sábado, 2 de março de 2013

Polícia Nacional invade Complexo da UNITA e apreende DVD,s sobre vida e obra de Jonas Savimbi


A polícia nacional invadiu esta manhã o Complexo Sovsmo da UNITA, em Viana e abortou a comercialização de discos.
Entre os discos que estavam a ser comercializados estava o DVD sobre a vida e obra do Dr Savimbi, intitulado Jonas Savimbi, uma vida por Angola e pelos Angolanos, que vinha sendo comercializado desde a cerimônia alusiva ao 11º aniversário do Dr Savimbi, a 22 de Fevereiro de 2013.
Na circunstância, a polícia apreendeu discos do Brigadeiro Dez Pacotes e do músico Chingui Che Nhama, cuja a sessão de venda e autografo estavam agendados para dia 2 de Março de 2013, na portaria da Rádio Despertar.
Uma fonte da Direcção da UNITA manifestou a sua estranheza pelo facto de a Polícia Nacional ter entrado no Complexo do Partido e apreendido discos sobre Trajectória de Jonas Savimbi.
“Temos de fazer devidas leituras dessa postura da polícia”, comentou a fonte.
Na sequência da operação da polícia que abortou a comercialização de discos, efectivos da corporação continuavam de fronte ao Complexo Sovsmo.
Unita Angola
ANGOLA24HORAS.COM

Um país não pode conviver e progredir em regime de rapina e saque permanentes…


Canal de OpiniãoPor: Noé Nhantumbo
  
  Os “tubarões” tomaram conta do pedaço  

Beira (Canalmoz) - As frequentes notícias de dilapidação de fundos públicos, de batotas no procurement de bens e equipamentos para o Estado e empresas públicas são sinais inequívocos de que se estabeleceu um ambiente de promiscuidade perigoso para a realização da agenda nacional. Os “tubarões tomaram conta do pedaço” e agem conforme lhes apetece.
O regime de secretismo que domina a área de assinatura de contratos para a exploração de recursos naturais é sintoma de que uma cultura de rapina se instalou e que a mesma é a bitola do que acontece na esfera pública. Governar, de acto nobre, passou a ser uma plataforma de enriquecimento individual.
O país está realmente doente. Os governantes que deveriam actuar como médicos, diagnosticando e determinando as terapias apropriadas recusam-se a agir porque isso iria alegadamente em contra de seus objectivos privados.
Há como que um esgotamento ao nível das ideias. Abraçaram-se modelos de desenvolvimento sucessivos, sem um amadurecimento de ideias e sem se dar oportunidade crítica dos cidadãos acomodarem-se as proclamações dos “iluminados” ideólogos do regime.
Não houve uma recuperação ao nível dos conceitos que a liderança nacional propunha no passado, quando os desenvolvimentos do processo político mostraram que os caminhos sugeridos eram um fracasso ou contraproducentes.
Se antes era evidente que se procurava moldar os cidadãos e levá-los a assumir valores diferentes ao nível moral e ético, com o descalabro do modelo proposto ficou um vazio que tarda a ser preenchido. Fomos como que do “Socialismo para o Vazio”.
Fala-se de economia de mercado, de liberalismo, de liberdade, de direitos humanos, de Estado de Direito mas as mensagens tardam a chegar aos destinatários mais importantes que se são os cidadãos.
“O exemplo vale mais do que mil palavras”. Dos proponentes e executores da nova maneira de estar em sociedade e na economia não surgem exemplos. Rouba-se escancaradamente e aos ladrões nada acontece. Ou não é esta a situação actual? 
A regra em vigor é “salve-se que puder”. Como é visível que os meios de acumulação de capital e de recursos para a sobrevivência são na essência o alinhamento político por via da filiação e militância partidária, muitos cidadãos se veem coagidos a “vender a alma e o coração” para sobreviverem.
Toda a herança moral e ética tradicional e ocidental que regia s relações entre as pessoas nas diferentes comunidades foram alteradas de modo violento. Agora até se emulam os que roubam mais, os que mais rapidamente acumulam sinais exteriores de riqueza. Não importa como se fica rico, não tem valor algum a origem dos fundos que se depositam nas contas bancárias. Casais aparentemente normais vivem do crime mas a esposa não se importa qual é origem do pão que come nem de onde provem o dinheiro que o marido usou para adquirir mais uma nova viatura. Importa é “aparecer”. Isso tudo tem as suas consequências.
Por exemplo do Ministério da Educação grita-se que o principal financeiro “pirou-se com mola grossa”. Da Saúde clama-se que os roubos de medicamentos não param e que as farmácias dos hospitais não possuem medicamentos a altura de socorrerem os cidadãos necessitados. Nas Obras Públicas e Habitação os seus gestores parecem mais preocupados como as “comissões” chorudas que surgem sempre que haja grandes projectos de infraestruturas públicas. Manutenção periódica de estradas, selar diques com rombos, melhorar defesas de aglomerados populacionais, pensar em obras fundamentais para garantir segurança e desenvolvimento urbano e económico está fora do leque daquilo que é em termos práticos considerado importante e de execução urgente. “São coisas que não trazem benefícios monetários para os envolvidos”. Como cabrito come onde está amarrado alguns agentes da PRM optaram por fazer aluguer de armas para a prática de crimes. Agentes da Polícia de Transito metidos na corrupção tem a tarefa facilitada pois basta emboscar algumas viaturas para garantir uma margem de dividendos que permite viver folgadamente.
Nas escolas a todos os níveis o cenário é deprimente. Compram-se admissões, compram-se certificados, compram-se testes e exames, trafica-se com tudo incluindo o livro que deveria ser gratuito.
Estes são alguns sintomas que mostram que o país está doente. São práticas generalizadas e enraizadas que minam as aspirações de desenvolvimento verbalmente difundidas pelos governantes.
Sem exemplos claros de que o crime não compensa a tendência será decerto uma espiral de crimes de “colarinho branco”.                    
Não há processos políticos e sociais lineares. Mas sem que haja capacidade de estabelecer mecanismos de correcção de rotas e metas, sem que a sociedade esteja organizada de maneira a repelir tentações lesivas ao interesse geral, corre-se o risco real de ver-se uma sociedade regredindo e inviabilizando-se.
O que está em jogo não é a recusa do modelo proposto e em implementação. Requer-se é uma clarificação e divulgação ampla de regras de jogo a que toda uma sociedade se tem de submeter. Sem balizas, sem critérios claros e compreendidos pelos sujeitos da acção social não será possível construir-se um país equilibrado e próspero.
Com o camp inclinado e favorecendo os que estão ancorados em posições poderosas só se reproduzem práticas que nem ao modelo proposto correspondem.
A selva institucional, a proliferação de instituições de fachada que na realidade nada fazem prejudica milhões de pessoas.
Em concreto não se pode ter um país com um Ministério Público que não investiga nem acusa formalmente casos gritantes de dilapidação de fundos do erário público. A justiça apregoada como igual para todos não pode estar refém das agendas do executivo governamental nem dos partidos políticos. Não se pode permitir que os prevaricadores e criminosos declarados e conhecidos se escondam nas suas cores partidárias. Os conluios e as alianças que imperam no país devem ser liminarmente combatidas com toda a força que advém do poder do estado de direito.
Sem infantilismos nem improvisos legalistas, sem puritanismos nem caça as bruxas é preciso que Moçambique se torne naquele país em que a lei é igual para todos e que suas instituições se batam todos os dias pelo seu cumprimento.     
As desculpas esfarrapadas de falta de recursos já não têm sustentabilidade nem credibilidade. Toda a sociedade já entende que os recursos aparecem quando determinados interesses estão em jogo. Quando se consegue arranjar dinheiro, para renovar periodicamente a frota de veículos atribuídos aos nossos deputados, não se pode alegar falta de recursos para não fiscalizar, as acções de departamentos governamentais que apresentam desempenhos sofríveis.
Admite-se que a adopção de procedimentos mais apropriados e a correcção dos mesmos leva o seu tempo mas sem uma acção permanente de responsabilização a governação torna-se em algo vazio, consumidor de recursos indispensáveis para acudir aos reais problemas nacionais.
Há que amar e gostar deste Moçambique para defendê-lo da incúria e dos abusos que se cometem à luz do dia. Sem uma dose alta de patriotismo não há processo político que avance.
Governar sem incorporação de uma dimensão de patriotismo transforma as relações que se estabelecem em “negócios de esquina” mesmo que aconteçam em hotéis de cinco estrelas.
O clientelismo, a via do enriquecimento rápido, fácil, sem trabalho nem suor, está prejudicando hoje mas também minando as gerações do futuro.
É justo que os cidadãos pretendam evoluir materialmente e ver seus familiares crescerem em prosperidade. Ninguém está contra os ricos em si nem contra a ambição legítima de cada pessoa. Isso que aconteça dentro de regras e do mais completo respeito as leis do país.
Não se pode instalar ou estabelecer um mercado informal em cada instituição governamental de tal modo se cumpra o ditado de que “cabrito come onde está amarrado”. Os aeroportos e fronteiras nacionais não são pasto fértil para funcionários das forças de defesa e segurança e alfandegários enriqueçam com a promoção de facilidades ilícitas.
A actual onda de crimes com destaque para macabros assassinatos e violações sexuais seguidas de assassinato das vítimas merece uma resposta contundente da PRM. Mesmo com deficiências de formação e de meios é possível fazer-se um trabalho melhor. Os raptos e sequestros são um novo crime para o qual a nossa PRM ainda ano encontrou antídoto. Para além da exiguidade orçamental específica há sinais de fragilidades tecnológicas. A polícia não pode funcionar sem meios adequados e de alta tecnologia. Rastrear as comunicações telefónicas, localizá-las e atacar na altura adequada depende de meios. A PRM tem a obrigação de possuir uma equipa de helicópteros, de veículos automóveis de perseguição e intercepção. Uma PRM funcional e credível não pode ser um depósito de pessoas que estão a procurar de um salário para sobreviver como alternativa a generalizada falta d emprego. Ser polícia é uma missão que se assume com responsabilidade e orgulho. Mas “sem ovos não se fazem omeletes”…
No exercício de construir um Moçambique mais viável, participado, e justo todos os moçambicanos são chamados a “dar o seu litro”. Não há moçambicanos superiores aos outros e com direitos especiais derivados de sua origem étnica, filiação partidária, credo religioso ou outro atributo.

Combatentes pela libertação, combatentes pela democracia, velhos e jovens, mulheres e homens todos temos responsabilidades no que acontece. O silêncio é inadmissível nesta hora grave em que se desenham desenvolvimentos fundamentais para Moçambique… (Noé Nhantumbo)

O pacto de irresponsabilidade! Canal de Opinião. Por: Matias Guente


Maputo (Canalmoz) – Quando andamos a exigir a democratização das academias públicas, não o fazemos por ter a exigência como chibantismo. É que, tal como dizia um Professor que cito de memória, a escola é o lugar mais sério de um País. E eu acrescento: Um país que não valoriza suas escolas é um País condenado às mais desvairadas situações de empobrecimento! Da material…até mental.
E valorizar as escolas não é ter imponentes edifícios que com a exemplar ajuda dos nossos “irmãos” chineses as podemos erguer num piscar de olhos. Falo de uma cadeia de condições para funcionamento das academias que passa pela mais séria das premissas: ter gente responsável e profissional a dirigir essas escolas. E é aqui onde nos perdemos! Porque, se os critérios de selecção destas pessoas passasse pela meritocracia, não andaríamos aqui neste debate.  
Os estudantes finalistas do curso de Medicina ou simplesmente médicos estagiários andam por estes dias aflitos e a equacionar marchas por terem tido a má-sorte de estudarem num País governado pela estirpe mais refinada de irresponsáveis, arruaceiros e delinquentes. 
Tal como é público, a direcção da Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) atribuiu “chumbo colectivo” a todos os médicos estagiários, pelo descabido facto destes terem se solidarizado com os médicos que desencadearam a greve de Janeiro exigindo ao Governo melhores condições de trabalho que, basicamente, se circunscrevia no aumento salarial. 
Quando os médicos anunciaram a greve, a ala mais refinada que cultua a irresponsabilidade no Governo propôs que o Governo não aumentasse salários e que se os médicos fossem à greve seriam expulsos. Para tal decisão, contaram com os lastimosos préstimos de um jurista que pelos vistos nunca pisou a uma faculdade de Direito. E se pisou, deve ter sido por uma grave falha! O jurista do Governo, portador de conhecimentos jurídicos para lá do miserável, aconselhou ao Governo que na Função Pública não há direito à greve. Se esqueceu o jurista que a greve é constitucional e a falta da sua regulamentação não é problema dos médicos, mas do próprio Governo e da Assembleia da República. A coisa enche-se de piadas porque quando olhamos ao Governo e para o partido que forma o Governo há lá muita gente que põe fatos e reivindica o título de Licenciado, Mestre, Doutor e Professores em matéria de Direito. Se olharmos ao comunicado “jurídico” emitido pelo Governo a “ilegalizar” a greve, chegamos à conclusão rápida: juristas de qualidade (muito) duvidosa.  
Ao anunciar aquele comunicado governamental de má qualidade jurídica, o Governo tinha em mente um plano que passava pela ridicularização dos médicos para depois usar os médicos estagiários para colmatar o défice criado pelos médicos grevistas. Só que os estagiários entenderam que seriam instrumentos políticos ao serviço do regime e decidiram solidarizar-se com os seus futuros colegas, para o desespero do Governo. 
Em jeito de retaliação, o Governo, mesmo após ter assinado um memorando de entendimento em que se comprometeu a não retaliar quer contra os médicos assim como contra os médicos estagiários, decidiu de forma irresponsável chumbar todos os médicos estagiários. Num País onde, segundo dados oficiais, um médico está para 20 mil cidadãos, é de descomunal irresponsabilidade, primeiro brincar de greve com os médicos, depois chumbar finalistas do curso de medicina por meras infantilidades típicas de quem se está nas tintas para este País e para com o seu povo. Há pessoas que morrem nas filas dos hospitais por falta de atendimento médico e preferimos brincar às irresponsabilidades.
O director da Faculdade de Medicina e seus pares devem ser estrangeiros. Não sabem que precisamos de médicos com a mais urgência possível. Não sabem que há pessoas a morrer por falta de médicos. Não sabem que há pessoas que caminham mais de 20 quilómetros atrás de um médico. Que tipo de irresponsabilidade é esta, afinal? Em que País pensam que vivem? 
Por estes dias os estudantes finalistas do curso de Medicina andam a fazer contas à vida, prejudicados por um grupo de indisciplinados, armados em directores, sem o mínimo de responsabilidade. Quanto à mim, não são os estagiários que deviam andar preocupados, é o Governo que vive adiando este País à custa de interesses infantis que a mais irresponsável mente pode confeccionar.   
Não se cansam de prejudicar este País e ao seu povo? Se uns preferem roubar madeira e vender aos seus irmãos chineses, outro grupo de marginais prefere deixar pessoas a morrerem por falta de médicos, só porque preferem brincar de arrogância. Que intelectualidade é essa vossa? Aliás, de intelectualidade nada têm, se não mesmo banditismo académico. Quanta irresponsabilidade!  
O Governo vai dias após dias dando o exemplo da mais refinada arte da hipocrisia política e irresponsabilidade. E Ministério da Educação finge que nada está a acontecer. É execução de um pacto de irresponsabilidade. Para quem tinha dúvidas que estes senhores nunca estiveram interessados com o povo moçambicano, aí está mais um dado esclarecedor. Na verdade, a mensagem é: que morram! Até porque eles nunca precisaram do sistema nacional de saúde para nada. É por isso que não querem democratizar as instituições públicas de ensino para continuar a nomear lacaios como directores. Marginais como directores de curso. Delinquentes para os Conselhos Científicos. Quando isso acontece a academia torna-se não um lugar de produção de conhecimento para a libertação do homem, mas um instrumento político de opressão. 
Quando no lugar de intelectuais e ou profissionais andamos a colocar serventes do partido, é nisto que dá. Nem da importância de uma faculdade de Medicina têm, a mais elementar noção. Haja vergonha! (Matias Guente)

Luanda vai ter mais três linhas ferroviárias públicas




Luanda - Luanda vai passar a contar com mais três linhas ferroviárias para transporte de passageiros, anunciou hoje no Huambo, centro de Angola, o ministro dos Transportes. Citado pela agência Angop, Augusto da Silva Tomás, que discursava no Huambo, na abertura de um seminário sobre o sistema ferroviário angolano, acrescentou que as três linhas se enquadram "nas medidas estruturantes que estão a ser estudadas".
Lusa/SOL Club-k.net
O governante angolano adiantou que está em conclusão o estudo da rede ferroviária ligeira na área metropolitana de Luanda e que as três linhas vão ser criadas nos dois principais corredores de mobilidade da capital do país.
Uma delas ligará o centro de Luanda ao novo aeroporto internacional de Luanda, que está a ser construído na Estrada de Catete, ao quilómetro 42 e cuja primeira fase ficará concluída em 2014. Esta linha visa responder ao previsível aumento de fluxo de transporte de passageiros. As duas outras linhas vão ligar o centro urbano e as localidades de Talatona e Kilamba Kiaxi, a sul da capital.
Augusto da Silva Tomás explicou que a materialização deste projecto implica a construção de uma estação central em Luanda, onde se articularão todos os modos de transporte colectivo de passageiros (rodoviários, ferroviários e transporte individual), numa solução optimizada de intermodalidade.
Informou que entre as várias medidas estruturantes que estão a ser estudadas para posterior execução, inclui-se também a criação de uma linha ferroviária que vai ligar Angola e as vizinhas Repúblicas da Zâmbia e da Namíbia, para intensificar as relações comerciais entre os três países.