terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Administração do Cacuaco vende bairro completo (com mais de 50 residentes) a um português


Luanda – A administração municipal do Cacuaco (dirigida por Rosa João Janota Dias dos Santos) é acusada pelos residentes de ter vendido na totalidade o bairro Anda-Sequel – que foi atribuído aos elementos da Associação Nacional de Deficientes de Angola (ANDA) desde 2002 – a um cidadão (não identificado) de nacionalidade portuguesa, noticiou nesta terça-feira, 27, a Voz de América. Neste exacto momento encontram-se a viver no local mais de 50 numerosas famílias. 

Fonte: Club-k.net
De acordo com a fonte, no dia 22 do mês em curso, os moradores do bairro “Anda-Sequel” foram surpreendidos por um cidadão português, acompanhado de dois funcionários da administração do Cacuaco, identificados por Kufuna e João Gamba, que terão apresentado um documento da referida administração alegando que “o bairro agora era pertença daquele cidadão português”.

A acção terá enfurecido os moradores que se recusam abandonar o local por não saberem onde ir. “Apareceu aqui os senhores Kufuna e João Gamba a dizerem que nós vamos sair daqui porque venderam o bairro completo ao branco”, contou, em anonimato, uma das moradoras que recebera ameaças por parte dos vendedores. 

Os supostos ameaçadores, segundo uma outra moradora, proibiram que os residentes vazam-se as tais informações (que lhes foram comunicadas) para as estações radiofónicas luandenses. “Disseram para ninguém ir se queixar na rádio. E caso alguém desobedecer esta ordem vão agir com dureza”, revelou. 

A mesma fonte avançou que o documento apresentado pelos “supostos” funcionários de administração do Cacuaco consta que o negócio foi realizado ainda este ano. “Nós estamos neste bairro desde o ano 2002, e como é que só agora aparece um estrangeiro com documento de 2012 a reivindicar o espaço?”, questionou irritadamente a fonte.

Para o melhor esclarecimento, os residentes do “Anda-Sequel” almejam marcar um encontro com a responsável máxima da administração do Cacuaco. “Infelizmente não há sinal positivo neste sentido”, disse um outro morador.

Mas em entrevista, telefonicamente, a VOA, Rosa Janota, administradora do Cacuaco, mostrou-se surpreendida. “Não sei nada disso. Eu vou saber deles agora mesmo. Vou-lhes mandar chamar, para saber o que esta acontecer”.

Chinês apanhado em Luanda com 5 milhões de dólares




Luanda - A corrupção em Angola, pese o presidente da República, José Eduardo dos Santos, ter dito ser o segundo mal depois da guerra, segue indiferente a esta constatação e, cada vez mais, se assemelha a uma instituição com direito a passadeira vermelha, igual a que medeia os corredores do poder.
Fonte: Folha-8
No país, os crimes de corrupção deixaram de ser repugnantes tal é a sua vulgarização nos níveis superiores e intermédios, contando que muitos no poder, têm diligente assessoria e contribuição de operadores e expatriados estrangeiros, seus sócios empresariais, que aportam entre nós tal como os abutres.
Na semana finda, um cidadão de nacionalidade chinesa, trabalhador de uma empresa de construção civil, contratada ao abrigo dos acordos entre as Repúblicas da China e de Angola, foi apanhado em flagrante delito, com duas malas de bordo, contendo no seu interior, dólares e diamantes avaliados em 5 (cinco) milhões de dólares.
O traficante conhecido por Lee, faz parte de uma enorme rede de tráfico de divisas e não só, com fortes ramificações em todos os sectores, incluindo bancário, agentes da Emigração, Polícia Fiscal e Forças Armadas, que facilitavam todos os corredores de evasão financeira. Mas na pretérita semana, a rede só se desintegrou por se terem zangado as comadres e vai daí a denúncia.
“Um dos membros que integrava a quadrilha, a um dado momento, pediu mais dinheiro do que o habitual, mas Lee e pares rejeitaram tal ideia, confiando que não seria a birra de um, a deitar por terra todo esquema da organização. Redondo engano. A denúncia seguiu em frente e foi abortada uma das maiores redes de tráfico e evasão de divisas, a operar no país pela máfia chinesa”, disse ao Folha-8, uma fonte da Polícia Fiscal.
No entanto, dada as implicações políticas, militares e policiais, a detenção do mafioso asiático continua no “segredo dos deuses”, uma vez o mesmo ser um homem influente nos corredores de muitas empreitadas lideradas pela Casa Militar da Presidência da República.
“Ele, até agora não está a denunciar os seus comparsas, pois teme retaliações ou mesmo pela sua vida, caso indique um dos «tubarões» aliados, devido ao seu peso e influência nas mais altas estruturas do país, por isso as investigações estão a decorrer com bastante secretismo”, asseverou a nossa fonte.
A fragilidade das instituições e a habituação de pagamentos de altos valores financeiros em cash, estão na origem da criação destes vícios, facilmente explorados pelas máfias estrangeiras instaladas em Angola.
Os grandes grupos de traficantes chineses, com as portas escancaradas em Angola, face aos avultados empréstimos do governo da República Popular da China, ao governo angolano, virtam um campo fértil para poderem actuar.    E isto têm feito com muita maestria, desde a falsificação de documentos, a adulteração de produtos e até a exportação ilegal de capitais, para a China e ainda outros países africanos e europeus, aproveitando a facilidade das ligações aéreas com a Europa.
A fonte do F8 acredita que desde o início de 2012, pela porta do cavalo, incluindo fronteiras terrestre e marítima terão saído de Angola, ilegalmente, mais de 250 milhões de dólares. Isto constitui sempre uma perda considerável para o país, que desta forma se expõe a toda espécie de tentação mafiosa, dos cartéis financeiros, do tráfico de seres e órgãos humanos, de armas e de drogas.
Muitos jovens, têm estado a adquirir drogas fortes, transaccionadas à vista desarmada, na “zunga”, em rótulos disfarçados, como se fossem medicamentos para dores de cabeça, do estómago ou ainda para ratos, por cidadãos chineses, sem que as autoridades tomem medidas reguladoras.
O cidadão Lee, está segundo a nossa fonte, tão a vontade e seguro, que sairá a qualquer momento, que não opôs nenhuma resistência, aos agentes da autoridade, pelo contrário, perguntou-lhes se já tinham as suas vidas resolvidas, pois “podem, se forem espertos, resolver agora. Eu vos ajudo. Esqueçam isso, porque tenho dinheiro e trabalho com grandes bosses que mandam em Angola e vou sair de qualquer forma, pois não roubei nada”, terá confidenciado aos seus captores.
O dinheiro que estava a transportar, sustentou, em auto de declarações, é fruto de trabalho legal, feito pelas suas empresas de construção civil, nas várias empreitadas realizadas no país. “Muitos clientes nos pagam a mão e como nos bancos, em Angola, é muita burocracia e complicação, então juntamos o dinheiro, para irmos comprar material de construção civil e comida, para os nossos trabalhadores”, disse, garantiu a nossa fonte, acrescentando, “nós não traficamos dinheiro, porque é nosso, que ganhamos com o nosso trabalho. Quando o banco em Angola trabalhar melhor e as taxas com despachante forem mais baixas, chinês vai transferir no banco, porque hoje culpa não é do chinês, mas sim do banco”.
Questionado nos autos de interrogatório, se era, também, traficante de drogas, Lee terá dito, que sabendo ganhar dinheiro limpo, com a construção civil, não precisa de sujar as mãos. Quanto aos diamantes, os que estavam na sua mala e que foram apreendidos, disse serem fruto de pagamentos feitos por clientes, devido a obras realizadas nas Lundas, muitas das quais no período eleitoral.
Os dólares apreendidos foram depositados numa conta, para o efeito, junto do Banco Nacional de Angola, enquanto os diamantes têm a ENDIAMA como a fiel depositária, até a conclusão do processo, para se aferir se ficam, estes valores apreendidos, na posse do Estado ou regressam a posse do chinês, descontando-se as devidas indemnizações e compensações ao Estado angolano.
A ser verdade que Lee conseguiu juntar tão elevado montante de moeda estrangeira, fora do circuito bancário e diamantes, este facto vem demonstrar que há muito dólar e pedras preciosas fora do controlo das autoridades angolanas, podendo estimular a prática do tráfico.
Imagem: ponte chinesa em Luanda. Facebook


"Jornal de Angola" com novo ataque a portugueses




Lisboa -  O "Jornal de Angola" publicou mais um artigo de opinião atacando duramente os portugueses, com comentários xenófobos e críticas a Pacheco Pereira e Ana Gomes.

Fonte: Jn.pt Club-k.net
O texto, assinado por Rui Ramos e publicado na quarta-feira, surge após editoriais violentos. O mais polémico é do dia 12, em que aquele diário criticava o que diz ser uma "campanha contra Angola", após notícias da abertura do inquérito-crime sobre o envolvimento de altos dirigentes angolanos em crimes de branqueamento de capitais.

Depois disso, o diretor do jornal, José Ribeiro, escreveu dois artigos: um contra a imprensa portuguesa; outro, segunda-feira, a atacar "as elites portuguesas" e os políticos, acusando Pacheco de ser "grosseiro e malcriado".

Já na passada quarta-feira, num cenário em que ridiculariza o povo português, Rui Ramos destaca, entre os desempregados, os "largos milhares" que "vão para Alcântara" para tentar um visto para Angola. Além de acusar os portugueses de racistas, diz que quem faz fila para o visto "são os desgraçados, arruinados, miseráveis de um país no abismo" e "outros vivem disto". Os outros são "os candongueiros, os fugitivos dos impostos, mas também os intelectualóides que já foram paridos com um livro na mão". "Passam lá de madrugada" e "ao verem aquela bicha espumam como cão vadio" e "murmuram pretos de merda".

E "ninguém liga a esses pereiras gayvotas de rabo gordo", continua.

Depois, refere-se a Ana Gomes como "uma gaja de Sintra", que "fala de longe aos desesperados de migalhas". E a Pacheco como "aquele Pereirinha gorduxoso esquisito".

Títulos de capa do FOLHA 8, edição nº 1121, de 01 de Dezembro de 2012




Protesto
Alunos do 3º ano da Faculdade da UAN, denunciam a violação do regime Académico e Regulamentos, por parte do professor da cadeira de Processo Civil I. Hermenegildo Cachimbombo. Está-lhe no sangue… Donec accum leo sed leo laoreet.

Caçado nas malhas da lei no aeroporto
Chinês sócio de dirigente apanhado com 5 milhões de dólares

Prender para investigar
A DNIC é acusada de estar a extrapolar a sua competência, quando em causa estão cidadãos pobres, que hoje, muitos sem culpa formada, enchem as fedorentas masmorras do regime.

Ricos de Angola queriam colonizar os guineenses

Farsários
A bancada parlamentar do MPLA, maioritária na Assembleia Nacional, é acusada de sonegar o direito à informação do cidadão, violando um preceito constitucional. «O Direito ao Acesso à informação é vital para qualquer sociedade. (…) a liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento da sociedade dependem da formação e também do acesso sem restrições ao Conhecimento, Pensamento, Cultura e Informação»…

Sílvio Burity, Director das Alfandegas
O Tribunal de Contas e a Procuradoria-geral da República deviam confirmar porque razão o Dir. Burity em tempo de bonança aufere 100 mil USD/mês!

Na Mauritânia
Guineense suposto membro da Al-Qaida condenado à morte

Próxima edição
Aguinaldo
O economista Aguinaldo Jaime, citado numa matéria publicada no F8 de ter sido um dos contemplados, com uma moradia no condomínio da ENSA, ficou surpreso pela notícia.

Crise na OAA
O Bastonário da OAA, Hermenegildo Cachimbombo é acusado de estar a fazer uma faxina geral ao antigo staff de Inglês Pinto, tendo em menos de 6 meses colocado no olho da rua e sem indemnização condigna, 11 trabalhadores de um total de 15.