domingo, 17 de agosto de 2008

Quem governa mal supera o lodaçal


Se uma família tem um país debaixo de mão e havendo eleições, isso chama-se guerra intestina.
Se a bondade surge das seitas religiosas, então somos escravos da mentira.
Tudo tem uma saída, basta encontrar, procurar o Caminho.
Sou apenas um dos biliões, uma vítima da miséria, da fome, da maldade humana.
As coisas não se vêem, sentem-se.

Olhem para as folhas de uma planta. Tudo acaba e recomeça numa semente.
A bebida extrema a sabedoria. É por isso que os bêbados se acham sábios.
E o Governo finalmente decidiu-se: decretou benefícios para os esfomeados e isentos de impostos: água, electricidade, saúde, livros, habitação, vestuário, automóvel, cartão de crédito, etc.
Nunca supus, mas vi um país com oposição política silenciosa.
Os animais humanos fugiram do jardim zoológico, é por isso que vivemos na selva.

Quem governa mal supera o lodaçal.
Os maus filhos são como os maus governos. Quando os esperamos numa desdita dizem-nos sarcásticos que gastaram o dinheiro em banquetes.
Nunca acreditar em mulatos, negros e brancos. Defendem os mesmos princípios, mas diferem nos fins: aviltam o erário público e estatal. De noite todos os gatos são mulatos.
São medievos os sons actuais nas noites dos sonhos eleitorais.
Nas batalhas da vida de todos os tempos, o amor é sem dúvida a mais terrível.

A demagogia é a arma atómica da política.
Há povos que nasceram para construir, outros nasceram para destruir.
As nossas bibliotecas são alcoólicas. Estão apetrechadas com os piores mestres da vinicultura mundial
O ódio, a corrupção, o racismo, o alcoolismo, são maus conselheiros.
A corrupção é a lei. As leis protegem os legisladores.
O tempo muda, os tempos mudam, as pessoas não.
As nossas ruas são imensos navios negreiros encalhados.
Os reis absolutos perseveram, não acabam. É a inflação reinante.
As injustiças e a fome alimentam revoluções. Grandes naus, grandes tormentas.

Governar é comandar. A chefia não se impõe, nasce naturalmente.
Leio-o muitos livros para quê?! Os livros não me dão dinheiro, dão-me perda de tempo?! Mas eu não quero dinheiro! Somente sabedoria para compreender porque vocês, perdem o tempo no dinheiro!
A História da Humanidade? Nasceram, viveram, e morreram na maldade.
E todos ficaram presos da maldade, porque a bondade terminara. Como um rio na prisão de uma grande represa.

Depois da tempestade vem outra.
Democracia ornamental é: se roubar um pão recebo a graça da prisão.
Milhares de anos-luz a lutar contra a fome, e não conseguimos vencê-la. A melhor estabilização económica é matar o povo à fome…e também o meio mais eficaz para combater a inflação.
Não se perde tempo com leituras. O tempo é para exagerar, amealhar, e carregar para as neometrópoles.
Quando se revoluciona sem bibliotecas, as vivas – bibliotecas – são desvalorizadas, despersonalizadas.
O maldoso já foi bondoso. Vinha com bondade, viu tanta maldade…
Gil Gonçalves

Enigmas. Racismo no Brasil

A sobrevivência de todos exige hoje que nenhuma minoria seja tão discriminada ou marginalizada que tenha de recorrer aos impressionantes meios destrutivos que a tecnologia moderna hoje coloca ao alcance de todos. E não adiantará muito, a posteriori, queixar-se de terroristas, traficantes, fanáticos ou o que seja. Temos de construir a sociedade solidária.
In A Reprodução Social: propostas para uma gestão descentralizada
Ladislau Dowbor
Em Luanda, as empresas brasileiras praticam o subimperialismo americano. O Brasil é uma colónia dos EUA.
Muitos… mas mesmo muitos brasileiros chegaram, chegam a Luanda, como sardinhas enlatadas.

Na Movicel, empresa de telecomunicações onde detêm as garras no marketing, mandam vir os seus irmãos e irmãs, como técnicos altamente especializados. Os luandenses ensinam-nos a trabalhar, pois os pobres chegam aqui analfabetos. No Brasil parece não existirem universidades, ou então as existentes não funcionam. Ganham milhares de dólares, com direito a milhares de mordomias. E os luandenses míseros dólares. Há que manter o legado colonial.

Brasileiros e brasileiras infestaram um hotel, é só deles e delas. Elas fumam bwe, parecem vulcões em permanente actividade. De vez em quando dão festa no terraço. Como bons analfabetos sociais imprimem desalmado som musical que permite aos colonizados luandenses não dormirem. Eles e elas não sabem, fingem não saberem, que em Luanda poluição sonora é crime. Estrangeiros que não respeitam as leis do país de acolhimento tem direito à expulsão. Mas como isto é deles e de alguns amigos luandenses…

O espanto nisto tudo é que eles e elas “brasileirada” são todos… brancos e brancas. Cadê os negros? As negras? Fugiram para o quilombo do Zumbi dos Palmares? Foram deportados para um campo de concentração nazi? Esconderam-nos na floresta do Amazonas? Exterminaram-nos? Estão proscritos? Enfeitam algum jardim zoológico? Deitaram-nos ao mar?

Porque não tem a coragem de afirmar publicamente que negro brasileiro não existe no Brasil!
Gil Gonçalves

sábado, 16 de agosto de 2008

Organizações Jardim do Éden




A foto ilustra a principal actividade das Organizações Jardim do Éden em Luanda,
Angola.

Imagem: http://fpdnoparlamento2008.blogspot.com/
Gil Gonçalves

Eleições em Angola. Bandeiras




Bandeira oficial da campanha eleitoral em Angola.

Às bandeiras dos partidos concorrentes… faz-se como no 11 de Setembro.

Gil Gonçalves

Os Lobos


É um jogo de faz-de-conta. Eu fiz avaliações de políticas deste tipo para numerosos países, a serviços das Nações Unidas, aprendi a separar as contas do faz-de-conta. Não faço a minha avaliação pelo volume de discursos parlamentares, e sim por conversas com o primeiro e segundo escalão técnico, que são os que dirigem os projetos, que carregam o piano, com pouco tempo para discursos. Tiram frequentemente leite de pedra, pois a máquina administrativa herdada não foi feita para ter agilidade na prestação de serviços, e sim para administrar privilégios. Raramente aparece na imprensa a avaliação concreta dos projetos e programas. As indignações parlamentares são muito mais coloridas, e fazer contas é mais complicado.
In Oposição a quê?
Ladislau Dowbor


Quando a fome aperta, os lobos descem da montanha. Os humanos dizem que são animais muito perigosos, que devem ser abatidos. Mobilizam-se esforços, as feras estão esfaimadas, defendem-se para sobreviver, os humanos também. Estes humanos destruíram o local onde os lobos viviam, e comiam. Que diferença há entre os lobos e os humanos? Só uma: os lobos viviam pacificamente antes de os humanos chegarem. Haverá fera mais perigosa que o ser humano? Não, não há!
Qual é a espécie que merece ser extinta? «Os bípedes!». Quais?
Aqueles que juram quando o anel lhes é colocado no dedo que:

E depois do casamento, das promessas de amor para toda a vida à sua amada, vão exercitar as suas armas nos pobres e indefesos animais para provar a sua virilidade. Para oferecerem os troféus de caça, da inglória infelicidade. Nesse dia pompas e arraiais são lançados. Mais um nobre cavaleiro foi edificado. Os Cavaleiros do Templo rejubilam. Mais uma estátua será erigida. O melhor, o que mais matou, o que mais fome e sofrimento provocou… recebe como prémio uma estátua. Durante mil anos, os seus seguidores proclamarão que ele inventou o amor. Sangue será derramado, mil vezes incontido.

Todos levantarão as suas espadas ao ar e perante juramento dirão: este veio dos céus, e para sempre será abençoado.
Gil Gonçalves

Fome Global


O século XX nos legou grandes simplificações sociais. De um lado, propostas de uma estatização generalizada, com o planejamento central como princípio regulador, e uma classe redentora, o proletariado; de outro lado, a privatização exacerbada, a mão invisível como instrumento de regulação, e outra classe redentora, a burguesia. Em nome destas simplificações se fizeram, e se promovem ainda, barbaridades simplesmente inaceitáveis para um mundo civilizado. O fato de se deixar morrer de fome e de outras causas ridículas 11 milhões de crianças por ano, quando dispomos dos recursos técnicos, financeiros e organizacionais para resolver o problema, é um choque para a mais elementar decência humana.

In Informação para a cidadania e o desenvolvimento sustentável
Ladislau Dowbor


Se tenho fome, e não tenho nada para comer, que mal fiz? Porque não me dão comida? Vivo entre pessoas, ou com seres irracionais? Espero que Zeus acabe brevemente com isto. Uns – a minoria – merecem viver. A maioria é para inglês ver. Mas, quem merece viver?

Coloquem lá as nossas fotografias nos vossos murais da fome, para que se lembrem de nós. De mais vítimas que tentaram atravessar os muros desumanizados da vergonhosa fome, e não conseguiram. Agora impuseram-nos os campos modernos da concentração da fome global, globalizada.

O dia aparece, clareia, mais um, outro tempo sem esperança. Mais um dia de fome. Que comeremos hoje? Não sei! Não sabemos, ninguém sabe, ninguém quer saber. É assim a nossa vida. É este o legado da civilização do homem Branco. Fome! Sempre fome! A civilização da fome. Não fazemos parte da História, perderam-nos nela.
Gil Gonçalves

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Seminua


Lá vou outra vez para o pau, apanhar tautau, mais, muitas mais chicotadas.

De pulsos nele amarrados, de cintura nua, seminua. O chicote bate-me nas costas, acho que foram buscar serpente, esticaram-na de língua afiada. O chicoteador lança-a com força, como se fosse um dardo. As minhas costas têm o calejar, de tanto apanhar.

Evito com dificuldade que não me bata nos seios, porque receio ficar feia. O meu príncipe não me vai namorar, bolinar, vai-me abandonar e dirá: onde já se viu mulher sem atributos de feminilidade?

Depois dos primeiros tautaus… das iniciais chicotadas dadas com soberba mestria, já não sinto dor. Desvio o pensamento para o mais profundo da minha floresta… lá está o rio da minha génese.

Vejo-me a pescar, peixe para secar.
E canto o meu canto: o xirico desencanta-me, apoquenta-me.

Vida de negra não tem valor. Cada vez mais o lixo se valoriza nas bolsas mundiais… porque não é negro.
Gil Gonçalves

Imagem: Foto de imigrante seminua no chão de uma esquadra em Itália choca a Europa
http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1339112&idCanal=62

Especuladores, modernos navios negreiros




Os bancos estão aqui em grande, concentrados, de cofres fortifificados como abelhas nas colmeias dos gulag, e aquartelados, formados como as SS. Virtuosos, vão abrir-nos duas contas especiais: Tumultos e Mais Guerra.

Meus Senhores e minhas Senhoras! Isto não tem ponta por onde se lhe pegue.

As lutas de libertação foram-se. São uma mistificação. Até agora nada foi libertado. A não ser o perfume inebriante, incendiário do napalm, petrolífero dos actuais bantustões negros. Petróleo sim! Miséria sim! Fome sim! Extermínio sim! Risquem a palavra negro dos dicionários. É uma coisa que nunca existiu.
Gil Gonçalves

A globalização constitui ao mesmo tempo uma tendência dominante neste fim de século, e uma dinâmica diferenciada. Um excelente exemplo nos é dado pela dimensão da especulação financeira. A circulação financeira internacional ultrapassa, em 2001, 1,8 trilhão de dólares por dia, para uma base de trocas efetivas de bens e serviços da ordem de 20 a 25 bilhões, o que significa uma circulação especulativa 70 vezes maior do que a que seria necessária para cobrir atividades econômicas reais. Esta ampliação dramática da especulação financeira é literalmente carregada pelas novas tecnologias: a integração dos espaços mundiais de comunicação, via satélites e fibras óticas, e a capacidade de tratamento instantâneo de informação em gigantescas quantidades com a informática, levaram a um grande avanço, em termos de globalização, de um setor cuja matéria prima – a informação – é particularmente fluida, e que dispõe de amplos recursos para financiar os equipamentos mais modernos.

É neste contexto que devem ser vistas as primeiras e inseguras tentativas de se gerar instituições mundiais: a Conferência de Copenhague, em março de 1995, reune pela primeira vez todos os países para avaliar os desequilibrios sociais do planeta; Tobin, prêmio nobel de economia, propõe um imposto mundial sobre especulação financeira para financiar o desenvolvimento dos pobres; as Nações Unidas elaboram uma maquete de governo mundial a partir das estruturas da ONU e do Banco Mundial; o FMI trabalha sobre propostas de uma nova “arquitetura financeira internacional”; o próprio Banco Mundial, agora realmente preocupado, denuncia a “fratura social” mundial. Mas ainda estamos longe da necessária criação de instituições e sistemas permanentes de compensação e reequilibramento internacionais: as iniciativas existentes mostram apenas que a consciência do caráter explosivo da situação está crescendo.

Trata-se de atividades econômicas fortemente articuladas com o sistema formal de produção. E envolvem atividades tão diversificadas como o comércio de armas, a agricultura destinada à fabricação de entorpecentes, os desmatamentos ilegais que devastam grandes regiões no mundo, a sobrepesca em áreas fragilizadas, os loteamentos ilegais de especuladores imobiliários que jogam populações miseráveis em áreas de mananciais, o comércio internacional de prostitutas infantís, o tráfico de órgãos humanos para transplante e assim por diante.

O mais importante, talvez, no conjunto deste processo de deslocamento do poder, é que com a concentração de forças nas mãos das empresas transnacionais e com a ampliação das suas atividades de pedágio sobre as atividades produtivas e de serviços, as decisões econômicas se distanciaram radicalmente dos espaços comunitários, do consumidor, da população em geral. À grande empresa de pesca industrial pouco interessa saber se o impacto das suas atividades está reduzindo globalmente a sustentabilidade da pesca permanente e tradicional no Canadá ou nas costas africanas, envolvendo tragédias humanas de grande escala. Às estruturas globais de especulação financeira pouco interessa saber que poupanças estão sendo drenadas de países pobres para países ricos. A população simplesmente não encontra as estruturas políticas de regulação correspondentes a estas atividades. O distanciamento dos centros de decisão se tornou demasiado grande para que consumidores ou pequenos produtores possam influenciá-los. Por outro lado, a fragilização das estruturas políticas do Estado-nação, sem que tivessem surgido ainda sistemas de regulação planetária, não permite que haja políticas económicas correspondentes.

In A Reprodução Social. Ladislau Dowbor

Tróia à vista!


E os petroleiros do paganismo democrático navegam… incipientes mas contentes… na paz que o petróleo chama.

Mais uma Somália. Porque, cada general fará da sua zona um castelo. E como são muitos, muitos castelos.

As guerras são todas iguais. Os contendores têm razão. O lado que ganha assume que a sua luta era a correcta, a da razão. O perdedor é sempre o execrável.

Foram julgados e condenados por não pertencerem à equipa petrolífera e diamantífera.

Quer queiramos quer não, participamos da guerra de Tróia. Tudo o que até agora se passou, desses tempos, são imitações que teimamos nelas persistir. Quem não conhecer a guerra de Tróia, fatalmente, sem se dar conta, terminará nessa tragédia. Este é o destino, o nosso destino. Primeiro o Estado Novo, depois a Revolução dos Cravos, a descolonização exemplar, a opressão da libertação… e a miséria agenda-se. Não há libertadores, descolonizadores. Há renovação de opressores.

Neste reino Petrolífero, algures no Golfo da Guiné, o cidadão honesto que goste de trabalhar, tenha ideias para o bem da comunidade, que revele sabedoria, é acusado de antipatriota, e sumariamente julgado, executado com a pena de reclusão.

Chegaram duas matinais. Vou para a janela atraída pelo barulho da chuva. Mas que grande chuvada. É tão imponente que a rua parece um rio.

Faz-me lembrar a minha epopeia, o meu reino, que ainda vive na eternidade do passado, confunde-se ou convive com o presente, à procura do seu futuro. Posso afirmar que tenta sobreviver das ruínas arqueológicas. Vivemos perdidos no tempo presente, misturados, baralhados no passado e no futuro.
Gil Gonçalves

Angola e a Mudança


Não sentem... cheira a petróleo!!!
Vim ao mundo neste reino Petrolífero, um quilombo algures no Golfo da Guiné
De noite à socapa arrancava nos jardins, os jasmins que papá implantava
Aí, nomeou-me Jasmim da Noite

Sou simples, humilde como uma gazela mimosa
Convivo com o cinismo e a hipocrisia que ultrapassam o Monte Kilimanjaro
Não sei se é um reino, uma república, ou um principado. Também ninguém sabe
O que é, ou o que vai ser
Actualmente é uma ilha cercada de fortificações por todos os lados
Tem petróleo, diamantes, uma rádio, uma televisão, e um jornal
A aspereza da nobreza é vitalícia

Adaptei um Katha Upanixade à minha realidade:
Difícil é andar sob o aguçado fio, gume de uma catana
Dum lado fome, do outro miséria
Por cima estado de sítio, por baixo repressão
Atrás polícia, de frente prisão
É árduo, dizem os tiranos, é o caminho da desolação

Lá vou outra vez para o pau, apanhar tautau.
Gil Gonçalves

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O Carro e o Condutor


É um carro com condutor com experiência mas sem inteligência. Carro e condutor viciados em maratonas, maratonados.

Não interessa ter experiência para conduzir um carro corrupto e incompetente. Conduzir um carro é fácil, basta ser honesto. O carro do poder actual está enfeitiçado. Caducou por falta de manutenção. Não se pode conduzir o mesmo carro durante mais de trinta anos. O condutor e o carro precisam de reforma. Mas, o aspecto principal nas revisões oficinais periódicas é o cansaço, a velhice e a repetição que levam à estagnação.

O motor do carro e do condutor têm que ser substituídos. Não funcionam por falta de peças de reposição, já não se fabricam, o modelo foi descontinuado, obsoleto, por falta de eleição.

O carro e o condutor têm que ser alternados, eleitos por outros da oposição, que os há geniais, não são generais. O carro e o condutor do poder, se não saírem, se não houver mudança, implodirão. Um modelo jovem, com ideias vigorosas e anti corrupção o substituirá.

Os sistemas de alarme do carro e do condutor estão podres por anos e anos de maus trabalhos, de horrendas irresponsabilidades e vis manutenções. O carro e o condutor do poder têm os dias contados. Estão com Sida. O lugar deles é no cemitério dos carros.

Substituir é preciso!

Gil Gonçalves

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Martírio das Focas-bebés (Fim) The Martyrdom of the Seals babys (End)




Esta civilização já não sabe o que é um homem, o que é humanismo. Esta civilização produz monstros.
Os homens que maltratam, matam animais por puro deleite, por precaução devem ficar enjaulados.
Gil Gonçalves

Têm de nos ajudar !
Não devia ser assim!
Ajudem-nos! Não conseguiremos sem vocês!
Eu sei que é difícil de acreditar nestas fotos ! Mas precisamos mesmo de vocês!Eles não têm o direito de as matar! Eles não decidem quem vive e quem morre !
Podes ignorar estas fotos!... Mas eles vão continuar a matá-las!
Por favor! Ajudem! S.O.S. !

Não lhes vires as costas!

PODEM AJUDAR-NOS A IMPEDIR DE MATAREM ESTAS FOCAS INOCENTES!
Se vocês não ajudarem, vão ver mais fotos destas!
Acreditamos em vocês!

This civilization no longer he/she knows what is a man, what is humanism. This civilization produces monsters.
The men that mistreat, kill animals for pure delight, for precaution they should be caged.
Gil Gonçalves

The Martyrdom of the Seal-bebés (End) The Martyrdom of the Seals babys (End)
They have to help us!
It should not be like this!
Help us! We won't get without you!
I know that it is difficult to believe in these pictures! But we did need you!
They are not entitled of killing! They don't decide who lives and who dies!

You can ignore these pictures!... But they will continue to kill them!
Please! Help! S.O.S.!

You come not them the backs!

THEY CAN HELP US TO IMPEDE OF THEY KILL THESE INNOCENT SEALS!

If you don't help, they will see more pictures of these!
We believed in you!

O Martírio das Focas-bebés (III) The Martyrdom of the Seals babys

















Se me dessem a escolher entre um homem e uma foca bebé, escolheria a foca bebé.
Não vivemos na Terra, vivemos no inferno.
Gil Gonçalves

Chama-se a isto um desporto?
Porquê ?

If they gave me to choose between a man and a seal baby, would choose the seal baby.
We didn't live in the Earth, we lived at the hell.
Gil Gonçalves

Is it called this a sport?
Reason?

O Martírio das Focas-bebés (II) The Martyrdom of the Seals babys
















Os malditos vão avançando até atingirem o cume do poder. Então será finalmente a civilização da barbárie.
Gil Gonçalves

Na Noruega e Canadá há um novo «desporto» em que se matam as pequenas focas. Ajudem!

The damned ones are going moving forward until they reach the summit of the power. Then it will be finally the civilization of the barbarism.
Gil Gonçalves

In Norway and Canada there is a new "sport" in that you/they kill themselves the small seals. Help!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O Martírio das Focas bebés (I). The Martyrdom of the Seals babys





















O Martírio das Focas bebés (I). The Martyrdom of the Seals babys
Email para aqui deportado, bem documentado que reproduzimos.

Pessoalmente não sei mais que pensar. Mas cada vez me convenço mais que o demónio existe. Ele está aqui bem juntinho a nós a cada instante. É o ser humano… o maldito demónio!

Milhares de focas morrem devido a este estúpido desporto, que surgiu há algum tempo no Canadá...Precisamos de 500 assinaturas. Ajuda-nos!

O novo «desporto» do Canadá, matar focas
HELP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Email for here deported, well documented that we reproduced.

Personally I don't know more than to think. But every time I convince myself more than the demónio exists. He is here well juntinho to us to each instant. He/she is the human being… the damned demónio!

Thousands of seals die due to this stupid sport, that appeared there is some time in Canada...
We needed 500 signatures. He/she helps us!

The new "sport" of Canada, to kill seals
HELP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Réquiem da Fome


Na era da globalização
O mundo é das multinacionais
Milhões de trabalhadores
Para elas trabalham
O salário é pago
Com a fome

Como pregadores universais
Corrompem os governos
Extraem tudo o que existe
Depois dizem que não
Apoiam governos corruptos
Não castigam os governos
Castigam as populações
Com a fome

Continuam a extrair o petróleo
E os diamantes
Dizem que não existe democracia
Enquanto esperam que tal aconteça
Vão saqueando o peixe do mar

Vamos vivendo das suas ameaças
Somos corruptos, mal governados
Não temos eleições, nem democracia

Enquanto isso acontecer
Vamos sendo exterminados
Pelas multinacionais
A ajuda que nos dão
Pelo pagamento do nosso trabalho
É a eterna fome

Modernos nazis exterminam
Á fome
Os modernos campos de concentração
Na África Negra

Gil Gonçalves

Mistérios da Medicina. Vírus das Abelhas


Desaparecimento misterioso de abelhas está ligado a vírus raro

22 de Fevereiro de 2008 às 22h 00m · Maira · Arquivado sob Geral

Pesquisadores conseguem isolar o possível causador do “despovoamento em massa de colméias”, mas dizem que outros fatores ainda estão no páreo

JR Minkel

A doença misteriosa que vem atormentando os apicultores americanos desde 2006 vem de um vírus de abelhas, que aparentemente se espalhou pelos Estados Unidos, vindo da Austrália há três anos, de acordo com um novo estudo que aponta o primeiro avanço no confuso caso do desaparecimento de abelhas.

Os pesquisadores fizeram uma comparação genética sofisticada de colméias saudáveis e contaminadas nos Estados Unidos, que revelou a presença do vírus israelense de paralisia aguda (IAPV, em inglês), obscuro porém letal, em quase todas as criações de abelhas afetadas pelo “transtorno do despovoamento em massa de colméias” – CCD, em inglês –, mas em apenas uma colônia saudável analisada.

“Não provamos ainda que essa é a causa. O vírus é um candidato a desencadeador do CCD”, explica W. Ian Lipkin, diretor do centro para estudo de infecção e imunologia na Mailman School of Public Health, da Columbia University, e um dos principais autores do estudo.

O transtorno também pode ser resultado de uma combinação de má alimentação, pesticidas e outros fatores, incluindo infecção, de acordo com Lipkin e sua equipe. Eles disseram ainda que são necessários testes mais longos para determinar se o IAPV consegue desencadear o CCD sozinho ou se conta com outros agentes, ou mesmo se certas combinações de fatores de estresse tornam as colméias vulneráveis ao vírus.

Virologistas israelenses descobriram o IAPV três anos atrás, após pesquisar casos sem explicação de montes de abelhas mortas em frente às colméias. O novo estudo encontrou o vírus em amostras de abelhas australianas, importadas pelos Estados Unidos pela primeira vez há três anos.

Se o IAPV for o principal fator desencadeador, dizem os pesquisadores, abelhas do mundo inteiro poderiam ser cruzadas com indivíduos resistentes ao vírus, talvez salvando assim o polinizador mais economicamente importante dos Estados Unidos.

Estima-se que as abelhas façam uma polinização avaliada em US$15 bilhões por ano, “operando” no limite. Metade das cerca de 2,5 milhões de colméias no país é necessária para polinizar plantações de amêndoas.

No final do ano passado, relatórios revelaram que abelhas adultas estavam abandonando misteriosamente as colônias comerciais, deixando para trás colméias-fantasma cheias de mel, larvas e rainhas sozinhas. O transtorno acabou com uma média de 45% das abelhas entre as colônias comerciais, que representam 23% do total, no último inverno nos Estados Unidos.

Pesquisadores e os amantes das teorias da conspiração já ofereceram uma série de explicações potenciais, de ácaros ectoparasitas e pesticidas químicos à radiação de telefones celulares que fariam as abelhas desviarem de seu caminho.

Os entomólogos Diana Cox-Foster, da Pennsylvania State University, e Jeffery Pettis, do Laboratório de Pesquisas de Abelhas do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, criaram o grupo de trabalho para CCD, para tentar desvendar o mistério.

Uma linha-chave de evidências sugeria que a infecção tem um papel fundamental: o grupo descobriu que poderia recuperar colméias com CCD vazias ao enchê-las novamente com abelhas saudáveis, mas somente se irradiassem as colméias com raios gama primeiro – o raio gama destrói DNA.

Com base nessa evidência, Cox-Foster e Pettis convenceram Lipkin, que liderou a descoberta do vírus do Nilo Ocidental, a aceitar participar do estudo, usando tecnologia especializada, fabricada pela firma de seqüenciamento de genoma 454 Life Sciences, em Branford, Connecticut.

O trio e seus colegas misturaram o RNA – a substância química que codifica os genes ativos – de quatro colônias comerciais geograficamente separadas, mas contaminadas pelo CCD, e então compararam a mistura com o RNA combinado de abelhas aparentemente saudáveis do Havaí e da Pensilvânia. Eles também examinaram abelhas aparentemente saudáveis da Austrália e geléia real – que as rainhas usam para alimentar suas operárias jovens – importada da China.

Em suma, as abelhas com CCD portavam mais tipos de microorganismos nocivos que as abelhas saudáveis, como relatam os pesquisadores na edição online da revista “Science”. Para identificar culpados potenciais, eles analisaram as colméias individualmente.

O IAPV apareceu em até 25 de 30 colônias contaminadas, mas em apenas uma saudável nos Estados Unidos. Por outro lado, todas as colméias com CCD continham um vírus aparentado, chamado KBV, e o parasita unicelular Nosema ceranae, que um estudo anterior havia relacionado ao CCD –, mas ambos os organismos estavam presentes em cerca de 80% das colméias saudáveis também.

“O estudo é um modelo de investigação cuidadosa”, elogia o entomólogo Gene Robinson, diretor do centro de pesquisa em abelhas Urbana-Champaign, da University of Illinois, que não está envolvido no estudo. O IAPV parece ser a causa ou um indicador da doença, ele diz. “De qualquer forma, essa é grande novidade na história do CCD. Então, é muito animadora e encorajadora”.

A grande sacada, de acordo com Lipkin, seria infectar abelhas saudáveis ou sob estresse com o IAPV, e ver se elas são infectadas pelo CCD. Os pesquisadores planejam realizar esses testes, mas isolar o vírus é uma tarefa desafiadora, ele completa.

Uma amostragem mais ampla de colônias saudáveis e contaminadas do mundo inteiro também ajudaria a delimitar as causas possíveis, diz Robinson.

Lipkin e sua equipe descobriram que abelhas australianas aparentemente saudáveis estavam infectadas com o vírus, e ressaltam que todas as colméias com CCD que examinaram incluíam abelhas australianas, ou conviveram com elas por algum tempo. Apicultores da Austrália relataram uma “doença do desaparecimento”, mas não na escala do CCD, disse Pettis.

Um fator diferencial, ele diz, poderia ser o ácaro ectoparasita, que suprime os sistemas imunológicos da abelha e diminuiu a população desse inseto em 30% nos Estados Unidos nos últimos 25 anos, mas não é encontrado na Austrália. “Sabemos que é um dos principais fatores de estresse, mas ainda acredito que vários fatores estão envolvidos no CCD e precisamos testá-los de maneira mais rigorosa.”

Se o IAPV estiver realmente causando o CCD, há esperança para interromper sua disseminação. Cerca de 30% das abelhas que Sela estudou possuem pedaços incorporados do genoma do IAPV em seus cromossomos, e são resistentes ao vírus. Outras abelhas poderiam ser cruzadas para carregar esses fragmentos e presumivelmente sobreviver à infecção também, ele diz.

No entanto, ele alerta que o IAPV poderia estar causando, teoricamente, o CCD ao inserir seu material genético em genes de abelhas para feromônios ou outras moléculas que coordenam o comportamento da colméia e, portanto, rompendo esses genes, uma possibilidade que ele e o grupo de trabalho do CCD planejam testar.

Até que os pesquisadores tenham revelado o mistério do CCD, Cox-Foster aconselha os apicultores a manter suas abelhas bem alimentadas e livres de ácaros.

Scientific American Brasil
http://www2.uol.com.br/sciam/

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1 Comentário »
José Carlos Barboza disse,

6 de Junho de 2008 @ 14h 35m

Se faz necessário um aprofundamento nas pesquisas para detectar com a devida urgência o que está causando o desaparecimento de nossas abelhas. Não podemos deixar para a última hora, pois a coisa pode tornar-se uma calamidade mundial. Sem polinização não haverá propagação de uma infinidade de espécies, principalmente alimentícias e assim a fome mundial vai terminar aniquilando também a espécie humana. Nossos governantes falam tanto em acabar com a fome no mundo… podem começar por investir nas pesquisas para que possamos identificar a causa do sumiço de nossas principais multiplicadoras de alimentos.
http://blog.controversia.com.br/2008/02/22/desaparecimento-misterioso-de-abelhas-esta-ligado-a-virus-raro/

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Na democracia incipiente até os cães são hipócritas


Esta civilização está muito desenvolvida, dizem. Mas não perdemos os hábitos da idade da pedra.
A religião e a ditadura são as algemas da mente.
Os ditadores não deixam os democratas descansar.
Gritos da morte na noite escura. Mais um esfomeado que disse adeus à ditadura.

Preciso de uma chave para abrir as sete chaves da fechadura desta ditadura.
Na democracia incipiente até os cães são hipócritas.
Nas sociedades modernas as prisões estão sempre com a lotação esgotada.
As esquinas da política enchem-se de aventureiros.
Vivemos sempre no receio, que a prisão da noite nos bata à porta.
Estamos sempre a reviver os momentos do Conde de Monte Cristo.
O melhor partido político é a fome, e esta é a melhor conselheira.
Os abutres estão no poder, mas o albatroz vigia-os.
As colunas militares avançam na madrugada. Vão enviar balas aos esfomeados.

A fome é proporcional aos discursos dos políticos.
Se mais petróleo houvera, lá chegara.
Sempre mais adiante há um fosso, mais um poço de petróleo.
Até o surdo ouve o murmurar das promessas de liberdade.
As estruturas do poder estão ferrugentas, cairão por falta de manutenção.
A maldade é a bíblia dos ditadores.
Para sentir o vento da liberdade basta uma janela aberta.
Somos como aves engaioladas na ditadura.

Até o surdo faminto consegue ouvir o barulho da fome.
Os incompetentes eternizam-se no poder, mas não são eternos.
As ondas do mar repousam na areia, os ditadores dormem nas areias movediças.

A noite termina, a manhã começa, o dia do poder não acaba.
A luz dos faróis cega-nos, roubaram as lâmpadas.
As contas bancárias secretas são para alguns. O banco dos esfomeados tem muitos depósitos a prazo.
Receio que me amarrem o pensamento.
Muitos generais pouca democracia.
As seitas religiosas dão-nos o alimento caído do céu, as grandes corporações tiram-nos o petróleo.
Camaradas! Do alto deste palácio milhões de esfomeados nos contemplam.
Ainda estou na prisão como o Conde de Monte Cristo mas, de lá sairei.
Gil Gonçalves

domingo, 10 de agosto de 2008

Os animais pensam que o homem é irracional


A nau perseguia o destino Atlântico, o mar que ensinou os homens a navegar. Depois melhoraram as embarcações e reembarcaram, descobriram-se com outras gentes. Parecia inacreditável, mas existiam outros povos primaveris que pisavam rodeadas riquezas incomensuráveis.

Com olhos cobiçados e cabeças tontas vergavam-se os exploradores perante tantas montanhas de ouro inexploradas. Eldorados, ilhas encantadas, misteriosas cidades do ouro, esmeraldas, diamantes, prata, petróleo, urânio. E matavam-se, rematavam-se e matavam. Riquezas humanas, povos… civilizações espadeiradas, tiroteadas, apenas porque os seus deuses eram árvores, rios e terra. Eram-lhes superiores porque amavam a Natureza. Agora os neo-exploradores esfolam-se e esfolam. Destros superficiais boçais.

Reanimei-me, e reaprendi a amar, a desenvolver o amor do meu Deus implantado na árvore iluminada de esmeraldas, riqueza verde insubstituível.
Louvei as minhas inclinações a Anfitrite, Oceano e Mentor pelo agrado do improvisado sushi. E voltámos aos nossos sons, como se o mar entendesse, participasse mudo e quedo.
- Mentor, meu amigo… não vou nos futebóis das bolas brancas, nem nas políticas dos políticos melífluos.
- O autor dos FFF é prezado… o ser humano necessita da prova de fogo constante. Como os grandes hipnotizadores de multidões, que nos conduzem à solução final.
- Os cães são livres, nós não.
- Não entendo?!
- Eles podem ladrar, perdemos esse direito.
- Por isso existem canis.
- O que é uma discriminação.
- Sim. Não há diferença entre os homens e os cães.
- Há uma. Comem a mesma comida.
- Então os criminosos deviam estar nos canis, e os cães na prisão dos homens.
- É tempo de acabar com essa injustiça.
- O homem não é um animal.
- Por certo, os animais pensam que o homem é irracional.
Gil Gonçalves

Tchizé dos Santos. O roubo de terrenos.


Tal como anunciámos, esta é uma burla denunciada por Tchizé dos Santos, só pode ser.
A polícia que comece já a investigar na Teixeira Duarte SA e no banco Millennium.

Email aqui recebido, denuncia que o banco Millennium ocupou metade das traseiras do prédio nº 109 da rua Rei Katyavala em Luanda, para construir mais uma filial. A Teixeira Duarte SA é a executora da obra. As traseiras do prédio são condomínios que pertencem aos moradores. Como é que o banco Millennium e a Teixeira Duarte SA conseguiram ilegalmente roubar a parcela de terreno? Com tanto à vontade só pode ser alguém habitualmente ligado aos serviços da Presidência da República. Ou foi alguém do Governo da Província de Luanda que agora está a passar férias no Algarve?
Gil Gonçalves

Tchizé dos Santos é filha do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos.

Tchizé dos Santos alerta para burla na ocupação de terrenos – AngoNotícias

Luanda – Esta afirmação consta num brevíssimo comunicado, "postado" no jornal electrónico AngoNotícias e que dado a gravidade do assunto repassamos na íntegra:

Em comunicado enviado ao canal AngoNotícias, a empresária Welwítschia José dos Santos (Tchizé dos Santos) alerta para a tentativa de burla na ocupação de terrenos em seu nome. "Tomei conhecimento que existem cidadãos a levarem a cabo tentativas de ocupação de terrenos ou residências fazendo-se passar por meus representantes ou procuradores.

Declaro para os devidos efeitos que não pretendo ocupar nenhum terreno ou imóvel ilegalmente, nem nunca o faria. Também não mandatei ninguém para negociar nenhum terreno ou imóvel junto a nenhum cidadão. As pessoas que se fazem passar por meus representantes com este fim são pessoas de má fé, pelo que apelo às pessoas lesadas que os denunciem às autoridades competentes (polícia)".

Fonte: AngoNotícias
http://club-k-angola.com/index.php?option=com_content&task=view&id=741&Itemid=12

sábado, 9 de agosto de 2008

Humor, milagre


Pare, Escute e Olhe




Pare, Escute e Olhe!
Uma democracia pode esconder outra mais sinistra.

Chama-se desenvolvimento económico quando serve alguns especuladores imobiliários e financeiros. Desenvolvimento social quando serve esfomeados.

Não ouvem, não sentem, o borbulhar da democracia a afogar-se?!

Ser-se democrata implica defender as ditaduras para sobreviver, demonstrar democracia interna infalível, enquanto nas ditaduras petroliferas a fome alastra, e as democracias empresariais, coloniais, aviltam-nos com o desempenho económico: «Um crescimento económico jamais visto, um país no rumo certo, único no mundo. O PIB, Produto interno Bruto, cresceu de 2002 a 2007 de 1500 para 3.500 dólares. Imparável… este crescimento insustentável».

Muitos bancos muita concorrência feroz. Muitos crimes muita miséria, muita injustiça. Muitos bancos a atolarem-se na desumana viscosidade petrolífera. Conluiados com as companhias petrolíferas e diamantíferas, são como as serpentes venenosas. Mordem, matam!

Parar esta fantochada de democracia é preciso: democracia com companhias petrolíferas?! É no mínimo uma democracia derrocada, anedótica.

Entretanto, silenciosamente pratica-se o novo mapa da Conferência de Berlim. A nova ou a mesma divisão de África em condomínios. Onde bancos e banqueiros sem escrúpulos espoliam terras aos camponeses e roubam descaradamente, colonialmente, terrenos nas traseiras dos prédios para implantarem instrumentos de corrupção e de lavagem de dinheiro. Com um à-vontade que identifica facilmente que se tratam de quadrilhas internacionais no seu modus operandi.
Nas traseiras dos prédios atentam contra a segurança nacional. Com tanta monstruosidade praticada parece não se darem conta, é inevitável, que uma nova versão Tutsis e Hutus brevemente ressuscitará.

A China é o grande produtor e exportador de poluição mundial, e parceiro estratégico das democracias (?) e ditaduras.
O boom chinês alarga-se, espalha-se. Nas ruas de Luanda, chineses competem com zungueiras na venda de pastas de dentes e sapatos. Angola importa zungueiros chineses.

Este é o tempo da democracia mais hipócrita de toda a Histórisa Universal.
Gil Gonçalves

07.08.2008 - 13h20 - Anónimo, Lx
E o Irão é que é o inimigo... A China possui 1500 campos de concentração onde os dissidentes políticos trabalham a troco de rigorosamente NADA! Chamam-se laogai. Os lucros das empresas associadas a esses campos, como faziam os nazis, correspondem praticamente à totalidade do orçamento militar. Vivam os Jogos Olímpicos! Viva a China! Vivam os Direitos Humanos!...

07.08.2008 - 13h00 - Helder Verissimo, Porto
A China mais não fez do que o amigo americano, seja qualquer polícia de fronteira ( e não só) nos EUA quem não goste da cara do visitante, manda-o de volta e sem apelo! Se desconheciam este facto, informem-se melhor (Patriot Act).

07.08.2008 - 11h39 - Anónimo, lx
A China é uma ditadura dizem os campeões da democracia do mundo Ocidental, mas estes não deixam de fazer grandes negócios com os ditadores da China e levar para lá os Jogos Olímpicos que supostamente deviam de ser uns jogos de paz e amizade entre os povos. A China é um Estado em que existe a pena de morte e onde os condenados são apresentados num Estádio e depois são executados com um tiro na nuca. Numa sociedade comunista devia de haver o máximo de liberdade e um mínimo de arbitrariedades contra o próprio povo, mas o "comunismo" na China parece-se mais com fascismo de cor vermelha. Os dirigentes do Partido são donos e senhores do país são uns priviligiados com benesses e são os detentores dos cargos mais representativos do país. A economia está na mão dos grandes capitalistas do Ocidente que investiram na China por causa da sua mão-de-obra-barata e os membros do partido também são donos de interesses privados e a exploração é tal e qual o que se passa no Ocidente. A liberdade de expressão é coisa que nem existe, as manifestações são reprimidas pela polícia e quase não existem. Quem não se lembra da repressão militar sobre os manifestantes pró-liberdade da Praça Tien-na-Mem mortos e presos.

07.08.2008 - 10h21 - Humbert, Alenquer
Até os ditadores querem a democracia para poderem viver no mundo de hoje. Ao contrário do que vai passando pelas decisões da União Europeia de abandono dos povos pobres aos seus ditadores. Veja-se a Cimeira Europa-África, os próprios ditadores querem converter-se à liberdade da democracia......... a China está a levar o seu (mau) exemplo a ser lei nas decisões políticas da União Europeia

In China deportou activistas pro-Tibete que se manifestaram perto do Estádio Olímpico
http://ultimahora.publico.pt/



02.07.2008 - 20h29 - Guilherme, Coimbra
Que responsabilidade?? A de emitirem dinheiro ao ritmo de 10% ao ano?? Isso é irresponsabilidade e roubo!! É evidente que a inflação têm de disparar pelo menos para os 10%. Isto já não vai parar. É uma bola de neve na qual todos vamos envolvidos. E não se iludam os sectores mais protegidos actualmente. A hora de pagar vai chegar a todos. A China globalizou-nos. Ponto final. Enquanto houverem 1000 milhões de chineses dispostos a trabalhar por 100 euros/semana de 60 horas isto não pára. É só ver a quantidade de bancos que abriram na China no último ano. Ao ritmo desenfreado que vão, os que lá conseguem investir vão ter lucros que cobrem os "prejuízos" na UE. "Prejuízos" porque nem sequer são prejuízos dado as taxas de juro que vão ser praticadas. Até que isto rebente.

In Jean-Claude Trichet diz que bancos centrais têm de ser determinados
Presidente do Banco Central Europeu admite risco de explosão da inflação
http://ultimahora.publico.pt/

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ulisses confunde-se com o mar


Trata-se, no sentido técnico do termo, de um sistema mafioso, onde a solidariedade e a co-responsabilidade entre corruptos e corruptores geram redes de poder que se articulam por entre as hierarquias do legislativo, executivo e judiciário, desarticulando qualquer capacidade formal de governo. Cidades, Estados e amplos segmentos da União são geridos através de sólidas articulações de empreiteiras, políticos corruptos, especuladores imobiliários e meios de comunicação de apoio, além de um judiciário escandalosamente conivente.

A rede de solidariedade nas atividades ilegais gera naturalmente um comportamento corporativo e assegura o silêncio. É importante lembrar que é praticamente inevitável, em qualquer sociedade, a existência do banditismo político ocasional, com peso marginal no conjunto. Este tipo de atividade termina por ser detectado e denunciado, na medida em que envolve minorias que prejudicam o conjunto dos profissionais de uma instituição. Quando a corrupção se torna sistêmica, são as minorias profissionais que se vêm cooptadas ou expelidas pela máfia. Como esperar que os vereadores da cidade de São Paulo, por exemplo, julguem atividades criminosas dos seus membros quando a maioria é criminosa?
In O Mosaico partido.
Ladislau Dowbor


Regressei ao mar, desperta por onda dimensional que balançou a embarcação. Segurei-me bem. Os marinheiros nem por isso, nas calmas, insensíveis às ondas. Sensíveis falantes, não se cansam. O Ulisses bordeja:
- O dinheiro sujo civiliza-nos. É o dono do mundo, patrão da hodierna civilização. Antes arrasaram, mataram, dizimaram, escravizaram os antepassados. Até que finde… quando não sobrar nada….
Antes que me esquecesse, intrometi uma deixa:
- Quando chegar à Ibéria, depois parto para Armórica… tenho lá uma prima. Finalmente… regresso à civilização… da comida.
… apenas vestígios. Dantes as pessoas revoltavam-se, agora não. Estão cansadas, submissas, frustradas. Os intelectuais desapareceram… apareceram muitos pseudo-intelectuais que dirigem as sociedades. É fantástico ver como toda a gente os segue. Lembram Júlio César a subjugar os Celtas.

O Mentor está à pesca. Atira o anzol sem isca, recolhe-o, volta a atirá-lo. Que paciência de Job. Anzol sem isca… deve ser pesca de malucos. Oh, afinal bate bem. Pescou um bem grande. Ufana-se:
- É uma dourada! Vou fazer sushi.

Ulisses tranquilo confunde-se com o mar. Talvez porque Penélope esvoace, abrace e lhe dê doce calmaria. Conversa vai, conversa vem.
- Onde cheira a negócio, de imediato aparecem os homens.

Mentor afadiga-se no corte de fatias finíssimas, tenrinhas, fresquinhas, do esquartejado teleóstio. Dá apito de manobra:
- É futebol… se falta entrosamento, concentração e força anímica, perde-se a batalha.
- Não, não pode ser. Não foi Deus que criou o Homem, que aberração, que imperfeição, que monstruosidade. Estamos dominados, governados pelo demónio, há mais de dois mil anos. Esta é a verdade! O fundador… os fundadores, os seguidores da Igreja, são… Satanás. Ele está aqui, sente-se, move-se, domina-nos. Eis porque o mundo está no fim, no caos. Satanás está em todo o lado, ninguém lhe consegue escapar. Estamos amarrados, vivemos os últimos dias da maldade. Satanás triunfou!
Gil Gonçalves

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

TERROR. A Sereia da Barra do Rio Kwanza


O namorador adulterou-se com mais uma. Brilhou o popó, e abrilhantou-a numa serenata passeata. Dançaram, festejaram, farrearam, reviveram o paganismo. Concordaram-se no término do descaminho nocturno na barra do rio Kwanza, na kanvuanza.

Encaminhavam-se bem, às mil e uma apalpadelas. Cupido desarmou-se, esgotou as setas. Estavam já no momento oportuno das vias de facto quando ouvem forte restolhar. Alarmam-se, suspendem a emissão e a recepção. O namoradeiro vasculha a área, e o que vê deixa-o gélido.

Treme-treme como um castelo assombrado. O instinto de conservação liga a ignição. De pé na tábua faz-se de disco voador, pára e não repara onde está. Deve ter voado uns cem quilómetros distanciado. Suores frios inundam-lhe o rosto e as costas. A namoradeira desperta-o com o resto do frio da noite. Ele justifica-lhe porque retirou tão abruptamente o pénis da sua quentinha.
- Meu bombom, temos que avisar os outros para não virem aqui… era uma sereia.
Gil Gonçalves

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O regresso do colonialismo. Banco Millennium


A jovem senhora branca do banco Millennium, engenheira financeira recém-chegada de Portugal, veio das serras mais uma aldrabona, e não contente em roubar o terreno das traseiras do prédio, ainda ameaça: «esse tubo de água está aí a fazer o quê? O rés-do-chão do prédio é nosso, vou-lhes cortar a água. Depois vamos ver isso!». Eis aqui a origem tumultuosa, anti- colonialista da luta de libertação. É José Sócrates com o melhor da sua cooperação em Luanda… semeador de tumultos e de revoluções.

Angola tem apenas tês classes sociais. Especuladores imobiliários, especuladores financeiros e os petrofamintos. O banco Millennium claro, está nas duas classes principais: especuladores imobiliários e financeiros.

Email aqui recebido, denuncia que o banco Millennium ocupou metade das traseiras do prédio nº 109 da rua Rei Katyavala em Luanda, para construir mais uma filial. A Teixeira Duarte SA é a executora da obra. As traseiras do prédio são condomínios que pertencem aos moradores. Como é que o banco Millennium e a Teixeira Duarte SA conseguiram ilegalmente roubar a parcela de terreno? Com tanto à vontade só pode ser alguém habitualmente ligado aos serviços da Presidência da República. Ou foi alguém do Governo da Província de Luanda que agora está a passar férias no Algarve?

Já temos bancos estrangeiros a mais, já temos empresas estrangeiras a mais. Todos a fazerem os mesmos serviços. Como sobrevivem? Da especulação imobiliária. Do roubo dos terrenos aos camponeses. E falsa facturação assim estilada: «dez computadores, dez impressoras?! Não!.. põe na factura cinquenta computadores e cem impressoras»

São actividades que promovem os tumultos dos luandenses. Depois… os negros só fazem confusão… não dá para viver com eles… só sabem é roubar…
Quem coloniza angolanos, lhes rouba as terras, fatalmente se expõe à violência, ao roubo e ao chauvinismo. Isto chama-se SOBREVIVER ao colonialismo.

A jovem senhora branca recém-chegada de Portugal, engenheira financeira… mas são tantos e tantos portugueses que chegam… será uma invasão silenciosa? Resquícios, saudades do Império Colonial?

Não sei como conseguiram mas, o actual código genético português está uma merda! São poucos os que tem hábitos de leitura… logo é um povo geneticamente analfabeto adquirido. Mas ainda um povo de pedreiros, de trolhas, emigrantes escravos nos países da UE. E em Angola, fecundos de analfabetismo, vendem o que apenas têm: a arrogância do analfabeto colonialista.

E durante as eleições os empresários (?) portugueses juram que não abandonam Angola. Vão ficar!..
Se forem para Portugal lá não dá. Lá vive-se na miséria, Angola é que tá a dar! É que bate bem! Em Portugal não dá, lá faliram. Português perde todo o tempo a falar de futebol, também não sabe mais nada. Português já não gosta de trabalhar. Em Angola é fácil enriquecer, a ex/proclamada engorda do colono… os pretos são dóceis, atrasados, burros…

Entretanto o preço do petróleo baixa assustadoramente… vai parar nos cinquenta, setenta dólares o barril? Lá se vão os sonhos bancários, imobiliários, hipotecários.

Ai!.. Estes portugueses sempre com a psicopatia de descobrirem novos mundos, há muito descobertos.

Ó portugueses… Angola tem dono. O terreno que agora roubaram, mais dia, menos dia, regressará aos seus proprietários, aos seus legítimos donos abominavelmente espoliados.

Gil Gonçalves

Ruanda


O quisling do Ruanda uniu-nos
Quando abracei a minha querida amiga Tatiana Rusesabagina
Resta sempre a lembrança da Ocidental matança

Que as guerras dos Negros só a eles pertencem
Tem o direito ancestral adquirido de se matarem como bem entenderem
É a guerra deles, é entre eles. Que se matem, que óptimo!
Exterminarem-se! Quantos mais melhor porque incomodam muito

São desvios da civilização, convertidos à força, à forca do cristianismo
Como sempre os Brancos fugiram
Deixaram, abandonaram nas ruas feitas de pó
Que não se comoviam perante o necrotério
Cemitério ao ar livre, improvisados
Massacrados, esquartejados, assim ficaram os corpos, e os seus restos

Abandonados. Desprotegidos, entregues ao sol que no solo os requeimava
Decompunha-os. Parecia tudo tão irreal, como sementes lançadas à terra
Sem estar lavrada.

Agricultores loucos que plantam cadáveres
E aguardam que nasçam plantas para renovar, continuar a matar
Estimular o ódio para que sirva de pretexto ao genocídio
E depois apelidá-lo de Estados Bárbaros
Antes eram as cruzadas para libertar Jerusalém
Agora são para libertar Negros, e todos os dias há
Cruzadas negras, matanças de pagãos
Cadáveres espalhados, habituados porque perderam
A importância. Ganharam o desprezo da abundância

África Negra é um Ruanda diário
Os campeões da democracia são perenes na convivência
Conveniência, apoiam as ditaduras amigas
Que garantem a sua sobrevivência

É como a literatura militante, defende o passado
Obscurece o presente, elimina o futuro
Somos nómadas, passamos o destempero a fugir dos tiros
E das catanas
Somos alimento para chacais, hienas, e abutres

E os partidos políticos partem-se na mama, da dinheirama
Há muitos brilhos, mas os sonhos permanecem escuros, obscuros
Gil Gonçalves

Nobreza Petrolífera


O novo comboio passará. Será mais rápido que o outro que existiu. Levantaram-se muros de protecção. Os moradores para circularem têm que saltá-los, os funerais também. Crianças sem instinto de conservação, aproveitam o anoitecer, cagam no cimo dos muros. Os moradores trepam e sentem as mãos desagradáveis. Ficou oásis para bandidos. Os seguranças recebem extras, facturam nas pessoas.

A História não é coisa parada, é movimentada. Novas descobertas surgem. O que hoje é uma descoberta revolucionária, no outro dia já não o é. Quem se perde não convence.

Família há treze dias a viver ao relento. A nobreza Petrolífera rouba terrenos para construir palacetes, palácios, com a abundância das receitas do petróleo. O que está na berra, na moda, são os condomínios. Abertos dentro, no ocultismo por fora.
Os primitivos tinham cavernas, os actuais desalojados nem isso têm. Os mirones acercam-se na praxe subjectiva. Interrogam-se que talvez seja um circo de cavalinhos debandado.
- A rua é a nova casa?
- Os nobres Petrolíferos partiram-nos as casas, roubaram-nos as terras, e sempre assim sucessivamente.
- Vão se queixar nos direitos humanos.
- Não dá mano, esses quando falam, os nobres Petrolíferos ameaçam-nos. E que me adiantaria isso? Risadas e papeladas não despachadas.
- É lepra da nobreza Petrolífera contagiante! Exilem-se!
- Sim… vamos para o Índico, a ver se algum mercador de escravos nos compra.
Gil Gonçalves

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Futebol


Sinceramente não sei que interesses têm as nações, ganhos, em estupidificar as suas populações com super doses de futebol. Isto é a outra civilização, a da bola. Quantos, tantos campos de futebol, que deveriam ser transformados em bibliotecas de cultura. Jogos olímpicos do livro, da literatura, de quatro em quatro anos. Isso existia na Grécia mas… o Cristianismo colocou os seus cadeados, invocando que eram cerimónias pagãs. Os poetas foram proibidos de jogar as suas odisseias. Os Celtas com as suas tradições orais fintaram a Igreja, e depois escreveu-se o Santo Graal, o Rei Artur, Guinevere, Lancelot, Avalon... Sim! E Excalibur, a espada mágica que simboliza as forças da Natureza, o destino da Humanidade. Eis o paradoxo: nascer, para morrer. Ou melhor: nascer para destruir civilizações.

A miséria obriga a que por qualquer motivo se descaia, faleça, em qualquer local inesperado, sem direito a assistência médica e social. Os transeuntes, despregados de humanismo – mas, quem só pensa em dinheiro, tem tempo para estas coisas? Até lhe chamam de louco! – Cansados da viciosa morte gritam maquinalmente: Morreu! Morreu! – No tempo dos romanos era: viveu! Viveu! - A vítima jaz no chão indefinidamente abandonada. É a vida diária dos campos de concentração petrolíferos, algures no Golfo da Guiné.

Imagem: Novo Jornal. Luanda, Angola.
Gil Gonçalves

Cadáveres


O camião descontrola-se. Na amurada dois contentores desequilibram-se, passeiam borda fora, e descansam em doca seca, onde três viaturas recebem pena de morte sem apelo a tribunal arbitral. A populaça com a fome bem desperta agradece a Deus o saque do dia.
O dinheiro do petróleo é o Terror da Revolução Francesa. Muito dinheiro, muitos democratas, e muitos aventureiros para dar uma ajuda. Uma nação muito rica com muitos pobres, com poucos muito ricos.

A propaganda inconvicta passeia-se pelos bairros na retentiva ineficaz de explicitar aos confusos batedores eléctricos para não ligarem fios, porque causam muitos incêndios e carbonizações humanas. Muitos cabos eléctricos, incêndios garantidos. À noite, no torpor alcoólico desajeitado, acontece quem abasteça gerador com vela de cera acesa, e fica com a vela na mão. A democracia é como uma instalação eléctrica, deve ter bons disjuntores.

Um delinquente reincidente dos telemóveis não se cansava da prisão. A mãe conivente agraciava-o, pagava para lhe ver fora das grades. Mamãe cansou-se e não o desprendeu. Um tio desgradeou-o. Ele chegou em casa muito depreciado, e perguntou à mãe: «porque não me tiraste da prisão?» e deu-lhe um tiro de misericórdia.

Até nos cadáveres vulgares há cinismo, neste reino transportam-se como mercadoria vulgar.

Gil Gonçalves

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Amor eterno de mãe


Escapei de levar, quando vi roubar motorizadas à paulada. Evitei a feitiçaria das baratas em fila indiana, e o gato preto que miava sempre à meia-noite. Meninos e meninas queimados, torturados, acusados de feitiçaria, ou usados no assado ritual canibal. Agora, complicam-se por qualquer coisa, e se incendeiam, ou se disparam, se matam de flagelos importados. Como Trajano, o império Bush exportou a violência na reconquista do Iraque. Tal e qual como antes sucedeu, a retirada é inevitável, e a violência reexportada. O campo magnético desta escravidão é muito intenso. Viver na maldade desta sociedade, é a autodestruição em cinco segundos. A morte é o curto-circuito da vida. Depois de um curto-circuito, os fusíveis da morte são irreparáveis.

Dos meus olhos reinaram lágrimas, quando li o anúncio da missa de defuntos. A oração, recordação do amor eterno de mãe para o seu bebé… que conseguiu viver alguns meses. «Meu filho, 21 anos são passados, mas na verdade é como se tivesse acontecido ontem. Meu amor, palavras, seriam necessários imensos jornais para exprimir, como grande é o meu sofrimento. Uma coisa eu digo, e direi sempre: dói, dói, dói, como dói, meu Deus. Descanse em paz meu bebé, e que estejas bem juntinho de nosso Senhor Jesus Cristo».

Gil Gonçalves