quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Olga. O Campo de Concentração





Getúlio Vargas promete convocar eleições ainda naquele ano. Agora a reivindicação das ruas é pela anistia e pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte

O Comboio que levava Olga sai de Lichtenburg rumo ao norte.

A índole belicosa dos nazistas os levou a promover uma mudança no sistema prisional da Alemanha, transformando as cadeias em estruturas a um só tempo penais e “produtivas para a economia do Reich.”

Assim que chega ao campo de concentração, Olga percebe organização e rigidez extremas. As mulheres eram classificadas por um triângulo colocado no braço ou no peito, através do qual se identificava o motivo de seu aprisionamento. Ela não foi identificada como comunista, mas como anti-social, assim como o eram as prostitutas e ladras comuns.

Pela sua capacidade e ascendência moral, Olga recebeu dos carcereiros a missão de organizar seu local de moradia e trabalho. Isso pelo menos traz alguma ocupação útil ao espírito. Instalou hábitos de higiene e levou um reforço à auto-estima das outras presas escrevendo até mesmo uma apostila rudimentar, com ilustrações e mapas através da qual contava sua história e falava sobre os caminhos do mundo. A seguir, intimada a depor em Berlim, escreve um bilhete para a sogra.

Grandes indústrias alemãs utilizavam os prisioneiros dos campos de concentração em trabalhos forçados.

Olga recebe a notícia de que Sabo não resistiu a tuberculose que se agravou depois da chegada do inverno e morreu, tendo finalmente um fim a seus traumas e suas lembranças da tortura. Descansou...

O Reichfürere SS Heinrich Himler, em visita aos campos de concentração, ordenou que as presas fossem trancadas em suas celas. Durante a inspeção, uma mulher o xingou e ele ordenou que 80 mulheres fossem punidas como forma de aviso. Dentre as escolhidas para o castigo estava Olga Benario, violentamente chicoteada.

Certa feita uma prisioneira delatou Olga a respeito do curso de conscientização política que na prática ministrava, mesmo que em condições ainda menos que precárias e ela foi novamente torturada. Em outra oportunidade chegou mesmo a dirigir a encenação de uma peça de teatro escrita e dirigida pelas prisioneiras. Tudo foi descoberto e as presas foram levadas a passar a noite sem agasalho, no palco, sob o rigoroso inverno, etc.


Olga em seus momentos finais
O Campo de Concentração já não era unicamente feminino, chegaram prisioneiros.
As notícias vindas por parte de prisioneiras recém-chegadas se opuseram ao otimismo de Olga: Hitler havia conquistado boa parte da Europa.
A situação nos campos de concentração era de terror cada vez mais crescente. Insalubridade não apenas psicológica ou do ponto da violência física direta: Olga contraiu uma virose que quase lhe tirou a vida. Mulheres eram executadas sem motivos plausíveis. Além disso surge mais um agravante: a chegada de médicos para realizarem experiências genéticas com as presas.

O vírus da tuberculose era disseminado pelos médicos, e a todo momento mulheres morriam, assassinadas pelos médicos. Dizendo tratar-se de um vírus letal, eles aplicavam constantemente a eutanásia. Os médicos faziam outras experiências a respeito de doação de órgãos e de defesa do organismo, usando as prisioneiras como cobaias.

Aquelas perversões tratadas como pesquisas médicas não seriam o fim da loucura nazista. Até então as execuções praticadas em Ravensbruck vinham sendo feitas individualmente. No começo do inverno de 1942 começaria a “Solução Final”, o extermínio sistemático e deliberado de judeus e comunistas. Segundo notícias que corriam entre os presos, o médico Fritz Menennecke ali estaria com a função de selecionar as mulheres que poderiam ser utilizadas como mão-de-obra escrava e as que seriam eliminadas nas câmaras de gás e nos fornos crematórios.

Quando as primeiras levas de prisioneiras de Revensbruck foram removidas, as remanescentes ficavam em dúvida: estariam sendo transferidas para outros campos ou seriam eliminadas. Elas combinaram que cada uma levaria um toco de lápis e um papel onde deveriam colocar o nome do local para onde estavam sendo transferidas. Colocariam na barra da saia. A volta do caminhão trazendo as roupas usadas pelas mulheres transferidas repetiam o mesmo nome: Bernburg.

Uma cidadezinha situada a 100 quilômetros a sudoeste de Berlin, Bernburg tinha apenas um prédio mais imponente que a Igreja Luterana: um hospital para tratamento de doenças mentais. Neste hospital, seis dos 15 prédios de cindo pavimentos do hospital psiquiátrico foram ocupados por ordem de Himmler e transformados em Propriedade do Reich - camuflando as atividades que as SS passariam a exercer ali.

No subsolo do Hospital foram construídos amplos cômodos com as paredes e o chão revestidos de azulejos brancos de cujo teto pendiam chuveiros. Parecia um local para banho coletivo. Nascia a invenção macabra do nazismo: a primeira câmara de execução em massa de prisioneiros através de asfixia por gás. O primeiro teste foi realizado com os próprios alemães, soldados que se negaram a bombardear posições republicanas na Espanha, considerados desertores, foram punidos com a morte por inalação de “Zyklon – B”.

No começo de fevereiro de 1942, um pouco antes de Olga completar 34 anos, as mulheres foram reunidas no pátio central de Revensbruck para ouvir nos autofalantes do campo a relação das 200 prisioneiras que na manhã seguinte seriam “transferidas para outros campos de concentração”. Eram chamadas em ordem alfabética. Olga Benario Prestes seria a de número 150. Junto com ela iriam as amigas Tilde Klose, Irena Langer e Rosa Menzer.

Os autofalantes davam um último aviso: as prisioneiras relacionadas teriam 30 minutos para recolher seus pertences e se apresentar para o embarque. Meia hora foi o suficiente para que Olga escrevesse uma carta à filha e ao marido.

Dez dias depois, quando o caminhão voltou com as roupas das mulheres embarcadas naquela noite, Emmy Handke correu a procurar o vestido de Olga. Apalpou a barra e dela tirou um pequenino pedaço de papel onde estava escrita apenas uma palavra: Bernburg.

Guerra e Redemocratização
Vargas era uma raposa ladina. Contava em seu ministério com simpatizantes do Eixo e simpatizantes dos aliados. Abriu conversações com ambas as forças e buscou extrair o máximo de cada uma. Os EUA – aliados da URSS na Guerra –, após muita negociação e diálogo, fizeram a melhor oferta: a construção da Companhia Siderúrgica Nacional e a de bases militares no Nordeste, em troca de apoio durante o esforço de Guerra, revertendo as instalações ao governo brasileiro quando esta chegasse ao final. Ao término da Segunda Guerra Mundial, o governo brasileiro solicita um reatamento de relações diplomáticas com a União Soviética. Mulheres, estudantes e profissionais liberais organizam comícios em todo país, exigindo a concessão imediata de anistia política aos presos e exilados.

Getúlio Vargas promete convocar eleições ainda naquele ano. Dutra apresenta-se como candidato governista à Presidência e inclui na sua plataforma uma inacreditável bandeira: a legalização do Partido Comunista. Agora a reivindicação das ruas é pela anistia e pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte.

Em 18 de abril, Vargas assina um decreto que concede anistia aos presos políticos. Antes mesmo que o ato fosse publicado no Diário Oficial, os cinco primeiros beneficiários da medida deixam as prisões. Dentre eles estava Luís Carlos Prestes que ao sair pergunta sobre o destino de Olga e de seu amigo Arthur Ewert, que tinha sido beneficiado pela anistia mas, torturado até a loucura, talvez não tivesse condições de desfrutar da liberdade pois estava internado num manicômio no Rio de Janeiro. Quanto a Olga, não tinha nenhuma informação. Naquele momento, porém, quem elogiava o presidente da República era Luís Carlos Prestes que havia sido vitimado pela repressão dirigida por Vargas. A primeira reação contra o apoio de Prestes a Vargas parte de seu antigo advogado Heráclito Sobral Pinto que condena qualquer união nacional com o senhor presidente.

A primeira manifestação dos comunistas após longo período na ilegalidade ocorreu estádio do Pacaembu, em 1943 e teve a participação de grandes intelectuais e de uma grande massa popular. Depois da manifestação foi em direção à estação Roosevelt, onde tomaria um trem de volta ao Rio de Janeiro.
Um Telegrama dos aliados e uma carta de Olga

Cercado de amigos ele se preparava para subir a escada do vagão-leito, quando um jovem chegou correndo, abrindo passagem entre os que se despediam do chefe comunista:
_ Capitão! Capitão Prestes! Um momento, não embarque!
Temeu-se uma tentativa de agressão, mas o rapaz se identificou:
_ Sou repórter da agência de notícias United Press. Nós tínhamos pedido às sucursais européias que buscassem informações sobre Olga Benario, e acabamos de receber este telegrama sobre ela, enviado pelo correspondente em Berlim.
Ansioso, Prestes levou o pedaço de papel aos olhos e leu-o com o rosto crispado, diante do silêncio dos amigos que o fitavam. Levantou a cabeça e disse apenas três palavras:
_ Olga está morta.
Era um despacho curto, sem muitos detalhes:

“Berlim - As autoridades aliadas acabam de informar que entre as 200 mulheres executadas na câmara de gás da cidade alemã de Bernburg, na Páscoa de 1942, estava a senhora Olga Benario, esposa do dirigente comunista brasileiro Luís Carlos Prestes.”

Prestes entrou no que já começava a se movimentar rumo ao Rio de Janeiro, caminhou por entre as poltronas em silêncio, sentou-se e leu mais uma vez a notícia, antes de guardar o papel no bolso do paletó.

Só muitos anos depois é que ele receberia a última carta que Olga escrevera a ele e à filha, ainda em Ravensbrück, na noite da viagem de ônibus que a levaria à morte em Bernburg. Transcrevo literalmente pela beleza da peça e para que se possa conhecer melhor o coração da mulher.

“Queridos:
Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte. Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Conformar-me-ia, mesmo se não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha?

Querida Anita, Meu querido marido, meu garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça pois parece que hoje as forças não conseguem alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que me esforço para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nas últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijos pela última vez.
Olga.”

Trabalho revisado a 19 de agosto de 2004
Lázaro Curvêlo Chaves

http://www.culturabrasil.pro.br/olga.htm
Imagens:
http://books.google.it.ao/
http://www.chgs.umn.edu/museum/exhibitions/ravensbruck/images/assembled_cover.jpg

Ravensbrück. Campos de concentração nazis que parecem de Luanda




Porque muitas vezes o esquecimento leva ao renascer do horror; para que não emerjam movimentos que se alimentam de ódios cegos e ignorantes.
http://anatomiadeuminferno.blogspot.com/

Histórico
Localizado na antiga Alemanha Oriental perto de Furstenberg, o campo de concentração de Ravensbrück foi construído no outono de 1938. Em maio de 1939, com a transferência de prisioneiras de Lichtenburg (como Olga) tornou-se o único grande campo de concentração feito exclusivamente para mulheres.

Inicialmente o campo oferecia condições higiênicas e uniformes limpos, mas já tinha punições e trabalho escravo como norma. As condições pioraram com a guerra e a super população.

Durante sua existência cerca de 132.000 prisioneiras de 23 países, junto com centenas de crianças, passaram por Ravensbrück, estimando-se que 92.000 foram vítimas de fome, fraqueza e execuções.

Em março e abril de 1945, a Cruz Vermelha Sueca conseguiu liberar milhares de mulheres de Ravensbrück com a concordância do chefe da SS, Heinrich Himmler. Em 27 e 28 de abril, as mulheres restantes e que podiam andar foram forçadas à uma marcha da morte. Em 30 de abril de 1945 o exército soviético liberou o campo de Ravensbrück, onde encontrou somente 3.000 mulheres, muito doentes.

Cotidiano
Em Ravensbrück as prisioneiras eram classificadas em categorias conforme mostra o quadro ao lado. Por exemplo: um triângulo amarelo indicava que a prisioneira era judia. As de comportamento anti-social (como Olga) usavam também um triângulo preto, formando uma estrela de David.

Construído para 5.000 detentas, o campo chegou a comportar até 6 vezes mais, com 3 a 4 dormindo na mesma cama e até no chão, sem cobertores.

As prisioneiras eram acordadas às 4 da manhã e ficavam do lado de fora até serem contadas. Era então servido uma imitação de café. Voltavam aos barracões ao meio-dia e à noite para uma sopa. Trabalhavam cerca de 12 a 14 horas por dia, com folga no domingo.

Elas eram forçadas (assim como em 70 sub-campos) ao trabalho escravo para empresas como Siemens, AEG e Daimler Benz, fazendo inclusive peças para as bombas V1 e V2, uniformes de prisioneiros e da própria SS além de construção de estradas.

As que sabotavam ou resistiam sofriam com espancamentos e torturas. Também foram submetidas à experimentos médicos onde eram usadas como cobaias humanas.

No inverno/primavera de 1942, algumas mulheres, incluindo Olga Benário, foram executadas na câmara de gás no centro de eutanásia de Bernburg. Posteriormente Ravensbrück teria sua própria câmara de gás e fornos crematórios.

As mulheres de Ravensbrück
Mais do que números e estatísticas, cada uma das milhares de mulheres que sofreram em Ravensbrück representa uma história individual e rica, como a de Olga Benário contada neste filme.

Apesar do sofrimento e da falta de material, as mulheres faziam pequenos objetos de afeição, para presentear as amigas, nos aniversários e feriados. Também fizeram desenhos e escreveram poemas, peças e até um livro de receitas para preservar as histórias familiares.

Organizavam aulas de línguas, história e geografia e até um jornal secreto (como no caso de Olga). Também participaram de sabotagem na produção e tentaram manter registro das chegadas, punições e mortes para a posteridade.

A Última Carta de Olga
Só muitos anos depois de escrita, Prestes receberia a última carta que Olga escrevera a ele e à filha, ainda em Ravensbrück, na noite da viagem de ônibus para Bernburg, onde ela morreu na câmara de gás.

"Queridos:
Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês ? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte."

Os Personagens
Olga Benário (Camila Morgado) - Judia alemã, militante comunista, viaja ao Brasil se passando por mulher de Prestes. Presa após o fracasso da Intentona Comunista de 1935, é deportada grávida de 7 meses para a Alemanha Nazista onde morre na câmara de gás em 1942.

Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) - Comunista brasileiro, líder da "Coluna Prestes", vai para Moscou após marchar 25.000 km. Resolve voltar ao Brasil, viajando sob o disfarce de marido de Olga. Preso junto com ela, é libertado em 1945.

Dona Leocádia Prestes (Fernanda Montenegro) - Mãe de Prestes, batalhou incansavelmente pela libertação de seu filho, nora e neta. Morre 2 anos antes da libertação do filho.

Sarah (Jandira Martini) - Companheira que chega junto com Olga à Ravensbrück. É a maior confidente de Olga neste campo que seria sua última prisão.

Elise Ewert - Sabo (Renata Jesion) - Mulher de Arthur Ewert e melhor amiga de Olga. Sofreu bárbaras torturas na prisão, sem nada revelar. Ficou presa com Olga no Brasil e em Ravensbrück.

Hannah (Milena Toscano) - Outra companheira de Olga em Ravensbrück . Jovem de 20 anos , revoltada à princípio, acaba cedendo aos apelos de Olga e ajuda na limpeza e organização do barracão.

Arthur Ewert (Werner Schünemann) - Comunista alemão, foi encarregado por Moscou de participar da revolução de 1935, junto com Prestes. Mesmo com todas as torturas nada revelou de suas ligações.

Otto Braun (Guilherme Weber) - Líder da Juventude Comunista Alemã e primeiro companheiro de Olga. É libertado por ela e fogem juntos para Moscou. O envolvimento de Olga com a carreira acabou ocasionando o afastamento dos dois.

Getúlio Vargas (Osmar Prado) - Presidente do Brasil desde 1930 após um golpe. É o principal alvo da revolução comunista. Só saiu do poder em 1945 após a queda de Hitler na Europa, de quem era admirador. Voltou à Presidência pelo voto popular, de onde só saiu morto após um suicídio que abalou o país.

Filinto Muller (Floriano Peixoto) - Chefe da Polícia do Distrito Federal, temido e mais poderoso que os ministros de Vargas. Teve um empenho pessoal na captura de Prestes, de quem foi companheiro na Coluna, posição que abandonou levando armas e dinheiro.

Equipe Técnica
Diretor: Jayme Monjardim - Olga, baseado no livro homônimo de Fernando Morais, é seu primeiro longa-metragem. Nele Jayme coloca toda sua experiência de muitas novelas e minisséries, e seu estilo próprio de filmagem. O tema, um épico histórico, também é o seu favorito. O estudo de uma época, nos ajudando a compreender o passado e o presente é uma constante em sua obra.

Diretor de Fotografia: Ricardo della Rosa - Nascido em São Paulo, Brasil em 1968. Estudou cinematografia na UCLA - Los Angeles (1990-1992). Como Diretor de Fotografia atuou em campanhas internacionais para Pepsi e Gatorade, nacionais para Coca-Cola, Nike, Itaú, Volkswagen, Honda, entre outros. Recebeu o prêmio de melhor fotografia nos Festivais de Gramado e Recife - 1997 pelo curta "Recife de Dentro pra fora" e duas vezes recebeu o premio da ABC - Associação Brasileira de Cinematografia pelos videoclipes - Aonde quer que eu vá - Paralamas do Sucesso (2002) e Bullet in the Blue Sky - Sepultura (2003), o qual tambem ganhou o premio de melhor fotografia no MTV - Video Music Brasil (2003).

Roteirista: Rita Buzzar - Roteirista e produtora, estudou cinema na Escola de Comunicações e Artes de São Paulo. É autora de sucessos para a televisão como a mini-série Rosa dos Rumos (Rede Manchete, 1990-91), Ana Raio e Zé Trovão (novela, Rede Manchete, 1990-91) e escreveu a história de A Queridinha (Rede Manchete), de Walter Avancini. Também escreveu os roteiros de "Lara", "Zuzu" e "Maria dos Prazeres", uma produção internacional de Carlo Ponti. Trabalhou com Gabriel Garcia Marquez na série "Amores Posibles", para a televisão espanhola. E participou no Sundance Institute, em Utah, com o projeto selecionado "Luz no Céu". Dirigiu vários documentários para a televisão. Entre eles, "Carandiru.doc", sobre a Casa de Detenção e as filmagens de Hector Babenco. E está agora produzindo, em conjunto com a Globofilmes "Olga", do qual também é roteirista.

http://www.webcine.com.br/notaspro/npolga.htm

Imagens:
http://www.jewishgen.org/ForgottenCamps/Images/Ravensbruck5.gif
http://www.ravensbrueck.de/mgr/Archiv/deutsch/frauen- kz/images/befreiung.jpg

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Basquetebol partidário, casebres e futebóis (Fim)


E em Luanda já não existe espaço na morgue. É que os fornos crematórios deste campo de concentração estão na produção máxima. Os mortos ultrapassam o inimaginável. A anunciada extinção da negralhada está na forja, na fornalha.
O nosso destino e o nosso futuro não podem depender apenas de duas cores. Há, e ainda bem, muitas outras cores políticas que tornam a saudável convivência e o desenvolvimento económico, social e o aprofundamento da democracia. Rumar, partidarizar tudo, nem o basquetebol escapa a este vício social, é arruinar, abismar a Nação. Teimosamente a Pátria continua gerida como uma empresa privada. Os lucros são apenas dos seus sócios e os trabalhadores nem ao salário condigno tem acesso. Excluem-se com a moda dos anúncios de abandono de trabalho no Jornal de Angola, para empregarem os seus confrades que aguardam expectantes no estrangeiro.
E o basquetebol é mais um órgão do partidário partido no poder. Basquetebol assim mais parece os tempos da vanguarda da classe operária, porque a classe camponesa existiu e continua presente apenas em discursos oficiais que sabemos muito bem que daí não passam. São papéis que depois se atiram para o lixo, apagam-se ou esquecem-se nos computadores que embelezam os gabinetes.

E os especuladores imobiliários, terrivelmente, selvaticamente dirigem, governam, presidem Luanda? E Angola? Por trás da espoliação de um povo estão sempre bancos. Já não duvidamos que estamos perante uma grandessíssima ditadura. Os órgãos de informação estatais são os devaneios da governação. O nazismo na noite obscura. Estamos perante um êxodo de estrangeiros para esta terra prometida. E nós ficamos ou já estamos como os palestinos? Atingiu-se uma vulgaridade tal, que até o ministro da Defesa de Angola, general Kundy Pahyama, nega a intervenção de militares na espoliação das populações luandenses. O que é uma espectral mentira. A invasão chinesa, brasileira e portuguesa é um erro estratégico muito grave. E não existe nenhuma paz. Existe sim uma guerra dos selváticos tubarões contra as populações.

Não são as populações espoliadas que estão ilegais. Quem vive e actua na ilegalidade permanente é o governo. Desatinado, desnorteado, destrambelhado. Que coisa mais parva, cúmulo da idiotice. Angola é tão grande e todos vivem na capital, Luanda, como latas de sardinhas. Quando não há capacidade de governar, para quê teimar?
Enquanto as forças militares e polícia angolana espoliam e destroem os haveres dos escravos, dos esfomeados de Cabinda ao Kunene, os abutres do poder, mais chineses, brasileiros e portugueses espreitam empoleirados. Preparados para mais um negócio de ocasião, de usurpação.
Como é triste verificar que há pessoas que morrem e parece que não fazem falta nenhuma.
Com certeza o que contribui para o actual estado da nação, o afundamento, é o angolano violar, não cumprir os compromissos que assume. Chega-se a um acordo, a um entendimento para um trabalho, um afazer, etc. o angolano não cumpre. Está a formar-se regra… impõe-se pela irresponsabilidade. Sem pátria, sem nação, para onde vamos então?

É perder tempo, o angolano não cumpre, marimba-se. Tem o que merece. Apercebendo-se disto, o estrangeiro fura, avança, ludibria o angolano e apodera-se de Angola. Vilão contra vilão e depois com a autodestruição das infindáveis festas. Na verdade um digno estado da selva, que persegue jornalistas mas, os que roubam, os corruptos, estes estão a salvo no sacralizado poder. É impossível viver com tanta mentira. Pois claro, há o receio, tem que haver, porque a FAMÍLIA detém tudo. O poder económico e político. Daí o pavor a eleições e a imposição da confusão da selva democrática. Fazer duma grandessíssima selva um país, não dá!

Quando estamos quase há meio século com as mesmas pessoas no governo, torna-se evidente que já sabemos que nos estão sempre a mentir. Deviam ficar calados porque a idiotice ultrapassa os limites da imaginação. Quem acreditar nesta conjuntura está bem desgraçado. Exceptuando aqueles que a compõem, claro, para esses está tudo bom. Como o muito já sabido mas que convém citar: «se andares com os bons serás bom. Se andares com os maus, serás mau.» A questão é saber quem é o bom e quem é o mau. O MPLA não é um partido político. É uma companhia petrolífera. Os accionistas e o conselho de administração camuflam-se num Politburo. Dá a impressão que o actual regime vai acabar como o Mobutu no Zaire.

Festejemos, cantemos mais uma Ode à Alegria. E parafraseando o imortal poeta: E se mais cestos houvera, lá chegara.

Imagem: Angola em fotos


















segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Basquetebol partidário, casebres e futebóis (3)


Os ditos intelectuais angolanos permanecem ensombrados. Disparatam algumas palavras de conforto, pouco mais. Estão receosos de dar o corpo ao manifesto. As garras da escravidão fortalecem-se. O mutismo do Ocidente é confrangedor, cúmplice. O Ocidente lucrará com os despojos petrolíferos e os angolanos de ocasião e luso-angolanos apoiarão. Os chineses se contentarão. Os brasileiros mais contratarão. Estes e outros estrangeiros sorrirão de beneplácito. Ultimarão o que os americanos fizeram aos índios?!
Esta oposição preguiça é um desespero que nos corrói a alma. Saiam das rádios e dos jornais e venham para as ruas marchar, protestar.

E o governo angolano resolveu genialmente o problema da habitação. Descobriu como um desbravador moderno do desconhecido terras, matas virgens. E nessas paragens distantes, longínquas, levantou tendais rudimentares, e nelas obrigou, abrigou, expulsou, enlatou a população. Nunca ninguém viu uma população de um país enlatada? Então venham ver. Até que pode aproveitar-se como cartão postal turístico. É original, nem sequer tem parecença com qualquer gueto existente em qualquer parte do mundo. E assim Angola libertou-se do incómodo problema habitacional. É uma iniciativa a todos os títulos louvável. Acho que toda a África deve seguir este magnífico exemplo de boa governação.
Antes, contra o colonialismo branco fizeram luta armada. Agora, contra o colonialismo negro não redobram a luta armada porquê?

Se a terra é do Estado, é do poder. Então temos uma ditadura térrea. E o cidadão é espoliado a qualquer momento sem aviso prévio. Quer isto dizer que o angolano que não tenha vínculos com o poder, é um pária, não tem direito a anda. Excepto o direito ao abandono dos escravocratas do poder.
Uma coisa podemos afirmar categoricamente. Este governo está a semear muito emprego sim senhor! Já formou uma infinidade de prostitutas. A prostituição é o único emprego com garantia nacional, ditatorial. Um poder que dá origem a milhões de desempregados apenas para entregar as terras e os empregos a estrangeiros para construírem condomínios. E não são presos, nem julgados. Na realidade o que se passa com a espoliação e destruição dos parcos bens das populações é a entrega pura e simples aos estrangeiros. É a venda de Angola a indivíduos altamente perigosos, criminosos. Por isso… Angola vende-se!

Não faz sentido nem lógica nenhuma populações a viverem em tendas, enquanto magnatas escroques constroem nos terrenos espoliados brutais construções. É que a coisa está a dar. O metro quadrado de terrenos está a 2.500.00 dólares. Daí a correria ao oiro de Luanda. Será mau negócio porque dentro de poucos anos o petróleo já era. Enquanto o actual poder assim continuar a emboscar as populações, decerto os povos também não lhes darão tréguas. O ambiente está de cortar à faca. Uma poderosa selva onde imperam cães raivosos e vampiros sedentos de sangue.

Podemos afirmar sem receio de errar que os estrangeiros se apoderaram de Luanda. É lamentável que o regime que nos governa escolha como parceiros a bandidagem, a escória internacional. Um exemplo? Basta olhar para a banca. Aliás, quem está por trás da perseguição às populações para lhes roubarem as terras são os banqueiros e os seus sórdidos bancos.

E os lenços das crianças enquadradas e os ramos de flores da Organização das Mulheres do MPLA, recordam como convém o Soviete Supremo e o Politburo nas saudosas campanhas partidárias da revolução para sempre engrandecida pelos gloriosos feitos dos nossos heróis. O futuro da Nação está no basquetebol e no futebol. Não, não é desmerecer a odisseia dos dez vezes campeões africanos. Este extraordinário acontecimento é de todos nós, não é propriedade de um partido.

Imagem: http://sol.sapo.pt/photos/dissidencias/images/177026/original.aspx

Basquetebol partidário, casebres e futebóis (2)


E o espectáculo seguia privatizado quando a cada jogador na Cidadela lhes premiaram com bandeirinhas partidárias. Na realidade deixou de ser um acontecimento nacional. Adulterou-se em mais um comício num jardim milionário. Na teimosa ilegalidade apoiada a descoberto por estrangeiros amigos de longa data e outros nascentes.

Se os estrangeiros actuam globalmente, ilegalmente, então a conclusão é do simplório. Tudo ilegal. Quem promove ilegalidades, ilegaliza-se. Está dentro da linha fundamentalista angolana. Eu sou o poder eterno, eleito pelos nossos deuses eternos. Quais serão as próximas mentiras que o governo nos contempla? Angola não parece um país. É um castelo onde reside um rei com o seu séquito, a nobreza. Lá não lhes falta nada. Têm tudo o que é necessário e inecessário. No castelo tem guarda privativa, exclusiva, selectiva. São os cavaleiros da triste figura. As populações vivem aterrorizadas, afastadas do alvar castelo. Não têm direitos, exceptuando quando adoecem legalizam-lhes o direito de morrerem abandonadas em qualquer hospital do terror reinante. Mas, um grande mérito e uma grande vitória devem-se a este poder quase cinquentenário. A restauração, a implantação da selvajaria mais ímpar. Não é necessário ver um filme de terror, basta ir a um dos hospitais de Luanda. É aliciante, aterrorizante... é real, ao vivo.

A festa basquetebolista prosseguia amplamente bicolorida com a perda da identidade nacional e cultural. O desporto é óptimo para a lavagem cerebral nacional e para a lavagem de dinheiro. A terra também é partidária, continua na utilidade pública deste Estado marxista-leninista. É por isso que oportunistamente espoliam, gatunam. A terra não é do Estado, é deles. Devido à falta de espaço livre em Luanda, a governação com o empenho habitual, enceta um plano inusual. Não surpreenderá se fecharem definitivamente as ruas de Luanda e nelas construírem os prédios deles. E tudo se resolve. E quem costuma isto dizer é a morte.

Um governo de futebóis e para estádios de futebol. O MPLA não é um partido político, é um estádio de futebol. Na verdade há mais duas Angolas. Uma no interior (a dos palácios) e outra exterior, a dos campos de concentração. Qualquer pessoa sente-se envergonhada perante tanta sabedoria, tantos predicados nesta fauna, neste mundo povoado de tão insignes festejados laudatórios. A Nação sente-se orgulhosa perante tal aridez e desencanto. Quem não lê, não sabe, não valoriza os livros, por isso esbanja, derrete dinheiro da nação em estádios de futebol. Um governo dos estádios e para eles.

Os Maias construíram uma cidade num planalto. O Partidário constrói estádios de futebol em baixo. Esmolam-se populações das terras para nelas plantarem a fome dos futebóis. Claro que lucram muito com as comissões da corrupção.
Que gastam dinheiro em parabólicas e não gastam na manutenção dos condomínios?! Não sabem porquê?! Porque são paupérrimos governantes. Gastam o dinheiro do Estado, que não é vosso em carros de luxo e muitas outras luxúrias. Gastamos dinheiro em parabólicas para não escutar as vossas promessas, horríveis mentiras que nos disparam há quase cinquenta anos. O que se nota é uma incapacidade global para resolverem o que quer que seja. Soltam os cães do poder, espalham-nos e aterrorizam as populações. Assaltam, arrasam casas. Hordas extremamente bárbaras que suplantam terramotos e vulcões. Não há lei, é o poder dos cães na terra queimada. Não lei nem ordem. Vive-se o temor da lei do tiro. Como na Argélia do tempo francês que ordenaram disparar em tudo o que se mexesse. A história repete-se. Forças estrangeiras coligadas com angolanos regressados à selva da colonização.

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/

Devaneios 31Ago09


15.08.2009 - 00h44 - Mario, Coimbra, PT
Luiz de Almada, tenho a resposta, o navio esta repleto de comunistas, prestes a invadir Portugal, que então se tornara uma republica Lusa Islâmica Comunista e presidida por um conselho de ETs, que fugiram da área 51.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

14.08.2009 - 20h22 - Hélio Veríssimo, Lisboa
14.08.2009 - 19h50 - Cardozo, Lisboa - Vª Exª anda a ver e rever os muitos filmes Matrix. Sabe o que significa procurar um navio no Atlântico sem se saber as suas coordenadas? Não, pois se soubesse o mínimo na matéria, teria feito um favor a si próprio e estar calado.

15.08.2009 - 02h05 - N.V., Biberach an der Riß, Alemanha
Neste momento encontro-me numa viagem de negócios na China (Cantao - Guangzhou), e nao é possível e.g. aceder ao Facebook (desde há cerca de um mes) ou ao Youtube. Até mesmo o site do Público leva eternidades a carregar... Ah claro! Isso, e o meu hotel de 4 Estrelas onde já matei 2 baratas em 6 dias, e ainda faltam duas semanas para voltar a casa... :/

17.08.2009 - 16h38 - Petrov Mikailenko Pereira, Sintrogrado
Lá porque os russos são meio malucos e decidam mandar a frota toda atrás da barcoleta desaparecida, não significa que aquilo seja nuclear. Eu não me importava de ser cidadão dum país que zela pelo bem-estar dos seus e dos seus negócios... Olha se o BPN fosse russo? Ou o Banco Privado? Mas ainda têm algumas coisas a aprender com os chineses. Os chineses, primeiro executavam os tripulantes suspeitos e depois, interrogavam-nos.

12.08.2009 - 11h02 - F.Vale, Uk
Viúva, com duas filhas para criar, obriguei-me a trabalhar para empresas onde não me eram feitos descontos , a necessidade de um ordenado assim mo ditava.Fiquei no desemprego, sem direito a subsídios, e derivado a estar na idade dos 40, não conseguia arranjar emprego.Infelizmente no nosso país dão mais valor à idade que a experiência de trabalho.. Depois de 3 anos desempregada, a tentar sobreviver, com 200 euros de pensão de viuvez e a ajuda da família,emigrei para o UK.Estou aqui á 9 meses , em 2 arranjei emprego com os descontos em ordem (aqui ninguém brinca com o estado) e casa.Finalmente consigo ter sonhos. Como eu,aí há milhares em situação idêntica, desempregados sem direitos , porque por necessidade se calaram, e esses raramente vêm nas estatísticas.

DIÁRIO ECONÓMICO

R.L., Funchal 20/08/09 11:33
A lição vem da América.
A melhor maneira de uma nação seja ela pequena ou grande não se desintegrar é a criação de regiões e estados.
O resto é conversa de união nacional nunca houve união nacional em nenhum país o que houve e há são interesses e quando esses interesses deixam de existir e o dinheiro falta vem ao de cima os regionalismos e os separatismos.
Portugal já há muito tempo deveria ter dado o salto na regionalização e no transformar as Regiões Autónomas em Estados Federados.

Monteiro, Porto 16/08/09 15:38
Se o homem tem dinheiro para comprar o carro... (Cristiano Ronaldo)
Triste é que se valorize tanto 22 mecos a correrem à volta de uma bola!
Triste é que uma actividade envolva tanta gente ao ponto de ser possível, em Portugal, editar-se 3 jornais diários sobre o tema.
Triste é construirem-se vários estádios, gastarem-se centenas de milhões de euros, para agora estarem às moscas.
A culpa não é do Ronaldo. A culpa é de quem paga o que paga a um puto de vinte e poucos anos para chutar a uma bola.
Em última instância, a culpa é dos adeptos. ESSES SIM, MANTÊM O SISTEMA!

domingo, 30 de agosto de 2009

Terrorismo bancário. França obtêm detalhes de contas na Suiça de sonegadores


Astrid Wendlandt, REUTERS

JB ONLINE

FRANÇA - A França conseguiu os nomes e os detalhes de cerca de 3 mil suspeitos de evasão de impostos com contas bancárias na Suíça, o que o ministro do Orçamento descreveu como a primeira vitória na batalha contra o sigilo bancário. A notícia foi divulgada após a Suíça e a França assinarem um acordo histórico de troca de informações nesta semana.

- Essa é a primeira vez que conseguimos esse tipo de informação, que contem nomes, números de contas e quantia de depósitos - disse Eric Woerth ao Le Journal du Dimanche.

Sob pressão do G20, a Suíça, o maior paraíso fiscal do mundo, concordou em março em restringir seu sigilo bancário e compartilhar certas informações de seus clientes, uma vez que tratados bilaterais de impostos sejam ratificados. Na quinta-feira, a Suíça concordou em ceder informações com as autoridades tributárias da França a partir de janeiro de 2010, em um acordo que amplia um tratado de 1996.

Não foi esclarecido se a entrega desses detalhes é resultado do acordo, que é parte dos esforços da Suíça para ser removida da lista 'cinza' de paraísos fiscais da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Woerth disse que os suspeitos franceses de sonegação de impostos vão ser investigados se, até 31 de dezembro, não declararem seus bens estimados em 3 bilhões de euros.

- O governo francês decidiu agilizar as coisas. A batalha contra os paraísos fiscais é uma plataforma essencial de nossos esforços para tornar o capitalismo mais moral, com os quais o presidente francês está totalmente comprometido - adicionou.

Na semana passada, a Suíça concordou em revelar os nomes de cerca de 4.450 clientes norte-americanos da UBS AG para as autoridades dos Estados Unidos.



18:17 - 29/08/2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Divagações do Politburo 29Ago09-5




Jornal de Angola 23 de Agosto de 2009

Obras para os estádios obedecem aos contratos

Tribunal Supremo satisfeito com órgãos judiciais no Namibe

AIA (Associação Industrial de Angola) privilegia importação virada para bens de capital

Atraso das certidões de sentença preocupa reclusos

Visita do Presidente Jacob Zuma honra o povo da região de Quibaxe

Comités de especialidade dos enfermeiros e arquitectos do MPLA renovam mandatos.

Juventude do Partido Comunista da China confirma presença

Intenso tráfego pelo país revitaliza as províncias

Kwanza-Norte
Responsável do Instituto do Café de Angola apela ao envolvimento de privados.

Governadora (de Luanda) exorta à união na luta contra a violência

Lubango
Luyovo tem uma escola primária nova oferecida pela Namíbia como agradecimento pelo apoio da população à luta que tornou aquele país vizinho independente. A primeira lição foi dada no dia da inauguração e andou toda ela à volta da palavra solidariedade.

Hóquei em patins
Guarda-redes prevê dificuldades no Torneio Internacional

Obras dos quatro estádios do CAN-2010 satisfazem Ministro das Obras Públicas.

O director executivo da Williams F1, Adams Parr, lembrou que o fundo Lwini desempenha um papel importante na sociedade angolana, ajudando as vítimas civis de minas terrestres e, agora, também, as de acidentes de viação.




Divagações do Politburo 29Ago09-4


Jornal de Angola 17 de Agosto de 2009

Reunião da Comissão Política da UNITA
“Partido está forte e com coesão”

Malanje
Estradas atrasam desenvolvimento de Marimba

Aproveitamento escolar
Temos de estar preocupados com a qualidade do capital humano no futuro, pelo que as acções viradas para a formação de professores têm de ser uma das grandes prioridades. O capital humano é um activo indispensável e gastar hoje em educação é assegurar que o país tenha amanhã bons gestores, no sector público e privado.


Jornal de Angola 18 de Agosto de 2009
Combate à violência na sociedade
OMA contra ocupação anárquica de terrenos

Polícia vai lançar combate cerrado ao crime contra a economia e saúde

Pescadores da província do Kwanza-Sul defendem construção de estaleiros navais.

Polícia Económica apreende dólares falsos
Vários cidadãos nacionais e estrangeiros detidos

Gestão de recursos reduz a pobreza

Governo provincial de Luanda e camponeses analisam campanha agrícola do presente ano.

Secretaria das Águas anuncia criação de empresa para distribuição de água à cidade de Ndalatando.

Angola prestigiada no Congo Democrático

A escravatura existiu mesmo e constitui uma das páginas mais vergonhosas da História da humanidade.













Divagações do Politburo 29Ago09-3


Jornal de Angola 15 de Agosto de 2009

Da penitenciária da Huíla para o Namibe e Benguela
Cristiano André sugere transferência de presos

Em 15 sessões parlamentares
Assembleia aprovou sete diplomas

UNITA
Comissão Política define metas para o fortalecimento do partido

É bom andar na moda mas sem cair no ridículo

Venezuela
Simpatizantes de Hugo Chávez acusados de agredir jornalistas

Câmara de Comércio e Indústria apela ao investimento em Angola

Vice-ministro da Agricultura destaca importância do café

Os televisores LCD mais finos do Mundo

Deputados preocupados com turismo sexual durante o CAN 2010

Universidade Agostinho Neto
Faculdade de Direito bate recorde na formação de quadros superiores

Iniciativa é da UNTA-CS
Lançada campanha de incentivo a empregos decentes às mulheres

Casos de polícia
Falso técnico de laboratório vai para a prisão verdadeira









Divagações do Politburo 29Ago09-2


Jornal de Angola 14 de Agosto de 2009

Segurança social das FAA (Forças Armadas Angolanas)
Inscrição na Caixa reservada a oficiais

Angola-Brasil
Melhora relações maior circulação

Primeiro secretário do MPLA na Huíla
Medidas de impacto social mudam vida da população

Kuando-Kubango
Ministra reconhece avanços na reconstrução de estradas

Se o tempo não for “ingrato” o consórcio formado pelas construtoras Mota-Engil, Monte Adriano e Soares da Costa conclui no final deste ano a via expressa Luanda-Viana, numa extensão de 10 quilómetros.

A administração da justiça
Os órgãos de justiça gostariam que houvesse menos reclusos nas cadeias mas enquanto isso não for possível, não há outra saída senão a construção de mais instalações presidiárias.

Economia em retoma
Crise mundial na China só afectou exportações

Grupo Espírito Santo continua nos diamantes

Namibe
Repartição fiscal das finanças aumenta receitas no Tombwa

Huambo
Mulher apanhada a vender carne de cão

Hoji Ya henda (Bairro em Luanda)
Administração ameaça com tribunal vendedores de carros na via pública.
A partir de agora viaturas são rebocadas.

Bengo
Concessão de micro-créditos para garantia da alimentação.

Novo sistema de captação de água no Dondo

A partir de 2010
Todos os livros escolares com produção em Angola












Divagações do Politburo 29Ago09-1


Jornal de Angola 13 de Agosto de 2009

“Número de presos é elevado”

África deve preparar combate à “Gripe A”

Terrenos para a construção de casas estão prontos na província da Huíla

Produção de milho no mundo tem perspectivas animadoras

Agricultura compra equipamento para a estação experimental do café

Bengo
Vice-governadora defende aumento da produtividade

Bié
Direcção provincial da Agricultura cria incentivos para cultivo do café

Vende-se, vivenda climatizada T4, Jardim do Éden, 450.000.00 USD.

Arrenda-se vivenda T6, piscina, 9 carros 10.000 USD/MÊS

Jornadas científicas
Tuberculose alastra em todo o mundo
Região austral de África tem 25 por cento dos casos

A pobreza e exclusão social levam à delinquência juvenil

Município tem muitos alimentos
Ukuma precisa de reabilitar estradas para escoamento da produção agrícola










Divagações do Politburo 29Ago09


Jornal de Angola 10 de Agosto de 2009

Angola quer aproveitar experiência dos EUA para desenvolvimento

Pobreza reduz-se com empregos e investimento na saúde e educação

Direitos humanos protegidos

Apoio financeiro para pequenos e médios agricultores

MPLA reafirma compromisso com melhoria das condições sociais da população

O mercado angolano já ganhou consistência

O Grupo Cabeto dedica-se ao comércio geral, indústria, transportes, construção e obras públicas, segurança e distribuição de produtos. Abriu um escritório de representação em Portugal

Os objectivos estruturais das políticas económicas e sociais levam geralmente muito tempo a concretizar-se, pela sua complexidade e por implicar avultados recursos financeiros

No agro-negócio há certamente muitas áreas nas quais África pode ser ao mesmo tempo competitiva e mais competitiva ainda

Angola prepara condições para rede hoteleira eficiente.

T3 condomínio, vila chinesa preço 330.000.00 Usd

Vende-se apartamento Maculusso, Maianga e Kinaxixi. Inangola Propriedades

A LG está na Sistec!!

Mulheres mineiras mostram serviço

Brigada de literatura de Benguela sem recursos para publicar livros




sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Basquetebol partidário, casebres e futebóis (1)


Basquetebol partidário, casebres e futebóis (1)
E tal como Jasão e os seus Argonautas, os nossos heróis do cesto desembarcam da nave Argo e em apoteose celestial começam os habituais suspiros dos esbirros não patrióticos particularizados, da partidarização.
Neste momento o que aparece funcional é a oposição dos casebres.
Parece que só falta proclamar que todos os jogadores e todos os mais ligados ao basquetebol são militantes do MPLA.

Um partido que continua único porque é a mesma coisa que entrar na selva e mudar a vida dos animais dizendo-lhes: «vão alterar o vosso modo de vida. A partir de agora são democratas»
Há governantes que insistem, não desistem dos estádios de futebol e basquetebol porque são as alavancas do desenvolvimento económico e social.
E ficamos tão bonitos, tão imortalizados porque já não existem descampados mas campos com estádios que se querem lotados. E campos de concentração abarrotados dos que sem soluções governamentais construíram antes na invectiva dos poderosos, o desprezo do mote casebres e friamente lá jazem. Depois espera-os o sol e muita chuva que se aproxima. E assestarão os olhares para os estádios e ressoarão os murmúrios deles imobilizados, povoados de fantasmas. Dos milhões gastos não sobrou nada, nunca sobra, para alimentar a esperança de tantas promessas que já temos a certeza apenas alimentam os especuladores imobiliários dos terrenos a dois mil e quinhentos dólares o metro quadrado.

E os dez vezes vencedores são adulados pela organização partidária. Atiram-lhes com a OPA-Organização dos Pioneiros de Angola, do MPLA. E a festa torna-se lugar-comum, dá para observador fazer chacota. Porque parece não ser a equipa da selecção de basquetebol de Angola mas, a selecção partidária do MPLA. Sonhou-se, agendou-se (?) mas recusou-se uma delegação dos espoliados com casebres em miniaturas para oferecerem aos notáveis jogadores que voam com os braços que parecem asas e colocam vitoriosamente a bola num cesto sem fundo. E a cidade atabalhoadamente partida, destrambelhada pelo partidarismo perde-se nos prédios que crescem desordenados. E as multidões indiferentes, obrigadas coniventes pelo unicolor gritam o inconsciente, inconsistente colectivo, aplaudem os feitos dos melhores basquetebolistas. E os defeitos da governação escondem-se, disfarçam-se com bolas e estádios perante os olhos fechados, frustrados da oposição nacional submissa.

E o veículo arrasta a plataforma dos eleitos dos cestos parecendo o Olimpo. Que prossegue na propaganda habitual do queimar, ganhar tempo. Para que os estrangeiros rapinem mais, mais e mais. E se construam mais estádios para um qualquer mais campeonato inventado. É preciso desviar, alcoolizar as atenções dos casebres da outra Angola. Porque existem duas Angolas. Uma dos palácios e outra dos tugúrios. Existem também duas populações: Uma do petróleo e dos diamantes e outra que nem sequer tem direito a sobras… das obras de fachada. E nas ruas os polícias dão porretada e espoliam nos esfomeados vendedores e vendedoras, porque quem vende qualquer coisa para não morrer à fome, é porque não vai, não alinha em basquetebóis.

O espontâneo movimento antes e sempre, surgiu como um cenotáfio que desperta de vez em quando. Autoriza-se sempre para se manifestar porque é único e do nacional partidário. Pois, é fácil organizar o basquetebol, mas criar e cultivar na agricultura é muito, muito mais difícil. Quase cinquenta anos perdidos e nunca ninguém consegui organizar um campeonato da agricultura.

Nito Alves 1945-1977




Recentemente, houve o testemunho de um militar de nome João Kandada, a residir em Espanha, que assumiu o ónus de o ter fuzilado sob ordens de Iko, Onambwe e Carlos Jorge, estando ainda a assistir Ludy Kissassunda Veloso e outros.

Com base na obra de Nito Alves, ” Memória da Longa Resistência Popular”, editada pela África Editora em 1976, procura-se traçar aqui o perfil do Guerrilheiro, do Poeta e sobretudo do Revolucionário.

Acreditando que a Revolução podia ser comparada a uma monstruosa elevação feita de vertentes escarpadas e difíceis de transpor e que só os fortes e persistentes a poderiam escalar, Nito Alves, fiel ao heróico Povo Angolano, aos guerrilheiros e a todos os colegas de armas e sofrimento, abatidos durante a guerra, seguiu o seu exemplo até às últimas consequências possíveis da sua opção política.

A 23 de Julho de 1945, na aldeia do Piri, concelho dos Dembos (actual província do Kuanza Norte ) nasceu em Angola, Alves Bernardo Baptista, filho de Bernardo Baptista Panzo e de Maria João Paulo.

Teve uma infância e adolescência, profundamente marcadas pela agressão e hostilidades permanentes de condicionalismos sociais e políticos que o rodeavam e comprimiam, frutos malditos do colonialismo opressor que mantinha ferozmente dominada a sua pátria e o seu povo.

Falando um dia de si afirmou:
«A minha infância é comum à de todas as crianças na minha dura condição de jovem, numa aldeia sem luz eléctrica, nem água canalizada, nem um mínimo de requisitos.»
«A minha instrução primária foi toda ela feita na Escola Rural da Missão Evangélica do piri.»
«Tinha eu treze anos de idade, quando comecei a sentir em mim um sentimento de revolta consciente contra o colono e que hoje explico fundamentalmente por quatro fenómenos que recordo com nitidez, pois marcaram-me profundamente:»

E que acontecimentos influenciaram então decisivamente este jovem de 13 anos?
O facto de um Missionário protestante, obrigar os alunos a ir nas férias para a roça dos colonos colher café.
O cenário de sangue que frequentemente se desenrolava ante os seus olhos em que mulheres e homens-contratados eram forçados a colher café nas plantações cafeícolas da então Sousa Leal, do alemão Kay.
O da visão que este jovem tinha do drama do ajudante negro que passava em cima da camioneta do colono, sempre de cabelo enevoado de poeira.
O facto de ter sido reprovado no exame da terceira classe e de ouvir a justificação do padre católico que presidia ao júri: «ele sabe aritmética, fez bom ditado, boa cópia, um desenho regular, mas tem de reprovar porque é protestante e não sabe a Ave-Maria!»

«Concluída a instrução primária em 1960, parte para Luanda onde seu pai conseguiu matriculá-lo…Ganha uma bolsa de estudo e parte para o Quéssua, Malange, onde faz o segundo ano liceal. Regressado a Luanda, frequenta o Colégio da Casa das Beiras…»

Nito Alves nunca esqueceu a Directora daquele Colégio, Olívia de Oliveira Martins Conde, que terá contribuído decisivamente para que ele terminasse o 2º ano do ensino liceal.

«Em 1966 começa a trabalhar na Direcção Geral da Fazenda e Contabilidade, em Luanda, tentando simultaneamente prosseguir os estudos, no curso nocturno do 6º ano do então chamado Liceu salvador Correia. Entretanto, vinha desenvolvendo desde 1965 intensas actividades políticas clandestinas que acabaram por o tornar alvo das atenções da PIDE. Muitos dos seus camaradas são presos e enviados para o terrível campo de S. Nicolau. Nito Alves, porém, no próprio dia em que iria ser preso (6 de Outubro de 1966), consegue escapar-se às garras daquela sinistra polícia.»

«Alves Bernardo Baptista e Lima Pombalino Martins (Tadeu )…,chegam à Primeira Região Político Militar do MPLA no dia 9 de Outubro de 1966»

«Sob o comando de um então já bem conhecido comandante militar, Jacob Alves Caetano, cuja lenda corre todo o norte de Angola como o grande Comandante Monstro Imortal…, instala-se na área do esquadrão Cienfuegos e anima-se toda a região.»

«Intenso e duro treino de guerrilhas aguarda o jovem Alves Bernardo Baptista: todo o ano de 1967 é o teste de sangue e fogo em que presta brilhantes provas. Em 1968 com a chegada de parte dos sobreviventes do Esquadrão Kamy, Nito Alves é chamado para a direcção do CIR. Até 1971 mergulha a fundo no estudo do Marxismo-Leninismo, como autodidacta que a própria luta quotidiana vai caldeando em permanente apuramento.»

«O ano de 1973 findava carregado e negro de perspectivas para os homens da Primeira Região. O cerco de ferro e de fogo do colonialismo agónico, apertava-se sobre a Primeira Região Militar», e foi contado assim:

«Guerra sem frente, nem retaguarda / «faltaram as munições» / «Vieram os “Flechas”», os “G.es” e “T.es” / «fizeram tiros na noite e na madrugada/ e mataram, mataram, assassinaram, assassinaram». E «vieram as doenças inimagináveis» e o monstro da fome com o seu cortejo de mortes». Porém, «O Povo não se rendeu». Na Primeira Região Militar de Angola, no mais aceso e desesperado cerco de ferro e fogo que o colonialismo cada vez mais ia apertando, «esgotaram-se todas as leis da guerrilha e toda a inteligência militar», reúnem-se os responsáveis político militares …

Nestes excertos do seu livro, faz-se referência a um dos momentos mais decisivos da luta da 1ª Região Político Militar. Esse momento em, que reunidos os mais velhos, se encarou a hipótese de parar a luta pelas dificuldades inultrapassáveis face à pressão do exército colonial, da FNLA e ao isolamento a que esta região militar estava votada pela impossibilidade de receber apoios da Direcção do MPLA no exterior. No entanto, esse isolamento era também na altura a realidade de todo o MPLA, que esteve mesmo em vias de ser esmagado no exterior de Angola, pela pressão de muitos estados Africanos contra a direcção de Agostinho Neto.

Nito Alves teve neste contexto, em meados de Janeiro de 1974, um papel decisivo quando foi designado pelos mais velhos para ir a Luanda clandestinamente em busca de apoios e para estudar hipóteses de lançar a guerrilha urbana. Fê-lo juntamente com o seu velho companheiro de aventura e guerrilha o camarada Adão. Sabe-se que muitas portas se lhes fecharam quando se anunciaram aos contactos de ligação que existiam. Ficaram por se saber alguns desses nomes que bateram as portas, no entanto dois nomes ficaram na história de um encontro, o de Albertino Almeida e do Dr. Macmahon Vitória Pereira. Estes receberam e apoiaram Nito Alves que no seu regresso levou à 1ª Região as boas novas que por lá soaram como um sopro de esperança de uma reviravolta eminente em Portugal. Cerrou-se então fileiras entre os combatentes para resistir por todos os meios ao desânimo que se apoderava de todos.

Nito Alves regressa a Luanda em Maio de 1974, depois do 25 de Abril em Portugal. Os contactos com Zé Van-Dunem,Valentin, Betinho e outros nessa ocasião, preparam as condições para se deslocar a Brazzavile a um encontro em Agosto com o Presidente Dr. Agostinho Neto. Participa depois em representação da 1ª Região Político Militar no Congresso de Lusaka na Zâmbia aonde apoia Agostinho Neto contra as oposições internas da Revolta Activa e da revolta de Chipenda. Participa na Conferência Inter-Regional de Militantes nas chanas do Leste de Angola, logo depois do Congresso e da assinatura dos acordos de paz com o Exército Português. Na CIRM de 1974, o também chamado congresso dos partidários de agostinho Neto, dá-se o encontro dos combatentes das matas vindos das várias regiões político militares com os do exílio e com os activistas das células clandestinas de Luanda. Nito Alves como representante da I Região Político Militar em estreita ligação com José Van Dunem dos comités clandestinos, tem ali um papel determinante na adesão da maioria dos dirigentes e chefes militares à liderança política de Agostinho Neto bem como da caução política que este recebe dos sectores simpatizantes dos centros urbanos . É eleito para membro do Comité Central entre os 34 militantes que sai da CIRM.

Nito Alves tem um papel importante no afluxo em massa de centenas de jovens citadinos aos CIR- Centros de Instrução Revolucionária a partir do mês de Setembro, destacando-se durante toda a segunda guerra de libertação nacional , contra as forças concertadas da África do Sul e do Zaire, que tentaram impedir a Independência de Angola a 11 de Novembro de 1975.

Grande mobilizador da massa militante do MPLA nas cidades, à frente do DOM Nacional (Departamento de Organização de Massas), homem com grande capacidade organizativa, dedicado às tarefas da revolução a cada momento, Nito Alves foi nomeado a 15 de Novembro de 1975 Ministro da Administração Interna da jovem República Popular de Angola. Nessas funções, dirigiu a organização Administrativa do país até à III reunião Plenária do Comité Central do MPLA em Outubro de 1976, implementando a Administração do território através da figura dos comissários provinciais. Foi ainda o obreiro da lei do poder popular, que criou ao nível local organismos de gestão dos problemas das populações.

Na III reunião plenária, em Outubro de 1976, Nito Alves é suspenso das funções que desempenhava no governo e no Movimento, juntamente com José Van Dunem a pretexto da acusação de terem sido protagonistas de um 2º MPLA. Estes dirigentes teriam segundo a versão oficial, de uma forma Fraccionista, reunido numa estrutura paralela grande parte da massa militante do MPLA. Estes dois dirigentes ficaram suspensos das suas funções durante um período de mais de 6 meses, aguardando as conclusões de uma suposta comissão de inquérito que apenas os ouviu em Fevereiro de 1977. Acabaram por ser expulsos do MPLA a 21 de Maio de 1977, numa reunião magna de militantes, convocada pela direcção, presidida por Agostinho Neto e realizada na cidadela em Luanda.

Vendo-lhe negado o direito à defesa e sujeito a toda uma campanha de calúnias e ataques pessoais públicos, conduzidos pelo único órgão de imprensa existente, o Jornal de Angola, dirigido por Costa Andrade, N`Dunduma, Nito Alves acabou por ser condenado antes mesmo de ser ouvido. Em legítima defesa, escreveu então as famosas “13 Teses da minha defesa “, com o intuito de dar a conhecer aos restantes membros do MPLA, bem como às organizações de massas e regionais as razões do seu afastamento.

Tal documento, ao ser divulgado indiscriminadamente, deu origem ao aumento da repressão sobre a massa militante , tendo na altura muitos deles sido conduzidos às cadeias, apenas pelo simples facto de as terem lido ou de a elas se referirem.

Nos seis dias posteriores a 21 de Maio, Nito Alves terá então encabeçado um movimento de contestação aberto às medidas repressivas da direcção do MPLA, em particular em Luanda, que não tendo as características de um golpe de estado , que lhe atribuíram, teve contudo o apoio dos sectores militares determinantes.

Estes acontecimentos terminaram a 27 de Maio de 1977, com a intervenção do exército cubano, em defesa da ala de Agostinho Neto. Não se sabe até hoje se Neto terá sido o principal mentor da acção repressiva que se seguiu ao dia 27 de Maio, ou se manietado por uma outra força mais poderosa e sombria, ficou prisioneiro das sua opções de momento ao apoiar a minoria contra a massa de militantes contestatários.

No rescaldo dos dias posteriores ao chamado “ Golpe de Estado “, Nito Alves terá fugido para a sua região de origem, a célebre I Região Político Militar do MPLA, aonde acabou por ser apresentado à televisão como supostamente capturado pelas populações locais. A confirmar-se a hipótese de ter sido feita uma montagem da sua captura, tal confirmaria a hipótese apontada por muitos de se ter ele próprio vindo entregar a Luanda a fim de evitar mais mortes. Sabe-se também que depois de preso, foi selvaticamente torturado e humilhado. Recentemente, houve o testemunho de um militar de nome João Kandada, a residir em Espanha, que assumiu o ónus de o ter fuzilado sob ordens de Iko, Onambwe e Carlos Jorge, estando ainda a assistir Ludy Kissassunda Veloso e outros. Este confesso assassino diz ter cometido tal crime a mando da chefia da DISA, reconhecendo ainda que corpo do lendário comandante da I Região Político Militar, foi posteriormente atirado ao mar com pesos para se afundar. Confessou também na mesma entrevista, publicada no jornal “folha 8” de 26 de Maio de 2001, que a célebre ambulância com os heróis carbonizados, teria feito parte do plano para diabolizar os apoiantes de Nito Alves tendo sido o mesmo concebido e executado por pessoas da DISA.

O mistério da sua morte, obscurece-se com o passar dos anos, em que os dirigentes ainda vivos, silenciando as suas vozes se mostraram até agora incapazes de confessar os hediondos crimes, pretendendo ocultar às gerações futuras factos históricos relevantes da Nação Angolana. Sabe-se também, que a título póstumo, Nito Alves terá recentemente sido promovido de Major a Brigadeiro.

Nito Alves disse um dia: « Os que fazem a História nem sempre podem escrevê-la»

http://27maio.com/nito-alves-1945-1977/
Imagens: http://rubelluspetrinus.com.sapo.pt/maio.htm

Plaszow. Campos de concentração nazis que parecem de Luanda







Plaszow era um pequeno povoado nos arredores de Cracóvia em que os nazistas, em dezembro de 1941, construíram um campo de concentração.

WIKIPEDIA

Por ser próximo, fazia parte de um futuro plano de evacuação do Gueto de Cracóvia. Em 13 de março de 1943, o plano foi concretizado com extrema crueldade; e aqueles que não pereceram na evacuação foram confinados em Plaszow. Amon Göth, um oficial da SS de origem austríaca era seu comandante.

Este local foi bem retratado no filme A Lista de Schindler de Steven Spielberg.

Imagens:
http://www.scrapbookpages.com/Poland/Plaszow/Plaszow10.jpg
http://yinsurgent.files.wordpress.com/2007/11/plaszow3.jpg
http://www.zwoje-scrolls.com/shoah/n8.jpg

Eldorado 28Ago09


ricardo guillermo viola lozano Diz: Setembro 5, 2008 às 2:37 pm
Sou Engenheiro Civil com especializaçao em obras públicas e saneamento básico, com CREA 11.475-D da Universidade Federal do Paraná e estive trabalhando em Angola nos anos 2007 e até agosto de 2008. As oportunidades sao muitas, principalmente nas areas de primeira necessidade como agua potável e esgotos assim como nas areas de saúde e educaçao.
Gostaria de contactar com empresas governamentais ou privadas de Angola para voltar a colaborar na reconstruçao da mesma.
Minha intençao, num futuro próximo, é de conseguir minha permanência naquele país e levar a minha familia pra lá. Tem muito a se fazer nesse pais maravilhoso.
Meu abraço de sempre a todo o povo angolano.

Juliana Garcia Diz: Setembro 5, 2008 às 11:07 pm
Gostaria de saber mais informações sobre trabalho , pois irei concluir o curso de Segurança do Trabalho pelo CEFET/PB em Março de 2009.E gostaria de ter a oportunidade para colocar na pratica tudo o que aprendi.
Meu nome é Juliana Garcia sou brasileira moro em João Pessoa-PB e meu email para contato é vilana.juliana@gmail.com

keoma peixoto Diz: Setembro 7, 2008 às 12:30 am
queria apenas uma oportunidade para trabalhar em angola pois sou um cara muito trabalhador e que estou afim de crescer junto com a empresa…tenho experiencia em operador de pá-carregadeira.

Gestão e Promoção de Activos - Angola Diz: Setembro 7, 2008 às 1:39 pm
Somos uma empresa Lusoangolana de engenharia e franco crescimento, estamos a recrutar:
- Engenheiros civis coordenadores técnicos;
- Engenheiros civis para fiscalização e gestão de empreitadas;
- Gestor com experiencia na área de projectos imobiliários;
- Avaliador patrimonial.
Enviar CV para: geral@gpa-angola.com

Everardo oliveira Diz: Setembro 9, 2008 às 1:40 am
Sou eng civil com ampla vivencia em obras de edificações e infraestrutura como saneamento. Tenho muito interesse em trabalhar na reconstrução de Angola. aguardo contato neste sentido.

marcio de araujo Diz: Setembro 10, 2008 às 3:33 pm
sua alpinista industrial e trabalho com solda,calderaria,pintura,montagem e desmontagem de estruturas em diversas situasões com alpinismo.
se algem estiver interece entre em contato.
tel:(27)32816202

Ana Maria Pinto Diz: Setembro 10, 2008 às 7:59 pm
Como faço para abrir uma empresa de construção civil em angola ? Aquem me devo dirigir? O que é necessário? Posso abrir uma conta em angola aqui de Portugal? O que é necessário? Obrigado
Aguardo a resposta breve

jose pereira Diz: Setembro 12, 2008 às 4:41 pm
sou oficial de electricista de montagem de linhas de 15mil kw a 60mil kw procuro uma empresa deste ramo que trabalhe em angola e que seja portuguesa ja sou portador de passaport,boletim de vacinas internacional e ja me encontro vacinado contra as doenças da febre tifoid da febre amarela.obrigado

Licinio da Silva Pereira Diz: Setembro 12, 2008 às 9:42 pm
Alguém precisa de pintor com mais de 40 anos de esperiencia no ramo de pintura de construção civil em area de Hotelaria e lacagens a pistola :::::::::::::Servisos prestados em Portugal e Venezuela(Margarita , Hilton; Macuto Cheroton ; Mirian Caribe ;Laguma Mar;Hotel Staulfer;Monte -Carlo etc etc etc ?

Devaneios 28Ago09


mary, 10/08/09 12:12
Muito bem comprar participação em mineração em Angola mas depois aplicam o dinheiro no edifício mais alto, em escritórios, para quê, para com o lucro
pagar o investimento, é claro, Banco igual a lucro, mas seria interessante ler
que parte do lucro fosse para apoios ao desenvlvimento e melhoria da qualidade de vida.

DIÁRIO ECONÓMICO

João, 11/08/09 00:37
Incrivel estou à 2 semanas na Noruega e após conversar com pessoas da universidade verifiquei q e as diferenças são brutais! O parque automovel é pior do que o nosso! os comboios são em alguns casos mais antigos! os arranjos urbanisticos tb ficam atrás dos nossos em alguns casos! Algumas casas na capital tb estao a ruir! Muitas pessoas andam de bicicleta (o meio de transporte mais utilizado na capital Oslo) ... e eu perguntei ... onde está o dinheiro do Petróleo??? ... Acontece q aqui ao contrário do Português os bens materiais n são tão valorizados a necessidade da "ostentação do ter" n se verifica! Existe disciplina financeira nas pessoas!! Qd n se pode ter certos bens n se tem simplesmente! ... no entanto estes senhores tem das mais altas taxas de escolaridade e formação! Quase todos tem um Ingles perfeito!.... enfim.... Tenho pena de sermos assim...mas acho q estamos a mudar mentalidades! Ajudemo-nos uns aos outros a entender isto e a mudar as pessoas! Força Portugal!! ACORDAI !!!

Paula, Porto 12/08/09 02:40
Como é possível confiar na banca potuguesa e no actual governo? Sou cliente de um banco devidamente licenciado e situado na União Europeia.Tenho os meus impostos em ordem,não devo nada a ninguém,não roubei,não sou criminosa nem terrorista.Porque estão congeladas as minhas contas no BPP e as dos outros clientes na mesma situação? A admnistração anterior prevaricou porque a supervisão actual do BdP e também a anterior não foi competente.Passaram nove meses!Para bem dos clientes,da banca e do bom nome do País seria bom que tudo isto fosse finalmente resolvido com dignidade e respeito pelos clientes e trabalhadores do BPP.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

14.08.2009 - 14h45 - Leandro Coutinho, Porto
Não.. a "sorte" de Cabo Verde não tem nada a ver com petróleo e diamantes.. Também a Noruega tem muito petróleo e não tem os problemas da Venezuela.. A "sorte" de Cabo Verde é ter desde há muitas décadas um dos melhores sistemas de ensino de Africa que proporcionou uma poppulação com indices de escolaridade exemplares.. Cabo Verde desde há muitas décadas que produz escritores, quadros de relevo e emigrantes bem sucedidos.. Já antes do 25 de Abril, os cabo verdeanos ocupavam lugares de destaque na administração pública, no poder judicial e nas artes e letras.. O indice de alfabetização em Cabo Verde era superior ao de Portugal Continental e das ilhas adjacentes (hoje regiões autónomas).. Este é o verdadeiro tesouro de Cabo Verde.. Devemos recordar as palavras do economista Jonh K. Galbraith «não comunidade instruída que seja miserável, como não comunidade miserável que seja instruída».. Cabo Verde, Israel, Singapura, etc.. são exemplos de pequenos países sem recursos naturais mas com população instruída.. Onde a instrução+leitura+esforço se preza e respeita.. Neste aspecto, nós temos de aprender.. de aprender a deixarmos de ser só futebol/novelas/cerveja + subsidios/reformas/ajudas.

14.08.2009 - 14h34 - Sousa da Ponte, UK
Para sorte dos cabo verdeanos em Cabo Verde nao ha petroleo nem ouro nem diamantes.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Devaneios 27Ago09


10.08.2009 - 12h33 - Anónimo, portugal
Atenção Angolanos: Estes não dão nada só roubam. (ESCOM) Os negócios destes Srs. não vos tras emprego nem abastança, só miséria, nada esperem de banqueiros, vejam o que aconteçe em Portugal e façam a vossa ilação. O vosso pais tem muita riqueza que sempre esteve na cobiça destes Srs. à longa data. Não deixem que tal aconteça. Deem apoio aqueles que querem ajudar o vosso povo e não aqueles que os querem roubar.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

10.08.2009 - 08h59 - Fokker pilot, Montijo, na pista
Há de facto um espírito africano no Espírito Santo... Depois da macumba com a Portugália e de o Ricardo Salgado ter feito magia negra com o Novo Aeroporto e o TGV (Todas Gostam do Verão), só faltavam mesmo os diamantes e o petróleo. Verão (do verbo vir...) que no futuro o símbolo do BES passa a ser uma catana.

10.08.2009 - 15h40 - Luis, Almada
Diz o título: "Presidente angolano disse a Hillary Clinton que haverá eleições "na devida altura". E disse muito bem. Foi pena o PR angolano não lhe ter lembrado de perguntar quando é que os USA dão o contributo para o regresso do Presidente das Honduras ao seu país. O tal que os golpistas despacharam em pijama para o estrangeiro com as costas bem apoiadas nas tropas yankees estacionadas a poucos quilómetros numa sua base militar. É que dois dos três enviados dos golpistas hondurenhos para "negociar" (ou melhor para empatar) o regresso do legítimo presidente ao país são assessores da Clinton.

09.08.2009 - 16h24 - Nuno, Leiria
Angola esta estável senhor (09.08.2009 - 16h02 - Rosmaninho, Gmr)? Ainda há pouco morreu uma deputada da naçao a tiro em Luanda e o senhor diz que esta estável? Claro para o senhor e os Ocidentais sim. Quanto mais houver o mobutismo e diamantes/petróleo de sangue esta estável. Quando o senhor José Ed. Dos santos esteve em Portugal foi recebido por toda a hierarquia do estado todo os partidos políticos excepto o bloco de esquerda. (são dou do bloco mas foi o único que não alinhou na estupidez) É que os povos de Africa estão orfaos não tem quem lhes defende nem os seus políticos nem tão pouco os cínicos ocidentais que não estão interessados em ter uma África com países emergentes com o potencial da china e India capaz de asfixiar o mercado ocidental. Será que a senhora Clinton não sabe que existe corrupção em Angola? Se quer dar exemplo ou se pretende que haja democracia e direitos humanos, porque visita Angola? Alguém acredita nas boas intenções dos EUA? Ou estarão mais interessados nos seus interesses? E o que fazem quando vistam a China. África não é a América Latina não senhor mais devido ao seu défice de escolaridade na maioria da população é um terreno fértil para surgimentos

14.08.2009 - 20h45 - Maurito, Almada
Essa observação da Hillary é no mínimo ridícula. Ela esquece-se que Cabo Verde foi a única colónia portuguesa aonde a educação foi sempre uma prioridade para o império, Cabo Verde tem intelectuais desde os anos 60, em Angola eram raros os nativos que tinham acesso aos estudos secundários quanto mais os superiores. Se o império tivesse investido na educação em todas as colónias, era óbvio que todas elas teriam bons governantes como Cabo Verde.

14.08.2009 - 19h14 - Amorim, Póvoa de Santa Iria
Não tenho o hábito de me referir aos comentários que são feitos às notícias. No entanto, no caso desta noticia é-me dificil não o fazer. Salvo erro, já Ramada Curto afirmara que cada um era livre de dizer as asneiras que entendia mas alguns comentários revelam tanta ignorância, preconceito e falta de elegância literária que tenho de repudiar alguns termos e refutar algumas ideias preconceituosas numa tribuna livre, respeitável e pública como esta que este diário destina aos seus leitores. Os países e os povos são o resultado histórico da evolução de grupos de seres humanos que se desenvolvem de forma condicionada por vários factores e por isso devem ser todos respeitados. Os juizos de valor que fazemos em relação a este ou àquele país são também mais ou menos condicionados pela nossa própria formação, conhecimento e capacidade intelectual de reflectir de forma séria e independente. Uma mente que dá opiniões de má fé, sem conhecimento ou sem respeito pelos leitores, deve excluir-se desta participação porque não a valoriza.

Eldorado 27Ago09


Olá
Gostaria de trabalhar em Angola. Sou formada em Publicidade e estou trabalhando na área de Marketing em uma empresa de Provedor de internet. Pode me passar uma dica?
abraço

Vasco Ribeiro Diz: Agosto 29, 2008 às 8:36 pm
Ola, gostaria de trabalhar em ANGOLA, sou motorista de longo curso ( internacional ), e tenho conhecimentos de montagem de ar condicionado e reparaçao de equimento hoteleiro ( frio e quente ), gostava de saber se alguem sabe de alguma empresa que precise.
João Jorge Diz: Agosto 31, 2008 às 8:42 pm
Olá
Gostaria de trabalhar em Angola. Como motorista, faturamento,conferente,caixa, ajudante de perdeiro etc.
abraço

jose lima granja Diz: Setembro 1, 2008 às 7:53 pm
ola gostaba de ajeitar trabalho em angola como pecheleiro motorista ou letrisista se souverem digon-me

willams ribeiro santana Diz: Setembro 2, 2008 às 3:56 pm
sou encanador e mecanico montador gostaria muito de trabalha em angola tenho cinco anos em experiencia industrial meu pai ja trabalhou ai e se deu muito bem gostaria de ter essa oportonidade tambem e o meu sonho e com fe em deus vou realizar ainda.

jose fernandes f silva Diz: Setembro 2, 2008 às 7:44 pm
sou.operador.de guindaste.operador.ctractro.e retroescavoura.e gostaria de é trabajá na africa angola ok

Tania Antunes Diz: Setembro 4, 2008 às 1:44 pm
Tendo-me licenciado em Engenharia Civil pela Universidade de Coimbra com média final de 12 valores, a minha carreira profissional iniciou-se na Câmara Municipal de Idanha-a-Nova no gabinete de Divisão de Obras Públicas do Departamento de Urbanismo e Obras Municipais, onde pude fiscalizar e coordenar todo o processo desde o concurso até à recepção provisória de algumas obras promovidas pela autarquia.
Tendo decorrido um ano fui convidada para integrar na empresa C.M.V.S., Projectos de Engenharia e Arquitectura, Lda em Castelo Branco.
Desde então tenho desenvolvido projectos de diversas áreas tais como estabilidade, abastecimento de gás natural, abastecimento de água, drenagem de águas residuais, drenagem de águas pluviais, acondicionamento acústico, comportamento térmico e segurança contra incêndios bem como execução de medições e orçamentos.
Tive também a oportunidade de fazer coordenação de segurança, o que me deu outras visões e me ajudou a ser mais realista aquando da concepção de projecto.
Com o objectivo de abraçar novos desfios pretendo ir para Angola, nomeadamente Luanda, trabalhar na área de engenharia civil, projecto ou obra. Alguem me pode dar alguma sugestão de alguma empresa que esteja a precisar de engenheiros para lá?
desde já obrigada
Tania Antunes

jair gonçalves de santana Diz: Setembro 5, 2008 às 1:48 am
sou curssado em eletrotecnica gostaria de ter opotutunidade para trabalhar com voçes em angola

Arismar Soares Bonfim Diz: Setembro 5, 2008 às 1:54 am
Sou Tec. em eletricidade, e gostaria de trabalhar em Angola, tenho vasta esperiência em subestações, eletricidade indrustrial.

http://engenhariacivil.wordpress.com/2007/08/25/mercado-de-trabalho-em-angola-2/#respond

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Angola na navegação à vela


Com a governação à vela, Angola conseguiu um método original para sair da crise económica global. Acabou com o sistema de energia eléctrica tradicional e desloca-se, anda à vela.
TIREM-NOS DAS TREVAS!!!
E originou mais dois crimes. Poluição sonora e ambiental. Horripilante o barulho e as câmaras de gás dos geradores. Morremos assassinados lentamente.

Excluindo o petróleo, o único sistema económico funcional é: Angola, o país dos geradores. Porque em Angola não existem empresários, apenas alguns exploradores do petróleo. O futuro de Angola e da sua democracia (?), ninguém sabe para onde vão. Desde 1975 que continua tudo adiado. Até as regras do futebol adulteraram: os livres são directos ou indirectos?

Este é o reino da desolação.

Imagem: http://4.bp.blogspot.com/_

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Epopeia das Trevas (40)


Ajustei o campo binocular. Um jornalista de fraqueza física, mas de espírito forte, tentava amainar um antagonista latagão. Discutiam-se e improperavam-se. O jornalista ao correr da pena ecoava que apenas dera um leve toque na traseira da viatura do latagão. Estavam a ficar intransitáveis, porque o latagão não aquiescia. Ao contrário, publicitava que era formado em pugilismo pelos ringues mais violentos que ainda subsistem. Sem pena, remexeu os toros musculados e desembainhou os punhos de aço natural. A bater o aço no intelecto do jornalista, que apenas conhecia defender-se com caneta e papel ou computador portátil. As palavras desvaneciam-se na mente redactorial. Perdeu o sentido da vida. O latagão como animal enjaulado não despenava a vítima. Incansável como máquina metálica programada para matar. Braçais possantes conseguiram imobilizá-lo quando desligaram o disjuntor principal que alimentava a máquina desumana. Sentiu-se plenamente realizado porque odiava jornalistas. Assassinou um jornalista por cinquenta dólares, que era o preço da batidela. Triunfante, basculante, inocentou-se que apenas usou as mãos.

Os Jingola finalizaram a inaptidão da religião da vida interior. Deus expandiu o céu e a terra, depois contratou o Demónio para criar o Homem. Os animais selvagens vivem nas cidades, os animais civilizados nas selvas. Aperfeiçoam utensílios, inventam, renovam descobertas. Surgem novas doenças, novas epidemias. Rematam-se cada vez mais, com novas armas.
Alarmada, certifico que não evoluímos: fabricamos os filhos conforme preceituado na antropologia física. Não alterámos: beijamo-nos e acariciamo-nos antropologicamente. Não há nada de novo no ovo cósmico.

Desbravadores do roubo e da morte, inicio e fim do idealismo subjectivo. Então, que utilidade tem o ser humano? Nascer, destruir, matar. Um louco manso apelidou-o Homo sapiens. O nome correcto é: Homo Credo quia absurdum, (Homem creio por ser absurdo). Deus é a imaginação do Homem. Só existe quando necessário, aparece e desaparece. Sempre fomos e seremos pagãos. Falta-nos coragem para o confessar.


Quando a informação escasseia com intenção, os oratórios ambulantes costumam ser especulativos e evoluem para observatórios de rua. Um acontecimento de vulto é relatado, com o tempo torna-se lendário, um mito. Os Jingola instituíram observatórios de rua, nas ruas clandestinas. Popularmente, naturalmente, chamaram-lhes observatórios boca a boca. Num destes boca a boca, o orador especulava que um simples plano sem director seria suficiente para Jingola estacionar, ficar bem estacionada. Era somatório dos proeminentes que estudavam a degradada jurisdição. De improvisado púlpito e de jurisdição contenciosa esgrima-se:
- É o relativismo moral. Os Europaeus refizeram-se, refrescaram-se, depois da secundária guerra universal. Porquê!? Porque é constante a corruptela das sociedades sem um plano económico. Depois da economia de guerra, de palitos, dirigida, fechada, informal, invisível, mista, popular, velha, uf!... E de mercado… o que necessitamos é estourar um grande Plano Marcial.
Os ouvintes, desempregados sistemáticos desentendiam-no perfeitamente. Eram natas, a fina-flor do ensino superior
- Oh! Há quase cinquenta anos que estamos com esse plano de emergência.
- Carecemos da informação, da refracção da perda de intensidade da luz do backbone.
- Impaciento-me com semelhanças, inverosimilhanças.
- O plano quinquenal?!
- Sim! Esse mesmo, o das quintas.
- Não! O trienal.
- A caubóiada do ir por um plano inclinado.