sábado, 3 de março de 2012

“Planos do MPLA em assassinar-me representa desespero”, diz Liberty Chiaka


Huambo - O secretário provincial da UNITA no Huambo, Liberty Chiyaka, acusa o MPLA de planear um atentado contra a sua vida.

Fonte: VOA Club-k.net
Em declarações a Voz da América, aquele líder partidário disse que tem informações de que a acção seria orquestrada por um responsável do MPLA na comuna do Bimbe, município do Bailundo, uma região de forte disputa política.

O político referiu que, foram recrutados 50 elementos do partido no poder na aldeia de Kafuanga, preparados para efectuarem uma emboscada durante a sua deslocação ao município do Bailundo.

Este grupo, segundo Chiyaka, está em posse de duas armas de tipo AKM e uma pistola. Chiyaka disse saber quem são os seus potenciais atacantes e tem uma lista com os nomes.

"Esse plano revela desespero, revela a incapacidade do MPLA em contrapor a agenda política da UNITA." O partido no poder, por seu turno, remeteu-se ao silêncio alegando que "não responde a provocações baratas".

Aquele dirigente partidário disse que o clima de intimidação e perseguição na província, aumentou nas últimas semanas depois 206 antigos membros do partido do poder terem abandonado o MPLA e aderirem o maior partido na oposição dentre os quais 171 apresentaram os seus cartões de membros.

"Mas nós queremos assegurar ao povo angolano e aos militantes da UNITA que não vamos temer a morte" afirmou Chiyaka, acrescentando que " portanto todos os vivos são mortais, mesmo os mandantes e os assassinos todos eles estão de passagem, nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho."

Liberty Chiyaka informou ainda que já apresentou queixas as autoridades policias no Bailundo e àdelegação provincial dos SISE - Serviços de Inteligência e Segurança de Estado.

Conselho Superior da Magistratura Judicial reage a reclamações contra nomeação de Suzana Inglês


Luanda - O Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), reunido em sessão ordinária do Plenário, no dia 24 de Fevereiro do corrente ano, para análise, apreciação e deliberação das reclamações apresentadas pela UNITA, pelo Bloco Democrático e pelo Grupo Parlamentar da FNLA contra a designação por este órgão da Dra. Susana Inglês, como Presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), reagiu em conformidade com os termos expostos nas diferentes reclamações, que consideram “irregular” essa designação.

Fonte: Angop Club-k.net
Em relação à reclamação apresentada pela UNITA, o CSMJ refere que “não assiste razão à reclamante” quando justifica não ter supostamente tido conhecimento da abertura do concurso curricular de acesso ao cargo de Presidente da CNE, uma vez que tal anúncio foi efectivamente feito e publicado na edição do Jornal de Angola de 26 de Dezembro de 2011, veículo que, segundo o CSMJ, “é o mais frequentemente utilizado para o anúncio da abertura de concursos públicos”.

O CSMJ acrescenta que a Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, que estabelece os requisitos legais para se poder ser Presidente da CNE, foi incorrectamente interpretada pela UNITA, quando esta pretende que o magistrado judicial escolhido para tal cargo deve tratar-se de um magistrado “em efectivo exercício da judicatura” e ser “oriundo de um órgão judicial”, quando a referida lei é omissa em relação ao primeiro aspecto e estabelece expressamente em relação ao segundo que o magistrado pode ser oriundo “de qualquer órgão”, não necessariamente judicial.

O CSMJ concorda com a UNITA quando esta refere que a candidata designada pelo CSMJ “não é magistrada em exercício da judicatura e não pertence a um órgão judicial”, mas considera que “esses não são requisitos fixados pela lei aplicável”, bastando para assumir o cargo de Presidente da CNE “ser um magistrado judicial, no activo ou fora dele, pertença ou não a um órgão judicial”.

O CSMJ afirma que a Dra. Susana Inglês reúne os requisitos necessários para o cargo em questão porque “ingressou na magistratura judicial, de carreira vitalícia, a 26/3/86, e a seu pedido cessou o exercício efectivo da judicatura a 26/11/92, sem que porém essa cessação lhe tenha feito perder, ‘de jure’, o seu estatuto de magistrada”.

Pelas razões invocadas, o CSMJ conclui que “nestes termos e nos melhores de Direito, é a presente reclamação (da UNITA) tida por improcedente e não provada e como tal indeferida sem outras formalidades”.

Sobre a carta de reclamação apresentada pelo Bloco Democrático, na qual a direcção deste partido manifesta o seu “profundo desagrado” pela escolha da Dra. Susana Inglês para Presidente da CNE e pede a “urgente anulação” do acto administrativo que se consubstancia na sua nomeação, porque esta estaria “a ferir quer a letra, quer o espírito da Lei Orgânica do Processo Eleitoral”, o CSMJ toma nota dos “pontos de vista discordantes”, afirma-se “competente” para tomar a decisão que tomou e “indefere liminarmente a reclamação por inaptidão”, por considerar que a carta do Bloco Democrático “não reúne os pressupostos legais para a sua consideração como reclamação”.

Finalmente, sobre a reclamação apresentada pelo Grupo Parlamentar da FNLA, o CSMJ considera que esta é “inepta”, porque “a petição não vem articulada, não está sistematizada, nem está fundamentada legalmente, nem é igualmente clara no pedido que apresenta”. O CSMJ considera, além disso, que o Grupo Parlamentar da FNLA “carece de legitimidade”, porque os grupos parlamentares “não têm capacidade judiciária própria e autónoma para representar os partidos políticos em juízo”, devendo essa representação “caber à direcção dos respectivos partidos políticos”.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Namibe: Violador de crianças condenado a 12 anos de prisão


Namibe - Segundo a sentença lida ontem pelo Juiz de causa, Dr. Modesto Gerardes e que não fomos permitidos captar o registo magnético, trata-se do cidadão José Cativa Belchior, também conhecido por Chipanguela, que aparenta ter mais de 34 anos de idade e antes da sua detenção era residente no bairro Cinco de Abril.

*Armando Chicoca
Fonte: VOA Club-k.net

O Juiz fez saber que o réu, depois de ter encontrado um grupo de crianças a jogar a bola, numa área baldia daquele bairro, fez-se passar por amigo das crianças, oferecendo-se de guarda-redes e mais tarde oferecido a cada um dos petizes, uma nota de dez kwanzas, entre femininas e masculinas.

O Juiz fez sublinhar na leitura da sentença que após a oferta de dinheiro, convidou as duas crianças vítimas até a uma janela aberta onde pagou rebuçado mentol, depois disso levou-as a sua residência onde abusou as duas crianças sexualmente.

Já quase ao anoitecer, e numa altura em que os pais das duas crianças procuravam pelos filhos, já abusadas e feridas gravemente, o réu fez a questão de levar as duas crianças nas proximidades da casa de seus pais, metendo-se de seguida em fuga.

Sustenta o Juiz Modesto, que durante a discussão de causa, o tribunal colocou o réu a frente das duas crianças abusadas sexualmente e as crianças peremptoriamente indicaram com o dedo, o cidadão José Cativa Belchior, como sendo a pessoa que abusou sexualmente os inocentes.

O crime de violação sexual a menores é punível nos termos do Código Penal angolano na pena de 8 á 12 anos de prisão efectiva. Em concurso do cúmulo jurídico para o crime praticado as duas pessoas no caso, o tribunal condenou o réu José Belchior na pena única de 12 anos e seis de prisão efectiva, indemnização de 50 mil kwanzas a cada uma das vítimas e 50 mil kwanzas de imposto da justiça.

A reacção da família não se fez esperar. Tchitua Kalepete, mãe de uma das visadas, teme que a sua filha possa estar contaminada por doenças venéreas, apesar do resultado negativo nos testes já feitos no hospital provincial.

Abel Custódio, pai de uma outra criança lamenta o facto de a sociedade angolana ter perdido os valores morais. O processo pela moldura penal vai subir ao Supremo para apreciação, aguardando o réu pela subida da pena, manutenção ou descida.

PR JES decepcionado com os serviços de Tchize dos Santos


Luanda - A inoperância do Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA) teve como pano de fundo/culpado a agência Semba Comunicação governada por Tchizé e o seu irmão Paulino dos Santos (Ambos filhos do Presidente República).

Fonte: Club-k.net
JES fábrica culpados em defesa do fracasso da Semba Comunicação
Como é de conhecimento geral o grupo (GRECIA) com um orçamento anual de US$50 milhões de dólares subcontratou a agência de marketing Semba Comunicação pertença dos filhos do presidente com a paradoxa e difícil empreitada de divulgar quer a nível nacional como internacional os feitos do partido do MPLA e do Presidente da República José Eduardo dos Santos que governa o país a 32 anos.

Filosoficamente falando os mentores do projecto GRECIA contrataram o Semba Comunicação por ter granjeado o “mérito” no círculo do presidente como uma das poucas “empresas especializadas para assistência técnica nos domínios da concepção, execução e avaliação das acções de divulgação institucional, a nível interno e externo, no âmbito das tarefas orientadas”

Portanto, Eduardo dos Santos, acreditou e ordenou que os filhos vulgos utentes do “know how” em Angola estariam em condições de controlar a todo custo os órgãos do estado com o intuito de propagar as mestrias do MPLA em tempo real -integral, em directo, com frequência e abundantemente-.

Palestras, colóquios, publicidade, participar nos debates nos órgãos sócias do governo, realização de maratonas e outros princípios de marketing político seriam os métodos a ser usados pela equipa da Tchize. A materialização desta empreitada não teve bases científicas e reais se considerarmos que as massas –povo - não participaria directamente nestes eventos. Seriam unicamente os próprios membros do MPLA a aderirem a estes eventos. Por outra, um número considerável da população deixou de acreditar nas informações divulgadas nos órgãos do estado.

Portanto, é oportuno salientar que o Semba Comunicação omitiu o alvo principal a alvejar. A título de exemplo, o grosso dos estudantes angolanos, políticos, académicos e não só têm as redes sócias como fontes primárias de informação. Portais como o Club-k.net e outras redes como Facebook e twitter são as fontes por excelência dos angolanos. A Semba Comunicação não só “barrou” os órgãos privados em cobrir os seus eventos como omitiu em providenciar informações sobre os seus programas de acção. Consequentemente, as instâncias internacionais limitaram-se a recolher as ocorrências angolanas nas redes sócias e nos privados.

Thcize dos Santos redondamente ignorou os órgãos privados e o mundo virtual e acreditou que isoladamente promoveria o MPLA e a “persona” de José Eduardo dos Santos.

O “mito” da possibilidade de inverter o “preto” em “branco” foi garantido por Tchize dos Santos a coordenadora do Semba Comunicação. Como ponto de partida lançou o seu peão Sérgio Neto para cobrir três áreas chaves:
1 - Coordenador e elo de ligação com o GRECIA;
2 - Sérgio Neto passou também a ser membro do grupo de trabalho que coordenaria nas reestruturações administrativas na TPA.

3 - No mundo “virtual” o portal informativo do Angonoticias seria o ponto de atracão dos angolanos na diáspora e instâncias internacionais.

Controlando os três pontos acima descritos, Tchize acreditou que as condições estavam criadas para desencadear um ataque sequencial e paralelo que seria coadjuvado com as parcerias existentes com agências de marketing com reputação no mercado internacional que promoveriam campanhas publicitárias em grandes cadeias de televisão internacional como a CNN.

As três falhas da Tchize:
1 - Debilidade e desconhecimento de marketing político;
2 - Debilidade em recursos humanos qualificados;
3 – Debilidade no plano estratégico/Accção e sem punho “estatístico” real.

Em resumo, a elite dos “pensologos” do MPLA, uma vez mas não participou directamente no projecto que pariu com a contratação de Tchize dos Santos e a sua entourage. Apesar disso, o PR com o intuito de acobertar as debilidades/fracasso e incompetência dos filhos -know how- já deu indícios que sacrificará publicamente os elementos do seu staff que directa ou indirectamente representam a área de informação e propaganda do MPLA. Em termos simples, JES acredita que os erros residem nos membros que coordenaram directamente o projecto GRECIA em particular e em geral aos militantes do MPLA no seu todo. Os primeiros lesados serão:
- Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Ministros da Comunicação Social, Administração do Território e das Relações Exteriores e o Coordenador do Grupo G.R.E.C.I.A.

Ponto final:
Semba Comunicação governada por Tchizé e o seu irmão Paulino dos Santos (Ambos filhos do Presidente República) contratada pelo grupo GRECIA, não esteve em altura de “marketizar” e convencer os angolanos e estrangeiros durante os últimos dois anos sobre as concretizações/feitos do MPLA e ao mesmo tempo “cultivar” positivamente a personalidade de José Eduardo dos Santos.

Cabinda: Nova greve dos hospitais no horizonte


Cabinda - A União dos Sindicatos de Cabinda (USCA) está preocupada com o impasse que se verifica no cumprimento do acordo que pôs termo à greve dos trabalhadores do sector da saúde, no passado mês de Fevereiro, que levou a paralisação de todas as unidades hospitalares públicas do enclave.

Fonte: VOA Club-k.net

A solução dos problemas levantados no caderno reivindicativo apresentado à entidade patronal, está longe de acontecer e a união dos sindicatos teme que esta situação possa conduzir a uma nova paralisação dos hospitais da província.

Para o efeito a USCA pede o bom senso das autoridades locais e centrais do país a adoptarem medidas reais que possam pôr termo às reivindicações no sector da saúde em Cabinda.

Entretanto as negociações para a solução do problema estão dependentes da deslocação a Luanda de uma equipa de membros do secretariado provincial do sindicato de trabalhadores da saúde.

De acordo com Manuel Guilherme Macaia as negociações entraram num impasse, responsabiliza a entidade patronal pela crise e adverte que os problemas da saúde devem ser analisados como um todo e não particularizar em especialidades sob pena de não se estar a resolver as questões de fundo que enfermam a classe em Cabinda.

Guilherme disse que a resolução aprovada recentemente pelo conselho de ministros sobre a classe de enfermagem não resolve o problemas dos trabalhadores do sector.

Detidos activistas do Manifesto da Lunda


Luanda - Três activistas do Manifesto Jurídico Sociológico do Protectorado da Lunda, estão presos na DPIC – Direcção Provincial de Investigação Criminal - na cidade do Dundo, Lunda-Norte vindos do Município do Lucapa.

Fonte: VOA Club-k.net
Trata-se de Domingos Orlando Miúdo, Alberto Mulozeno e Eugénio Mateus Sangoma. O Secretário Municipal da CMJSPLT em Lucapa, Francisco Muazunga, disse hoje, que os três activistas tiveram ontem a visita do Secretário Regional do Manifesto no Dundo, Paulo Muamuene e de Domingos Kapenda, que constataram que ainda não foram ouvidos nem foi instruído nenhum processo sobre eles.

Presos no dia 13 de Fevereiro de 2012, foram enviados de Lucapa para o Dundo onde estão aprisionados na DPIC. A este propósito Paulo Faria falou com José Mateus Zecamuxima, presidente do Manifesto Jurídico Sociológico do Protectorado da Lunda.

Prejudicar a democracia - Jornal de Angola


Luanda - Angola caminha a passos largos para a realização de eleições democráticas, livres, transparentes e credíveis. Hoje mais do que nunca o processo democrático é imparável na medida em que numerosos passos foram dados, mesmo a contragosto das forças que tentam inviabilizar a democracia fazendo política de cadeiras vazias.

Fonte: Jornal de Angola
É um velho hábito de forças partidárias que se repete, sem qualquer novidade. Mas mais do que as cadeiras vazias é absolutamente reprovável que haja no jogo democrático jogadores que queiram ir além do seu papel.

Pelos vistos as lições do passado não servem de nada. Quando a arbitragem das primeiras eleições democráticas foi entregue à ONU e à Troika de Observadores, um dos jogadores usurpou esse papel. E quando a ONU declarou as eleições livres e justas, os usurpadores puseram a pátria a ferro e fogo. Valeu nessa altura o esforço do Presidente José Eduardo dos Santos que fez tudo para que a Assembleia Nacional funcionasse regularmente e com o grupo parlamentar da UNITA, ainda que alguns deputados eleitos nas listas desse partido tenham preferido pôr em causa a democracia e fizessem tudo para acabar com ela.

O Governo saído das primeiras eleições democráticas esperou em vão pelos ministros e secretários de Estado da UNITA. Só muito mais tarde e já com a pátria dilacerada foi possível preencher as cadeiras vazias com o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional. O entendimento chegou tarde, mas chegou. E quando tudo indicava que as principais forças políticas representadas no Parlamento iam colocar todo o seu potencial ao serviço da reconstrução nacional, eis que um jogador decide substituir esse objectivo pela disputa eleitoral. Fez tudo para que, em vez da reconciliação e o entendimento na acção sublime de curar as feridas da guerra e reconstruir Angola, fossem realizadas eleições, quanto mais depressa melhor.

A pressa é inimiga da perfeição. E as últimas eleições provaram isso mesmo. Face à estrondosa derrota do jogador apressado, eis que volta a repisar nos erros do passado e lança no campo de jogo as suspeitas de fraude. Mas desta vez já não foi possível estrangular a paz e demolir o edifício do entendimento. Os angolanos já não embarcam em aventuras e são verdadeiros baluartes da democracia no continente e no mundo.

A Assembleia Nacional finalizou todo o processo relativo à aprovação do Pacote Eleitoral para em breve se realizarem eleições livres, transparentes e democráticas. A aprovação das leis do Financiamento dos Partidos Políticos, de Registo Eleitoral, de Observação Eleitoral e o Código de Conduta Eleitoral são a pedra angular para termos um processo eleitoral imaculado. Mas mais uma vez as cadeiras vazias falaram.

Numa altura em que todas as forças políticas deviam dar o seu contributo, tendo apenas Angola na agenda, os deputados da UNITA, do PRS e da FNLA abandonaram os trabalhos. Nem estão de acordo nem em desacordo. Nada têm nada a propor. Nem uma ideia foi lançada no debate. Os eleitores que lhes confiaram o voto e os contribuintes que lhes pagam os salários e as regalias foram mais uma vez traídos. Esperamos que na próxima campanha eleitoral tenham a honestidade política e intelectual de dizer aos eleitores que concorrem a um lugar no Parlamento não para fazer política mas para deixarem as cadeiras vazias no Parlamento.

No Parlamento o debate é a base de tudo, a discussão é imprescindível. A troca de ideias, experiências e opiniões enriquece a democracia. O diálogo e o entendimento são imprescindíveis. Deixar as cadeiras vazias é atentar contra a democracia e frustrar as legítimas esperanças do eleitorado dos partidos que votaram nos deputados.

O abandono dos trabalhos parlamentares por parte dos representantes da UNITA, PRS e FNLA, indica que estes partidos não apostam seriamente na democracia. Os parlamentares daqueles partidos querem apenas impor as suas agendas. E quando não conseguem, utilizam a velha arma da cadeira vazia.

Ainda não perceberam que a oposição tem um papel fulcral no regime democrático mas tem que se submeter às maiorias parlamentares. Se não consegue impor os seus programas políticos no Parlamento, só tem que levá-los aos eleitores para que eles, nas próximas eleições os aprovem, com a maioria dos votos.

Mas pelos vistos não conseguem compreender esta parte do jogo democrático. Pensam que perder eleições é exactamente o mesmo que ganhar. E ter mais de dois terços dos deputados vale menos do que ter menos de um terço. Uma estranha ideia de democracia.

A UNITA está sempre a abandonar o jogo ou a querer ter o papel além daquele que lhe cabe. Os partidos que deixam as cadeiras vazias nesses momentos históricos, estão a ser arrastados para um procedimento que os leva ao descrédito político e prejudica a democracia.

SINSE informado sobre plano de linchamento contra alto dirigente da UNITA


Lisboa – A delegação provincial do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado, no Huambo, na pessoa do seu titular, foi alertada, esta semana, sobre um alegado plano que implicaria o linchamento, do Secretario Provincial da UNITA, nesta província, Liberty Chiaka.

Fonte: Club-k.net
Disputas políticas no Huambo tornam-se alarmantes
O plano, conforme informação chegada ao SINSE seria orquestrado, por um responsável do MPLA na comuna do Mimbe, Justino Kanjila movido do efeito do um clima de disputas políticas que se registram no interior da província. Para o efeito, Justino Kanjila é apresentado como tendo recrutado, na aldeia de Kafuanga, cerca de 50 militantes do seu partido que tinham a seu dispor duas armas do tipo AKM e uma pistola pertencente a um membro identificado por Casimiro Kassoma, que é responsável da Educação na Ombala de Kapoko e residente na aldeia de São Paulo.

A emboscada teria lugar por ocasião da anunciada deslocação de Liberty Chiaka ao interior da província concretamente na comuna do Lunji, Bimbe, Município do Bailundo após ter passado pelo município do Mungo.

Paralelamente, o Secretario comunal da UNITA no Bimbe, Adelino Chilingo, remeteu na manhã, do dia 29 Fev 2012, um documento junto à esquadra da Polícia Nacional naquela comuna denunciando o referido plano. Tomou, em primeira mão, conhecimento do assunto o segundo comandante provincial da policia no Huambo.

As disputas políticas que resultam em agressão entre o MPLA e a UNITA no Huambo, agravou-se nas ultimas semanas depois de 206 antigos membros do partido do poder naquela região terem aderido ao “Galo Negro”, dentre os quais 171 apresentaram os respectivos cartões de membro.

Operação da Zon em Angola começa a dar lucro no final deste ano


Lisboa - A Zap, operação de televisão paga em Angola - onde a Zon tem uma participação de 30% e é parceira da empresária Isabel dos Santos -, deverá começar a gerar resultados positivos já no final deste ano.

Fonte: Economico.sapo.pt Club-k.net
"Atingiremos o ‘break even' no EBITDA (‘cash flow' operacional) no início deste ano e no resultado líquido e ‘free cash flow' no final de 2012 ou início de 2013, pelo que haverá uma redução do impacto negativo desta operação na Zon", assumiu ontem o administrador-financeiro da empresa, José Pereira da Costa, em conferência telefónica com analistas.

O negócio em Angola continua, no entanto, a penalizar os resultados da Zon. Em 2011, a empresa teve uma quebra de 3,5% do lucro face ao ano anterior - para 34,2 milhões de euros -, devido à operação angolana. A Zap teve um contributo negativo de 10,2 milhões de euros para as contas da operadora. Excluindo este efeito, o lucro teria alcançado 44,4 milhões de euros, uma subida de 2,1%. Não foi, contudo, revelado o número de clientes.

A Zon começará já este ano a consolidar proporcionalmente a Zap, "o que dará um contributo positivo do lado das receitas e do EBITDA", explica Pereira da Costa.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Luanda, e o rescaldo de mais uma manifestação no Facebook


Julius Consules Gil Gonçalves
Estão "todos" malucos? É que só ouço barulho de sirenes. A corrupção faz apressar?
Silvia Regina Sales Nada, são os hômi atrás de nós! Lembra que estamos numa ditadura, não te parece
Orlando Freire Mas o qué que se passa afinal? A PM anda a dar voltas por toda cidadade com que intuito?
Julius Consules Gil Gonçalves Polícia militar?
Julius Consules Gil Gonçalves Golpe de Estado? Só nos faltava mais essa.
Ana Silva Pensei que era a única que tinha topado com eles. E, também vi os de intervenção rápida algures...
Silvia Regina Sales Pega a mochila rapidola e segue rumo ao Uruguai. É pra lá que eu vou com a Sonia Mariza Martuscelli
Sonia Mariza Martuscelli Será que caberemos todos lá? Nosso povo é numeroso. Vamos ter esperança na revolução global. Torrar esse sistema irracional.
Julius Consules Gil Gonçalves Acabo de ver quatro carros ligeiros UMC bem carregados de militares da UGP - Unidade da Guarda Presidencial.
Julius Consules Gil Gonçalves PM, UGP, Intervenção rápida. ISTO ESTÁ F*****
Orlando Freire Bom a principio não me parece que se trate de algo tão importante e urgente, a não se pela forma desordeira como têm circulado pela cidade tornando as vezes o trânsito um caos.
Julius Consules Gil Gonçalves Orlando, por toda a cidade?
Silvia Regina Sales Está fueda mesmo. Os caras fazem isso pra intimidar, desfilar arrogância e prepotência.
Orlando Freire Bom, pelo que pude perceber desde a Sagrada Familia até Viana eu os vi ontem..
Sonia Mariza Martuscelli Julius Gil qualquer coisa, me avise
Ana Silva Cacuaco também
Julius Consules Gil Gonçalves Acabo de receber informação de que há uma "catastrófica" concentração militar na Mutamba, tipo Quartel-general.
Julius Consules Gil Gonçalves Significa que activaram os comités de defesa da revolução?
Ana Silva Xé Julius Consules Gil Gonçalves não coloca o pessoal em pânico. O que estão lá a fazer. Manda o realtório completo, se não o people vai ficar assustado
Orlando Freire What heck is going on?
Julius Consules Gil Gonçalves Será que o nosso Chefe se movimenta em todas as direções?
Julius Consules Gil Gonçalves UGP desmobilizados às pressas querem sair à rua para se manifestarem. Solicitaram autorização ao GPL e este encaminhou a carta para a presidência. A manif devia ser no dia 26, mas como não saiu, há indícios de que seria hoje. Estão concentrados na Mutamba
Angolanos Extinta Rda well done...Ps.By- Neves Ze Rocha Quitando Eu recuso-me a tremer perante qualquer tipo de novos medos.

É aí que vocês inventam que eu falo mal do Presidente do Partido, quando as referências são feitas a um cidadão que é Chefe de Estado e especialmente na sua qualidade de Chefe de Governo, num momento importante, em que todos nós temos o dever cívico de contribuir sem medo. Para mim o tempo da vovó Xica de Valdemar Bastos: “não fala política”, já lá vai há muito tempo
E como costumo dizer, desde a “Queda do Muro de Berlim”, em 1989, que estou preparado, sobretudo espiritual e psicologicamente, para não viver a custa de lugares em qualquer partido. E a mensagem que passo sempre aos meus amigos _ e tenho moral para isso _ é esta: “preparem-se como bons profissionais, para a vida; podem aderir a partidos ou assumir cargos políticos, mas não dependam deles em nenhum sentido, porque podem ser enxovalhados, em alguma altura”.
Julius Consules Gil Gonçalves Ontem no Cacuaco houve corte de telefones e Net.
Imagem: O palpite mais evidente é que se o regime ditatorial da Coréia do Norte ...
thepassiranews.blogspot.com


Vozes do regime consideram oposição como cães que ladram mas não mordem


Onde não há democracia e o regime considera a oposição como cão que ladra mais não morde , melhor do que eleições , são manifestações populares umas atrás das outras .

Fernando Vumby

Convém perguntar ; mais então se todos os estudos feitos até agora provam que haverá mais uma fraude eleitoral , porque razão os partidos da oposição. Não mobilizem seus militantes , simpatizantes e amigos para outras formas de luta , em vez de se perder tanto tempo vivendo na ilusão de que se vai conseguir convencer o regime á mudar de ideias ? Aliás , os passeios de JES no famigerado parlamento angolano , onde cria sempre que quer novas leis , e as consegue aprovar mesmo utilizando uma maioria conseguida de fraudes eleitorais comprovadas. Prova que o mesmo nada tem á temer de uma oposição considerada até mesmo por algumas vozes silenciosas do regime , em cães que ladrão , mais não mordem. E enquanto os partidos da oposição não elaborarem novas estratégias que lhes permite partir para acções mais concretas e assumirem-se . Como vanguarda deste povo que sofre na sua própria pele as consequência de tantos anos de um regime tão cruel , constituído por corruptos , nada mudará. E se o povo é a única arma que a oposição tem em suas mãos , porque razão não contar com ele , e mobilizá-lo em seu torno e partirmos para outro tido de luta ? É chegado o momento de atacarmos as mentiras e todo tipo de comportamento indecoroso deste regime , mais de outra forma e com outras vozes. Para permitir com que o povo adopte um pensamento positivo esperançoso , e não se deixe levar pelas mentiras e ilusões vendidas pelo corrupto JES e toda corja que o rodeia. Acho muito pouco , uma oposição abandonar um parlamento que não passa de farsa onde se encontra como figura meramente decorativa , só para permitir que uma maioria fraudulenta aprove o que entende para seu proveito próprio. É o mesmo que concluir que ela como oposição só existe no papel , e quanto ao resto são histórias contadas á um povo considerado como mero e simples detalhe. Quem sabe temos uma oposição já conformada com toda sorte de injustiças e baboseira que são vociferadas por Virgílio Fontes Pereira e outros ? Como se eles fossem algo de importante , merecedores de credibilidade e seus ditos fossem " verdades divinas" enviadas do trono do altíssimo " pai celestial". Repito , num regime verdadeiramente democrático muitas destas figuras que os angolanos hoje são obrigados á considerar de governantes nunca chegariam onde chegaram. E só mesmo quando este povo um dia aceitar morrer como o povo Sírio , Angola poderá deixar de ser a lavra destes senhores e então será o princípio do fim da macacada. Mais como isto não é coisa para um povo conformado , resignado , sem conhecimento e vontade de tomar as ruas pacificamente para fazer sentir a sua voz. Assim vamos permitindo que JES e a sua camarilha vão continuando á bestificar os angolanos que acreditam piamente nas suas ilusões e promessas de um amanha com pão e luz. E aliás , pela forma como JES se sente tão á vontade , não acredito que só com criticas os angolanos consigam mudar algo em Angola , nos próximos tempos. Me parece que as criticas e analises de conteúdos pregado , e ensinamentos da actualidade dados por líderes partidários de todas as correntes contra o regime. Para além de serem aproveitadas maldosamente pelos corruptos que governam Angola , não são consideradas , o que prova que só com criticas os angolanos não vão á lado nenhum. Precisam-se de mégas manifestações estrondosas mais pacificas á nível nacional , umas atrás das outras organizadas e assumidas pela oposição como única alternativa . Primeiro , porque mesmo depois de se ter tornado já tão penoso , humilhante e revoltante a forma como JES / MPLA trata os angolanos e os seus opositores. Os angolanos continuam sem coragem , por falta de mobilização e sensibilização eficaz , por parte dos partidos políticos da oposição . Essa atitude , que aproveito desde já realçar foi reconhecida publicamente por alguns políticos da oposição com grande prestígio nacional . Embora ainda haja á volta de JES um punhado dos chamados " inteligentes " os bajuladores alunos aplicados de suas aulas , cuja suas graduações académicas sempre foram inferiores á alcoólica . Os que não só aceitam tudo de boca fechada , como defendem com grande entusiasmo as teses gananciosas , partidárias e patéticas de JES , acho que os partidos da oposição podem fazer mais. Os que juraram não vergar , e vão estimulando á violência e a morte entre os angolanos , para depois virem á praça pública alegar que não estão criadas as condições para haver eleições. Tudo numa jogada maliciosa de quem já tem tudo preparado para dar o golpe final , com a concretização de mais uma fraude que se tem tornado cada vez mais evidente. Como quem diz ; tenham paciência e deixem-nos mais algum tempo saqueando os cofres públicos de um país onde o seu povo insiste em não dar conta da sua própria dor e sofrimento. E assim tal como JES , seus seguidores também vão culpando os opositores , como se fossem deles que tivessem herdado os maus vícios crónicos estruturais . As praticas criminosas e assassinas com que se têm sustentado e mantido no poder todos esses anos sem qualquer legitimação popular. Enquanto várias leis vão sendo forjadas e aprovadas para melhor consolidar os erros fraudulentos cometidos propositadamente para melhor camuflar as intenções de perpetuação no poder. Fórum Livre Opinião & Justiça Fernando Vumby
Imagem: SEÇÃO CHARGES: AS LOIRAS!! Virge! Só pode ser intriga da oposição!
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Nepal. Pokhara: el lago sagrado





En esta ciudad nepalí todo adquiere un carácter mágico, tranquilo, que nace de su gran emblema: el divino lago Phewa a la sombra de los Annapurnas.

Texto | Fotos: Javier Brandoli Nepal ELMUNDO.ES

La ciudad nepalí de Pokhara es punto de encuentro de viajeros y montañeros. Troupe de mochileros que se divide entre los que se perderán durante algunos días por las maravillosas cumbres de los Annapurnas y los que buscan en este apartado rincón del planeta la espiritualidad de sus templos y sus paisajes de acuarela.
Para llegar a Pokhara hay que atravesar los poco más de 200 kilómetros que la separan de la capital del país, Katmandú. Todo el camino es una constante explosión natural. Es un privilegio podercontemplar la silueta del Himalaya, los ríos que llevan el agua salvaje del deshielo de las cumbres más altas del globo, la ropa secándose al sol junto a las aguas, los puestos de venta de fruta o los pequeños poblados de campesinos que se afanan en trabajar en sus infinitos arrozales.
Una vez llegados a Pokhara, la ciudad crece desde las orillas del lago hacia las montañas. Es junto a las aguas del Phewa donde es más factible encontrar los alojamientos y restaurantes en los que hacer base, bien sea para emprender los trekking que llevan a los Annapurnas o para conocer la comarca. De hecho, el lago tiene un halo espiritual que atrapa cuando se contemplan las pequeñas barcas que cruzan hasta un islote que nace en su corazón. Allí está el sagrado templo de Barahi, una pagoda a la que los nepalíes acuden a rezar y hacer ofrendas. La estampa que se contempla, con ese ir y venir de las barcas, sobrecoge.
Los templos del casco antiguo
El casco antiguo de una ciudad, Old Pokhara, creada en el siglo XVII, posee algunos interesantes templos, como el de Bindyabasini o el de Bhimsen, famoso por sustallas eróticas. «Casi nadie viene a Pokhara, los turistas que vienen a Nepal se quedan la mayoría en la capital y los alrededores», dicen los locales con mezcla de pena y orgullo. Lo cierto es que este lugar cuenta, sin embargo, con un entorno natural mucho más impactante que el de las históricas y preciosas tres urbes nepalíes declaradas Patrimonio de la Humanidad.
Uno de esos lugares especiales que rodea a la ciudad es laPagoda de la Paz Mundial, un templo financiado por budistas japoneses en donde se respira paz y espiritualidad. Justo en la otra vertiente de la ciudad hay otro mirador que cuelga del cielo, Sarangkot. Hay que subir cientos de escalones desperdigados por una montaña, atravesando pequeños poblados rurales para acabar tocando casi con las manos los picos de los Annapurnas, nevados y cercanos.
Pokhara ofrece la mezcla de gentes. Allí coinciden miles de refugiados tibetanos; tres etnias autóctonas nepalíes: newars, magars y thakalis; una importante colonia china e india y toda una amalgama de viajeros llegados de todo el planeta con un espíritu abierto. Si se ha llegado a Pokhara es porque se va buscando aventura, la mayoría no llega hasta allí.
http://www.ocholeguas.com/2012/01/03/asia/1325593556.html

Senadores americanos dizem apoiar ataque contra o Irã


Congressistas assinam resolução que endossa eventual intervenção militar
Segundo informou o diário 'The Wall Street Journal', o presidente americano pode endurecer no fim de semana seu discurso com relação ao Irã.
Um grupo de 32 senadores americanos apresentou nesta quarta-feira uma resolução no Congresso que antecipa seu apoio caso o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decida atacar o Irã.
"Esta resolução não é uma autorização para utilizar a força militar", explicou o senador independente Joe Lieberman, presidente da Comissão de Segurança Nacional do Senado e líder dos congressistas que assinaram o documento. "No entanto, é, sem dúvida, uma mensagem ao presidente Obama para que saiba que se ele decidir, como comandante-em-chefe, proceder em qualquer momento a um ataque militar contra as instalações de armas nucleares do Irã, pela segurança nacional dos EUA, então pode esperar um amplo apoio bipartidário do Congresso", acrescentou.
O senador republicano Lindsey Graham, outro dos patrocinadores da medida, lembrou que os líderes iranianos insistiram que Israel deve ser eliminado, e afirmou que é evidente a construção de um programa nuclear subterrâneo que parece mais militar que civil.
Precisamente nesta quarta-feira o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, se reuniu com seu colega americano, Leon Panetta, para analisar a situação no Oriente Médio.
A viagem de Barak precede a visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que chegará a Washington no domingo para participar do Comitê Americano-Israelense para Assuntos Públicos (Aipac, na sigla em inglês).
Segundo informou o diário 'The Wall Street Journal', o presidente americano pode endurecer no fim de semana seu discurso com relação ao Irã.
(com Agência EFE)
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/senadores-dos-eua-manifestam-apoio-a-obama-para-ataque-ao-ira
Imagem: O presidente dos EUA, Barack Obama, teria sinal verde do Congresso caso se decida por intervenção militar (Jason Reed/Reuters)

Quando se começa realmente a governar?


Beira (Canalmoz) – Nos tempos em que no país grassava a guerra civil, o êxodo da população do campo para a cidade era uma necessidade ou algo compreensível a que não se podia pôr termo porque eram vidas humanas que estavam em jogo.
As cidades e vilas moçambicanas viram-se obrigadas a receber e acolher um número de pessoas que suas infra-estruturas não conseguiam simplesmente suportar. A guerra civil terminou faz muitos anos e as autoridades governamentais pelo que se pode depreender, não desenharam nenhum plano para mobilizar as populações deslocadas a regressarem aos seus lugares de origem. Nem se quer para aliciar as pessoas manterem-se no campo.Na realidade pode-se observar que o êxodo do campo para a cidade continua embora a um ritmo diminuído. O cenário actual nas cidades moçambicanas é de sufoco e de crise. O desemprego é galopante.
As estatísticas do Ministério de Trabalho não conseguem reflectir o que realmente está a suceder. O cenário é assustador, mas vendo--se os números do Ministério do Trabalho parece que o caso não é tão grave como o é na realidade.Ninguém tem o direito de expulsar residentes de uma urbe. Viu-se o crime em que incorreu o governo quando Guebuza era ministro do Interior e empreendeu a Operação Produ-ção que levou à morte milhares de pessoas, dossier esse ainda não resolvido com as famílias da vítimas.As cidades exercem uma determinada atracção a que as pessoas dificilmente resistem.
A vida nas cidades é geralmente fisicamente mais fácil pois não há que cultivar a terra ou exercer outras actividades que impliquem o mesmo esforço físico que trabalhar a terra exige, nos moldes a que hoje se sujeitam os trabalhadores rurais.É possível concluir que os políticos e autoridades governamentais se recusam a desenhar um plano integrado e rigoroso que convença as pessoas a regressarem aos distritos rurais. As autarquias que resultaram da descentralização administrativa também não possuem recursos nem políticas adequadas para enfrentar a questão do esgotamento infra-estrutural das cidades e vilas autárquicas.Quando há reticências ou receio de tomar decisões que se apresentam com potencial de afectar preferências e tendências de votantes, entra-se num caminho que pode ser perigoso pelas suas consequências.
Aí os políticos preferem continuar a fingir que governam em vez de proporcionarem soluções humanizadas que inclusivamente contribuam para a melhoria de vida das pessoas.Há equações que tem de ser resolvidas tendo em conta não só o presente, mas também o futuro pró-ximo e o verdadeiro futuro. Se o voto dos antes deslocados de guerra e seus filhos pode decidir quem ganha uma eleição, e é importante nas contas dos candidatos é preciso não ignorar, por outro lado os efeitos nefastos da ruralização dos municípios, que ocorre a olhos vistos.Qualquer esquina é aproveitada e utilizada para a montagem de um negócio que pode ir desde a venda de água e garrafas de higiene duvidosa, fruta, etc., até roupa ou carvão aos montinhos. Não se pode questionar o direito dos moçambicanos viverem onde queiram só que isso não significa que o governo e as autoridades municipais não cumpram o seu papel de reguladores. Promover desenvolvimento é resolver estes problemas da ruralização de hábitos em sociedades urbanas. Não se pode continuar a deixar as cidades ruir por causa da ruralização de costumes.
Cada coisa no seu lugar!...Aos governos provinciais, municipais e central cabe a tarefa e obrigação de criar condições adequadas para que os cidadãos vivam cada vez melhor, mas não se pode continuar a permitir que os hábitos inadequados a certos meios prevaleçam sobre os que são próprios da vida urbana.Se bairros tipicamente urbanos são invadidos por comerciantes informais isso não significa desenvolvimento. Se prédios onde a água deveria ser canalizada aos diversos apartamentos têm agora de recorrer a água transportada em bidões de 20 litros; em que os esgotos funcionam deficientemente, onde os residentes neles até atiram sacos de plásticos com fezes para os passeios e ruas, estamos em presença de fenó-menos estranhos, inconcebíveis e inaceitáveis num contexto urbano.A avalanche humana que todos os dias toma conta das cidades e vilas moçambicanas, com as pessoas procurando o seu ganha-pão está atingindo proporções alarmantes e todo os esforço para tornar estes espaços mais aprazíveis está a ir por água abaixo.Embora por várias razões não tenha havido edificação de novas infra-estruturas é visível que as existentes já não conseguem satisfazer as necessidades actuais dos residentes.
Com a agravante das velhas infra-estruturas já não suportarem com o esforço que agora lhes é exigido com o super-povoamento urbano a que se está a assistir.As zonas do interior só servem para se ir lá buscar riqueza para alimentar os urbanos. A riqueza é produzida no campo, através de minas e exploração florestal, mas só se faz o mí-nimo onde há produção de riqueza. O resultado é que atrás do dinheiro migram as pessoas. O governo central centralizou as coisas de tal forma para que os governantes vivam das oportunidades misturando governa-ção com seus interesses privados, que o País está a tornar-se um caos que herdarão as novas gerações.Aos conselhos municipais, aos governos provinciais e ao governo central cabe a responsabilidade de estabelecer normas, posturas que tornem a vida possível e mais condigna.
Esse esforço e exercício é preciso ser realizado. As autoridades aos diferentes níveis devem passar a proceder com rigor e seriedade. O populismo, a demagogia, a mentira, a retórica, as promessas sem fundamento cumprem uma função perniciosa quando abraçada pelas autoridade governamentais e visando alcan-çar unicamente vitórias eleitorais.O governo da República não pode continuar a confundir-se com o partido mais votado sob penas do País chegar a um ponto de degradação sem retorno.É evidente que as autoridades governamentais tem conhecimento pleno do problema que se vive. Se o comércio formal, fonte primordial de arrecadação de receitas fiscais que entram no Orçamento Geral do Estado se vê sufocado por vendedores bem em frente de estabelecimentos comerciais abre-se campo para conflitos e fugas ao fisco.
A proliferação de bancas sofisticadas no mercado informal, tornadas verdadeiras lojas, tem a ver com o “autêntico” licenciamento dos verdadeiros de esquina e de “passeio”.Em geral as autoridades municipais são relutantes em agir contra os vendedores ambulantes e de esquina por alegadas razões humanitárias mas isso abriu espaço para que as cidades fossem “invadidas” por incontáveis vendedores. É preciso que se comece por distinguir quem realmente sobrevive do “informal” e quem faz do “informal” uma forma de fugir às obrigações fiscais.
É preciso também que o Governo se deixe de abusar dos nossos impostos gastando as verbas com supérfluos, para que as pessoas sintam que vale a penas contribuir para o erário público. No “informal” a variedade de mercadorias comercializadas é ampla e abarca quase tudo. Mas há mercadorias que jamais deveriam ser vendidas na rua ou nas esquinas. Facas, punhais, catanas, pesticidas, bebidas destiladas, gelo, água perfilam entre o que se vende. No informal não pagam impostos. Seguramente não são os que estão no informal por necessidade, por uma questão de sobrevivência, que o estão a alimentar. Quem alimenta o “informal” não são os pobres por uma questão de sobrevivência.Para além da comida vendida ao sabor da poeira outras tolerâncias inadmissíveis põem em causa a saúde pública e as autoridades fingem que não é nada com elas.
As bebidas destiladas vendidas nas esquinas de vilas e cidades são catalisadores de delinquência juvenil e criminalidade. Mas também as autoridades fingem que não vêem. Existem para evitar certos problemas mas depois fingem que está tudo bem e misturam tudo, inventam todos os argumentos para nada fazerem. Chegam até essas mesmas autoridades a desenvolver negócios que infringem legislação que deveriam ser elas mesmas a aplicar.Em suma: o Estado não está a cumprir o seu papel.Há escolhas que precisam de ser feitas por quem governa, nomeado ou eleito.
Não se pode continuar a coabitar com o que todos sabemos ser fonte de problemas hoje e amanhã.O crescimento, desenvolvimento, progresso, satisfação plena das necessidades dos residentes de cidades e vilas passa pela adopção de medidas e comportamentos apropriados. Já é tempo dos moçambicanos exigirem muito mais de si próprios e de as autoridades se livrarem dos cancros do populismo e da retórica vazia. Com pleitos eleitorais e sem pleitos eleitorais o país precisa de empreender esforços orientados para o desenvolvimento sustentável. Ninguém tem o direito de obstaculizar o que beneficia a maioria.
(Noé Nhantumbo)

Dois moçambicanos morrem na greve nas minas da África do Sul


Maputo (Canalmoz) – Dois mineiros moçambicanos perderam a vida na sequência da greve que tem vindo a registar-se desde Janeiro passado na mina de platina Impala, em Rustenburg na República da África do Sul.O facto já foi confirmado pelo Ministério do Trabalho em Maputo num comunicado de Imprensa divulgado ontem.Segundo o comunicado, trata-se das primeiras vítimas mortais desde que a greve eclodiu em 19 de Janeiro do ano corrente e que tem sido caracterizada por ondas de violência protagonizadas pelos mentores da mesma, que reivindicam um aumento salarial de 5 para 9 mil Rands/mês.Aurélio Zaqueu Cuamba, natural de Inharrime, e Augusto Cassimo Malela, natural de Homoine, ambos na província de Inhambane, foram mortos na noite da última sexta-feira passada a caminho dos seus postos de trabalho, por um grupo de grevistas. Augusto Cassimo Malela trabalhava para a empresa Triple M. Mining Ltd, que presta serviços à companhia mineira Impala Platinum Mine, enquanto Aurélio Zaqueu Cuamba ainda não se conseguiu apurar a sua área, mas é sabido que prestava serviço à mina Impala. Para além desta insuficiência informativa, o malogrado (Aurélio Zaqueu Cuamba) não apresentava em vida um documento moçambicano habitual, identificando--se apenas com o documento de identificação sul-africano (ID).

Actos de vandalismo caracterizaram a última sexta-feira, provocando, para além da morte aos dois mo-çambicanos, também a morte de um mineiro de nacionalidade sul--africana e ferimentos, entre ligeiros e graves, a 60 outros trabalhadores, segundo apurou o MITRAB, através da sua Delegação na RAS, junto do Sub-Comandante do Posto policial de Phokeng, responsá-vel pela segurança da companhia. Até esta segunda-feira, 400 pessoas foram detidas em conexão com a greve, refere o MITRAB.
Para além dos dois moçambicanos mortos no passado fim-de--semana, outros três contraíram ferimentos, dos quais apenas Moisés Saimone Bila e Rodrigues Zacarias Licoze foram identificados, estando em curso o apuramento da identificação do terceiro, uma vez que mesmo o acesso ao hospital onde se encontram internados está difícil, devido a actos de intimidação por parte dos grevistas que, na primeira fase, mobilizaram mais de 17 mil mineiros.Na totalidade a mina empregava até à eclosão da greve um total de 26 mil trabalhadores, dos quais 1.860 moçambicanos. No início, estavam apenas 5.000 operadores de máquinas perfuradoras no subsolo, incluindo 100 moçambicanos, conhecidos na sigla inglesa por RDO`s (Rock Drill Operators), que são o nú-cleo para qualquer trabalho mineiro, por serem eles o garante de todo o trabalho dentro da mina.
Depois aderiram outros sectores em sua solidariedade, o que obrigou a gerência da companhia a rescindir o contrato de 17.2000 grevistas.No âmbito das conversações que se seguiram a esta decisão, a medida foi revista, readmitindo-os, mas com perda de alguns benefícios constantes dos anteriores contractos. Até segunda-feira, apenas 9 mil deste número tinham-se inscrito para voltar ao trabalho nas condi-ções apresentadas pelo patronato.O Ministério do Trabalho diz estar a a trabalhar com os familiares, agências recrutadoras e com a entidade empregadora, para concretizar a transladação dos corpos e os respectivos funerais nas respectivas terras natal das vítimas, como tem sido o procedimento neste tipo de situações.
(Raimundo Moiane)
Imagem: Os trabalhadores moçambicanos nas minas da vizinha África do Sul passam a ...
tim.co.mz

Fugas de Informação no gabinete Presidencial aborrece JES


Luanda - Fontes fidedignas confirmaram ao "Maka Angola" a extinção próxima do Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA). Criado pelo despacho presidencial nº 50/2010, de 13 de Outubro de 2010, o GRECIA tinha como objectivos, entre outros, a definição de “linhas estratégicas de comunicação e imagem do Executivo e da República de Angola, a nível interno e externo”. Ou seja, o seu objectivo era transmitir ao mundo a falsa imagem de que Angola seria o paraíso terrestre e o Presidente José Eduardo dos Santos o seu Messias.

*Carlos Duarte
Fonte: Makaangola.org
Precipitam o Fim do GRECIA
Colocado sob dependência do Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Carlos Maria Feijó, o GRECIA tem um coordenador, Sérgio Neto, e integra representantes dos Ministros da Comunicação Social, da Administração do Território e das Relações Exteriores. Para a execução da ambiciosa empreitada a que se propôs, o GRECIA subcontratou a Semba Comunicação, empresa detida por Tchizé e Paulino dos Santos, ambos filhos do Presidente da República, à disposição dos quais foi colocado um orçamento anual de US$50 milhões de dólares.

Dois anos depois da sua criação, o GRECIA falhou redondamente os seus objectivos. E José Eduardo dos Santos, o seu criador, deixou claro isso mesmo quando numa reunião do Comité Central do MPLA, realizada no dia 10 de Fevereiro passado, admitiu, claramente, que “ainda não conseguimos transmitir e divulgar da melhor maneira as nossas realizações”. Acrescentou ainda: “Não temos sido capazes de assegurar o conhecimento correcto e oportuno, tanto no interior como no exterior do país, da actividade desenvolvida quer pelo Partido quer pelo Executivo”.

Decorrida pouco mais de uma semana sobre aquela reunião, José Eduardo dos Santos chamou ao seu gabinete de trabalho, na sede do MPLA, o vice-presidente do partido, Roberto de Almeida, o secretário para a Informação, Rui Pinto de Andrade, o novel ministro de Estado da Coordenação Económica e Produtiva, Manuel Vicente, o Chefe da Casa Civil, Carlos Feijó, a ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, e o chefe dos Quadros da Presidência da República, Aldemiro Vaz da Conceição. A todos eles, José Eduardo voltou a manifestar o seu inconformismo com o que ele toma como incapacidade da imprensa pública de dar a conhecer ao país e ao mundo todas as realizações do seu governo. E ali mesmo foram delineadas várias medidas de choque:

a) extinção do GRECIA por inoperância;
b) exoneração de Carolina Cerqueira do cargo de ministra da Comunicação Social e sua substituição por José Ribeiro, o actual presidente do Conselho de Administração das Edições Novembro, proprietárias do Jornal de Angola, Jornal dos Desportos e Jornal de Economia.

Das teorizações à prática, o Presidente José Eduardo dos Santos não perdeu tempo. Fontes do "Maka Angola" asseguraram que o despacho presidencial de extinção do GRECIA já está sobre a mesa do Presidente para a necessária assinatura.

Além da sua inoperância, a extinção do GRECIA poderá ter sido precipitada por uma, mais uma, fuga de informação que deixou o Presidente da República bastante aborrecido. No dia 17 de Outubro de 2011, na véspera da última comunicação que fez ao país, o Presidente José Eduardo dos Santos reuniu alguns membros do seu staff para com eles analisar os detalhes do discurso que faria no dia seguinte. Estiveram presentes apenas Carlos Feijó, Ministro de Estado e chefe da Casa Civil, José Mena Abrantes, secretário para a Comunicação Institucional, Aldemiro da Conceição, secretário para os Quadros, e Marília dos Santos, sobrinha e secretária particular do Presidente da República.

No dia 18, José Eduardo dos Santos não tinha sequer ainda esgotado cinco minutos de um longo discurso que se estenderia por hora e meia e já o site Club K colocava nas suas páginas a mensagem integral do Chefe de Estado.

Profundamente abalado por mais essa fuga de informação, José Eduardo dos Santos ordenou uma rigorosa investigação ao cabo da qual se concluiu que o discurso do Presidente da República fora enviado previamente ao Club K. Veio a saber-se que a “toupeira” era exactamente a pessoa que “pariu” a ideia da criação do GRECIA, num esforço que visou agradar os filhos do Presidente da República e com isso manter-se acima da linha de água.

Outras razões

Além da inoperância e da comprometedora fuga de informação, concorre também para a extinção do GRECIA uma perigosa ligação entre a Semba Comunicação e uma empresa norte-americana de comunicação e marketing, subcontratada pela empresa dos filhos do Presidente para cobrir o deficit desta de conhecimento na matéria. É por essa subcontratada norte-americana que passa todo o material de media relativo à Presidência da República de Angola. A dependência da Semba face à empresa norte-americana é tão forte que até mesmo a colocação de uma simples nota informativa no website da Presidência da República ou a sua actualização são feitas em Washington.

Os elos de ligação com a empresa norte-americana são Sérgio Neto, coordenador do GRECIA e director executivo da Semba Comunicação, e Tilucho Abrantes, um meio irmão de Tchizé dos Santos. Tanto Sérgio Neto quanto Tilucho Abrantes passeiam-se pelos corredores do Palácio Presidencial e do Ministério da Comunicação Social como verdadeiras eminências pardas.

A extinção do GRECIA implicará um novo realinhamento na comunicação social pública, cujo epílogo será a exoneração de Carolina Cerqueira e a ascensão de José Ribeiro.

O afastamento da ministra da Comunicação Social ficou mais ou menos claro na última reunião do Comité Central do MPLA. Naquele encontro Carolina Cerqueira não soube dizer a José Eduardo dos Santos os projectos que tem em carteira para conformar os órgãos de informação públicos às exigências da campanha eleitoral do MPLA.

Nos órgãos públicos o novo realinhamento passará pelo afastamento do presidente do conselho de administração da TPA, António Henrique da Silva. Não se sabe, ainda, quem será o seu sucessor. Uma aposta pessoal de Isabel dos Santos para a presidência do conselho de administração da TPA, António Henrique da Silva deverá agora regressar à UNITEL. Nas Edições Novembro a ascensão de José Ribeiro ao cargo de ministro da Comunicação Social deverá abrir uma porta a António Ferreira “Aleluia”, director de Projectos Gráficos, para a presidência do conselho de administração. Outro nome na calha é o de Sara Fialho. Contra essa jornalista e administradora das Edições Novembro pesam, contudo, acusações de arrogância e mau relacionamento com os colegas, sobretudo se inferiores hierárquicos.

“A ORDEM ERA TOCAR FOGO COM A GENTE DENTRO” Por Ana Aranha


Assentada foi expulsa da terra depois de sofrer ameaças e ver seu barraco ser queimado em um incêndio criminoso
A assentada Maria Líbia Nogueira Santana, 34 anos, descobriu que sua casa havia sido invadida no dia em que voltou do hospital com a filha recém nascida no colo. Hoje com cinco filhos, ela vive em uma casa emprestada em Nova Califórnia, vila mais próxima do sul de Lábrea (Amazonas). No dia em que recebeu a reportagem, havia uma panela de feijão para o jantar para seis pessoas.
Em setembro de 2010, a Comissão Pastoral da Terra enviou uma carta denunciando o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
“A gente vivia num lote aprovado no assentamento Gedeão há 2 anos. Eu saí para ganhar nenê e meu filho quebrou o braço, então tivemos que ficar três meses sem voltar para casa. Um dia o vizinho ligou e avisou que tinha gente na nossa casa. A gente voltou na hora, com tudo. Chegou lá e tinha uma mulher dizendo que comprou a minha terra. Não tinha para onde ir, o jeito foi fazer um barraco lá no lote mesmo.
Saímos um dia e queimaram nosso barraco. Fizemos outro.
Aí um dia chegou seis homens armados lá. Minha sogra me segurou para eu não sair de casa. Senti muito medo, achei que ía perder meus meninos, achei que íam matar nós todos. Um deles disse que a terra tinha sido comprada e que a ordem era tacar fogo no barraco com a gente dentro. Deram dois dias para a gente sair.
Aí viemos para a vila e estamos até hoje morando de favor na casa dos outros. Até hoje o homem ameaça meu marido. Fala que, se a gente entrar lá, ele mata. Eles já tiraram toda a madeira, tá uma capoeira doida lá para dentro do lote.
Meu marido tá trabalhando de diária na fazenda dos outros. A gente tinha 1.300 pés de café, plantado com o dinheiro do fomento do Incra. E macaxeira, banana, café. Só colhemos mesmo a banana, o resto foram eles. Isso que dóis mais. Meus meninos aqui com fome e eles lá comendo nossa farinha”.
http://apublica.org/2012/02/a-ordem-era-tocar-fogo-gente-dentro/

“O MPLA vai ganhar as eleições” diz Virgílio de Fontes Pereira


Luanda – O presidente da Bancada Parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, concluiu que o acto de abandono pela Unita e a oposição que a segue das discussões do pacote legislativo eleitoral demonstra que não está preparada e capacitada para o pleito eleitoral e nem sequer ganhá-la.

Fonte: Angop Club-k.net
Diz que atitude da oposição revela falta de capacidade
“Acho que os cidadãos têm de compreender isto, e isso revela um dado que para nós MPLA é inquestionável, neste andar e sem pretendemos dormir sobre a sombra da mulembeira o MPLA vai ganhar as eleições e com uma maioria confortável”, afirmou.

O deputado reagia ao acto de abandono pela oposição da VI sessão plenária do parlamento que aprovou as leis que restavam do pacote legislativo eleitoral.

“Por isso, não nos venham dizer mais tarde que ganhamos por causa da fraude, vamos ganhar porque em política não se dá espaço ao adversário e se somos adversário da oposição vamos ocupar o nosso espaço para ganharmos as eleições com ou sem estes comportamentos da Unita e dos que lhe seguem”, disse.

Esclareceu que o MPLA não está interessado em bloquear o processo de preparação das eleições. “Se há quem pensa que queremos nos manter no poder internamente, estamos a demonstrar exactamente ao contrário”.

De acordo com Virgílio de Fontes Pereira, o seu partido tem se disponibilizado para o debate e disputa eleitoral, só que pelos vistos do outro lado do campo não há adversários.

“E não queremos marcar os golos com pontapés de saída, queremos ter jogo, nem que seja para golear. Vamos andar por este país para conversarmos com os eleitores e ganharmos de forma clara, inequívoca e esmagadora”, manifestou-se confiante o parlamentar.

Por outro lado, asseverou que a bancada parlamentar do MPLA, mesmo sabendo do clima de “sabotagem” anunciada pela oposição, manteve a sua posição em propor o agendamento destes diplomas, tendo em conta o interesse público da realização das eleições.

É por esta razão, referiu, que o MPLA tem se empenhado em promover o processo de registo eleitoral e, apesar da política de ambiguidade da oposição, vai continuar a propor leis para regular o processo.

“Vamos continuar a propor as leis devidas para as eleições, mobilizar os militantes e emprestar a Assembleia Nacional a dignidade e a seriedade que merece a actividade deste órgão de soberania”, concluiu.

O Pacote Legislativo, na base do qual serão realizadas as eleições gerais no país, previstas para este ano, está completo, com a aprovação hoje (quarta-feira), pela Assembleia Nacional, das leis do Financiamento dos Partidos Políticos, de Registo Eleitoral, de Observação Eleitoral e o Código de Conduta Eleitoral.