sábado, 28 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Luanda, desenvolvimento económico e social 27Nov09

Apagões
17Nov09 das 18.30 às 23.00 horas
18Nov09 das 09.30 às 10.00
20Nov09 das 17.50 às 23.00
23Nov09 das 11.25 às 17.45
26Nov09 das 16.00 às 22.07
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A revolta dos escravos. Insistiram na posição de que mulatos e negros simplesmente não eram pessoas

© AKG IMAGES/LATINSTOCK
BURGUESIA NO PODER Mirabeau, representante do Terceiro Estado, gritava que caso os latifundiários colonialistas não considerassem os negros como homens de direito seria equivalente à França ter de admitir, em sua representação política, também os “cavalos e as mulas”. Num golpe, a burguesia francesa conseguiu criar uma Assembléia Nacional, o que contrariava os interesses da monarquia. A revolução começava. Na visão do autor C.L. R James, que escreveu Os jacobinos negros, o mais importante registro daquelas revoltas, essa discussão atrelava, por fim, as fortunas de São Domingos à assembléia de um povo em revolução. “Dali em diante a história da liberdade na França e da emancipação em São Domingos seria una e indivisível.” O rei Luís XVI ordenou a dissolução da assembléia. As forças populares tomaram a Bastilha, símbolo do absolutismo. Na prática, o rei perderia poder. Em 1790, com o andar da revolução, foi permitida a formação de uma Assembléia Colonial. A sociedade de São Domingos mantinha uma divisão entre latifundiários, brancos pobres, mulatos livres e escravos. Nos debates na colônia, permanecia o conservadorismo do statu quo.
General Henri Chrsitophe, óleo sobre tela, autor desconhecido, século XIX, Consulado do Haiti, Rio de Janeiro
Henri Christophe se tornou presidente em 1807 e rei em 1811
A Assembléia Constituinte, na França, em 1791, aprovou a igualdade de direitos entre todas as pessoas em São Domingos. A medida permitia o voto dos mulatos, mas ainda não era a abolição da escravidão. Sua repercussão na colônia era questão de tempo, pois tinha se reconhecido o direito de “homens de cor”. O clima revolucionário contagiou as ruas de São Domingos. Muitos escravos, alguns mais próximos aos centros onde ocorriam os debates, começavam a entender a dimensão da oportunidade. Ricos fazendeiros viam a decisão da igualdade de direitos como uma ameaça brutal. Insistiram na posição de que mulatos e negros simplesmente não eram pessoas – uma rasura mal emendada da regra. Paralelamente aos protestos dos mulatos contra os brancos, os escravos começavam a se organizar. Não mais como o quilombola Mackland.
Na planície do norte de São Domingos, onde os canaviais se alastravam lado a lado por dezenas de quilômetros, um capataz (e também sacerdote do vodu) liderou uma rebelião. Boukman planejou atear fogo nas plantações, exterminar os brancos e tomar a colônia a partir de Lê Cap. Quando começou a revolta, os escravos destruíram completamente as fazendas. As plantações viraram cortinas de chamas e fumaça. Os latifundiários foram executados. O ódio dos negros aflorou e Boukman começou a revolução negra.
Os escravos da parte sul e do lado ocidental engrossaram o coro das revoltas. A repressão aumentou. Boukman foi morto em luta, mas o levante não parou. Os insurgentes passaram de 100 mil e ganharam adeptos. De uma onda de fúria, o movimento amadureceu e abraçou a bandeira da liberdade e da independência.
Ao lado dos primeiros líderes, como Jean François e Biassou, outro ex-escravo demonstrou excelência de planejamento militar e conhecimento de política: Toussaint L’Ouverture. Ele recebeu certa liberdade de seu senhor de engenho para tocar a fazenda, teve acesso a alguma literatura e não foi submetido aos suplícios dos maus-tratos. Possuía uma intuição política acima da média e logo se tornou um dos comandantes da revolta. Unificou e organizou um exército que poderia derrotar tropas européias.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
A Epopeia das Trevas (64). Phillis Wheatley

Um caçador de escravos privou-a da liberdade com apenas oito anos
Obrigaram-na a não apanhar mais mangas, abacaxis, bananas
as frutas dos selvagens
Perdeu para sempre o interior, os segredos do feitiço da sua Mãe
a selva africana. Embarcou órfã na mãe negreira
Oh! Não me façam mal! Prometo nunca mais fugir dos Brancos
Não subirei mais às costas das palmeiras. Não mais me refrescarei
saciarei na água dos cocos. Porque não mais os verei, comerei
Os meus pais, irmãos, amigas recordarei. As marés nas areias não abraçarei
A manhã está tão cercada, sombreada irreal
Desnudou-se para me saudar. Vejo a proa do navio negreiro
Que me há-de levar, a deslizar. Não há, não vejo, não vem ninguém
Para me apoiar, ajudar a salvar
A margem afasta-se, acho que me envia um sorriso
Já estamos longe. Não sabia que o mar era assim grande
tão imenso. Ainda bem que o navio negreiro não tem medo dele
parecem tão amigos. Deve ter muitas mãos que o seguram
Senão afundava-se. Sinto medo desta grandeza e desato a chorar
O traficante de escravos grita-me. A sua voz é tão potente
que o oceano treme. «Ó especiaria, recolhe-te no cubículo!»
Gravou na memória os sulcos da proa negreira que rompia avidamente
as correntes marítimas. As vagas revoltadas acompanhavam a pressa
Da chegada sem destino. De tão longe conhecida
aportou em Boston, um Novo Mundo desconhecido
Alguns dos modernos navios negreiros que refazem a rota
antes africanizada, juram com pavor
que viram um navio fantasma, o Wheatley voador
Um comerciante rico comprou-a, ofertou-a como criada para a sua esposa
O senhor dos escravos nunca poderia saber
Que importou, comprou uma poetisa, um condor
As plantações das ilusões escravizam-nos, como multidões
A senhora deu-lhe a estudar geografia, história e latim. Se todos estudassem…
Aos treze anos demonstrou afamada poesia
Com vinte anos na Inglaterra publicou-a
Exótica africana com escala no Novo Mundo
Phillis Wheatley acabou na lei da selva. Trinta e um anos de fervor cristianizado
Longe do calor silencioso, da brisa acariciante, selvagem terna
Dos rios engolidos pelos vales da poesia negra. Apagada, desconhecida
Viva no seu coração negro, conhecida nos seus pensamentos
De muito claros e intensos movimentos
Imagem: http://farm1.static.flickr.com/41/101590847_d9af3b419a_o.jpg
O Cavaleiro do Rei (72). Enterramos os nossos entes queridos e vinte e quatro horas depois já não nos lembramos deles.
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Enterramos os nossos entes queridos e vinte e quatro horas depois já não nos lembramos deles. Tornámo-nos palhaços de um grande circo diário. Consumimos o tempo que nos resta nos e-mails. Para vermos a lixeira dos iguais ou piores que nós e que quase nunca nos enviam nada de interessante. Sumariamente enviam-nos uma desajeitada imagem de Jesus Cristo.
Nunca pensaram no tempo que perdemos a abrir e a fechar portas? Sempre com medo dos assaltantes. Contem as vezes que abrem e fecham portas durante um dia.
Não conseguimos efectuar o salutar acto sexual porque alguém nos bate à porta, ou o telemóvel toca. Pior ainda é quando ela ou ele diz:
- Estou cansada.
- Estou cansado.
Quando apetece a um fazer amor não é possível porque o outro diz que está cansado. Não sabem viver. A vida acabou. Pobres seres humanos que não despertam.
O patrão é um ditador, todos os patrões o são. Onde estão os comunistas? Será que desapareceram para sempre? Foram extintos? Ou tornaram-se patrões?
Andar na moda. Para quê a moda? O que interessa é vestuário para o frio. No calor podemos e devemos mostrar a nossa nudez. Que nos interessa a moda do vestuário? Inventam cada coisa.
Perder tempo numa festa. Na inutilidade do não conseguir derrubar os que nos oprimem. Milhões trabalham para meia dúzia de patrões. Estamos muito pior que no tempo de Marx nas fábricas da Inglaterra
Temos que “destruir” os que nos querem destruir. Ficaremos livres para sempre. São eles, os bancos, que apoiam a nossa miséria. Porque quem nos explora vem de lá, apregoando os valores democráticos deles. Que temos de ir para a frente com as máquinas deles, com a sua tecnologia, mas nós não precisamos disso para nada.
Só nos enviam pedófilos, (com inumeráveis que já temos), cleptómanos, falsos engenheiros e doutores. Os que aqui chegam deviam fazer-lhes um exame psiquiátrico. Eles são quase todos doentes, dementes. Só enviam para aqui maníacos.
Que o petróleo é importante para a nossa economia. É mas é para a economia deles.
Gastamos o tempo em compras e a fumar cigarros. A igreja não consegue, pelo contrário, aumenta as nossas angústias. Nada nos resta porque não sabemos em quem acreditar.
Continuamos como sempre na liberdade que nos prometeram. Vamos para o trabalho que não temos, regressamos… e é só.
Jornal de Angola 21 de Novembro de 2009


Selecção nacional de Futebol colocada num grupo favorável. Afirma o Presidente José Eduardo dos Santos.
Presidente do Parlamento pede a todos os organismos empenho na promoção dos direitos das crianças.
Estratégias de emprego. Gestores elevam competência na Lunda-Sul
Protocolo de Kyoto. Deputados angolanos lamentam a posição dos países poluentes.
Ndalatando. Fundo Lwini promove Natal das crianças
Editorial. Os debates e os consensos. É evidente que nem tudo é perfeito, mas partindo do princípio de que “muitas cabeças juntas pensam melhor” a Comissão Constitucional tudo está a fazer no sentido de se elaborar uma Constituição que reflicta todas as sensibilidades.
Brasil. Lula da Silva rejeita concorrer a terceiro mandato
Diversos vende-se. Água potável, em cisternas de 5 a 7.000 litros, entrega ao domicílio.
Diversos perdeu-se. Passaporte chinês em nome de Wuzheng Ming, Zhang Bin, Zhau Lei e Wang Ping Jun.
A escola nacional de administração realiza dia 26 de Novembro. As Responsabilidades do Sistema Bancário no Fortalecimento da Economia Angolana.
IURD em mais uma acção social
Informação geográfica de Angola tem os elementos desactualizados
Venda de bebidas alcoólicas proibidas nas ruas de Luanda
Violação dos direitos da criança exige do estado sanções severas
A rádio Kwanza-Norte emite em toda província
Literatura. Prémio Caxinde ficou por atribuir
Jornal de Angola 17 de Novembro de 2009
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Oposição cria Fórum de Concertação. UNITA, PRS, PDP-ANA, POCs e a comissão instaladora do Bloco Democrático assinaram, ontem em Luanda, uma declaração constitutiva do Fórum de concertação Política.
Segurança. Polícia nega violência contra os chineses.
Optimismo com a retoma. Preço do barril de petróleo sobe em Londres e EUA.
Programa de emergência está em marcha. Novas centrais garantem a Luanda mais energia eléctrica e sem cortes. Mais projectos para Luanda.
Reino Unido. “ A grande aposta do Governo assenta na Educação e Saúde”. Afirmou Ana Maria Carreira em Londres.
Primeiro-ministro angolano anuncia conferência regional da FAO no próximo ano em Luanda.
Cabinda. Fábrica de água mineral reforça parque industrial. Rio Lucola em vias de extinção devido a construções ilegais nas margens.
Editorial. Economia e justiça. A justiça tem de acompanhar todo este processo de mudanças, estruturais ou conjunturais, que se assiste ao nível da nossa economia, sobretudo agora que se verifica uma tendência de aumento do investimento privado estrangeiro e nacional.
Tensão. Grupos rivais na Somália travam intensos combates
Grupo Sonae nega interesse no mercado angolano
Empresa Nacional de Ferro garante milhares de empregos
“ É preciso plantar árvores em Luanda”. Governo Provincial constrói uma “Árvore Ambiental” com garrafas de plástico.
Reforma educativa. Ensino técnico profissional abre as portas à qualidade
Bié. Malária preocupa autoridades
Pescadores artesanais satisfeitos com modernização das pescas. Lubango come peixe fresco dos rios.
Instituto das Indústrias Culturais lançou obras de Óscar Ribas
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Bancos do terror em Luanda sem petróleo

Luanda, desenvolvimento económico e social:
23Nov09, apagão das 11.45 às 17.45 horas
O meu familiar girou por quase todas as dependências bancárias de Luanda e informaram-lhe: «Estamos sem dinheiro.»
No mesmo dia desloquei-me à dependência do banco BPC na Sagrada Família para reconfirmar a anomalia bancária. Queria levantar 5.000.00, cinco mil kwanzas, para pagar a taxa de circulação automóvel e a resposta reconfirmou-se: «Estamos sem dinheiro.»
Será que o dinheiro foi todo para o CAN2010? Ou bazou para o estrangeiro?!
Consegui ainda apurar que quem tem quantias de vulto vive aterrorizado, sem futuro. Imagina, receia que vai ficar sem o dinheiro depositado pois claro.
Imagem: http://www.chargeseditoriais.com/
Os bancos em Angola pioneiros no crédito à população

Expandiram o ensino à distância pela Internet. Devido a isto até um êxito notável aconteceu na agricultura. Em especial os bancos portugueses investem parte dos lucros na literatura. Não, não! Quem disse que os bancos portugueses levam tudo daqui e não deixam nada (!).
Os bancos em Angola não promovem a destruição dos casebres para depois financiarem condomínios e outras coisas de betão.
Estes bancos sabem o que fazem, investem muito bem. De tal modo que Luanda não tem mais nada para destruir. Já a destruíram.
E continuam impunes no roubo de terrenos, taxas elevadas, sistema informático… «Não temos sistema». Claro que têm poder associado a outros irresponsáveis da nossa praça. ´É por isso que não lhes custa nada mandarem assassinar quem se lhes atravesse no caninho.
Antes dos bancos chegarem vivíamos numa boa. Quando se arrastaram para aqui atrás dos preços elevadíssimos do petróleo, a nossa vida infernizou-se. Instalam-se com as suas dependências do terror que mais parecem gozar do estatuto de embaixadas. E desmandam, assassinam. Esta tralha já não dá mais para suportar, e lamentavelmente tem que rebentar.
Os bancos em Angola dão-nos um futuro de abastança. A população sorri-lhes pelos níveis de riqueza almejados. Milhares, milhões de desempregados confirmam-no. Que farão os bancos para contrariar tal desastre social que provocaram? Conseguirão sobreviver aos ataques das hordas esfomeadas, desempregadas, abandonadas, espoliadas, torturadas, escravizadas?!
domingo, 22 de novembro de 2009
Em Angola, os bancos dão desenvolvimento económico e social




Angola tem muito petróleo. Por isso tem muitos bancos com muitos milhões de lucros que fazem milhões de populações muito felizes. Mas mesmo assim a sacanagem terrorista bancária apresenta nos seus balanços prejuízos. Como é o caso do Banco Millennium Angola. E ninguém contesta, para quê?! O terrorismo internacional bancário é mesmo assim. Será sempre assim?!
Imagens: FOLHA 8
sábado, 21 de novembro de 2009
50 coisas para se fazer numa fila de banco

1. Teste o extintor de incêndio da agência.
2. Leve um aparelho de som 3X1 e coloque música gospel nas caixas.
3. Barbeie-se / depile-se.
4. Imite o ruído de fogos de artifício quando o caixa atender alguém.
5. Conte uma piada sem graça e ria sozinho.
6. Insinue que a grávida que está na fila do Caixa Preferencial usa barriga postiça.
7. Compre um saco de pururucas e mastigue.
8. Venda rifa.
9. Leia em voz alta os folhetos de propaganda do banco.
10. Use um dos balcões para fazer abdominais, repetindo: “um, dois!”
11. Toda vez que o painel de senha mostrar um número, repita-o em voz alta.
12. Peça dinheiro emprestado ao vizinho.
13. Mantenha-se de costas para a pessoa à sua frente.
14. Peça para guardarem seu lugar e, ao voltar, passe na frente de quem guardou.
15. Toque o jingle do banco com a boca, imitando um trombone.
16. Sempre que o caixa validar um documento, imite o ruído de uma máquina registradora.
17. Leve um apito e toque-o sempre que a fila andar.
18. Informe as horas, minuto a minuto, seguido do slogan do banco.
19. Quando alguém não conseguir fazer uma operação no caixa eletrônico, murmure: “OSTRA”.
20. Duble, em voz alta, o caixa dizendo a um cliente que o saldo dele está negativo.
21. Quando a fila andar, finja que está cochilando.
22. Faça “din-don” sempre que uma pessoa entrar na fila.
23. Encoste o dedão à esquerda das costas da pessoa à sua frente. Quando ela se voltar, vire bruscamente a cabeça para a direita.
24. Brinque de puxa-cueca com o colega da frente.
25. Cante uma da Jovem Guarda e diga:
“ TODO MUNDO COMIGO, SHA-LÁ-LÁ-LÀ!”
26. Passe um abaixo-assinado contra a política de juros altos.
27. Minta que há um caixa disponível, e sem fila, no andar de cima.
28. Espalhe que a senhora gorda, lá do fundo, tem uma arma na bolsa.
29. Pergunte se alguém quer ser sua testemunha num processo contra o banco.
30. Coma uma fatia de melancia e saia da fila toda hora para cuspir os caroços.
31. Veja com o segurança se ele deixa você dar uma olhadinha no revólver dele.
32. Pergunte ao caixa por que eles cospem no dinheiro quando vão contá-lo.
33. Conte histórias de assalto a banco.
34. Pergunte a um atendente aonde fica o caixa-forte.
35. Acenda um cigarro de palha.
36. Promova uma “ola”.
37. Monte um aviãozinho de papel e jogue na mesa do gerente.
38. Se um carro forte chegar, cantarole o tema de “Os Intocáveis”.
39. Ensine um colega de fila a fazer massagem cardíaca.
40. Pergunte se alguém quer ser seu fiador.
41. Escreva numa folha de papel: “IDIOTA NÚMERO
43. Ria descontroladamente das pessoas que ficam presas na porta giratória.
44. Lembre aos outros o que poderiam estar fazendo se não estivessem ali.
45. “Por que bancos gastam tanto com propaganda e nada com caixas?”
46. Leve uma marmita e almoce.
47. Na hora que um dos caixas sair para almoçar, berre: “PEGA!”
48. Coma uma goiaba.
49. Ofereça-se para segurar a pilha de documentos de um boy e derrube-a no chão.
50. Quando chegar sua vez de ser atendido, puxe um longo discurso do bolso e leia.
http://www.trocistas.com/convidados/50-coisas-para-se-fazer-numa-fila-de-banco/
A Epopeia das Trevas (63). Pocahontas

Fomos recebidas pelo rei Jaime I e Ana da Dinamarca
Os ingleses olhavam-nos como… como jasmins exóticos
Entrámos na corte erigidas pela melodia, heroína expressiva
Melódica da música barroca
À nossa dignidade principesca passagem, a nobreza desconjuntava-se
Nas maneiristas vénias do palácio real de. Whitehall
Acabámos o percurso do chão recto axadrezado
Ajoelhamo-nos majestosamente aos pés dos reis do mundo
Depois a minha amiga Pocahontas segredou-me:
O amor não nasce, está dentro de nós, porque ambas sabemos perdoar
Éramos, era, mais uma princesa arrebatada ao Novo Mundo
Vida nova apresentada na corte da lisonja
Novo Mundo, novas riquezas
As proezas dos heróis elisabetanos, vitorianos que serão versificados Imortalizados. Os feitos dos nossos heróis permanecerão ridicularizados
Pocahontas faleceu dois anos depois, com vinte e dois
Deixou de fazer orações e vénias à pureza das árvores
E águias que amava. Vítima da impureza humana
Tudo! Toda a poesia da vida Powhatan na Virgínia esmoreceu
Imagem: http://www.scarborough.k12.me.us/wis/teachers/dtewhey/webquest/colonial/images/Pocahontas.jpg
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Criação do Ministério da Segurança do Estado nas intenções do regime
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«Quinta, 19 Novembro 2009 16:10
Lisboa - É atribuída a José Eduardo dos Santos (JES) a intenção de reintroduzir na estrutura governativa um Ministério da Segurança de Estado – iniciativa a enquadrar em mudanças previstas para depois do congresso do MPLA. Principal argumento justificativo da medida: reforçar/normalizar o carácter institucional da organização e funcionamento do Estado.
Fonte: AM CLUB-K.NET
Depois do Congresso do MPLA
Devido a conceitos de organização do poder considerados arreigados em JES, existem em Angola orgãos com funções equivalentes em planos diversos ou em sobreposição. Sob alçada do novo ministério, cujo titular será alguém da confiança máxima de JES, ficariam os dois serviços de informações, SINFO e SIE. O SINFO é nominalmente tutelado pelo ministro do Interior, mas o seu DG despacha, de facto, na PR; o SIE (AM 307), por sua vez, está na esfera da PR.
Há também rumores atribuindo a JES o propósito de, pela mesma razão, extinguir o GRN-Gabinete de Reconstrução Nacional, por absorção do mesmo no Ministério das Obras Públicas»
Angola prepara primeira emissão de dívida
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António Albuquerque DIÁRIO ECONÓMICO
20/11/09 00:05
Com a crise financeira os governos dos países ocidentais foram obrigados à maior corrida por dinheiro fresco nos mercados financeiros desde que há memória. As emissões de dívida pública dispararam para conseguirem dinheiro, com o objectivo de financiarem os pacotes de apoio à banca e empresas.
E se numa primeira fase, economistas e analistas acreditavam que os países emergentes ou países em vias de desenvolvimento estariam fora desta competição enganaram-se redondamente. Em muitos destes países, o petróleo representa a principal fonte de receitas e com a queda do preço nos mercados internacionais obrigou muitos Estados a recorrer ao endividamento externo, como será o caso de Angola.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O Cavaleiro do Rei (71). Dizem que se fartou de trabalhar e ficou rico.
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As femininas esfomeadas desejam matar a fome abrindo as
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Alcides Sakala Simões


http://www.ovimbundu.org/
É Licenciado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Angola e Mestrando em Relações Internacionais e Estudos Europeus e Africanos. Ingressou na UNITA, em Dezembro de 1974, tendo dois anos mais tarde integrado a coluna do falecido Jonas Savimbi. Em 1979 passou pela Jamba aquando da sua fundação, onde viria a desempenhar actividade várias até 1980, ano em que seria indigitado pela Direcção da Unita representante do Partido nos Estados Unidos da América.
Foi nesse país que começou a sua carreira diplomática como adjunto de Jeremias Chitunda, tendo mais tarde representado a UNITA na República Federal Alemã, Portugal, Bélgica e junto da Comunidade Europeia. Em 1995, por ocasião do 8º Congresso da UNITA, foi nomeado secretário dos Negócios Estrangeiros dessa organização política, e em 2002, após a realização do 9º Congresso, nomeado secretário para a Função Pública. Actualmente, para além da actividade política (porta-voz da Unita), é Docente Universitário. Apenas publicou uma obra: “Memórias de um Guerrilheiro”.
Excerto da obra “Diário de um Guerrilheiro”
“O rio Hindi é um afluente do rio Sanjamba. O território à sua volta era muito pouco povoado. Num raio de dez quilómetros havia somente uma única aldeia de 6 pequenas casas de capim. Outros populares viviam dispersos, mas todos se dedicavam à agricultura de subsistência. Cultivavam massango, feijão-frade, mandioca em abundância e algum milho. Praticavam com destreza a apicultura, a caça e a pesca. Com base nesta dieta alimentar, mesmo sem sal e óleo, a população do território apresentava bom aspecto físico. As suas gentes alimentavam-se essencialmente de mel, carne de caça, cereais e mandioca.
De facto, era tradição dos povos do Leste de Angola, decorrente de várias décadas de guerras cíclicas, cultivavam apenas as terras altas, distantes dos cursos de água e das nascentes, contrariamente às populações do centro de Angola que praticam a sua agricultura tanto em terras altas como baixas, aproveitando as margens férteis dos grandes rios de planície.
Construímos a base na nascente do rio Hindi e permanecemos no local dois meses. Durante este período, mantivemos o nosso ritmo de trabalho, com base de encontros regulares e diários com o Presidente e as chefias militares. Reuníamo-nos duas ou três vezes ao dia e à noite quando fosse necessário, para abordagem em detalhe do desenvolvimento da situação política, diplomática e militar do país, em particular do território onde estávamos.”
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O Declínio do Estado-nação: Seu impacto nos países africanos, com destaque particular para Angola
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18Nov09 Apagão das 09.30 às 10.00 horas
MADALENA CANJAYA KATUMBU
Assediadas vs Assediados (I)
· Democracia e tipo de colonização:o caso da África Subsariana
· INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA DEPOIS DA GUERRA
A problemática da génese do Estado-nação põe-se, com maior clareza, na Europa, fruto dos mais diversos processos históricos, sociais e económicos que levaram à sua constituição. A ideia de Estado-nação nasceu na Europa em finais do século XVIII e inícios do século XIX. Provém do conceito de "Estado da Razão" do Iluminismo.
http://www.ovimbundu.org/
Hastings, fala-nos de factores como uma obra escrita em língua vernácula de uma ou mais etnias, como o foi o caso da Bíblia, da guerra contra uma ameaça externa e da religião como factores que contribuíram para o aparecimento dos Estados-nação. Contudo, algo que mais sobressai na abordagem de Hastings é, precisamente, o facto de um Estado-nação pressupor, necessariamente, a presença de etnias (grupo de pessoas com identidade cultural e língua comum). Note-se que a etnia não se identifica com a nação, uma vez que esta é formada pela comunidade de duas ou mais etnias, e é algo mais conscientes do que a etnia.
De modo que, a nação exige, pela sua natureza, o direito à identidade, à autonomia política como povo e, sobretudo, o controlo de um determinado território. Por outras palavras, a Nação - Estado não pode ser vista fora de três eixos fundamentais: o território, a nação e a soberania. E, na verdade, o Estado-nação foi mais bem sucedido em função da coesão étnica e cultural, ou seja, da presença de uma maior homogeneidade na população. Não é por caso que se aponta Portugal, a Islândia e o Japão, como os Estados-nação mais conseguidos.
Nos dias que correm, o Estado-nação, encontra-se ameaçado pela nova ordem mundial. Neste sentido, não há dúvida de que a globalização foi o factor que o abanou, quer sob o ponto de vista teórico, quer prático. É, que, se por um lado, a globalização está a originar a criação de vários tipos de união, como é, por exemplo, a União Europeia, por outro, devido sobretudo à globalização económica, a noção de Estado deixou de estar, exclusivamente, associada à soberania total ou à territorialidade, por as fronteiras se tornarem mais permeáveis económica e culturalmente, formando-se, assim, uma espécie de estados transnacionais. Mas também é verdade que a globalização trouxe consigo vários fenómenos colaterais. O primeiro, é a afirmação dos movimentos de identificação cultural sub-estatais, seguido do abalo do conceito de nacionalismo, uma vez que se o nacionalismo defende a ideia de que a nação deve dispor do seu próprio estado e que a tradição nacional deve ser defendida, a todo o custo, pelo Estado, o estado transnacional, conforme foi definido por Guiddens, colide com tal ideia.
Este processo, pese embora os reveses que lhe são inerentes, está em curso, sobretudo na Europa, com a União Europeia, mas a verdade é que, o seu impacto nos países africanos tem sido, de um lado, devastador e, do outro, pouco compreendido. É que, a África, cujos Estado foram retalhados milimetricamente na célebre Conferência de Berlim, logo após a independência, passou (e ainda continua) por várias guerras, motivadas externamente ou não, durante o penoso processo de formação das suas nações. A África encontra-se, assim, praticamente de mãos atadas, sem vislumbrar as formas para sair de tão intricado labirinto.
Uma das possíveis saídas é, sem dúvida, a reafirmação dos movimentos de identificação cultural, como uma forma de se fazer frente ao “estigma” da periferia. Quanto mais os países africanos, com a intervenção do Estado, as forças políticas e a sociedade civil, estiveram empenhados na promoção dos valores culturais locais, com o concurso da revolução tecnológica, maiores probabilidades terão para contornarem a situação. E, neste caso, o exemplo dos países asiáticos é o mais esclarecedor.
No caso de Angola, a nova ordem mundial foi de igual modo devastadora e não podia chegar no pior momento. A classe dirigente angolana e as suas elites, esforçam-se para seguir, à letra, os ditames do Ocidente. Em cada dia que passa é corrente vermos, no país, a tentativa de adoptar os modos de falar da antiga potência colonial e os modos de pensar, vestir, costumes de consumo, habitação, e a linguagem política do Ocidente. O significado, os valores autóctones, as estruturas familiares, as solidariedades clânicas, as cosmogonias comunitárias e as condutas que este geram foram simplesmente mutiladas, pervertidas e desacreditas. A cultura tradicional foi negada e asfixiada por uma cultura de imitação, porque institucionalmente se organizou o processo para o seu esquecimento, o que nos põe, cada vez mais, no abismo da periferia.
Trata-se de uma tragédia, para um país como Angola que sustenta e alimenta, em grande medida, os ditos governos transnacionais que nos depilam a cada dia que passa.
Bibliografia:
Hastings, Adrian (1997). The Construction of Nationhood: Ethinicity, Religion and
Nationalism. Cambridge: Cambridge University Press.
Giddens, Anthony (1993). Consecuencias de la modernidad. Madrid: Alianza.
Giddens, Anthony (2000). Un mundo desbocado. Los efectos de la globalización en
nuestras vidas. Madrid: Taurus.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Quando a justiça chegar…
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Recuados no tempo da quadrilha de Jesse James.
Não há nada a fazer (?) Angola é chegar, roubar e andar.
E alguém colocou a questão porque é que nenhum general angolano escreve um livro sobre a guerra em Angola. A questão é simples de responder: generais diamantíferos não conseguem, não sabem escrever. Na lei da selva só existe o descrever da espoliação constante do que antes era população e que agora deixou de existir. Quanto mais espoliam e enriquecem mais o terrorismo internacional se fortalece.
Angola, lá porque tem petróleo não é por isso que deixa de ser um estado falhado.
«Vestem Hugo Boss, têm relógio Patek Phillipe e dão no acto 120 mil euros por uma pulseira.
ALTO HAMA
O perfil do cliente angolano em Portugal, que representa já 30% do mercado de luxo português é homem, 40 anos, empresário do ramo da construção, ex-militar ou com ligações ao governo. Veste Hugo Boss ou Ermenegildo Zegna. Compra relógios de ouro Patek Phillipe e Rolex.
O perfil do povo angolano, que representa 70% da população, é pé descalço, barriga vazia, vive nos bairros de lata, é gerado com fome, nasce com fome e morre pouco depois com... fome.
De acordo com as várias marcas contactadas pelo jornal Expresso, esses angolanos de primeira não olham a preços. Procuram qualidade e peças com o logo visível. É comum uma loja de luxo facturar, numa só venda, entre 50 e 100 mil euros, pagos por transferência bancária ou cartão de crédito.
Por outro lado, de acordo com a vida real dos angolanos (de segunda), 45% das crianças sofrem de má nutrição crónica e uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos.
Na joalharia de luxo, os angolanos também se destacam, tanto pelo valor dos artigos que compram como pela facilidade com que os pagam. António Moura, que representa em Portugal a Chaumet, Dior e H. Stern, fala do caso recente de "uma senhora angolana que comprou uma pulseira por 120 mil euros, e pagou com cartão de crédito, sendo o pagamento imediatamente autorizado pelo banco".
Pois é. Em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder.
Pois é. Entre milhões que nada têm, o importante são aqueles que vestem Hugo Boss ou Ermenegildo Zegna, compram relógios de ouro Patek Phillipe e Rolex, ou que dão 120 mil euros por uma pulseira.»
JES e MPLA: Política da Trapaça ou Trapaça na Política? (Fim)

O presidente é eleito numa sessão conjunta do parlamento bicameral, que consiste de uma Assembleia Nacional (National Assembly), ou câmara baixa, e um Conselho Nacional de Províncias (National Council of Provinces, NCoP), ou câmara alta.
http://www.ovimbundu.org/
Gerou-se, em Angola, um certo mal-estar que foi uma vez mais dissipado pelos mensageiros da desgraça de sempre (Bornito e Feijó). Sem fugir à risca do plano Maior, tal como se fosse um pai a observar o filho a aprender a gatinhar, o Mpla não tardou a aparecer com outra ideia genial: o debate “evoluíra” e que o formato definitivo do modelo (o trunfo que estava na manga, ou seja, o plano Maior) já não seria parecido ao da África do Sul, a não ser no que dizia respeito à questão do “cabeça de lista”.
Consequentemente, as eleições presidenciais seriam por sufrágio directo e universal mas “atípica”, uma vez que os eleitores, ao elegerem o partido, escolhiam, em simultâneo, o presidente da república. Ironicamente é o caso de alguém que, ao casar-se, também o fará com a sogra. Inútil que é referirmo-nos a quão desusado, anti-democrático e anacrónico é este modelo, que nunca existiu em parte alguma, gostaríamos apenas de recordar que se está, de novo, no ponto de partida. As eleições do presidente assim feitas são, sem sombra de dúvida, “indirectas”. Logo, o debate não evoluiu; regrediu.
Zenu (provável sucessor à presidência de Angola)
No entanto, mais importante que isso é sabermos que foi esse o plano Maior, o trunfo escondido nas mangas de JES e do MPLA com o fito único de se começar a preparar a sucessão de José Eduardo dos Santos. E razões não faltam: JES, cansado, doente e desconfortado com os longos anos de poder, quer retirar-se mas, na lógica de “sair para ficar” e, para isso, nada melhor que deixar o seu filho no poder. Em suma, não será ele o beneficiário (pois não necessita dele) desta estratégia gizada para a defesa dos seus interesses pessoais e familiares. E, sabendo que o seu filho, José Filomeno dos Santos “Zenu”, jamais conseguiria votos para a presidência num modelo “normal”, a fórmula milagrosa será a do “cabeça de lista”. Sempre que alguém votar no Mpla automaticamente estará a votar no seu filho.
O elixir poderá funcionar durante algum tempo, mas haverá um dia em que, inexoravelmente, o feitiço se há-de voltar contra o feiticeiro. Quanto a isso, nada mais confortante que parafrasearmos Che Guevera quando dizia: “os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera”.
Imagem: FOLHA 8
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Jornal de Angola 15 de Novembro de 2009
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“É provável que o petróleo não chegue a 100 dólares o barril, mas acredito que neste espaço de tempo até à próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) possa haver uma subida até 90 ou 95 dólares.” José Severino, presidente vitalício da Associação Industrial de Angola (AIA).
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