenta à senhora:
- Este é o técnico de contas que vai recuperar a vossa contabilidade. Agora entendam-se... desejo-vos bom trabalho.

A senhora era a chefe do departamento financeiro. Levou-me até ao seu gabinete. Convidou-me a sentar. Rondava os quarenta anos e parecia simpática. Ainda se notava que quando jovem devia ser muito bonita, porque conseguia conservar parte substancial dessa beleza. Vestia uma saia um tanto ousada e muito justa. Quando se sentava cruzava as pernas e mostrava umas coxas bem torneadas, sensuais. Tudo no seu gabinete era improvisado. Não tinha computador, apenas uma vulgar calculadora. Começa, improvisa, introduz.
- O maior problema aqui é a luz. Está constantemente a falhar, e quando vem é muito fraca.
- Não conseguem resolver isso?
- Resolver?! Como?! Os cabos da rua precisam de ser substituídos.
- Então vai ser difícil trabalhar… como é que faremos?
O seu rosto desalenta-se, esforça-se e responde.
- Eh pá… não sei.
- Já falou com o Director?
- Ele sabe disso há muito tempo. Não liga… tenho tantos assuntos para resolver, ele nunca aparece. De vez em quando vou a casa dele, mas nem mesmo assim.
De repente sorriu. Pareceu-me que queria dar uma sonora gargalhada mas conteve-se:
- A melhor maneira de o apanhar é no restaurante. Passa lá a maior parte do tempo.

Depois passámos para a contabilidade onde fomos saudados por dois jovens funcionários. O espaço era reduzido. As pastas de arquivo estavam em armários metálicos, cujas portas necessitavam de reparação. Uma delas parecia que a qualquer momento desabaria. Uma pasta suspensa na parte superior ameaçava cair. Das quatro lâmpadas fluorescentes existentes no tecto apenas duas funcionavam. Olho para a Chefe e pergunto-lhe:
- Faltam aqui muitas pastas de arquivo.
- Sim, é verdade. Estão no arquivo central, não sei como vai ser. Os vândalos e os ratos deram cabo de tudo. Há pastas e documentos espalhados por todo o lado. Tem que se procurar melhor… o problema é que lá nunca tem luz. É um local muito escuro. Pouco ou nada mais encontraremos… faremos mais uma tentativa.
- Não acha isso muito estranho?
- Convenço-me que tudo isso foi planeado. Acho que foi uma sabotagem. Alguém está interessado no desaparecimento desses documentos.

Gil Gonçalves
Imagem: Luanda, Angola. Intercontinental Hotel & Casino.
(Malditos especuladores estrangeiros. Que onde chegam impõem miséria. Construir, destruir muitas RDCs)
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=471629&page=5

As nove esposas de Henrique Rabelais


Como é possível esquecer alguém a quem amávamos… que vivia, sorria, falava, cantava… e de repente só fica a angústia tormentosa da recordação. Um profundo abismo nunca de resignação. Mas o nosso pensamento conserva teimosamente tudo isso. E desafia-nos constantemente com a dor da alma, que suspira fundo, e se lembra que nunca jamais conviverá com tal companhia muito amada.

Gil Gonçalves


Senhora Folhas Verdes

Ai, meu amor, você me injustiça,
Me lançar assim fora descortês.
Porque eu a amei muito e longamente,
A sua companhia sempre me encantava.

Folhas Verdes era toda a minha alegria
Folhas Verdes era minha delícia,
Folhas Verdes era meu coração de ouro,
Era a minha senhora Folhas Verdes.

Seus votos que você quebrou, como o meu coração,
Oh, por que fez assim me arrebatar?
Agora permaneço separado noutro mundo
O meu coração permanece cativo.

Folhas Verdes era toda a minha alegria
Folhas Verdes era a minha delícia,
Folhas Verdes era o meu coração de ouro,
Era a minha senhora Folhas Verdes.

Sempre lhe estendi a minha mão,
Para lhe conceder tudo que almejaria,
Apostei, e a vida lhe pousei,
Seu amor é bom, há-de renascer.

Folhas Verdes era toda a minha alegria
Folhas Verdes era a minha delícia,
Folhas Verdes era o meu coração de ouro,
Era a minha senhora Folhas Verdes.

Se você pretende assim, como desdém,
Mais ainda me arrebata,
E mesmo assim, ainda permaneço
amante no seu cativeiro.

Folhas Verdes era toda a minha alegria
Folhas Verdes era a minha delícia,
Folhas Verdes era o meu coração de ouro,
Era a minha senhora Folhas Verdes.

E tudo e todos se vestiram de verde,
E esperavam encantados;
Numa galantearia nunca vista,
Mas, já nada consigo amar.

Folhas Verdes era toda a minha alegria
Folhas Verdes era a minha delícia,
Folhas Verdes era o meu coração de ouro,
Era a minha senhora Folhas Verdes.

Já não podes desejar nada terrestre,
É adquirido seguramente.
Não ouvirás música, não jogarás e não cantarás;
Mas, já nada consigo amar.

Folhas Verdes era toda a minha alegria
Folhas Verdes era a minha delícia,
Folhas Verdes era o meu coração de ouro,
Era a minha senhora Folhas Verdes.

Rezarei a Deus lá no alto,
E constantemente me verás,
E que ainda antes de eu morrer,
Não deixarei que murches para me amares.

Folhas Verdes era toda a minha alegria
Folhas Verdes era a minha delícia,
Folhas Verdes era o meu coração de ouro,
Era a minha senhora Folhas Verdes.

Ah, Folhas Verdes, adeus, despeço-me,
Rezarei a Deus e à posteridade,
Continuarei a ser o seu amante verdadeiro,
Regresse mais uma vez e me ame.

Tradução livre de: Gil Gonçalves
Autor, Henry VIII de Inglaterra, 1500's.

Versão inglesa in:
http://www.jonatas.com.br/2004/05/Folhas%20Verdes.html





quarta-feira, 12 de novembro de 2008

E de glória me glorifiquei quando a Aretha santifiquei


A revista Rolling Stone elegeu a norte-americana Aretha Franklin como a melhor cantora de todos os tempos. A votação foi feita por 179 músicos e produtores que escolheram as 100 vozes mais influentes de sempre.
In
http://diario.iol.pt/musica/aretha-franklin-100-melhores-cantores-lista-rolling-stone-votacao-cantores/1012385-4060.html


E de glória me glorifiquei quando a Aretha santifiquei
E no seu halo me cantou. Espiritualizou o reino
Da Rainha da minha alma. Não canta para nós
Encanta Deus
Ela transferiu-me a dimensão da Paixão do esconderijo evangélico
Quando enfrentamos problemas, redobremos
Cantemos, cantemos

Os governantes não correspondem aos povos
Queremos uma resposta, não duvidamos da aposta
Na intolerância da fome. Governar é esfomear
E os espirituais são uma Aretha de alerta

As vozes tão celestiais, tão, tão… espiritualmente Negras
Deus ofereceu a distinção negra à melodiosa Negra
Com voz tão imortalizada, tão celeste
Se essa voz é o Céu, quero ir já para lá
Há dois Céus: um do Senhor, outro da Aretha
Gosto de ambos

Aretha segredou-me o porquê do sorrir, do estender do seu dedo:
«Indico o bom caminho da Redenção. Só há um Deus
no Caminho do abrir um sorriso no meu dedo»
Embeveci-me, acho que me clarifiquei muito bem:
«Aretha! É fácil apontar para a degradação moral e social
Mas o nosso olhar rebaixa-se perante quem governa tão mal»

Experimentámos um barco pacífico a remos e remámos
No lago de águas remadas, acalmadas, aclamadas
E o Senhor evangelizou as águas angélicas. Pregou aos jasmins
E as águas muito suavemente agitaram-se
Intensamente penetradas, perfumadas. E revelaram-se
E possuíram todo o vivente. E todos rejubilaram
Deus existe sim senhor! Revelou-se

Aretha Franklin, encomenda do hino da festa especial de Deus
O Mestre das Estátuas deu-lhe som e tom, esculturou-a Universal

Gil Gonçalves

11 de Novembro neocolonizado (I)


Anónimo
…As cooperações estão a ser-nos muito caras. Deixemos de importar mão de obra desnecessária. Ouvi há tempos que não admitiriamos mão de obra extrangeira e só o fariamos em caso de verificação da inexistencia dentro do país. Os cubanos anunciados são necessários? e o resto de pessoal chinês a varrer as estradas. Os angolanos não podem fazer para produzir riquezas?In
Angonotícias

Sem formação, o escravo liberto prossegue na independência da escravidão. À Igreja faz muito jeito que os povos permaneçam analfabetos. E se fosse possível um milagre para acabar com a Internet.

Antes da independência, era necessário formar um comando especial para proteger a cidade de Luanda durante e depois da independência. Foi um desejo de Agostinho Neto. Ele não queria que a independência de Angola fosse outro Congo. Com saques, pilhagens, etc. Fiz parte desse comando, e quando Agostinho Neto proclamava a independência de Angola, guardava-lhe as costas na zona das escolas, no 1º de Maio.

Meia-noite do dia onze de Novembro de 1975. O pessoal começa a disparar, a festejar. Os tiros começam a baixar perigosamente na direcção da tribuna de Agostinho Neto. Eu e outros camaradas perseguimos os autores dos disparos e corremos com eles. Depois foi toda a noite a vigiar a cidade, na caça a possíveis desmandos, principalmente nos bairros populares. Estava tudo calmo. O que o Povo queria era festejar, dançar. Claro que exerci outras actividades. Não vou aqui escrever um livro sobre isso. Até porque ele já está escrito. Intitula-se A Ocidente do Paraíso. Apenas aguarda editor.

Bom, isto serve de pretexto para o seguinte: conforme legislado tenho direitos de antigo combatente. Então, fiz entrega dos documentos na Direcção Principal de Quadros das FAA, Forças Armadas Angolanas, a um primeiro-sargento. Cito apenas dois documentos relevantes: Talão de recenseamento da primeira mobilização geral FAPLA, Forças Armadas de libertação de Angola, número 16593. Cartão MPLA da ODP, Organização da Defesa Popular número 417/75.

Já passou muito tempo. Acho que já atiraram os documentos para o lixo. Não deixo de ficar impressionado. E nada… só desprezo.
E andei eu feito parvo a arriscar a minha vida, para muitos ainda continuarem no poder. Confiei neles e lixaram-me bem. É que até já constou que me atiraram uma boca muito chata: «um colono quer ser antigo combatente!?» bom… com este racismo não contava. Mas tudo é previsível. Agora estão bem, com os poços de petróleo, com os diamantes, brutos carros, brutos luxos. Convencidos que nada de mal lhes acontecerá (?). Não contem comigo, muito pelo contrário.

Bom, só lhes desejo a mesma maldição que Jacques de Molay, Grão-mestre dos Templários gritou quando na fogueira da outra inquisição.

Gil Gonçalves

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Falsos engenheiros para Angola. (III)

08.11.2008 - 17h25 - Poveiro, portugalissimo
Então ,pergunto eu, quem foi o responsavel por depositar 500 milhões de euros da segurança social neste banco (BPN) em Agosto, depois de se saber desde Junho que havia processos na procuradoria geral da republica. É tudo para roubar os estado com a conivencia do banco de portugal. ladrões e incomnpetentes é do que estamos rodeados neste país.
In
Público última hora

eng.º jose carvalho Ramon Lacerda Diz: Setembro 25, 2007 às 2:41 pm.
Olá pessoal gostaria muito de obter informações sobre trabalho em Angola relacionado com Eng° Eletrica e Eng° de Seg do Trabalho, tenho experiência na Aréa de Potência, trabalho atualmente numa Concessionaria de Energia Eletrica, tenho conhecimentos em projetos de redes Eletricas, Subestações e instalações residenciais e industriais, aceito proposta. Me ajudem com informaçõa ou redirecione este email para alguém que possa me ajudar. Grato

Eng° Ramon Lacerda miguel Diz: Setembro 27, 2007 às 12:07 pm.
ola sou técnico de telecomunicações e quero ir trabalhar para angola mexo em tudo adsl,analógico,rdis,centrais telefónicas,informática,cablagems,sistemas de segurança,C.C.T.V.
disponibilidade imediata.

Como Posso fazer para ir trabalhar para la com tec. de higiene e segurança

Marcio Soares Diz: Setembro 20, 2007 às 4:38 pm
Como Posso fazer para ir trabalhar para la como tec. de higiene e segurança de nivel III

Comprimentos, Miguel Teixeira Murilo Novais Diz: Outubro 10, 2007 às 2:45 pm
sou Engº Agrimensor e Téc em agrimenura, gostaria de saber como faço para conseguir traabalhar em Angola. murilo.novais@gmail.com

Rosa alves Diz: Outubro 10, 2007 às 3:43 pm
gostaria de ter oportunidade de trabalho na area de saude ,,sou enfermeira habilitada em ferimentos infectados e outros

José Manuel Rios Diz: Outubro 19, 2007 às 9:37 pm
Estou desempregado há algum tempo e gostava de ir para Angola trabalhar, era delegado de vendas mas se não tiver hipótese neste ramo gostaria de tentar outra coisa, adoro o contacto com pessoas.

Ana e João Diz: Outubro 22, 2007 às 12:46 pm
Arquitecta e Engenheiro (casal), com disponibilidade para trabalhar no estrangeiro! loreiros@hotmail.com

manoel marcelo montenegro Diz: Outubro 24, 2007 às 8:22 pm
Engenheiro civil, formação ha 11 anos, ampla experiencia em gerencia de obras de infra estrutura, terraplenagem, pavimentação asfaltica, drenagem pluvial urbana, implantação. Conheciemento em CAD e planilha eletronica EXCEL. Boas noções de topografia moderna e geodesia. Habituado com normas de seguraça e qualidade, atendimento de prazos com MS PROJECT, gerenciamento de rotina e controle de qualidade. Estou a disposição para nova etapa em minha vida, na reconstrução de um pais novo.

Jonas Ferreira Diz: Outubro 24, 2007 às 10:10 pm
Sou Engenheiro Civil, CREA 10747-D - (PERNAMBUCO) formado desde 1980, tenho experiencia em obra de edificações de edificios , pontes e hoje tenho uma fábrica de estruturas de galpões em concreto pré-fabricados onde fabricamos galpões com vão até 25 metros de vão livre. Gostaria de ter uma experiência de trabalho em Angola. Solicito mais informações e a possibilidade de trabalhar.

Lino Garcia Diz: Novembro 2, 2007 às 4:21 pm
Sou Caboverdiano, Arquitecto e Urbanista pela Universidade Federal de Minas Gerais, 26 anos de idade, procuro trabalho na minha area em Angola.

diego Diz: Novembro 19, 2007 às 1:30 pm
gostaria de obter imformações sobre trabalhar em angola, sou da area da saude, sou tec. radiologia medica.

sandra Diz: Novembro 23, 2007 às 2:38 am
Gostaria de saber como posso ter oportunidade pois sou engenheira civil e gostaria de ter essa experiencia, de trabalhar e desenvolver me em outro pais

sandra Diz: Novembro 23, 2007 às 2:41 am
gostaria de saber como posso trabalhar com engenheira nesse pais pois para mim seria uma grande oportunidade

Rita Morato Diz: Novembro 26, 2007 às 1:58 pm
Gostaria de saber como trabalhar em Angola, sou formada em Serviço Social e estou desempregada a +/- 06 meses. Caso contrario gostaria de desempenhar meus prestimos em outras areas.

Adriano Estevinha Diz: Dezembro 7, 2007 às 10:02 pm
Qualquer profissional na área de construção civil, que pretenda trabalhar em Angola, deve enviar o seu curriculum , ou carta a demonstrar a sua disponibilidade para todas as Empreiteiras que estão a executar ou têm em carteira imensas obras. Neste momento existe imensa procura e pouca oferta. As empresas portuguesas, felizmente, são as mais procuradas, também porque são muitas, estão a atingir o limite da sua capacidade instalada, estão a evoluir a passo de caracol.
O mercado angolano é muito promissor para quem queira trabalhar em Angola a curto prazo.
Concluindo: é escrever cartas e/ou enviar o curriculum, estar atentos aos Jornais. Não vale a pena ir para Angola como aventureiro (só se levar muito dinheiro no bolso e um bom projecto, em qualquer área, na mala).
Deixo o nome de algumas empreiteiras portuguesas que estão a trabalhar em Angola:
Mota-Engil, Edifer, Soares da Costa, Teixeira Duarte, Somague, Casais, Opca, Alves Ribeiro, Tecnovia, Eusébios e mesmo empresas angolanas que publicam anúncios nos jornais portugueses, é só estar atento.
Venham, mas preparem-se fisicamente e psicologicamente porque vão para um pais que nada tem a haver com o bem-bom que vivem diariamente em Portugal. Tomar um bom café não é tarefa fácil.
In http://www.globalcareercompany.com/africa-jobs/lisbon-portugal/apply.php

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Se descobrir a origem do pensamento criativo serei imortal?


Miguel Alves Diz: Janeiro 31, 2008 às 5:43 am
Mercenário português em busca de vaga em Angola. Ex-comandos (operações especiais do exército português). Vasta experiência com explosivo plástico e minas. Perito em fuzil (AK-47, FAL, M-4, HK G36) e pistola (9mm e .45). Mestre em Kali Silat. Experiência na selva sul-americana (paramilitares colombianos) em ações de sabotagem, guerrilha e sequestro. Inicio imediato. Aguardo contatos.
http://engenhariacivil.wordpress.com/2007/08/25/mercado-de-trabalho-em-angola-2/#respond


Se conseguisse escrever à velocidade do pensamento…
E disse o Neoliberalismo aos banqueiros e especuladores: Ide! Ide!.. e roubai-vos à vontade!

Para onde irei, não sei, roubaram-me os jasmins
E as orquídeas dos jardins
Sem perfume, com azedume, para onde irei
Não sei
Lembrem-se de mim, ando por aí à procura
Dalgum pensamento. Digam que nunca mais acaba
O meu tormento

Grito no mais profundo virgem florestal
Digam, procurem o nosso Kalunga ancestral
Se o encontrarem nos círculos sagrados
Lá quando forem ao profundo da floresta sagrada
Lembrem-se de mim, não receiem, lá estarei
Tragam-me um navio sem escravos
Sem angolês para ver

Concluí que: se não consigo sobreviver num mundo de absurda maldade, é porque sou autista. Daí, recomecei à procura do amor perdido. Esse amor Borgiano em que: todos os pontos do amor estão contidos num só ponto.

Donde vêm o pensamento?! Como se originam as paixões amorosas?! Do ser humano, do erro da Criação, da evolução?! Sempre com a paixão da continuação da produção de milhões de máquinas. Para a espécie eleita que chegou só com um desejo: destruir.

Se descobrir a origem do pensamento criativo serei imortal?

Pensamos porque amamos.

Gil Gonçalves

Generais-pedreiros


dunduma1 áfricaMuito bem.Vamos então verificar se V.Exª (general Higino Carneiro) cumpre o que afirma.Nas trazeiras da Pomobel, o Snr Generral Led, instalou-se "sorrateiramente",já instalou um muro da vergonha, e estamos com receio que iremos parar a qualquer outro lugar, como estrangeiros na nossa pátria.Ademais como V.Exª sabe o Snr General Led, é intocável.V.Exª terá coragem de desalojar o seu homólogo que edificou instalações á revelia do Governo da Provincia de Luanda?V.Exª Snr Higinio Carneiro, terá coragem para enviar a equipa de demolições?Lembro apenas a V.Exª. de que dos fracos não reza a história. In Angonoticias
07.09.2008 - 12h16 - Anónimo, Aveiro
Sem cadernos eleitorais, podem votar os embarcados, os acamados, os nao inscritos, os nao nascidos e os mortos. Uma coisa basica. Quanto a Luis de Almada, Von paulus, Antonio Martins, etc, por favor, volte la para o Caucaso e para a Ria Novosti. Depois do Mugabe agora virou as antenas para Angola?
In
Público última hora

Só a militância conta, a inteligência não.

Um tiro aqui, uma explosão acolá e vemos mais um pilar (?) erguido. Não sei, ninguém sabe onde é que universitaram engenharia predial. E continuam a desconversar que esta grande recessão é outra invenção dos americanos para nos dominarem. Como sempre engatados na mesma conversa, no tom do Titanic. Que foi construído para ser inafundável. E garante-se que a grande recessão só nos vai afectar um pouco… é mesmo conversa de Titanic.

Fardas do terror nalguns generais das matas, do mato, dos pistolões. Tristes imitações de Lampião e dos coronéis fazendeiros. O general Led cansou-se da luta de libertação. Agora inventou outra luta de destruição clandestina. Ergue vergonhas nacionais de prédios na cidade de Luanda. Destrói o que nunca será uma cidade. Apenas mais um monumento ao ultraje nacional na clandestinidade. Ao vencedor do destruidor imobiliário.
Recessão não afecta generais? Não!

Há generais que enxovalham as FAA, as tumultuam, as desacreditam, as barbarizam. São como o trânsito permanentemente engarrafado, que espelha a democracia vivente. Generais dos matos, sem lampiões. Generais que deixaram de brilhar mas cheiram a diamantes. Dantes eram os brancos, agora são os colonos negros.

A tribo 8164 reiniciou as hostilidades. Outra vez no conflito kwata-kwata do 8164 sem coração. Maioritário em quê? Maioria absoluta onde! Ah!.. maioria na fraude absoluta… assim é que está correcto.

Em grande parte ou no todo, o desenvolvimento social de Luanda, deve-se ao exemplar empenho e carácter nobre das Organizações Jardim do Éden. Que segundo fontes é pertença de mais um general-pedreiro. Podemos chamar-lhe e bem, desenvolvimento militarizado. Um sonho à Myanmar.

No fundo cada destes generais é como um somali. Angola para lá parece caminhar. Acho que fica mais uma Somália bonitinha. Com formação de arma na mão é destruição.

Para quê aguardar, desesperar sempre dos tiros, granadas e explosões? Por enquanto estamos apenas na recessão kwata-kwata de vice-ministros e generais.

Alguns generais frequentaram a universidade da pedra. Daí o titulo pomposamente académico de generais-pedreiros.
E os escravos do general diamantífero Led gritam: «Moisés! Vem salvar os escravos!»

Gil Gonçalves
Imagem: uma das obras clandestinas do general Led, nas traseiras da Pomobel, junto à Angop. Decerto apadrinhadas pelo GPL, Governo da Província de Luanda.

domingo, 9 de novembro de 2008

Mistérios da Medicina. Jovem se mata depois de receber teste cientológico


Portal Terra

PARIS - Instantes depois de ter em mãos os resultados dos testes psicológicos promovidos pela Cientologia, uma estudante norueguesa cometeu suicídio em Nice, no sul da França, no final de março. Kaja Gunnat Ballo jogou-se no terceiro andar do prédio onde morava, no centro da cidade.

Ao lado de uma carta de despedida, seus pais encontraram em seu quarto o diagnóstico do tal teste: a jovem teria notas entre - 100 e zero nas avaliações sobre sua sociabilidade, humor e dinamismo, além de um índice de QI 'muito limitado'.

A estudante teria procurado um cientólogo três horas antes de se jogar da janela, para buscar esclarecimentos sobre o que havia lido nos próprios resultados.

Na página da igreja na Internet, o teste é disponibilizado gratuitamente. Depois de preencher os dados pessoais, incluindo endereço e telefone, o interessado é confrontado a 200 questões genéricas que supostamente procuram identificar o perfil psicológico da pessoa. 'Você costuma se irritar quando alguém se atrasa a um encontro?' e 'Você sempre acha que poderia ter feito melhor uma atividade?' são algumas das perguntas.

O passo seguinte é aguardar uma correspondência convocando o possível novo membro para buscar seus resultados em uma das sedes da igreja, onde um cientólogo estará esperando para dar explicações e dicas.

Na época da tragédia, a família da jovem afirmou não ter dúvidas da responsabilidade do culto na morte de Kaja e disse que o perfil descrito pelo teste era inverídico. - Ela tinha seus problemas de ordem psicológica como qualquer adolescente, mas não era nenhuma suicida e estava num momento feliz - contou o pai dela, Olav Gunnar Ballo, ao jornal Nice Matin, em março. Um processo está em andamento na Justiça francesa.

Em sua defensa, a pessoa que recebeu Kaja na igreja afirmou à polícia que a jovem pareceu não ter compreendido os resultados e por isso saiu da sede sem uma avaliação do cientólogo. Este ainda acrescentou que ela comentou ter sido internada várias vezes em decorrência de uma suposta anorexia, além de ter admitido que estava tomando anti-depressivos.

In http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/13/e130912944.html

X-FILES. BGC3


X-FILES. BGC3
Bill Gates funda misteriosa empresa chamada bgC3

RIO - O fundador da Microsoft, Bill Gates, que oficialmente tinha se retirado das atividades na empresa para se dedicar inteiramente a sua fundação beneficente, criou uma nova e, ainda misteriosa, companhia chamada bgC3, segundo a imprensa americana.

A nova firma, que ainda não tem informação em seu site, embora já tenha registrado o domínio, seria dedicada a gerar idéias e produtos para a Microsoft e a Fundação Gates, afirma o "TechFlash", um blog sobre tecnologia de três veteranos jornalistas do setor.

O nome pode ser um acrônimo de Bill Gates Company 3, pois se trataria da terceira empresa fundada por ele após a Microsoft e a Corbis, uma agência de venda de fotos e direitos de imagens, além da Fundação Gates que dirige junto a sua esposa Melinda.

Segundo o "TechFlasfh", a companhia foi registrada como um think-tank e é classificada sob termos bastante vagos como "serviços tecnológicos e científicos", "análise e pesquisa industrial" e "desenvolvimento e desenho de software e hardware".

Documentos oficiais aos quais o blog teve acesso mostram que a companhia foi criada em março deste ano com o nome de Carillon Holdings, mas mudou para bgC3 em 10 de julho, dez dias após Gates deixar seu posto na Microsoft.

Segundo o blog, os escritórios, situados próximos à residência de Gates, são equipados com tecnologia de ponta da Microsoft, como computadores com tela tátil.

In http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/10/23/bill_gates_funda_misteriosa_empresa_chamada_bgc3-586086564.asp

Os Papas. São Clemente I


São Clemente I (92 - 97)

* Roma ? - + Roma 97

Dos imediatos sucessores de Pedro na cátedra de Roma, o terceiro de nome Clemente - escreve santo Irineu no ano 180 - tinha visto os apóstolos e conversado com eles, tinha ouvido a voz da pregação deles e tinha tido a tradição deles diante dos olhos" Não é a única notícia que santo Irineu nos dá do papa Clemente. Por ele sabemos que o autor da importante carta escrita pela Igreja de Roma a de Corinto é o papa Clemente. Fontes menos credenciadas atribuem a Clemente vários outros escritos entre eles uma carta sobre a virgindade, ou até mesmo um romance autobiográfico, obra evidentemente apócrifa, que testemunha todavia a clara luz que iluminou os nove anos do seu pontificado do ano 88 ao 97.

Foi dito que sua carta aos coríntios é a "epifania do primado romano, enquanto este primeiro documento papal (protótipo de todas as cartas encíclicas que seriam escritas no decurso dos séculos) afirma a autoridade do sucessor de são Pedro, bispo de Roma, sobre outras igrejas de origem apostólica. A carta, escrita entre os anos de 93 e 97, enquanto estava ainda com vida o apóstolo são João, é dirigida à Igreja do Corinto, dividida por um cisma interno, porque um grupo de fiéis contestava a autoridade dos presbíteros. O papa Clemente confiava: "Vocês nos darão júbilo e alegria se, obedecendo às advertências por nós escritas com a graça do Espírito Santo, rasgarem a ilicita paixão da inveja."

Com este primeiro ato do magistério, são Clemente deixou o único traço de sua vida. Não se está certo por outro lado que o Clemente citado na epístola aos filipenses por são Paulo seja o futuro sucessor de são Pedro; e é improvável que este seja o mártir Tito Flávio Clemente. Porque escritores como Irineu, Eusébio e Jerónimo (e o próprio ofício litúrgico do santo) ignoram o martírio do papa Clemente, a respeito do qual a fantasia popular teceu o enredo de uma inverosímil lenda: são Clemente, por ter convertido Teodora, esposa de um influente oficial do imperador Nerva, teria incorrido na sua vingança. Acusado de feitiçaria, sedução e mandado a uma ilha para carregar barris de água. Teria feito nascer um rio com um simples toque de picareta. Mais que convencidos de estarem lidando com um feiticeiro, os pagãos ataram-lhe uma âncora ao pescoço, jogando-o ao mar, que se retraiu para entregar aos cristãos o corpo do mártir para venerá-lo.

Imagem: http://www.prestservi.com.br/diaconoalfredo/santos/c/clemente_i.htm

sábado, 8 de novembro de 2008

Hotel Goma


Hotel Goma

O caminho berlinense da nova africana partilha encetou-se, nestas independências que nos conduziram ao regresso vertiginoso do Neolítico. Outra vez piores que o colonialismo e a escravidão que ainda não acabaram.

São mais importantes as palavras de Barack Obama, ou os seus actos?! Há milénios que nisto permanecemos. Falar… falar… e as coisas em cada época complicam-se. Não consigo conceber Barack Obama como todos fazem… escuro. Quando penso nele e noutras pessoas, vejo-as da cor do sol. Não interessam as palavras dos políticos, se não conseguimos ver o seu conteúdo.

O quisling do Ruanda uniu-nos
Quando abracei a minha querida amiga Tatiana Rusesabagina
Resta sempre a lembrança da Ocidental matança
Que as guerras dos negros só a eles pertencem
Tem o direito ancestral adquirido de se matarem como bem entenderem
É a guerra deles, é entre eles. Que se matem, que óptimo!
Exterminarem-se! Quantos mais melhor porque incomodam muito

São desvios da civilização, convertidos à força, à forca do cristianismo
Como sempre os Brancos fugiram
Deixaram, abandonaram nas ruas feitas de pó
Que não se comoviam perante o necrotério
Cemitério ao ar livre, improvisados
Massacrados, esquartejados, assim ficaram os corpos, e os seus restos
Abandonados.

Desprotegidos, entregues ao sol que no solo os requeimava
Decompunha-os. Parecia tudo tão irreal, como sementes lançadas à terra
Sem estar lavrada. Agricultores loucos que plantam cadáveres
E aguardam que nasçam plantas para renovar, continuar a matar
Estimular o ódio para que sirva de pretexto ao genocídio
E depois apelidá-lo de Estados Bárbaros
Antes eram as cruzadas para libertar Jerusalém
Agora são para libertar Negros, e todos os dias há
Cruzadas negras, matanças de pagãos

Cadáveres espalhados, habituados porque perderam
A importância, ganharam o desprezo da abundância
A África Negra é um Ruanda diário
Os campeões da democracia são perenes na convivência
Conveniência, apoiam as ditaduras amigas que garantem a sua sobrevivência

É como a literatura militante, defende o passado
Obscurece o presente, elimina o futuro
Somos nómadas, passamos o destempero a fugir dos tiros
E das catanas
Somos alimento para chacais, hienas, e abutres
E os partidos políticos partem-se na mama, da dinheirama

Há muitos brilhos diamantíferos, mas os sonhos petrolíferos permanecem escuros, obscuros

Gil Gonçalves
Imagem: RDC http://www.elpais.com/articulo/internacional/ejercito/garantiza/seguridad/Rutshuru/Congo/elpepuint/20081028elpepuint_10/Tes

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A origem da grande depressão de 2008 (VIII). Novela


A origem da grande depressão de 2008 (VIII). Novela

Quase tão estúpidas como as declarações de banqueiros, empresários, políticos e responsáveis pelo sistema financeiro, que durante meses e meses disseram que a crise tinha acabado, são as declarações de todos os que olham para esta crise como o fim do liberalismo, do capitalismo, da economia de mercado e não sei mais quantos conceitos que são coisas diferentes. Esta crise é obviamente surpreendente e, mais importante, preocupante. E decorre de erros básicos e gravíssimos: risco excessivo, usura, ganância, desregulação, facilitismo, crença no progresso eterno. Custa admitir que instituições centenárias tenham cometido erros tão primários na concessão de crédito e que os governos e entidades de supervisão não tenham percebido o que se estava a passar nas suas barbas. É neste campo que se devem tirar quase todas as ilações. Um pequeno exemplo: é absurdo que só agora se questione o ‘short selling’. Essa prática nunca devia ter existido. Qualquer pessoa sabe que vender uma coisa que não se tem é muito perigoso… e quando isso dá muito dinheiro ainda é mais perigoso porque a tentação de eternizar a prática é “justificada”.

In Ricardo Costa, Director geral adjunto da SIC no Diário Económico

Acompanhei o Elder até um restaurante, onde já lá se encontrava o Director que se deliciava com uma boa dose de gambas grelhadas. Sentámo-nos. Elder com o rosto muito sério sonda-me:
- Vou-te fazer uma surpresa.
Chama o empregado. Este aproxima-se e Elder encosta os lábios no seu ouvido. Disse-lhe qualquer coisa que não consegui ouvir. Depois volta-se para mim:
- Quando precisarmos de dinheiro basta falarmos com o Director, ele vai ao banco, pede dinheiro sem assinar nenhum documento. O banco é como se fosse dele.
O Director esforçou-se e saiu-lhe um leve sorriso de raposa que se apagou quando enfiou uma gamba na boca. Elder vira o disco.
- É necessário que saibas que temos uma empresa de prestação de serviços de contabilidade, gestão, consultoria… essa tralha toda, entendes?!
- Claro.
- Amanhã apresentar-te-ei aos serviços de contabilidade, se é que aquilo se pode chamar de contabilidade, dos Caminhos de Luanda. Não comentes com ninguém que o Director é meu sócio. E arranca com aquela merda de qualquer maneira.
- O Director é teu sócio? Mas isso mais tarde não vos trará problemas?
- Esta merda está toda assim… o que é que tu queres?! Qualquer director de uma empresa estatal, tem empresas criadas com o nome da esposa, filha ou filho etc. Porque é que nós não podemos fazer o mesmo? São todos uma cambada de burros, é o que são. Só para te lembrar que não estamos na Europa. Estamos na África. Aqui não há regras. É o cada um que se safe. Vou-te lembrar as tuas condições monetárias. O teu vencimento será cinco mil dólares mensais, mais dez mil kwanzas para as despesas locais. Foi isso que acertámos em Lisboa, certo?
- Sim… Elder necessito de enviar um e-mail para a minha esposa, a informar que cheguei bem, e que tudo corre normalmente.
- Escreve o texto e entrega-o ao Director.

O empregado chega. Poisa dois pratos na mesa. Um com gambas grelhadas, e outro com…caracoletas. Elder ri com satisfação:
- Pensas que é só em Portugal que isto existe? O que é que queres beber?
- Dão Meia Encosta.
- Ah..! Já me esquecia… és um apreciador ferrenho dos vinhos do Dão. Tens muito bom gosto. Eu também aprecio.
- Elder, os vinhos do Dão são recomendados na convalescença de doentes.
- Evidentemente que sei. Um puro néctar desses… podes acreditar que até recupera um coração.
Depois de quase uma garrafa despejada, Elder confidencia-me:
- Vou-te explicar como é que esta merda funciona. Tenho duas empresas em Portugal, outras duas na Namíbia. Aqui tenho seis e ainda vou constituir mais. Quando alguém necessita de importar alguma coisa da Namíbia ou de Portugal, utilizo uma das empresas em Angola. A maioria delas são o que se pode chamar de empresas fantasmas. Depois sobrefacturo as coisas que aqui chegam. Invento despesas numa das outras empresas para manter um lucro fictício… invento documentos para fugir ao fisco. Como são burros nunca detectam nada. As contas bancárias em divisas não aparecem na contabilidade. Eles não sabem de nada. Estás a ver os lucros que geramos? É como se fosse uma mina de diamantes.
- Claro, claro, mas…
- Os directores das estatais quando precisam de efectuar compras para a sua empresa aumentam substancialmente o seu preço, que é creditado numa conta no exterior. Como é que pensas que eles compram as casas em Portugal? Estão sempre a falar mal dos portugueses, mas é só para disfarçar, para angolano ver. Quando a vida lhes correr mal em Angola fogem para Portugal, e lá passarão a reforma. É tão simples como isso.

Gil Gonçalves
Imgem: Luanda. A especulação imobiliária, como os traficantes de droga, abrirá muitas fendas na terra e levará muita gente para as profundezas do inferno.
Hotel TD, Teixeira Duarte SA. Novo hotel de luxo a construir em Luanda pelo Grupo TD Hotel (Portugal).
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=471629&page=4

Não há guerras sem gatilhos


Não há guerras sem gatilhos

Encaro com mágoa imensa
Deste mundo a excepção
Até nos cães há diferença
Uns vivem bem outros não
António Aleixo

Lutar aí fora na diáspora é fácil. Com o tempo perde-se a noção da realidade. Lutar aqui dentro do dragão é heróico, é tenaz e muito difícil.

Entretanto o rei Leónidas enviou os seus trezentos espartanos para a RDC. As mochilas vão vazias de livros. Mas bem cheias de munições para o desenvolvimento sustentável dos canhões.

A guerra é a coisa mais fácil que os humanos aprendem. Bastam um dedo e um gatilho. Carregar nele, no gatilho, é fácil, carregar a mente é difícil. As guerras trabalham a tempo inteiro. De manhã, de dia e à noite.

Dizem-me que a guerra é necessária, que o homem é necessário para ela. Para que haja violência nas palavras… Guerra (!), da minha África do contrabando de armas. Como rochas afastando-se do luar antes da tempestade. Como a chama do fogão possuindo a cafeteira líquida antes da ebulição. Como o fardo pesado, na formiga leve antes da fome dos Invernos da vida. Como o sol vigoroso brincando com as folhas das árvores antes de serem queimadas. Como o homem perseguido pelo sono das madrugadas caminhando antes do sol nascer. Como a encosta deixando rolar a pedra antes do solo plano. Como o barulho do cair da chuva no fritar das batatas, antes de serem tragadas.

Quando a guerra começou… começou há milénios. Começou com os homens e acabará com eles. Não é significativo pensar que as guerras acabarão, porque os homens ainda não acabaram. Mas é significativo pensar que o amor ainda acabará com as guerras.

Esqueci que sou africana que sou uma fulana, mendiga mundana. Salvei um branco da morte, estava pronto para lhe imolarem. Pus o meu corpo à sua frente, depois cantou-me uma canção de agradecimento, para me continuar a desprezar, a neocolonizar.

E muitos segredos se perderam
Na Ocidental civilização arderam
Voltei à escravidão, sem livros na mão

Vendem-se armas a prestações a qualquer estado falhado. O fornecimento do armamento garante o exercício do poder aos exércitos. Os fabricantes incentivam a violência para o fabrico de mais armas. É por isso que nas guerras modernas se aceitam prestações. As fábricas da morte são encorajadas para a redistribuição da riqueza petrolífera e diamantífera.

Há sempre alguém que diz: as armas são necessárias para o desenvolvimento do nosso país.

Gil Gonçalves
Imagem: BBC http://news.bbc.co.uk/2/hi/in_pictures/7693828.stm

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Evita as pessoas barulhentas e agressivas


Evita as pessoas barulhentas e agressivas

Força na canjica!

07.09.2008 - 17h15 - José Manuel Rodrigues, Lisboa
Em 1958, nas eleições presidenciais, foram denunciados pelos democratas: os «cortes nos cadernos eleitorais, eliminando muitos cidadãos entre os mais qualificados»; «urnas levadas para fora da sala em que decorria a votação, sem terem sido seladas»; a «expulsão dos observadores da oposição das assembleias de voto, que pretendiam fiscalizar». Agora, pelo menos em Luanda, não existiram cadernos eleitorais, não foram credenciados observadores dos partidos, as urnas desapareceram por largo tempo. E tudo passou a ser normal. Não influenciando a votação. Qual o motivo que leva a considerar anormais tais práticas nuns países e a considerá-las normais noutros, só porque se trata de pretos e têm petróleo? Deus nos livre de tais democratas.
In
Público última hora

Vai serenamente por entre a agitação e a pressa e lembra-te da paz que pode haver no silêncio. Sem seres subserviente, mantem-te tanto quanto possível em boas relações com todos. Diz a tua verdade calma e claramente e escuta com atenção os outros, mesmo que menos dotados e ignorantes, também eles têm a sua história. Evita as pessoas barulhentas e agressivas; são mortificações para o espírito.

Se te comparas com os outros podes tornar-te presunçoso e melancólico porque haverá sempre pessoas superiores e inferiores a ti. Apraz-te com as tuas realizações tanto como com os teus planos. Põe todo o interesse na tua carreira, ainda que ela seja humilde; é um bem real nos destinos mutáveis do tempo. Usa de prudência nos teus negócios porque o mundo está cheio de astúcia; mas que isto não te cegue a ponto de não veres virtude onde ela existe; muitas pessoas lutam por altos ideiais e em todo o lado a vida está cheia de heroísmo.

Sê fiel a ti mesmo. Sobretudo não simules afeição nem sejas cínico em relação ao amor porque em face da aridez e do desencanto, ele é perene como a relva. Toma amávelmente o conselho dos mais idosos, renunciando com graciosidade às ideias da juventude. Educa a fortaleza de espírito para que te salvaguarde numa inesperada desdita. Mas não te atormentes com fantasias . Muitos receios surgem da fadiga e da solidão.

Para além, de uma disciplina salutar, sê gentil contigo mesmo. Tu és um filho do universo, e tal como as árvores e as estrelas, tens o direito de o habitares. E quer isto seja ou não claro para ti, sem dúvida que o universo é-te disto revelador. Portanto vive em paz com Deus seja qual for a ideia que dele tiveres. E quaisquer que sejam as tuas lutas e aspirações, na ruidosa confusão da vida, conserva-te em paz com a tua alma.

Com toda a sua falsidade, escravidão e sonhos desfeitos o mundo é ainda maravilhoso. Luta para seres feliz.

1927-Max Ehrmann. Renewead 1954 Berta K. Ehrmann
Composto, arranjado e conduzido por: Fred Werner
Produção de Fred Werner e Les Crane
Tradução livre de Maria Luiza Peixoto
























quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Esses Grandes Lagos Profundos


Esses Grandes Lagos Profundos

31.10.2008 - 11h14 - Human Watch Rights, Watchtower South
…Enquanto houver essa memoria, de que os culpados somos nos, o Governo continuara' a enriquecer com negocios licitos e ilicitos e o povo a morrer 'a fome. Para se acabar com a Hipocrisia, seria bom naturalizar Baltazar Garzon, como Juiz Portugues e que ele comecasse a investigar as luvas que as empresas portuguesas tem pago a altos responsaveis do Governo Angolano, para fazerem negocios naquele Pais, por exemplo... concerteza que as somas deste processo seriam brincadeira de criancas. Alguem quer tentar?... Pois, bem me parecia...
In
Público última hora


Existem campeonatos do mundo para tudo, mas não existe nenhum para a fome. Falta o campeonato do mundo para premiar a melhor ditadura e torneio para o melhor governo parte-casas. Libertem-me da fome e dominarei o mundo

Esses Grandes Lagos profundos onde repousa a consciência, a essência da vida humana. Uns são de águas transparentes, outros de águas pantanosas. Alguns, poucos, são de águas calmas. Outros, a maioria, são de águas agitadas, violentas. Os violentos pedem aos ventos que façam tempestades, e aniquilem os espíritos das águas da calma sabedoria. O conhecimento agita o violento. Como o frio glacial que nos obriga a procurar um refúgio acolhedor.

Os Grandes Lagos humanos da violência e da intolerância perturbam-nos o sossego. Até nas noites a justeza do sono é-nos negada, interrompida, porque um Grande Lago secreto transbordou.

A onda da nova guilhotina galga para o nosso leito, e corta a cabeça, mais uma, de qualquer recente consciência. Como um navio atracado no cais da amargura esperada, e depois assolado, levantado e transportado pelo ar, pelas trombas furiosas, repentinas de um furacão elefantino.

Ó Goma dos Grandes Lagos da Independência infligida, aflitiva.

Gil Gonçalves
Imagem: RDC
http://www.elpais.com/articulo/internacional/ejercito/garantiza/seguridad/Rutshuru/Congo/elpepuint/20081028elpepuint_10/Tes

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Falsos engenheiros para Angola (II)


Falsos engenheiros para Angola (II)

É que os prédios que os engenheiros (?) portugueses construíram e constroem em Portugal, muitos já estão, vão desabar. E são erros grosseiros de construção. É bom lembrar que os portugueses actualmente são os escravos da União Europeia. E melhor serventia que esta não há. O chato é que agora invadem Angola e os prédios começam também a desabar. Onde chegam só fazem merda. Nunca ninguém viu ou sentiu a arrogância rácica de um analfabeto português aqui recém-chegado ou não? Porque não comentam isso?

Adiamos o explodir do paiol de pólvora sem nenhuma necessidade. É que não conheço ninguém que goste deles. Bom… não está tudo perdido. Conservam o título de quarto-mundismo. E exímios campeões dos futebóis da mediocridade, porque o tempo atrofiou-lhes os cérebros, e agora já não jogam com a cabeça, com os pés, nem com as mãos. Jogam aos nado mortos.

Agora pedestres inventaram outro desenho arquitectónico. Perseguem as pessoas das vivendas de Luanda, e aliciam-nas com mil e uma propostas para a sua destruição. Propondo em troca a construção de prédios de catorze e mais andares e os utentes morarem noutro local. Grande vigarice, está-se mesmo a ver.
Os destroços do banco BPN e a seguir o do BCP já cá chegaram. Mas que neocolonialismo exemplar.

Gil Gonçalves

A psicose dos cursos superiores. Licenciados, sim. Cultos, nem por isso. Por Orlando Castro

Portugal continua a ser um exemplo. Em termos absolutos tem mais advogados do que a França, embora tenha seis vezes menos população. Não está mal. Seja para o que for, exige que todos os que procuram trabalho sejam licenciados. Mesmo que o sejam em Relações Internacionais e vão desempenhar funções de Secretariado. A síntese é simples: O nível cultural é diametralmente oposto ao nível, e ao número, de licenciados.

Há cursos, supostamente superiores, para todo o género de coisas, mesmo quando são coisas que ninguém sabe para que servem. Mas dão sempre direito ao orgasmo máximo do “dr.” que, reconheço, é meio caminho andado para se ser deputado, caixa de um hipermercado ou primeiro-ministro.

Conheço gente de alto nível cultural, alguns também licenciados, que são motoristas de táxi, repositores de produtos em supermercado, fazedores de embrulhos em lojas e, é claro, desempregados.

Mas também conheço políticos e similares, alguns também licenciados (deputados, autarcas, administradores de empresas públicas, institutos etc.) que deveriam ser motoristas de táxi, repositores de produtos em supermercado, fazedores de embrulhos em lojas e, é claro, desempregados.

A diferença entre eles não está na origem do “dr.” (quem diz doutor, diz engenheiro) mas nas ligações partidárias que, a par ou não da licenciatura, são muito mais do que meio caminho andado para se ter um bom tacho.

Curiosamente, ou talvez não, os que vegetam em empregos marginais têm níveis culturais muito acima da média dos que ocupam lugares de relevo na sociedade pública/estatal portuguesa.

Na minha opinião, enquanto Portugal valorizar da forma que o faz a importância de um qualquer curso superior (feito ou comprado), relegando a capacidade profissional e, já agora, a cultura, para as calendas socratianas, continuará a ser o último dos desenvolvidos ou, como certamente diria o conhecido licenciado em Engenharia Civil que chefia o Governo português, o primeiro dos subdesenvolvidos.

Orlando Castro Texto inserido em:20/04/2007
http://www.eusou.com/premium/cronicas.asp?id=396&det=1758
e Orlando de Castro Alto Hama
Imagem: Luanda, a terrível especulação imobiliária de todos os tempos.
http://africamonitor.info/

Os Libertadores de Goma


Os Libertadores de Goma

Enquanto a Igreja Católica tem um santo para cada dia, a África Negra tem para cada dia uma luta, um movimento de libertação. Está perdida, perdeu-se. Outros aventureiros a subjugarão.
Gil Gonçalves

Já que se globalizam os capitais, por que não globalizar as crianças famintas do mundo para que todos se responsabilizem? - Bem disse o nosso político Cristovam Buarque... quando falaram sobre internacionalizar a Amazônia....então internacionalizaremos sim, desde que se internacionalizem as riquezas, as pobrezas... diminuam explorações e desigualdades... aí sim poderíamos internacionalizar a Amazônia...

É assim... pagaremos mais uma crise de um sistema que nos tira o sangue, por que somos complacentes e queremos pertencer ao mundo das necessidades criadas socialmente, por sociedades com outros padrões. Deveríamos querer dignidade com a mesma gana que queremos consumir bugigangas tecnológicas...

Patrícia Martinelli

A História da humanidade é a história da selva humana. Não é necessário estudar muito para saber que há abundantes idiotas.

O horrível que existe nas ditaduras, é o separar das famílias. Sentem imenso prazer em destruírem tudo o que sejam laços familiares. Há quem pense retirar os genes da maldade à nascença. A História da Humanidade é a história da selva humana.

O que alguns homens inventam, para dominarem os outros, não pode ser levado a sério. Como a visão apocalíptica… quotidiana, da segunda vinda de Cristo, eternamente adiada. Como a bonança antes das tempestades das lutas de libertação africanas.

Ingenuamente perguntei a um médico amigo, porque é que o famoso cirurgião cardíaco, Dr. Christian Barnard, faleceu de um ataque cardíaco. Respondeu-me: «Com a idade, o coração fica velho… cumpriu a sua missão».

Os tempos mudaram muito, estão sempre a mudar… na certeza que a família sucumbiu, inexistente. Cada um que se safe, é a regra de vivência que não me lembro quem a inventou. Apesar de obrigados a comer toneladas de informação diária, no entanto estamos sós. Abandonados na grande epidemia da fome… são milhões, ou biliões?! Os números sempre a aumentarem! Era esta a promessa dos milagres técnicos da ciência para o ano 2.000. Aguardo o fim dos meus dias, não é isso que sucede a todos?

Lembro-me de Mark Twain e da comparação que fez entre um homem e um rato: «Não... seria fazer uma injustiça ao rato». E entre um homem e um cão: «se acolheres um cão faminto e lhe deres conforto, ele não te morderá.» «Quando chegares à porta do Céu, deixa o teu cão do lado de fora.

O que interessa é retratar a maldade do ser humano. Pessoalmente se me dessem a escolher entre um homem e um leão, escolheria logo o leão. Porque o conheço bem, enquanto que o homem, é cheio de manhas, e só demasiado tarde o conhecemos. Porque é que os ratos invadem as casas dos homens? Porque estes roubam, fazem-lhes concorrência desleal. Imitam-nos, e os ratos descontentes não aceitam a exclusão social.

Com os biliões de dólares do petróleo e diamantes, não há nada que justifique uma só pessoa passar fome. O dia do julgamento vos suará frio.
De metro a metro só vejo homens fardados. São os seguranças que protegem a intranquilidade dos fora-da-lei.

Gil Gonçalves
Imagem: RDC http://www.elmundo.es/albumes/2008/10/28/congo/index.html

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A origem da grande depressão de 2008 (VII). Novela


A origem da grande depressão de 2008 (VII). Novela

27.10.2008 - 15h40 - Carlos Rocha, Porto Portugal
Pois!...Os bancos já não têm dinheiro para alimentarem os especuladores que investiram na bolsa de matérias primas e acumularam grandes quantidades de crude em super petroleiros no alto mar, o que durante algum tempo provocou a escassez deste bem essencial e consequentemente o aumento dos preços. Só que com o aumento da produção e a redução do consumo. A procura diminui e os especuladores deixaram de pagar aos bancos. Daí a crise financeira em que nos encontramos, que ao contrário do que nos dizem, não tem nada a ver com o imobiliário nos USA. Andam-nos a mentir!... E sabem de quem era este dinheiro que os especuladores do crude utilizavam para enriquecerem à nossa custa com o amento dos combustíveis? Era o nosso dinheiro, são as nossas economias, que pomos nos bancos pela qual nos pagam uma ridicularia de juros, e até esses juros nos são depois sugados com a sua aplicação na especulação de bens essenciais como os combustíveis.
In
Público última hora


- Estudas?
- Consegui com muito custo a instrução primária, mas não aprendi nada. Para prosseguir os estudos não há vagas. É necessário pagar uma pequena fortuna. Na universidade privada nem pensar. Para pagar é outra, uma grande fortuna. Não teria tempo para roubar…para pagar os estudos.
- Então passas a vida a roubar?
- Bom… não é bem assim. Só estou a pedir o que o Mpla me deve.
- Mas roubas pobres inocentes que não tem culpa nenhuma. Porque não roubas aos ricos?
- Mô kota branco… esses não dá. Estão bem protegidos. Onde eles estão nem um grão de areia passa. Tenho que roubar para não passar fome. Somos bwé nessa vida, os police não nos aguentam.
- Então, roubas qualquer pessoa?!
- Não… só roubo brancos nas praias e quando estão distraídos nos carros. Dá-me uma grande vontade de rir quando os assaltamos. Ficam tão assustados que até me dá pena. São muito medrosos. Roubamos telemóveis… temos um jovem engenheiro que conhece todos os segredos. É um bom negócio. Roubamos tudo o que pudermos. Roubar brancos…desculpa. Pelo que tu fizeste por mim… já não mando mais roubar brancos.
- Não mandas mais (!)
- Não!.. chefio uma quadrilha no Sambizanga. Nasci lá… o meu pai e a minha mãe morreram na guerra. Tenho uma irmã muito bonita que está a viver na casa de uma tia…depois vais conhecê-la.
- Sabes quem foi Malcolm X?
- Foi um black americano muito fixe. É o meu herói… desejo ser como ele.
- Sabes que ele terminou assassinado à bala?
- Sei... também sei que será esse o meu destino. Quando os police me apanharem… matam-me.

Faz-se sempre necessário analisar a vivência de Malcolm X. Ele que nasceu e cresceu numa sociedade extremamente violenta, profundamente abundante de discriminação racial. Acho que ele acreditava que, mais dia, menos dia, acabaria por ser abatido a tiro. Talvez preparasse o destino, o caminho glorioso de Martin Luther King. Talvez se trate também apenas do Profeta e do seu Seguidor. Afinal, Jesus Cristo pregou perante uma violência extrema e foi morto. Os seus seguidores depois de muitos séculos pregaram, e continuam a pregar a paz, mas curiosamente o Mundo apresenta-se cada vez mais violento.

Trazia as folhas de papel com o texto que havia tirado do computador, e anunciei-lhe:
- Posso ler-te um texto?
- Um texto?!.. Se for para me dares lições de moral, esquece.
- Não, é sobre Malcolm X.
- Ya, ya, quero ouvir.

MALCOLM X, revolucionário americano (1925-65)

Aos 20 anos já estava na prisão, condenado por assalto com arrombamento. Depois foi o tempo da droga, do álcool, o jogo, a prostituição. Uma vida idêntica às de muitos outros homens da sua idade, da sua condição, com o seu tom de pele. Até que um dia...

Quando a mãe ainda o trazia na barriga, contará mais tarde, um bando de homens do Ku Klux Klan a cavalo atacou durante a noite a quinta isolada onde vivia a família. Era o seu pai que eles queriam. Pastor baptista, era um fervoroso divulgador das ideias de Marcus Garvey, cuja utopia era o retorno dos negros da América ao Continente Africano. Nessa noite o pai não estava lá, mas os cavaleiros do Apocalipse branco voltarão alguns anos mais tarde para queimarem a casa. E, em 1931, acabarão mesmo por abater o pastor.

Malcolm Little era o sétimo filho do casal. Nascera com a pele um tudo-nada clara, marca do rapto distante da sua avó por um branco. Depois da morte do pai, a mãe acabara por ser internada num asilo para loucos, mas Malcolm conseguirá sobreviver a esta conjugação de desgraças tornando-se como que um estudante-modelo. Para a comunidade branca de Lansing (Michigan), localidade onde crescerá numa espécie de casa de correcção, tornar-se-á mesmo o protótipo de um "bom negro", um exemplo que a "boa sociedade" não poderia deixar de destacar: provindo de uma família marginalizada, criança instável, rejeitada por muitos, conseguiria ainda assim preparar-se para encontrar um rumo para a sua vida, graças, claro, ao auxílio dos brancos.

Malcolm Little, adolescente, torna-se assim um "negro branco", um desses "pai Tomás" que ele próprio repudiará mais tarde. Desfrisara os cabelos, preferia as mulheres de raça branca, tentava imitar o americano médio sob todos os aspectos. Todavia, cedo acabará por se aperceber de que não será nunca um branco: mesmo que o seu comportamento agrade aos brancos, ele nunca verá o seu trabalho pago como o de um branco e jamais terá o lugar social deste. E tal como muitos daqueles a quem o american way of life seduziu sem lhe dar meios para nele sobreviver, Malcolm Little começaria a contornar as dificuldades pela via da marginalidade.

Torna-se assim uma espécie de "bandido amador", desenvolvendo actividades que o levarão à prisão nos inícios de 1946. Permanecerá aí sete anos. E foi aí, em 1948, que se converteu ao Islão e que, em 1952, aderiu à Nação do Islão, os Black Muslims, de Elijah Muhammad, organização da qual se iria rapidamente tornar o principal porta-voz. Escolheria então o pseudónimo de Malcolm X, para sublinhar o facto de o negro para o branco não ser nada, não ser senão um X, uma pequena cruz. Em 63, porém, romperá com os Black Muslims e começará a preparar a fundação daquela que virá a ser algum tempo depois a Organização de Unidade Afro-Americana.

"By any means necessary" ("por todos os meios necessários"): para lá de uma frase que se tornaria como que o emblema de Malcolm X, as palavras sintetizam uma filosofia da acção que será também um humanismo no sentido mais forte do termo, uma ética revolucionária que coloca o homem no centro. Malcolm X tenta conciliar uma leitura dialéctica da história com o Islão, a fraternidade com a violência. Ao longo dos últimos meses da sua vida, começou também a aperceber-se da necessidade política de uma aproximação dos negros com os brancos anti-racistas. As suas concepções encontram-se, pois, ligadas à ideia de uma legítima defesa à qual se encontram forçados os afro-americanos:

"Nós não somos contra ninguém pelo facto dessa pessoa ser branca. Mas somos contra todos aqueles que praticam o racismo. [...] Nós não somos pela violência. Somos pela paz. Todavia, as pessoas que combatemos empregam a violência. E não se pede ser pacífico diante dessa gente". Um dos "meios necessários" que ele tem em mente é de facto a violência: "Se for preciso organizar um exército da nação negra, nós organizaremos um exército da nação negra. Actuaremos pelo voto ou à bala. Será a liberdade ou a morte".

No último discurso, pronunciado cinco dias antes do seu assassinato no Audubon Center de New York, Malcolm X afirmaria: "Eu acredito na fraternidade humana. Porém, [...] tenho de ser realista e compreender que aqui, nos Estados Unidos, encontramo-nos numa sociedade que não pratica a fraternidade. Que não pratica aquilo que prega". No mesmo discurso, atacaria também outras organizações afro-americanas. Para ele, Martin Luther King ter-se-ia tornado uma figura aceitável para muitos brancos precisamente porque se opunha aos sectores negros mais radicais. Fustigaria a ineficácia do movimento pelos direitos cívicos chefiado pelo reverendo King: assim, no Alabama, e apesar da lei adoptada em Julho de 64, os negros continuavam sem poder votar. Seria que o governo federal não tinha força para impor a lei que aprovara? Malcolm X afirmará então: "esta lei não é senão um truque miserável, dado que eles continuam a rir-se de nós ano após ano". Mais do que mendigar algumas leis, pensa então em criar um poder negro. A necessidade, para vencer, de opor um poder negro ao poder branco.

Quando, em 1966, Huey Newton e Bobby Seale fundarem os Black Panthers, reivindicarão assim, como património teórico, e ao mesmo tempo que os escritos de Frantz Fanon, os discursos de Malcolm X. Os Black Panthers seriam aliás um movimento "nacionalista revolucionário" – tal como se auto definia – fundado na mesma linha da autodefesa armada pela qual pugnara Malcolm X.
O seu assassinato, e depois o de Martin Luther King e de numerosos militantes dos Black Panthers, empurrariam o movimento afro-americano para uma espécie de espiral de despolitização. A comunidade negra ver-se-ia assim diante de uma tentativa, não tanto de a eliminar – os negros são muito úteis porque ocupam um grande número de empregos sub remunerados... –, mas simplesmente de a controlar, aterrorizando-a e sugerindo-lhe outras vias de "contestação" que não a política.

A introdução massiva da droga entre a juventude negra, a exaltação fanática do Islão como valor pseudo africano – o grupo radical The Last Poets declararia mesmo, em 1993, que "o Islão é a religião da África desde há milénios" (SIC) – ou as perspectivas simplicistas e racistas de certos membros da comunidade são as marcas de uma determinada regressão. Um filme como o de Spike Lee (Malcolm X, 1992), apesar de uma visão algo maniqueísta dos factos que apresenta, ilustra porém a actualidade deste grande revolucionário negro. Mais significativamente ainda, novos militantes tentam retomar uma perspectiva política e revolucionária da libertação dos afro-americanos, como é o caso de Mumia Abu Jamal. É sem dúvida por isso – não existe outro motivo claro – que este é mantido, desde há largos anos, nos corredores da morte de uma prisão dos Estados Unidos.
Porque permanece a força subversiva destas palavras: "By any means necessary".
In Internet. Não consigo citar o site.

- Gostei, gostei! Deixa-me levar para eu estudar e mostrar aos meus kambas.

Malcolm X despediu-se. Adensou-se na profundidade nocturna até a noite o possuir. Antes de desaparecer completamente passou junto a algumas mulheres que vendiam cigarros e cerveja. Ouvi uma delas suplicar:
- Malcolm X, meu filho, não me roube!
Juntou-se a três jovens que o aguardavam. Acho que eram os seus guarda-costas.

Gil Gonçalves
Imagem: Luanda, especulação imobiliária. http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=471629&page=5

Os Banqueiros Pregadores da Nossa Fome. (III)


Os Banqueiros Pregadores da Nossa Fome. (III)

02.11.2008 - 15h51 - viriato, paris
Isto é a prova que os bancos estão falidos . O governo nacionaliza este mas os outros, se as pessoas levantarem os depósitos, ficam também falidos . Seria uma boa ocasião para lhes acabar com o pio, levantar o nosso dinheiro, esperar a nacionalização, e voltar a depositar, mas desta vez, num banco do Estado, talvez o estado, menos ganancioso, nos cobrasse menos juros, mas se tal fosse o caso, poderíamos sempre mudar de governo, enquanto que agora não podemos mudar de dirigentes de bancos !
In
Público última hora

Toda a fome tem o seu tempo permanente, e há sempre tempo para isso. Há tempo para nascer, para crescer, viver e morrer à fome. Nunca há tempo para arrancar o que a fome plantou. Nunca há tempo para curar e derribar a fome. O tempo sobra para edificá-la. Tempo de chorar e tempo de não rir nunca faltam. Não há forças para prantear nem para se soltar.

Tempo para abraçar e comer pedradas. Não há nada para guardar, logo, não há nada para deitar fora. Tempos para ficarem calados a observarem a fome. Falar já não adianta. Tempo para amarem a fome, vossa fiel companheira. Não havendo trabalho para ninguém, e quando aparece, não há vantagem nenhuma em trabalhar, porque nunca vos pagam. Temos visto o trabalho que não vos dão, e isso não nos aflige. Prometemos-lhes que seria tudo formoso. Mas como não temos coração, demo-vos mais um deserto de promessas.

Alegramo-nos fazendo-vos tristes. E que só nós comemos e bebemos, e gozemos o que nos pertence. Sabemos que tudo que fazemos é para a nossa eternidade, e nada nos podem tirar. Não guardamos temor diante de vós. Tudo já foi e continuará a ser nosso. Mesmo assim ainda nos exigem contas. A justiça é para nós, a injustiça é para vós. Dissemos nos nossos corações maldosos: julgaremos os pobres e famintos em todos os tempos das suas vidas. Perseguiremos os justos dia e noite. Dissemos na nossa maldade: é por causa dos filhos dos esfomeados, que se portam como animais imundos, que existe intranquilidade nas ruas.

Porque o que sucede aos filhos da fome, também sucede aos filhos dos animais imundos. Como morre um assim morre o outro, e a vantagem sobre os animais imundos não é nenhuma. Também isto é de grande utilidade. Todos ficam no mesmo lugar à espera da comida. A apanharem pó. De tanto esperarem, cansarem, comendo pó. Ficam sem fôlego. Nem para baixo nem para cima. E nós, maldosos ficamos muito alegres com as nossas obras. Depois dividimos as nossas comissões.

Depois voltámo-nos e vimos as opressões que fizemos. Vimos as lágrimas dos oprimidos pela fome, e ninguém que os escutasse. Vimos os opressores consolados, e os esperados, desesperados pela fome sem nenhuma consolação. Pelo que, louvámos aqueles que contribuíram para o aumento do exército dos esfomeados. E que ninguém se atreva a pedir-nos contas pelas más obras que fizemos. E se alguém pretender igualar-nos, não passa de um reles invejoso. Os esfomeados não passam de tolos. Porque não se alimentam do que resta da carne dos vossos corpos? Andam sempre de mãos vazias, cheias de aflições. Outra vez nos voltámos, e vimos a irmandade da fome. Não roubamos sós, roubamos em equipa. Não nos fartamos de riquezas. Quanto mais temos, mais queremos. De modo que, não sobra nada para ninguém.

Melhor é um que dois a roubarem. Porque um fica com tudo, mas o outro apanha uma gasosa. Se um cair, o outro fica contente, porque aumentará a sua renda. Se dormirem juntos, desconfiam-se, porque tentarão ludibriarem-se e por isso não conseguirão dormir. Se alguém tentar prevalecer contra nós, os nossos seguranças estão sempre atentos. O rei velho e no poder insensato nunca dará poder a nenhum mancebo. Porque um sai do cárcere, diz qualquer coisa contra, e volta outra vez para onde saiu. Nunca nenhum mancebo ocupará antes da morte o trono do rei insensato. O seu povo está moribundo e não haverá descendentes.

Vários conselhos para não morrerem à fome
Inclinem-se quando entrarem nas casas dos ricos, não falem nada contra, pode ser que lhes dêem alguma coisa para comerem. Guardem sempre silêncio e não se apressem com as vossas línguas. Sejam sempre poucas as vossas palavras. Porque eles já conseguiram corromper os céus, e na terra onde estais não vos resta nada. Consideram que os esfomeados sonham sempre com comida. Quando fizerem algum voto a um rico não tardem em cumpri-lo, porque senão nem um grão de arroz conseguirão. Sobretudo prometam que nas eleições votam neles.

Cumpram as vossas promessas. Assim conseguirão um pouco de carne para as vossas bocas. Evitem sonhar alto, porque alguém pode ouvir. Aprendam a temê-los. Sabem que nas províncias também há muita fome, mas não se maravilhem com isso. Os que nos governam estão atentos, e a curto, médio, e longo prazo a fome aumentará. O proveito das terras é para eles. Só o rei se serve do campo. Amam muito o dinheiro e não se fartam dele. E quanto mais abunda, mais desejam.

Gil Gonçalves
Imagem: RDC http://www.elmundo.es/albumes/2008/10/28/congo/index.html

domingo, 2 de novembro de 2008

Falsos engenheiros para Angola (I)


Falsos engenheiros para Angola (I)

Introdução:
Felizmente ou não, conheço alguns peripatéticos portugueses, onde um deles é um pobre mecânico de automóveis, mas apresenta-se como engenheiro mecânico. Outro é um desprezível pedreiro mas, em Angola, é engenheiro de construção civil. Ainda outro diz que é economista formado na RFA, República Federal Alemã, mas nunca conseguiu apresentar o diploma. Ainda outro tirou lá em Portugal um curso de informática e em Angola é engenheiro informático. Ainda não chega… nas nossas universidades o pessoal professor português de informática, ou não, só dão a disciplina de redes… mais nada. Imaginem os pobres alunos acabam o curso… vão trabalhar…não sabem nada.

Nunca imaginei que Angola, abusando da riqueza petrolífera e diamantífera se deixasse dominar, abusar, neocolonizar por uma deficiente genética humana. Veja-se o caso cada vez mais alarmante dos generais que conspiram contra o poder. Porque detêm já as parcelas de terras mais ricas, consideráveis, do país em seu poder. Como modernos comerciantes de escravos que criam mais um deus, uma crença e outra superstição e nos obrigam a segui-los sob pena de morte. Se não os pararmos, quantos mais Laurent Nkunda teremos? Sem dúvida que Angola está no caminho certo duma Somália, dum Darfur e especialmente doutra RDC.
O trabalho que apresento a seguir foi pesquisado na Net. Desejo-lhes boa leitura.
Gil Gonçalves


1400 Compraram curso de engenharia (no Instituto Politécnico de Coimbra). Pagaram entre 523 e 650 euros para obter diploma de licenciatura. Titulo do “Correio da manhã”

Como é que é possível uma coisa destas. Espero que o nosso Engenheiro Primeiro-ministro faça alguma coisa sobre o assunto, que isto de se ser Engenheiro aldrabado é algo de muito feio. Agora, olhando para o preço não posso deixar de me perguntar se outros que o tenham comprado em Universidades Privadas não se sentirão roubados. Deve-lhes ter saído muito mais caro….ou talvez não.

jfade disse...
Na minha Escola, e apenas na área da Electrotecnia, há cinco colegas que pagaram o equivalente ao valor das propinas de um ano lectivo para "subirem" na hierarquia social, passando de bachareis a licenciados. Mas eu pergunto: o erro é deles ou da forma ínvia que o I.S.E.C. utiliza para arrecadar uns milhares de euros?
Atençao que o ISEC não fabrica engeheiros. Portugal está cheio de falsos engenheiros.
Legalmente, só o Engenheiro quem estiver inscrito na Ordem dos Engeheiros e a Ordem só aceita licenciados de ALGUMAS Universidades. Os outros, se querem pôr o ENG. no cartão de visita, terão que se submeter a uma prova de ingresso.

Marreta disse...
Quando esta fornalha de encanudados começar a projectar obras públicas é que vai ser bonito. Quem vai deixar de passar em pontes e tuneis sei bem que é!

Pata Negra disse...
Calma aí! Eu estudei no ISEC! Tirei um curso de 4 anos! Na altura outros cursos de idêntica duração, de nível idêntico ou até menor, davam licenciatura - nunca liguei a isso mas já paguei por isso!...
…Para que conste sei - de fonte segura (detesto ter de recorrer a esta figura da fonte segura) - que o Pinto ainda não foi lá pagar o seu diploma! Eu fui! Que se lixem os 700 euros!...

In http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/03/ena-p-tanto-engenheiro.html

…Câmara do Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres, referiu esta quarta-feira que nunca comandou «um esquema de distribuição de diplomas falsos», refere a Lusa.

Este alegado esquema foi denunciado, terça-feira, no Brasil, por José Faria, a testemunha-chave no processo contra Ferreira Torres que decorre no Tribunal do Marco de Canaveses.

Em declarações proferidas antes de embarcar, em São Paulo, num voo de regresso a Portugal, José Faria afirmou que há funcionários da Câmara do Marco que «nunca atravessaram o Atlântico, nunca vieram ao Brasil e mesmo assim têm cursos em escolas brasileiras» …

… José Faria, à partida de São Paulo, avançou que planeia denunciar os diplomas falsos e as supostas actividades ilegais do ex-presidente da Câmara Municipal.

«Contarei tudo o que sei. Chega, basta desse género de políticos no nosso país», disse aos jornalistas, em declarações no aeroporto de São Paulo.

A testemunha deverá chegar a Madrid perto das 14 horas locais (13 em Portugal), desconhecendo ainda se terá segurança policial na deslocação para Portugal.
In http://diario.iol.pt/noticia.html?id=943916&div_id=4071

sábado, 1 de novembro de 2008

É assim que funciona o mercado de acções.


É assim que funciona o mercado de acções.

Afinal a análise financeira e a previsão meteorológica têm muito em comum!

Estava-se no Outono e, os Índios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe Índio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser frio?" -"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço.

O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um Inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre."

"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe. O meteorologista respondeu "Os Índios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."

É assim que funciona o mercado de acções.

Recebido via email: autor desconhecido

ATENÇÃO!! POR FAVOR!


ATENÇÃO!! POR FAVOR!

Está a circular na Internet uma nova fraude.... Roubam o teu endereço Hotmail, mudam a senha e, através do Messenger e e-mail entram em contacto com todos os teus amigos, obviamente fazendo-se passar por ti, dizendo que estás com grandes problemas económicos e que precisas urgente de um empréstimo, pedindo que depositem o dinheiro em uma determinada conta corrente, ou então pedem um nº de cartão de crédito ou documento similar (REPITO, sempre no TEU nome, como se fosses tu).

Alterando a senha não terás como entrar nas tuas mensagens para alertar os teus contactos. Fala com todos os teus amigos para que NÃO ACEITEM o contacto Sonia Cabrilis de Hotmail porque é um vírus que formata o teu computador e, se for aceite por algum contacto teu, automaticamente tu estarás infectado! Edita, copia e envia esta mensagem para todos os teus contactos.
PRESTA MUITA MUITA ATENÇÃO!!! Como se não bastasse, poderás receber um e-mail Power Point chamado 'la vida es bella' ('la vita è bella') que aparentemente é inofensivo, mas, NÃO ABRAS DE MANEIRA NENHUMA E FAZ O DELETE IMEDIATAMENTE!!!! Se este arquivo for aberto, o teu monitor mostrará uma mensagem que diz 'já é tarde demais, a vida não é mais bela!'.

Em seguida perderás tudo o que tiveres no computador e o remetente da mensagem terá acesso ao teu computador em teu lugar, acederá o teu e-mail e tudo o mais! Este é um novo vírus que começou a circular na rede sábado passado. Temos de fazer TUDO para bloquear este novo vírus! A UOL já confirmou sua perigosidade e os softwares antivírus não conseguem detê-lo. O vírus foi criado por um hacker que se auto-define 'o dono da vida' e o seu objectivo é o de destruir os computadores domésticos para lutar contra a Microsoft. É por isso que usa a extensão .pps.
ENVIA ESTA MENSAGEM A TODOS OS TEUS CONTATOS, ASSIM PODEREMOS NOS AJUDAR UNS AOS OUTROS!!!

Texto recebido por email