segunda-feira, 5 de março de 2012

Rabelais obrigado a devolver USD 20 milhões ao Estado


Lisboa – O antigo Ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais, está a ser obrigado á devolver aos cofres do Estado angolano cerca de 20 milhões de dólares que corresponde aos valores e patrimônio que o mesmo terá se apoderado quando esteve no governo. O Tribunal de Contas que é a instituição que tem estado a escutá-lo, esta em vias de convocá-lo para ultimar o processo.

Fonte: Club-k.net
Está a vender todo o seu patrimônio
Rabelais que passou a viver entre Luanda e Benguela mostra-se, entretanto, com dificuldade de restituir os valores citado aos cofres de estado. Porem, para ver agilizada a situação, o ex- governante decidiu vender parte do seu patrimônio dispersados por todo o países tendo observado, algumas perdas. Vendeu, a vivenda nos arredores da Igreja da Sagrada família, em Luanda, pelo preço da metade a que comprou inicialmente.

Na província de Benguela, onde o mesmo possui um vasto patrimônio, decidiu vender boa parte dos bens imobiliário. Faz parte do seu patrimônio na cidade portuária do Lobito, uma lavandaria no bairro do Compão e 6 apartamentos no prédio da Radio Nacional, logo a entrada da restinga. Tem ainda três “mega” vivendas no bairro do acadêmico e que estão a ser vendidas entre USD 800 mil e 1 milhão de dólares.

Já no município de Benguela, o patrimônio deste membro do Comitê Central do MPLA, é constituído por uma lavandaria cujo o prédio onde a mesma se situa, pertence também ao mesmo. Logo a seguir ao prédio da lavandaria, há um outro edifício que também lhe pertence. Seis apartamentos do referido prédio estavam transformado em ghesthouse tendo interrompido a sua actividade comercial para por a venda no mercado. O ex- Ministro esta a a vender por cada apartamento o correspondente a 600 mil dólares.

Tem também 6 casas (entre apartamentos e residências), na rua da Matishop. O mesmo acontece no bairro Baia Azul, onde o mesmo tem uma casa e seis outras e cerca de dez apartamentos espalhadas pela cidade de Benguela.

No conhecido parque de Tênis em Benguela, o ex- ministro Manuel Rabelais tem também uma casa que na altura comprou ao preço de 1 milhão de dólares americanos e que esta a vender neste momento por 250 mil dólares.

Não obstante, ao processo de venda, o antigo governante, observa um outro problema. Parte deste patrimônio que esta a vender encontram-se registrado em nome de três conhecidas amantes e algumas delas recusam-se assinar os papeis para devolução do patrimônio ao dono.

Manuel Rabelais que agora se encontra em bancarrota foi um dos mais dinâmico e ao mesmo tempo o mais temido ministro da comunicação social em Angola. Caso não devolver os valores ao estado corre o risco de ser transferido por um tribunal civil para julgamento e conseqüentemente cumprir uma pena de cadeia ficando igualmente proibido de exercer cargos de direção na administração pública.

domingo, 4 de março de 2012

Complexo Escolar Eliada recolheu cartões eleitorais dos docentes



Luanda – A febre de recolha de cartões eleitorais, em todo país, nas instituições dirigidas, ou melhor, ligadas ao partido do poder continua a seguir os seus largos passos. O caso mais recente aconteceu no município de Viana, em Luanda, onde a directora do Complexo Escolar Eliada, Brígida da Conceição Mone, exigia dos professores a entrega, urgentíssima, de cópia dos cartões eleitorais para fins inconfessos.
Dulce Ginga ordenou a recolha de cartões de todos docentes de Viana

Fonte: Club-k.net

A nota assinada por Brígida da Conceição Mone, no passado dia 15 de Dezembro do transacto, e colada dentro daquela instituição de ensino médio – localizada no bairro da Regedoria, em Viana – comunicava, tal como ilustra a imagem em letras garrafais, o seguinte: “MUITO URGENTE – A Direcção do Complexo Escolar Eliada, pede a todos os docentes, para fazerem a entrega de uma fotocópia do cartão eleitoral até dia 20, terça-feira, na secretaria-geral”.
Este portal soube junto de uma fonte segura que, a responsável da Eliada é uma militante acérrima do comité municipal do MPLA em Viana, e pertence o CAP número 73 da Regedoria. Por outro lado, o Club-k soube que através da mesma fonte que esta acção (de recolha de cartões) foi executada pela maior parte das instituições do ensino – estatal como privado – daquele município, sob a ordem da repartição de educação.
“Nós recebemos esta ordem através da repartição municipal da educação que, todos os estabelecimentos do ensino deviam exigir os seus docentes a entregar uma cópia do cartão do eleitoral”, revelou a nossa fonte, acrescentando que “a pura ordem veio do comité municipal do MPLA, na pessoa da primeira secretária, Dulce Ginga”.

De realçar que a notícia fora primeiramente divulgada pela Rádio Despertar, caiu como uma bomba nos ouvidos do secretário municipal da UNITA, Juliano Pedro Chaly, que rapidamente ironizou que “o processo de registo eleitoral foi assaltado por instituições alheias e sem qualquer vocação para o efeito”.

Alguns docentes da Eliada ouvidas pela emissora, manifestaram – na altura – indignação e preocupação em relação ao assunto. Para os contactados, o procedimento viola não apenas o carácter pessoal do documento em questão, mas também o espírito eleitoral que deve ser secreto, credível e transparente. “Como podermos acreditar nas instituições que nos forçam a entregar documentos pessoais e de uso meramente pessoal?”, indagou um professor meio idoso.

Los nénets de Siberia





En el noroeste de Siberia, del suelo permanentemente helado se sacó hace poco un bebé mamut. Pero ahora el permafrost del Ártico se está derritiendo y los indígenas nénets, que son pastores de renos, se enfrentan a una doble amenaza a su modo de vida migratorio: el cambio climático y la extracción de recursos. [Galerías de Survival International para ELMUNDO.es. Fotografías de Steve Morgan y textos de Joanna Eede].

http://www.elmundo.es/albumes/2012/03/02/indigenas_nenets/index.html

CRISIS | La necesidad de alimentarse. Vivir de lo que nadie quiere





• Crece el número de familias que recogen las sobras de los supermercados
• 'Prefiero que me vean haciendo esto, que robar', dice Carmen

Juan López | Ical | Valladolid ELMUNDO.ES

Dos mujeres esperan junto a unos contenedores en la puerta trasera de una superficie comercial en Valladolid. Portan un carro de la compra vacío pese a que el establecimiento ya ha cerrado sus puertas. Son las 21.30 horas de un día entre semana, el portón del supermercado se abre y dos empleadas salen cargadas con verduras, frutas, bollería, pan y productos a punto de caducar que no se podrán poner a la venta al día siguiente. Trabajadoras y mujeres se saludan educadamente en una escena poco común, incluso se preguntan en tono familiar y paradójico cómo les va la vida y mientras las primeras cierran la verja del establecimiento a la vez que prenden un pitillo como colofón a su jornada laboral, las segundas comienzan su labor de selección de los alimentos que podrán aprovechar para su consumo familiar.
• Crece el número de familias que recogen las sobras de los supermercados
• 'Prefiero que me vean haciendo esto, que robar', dice Carmen
Dos mujeres esperan junto a unos contenedores en la puerta trasera de una superficie comercial en Valladolid. Portan un carro de la compra vacío pese a que el establecimiento ya ha cerrado sus puertas. Son las 21.30 horas de un día entre semana, el portón del supermercado se abre y dos empleadas salen cargadas con verduras, frutas, bollería, pan y productos a punto de caducar que no se podrán poner a la venta al día siguiente. Trabajadoras y mujeres se saludan educadamente en una escena poco común, incluso se preguntan en tono familiar y paradójico cómo les va la vida y mientras las primeras cierran la verja del establecimiento a la vez que prenden un pitillo como colofón a su jornada laboral, las segundas comienzan su labor de selección de los alimentos que podrán aprovechar para su consumo familiar.

Pimientos, lechugas y manzanas en estado óptimo pero que deben salir de los lineales para evitar podredumbres. Todo ello enfila el fondo del carro. Una vez lleno, les quedan 15 minutos andando hasta su casa cargadas hasta arriba de comida, tal vez con la que nunca hubieran imaginado que se alimentarían. Pero eso no les hace perder su orgullo ni les provoca vergüenza. Algunos vecinos que observan la escena, saludan a las mujeres, a las que ven casi a diario, incluso el perro de un paseante habitual de la zona, acude sin dudarlo a reclamar sus carantoñas, acostumbrado a su presencia.
Cada vez son más los que al cierre de los supermercados se ven arrastrados por necesidad a obtener algún alimento. Si bien la escena no es nueva, empieza a ser cotidiana desde el comienzo de la crisis, principalmente en las grandes ciudades de Castilla y León. La paradoja reside en que a la vez que algunos buscan comida en los contenedores cada español malgasta una media anual de 163 kilos por persona (7,7 millones de toneladas en total).
Es imposible no ver de vez en cuando a gente, y no siempre indigentes, que levantan la tapa del contenedor y revuelven dentro con el único fin de llevarse algo a la boca. En muchos casos, familias en las que hasta hace no mucho todos sus componentes trabajaban y el desempleo y el fin de prestaciones les obliga a ello. "Prefiero que me vean haciendo esto, que robar", dice Carmen mientras recoge alimentos en la calle Monasterio de Santa María de Monserrat de Valladolid. Reside en Girón y recibe 400 euros de ayuda en una familia en la que casi todos son desempleados de la construcción. Con ello da de comer a tres hijos y marido. Reconoce que cada 15 días la parroquia les da una bolsa de alimentos, pero es insuficiente y ello le empuja a acudir a aquel lugar.
Además de la comida, el gasto lo debe repartir también en pañales, ropa y calzado para su nieta de dos años, que vive con ella, dado que su hija es discapacitada y no se vale por sí misma. "Menos mal que la casa en la que vivimos es de mi suegro, porque si tuviéramos cargas hipotecarias estaríamos en la calle. No pagamos más que la luz y la bombona", resopla.
La comida se comparte
"Nunca hay discusiones, siempre se raciona bien", explica Carmen
Carmen acude a ese punto de la ciudad casi a diario. Lo hace a la misma hora desde hace dos o tres años. Una de las razones por las que no ha entrado en conflicto social es porque comparte estos alimentos con más gente. Allí también suelen acercarse familias de inmigrantes con una furgoneta, principalmente búlgaros y rumanos, "pero nunca hay discusiones, siempre se raciona bien". La relación con las trabajadoras del supermercado es agradable. Tanto que no arrojan al contenedor la comida si hay gente, sino que la dejan al lado para su selección. Cuando se acercan preguntan: "¿Qué tal Carmen?", y ella responde con un lacónico "bueno…", agradeciendo de nuevo su aportación. En ese momento pasan unas vecinas que las conocen. Mantienen una conversación en confianza, al mismo tiempo que Carmen y Puri buscan entre las bolsas los alimentos y los organizan en su carro.
Estas mujeres hablan muy bien de ellas: "Son muy limpias, porque lo que dejan lo tiran al contenedor. Hace años que las conocemos", comentan. Incluso, una de ellas admite que si hay endibias en las cajas y el resto no las quiere, se las lleva por su buen estado.
'Dignamente'
En la misma situación se encuentra el leonés Miguel, quien ha trabajado toda su vida en la construcción, pero con 48 años se quedó en paro. Casi tres después continúa en desempleo y reconoce estar "muy desanimado" por la falta de oportunidades, no solo por las condiciones actuales, sino porque supera los 50 y la edad es "un condicionante". La situación se complicó aún más hace dos meses, cuando su hija de 28 años tuvo que regresar a la casa paterna al haberse quedado también sin empleo.
Aunque reconoce que intentan salir adelante "lo más dignamente posible", no oculta las dificultades a las que tienen que hacer frente cada día. "Si hace frío, te abrigas más y sabes que no puedes permitirte ningún lujo", aunque explica que hay que seguir comiendo, algo a lo que contribuyen los supermercados de la ciudad que "tiran mucha comida en buen estado".
Aunque no se avergüenza de su situación porque "ha sido ajena a nosotros", prefiere no dar a conocer sus circunstancias. Por eso, declara que si algo no falta por las mañanas es "una ducha, aunque sea con agua más fresca para ir limpio". "No tengo trabajo, pero afortunadamente tengo una casa y el aseo no puede faltar". Al abrir un contenedor se encuentra una caja entera de patatas fritas pero caducadas hace dos días. "Mi hija se va a llevar una alegría porque son las que más le gustan", bromea.
La estampa se hace cada vez más típica de las ciudades. Pasadas las 14 horas, en una importante superficie comercial de la Avenida de Burgos de Valladolid, un grupo de búlgaros que transporta bolsas en bicicletas se afanan en recoger docenas de huevos en cajas sin abrir, que caducan ese mismo día o al siguiente. Pero también carne, algo pasada, pan y bollería. Junto a ellos y con la ayuda de una furgoneta, un matrimonio gitano y una de sus hijas también buscan alimento. En total, su unidad familiar se compone de 12 personas. El hombre prefiere no identificarse. Siempre ha trabajado en el campo, en la vendimia y en otras labores, si bien también dedica su tiempo a la recogida de chatarra, "aunque ahora casi no hay nada". "Yo me levanto todos los días a buscar trabajo, pero donde lo anuncian me dicen que ya han cogido a alguien", se queja. Llevan entre siete y ocho años acudiendo a las puertas de este supermercado, insisten en su buena relación con el colectivo de búlgaros y rumanos y coinciden en que si tuvieran un trabajo "más o menos bien pagado" no lo harían.
Nueva estampa en la tradición
"No tengo trabajo, pero afortunadamente tengo una casa y el aseo no puede faltar"
La crisis también se ha dejado notar en el tradicional y centenario mercado de frutas y verduras de la Plaza España de la capital del Pisuerga. La bella instantánea de un mercado que llena de vida el centro de Valladolid se mezcla ahora con la presencia de varias personas que a diario acuden, sobre las 15 horas, a escudriñar cajas para conseguir manzanas, naranjas, pimientos y lechugas, algo que se ha convertido en habitual, según confirman los comerciantes. Nada de esto les molesta y facilitan incluso este trámite colocando unidas las cajas con alimentos.
En general, se trata de grupos marginados, aunque también se acercan en muchas ocasiones ancianos. No es el caso de Carlos, un ciudadano chileno que toca la guitarra y la flauta durante dos horas al día en la calle Santiago. Se gana la vida así "porque no hay otra cosa", dado que de profesión es informático, pero tras cuatro años en España aún no ha podido dedicarse a lo suyo por la falta de oportunidades. Aunque obtiene entre diez y 18 euros al día gracias a la "bondad" del público de Valladolid, recoge fruta para alimentarse y así ahorrar "para comprarse unas gafas". En la actualidad aprende a tocar rumbas que escucha en internet, ya que se hospeda en una casa de acogida de la Iglesia que conoció a través de un amigo salmantino.
También en Plaza España busca su comida María Teresa, una vallisoletana de 30 años, madre de tres hijos y soltera, que cobra una pensión de 348 euros mensuales. Aprovecha que va a buscar a sus hijos al Colegio García Quintana para coger fruta y verdura. Un hombre que va con ella la recrimina lo que está haciendo, ella le pide su ayuda y él se la deniega y exclama: "Yo no me pongo a coger comida de ahí". Antes trabajaba en una lavandería, pero su jefe no le renovó el contrato.Dice que habitualmente no hace esto, pero lo ve necesario porque según cuenta algunas asociaciones rechazan socorrerla: "Solo se lo dan a los gitanos e inmigrantes", manifiesta en tono de reproche.
El mismo ritual
Pese a que la capital burgalesa no es Madrid, cada vez son más las personas que se ven avocadas a buscar comida donde otros parecen perderla. Ricardo es uno de ellos. Cada mañana acude hasta los contenedores que hay enfrente de un supermercado del barrio de Gamonal, donde no se le caen los anillos para meterse a buscar "lo que se aproveche del contenedor". Guarecido del frío con un chaleco y un gorro de su equipo de fútbol, hace todas las mañanas el mismo ritual: coloca una caja de fruta para que no se cierre el contenedor y se sumerge en lo que para muchos no es más que un espacio para albergar basura. Para él es mucho más, "una forma de ganarse la vida".
Ricardo es cartonero. Reconoce que para él lo de buscar en los contenedores no es nuevo porque "tiene que hacerlo para comer". En realidad no es la comida lo que le llama a adentrarse en los contenedores, pero no desprecia nada. "La gente tira muchas cosas que se pueden comer, ¿sabe? Y mira cómo está esta fruta, buena", comenta mientras abre uno de los cinco plátanos que hoy se ha llevado de regalo.
Recuerda que ha llegado a llevarse barras de pan enteras. "La gente no sabe lo que tira y los supermercados tampoco", comenta sin vacilaciones. De un salto y con una agilidad pasmosa sale del contenedor y prueba en los que están más próximos. "No me importa que la gente me mire", es mi trabajo, sonríe. No ha habido suerte, "seguro que han venido otros", mientras explica que cada vez son más los que se reparten los pequeños botines de comida que otros desprecian.
http://www.elmundo.es/elmundo/2012/03/04/valladolid/1330865307.html

Mais de 200 mortos em explosões no Congo


A morgue e um hospital de Brazzaville, a capital da República do Congo, já recolheram 206 mortos na sequência das explosões registadas hoje de manhã num depósito de armas de fogo na cidade.
Durante a tarde, mais corpos foram chegando à morgue, onde já estão depositados 136, enquanto um hospital já recolheu 70 mortos, segundo declarações de um funcionário da unidade hospitalar à agência Associated Press.
Sobre o número de feridos, até ao momento cifram-se em 237 pessoas, de acordo com dados fornecidos por um hospital local.
As explosões ocorridas hoje em Brazzavile sacudiram alguns edifícios e obrigaram cerca de 2.000 pessoas a abandonarem as suas casas.
Didier Boutsindi, do gabinete presidencial, disse que há um "número incontável" de pessoas presas numa igreja que desabou.
As explosões fizeram ouvir-se na vizinha República Democrática do Congo, separada de Brazzaville pelo rio Congo.
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2012/03/04/mais-de-200-mortos-em-explosoesno-congo

TRIBO SUL foi violentamente torturado durante 3 horas


Recebemos informações que TRIBO SUL foi violentamente torturado durante 3 horas, no passado dia 2. A OMUNGA está a tentar recolher toda a informação sobre este facto. Achámos por bem iniciar com a divulgação do seu DVD como forma de chamar à atenção. Daremos mais informações logo que tenhamo-las na nossa posse. JUNTOS
Veja o vídeo aqui
José Patrocínio. Facebook

A UNITA, as eleições e Savimbi - João Melo


Luanda - Tenho tido, de quando em vez, privadamente ou nas redes sociais, alguns debates interessantes com alguns amigos pertencentes à UNITA, que talvez fosse útil, um dia, reproduzir, em especial diante dos angolanos mais jovens, abertamente e sem quaisquer compromissos partidários de parte a parte.

Fonte: NJ Club-k.net
lguns desses amigos queixam-se por, supostamente, eu insistir em criticar a UNITA “pelo seu passado” e não por aquilo que ele representa hoje. Acontece que, independentemente da boa vontade de alguns membros do (ainda) maior partido da oposição, a verdade é que a UNITA não se consegue libertar do seu passado e trata de reproduzi-lo todos os dias, no presente. É por isso que ela não tem capacidade para ser a oposição de que Angola precisa.

A atitude da UNITA na última quarta-feira, ao abandonar a plenária da Assembleia Nacional no momento em que ia começar o debate sobre um conjunto de leis eleitorais, demonstra mais uma vez a incapacidade a que me referi no parágrafo anterior. Insistindo na estratégia da cadeira vazia, a UNITA está não apenas a banalizar esse recurso democrático, retirando-lhe a eventual eficácia política, mas também a confirmar que não tem condições para ser uma oposição credível e muito para governar o país.

O argumento da UNITA para justificar a repetição dessa atitude – a sua discordância, por suposta ilegalidade, em relação à nomeação pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) da presidente da Comissão Nacional Eleitoral Independente (CNEI) - não passa de um pretexto. Se não fosse esse, seria outro. Se não, vejamos.

Caso a UNITA estivesse de facto interessada na legalidade, tinha duas vias: requerer ao Tribunal Supremo que verificasse a legalidade do acto do Conselho Superior da Magistratura, intentando, pois, uma acção principal; ou então pedir ao plenário da Assembleia Nacional que procedesse à interpretação da alínea a) do número 1 do artigo 143º da Lei Orgânica das Eleições Gerais (composição da CNEI).

Na verdade, e ao contrário do que juram até jornalistas reputados da nossa praça (eles terão lido bem a lei?), aquele dispositivo não afirma (repito: não afirma) expressamente que só pode presidir à CNEI um magistrado judicial “em efectividade de funções”. Por isso, alguns juristas alegam que, por exemplo, um magistrado jubilado pode perfeitamente ser nomeado para esse cargo, enquanto outros afirmam que pode também sê-lo alguém que já tenha exercido as funções de juiz no passado, como é o caso de Suzana Inglês.

Acrescente-se ainda que, no momento do concurso para presidente da CNEI, Suzana Inglês não estava a exercer funções de juiz, mas também não estava a exercer advocacia, contrariamente ao que insiste a oposição radical: ela era presidente cessante da antiga Comissão Nacional Eleitoral. Segundo sei, inclusive, ela terá solicitado ao CSMG a sua reintegração no quadro de juízes, precisamente para poder concorrer para dirigir a CNEI. Desconheço se o referido conselho já havia decidido sobre isso ou não.

É claro que tudo isto é juridicamente discutível. Não preciso de ter ficado dez anos na Universidade para concluir o curso de Direito para sabê-lo. Os meus três anos incompletos em Coimbra e Luanda bastam-me para isso (felizmente, mudei-me para outras áreas).

Como vimos acima, o sistema democrático angolano prevê instituições e formas para resolver esse tipo de dúvidas jurídicas (o Supremo ou o plenário da Assembleia Nacional), mas a UNITA recusou-se a usá-las. Ao invés disso, intentou uma providência cautelar, que, a ser aceite, teria como efeito a suspensão de todos os actos preparatórios das eleições. Com isso, pretendeu atingir um interesse público fundamental, neste momento: a realização de eleições nas datas previstas.

A conclusão é só uma: a UNITA não quer eleições em Setembro deste ano. Naturalmente, só esse partido sabe das suas motivações, mas permito-me deixar no ar duas perguntas: será que a estratégia da UNITA visa apenas obter certas vantagens “extraparlamentares” (leia-se: materiais)? Terá ela receio de ver a sua bancada reduzir-se ainda mais em Setembro deste ano?

Mais uma vez, a UNITA está a cometer um erro de avaliação que lhe pode ser fatal, pensando ter uma força que não tem. Como eu recordei na minha declaração no parlamento sobre este assunto, se em 1993, em condições muito mais desvantajosas, o MPLA e o governo não ficaram reféns da estratégia da UNITA (tomar o poder pela força), não será agora, em 2012, que hão-de ficar. Se a UNITA quiser boicotar as eleições, corre o risco de se fragmentar ainda mais internamente e de perder o estatuto de segunda maior força política do país.

Não será nenhum drama se isso acontecer. O país pode, inclusive, ficar melhor. Há muito que eu digo que o nosso país, como qualquer outro, precisa de uma oposição forte, credível e moderna, mas, na minha opinião, a UNITA não tem nem perfil nem capacidade para representar esse papel. Angola carece de uma oposição à altura da maturidade, do espírito de abertura, da generosidade, da independência e do anseio de modernização do seu povo e não de uma oposição que repita monocordicamente as mesmas críticas de sempre, que veja fantasmas onde eles não existem e que seja incapaz de ultrapassar os traumas e os ressentimentos do passado.

Aos que ainda têm dúvidas de que a UNITA não é a oposição que o país merece, peço que reflictam no significado da tentativa de branqueamento da imagem de Savimbi por parte desse partido. O projecto político da UNITA é esse. Se, hipoteticamente, ele fosse implantado, Angola recuaria até aos anos 50 do século passado ou mais atrás ainda.

Importância das línguas nacionais no resgate dos usos e costumes - Makuta Nkondo


Luanda - Antes de entrar no tema propriamente dito, começa-se por definir o contexto de línguas nacionais. A definição mesmo dessas línguas eh polémica. Uns defendem que são línguas bantu, outros línguas africanas, outros ainda porque são línguas angolanas de origem africanas, línguas maternas, línguas étnicas, etc.

Fonte: Angolense Club-k.net
Se forem chamadas por línguas bantuh, o problema que se coloca eh de o lugar da língua de bosquimanos ou dos hereros. Quanto a apelação de línguas nacionais – no caso de países africanos e de Angola em particular – questiona-se se este país herdado da Conferencia de Berlim de 1885 já eh uma Nação? Será que os actuais países africanos podem ser considerados Nações? Sabe-se que uma Nação eh mono-etnica, o que não eh o caso dos actuais países resultantes da Conferencia de Berlim que são mosaicos de etnias, dai conjunto de varias nações.

Mesmo que fosse Nações, no caso de Angola, as únicas línguas verdadeiramente angolanas são nomeadamente o Ovimbundu falada no Centro-sul e o Kimbundu e em certa medida o Kimbundu. Todas as outras línguas são transfronteiriças, como o Kikongo que eh falado em Angola, na Republica Democrática do Congo (RDC), no Congo-Brazzaville e Gabão; o Lunda que parte de Angola ate a Zambia, passando pelo Leste da RDC; o Kwanyama que se fala do Kunene a Namíbia, assim como o Ngangela, etc.

Muitos dizem que o Kimbundu também eh uma língua fronteiriça, pois a região de Malange faz fronteira com a RDC. Pensa-se que entre Malange e a RDC há uma faixa de terra habitada por elementos da etnia Kikongo, pertencentes ah tribo Hungu.

A Constituição no seu artigo 19 n 2 atribui a definição de Línguas angolanas de origem africana.

No texto, vamos adoptar o termo de línguas nacionais, para facilitar a compreensão.

Quanto a importância de uma língua, ela eh um dos elementos mais importantes da identidade e cultura de um povo. E uma língua nacional ou língua banto ou melhor língua materna identifica a origem de um povo. Uma pessoa identifica-se melhor pela sua língua e o seu nome.

No ano passado, os Angolanos saudaram a iniciativa do Comité Provincial do MPLA de Luanda de pelo lançamento de uma campanha de resgate dos valores morais, cívicos e culturais.

A iniciativa foi digna de louvor e deu-se parabéns ao referido Comité do Partido no poder, em especial ao seu primeiro secretário Bento Bento (BB), hoje acumulando com o cargo de Governador da Província de Luanda, por ter pensado em recuperar os usos e costumes bantuh.

As pessoas acreditaram neste projecto e aguardaram com ansiedade que os Angolanos, especialmente os habitantes dos meios urbanos como a capital Luanda e outras cidades e vilas, começassem a rebantunizacao.

Infelizmente, não eh o que se verifica na pratica. A medida que o tempo passa, o sonho torna-se cada vez mais uma ilusão. A iniciativa parece virar-se num nado morto. E o resgate de valores morais, cívicos e culturais de que tanto se falou entrou precocemente em agonia.

Só um grande remédio pode acorda-lo e tira-lo do profundo coma em que se encontra.
Hoje, quase já não se fala.

As razoes desta morte lenta mas segura são sobejamente claras. Primeiro, a iniciativa pecou na língua Portuguesa em que a campanha eh feita. Em segundo lugar, escolha dos intervenientes eh fatal.

Os destinatários primários da referida campanha são os povos de Angola, de origens diferentes. E a maioria dos Angolanos autóctones eh camponesa e analfabeta. Pouco ou não entende o Português de Maria Relva.

Mesmo assim, os camponeses são os melhores conservadores das línguas, nomes e culturas das terras.

Por isso, para a melhor compreensão da matéria pelos “alunos”, esta educação cívica devia ser feita em línguas maternas e locais. Em Kikongo na área geográfica dos akongo, Kimbundu na língua da terra que se alonga da Ilha de Luanda a Malange passando pelas Províncias do Bengo e Kwanza Norte, Umbundu no Centro sul do Pais, etc. Isto para falar só das línguas mães, sem desprezar as variantes.

Para o êxito da campanha de recuperação dos usos e costumes, as autoridades devem serem as primeiras pessoas a exprimirem-se em línguas locais. Eh aberrante que uma autoridade fale ao povo em língua estrangeira, no caso de Angola, em Português refinado, usando um interprete ou tradutor.

Por exemplo, um ministro da cultura deve ser alguém que domina profundamente algumas línguas mães do país, suas tradições e culturas.

De igual modo, o director de um Instituto de Línguas Nacionais deve dominar, falar e escrever fluentemente algumas línguas principais do país, começando pela sua língua materna, e, na Imprensa nacional, os responsáveis e apresentadores dos programas culturais e de entretenimento como Janela Aberta e outros devem conhecer profundamente as línguas e culturas dos povos.

Os noticiários em línguas nacionais não devem ser simples traduções literais das informações em língua portuguesa.

A comunicação social constitui um factor decisivo na recuperação ou revalorização das tradições deve aprofundar o uso das línguas nacionais, com vista a atingir um maior numero do alvo a que se destina os seus programas.

Para mais precisões, os programas radiofónicos, precisamente da televisão, devem ser feitos em línguas nacionais.

As rádios devem explorar com profundidade e em línguas nacionais os programas dedicados às culturas, aos usos e costumes bantu nomeadamente, os casamentos costumeiros ou “alembamentos”, os julgamentos, às canções e danças folclóricas angolanas.

Os resultados são mais evidentes que se recupera os usos e costumes em línguas nacionais do que em língua estrangeira.

Reitera-se que eh muito fácil o resgate dos valores morais, cívicos e culturais em línguas nacionais.

Não eh tarefa exclusiva do Estado de recuperar as línguas nacionais e os usos e costumes. As famílias (no contexto europeu de pai, mãe e filhos) assim como as comunidades devem ter o cuidado de criarem seus filhos nas suas línguas maternas. Pois, uma língua que não é falada pelas crianças tende a desaparecer. Assim acontece actualmente com a língua Kimbundu.

Recorde-se que o Kimbundu é a língua falada pelo povo da etnia do mesmo nome que habita a faixa de terra estendida entre Luanda, Bengo, Kwanza-Norte e Malange.

Outrora, o Kimbundu era falado na capital de Angola (Luanda). Hoje, raras são as pessoas que o falam. Mesmo os próprios donos da referida língua têm dificuldades de a falar genuinamente.

Para uma maior eficácia, as línguas nacionais devem ser ensinadas nas escolas localmente, faladas pelos governantes e pelas populações e usadas na função pública e privada a todos os níveis.

Nas cidades, fora dos serviços, as populações devem falar as suas línguas, cumprimentarem-se em seus idiomas.

A primeira vez duas pessoas de uma mesma etnia como por exemplo quando dois bakongo se encontram, devem cumprimentar-se “Mbote” ou “Watoma sikama?” ou ainda “Wuna e mavimpi?” ou simplesmente “Mavimpi”, o que significa em Português “Como estas?”.

O outro respondera por “Yina kiambote, ntondele” (Estou bem, obrigado).
Para se despedirem eles dizem “Yoyo” ou “Toma sala” (Fique bem).

Um mukongo deve saber que na sua língua materna, comida chama-se “dia” assim como comer “dia”. Beber “nua” e boca também “nua”, com a diferença na pronúncia. Respeito eh “Luzitu” e respeitar eh “Zitisa”.
Pai eh “Tata” e mãe “mama”. Acontece o mesmo com outras línguas nacionais.

sábado, 3 de março de 2012

“Kopelipa” vai ser ouvido segunda-feira por “crimes contra a humanidade”


Luanda - O Ministério Público angolano começa a ouvir na segunda-feira, em Luanda, algumas das principais figuras militares do país, ligadas à extração mineira, por alegados "crimes contra a humanidade", disse hoje à Lusa o autor da queixa-crime.

Fonte: Lusa Club-k.net
Segundo o ativista angolano Rafael Marques, que apresentou a queixa na Procuradoria-Geral da República no passado dia 14 de novembro, o Ministério Público notificou dez testemunhas para prestarem declarações num caso que implica algumas das principais figuras militares do país em atos de tortura e assassinatos na região diamantífera das Lundas, nordeste de Angola.

Entre os responsáveis citados figura o general Manuel Hélder Vieira Dias "Kopelipa", ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente José Eduardo dos Santos.

Foram ainda citados três ex-chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general António dos Santos França Ndalu, general João de Matos e o general Armando da Cruz Neto.

Desde 2004 que Rafael Marques investiga abusos contra os direitos humanos ligados à indústria diamantífera.

O dossier completo dos abusos apresentados por Rafael Marques foi publicado em Portugal, em 2011, sob o título "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", com o livro a integrar parte dos documentos submetidos à Procuradoria-Geral da República.

Em declarações à Lusa, Rafael Marques classificou a decisão da PGR angolana como "extremamente encorajadora".

"É extremamente encorajadora a decisão do Procurador-Geral de recolher os depoimentos das vítimas e testemunhas e esperamos que continue a dedicar ao caso a séria atenção que merece", disse Rafael Marques.

Segundo aquele ativista, a justiça angolana "tem servido, de modo geral, para a proteção dos interesses dos ricos e poderosos".

"Por isso regozijo-me com o facto de o Procurador-Geral da República estar a atuar com a independência que o seu cargo exige na investigação de um caso que implica alguns dos indivíduos mais influentes de Angola", disse.

"A legislação nacional e os vários tratados internacionais ratificados por Angola conferem um base sólida para a ação judicial contra os violadores dos direitos humanos. O julgamento deste caso poderá ser uma vitória para o povo angolano e enviar uma mensagem poderosa segundo a qual, em Angola, ninguém está acima da lei", concluiu.

Só eleições não bastarão - Marcolino Moco


Luanda - 1-Pedem-me para me pronunciar sobre o caso Susana Inglês, nossa colega, advogada nomeada Presidente do CNE, na mais arrepiante das situações alguma vez vista. De tão inacreditável que numa altura dessas, situações dessas aconteçam, nem tenho fôlego para escrever sobre isso.

Fonte: Marcolinomoco.com Club-k.net
Acreditar que é uma nomeação feita pelo nosso Conselho Superior da Magistratura Judicial! Acreditar que ninguém se envergonha disso! Nem os nomeadores nem a nomeada! Nem os dignitários todos de um proclamado Estado Democrático e de Direito, em pleno Século XXI! Não! Eu é que devia ter vergonha em deixar aqui estas exclamações porque sou militante do MPLA e devia estar calado. Mas eu continuo a dizer: olhemos para os lados a nossa volta e vejamos se isto ainda acontece. Cada vez menos e nunca mais com este requinte de banalização de tudo que é regra mínima para uma sociedade que se deve orgulhar de si.

E lá onde isto acontece há crises graves. Ou será que essa é uma forma de criar crises que a harmonia não compensa?

2-Por isso acontecem outras coisas mais ou menos imperceptíveis. A normalidade da anormalidade está alicerçada em Angola. Ontem alguém, bem falante, comentava numa rádio que a vantagem da alternância na política é que nestes 10 anos temos um Presidente que enriquece os seus parentes e amigos, nos 10 anos seguintes o novo Presidente faz o mesmo com os seus parentes e amigos; e assim sucessivamente vai-se distribuindo justamente a riqueza de um país. Reflexos e percepções de uma habituação que a nossa elite tarda em suprimir pela via pacífica mas de forma enérgica; com a contribuição passiva (e activa!) dos nossos colegas juristas nos tribunais e na vida do dia-a-dia.

Por tudo isso estou mais convencido do que antes que as minhas propostas no texto “Angola: a terceira alternativa” fazem todo o sentido. Alguma coisa deve ser feita. Só eleições não bastarão. Nem as próximas nem as outras que se seguirão. Ou o futuro não nos perdoará.

3-E “Angola: a terceira alternativa” vai suscitando vivo debate. Alguns continuam espantados porque quem fala foi Secretário-Geral do MPLA no poder desde a independência, e Primeiro-Ministro do País com a etiqueta de chefe de governo (para alguns) já lá vão mais de 15 anos. São anos suficientes para um indivíduo se ter redimido através do silêncio e da bajulação ao sistema “eduardino”, de humilhações que por cima reclamam prostrações. Nunca segui e nunca seguirei este caminho. E não entendo realmente estes espantos perante tanta anormalidade hoje, porque estou convencido que o MPLA e eu próprio com tantos erros cometidos, nunca desejamos e nunca fomos o que se faz hoje no país. Tudo pode ser debatido, é evidente.

E por falar da minha “Angola: a terceira alternativa”, aproveito para apresentar à FNLA, e ao seu Presidente, o Engº Ngola Kabango a minha penitência pública, sobre um equívoco que vai ser corrigido: a FNLA não votou a favor; absteve-se na votação da nova Constituição da República de Angola, onde foi estreada toda essa banalização das normas jurídicas e de qualquer ética ou moral públicas de que o caso Suzana Inglês é apenas uma continuidade.

É a questão da necessidade de evitar maus precedentes de que eu falava na altura.
Marcolino Moco

Conselho da Magistratura não é um órgão de soberania: Cabe-lhe apenas cumprir a lei e não resolver omissões - UNITA


REACÇÃO DA UNITA À POSIÇÃO DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA JUDICIAL RELATIVA ÀS RECLAMAÇÕES APRESENTADAS SOBRE A DESIGNAÇÃO ILEGAL DE SUZANA INGLÊS PARA O CARGO DE PRESIDENTE DA COMISSÃO NACIONAL ELEITORAL

Luanda - Ontem, dia 2 de Março de 2012, por sinal dia da OMA do MPLA, o Conselho Superior da Magistratura Judicial tornou público os seus argumentos para violar a lei e submeter-se aos desígnios daqueles que pretendem utilizar a advogada Suzana Inglês, militante do MPLA, como um dos instrumentos para viabilizar mais uma fraude eleitoral em Angola.
A UNITA rejeita categoricamente os argumentos aduzidos pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial para sustentar a sua acção ilegal. Fá-lo em nome do povo soberano de Angola, nos seguintes termos:

1. O Conselho Superior da Magistratura Judicial, não é um órgão de soberania. Não lhe cabe, portanto, interpretar as leis nem resolver as dúvidas ou omissões que a sua aplicação suscitar. Cabe-lhe apenas cumprir a lei.

2. Fomos nós, enquanto representantes do povo, que decidimos soberanamente, em sede da Assembleia Nacional, que o Presidente da CNE deve ser alguém independente dos Partidos políticos para garantir e representar a independência da CNE, nos termos do Art. 107º da Constituição.

3. A CNE que a Dra. Suzana Inglês presidiu antes, em 2010 e 2011, não é uma CNE independente. A CNE que vai organizar as eleições de 2012, deve ser uma CNE independente que, de acordo com as normas da SADCC, deve incluir na sua composição pelo menos um magistrado judicial, portanto alguém conhecido como independente, para garantir e simbolizar a independência do órgão. Nós, enquanto legisladores, decidimos por unanimidade que esse magistrado seja também o seu presidente. Por isso é que escrevemos muito claramente na lei, que este magistrado “cessa as suas funções judiciais” antes de tomar posse como Presidente da CNE (Art. 143º, nº 1). Se ele cessa funções judiciais, é porque só podia estar no exercício de funções judiciais.

4. A nossa lei é clara. Define o número 1 do artigo 3º da lei 7/94, que a Magistratura Judicial é constituída por Juízes conselheiros (os do Tribunal Supremo), Juízes de Direito (os dos Tribunais Provinciais) e por Juízes Municipais (os dos Tribunais Municipais).

5. Estes juízes, e só estes juízes, são os magistrados judiciais admissíveis ao concurso curricular para a o cargo de Presidente da Comissão Nacional Eleitoral. Angola tem dezenas desses juízes para o CSMJ escolher. O Conselho Superior da Magistratura Judicial, preferiu escolher uma advogada, ao invés de um juíz. E insiste na advogada. Porquê?

6. A advogada Suzana Nicolau Inglês, inscrita na Ordem dos Advogados de Angola sob o número 130, é membro do partido político MPLA e foi exonerada do cargo de juíz a seu pedido, há cerca de 20 anos atrás, em 1992. O CSMJ mentiu à Nação sobre a publicação do despacho da sua exoneração: alegou que tal despacho nunca fora publicado. Nós provamos o contrário, exibindo tal publicação, no Diário da República nº 9, II Série, de 4 de Março de 1994. A própria advogada, que sabia do facto, é conivente com esta ilegalidade, revestida de improbidade e de falta de ética. E só por isso, está desqualificada para exercer o cargo de Presidente da CNE, que é o primeiro garante da lisura, integridade, legalidade, probidade e transparência dos processos eleitorais. Este é o sentimento geral da sociedade angolana.

7. Como pode alguém em boa consciência alegar que depois de ter sido exonerada do cargo de juíz a seu pedido, para fazer política, praticar advocacia e dirigir a OMA, uma pessoa continua a ser juíz, fez tudo isso como juíz e enquanto juíz, porque “nunca deixou de ser juíz”? Como pode alguém ser juíz e advogada ao mesmo tempo?

8. A verdade é só uma: o Conselho Superior da Magistratura Judicial, violou a lei e não quer reconhecer o seu erro. Demos-lhe, nos termos da lei, uma oportunidade para corrigir o erro. Mas a maioria dos seus membros preferiu ignorar a lei e manipular os procedimentos de decisão para decidir por encomenda. Fizeram-nos lembrar a corajosa acusação de um ex-bastonário da Ordem dos Advogados, segundo a qual, há no país juízes que proferem sentenças por encomenda.

9. Por estas razões, a UNITA exorta todo o povo angolano a continuar a repudiar e rejeitar com firmeza esta manifesta intenção do regime do Presidente José Eduardo dos Santos de utilizar a advogada Suzana Inglês, como um dos veículos para viabilizar mais uma fraude eleitoral em Angola.

10. Assim como repudiamos e rejeitamos a corrupção económica praticada por aqueles que utilizam as instituições do poder Executivo do Estado para extorquir o dinheiro do povo, repudiamos e rejeitamos categoricamente a corrupção eleitoral e judicial praticada pelos mesmos senhores, utilizando agora as instituições do poder judicial.

11. Recordamos à opinião pública que a lei em questão foi produzida e negociada por cinco grupos parlamentares e que três deles, portanto a maioria, defendem que a decisão do Conselho Superior da Magistratura Judicial manifesta-se desconforme com a letra e o espírito dela.

12. Queremos assegurar a todo o povo angolano que não iremos recuar. Não vamos sustentar a vontade de quem quer que seja que se pretenda perpetuar no poder, porque o nosso regime político, não é a monarquia, nem a ditadura. O nosso regime político é a democracia, o estado de direito e a soberania popular.

13. Nós vamos continuar a defender firmemente a legalidade e a justiça. Vamos continuar a unir todo o povo para operar mudanças democráticas em 2012.

14. O próximo passo será dado no início da próxima semana, quando faremos chegar aos Juízes do Tribunal Supremo, pela primeira vez, a acção principal de recurso contencioso.
Luanda, 3 de Março de 2012

P’lo Secretariado Geral da UNITA
Alcides Sakala Simões
Porta voz

Um rapto civilizado... raptei o bebé, dirigi-me à esquadra acompanhada do pai, tia e vizinho do bebé!!


Ermelinda Freitas. Facebook

Hoje dia 2 de Março 2012
Tinha de estar com o bebé no MINARS, as 10h,
Quando cheguei reparei ao sair do carro que estava no local a TV ZIMBO, tinha sido chamada só depois é que percebi o porquê...
Havia denuncia de rapto, eu tinha raptado o bebé!!!
Depois de ter sido entrevistada a Reporter disse ao sr do Minars: isto não é rapto...
Quer dizer que, ao salvar o bebé estava a cometer um crime? A mãe que deitou o bebé fora não cometeu crime algum...dá que pensar...
Até os do SINFO queriam falar para a TV, tinham informações, esses inventam!!!
Abertura do telejornal na ZIMBO: Denuncia de rapto põe o povo em alvoroço... pois o povo queria bater na mãe da criança, estavam os dois no estado normal deles (embriagados), eles gritavam, mamã não entrega o bebé, não entrega o bebé... vem para a rua maluca vais levar surra...
Fiquei a espera que um outro Sr do INAC aparece-se desde as 10h até as 14,30h, como não chegou, ficou adiada a reunião para segunda feira as 9h...
Um rapto civilizado... raptei o bebé, dirigi-me a esquadra acompanhada do pai, tia e vizinho do bebé!!
Haja paciencia.

MAIS UM PORTUGUÊS MORTO A TIRO EM ANGOLA


Um mecânico português, de 44 anos, há seis anos a trabalhar em Angola, foi abatido a tiro à queima-roupa quando surpreendeu dois ladrões a roubarem um jipe da empresa para a qual trabalhava.
O assalto aconteceu em Luanda, quando Fernando Eduardo Alves Aleixo tentava impedir o roubo de um jipe da empresa em que trabalhava. "Saiu com um colega para desempanar um camião e levaram o carro da empresa. Quando estava no local, alertado por barulho, surpreendeu dois homens a assaltarem o jipe, mas não teve tempo para nada. Mataram-no com um tiro no queixo, à queima-roupa, e fugiram com o carro", adiantou a irmã do português.
Fernando Aleixo trabalhava como mecânico de maquinaria pesada na empresa de construção civil, aluguer de equipamentos e metalomecânica Clamajor, com sede na Zona Industrial de Viana, em Luanda. Estava em Angola com a mulher e um dos filhos.
"Ele estava feliz da vida, gostava de lá estar. Estava realizado. Ganhava bem e tinha adquirido uma casa na semana passada, com quartos para cada um dos filhos", revelou Zélia Aleixo, que não esquece o que o irmão lhe contava sobre as condições de segurança no território: "Chegou a dizer-nos que viu mortos na borda de estrada, mas que não tinha medo".
http://www.alternativaportugal.org/noticias/fevereiro12_28.html

Criminalidade em Portugal: quatro assaltos a casas por hora


Por hora, quatro casas foram alvo de furto em 2011, resultando num total 35 mil assaltos. E em cada dia do ano passado, pelo menos vinte pessoas foram vítimas de roubos através do método de esticão. No total registaram-se cerca de 7.900 casos.
Os dados revelam um aumento face a 2010 nestes dois tipos de crimes que são da competência da PSP e da GNR: há um crescimento de 7% no primeiro caso e de 28% nos roubos por esticão. Registaram-se ainda pequenos aumentos nos crimes reservados à PJ: os sequestros e raptos subiram 7% (em 2010 tinham caído 6,7 por cento, para 500 casos) e os roubos a ourivesarias (com violência) aumentaram 15% — passaram de 79 para 91.
As casas dos idosos têm sido um dos maiores alvos nos furtos. Os ladrões procuram objectos de ouro e não hesitam em atacar quando se encontram na habitação.
http://www.alternativaportugal.org/noticias/fevereiro12_11.html

BD apoia sem receios a retirada da oposição na sessão de quarta-feira


Luanda – Finalmente, a retirada estratégica das bancadas parlamentares dos três maiores partidos da oposição nomeadamente UNITA, PRS e FNLA, na última quarta-feira, 29, foi – sem reservas – apoiada pelo partido liderado por Justino Pinto de Andrade, segundo revela uma nota de imprensa em nossa posse.

Fonte: Club-k.net
Segundo a nota assinada pelo secretário-geral (Filomeno Vieira Lopes) daquela organização partidária “o Bloco Democrático (BD) apoia sem reservas a tomada de posição dos partidos da oposição parlamentar em abandonarem a sessão parlamentar que tratou de assuntos relacionados com o pacote de Lei eleitoral”, uma vez que o esclarecimento final sobre a nomeação ilegal do presidente do Conselho Nacional Eleitoral é ponto crucial para o presseguimento dos trabalhos.

De acordo com a mesma fonte “O BD denuncia a recusa do MPLA em discutir a Lei do Registo Eleitoral dando a entender a opinião pública que a votação unilateral da Lei de Observação Eleitoral, do código de conduta e da Lei de Financiamento dos partidos políticos fecha o pacote eleitoral”.

No entanto, o BD lastimou o comportamento do presidente da Assembleia Nacional, Paulo Kassoma, que “usou o parlamento na sua qualidade de presidente daquela Instituição, para fazer campanha eleitoral partidária, violando o código de ética da refeirda Instituição, ao afirmar que certo partido vai ganhar as eleições e que se os restantes se retiram é porque sabem que vão perder”.

“O BD vai insistir para que as Leis sejam aplicadas na escolha do Presidente do CNE anunciando que 2ª feira vai interpôr nova recclamação junto do Conselho Superior de Magistratura sobre o assunto e que apoiará todas as manifestações de indignação visando chamar a atenção do poder judicial para o cumprimento estricto e rigoroso da Lei”, concluiu a nota.

Importa salientar que a escassos dias, os líderes das bancadas parlamentares da UNITA, PRS e FNLA manifestaram-se publicamente a intenção de boicotar o processo eleitoral, enquanto o Conselho Superior da Magistratura Judicial não responder ao pedido de impugnação da presidente da CNE, Suzana Inglês.

Mulher envolve-se sexualmente com cadáver do marido, em Viana


Luanda – Uma cidadã de nome Germana Victor, de 23 anos de idade, foi obrigada – pelos seus próprios familiares – a envolver-se sexualmente com o cadáver do seu esposo que em vida chamava-se Virgílio Domingos, acto aconteceu, no passado dia 27 de Fevereiro, no Km 12-A, município de Viana, em Luanda.

Fonte: Club-k.net
O inédito, segundo as testemunhas, faz parte da tradição da viúva (natural de Kimbele, província do Uíge). “Na nossa cultural quando o homem morre a sua mulher é obrigada a envolver-se sexualmente, pela última vez, com o cadáver do marido”, justificou uma das parentas da suposta viúva, acrescentando que “caso ao contrário os filhos do casal hão-de morrer sem qualquer justificação”.

Testemunharam o melindroso acto, segundo apurou este portal, a tia materna da viúva (que terá assegurado no pénis do defunto para a sobrinha realizar a acção), dentre outros membros da família. Surpreendidos com o facto, os familiares do malogrado (que morreu vitima de dor de dente e angina), também do Uíge, desencadearam um grande “dikulo”, em protesto do acontecimento.

Sobas de Kaka-Luiti ameaçam manifestar contra MPLA por falta de infra-estruturas básicas


Kangola – As autoridade tradicionais da comuna de Kaka-Luiti, localizada no município de Kangola, província de Uíge, ameaçam realizar uma manifestação – nos próximos tempos – contra o partido no poder, sob o protesto de falta de infra-estruturas básicas naquela localidade, soube o Club-k junto de uma fonte próxima dos mesmos.
“Nós aqui não conhecemos os benefícios da paz”
Fonte: Club-k.net
Os mesmos reclamam por falta de hospitais, escolas, posto de captação e abastecimento de água potável e energia eléctrica. No caso de hospitais, segundo os residentes, o mais próximo dista há mais de 400 quilómetros. Esta comuna tem uma população estimada cerca de 3500.

De acordo com a mesma fonte, apesar de vários encontros mantidos entre os sobas e o actual administrador municipal de Kangola, Jeremias Kidimbo, os problemas continuam a reinar. “Nós aqui não conhecemos os benefícios da paz alcançada há quase dez anos”, assegurou um dos populares. Acrescentando descontentamente que "as nossas crianças não conhecem a cor de uma escola, muito menos sabem que existe água potável".

“Fomos prometidos pelo ex-governador da província, Mawete João Baptista, na altura, que os nossos problemas irão ser solucionados, mas até agora não estamos a ver nada”, lembrou, justificando que “por isso pretendemos, antes da manifestação, solicitar um encontro com o governador, Paulo Pombolo, para lhe colocarmos as nossas preocupações”.

O Bloco Democrático em Benguela reage à aprovação do pacote eleitoral pelo MPLA


e a Nova Democracia no dia 29 de Fevereiro na Assembleia Nacional, sem a Oposição Parlamentar nomeadamente UNITA, PRS e FNLA.
"O descontentamento é geral. O MPLA finge que não existe descontentamento. Existe descontentamento, existe aborrecimento, até no interior do próprio MPLA." Francisco Viena, Secretário Provincial do BD – Benguela
Veja o vídeo aqui

Alerta ante los casos de niños muertos o torturados por 'brujería' en el Reino Unido


• El juicio por la salvaje muerte de Kristy Bamu saca a la luz los abusos
• Su hermana le torturó cuatro días para ahuyentar 'los malos espíritus'
• La policía investiga 83 casos en comunidades centroafricanas

Carlos Fresneda (Corresponsal) | Londres ELMUNDO.ES

Durante cuatro días, Kristy Bamu, de 15 años, fue sometido a las más brutales torturas. Su hemana mayor, Magalie, estaba convencida de que el chaval era un "brujo" y estaba "poseído" por los malos espíritus. Con la ayuda de alicates, martillos y barras metálicas intentó arrancarle la confesión. El niño llegó a pedir que le matara porque no soportaba el dolor.
Magalie Bamu y su novio, Eric Bikubi, han sido declarados 'culpables' en el escabroso juicio celebrado en Londres. El lunes se cerrará el caso con la probable condena a cadena perpetua para la macabra pareja. Pero el horror y el espanto se ha apoderado sin remedio de los británicos, que hasta ahora vivían de espaldas al drama oculto en las comunidades de inmigrantes centroafricanos.
La policía ha reconocido que está investigando 83 casos de muertes y torturas de niños, todas ellas relacionadas con prácticas ritualesdel vudú, el jinn o el kindoki. Terry Sharpe, al frente del Proyecto Violeta, creado para combatir este tipo de delitos indescifrables e indescriptibles, ha reconocido que se trata "tan sólo de la punta del iceberg" y que seguramente hay cientos de abusos que no se denuncian a la policía por miedo.
Todo tipo de torturas
Niños asesinados y con los organos extraídos. Niños amputados. Niños quemados. Niños con los ojos vendados durante semanas o privados de sueño. Niños rapados. Niños con graves heridas en los genitales por el uso de líquidos disolventes... El catálogo de los horrores supera muchas veces a la de los tortudores más sádicos.
Tan sólo en Londres, la policía ha identificado ochenta 'templos'donde se practican exorcismos, a menudo oficiados por falsos pastores que aterrorizan a los niños y a sus familias. El caso de Kristy Bamu ha servido para dar la voz de alerta entre los trabajadores sociales, que han recibido instrucciones muy precisas para identificar las "señales" de posibles abusos relacionados con la brujería.
La 'fuerza del mal'
Pierre Bamu, padre del niño muerto, compareció en el juicio esta semana para expresar "el dolor que no puede ser medido ni calculado". Kristy, que vivía en París con sus padres y otros cuatro hermanos, vino a Londres a pasar las navidades del 2010 con su hermana Magalie. Pese a la complicidad de Magalie, fue en realidad su novio -Eric Bikubi- quien creyó detectar "la fuerza del mal" en el niño.
Siguiendo un ritual del kindoki, una práctica extendida en la República del Congo, Eric y Magalie intentaron exorcizar a Kristy y arrancarle la confesión de brujería. Durante la presentación de la pruebas, el fiscal reconoció que la violencia a la que fue sometido el niño fue de "una escala inimaginable".
En el 2010, el mismo año en que murió Kristy Bamu, Shayma Ali mató a su hija de cuatro años a cuchilladas y le extrajo sus órganos vitales. En el 2005, Sita Kisanga fue condenada por extraerle los ojos a su hija de ocho años en East London. En el 2001, el torso de un niño de seis años apareció flotando en el Támesis con señales de haber sido víctima de un ritual. Un año antes, la niña Victoria Climbié, de cinco años, apareció muerta en el norte de Londres después de haber sido salvajemente torturada para "liberarla" de los malos espíritus.
http://www.elmundo.es/elmundo/2012/03/02/internacional/1330722038.html
Imagem: Minhas crenças e práticas são do Reino Unido principalmente por conta da ...
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