sexta-feira, 24 de julho de 2009

Devaneios 24Jul09


07.07.2009 - 15h24 - Ébrio, Taberna
2-Abram os olhos, tá tudo à nossa frente, leiam os conselhos do Mário da Covilhã e o Vasco da Guatemala, aproxima-se o tempo de grandes decisões, os Homens de Bem não podem ficar indiferentes, é a nossa liberdade e a dos nossos filhos que estão em causa, estes sanguinários luciferianos estão dispostos a tudo para alcançar os seus objectivos.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

07.07.2009 - 15h10 - Achille Talon, Lixado
E já perguntaram aos muçulmanos se concordam com essa autoridade política mundial?? Esta posição colide com opiniões contrárias de mais de 50% da população mundial!! E se considerar-mos que os católicos praticantes são 1% do mundo católico, quem quer ouvir ou seguir as opiniões de um papa que serve interesses obscuros?? Estaremos a caminhar para novas cruzadas?? E sob que interesses?? Esta igreja decadente e ofensivamente rica devia estar em silêncio a ajudar os pobres do mundo, mas não é isso que praticam!! Muito antes pelo contrário!! O papel das elites é manipular e o mesmo se passa no seio das religiões!!! Espero que ainda vamos a tempo de contrariar o caminho delineado que cada vez mais parece obedecer a desígnio traçados por quem não dá a cara!!! Adordem!!! ACORDEM!!!!!!!

07.07.2009 - 14h51 - Bruno, Londres
o Vaticano ou a Igreja Católica...tolerante!?!?! haa haa discrimina contra as mulheres contra os gays só para mencionar dois grupos de pessoas! a história da própria Igreja Católica diz tudo... o dilema de qualquer Igreja será: ou adaptar-se ao tempo que estamos ou continuar a perder influencia. e olhe que muito mudou (melhor ou pior) em apenas 50 anos... se pudessem voltariam a trazer a Inquisicao!!! Nao tenha dúvidas. Ainda bem recentemente a Igreja associou-se aos mais prolificos criminosos (ditadores) que em nome da Igreja e com a sua bencao cometeram os mais diversos crimes!

07.07.2009 - 14h34 - José Gonçalves Cravinho, Holanda
A ideia do Papa alemão que é Bento, transpira fome e sêde de justiça, mas é uma utopia como é toda e qualquer Religião, porque a pulhice humana não tem limites e o Homem é lobo do Homem. O que me espanta é o Pontífice Romano sair-se com ideias de cariz materialista,s endo êle o Chefe espiritual da Igreja Em todo o caso terá sido inspirado pelo Espírito Santo ou pela Côrte dos Cardeais? Sabe-se que a Opus Dei e a Companhia de Jesus tèem gente abalizada com grande influência na Banca e portanto nas Economias e nas Finanças, e em Portugal até o Espírito Santo é Banqueiro. Também se sabe que a Igreja sempre andou de mãos dadas com os Poderosos, os Reis, os Czares, os Imperadores e os Ditadores, ela tem por missão manter o rebanho do Senhor no redil, prometendo-lhe o Céu ou ameaçando-o com o Inferno após a morte, na Eternidade. Em Portugal e em todos os Países cristãos, a Cruz e a Espada sempre andaram unidas, e nas Monarquias a Cruz encima a Corôa dos Reis e Imperadores. E esta aliança da Religião com os Poderosos no mundo muçulmano, também é um facto concreto e tem ainda o carácter semelhante ao que, na Idade Média, a Europa tinha sob o Domínio da Igreja Católica Apostólica Romana.

07.07.2009 - 14h22 - D. Amélia, Guarda
se calhar é porque o Vaticano tem interesses...e com os juros da poupanca a descer devem estar com medo de uma possivel perda de receitas e dai uma perda do poder de compra e nivel de vida! esperto este Papa!! Hipócrita mas esperto! Que safado!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O reino do terror


As críticas de Manuel Alegre surgem na sequência de uma ordem decretada na Loja do Cidadão de Faro, onde as funcionárias foram avisadas que não poderiam usar mini-saia, decotes exagerados, gangas e perfumes agressivos. Saltos altos e roupa interior de cor escura também foram considerados inadequados.
Público última hora


E cresce muito isolado um recém-criado movimento. O MPEA-Movimento Popular da Espoliação dos Angolanos. Com o MPEA, a espoliação é certa. Agora importamos conferências, então, por consenso popular decreta-se: que o reino Jingola se contemple reino das conferências das indigências.

Em Luanda não estão empresas estrangeiras, estão quadrilhas internacionais aliadas, pactuadas à quadrilha nacional. Novos lutadores, apoiantes da luta de libertação na continuação de outra atroz escravidão. A revolta demora, não sei bem porquê. E os néscios… então agora a violência não resolve nada?! Então a luta de libertação fez-se com quê? Não foi com violência não, foi com feroz terror.

Não há porto para este barco. O governo ainda não zarpou, continua ancorado, encalhado. Há meia centúria que promete a verdura da agricultura, mas não consegue plantar, apenas nos prantear. Só planta prédios destoados, despersonalizados, do generalato generalizado. É uma Nação de poetas sem noção. Radicais acompanhados por alguns sorrateiros generais. O governo está uma barcaça hipotecada. Fundiu-se na lava do vulcão que alimentou e criou. É um governo gulagui, um governo incendiário.

Agora com o assédio e a desgraça dos prédios deles, a água sumiu. É só para eles, para os prédios e estádios só deles. Enquanto eles nos governarem, os campos de concentração deles continuarão até nos exterminarem. Isto não é um governo, é uma quadrilha de dráculas, com castelos impuros, dissolutos e sangrentos. E todos os vampiros mundiais aqui desembarcam e logo instalam currais.

Aqui já deixaram de existir gentes, só agentes, só sobrevivem porcos e indigentes. Isto não é um país, é um palácio rodeado de campos de concentração. E a mão-de-obra chinesa será utilizada como exército, militares de reserva?

Já disse que isto não é um país, é um jardim zoológico com espécies animais em vias de extinção. E quantos mais analfabetos se formarem muito melhor. É muito fácil governá-los. Basta dar-lhes umas porretadas para lhes lembrar quem manda e quem deve obedecer. E todos os que estão no poder são forçosamente inteligentes e eleitos pelos seus deuses.

E com o apoio e bênção da Santa Igreja governa-se em nome de Deus deportando a demoníaca população para as tendas dos zangos. Governar é pois deportar as populações e em campos da morte as concentrar. Quando a população chegou os governantes e a FAMÍLIA reinante já cá estavam, tudo era deles. Por isso a população é inoportuna, está a mais. Está onde não pertence. Na democracia o crime compensa, convence.

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/

A Epopeia das Trevas (27)


Resposta da Rádio Oráculo:
Depois de consultado, o Oráculo revelou-nos:
Parafraseando o perfume opiado, ainda marxista de Bertolt Brecht, condizemos: Há governantes que são corruptos num dia, e são bons. Há outros governantes que são corruptos durante um ano, e são melhores. Há outros governantes que são corruptos durante muitos anos, e são muito bons. Mas, há outros governantes que são corruptos toda a vida… esses são os imprescindíveis. Mutam-se os climas, mudam-se as tempestades. Tudo é composto de ciclones.
Injectadas saudações.
O Directório.
Jingola, 9 Termidor.
Ano da emissão da nossa Rádio a todo o Reino.

A ponte projectava magnitude louvável. Debaixo, uma multidão de pilares humanos olhava com altitude. No tabuleiro em cima, um jovem mimicava, distendia continuamente as mãos. Chegavam, juntavam-se mais olhares. Davam-se alvitres e palpites. Explicar porquê, ninguém conseguia, sabia. Alguém mais palpiteiro azedava que ele era maluco, drogado. Um alvitreiro tinha a certeza que era um actor, que filmava uma cena para a telenovela nacional, habitual de Jingola. Ele desacelerou os acenos, elevou as mãos ao céu e num sacerdócio pregou a vaidade da verdade:
- Fui um grande lutador, sempre até ao último momento. Não engulo esta vida de miséria, de fome, porque vejo os Politburo a comerem tudo. Até uma ilha pequenina, aquela lá no Futungo a filha da FAMÍLIA vai comprar (?). Verdadeiramente é agora… isto é que é o verdadeiro colonialismo, o outro era de brincar. Pois… não consigo estudar, não há emprego, fui corrido pelos chineses que acabaram agora de sair das cavernas. Os Politburo desvivem-nos, cortam-nos os anseios, as asas… ó singular desesperança! O barqueiro Caronte espera-me. Não terei ninguém para me colocar as moedas nos olhos.

Depois esticou bem a cabeça e os braços, elevou-os, falou para as alturas.
- Ó vós que viveis nos vossos palácios, cercados pelos dias, noites e por seguranças esfomeados. Vigiados por milhares de guerreiros que vos protegem dos medos. Parto para Flégeton… lá nos reuniremos… e rolaremos nas suas ondas de fogo.

A quantia humana parecia um comício habituado, habitado pelo quase poderio meio centenário, abelhas numa colmeia. Os comentadores do quotidiano desfraldam notícias. Esta função é-lhes sumariamente atribuída. Tem o direito de não se calarem.
- Ih, ih, essa telenovela é vinculada demais, não vou deixar que arrefeça.
- Isso é propaganda Carnaval, eleitoral dos Politburo.
- O nosso eterno Politburo não precisa disso… já ganhou as eleições.

O jovem alterou a postura, silenciou para a multidão. Afagou com as mãos a dizer adeus. Depois colou-as no coração, e a pique foi pela aceleração da gravidade afundar-se no abismo eterno, a salvação dos suicidas. No solo um pequeno regato de sangue vermelhava a terra, que colidiu, juntou-se ao lixo, ao juramento dos libertadores imorais que prometeram que seríamos livres. Que jamais faltariam jasmins.
A colecção humana desagregou-se. Alguns intrigados curiosos não arredaram teimosos. Ninguém atentava para actos suicidas. Andavam na moda.
- Que odisseia Mentor, que imagens espelhadas tão desiguais.

Imagem: http://www.rosanevolpatto.trd.br/sibila.htm

O Cavaleiro do Rei (36). Novela


Ainda existem reinos, que por vontade própria regressam, vivem, revivem, convivem voluntariosos na Idade Média.

(Caro leitor, este texto é verídico)

«Estende – se para sul da cidade Luanda. O programa este dividido em 3 partes, 3 segmentos onde novos bairros serão implantados:

1. É a plataforma que sai do Bom Jesus o bairro de Viana e vai por Benfica, até a zona do Golf. Será a vertente das casas de renda alta. Para gente com recursos. Venderão os terrenos, ai! em direito de superfície.
Varre – se qualquer possibilidade de especulação imobiliária…

(E Epok enraiveceu-se com a interminável senda analfabética… há estudantes do quarto ano de medicina que não sabem definir o que é a sida.)

De forma absoluta. Com o dinheiro que irão arrecadar ( na venda dos direitos de superfície ) criarão imfras – estruturas nessa vertente ( casas de renda alta ) e também nas zonas destinadas aos Bairros sociais. Respectivamente na zona frontal ao Golf na vertente Camama e na zona de Viana 2.

O LIXO

Tudo não passa de uma grande lixeira. Uma lixeira de palavras prometendo acabar com o lixo numa cidade cheia de lixo. Foram precisos muitos anos para finalmente compreender e passar a respeitar o lixo. É tudo uma lixeira numa cidade que já foi tida como a pérola da África. Pelo menos é o que dizem algumas pessoas.

O lixo reina em Luanda, a Capital do lixo.

Dever – se – á criar um contexto apropriado para que se atinja a vitória: criar – se condições para que as pessoas se citam motivadas a desencher a capital e como consequência produzir – se menos lixo, reformar – se a rede dos esgotos para que depois das chuvas não haja águas acumuladas. Arranjar – se formas de diminuir o excesso de areia que transformam – se em lama sempre que chove.

Também envolver – se mais as Comunas e os Municípios de Luanda nesta tarefa? Uma tarefa pesada quando divide por muitos torna – se leve, quando estes muitos têm meios e o conhecimento de como fazem a tarefa o resultado só pode ser bom.

Nos mercados tem chovido, para além das pequenas varri delas feitas pelas vendedoras, campanhas de limpeza, com vista a conterem – se as monumentais quantidades de lixo existentes dentro e arredores dos mercados. Cada vendedor é que tem de limpar o seu sitio todos as manhas, antes de montar as barracas na sua área de trabalho.

As quantidades de lixo aumentam, as vendedoras continuam sem saber aonde depositar a imundice que produzem, principalmente as proprietárias de barracas de comidas e bebidas ( latas e garrafas ).

Para que haja uma nova urbanização é necessário que haja uma analise baseada na simbiótico ( conjunto de ideias e emoções – representações – utilizadas na comunicação entre os seres e na exposição de ideias.

Os aviões saídos de vários países pausam no aeroporto “ 4 de Fevereiro”, em Luanda, despejam constantemente médias e pequenos comerciantes em busca de negócios rápidos.

Em Luanda, hoje praticamente, pode comercializar-se um pouco de tudo, de muitíssimas coisas. E como a necessidade, em qualquer parte, aguça o engenho, não há “negócios” que em Luanda não se façam. Mesmo assim, o tradicional comércio geral, com pequenas lojas, outrora espalhados pela cidade, está longe de um progresso em força. Lojas de vestuários algumas, sim. De porta aberta no coração de Luanda. Abundam, isso sim, as panelazitas. E os pequenos restaurantes. Como quem que seja, há uma grande distância ética entre as que fogem negócio a pensar, também, no que é importante a nutrição e a saúde das pessoas, e os que simplesmente chegam a Luanda dispostas a sacudir a “arvore das patacas” da nova era. Sem claro estar, olharem a meios. Deste aspecto Luanda é um verdadeiro lodaçal.»

Imagem: Angola em fotos

Devaneios 23Jul09


08.07.2009 - 03h18 - Gilson Silva, Rio de Janeiro, Brasil
Ao inves de se preocupar com a Politica Mundial o Papa deveria se preocupar com a impunidade geral que protege os Padres Pedófilos nos Estados Unidos. Isso sim é uma verginha.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

08.07.2009 - 02h13 - Anónimo, sintra
A igreja não se devia meter na política.

07.07.2009 - 22h27 - Grapilho , 2008/09 - Grapilho.blogspot.com
2) PARA A FAMÍLIA, que advoga a Igreja? claro! O parir tipo coelhas. Ou seja, filhos até mais não. Dessa forma, se voltará a criar a miséria com ignorância, analfabetismo, a fome, os mal vestidos etc . etc... aliás, o terreno fértil para a Igreja, nele proliferar!!

07.07.2009 - 21h29 - emília, L
O AntiCristo sempre andou por aí. É o próprio Vaticano. Se Jesus aparecesse de novo ia logo lá direitinho expulsar os vendilhões do Templo. Lá havia drama de novo. Não o reconheciam outra vez. Ninguém larga o OURO e o PODER. Tudo muito bonito, muito lírico e cantado, grandes conversas, mas mais nada. Quanto a Sousa Reis, nem todos os anticlericais são de esquerda.

07.07.2009 - 20h56 - Yochua Zankell, Lisboa / Portugal
...o que eu mais gostava de ver, era a igreja católica abrir mão de apenas 1% de toda a sua riqueza em prol de tudo aquilo que aqui nesta matéria é falado. os padres deveriam de fazer como eu quando vou para o trabalho; ir de autocarro. o Vaticano deveria de abrir mão de parte de todo aquele ouro que ostenta não sei para quem, visto que os representantes maiores desta igreja um dia já fizeram voto de pobreza. e já agora, quem é a igreja católica para pedir alguma coisa a alguém, sendo que é uma das maiores empresas do mundo, que a mais tempo existe e que mesmo com esta crise não vai falir; quem é esta grande empresa que muito exige de seus fiéis mas que pouco faz em prol deles!!!??? por favor sr. papa...baza

07.07.2009 - 20h31 - Anónimo, Luanda Angola
À pala de Cristo (um profeta sensivel e extremamente inteligente) criaram-se os cultos que prosperam à custa dos fracos, dos humildes, da parte da sociedade mais fustigada pelas calamidades que assolam o nosso mundo). Todas as igrejas estiveram sempre ao lado dos poderosos, são a sua principal arma para controlarem o desejo legítimo dos povos pelo quinhão a que têm direito neste nosso mundo. É preocupante o papa ter chegado ao ponto de propor um controlo politico mundial, sedo ele o portavoz dos donos do mundo. Significará que entramos no estrebuchar do capitalismo? Que este precisa de ser salvo já? Que a manta da produção mundial está a ser puchada por aqueles que sempre estiveram ao relento e agora querem se sentir aconchegados? Teremos que fazer uma manta mais modesta para todos ou controlar os ranhosos comopretendem os donos do papa.

07.07.2009 - 19h52 - Cisco, Portugal
O Papa tem razão, Deus deve ser o presidente do mundo e as religiões, os partidos.

07.07.2009 - 16h22 - Anónimo, Faro Portugal
Só espero que ninguém lhe dê ouvidos como de costume, ao preconizar a criação de uma autoridade política mundial e a reforma da ONU, porque se lhe derem, estamos perdidos para sempre, a OPUS DEI, MAÇONARIA, EMPRESA, NEW WORLD ORDER, VATICANO, e este Papa (cardeal Ratzinger, de má memória), além de todos os outros que o precederam, tudo farão para dominar o Mundo a seu "bel-prazer" e subjugar os Povos, pela via da "Palavra e do Caminho" a fim de lhes extorquir o pouco que lhes resta, a dignidade, porque o resto já se foi, com a exploração desenfreada que todas as Instituições têm mantido nos últimos 500/600 anos, e quererem continuar com a mesma actuação "ad eternum".

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Desperados


A crua realidade é que apesar dos anúncios das ajudas, o saque da África é imparável. Em 2009, o rendimento por habitante da África descerá pela primeira vez em 15 anos, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento. EL PAÍS

A percepção do auge do proteccionismo é crescente. Em L'Aquila, o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, advertiu que se os EUA continuassem com as imposições de compras públicas a empresas estado-unidenses, o seu país faria o mesmo. A realidade é que o Buy American, (compre americano) já começa a replicar o Buy Canadiano e o Bay Chinês, assinalam fontes comunitárias. Nesta guerra os países pobres têm poucas armas para defender os seus Buy. EL PAÍS


Regra fundamental do neoliberalismo. Não havendo poluição, não há consumo. Não havendo consumo, há desemprego. Não havendo emprego, os governos caiem. É isto que se chama a moderna revolução neoliberalista.

Governo angolano sim, africano não. Governo de Angola não, Governo do petróleo sim!
E o dinheiro do petróleo e dos diamantes não é deles. É do povo e por isso deve ser distribuído em partes proporcionais pela população. Isto não acontecendo, estamos perante um roubo, mais um.

E os especuladores imobiliários assenhorearam-se, endeusaram-se, cravaram-se no que resta do tumular desta luta de libertação especular.
Demoliram a Feira Ngoma por causa da prostituição?! Oh! Então têm que demolir Luanda. E também a máfia internacional de especuladores imobiliários que a governa.

Que coisa mais absurda: não há recuperação económica sem aumentos dos preços do petróleo.

A luta de libertação agora é que é uma tragédia diária. Os seus mentores movem-se como esquadrilhas de mosquitos. E zunem aterradores e ameaçadores. E gesticulam como desenhos animados e bonecos articulados. E têm muitas reuniões diárias para justificarem o poder que não têm. Pobres almas circundantes, andantes. E assim se destrói um Povo e uma Nação. E os escravos chineses atiram-lhes os dedos para o ar em sinal de gratidão.

Na realidade juntam-se, continuam dois comunismos primitivos que aterrorizam dois povos. E pretendem escravizar tudo e todos à face do que ainda se chama Terra.

Nas calmas Luanda aparece, entreva-se, encaminha-se para as trevas ancestrais, das somalianas actuais.

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/



“Esta casa é minha, foi-me dada pelo Senhor Presidente”


Quando o poder se eterniza é como um imã. Atrai desventurados, desmiolados cujas desventuras se multiplicam como lixo que não se limpa e se acumula. Que produz cancros incuráveis e cuja cura só é possível com a alternância do poder. Isto não acontecendo as metástases cancerosas inexoravelmente invadem o sistema político e corrompem-no, abatem-no. Até que completamente corroído sucumbe arrastando a sociedade também moribunda.

E todos se salvam como podem. Afinal o barco já não navega, soçobra em águas fétidas sem governação. Os reis, príncipes e toda a nobreza dependente afogam-se no mar ardente. Como dizem os crentes das igrejas: «o fim está próximo». Quando este momento chegou Hitler tão cego pelo poder não aceitava, não acreditava que o seu Reich findava.


«Juiz envolvido em escândalo usa nome do PR para usurpar residência alheia
Segunda, 20 Julho 2009 20:14

Luanda - Juíz conselheiro do Tribunal Constitucional angolano “abusa” de poder para conseguir posse ou arrendamento de uma vivenda, no bairro Alvalade, em Luanda. Aconteceu a 31 de Março último. O magistrado Agostinho António Santos entendeu que com este estatuto já não podia viver num exíguo apartamento e num bairro fora da nobreza.

“Esta casa é minha, foi-me dada pelo Senhor Presidente”

Uma pesquisa terá informado o meritíssimo juiz de que o nº 123, na rua Emílio M’Bidi, estaria sob processo de devolução ao Estado, depois de no passado ter sido cedido à representação da SWAPO, partido actualmente no poder na vizinha Namíbia, uma informação já desmentida pela Embaixada daquele país.

É pelo menos o que escreveu o jurista e professor universitário em carta ao então Ministro do Urbanismo e Habitação, Sita José e com cópias ao Chefe da Casa Civil, Frederico Cardoso e ao Comandante da Guarda Presidencial, general José João “ Mawa”.

“ O signatário escreveu para SUA EXCELÊNCIA SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no sentido de que o referido imóvel lhe seja arrendado a fim de emprestar dignidade à sua qualidade de vida, bem como dos seus familiares directos” – lê-se na carta a que o “ Apostolado” teve acesso.

No entanto, o caso não ficou resolvido a seu favor porque Sita José foi exonerado precisamente nesta altura.

Como fazer? O juiz partiu ao ataque e com forças de segurança pessoal chegou ao Alvalade, olhou para o imóvel e, tal como diz o cidadão despejado, ele disse: “esta casa é minha a partir de hoje. Foi-me dada pelo Senhor Presidente e para vocês já comprei uma casa lá no Zango”.

Trancou a casa e levou tudo que havia de património cujo paradeiro o proprietário desconhecem, cerca de 4 meses depois.

Na rua deixou um agregado familiar com 9 membros, que durante um mês deambularam pela cidade, à procura de acolhimento.

“Ficamos sem saber o porquê da atitude do juiz, porque compramos esta casa ao Estado. Só conseguimos regressar à casa depois de tantos recursos, incluindo ao próprio Tribunal Constitucional, que deplorou a atitude do senhor Agostinho António Santos” – refere o proprietário, Tarciso Nandjungo, um oficial da Guarda Presidencial.

Tarciso e a esposa, Esperança de Jesus, não poupa críticas ao magistrado. “ Até o Provedor disse que aquele rapaz foi meu aluno, deve ser o poder que lhe subiu à cabeça”.

O casal parece ter ganho a batalha mas ainda não tem a certeza sobre a devolução dos seus bens, levados para parte incerta pelo senhor juiz.

Um desfecho que poderá não ser pacífico, volvidos 4 meses. “Também não sei se vou querer mais estes bens que já passaram com o outro este tempo todo” – avisa Tarciso Nandjungo.»

Fonte: Apostolado e CLUB-K.NET

Campos de concentração que podem ser de Luanda. Auschwitz


Auschwitz: a “indústria da morte”

“Pela primeira vez, então, nos damos conta de que a nossa linguagem não tem palavras para expressar essa ofensa, essa aniquilação do ser humano”
(Primo Levi).

Para todos aqueles que vêem na racionalidade e no progresso tecnológico a esperança de um mundo melhor, a lembrança de Auschwitz, certamente, é paradoxal. A “indústria da morte”, idealizada e organizada com o auxílio da tecnologia e da burocracia mais avançada da época, é incomparável à qualquer barbárie anterior registrada na história da humanidade. Ao visitar somente o que restou de Auschwitz, 60 anos após, uma pergunta não quer calar: como o ser humano foi capaz de tudo isso? A própria pergunta já revela nossa crença num possível progresso da sociedade humana rumo a uma maior humanização ou civilização. Terrível é ter de admitir que aquilo que costumamos chamar de civilização produziu a moderna barbárie, uma situação que nem o mais pessimista dos filósofos alemães anteriores ao nazismo poderia sequer imaginar ou prever.

A existência de campos de extermínio de pessoas, como o de Auschwitz, pode ser compreendida como a concretização extrema de um ímpeto presente em muitas assim chamadas civilizações, ou seja, a eliminação intencionalmente planejada de seres humanos que estejam obstruindo interesses de grupos sociais hegemonicamente estabelecidos. Hitler afirmava claramente, em novembro de 1937, em seu discurso dirigido ao Ministro do Exterior e aos seus principais líderes militares, que em seu regime não se tratava de conquistar pessoas e sim territórios. O programa do partido nazista anunciava a necessidade de conquistar terra para alimentar o povo e assentar o excedente populacional alemão. A ideologia nazista, alicerçada na idéia de que o povo alemão é superior aos demais, se encarregava de pregar o ódio contra a democracia, o marxismo, os judeus e todos os que não se enquadrassem nos padrões e propósitos da dominação totalitária: os povos eslavos, os homossexuais, os deficientes físicos, os ciganos e os opositores políticos.

Com o objetivo de anexar territórios e abrir a passagem para o leste europeu a ser conquistado, a Polônia precisava ser arrasada. Hitler ordenava suas tropas para o extermínio sem piedade de homens, mulheres e crianças de origem polonesa, alegando que, somente assim, a Alemanha conquistaria o espaço necessário para sobreviver, acabando com a população residente e ocupando a área com assentamentos alemães. Como a Polônia contava com cerca de 3 milhões de judeus (10% da população do país), a construção de um campo de extermínio neste país não foi obra do acaso. A escolha de Auschwitz foi estratégica, tanto do ponto de vista do isolamento das vítimas, como na perspectiva da eficiência para o transporte, ao exterminar o inimigo no território em que ele existia em maior número e que deveria ser “liberado” para a ocupação nazista, com vistas ao avanço em direção ao inimigo maior: o bolchevismo judeu. Estima-se que para Auschwitz foram deportados, no mínimo, 1,1 milhões de judeus (a maioria da Hungria e da Polônia), 150 mil presos políticos poloneses, 23 mil ciganos, 15 mil presos de guerra soviéticos e mais 25 mil presos de outras nacionalidades, especialmente tchecos, franceses, jugoslavos, russos, ucranianos e alemães.

O plano dos nazistas previa o extermínio total dos judeus, chegando a anunciar o genocídio de 11 milhões na Europa e estima-se que tenha atingido, no total, 6 milhões de vítimas. A fábrica da morte em Auschwitz foi projetada e construída, prioritariamente, para exterminar judeus, enquanto outros campos de extermínio se ocupavam com os demais “inimigos declarados pelo nazismo”. O “crime” dos judeus era terem “nascido judeus” e o governo nazista se encarregava de classificá-los e enviá-los a Auschwitz, com a falsa promessa de que iriam ao leste para trabalhar. Paralelamente, a “indústria da morte” em Auschwitz contribuía com setores da indústria capitalista alemã, através do trabalho forçado, em função do fornecimento de gás para as câmaras de extermínio e, inclusive, através da apropriação dos bens das vítimas.

As vítimas podiam levar até 50 Kg de bagagem, a qual era confiscada já na chegada em Auschwitz. Roupas, calçados, instrumentos de trabalho, objetos de uso pessoal eram simplesmente roubados, classificados e enviados de volta à Alemanha. Os objetos de maior valor, como dinheiro e ouro (também o ouro dos dentes das vítimas) eram enviados diretamente ao Banco Central Alemão e não são raros os casos em que os soldados se apropriavam, imediatamente, de parte desses bens. Logo após a chegada, as vítimas eram obrigadas a se despir e entrar na “sala de desinfecção” onde recebiam uma roupa padronizada, um número em forma de tatuagem no braço e o cabelo era cortado, armazenado e enviado para a Alemanha, como “matéria-prima” para a indústria têxtil. Para ilustrar isso, quando as tropas soviéticas ocuparam Auschwitz, foram encontradas 7 toneladas de cabelo e uma infinidade de objetos das vítimas que ainda não haviam sido enviadas à Alemanha.

O extermínio foi racionalmente organizado, de tal forma, que pudesse eliminar o máximo de pessoas em menos tempo, com os menores custos e a maior eficiência do ponto de vista operativo. A rígida divisão do trabalho e a extrema organização da "indústria da morte", incorporou o conhecimento de geniais arquitetos, administradores, antropólogos, médicos, químicos, biológos, enfim, parte do conhecimento e da tecnologia mais avançada a serviço da destruição de seres humanos. Para Hitler e os principais líderes nazistas, havia, entretanto, mais um ingrediente importante na “indústria da morte”: o uso do terror como arma política. Segundo Hitler, qualquer um que tivesse a intenção de atacar o governo alemão iria rever sua posição ao saber do que o esperava nos campos de extermínio.

Esse efeito do terror sobre a sociedade os nazistas aproveitavam para dar o passo seguinte, de tal forma, que aquilo que, até então, parecia inimaginável à razão humana de que acontecesse, já estava sendo assimilado como conduta na lógica do extermínio. Assim, se sucederam os experimentos com as vítimas, usadas como cobaias para o desenvolvimento da medicina e da indústria farmacêutica alemã. As atrocidades mais famosas são as conduzidas pelo médico Josef Mengele com gêmeos e liliputianos. A documentação atualmente existente revela, no entanto, 178 diferentes tipos de experimentos médicos realizados, incluindo crueldades como injeções no olho sem anestesia com a intenção de mudar a cor, esterilizações, contaminação com vírus e bactérias causadores de doenças, amputações e retirada de órgãos.

O nazistas demonstraram claramente à humanidade que é perfeitamente possível estimular a ciência e utilizá-la a serviço da destruição do próprio ser humano e pasmem: sem que os responsáveis pela produção do conhecimento e sua utilização tenham algum peso na consciência ou um sentimento de culpa quanto a isso. Os soldados nazistas que estiveram em Auschwitz e que ainda estão vivos, ao serem perguntados sobre sua responsabilidade no genocídio, respondem que, simplesmente, procuram não pensar no que aconteceu com as vítimas, que eles estavam cumprindo ordens e assim conseguem viver de forma bem tranqüila com seu passado. O mesmo comportamento é verificável no âmbito de muitas áreas da ciência contemporânea dominadas pela razão instrumental, onde os pesquisadores sequer questionam as conseqüências da utilização do seu conhecimento, como se o uso e a produção do conhecimento estivessem isolados. São os efeitos daquilo que Herbert Marcuse denominou de caráter ideológico da técnica e da ciência, fruto do racionalismo moderno, com potencial de produção da barbárie em patamares ainda desconhecidos.

Por isso, a diferença entre Ausschwitz e as barbáries anteriores da história humana não é só gradual pela sua intensidade, mas foi produzida de maneira substancialmente diferenciada, ao incorporar, de forma original, a racionalidade a serviço da destruição humana, de tal forma, que o efeito comparativo se anula. Auschwitz inaugura, assim, uma nova versão da barbárie, a qual opera como indústria, como uma máquina, diante da qual os protagonistas aparecem de forma invertida, seja como pseudo-vítimas, seja como colaboradores de um processo exterminador, no qual o contato direto com as vítimas é, parcialmente, isolado pela própria lógica da organização.

Esse é um detalhe passível de verificação em Auschwitz: as próprias vítimas eram obrigadas a executar as tarefas mais degradantes ao ser humano, seja a retirada dos corpos das câmaras de gás como sua transferência aos fornos de cremação. As vítimas não somente imaginavam o que, em seguida, iria acontecer com elas, como já vivenciavam, concretamente, sua exterminação coletiva, na qual eram obrigadas a contribuir na forma de trabalho forçado. A destruição da humanidade das vítimas, portanto, já se dava antes da sua destruição física. Como descreve Primo Levi, um dos sobreviventes do Holocausto, um campo de concentração é uma grande engrenagem projetada para transformar seres humanos em animais. Resistir à lógica desta máquina desumanizadora é muito difícil e doloroso.

O que aconteceu em Auschwitz mudou as noções de barbárie que a humanidade conheceu ao longo da história e mostrou, objetivamente, do que o ser humano é capaz. O paradoxo da civilização moderna que Theodor Adorno, em suas obras Dialektik der Auflärung, de 1944, e Minima Moralia, de 1945, corretamente caracterizou de progresso regressivo, aconteceu e continua atual em nossa geração, marcada pelo predomínio da racionalidade instrumental. O caráter contraditório do progresso e da civilização nos tempos modernos, brilhantemente abordado e discutido pela tradição da Escola de Frankfurt, merece uma atenção especial quando nos confrontamos com as brutalidades e genocídios presentes em nosso tempo.

Auschwitz é um exemplo para demonstrar que, se não temos como provar, objetivamente, a vigência de um período na história em que a exploração e a destruição humanas não tenham existido, sua intensificação e aprofundamento são perfeitamente possíveis. Prafraseando Adorno, como a barbárie continua em curso, o desafio racional da nossa existência é construir a antítese na sociedade, de tal forma que seja possível à história produzir uma síntese mais humana do que a que temos consciência, para que genocídios como os de Auschwitz não se repitam jamais.

http://www.espacoacademico.com.br/052/52andrioli.htm

Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Auschwitz-Birkenau
Portão principal de Auschwitz I, onde se lê a frase Arbeit macht frei ("O trabalho liberta"). Foto de 2005.

O último folheto


Recebido via email

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, O pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto. '
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'
Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir? Por favor!'
Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '
-'Obrigado, pai!'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via.

Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.

Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '
Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês não sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia articularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '

Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:
-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '

Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, Enquanto a campainha soava cada vez mais alta. Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.
Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!

Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.

Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e
provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...

Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo, indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome. Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante. Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.
Não tenha medo ou vergonha de compartilhar esta mensagem maravilhosa.

Devaneios 22Jul09


Na maioria dos casos, isso serve apenas para acobertar ataques soezes e mesquinhos, intrigas, insultos, calúnias e difamações, ou seja, verdadeiras agressões que em nome da democracia, a pervertem ou mesmo impossibilitam. O principal exemplo dessa tendência são os blogs que pululam por aí. Ao qual se pode também acrescentar o abuso de pseudónimos a que se assiste no jornalismo angolano"- João Melo/Africa 21- Nº 31-Julho 2009. João Melo, deputado do MPLA, jornalista, escritor, empresário e poeta. Citado no MORRO DA MAIANGA

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

07.07.2009 - 19h52 - Cisco, Portugal
O Papa tem razão, Deus deve ser o presidente do mundo e as religiões, os partidos.

08.07.2009 - 03h18 - Gilson Silva, Rio de Janeiro, Brasil
Ao inves de se preocupar com a Politica Mundial o Papa deveria se preocupar com a impunidade geral que protege os Padres Pedófilos nos Estados Unidos. Isso sim é uma verginha.

08.07.2009 - 02h13 - Anónimo, sintra
A igreja não se devia meter na política.

07.07.2009 - 22h27 - Grapilho , 2008/09 - Grapilho.blogspot.com
2) PARA A FAMÍLIA, que advoga a Igreja? claro! O parir tipo coelhas. Ou seja, filhos até mais não. Dessa forma, se voltará a criar a miséria com ignorância, analfabetismo, a fome, os mal vestidos etc . etc... aliás, o terreno fértil para a Igreja, nele proliferar!!

07.07.2009 - 21h29 - emília, L
O AntiCristo sempre andou por aí. É o próprio Vaticano. Se Jesus aparecesse de novo ia logo lá direitinho expulsar os vendilhões do Templo. Lá havia drama de novo. Não o reconheciam outra vez. Ninguém larga o OURO e o PODER. Tudo muito bonito, muito lírico e cantado, grandes conversas, mas mais nada. Quanto a Sousa Reis, nem todos os anticlericais são de esquerda.

07.07.2009 - 20h56 - Yochua Zankell, Lisboa / Portugal
...o que eu mais gostava de ver, era a igreja católica abrir mão de apenas 1% de toda a sua riqueza em prol de tudo aquilo que aqui nesta matéria é falado. os padres deveriam de fazer como eu quando vou para o trabalho; ir de autocarro. o Vaticano deveria de abrir mão de parte de todo aquele ouro que ostenta não sei para quem, visto que os representantes maiores desta igreja um dia já fizeram voto de pobreza. e já agora, quem é a igreja católica para pedir alguma coisa a alguém, sendo que é uma das maiores empresas do mundo, que a mais tempo existe e que mesmo com esta crise não vai falir; quem é esta grande empresa que muito exige de seus fiéis mas que pouco faz em prol deles!!!??? por favor sr. papa...baza

07.07.2009 - 20h31 - Anónimo, Luanda Angola
À pala de Cristo (um profeta sensivel e extremamente inteligente) criaram-se os cultos que prosperam à custa dos fracos, dos humildes, da parte da sociedade mais fustigada pelas calamidades que assolam o nosso mundo). Todas as igrejas estiveram sempre ao lado dos poderosos, são a sua principal arma para controlarem o desejo legítimo dos povos pelo quinhão a que têm direito neste nosso mundo. É preocupante o papa ter chegado ao ponto de propor um controlo politico mundial, sedo ele o portavoz dos donos do mundo. Significará que entramos no estrebuchar do capitalismo? Que este precisa de ser salvo já? Que a manta da produção mundial está a ser puchada por aqueles que sempre estiveram ao relento e agora querem se sentir aconchegados? Teremos que fazer uma manta mais modesta para todos ou controlar os ranhosos comopretendem os donos do papa.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Epopeia das Trevas (26)


- É!.. São bons crentes, confiam na divindade que rege o Universo. Naquele que é a origem do cadinho, que nos criou, nos originou. Sois os Politburo que aceitam um só deus mas que seguis as doutrinas do feitiço. Tudo é decidido e explicado pelo feitiço. Concedo-vos prazo de trinta anos para acabarem a contenda. Depois exijo que façais eleições senão…
- Senão o quê?
- Altercarei a dívida com juros muito pesados. O vosso corpo será mais pesado que o chumbo, e não o podereis suportar.
- E perdidos nos encontraremos desarrumados. Malditos gregos que inventaram a democracia e mais as eleições.

Os Jingola acessavam uma emissão de rádio, onde amiúde proclamavam, desabafavam vicissitudes incomensuráveis. Apesar dos esforçados Politburo para a silenciar, ela resistia bravamente. Era o rumo dos sem rumo, assim divinizavam a Rádio Oráculo. Alguns casuístas comparavam-na a Asterix o Minigaulês, que resistia arrumado, aprumado num cantinho sombreado da mafumeira. Os Politburo rabulavam que a Rádio Oráculo era o seu calcanhar de Asterix. Os circuitos telefónicos mais íntimos da governação paladinavam que era o calcanhar da função do real.

Jingola propagandeava a epidemia de cólera, que militava com muitos aderentes para o interior do reino. Como praga ratada sem navios mercantes. Frechei-me com grande constrangimento: ninguém ousou explicar que a principal causa da cólera… é a fome. A epidemia cadastrou ao infinito de Jingola. A Rádio Oráculo solicitou anuência para implementar o seu feixe hertziano a todos os ouvidos do reino, para que as populações se informassem, acautelassem, sanassem a epidemia. Os Politburo liminarmente recusaram. Cartaram, selaram, pergaminharam para a Rádio Oráculo.

Reverendíssimas Excelências da Rádio Oráculo:
Havemos um contrato com o barqueiro Caronte. A epidemia da cólera faz as vítimas suficientes, as almas que o barqueiro necessita a contento. Sentimo-nos felizardos.
Se o sinal da vossa fé se digladiasse pela rádio e por todo o reino se espalhasse, não cairiam vítimas da cólera. Contamo-nos peremptórios firmados, e esse vosso pretenso vento é… não aceite.
Alvejamos a certa teologia do querem ir mais longe, para além das redondezas, dos limites de Delfos. As distâncias curtas por vezes tornam-se longas.
Permitimos que funcionem devido à frequência democrática que nos foi imposta. Encetámo-la no compêndio das contrariedades.
Estendemos-lhes um dedo, agora querem a mão, depois o corpo.

Para convencer que somos democratas, anunciámos que se realizariam eleições. Notem bem: que se realizariam… em qualquer momento, em qualquer época. Tudo depende da nossa íntima vontade. Não é a claridade de qualquer oráculo que nos leva ao cume solar, datar eleições. Uma coisa é incerta: o principio da incerteza eleitoral.
Os nossos insignes marinheiros vigiam atentamente as proas do vosso ecletismo. Pretendem entreabrir a janela da noite escura, para a missa de manhã. Fazer muita luz, para jorrar nos espíritos. Com tanta vela por aí à disposição. Estamos à vela.
Abundantes Saudações Revolucionárias.
Jingola, Frimário, Ano II.
Ano da Vida Incerta.

Mas, afinal em que é que ficamos? Onde estamos?


Quando se enviam tropas de assalto que disparam para protecção da espoliação de deserdados petrolíferos e diamantíferos e sobrevivendo em casebres, significa que Angola já é de facto e de jure um Estado de sítio.
Receio que Angola termine como o Zaire de Mobutu.
Até que mais parece que Luanda é a Faixa de Gaza.

José Sócrates, Belmiro de Azevedo, Mira Amaral, Armando Vara e muitos outros espelhos… são muitos conselheiros, e onde os há em demasiado nasce mais um estado-falhado. Com tais conselheiros e boqueiros não admira que Angola ganhe o estatuto de um dos países menos desenvolvidos do mundo.


«Angola ganha estatuto de um dos países menos desenvolvidos no mundo - UN
Segunda, 20 Julho 2009 19:42

USA – A lista dos países menos desenvolvidos é revista de três em três anos pelo Conselho Económico e Social das Nações Unidas e com base em recomendações do Comité para as Políticas de Desenvolvimento (CDP).

Dados das Nações Unidas
Indicadores de nutrição, saúde, educação e literacia

O CDP estabelece três critérios para que um país considerado como país menos desenvolvido – rendimento baixo, debilidade do capital humano e vulnerabilidade económica.

Ao todo, são 49 países designados como “menos desenvolvidos”, de acordo com o relatório divulgado na ultima sexta-feira pela UNCTAD – Conferências das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Comércio.

Os países menos desenvolvidos do mundo estão agrupados por quatro regiões – África, Ásia, Pacífico e Caraíbas.

No continente africano no total são 33 países que carregam o estatuto: Angola, Benim, Burquina, Faso, Burundi, República Central Africana, Chade, Comoros, Republico Democrática do Congo, Djibuti, Guiné Equatorial, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Lesoto, Libéria, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Nigéria, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão, Togo, Uganda, República Unida da Tanzânia e Zâmbia.

Na região asiática são dez: Afeganistão, Bangladesh, Butão, Camboja, República Democrata das Pessoas do Laos, Maldivas, Mianmar, Nepal, Timor-Leste e Iémen.

No Pacífico contabilização cinco países menos desenvolvidos: Kiribati, Samoa, Ilhas Salomão, Tuvalu e Vanuatu.

Na Zona das Caraíbas o Haiti foi classificado como um país menos desenvolvido.

O rendimento baixo é um critério baseado no rendimento nacional bruto per capita no limiar de 905 dólares.

A debilidade do capital humano é um parâmetro baseado no índice compósito que analisa indicadores de nutrição, saúde, educação e literacia.

A vulnerabilidade económica é calculada pelo índice de vulnerabilidade económica que inclui indicadores como as catástrofes naturais, colapsos comerciais, exposição ao risco e tamanho da economia.

Ate agora os únicos países que conseguiram sair da lista foram o Botsuana em 1994 e mais recentemente Cabo Verde em 2007.

O CDP prevê que a Guiné Equatorial consiga abandonar o estatuto de país menos desenvolvido em 2009, Samoa em 2010 e a Maldivas em 2011.»

Fonte: Club-k/Publico

SS Schutzstaffel







Utilizava o terror junto aos inimigos dos nazistas, por meio da surra, da tortura e do assassinato. O grupo quase saiu do controle dos líderes.

A Schutzstaffel (em português "Tropas de Proteção") ou SS ou (em Alfabeto rúnico) foi uma organização paramilitar ligada ao partido nazista alemão.

WIKIPEDIA a enciclopédia livre.

Seu lema era "Mein Ehre heißt Treue" ("Minha honra é a lealdade"). Inicialmente a força paramilitar nazista era a SA ("Sturmabteilung"), ou "Divisões de Assalto", que utilizava o terror junto aos inimigos dos nazistas, por meio da surra, da tortura e do assassinato. O grupo quase saiu do controle dos líderes e precisou ser transformado numa nova instituição a SS (Schutzstafell), ou "Tropas de Proteção", um grupo de elite que contava com homens racialmente selecionados e disciplinados.

A partir de 1929, sob o comando de Heinrich Himmler, a SS cresceu e chegou a contar com um exército próprio, a Waffen SS ("SS Armada"), independente do Exército alemão, a Wehrmacht. Além disso a SS também absorveu a Gestapo, a polícia secreta nazista, a Reichssicherheitshauptamt, o órgão que controlava as polícias, o Sicherheitsdienst (SD), o serviço de inteligência e o Einsatzgruppen, grupos criados com a única intenção de exterminar grupos étnicos minoritários. Em 1939, a SS comandaria os campos de concentração e extermínio nos países ocupados.
História

Origens
O grupo que deu origem à SS foi formado em 1923, como parte da SA encarregada de proteger altos dirigentes do Partido Nazista em comícios, discursos e outros eventos públicos. Comandada por Emil Maurice, e conhecido como o Stabswache (Funcionários de Guarda), eles foram apelidado o "Camisas Negras", devido ao seu uniforme. O grupo original consistia em oito homens.

Após a fracassado Putsch da Cervejaria de 1923, a SA e a Stabswache foram abolidas, mas retornaram em 1925. Nessa altura, a Stabswache foi restabelecido como o "Stosstrupp Adolf Hitler", encarregado da proteção pessoal de Hitler nas funções e eventos do Partido Nazista. Nesse mesmo ano, o Stosstrupp foi expandida para nível nacional, e renomeada como a Schutzstaffel (SS). O nova SS foi delegada como uma força de proteção do Partido Nazista e vários líderes em toda a Alemanha. As unidades da SS seriam posteriormente alargadas por Hitler para além de proteger, também combatessem, recebendo o nome de "Leibstandarte SS Adolf Hitler" (LSSAH). Após a mobilização da Alemanha para a guerra, em 1939, as unidades de combate da LSSAH foram mobilizados, deixando para trás uma pequena guarda de honra para proteger Hitler.

Desenvolvimento
Entre 1925 e 1929, a SS foi considerada apenas um batalhão da SA e possuía apenas 280 pessoas. Em 6 de janeiro de 1929, Hitler nomeou Himmler como o líder da SS, e até ao final de 1932, a SS tinha 52.000 membros. Até ao final do próximo ano, tinha mais de 209.000 membros. A expansão de Himmler foi baseada em modelos de outros grupos, como os cavaleiros templários.

Fusão com as forças policiais
Como o partido nazista detinha o monopólio do poder político na Alemanha, as principais organizações policiais estatais alemães, foram por lei absorvidos pela SS, enquanto muitas organizações da SS tornaram-se agências governamentais. Além disso a SS também absorveu a Gestapo, a Reichssicherheitshauptamt, a Sicherheitsdienst (SD) e o Einsatzgruppen.

Controle pessoal de Himmler
Himmler, o chefe da SS, foi o arquiteto chefe da Solução Final. A SS possuía esquadrões de extermínio, comandadas pelo seu suplente, Reinhard Heydrich, que assassinaram muitos civis não-combatentes, a maioria judeus, nos países ocupados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Himmler foi responsável pela criação e funcionamento dos campos de concentração e extermínio nos quais milhares de detentos morreram por gaseamento sistemático, tratamento desumano, excesso de trabalho, a desnutrição, ou experiências médicas. Depois da guerra, os juízes dos Julgamentos de Nuremberg declararam que a SS era uma organização criminosa responsável pela execução das políticas raciais de genocídárias e de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Comandantes da SS
Heinrich Himmler, o principal Reichsführer-SS.
Julius Schreck (1925-1926)- primeiro Reichsführer-SS, organizador do embrião da SS, ainda um grupo de guarda-costas de Hitler. Depois tornou-se motorista particular do Führer.
Joseph Berchtold (1926-1927)- substituiu Schreck por um ano, sendo considerado mais dinâmico para o comando, mas não conseguiu ter o controle total da tropa.
Erhard Heiden (1927-1929)- Terceiro Reichsführer-SS, substituiu Berchtold, numa tentativa de Hitler de fortalecer a ainda pequena SS com relação às SA e evitar a debandada de integrantes de uma tropa para a outra. O número de integrantes diminuiu e o posto foi entregue a um ex-criador de galinhas de 29 anos que se destacava na SS como segundo de Heiden e a transformaria no maior poder paralelo do Estado Nazista e no terror da Europa: Henrich Himmler.
Heinrich Himmler (1929-1945) - Principal comandante da SS, saiu do posto após ser acusado de traição por Hitler
Karl Hanke (1945) - substituiu Himmler nos últimos oito dias de guerra, quando ele foi destituído do comando e condenado a morte por Hitler, acusado de traição por estabelecer conversações de paz em separado com os Aliados.

Antecedentes
A SS foi formada em 1925 como uma guarda pessoal para o líder nazista Adolf Hitler, ("Die Schutz-Staffel der NSDAP" ou "Esquadrão de Defesa do NSDAP"). Sob a liderança de Heinrich Himmler entre 1929 e 1945, a SS cresceu de uma pequena organização paramilitar para se tornar uma das maiores e mais poderosas organizações da Alemanha nazista.

Requisitos raciais para a adesão
A SS era considerada uma unidade de elite. Sendo uma "Guarda Pretoriana", todos os oficiais da SS eram selecionados pela sua "pureza racial" e lealdade incondicional ao Partido Nazista. Posteriormente, quando as exigências da guerra tornaram impossível que a ascendência alemã dos candidatos a oficiais da SS fosse comprovada, este regulamento foi abandonado.

Insígnias e Uniforme
Antes de 1932, a SS usava o mesmo uniforme que a SA, com a exceção de um quepe preto e uma gravata preta com uma Totenkopf (insígina de crânio humano). Mais tarde, adotaram um uniforme preto, concebido por Hugo Boss e, em seguida, pouco antes da guerra, um uniforme cinzento.

A SS era distinguida de outros ramos do poder militar alemão, pelas suas insígnias e uniformes. O uniforme da SS, famoso por ser sempre negro, foi desenhado pelo "SS-Oberführer" Prof. Karl Diebitsch e Walter Heck (designer gráfico). A SS também desenvolveu o seu próprio uniforme de campo, na metade da Segunda Guerra Mundial, incluindo o primeiro uniforme para oficiais de camuflagem, com um padrão de camuflagem primavera e outono.

Imagens:
A Sigla SS em Alfabeto rúnico, símbolo da organização.
O Führer Adolf Hitler passando em revista as tropas da Leibstandarte SS em Abril 1938.
Um quepe com Totenkopf, um crânio de um ser humano, insígnia da SS

A Lei (?) protege a ilegalidade em Angola











Luanda. - Oiço amiúde que o plano da destruição de um milhão de casas se aplica porque estão ilegais, edificadas em locais de reserva do Estado. E blá, blá, blá.

dunduma1 áfrica
«Muito bem.Vamos então verificar se V.Exª (general Higino Carneiro) cumpre o que afirma.Nas trazeiras da Pomobel, o Snr Generral Led, instalou-se "sorrateiramente",já instalou um muro da vergonha, e estamos com receio que iremos parar a qualquer outro lugar, como estrangeiros na nossa pátria.Ademais como V.Exª sabe o Snr General Led, é intocável.V.Exª terá coragem de desalojar o seu homólogo que edificou instalações á revelia do Governo da Provincia de Luanda?V.Exª Snr Higinio Carneiro, terá coragem para enviar a equipa de demolições?Lembro apenas a V.Exª. de que dos fracos não reza a história.»
In Angonotícias

Mas o edifício em construção dum tal general LED, da Presidência da República de Angola, conforme demonstram as fotos, está muito ilegal e não é demolido. Pela terceira vez reergue-se agora com chineses. Que chegados empregam a habitual anarquia. Parece que o que está ilegal não é demolido, só o que é legal é que se parte, se espolia. Na verdade o poder vendeu Angola. Os angolanos não têm direitos. Apenas um, morrerem à fome.

Os chineses destruíram a saída do esgoto dum vizinho nas traseiras. Fecharam logo a área com pilares e paredes, de tal modo que quando chegarem as chuvas… a água sairá por onde? Ao partirem pilares, os destroços aniquilaram as chapas de outro vizinho. E quando acontecer um incêndio tudo se consumirá, pessoas e bens, porque não existem acessos para bombeiros. Até a rua desapareceu. Esgotos também não, reforço eléctrico idem. Os chineses marimbam-se, querem é facturar selvaticamente. O que edificam, os que vivem junto estão condenados a assistir à destruição dos seus bens e das suas casas. E quando alguém reclama eles pegam nos telemóveis e gritam: «General!!! General!!! General!!! Espanto-me em assistir a tanta boçalidade irremediável.

História Universal (17). O Apogeu da Assíria


Na segunda metade do século VIII o mundo civilizado experimentou muitas mudanças.

CARLOS IVORRA

Em 750 o rei núbio Kashta avançou até ao Norte e conquistou Tebas, atrás do qual os sacerdotes núbios descendentes dos sacerdotes de Amon exilados tempo atrás recuperaram o poder dos seus antepassados.

Entretanto, Hesíodo escreve "Os trabalhos e os dias". Era um campesino beócio, e na sua obra ensina a administração de uma granja. A sua descrição da Grécia do seu tempo, desde o ponto de vista de um homem humilde, é desoladora, mas por estas alturas a Grécia começava a sair da sua idade obscura. Uma das zonas mais prósperas era a ilha de Eubéia. Chegou a ter tal excesso de população que boa parte dela teve que emigrar. A cidade de Calcis chegou a fundar em cem anos até trinta colónias ao Norte do mar Egeu, na que passou a chamar-se península Calcídica.

No Peloponeso, a cidade de Argos chegou ao cume do seu poder debaixo do rei Fidon. A sua influência ultrapassou a Argólida e chegou até ao Oeste, e incluso até a algumas ilhas próximas.

Israel vivia um período de esplendor debaixo de Jeroboam II, enquanto que a Judeia progredia debaixo de Ozías. Sem embargo, na Judeia havia um conflito interno, que era a rivalidade entre o rei e o sumo-sacerdote. Desde os tempos de David e Salomão, o sumo-sacerdote estava subordinado ao rei, mas o reinado e o derrube de Atalia deu alas ao clero. Joás e Amasías não conseguiram impor-se e foram assassinados, e agora Ozías lutava também por reafirmar a sua autoridade. Até tratou de presidir aos sacrifícios no Templo, mas de algum modo fracassou. A versão da Bíblia (talvez não muito fiável) é que Ozías adoeceu de lepra (por castigo divino, naturalmente), e um leproso não podia entrar no templo. Desde 749 o seu filho Jotan actuou como regente.

Em 748 morreu Jeroboam II e seu filho Zacarías sucedeu-lhe no trono de Israel, mas só reinou meio ano, atrás do qual houve um golpe de estado ao que se seguiram umas semanas de comoção. Finalmente foi feito rei um general chamado Menajem. Este era um ano olímpico na Grécia. Os jogos anteriores organizou-os a Élida, cidade próxima a Olímpia, mas nesta ocasião Argos conseguiu arrebatar-lhe a organização. A Élida pediu ajuda a Esparta e assim se iniciou uma inflamada rivalidade entre Esparta e Argos. Não se sabe muito bem o que sucedeu, mas Esparta impôs-se, pois a partir de então a Élida organizou quase ininterruptamente os jogos, e os registos de 748 foram apagados. Desde então, Argos uniu-se a todos os inimigos de Esparta e jamais participou em nenhuma actividade em que a condutora fosse Esparta.

Desde a morte de Salmanasar III, a Assíria foi governada por monarcas débeis, mas em 745 um general deu um golpe de estado, com o que pôs fim a uma dinastia que governou o país durante mil anos, desde que a fundara Shamshi-Adad I. O novo rei adoptou o nome de um grande conquistador assírio e passou a ser Teglatfalasar III. Sob o seu mandato, a Assíria ressurgiu. Começou por reorganizar o Império. Ajustou a maquinaria administrativa e fez a todos os funcionários responsáveis ante ele. Criou um exército profissional assalariado, que podia actuar constantemente, sem necessidade de recrutar campesinos durante períodos limitados de tempo. Isto requeria dinheiro, para o qual teve que saquear aos povos tributários. Logo passou a ocupar-se de povos circundantes. Os medos nómadas levavam anos alargando os seus campos. Foram perseguidos e submetidos a tributo. Em continuação dirigiu-se para o Oeste.

(Carlos Ivorra, é professor na Universidade de Valência, Espanha. Faculdade de Economia. Departamento de Matemáticas para a Economia e a Empresa.)
Traduzido do espanhol.

Imagem: WIKIPEDIA

Devaneios 21JUl09


05.07.2009 - 23h07 - Ex- Combatente, Farto Desta gente, Portugal
Mais dois policias baleados? Que é isso?

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Nada! Se fossem dois ministros, ainda vá que não vá. Valia a pena tomar medidas mais duras. Agora dois polícias? Bahhh...

06.07.2009 - 08h47 - José do Telhado, Azambuja
Infelizmente, nestes assuntos de polícias e bandidos, a comunicação social utiliza o mesmo procedimento que usa na relação entre os homens e os cães. Se o cão morde o homem não é notícia, se o homem morde no cão, estarão uma semana a falar no assunto. No caso das polícias, se a autoridade atira no bandido, cai o Carmo e a Trindade ! Abuso de autoridade, a Fernanda Câncio escreve que os polícias não têm autoridade nem para tirar a arma do coldre, entrevistam a família, que afirma que o rapazinho que acabou de matar o empregado da gasolineira, é muito bom moço, que não faz mal a uma mosca e etc., etc. Se matam o polícia, foi um acidente de percurso, e ninguém fala mais nisso ! Uma tristeza !

06.07.2009 - 05h06 - p, p
Só faltava aparecer o Sampaio neste bairro, outra vez a dizer que é preciso ser-ser solidário com as minorias... Cambada de hipócritas! Devia era ser tudo corrido a tiro, para acalmar. Eu quero ver se agora o pessoal do bairro vai fazer alguma manifestação contra quem baleou os polícias, como fizeram, quando a polícia matou um anormal que lhes apontou uma arma! E o principal problema, é que ainda por cima quem mora nestes bairros são imigrantes! Deixem vir mais, porque eles têm ajudado muito no desenvolvimento da economia portuguesa...

06.07.2009 - 00h51 - J.A.C., porto portugal
e andamos nós cidadãos que trabalhamos e produzimos a pouca riqueza que o pais vai tendo a votar nesta cambada de politicos de M.... que teem posto este pais de rastos então este governo ps com este ministro da administraçao interna são uma autentica vergonha deram mão livre aos ladrôes com as vergonhosas leis que teem implementado e deixão a restante população entregue aos bandos criminosos que actuam á redia solta eu saio para o trabalho esqueço os documentos se for interpelado pelas autoridades pago sem apelo nem agravo a respetiva multa, dois vandalos (notiçia hoje no jornal de notiçias)entram num café partem a pontapés os vidros da montra destroem parte do mobiliario roubam a maquina registadora poliçia é chamada persegue os vandalos prende-os presentes a quem de direito são mandados embora e "em paz" quem paga os prejuizos ao dono do café.? que trabalha honestamente e paga os seus impostos a um "estado" que se permite estas aberraçôes.?quem estas linhas escreve é um ex votante ps, ps nunca mais (onde quer que te encontres não te rias de nós Salazar)


05.07.2009 - 21h30 - Token, Portugal
Portugal passa por um período de grave instabilidade! O país precisa de combater o ritmo de crescimento galopante do flagelo do desemprego... Não é saudável alguém que dedicou décadas de vida num posto de trabalho honesto, ser despedido, para ficar sem perspectivas futuras, vivendo das últimas poupanças e a sentir a deterioração do ambiente social e familiar, até ao dia em que ouve os filhos esfomeados pedirem pão e ter de explicar que não tem... Custa, e muito, sentir-se apagado do tecido social, ser tornado um pária, sem sonhos, sem ilusões, sem apoio, sem outra saída que não a procura de uma arma e de oportunidades de capitalizar o seu uso para obter lucro imediato, sem pudor de atentar contra ou tirar a vida de outrem... Até ao dia em que já embrenhado no mundo do crime, tenha de usar a outra mão para empurrar o punhal bem fundo antes de torcer e rasgar, salvaguardando o anonimato, vital na carreira... Calma! Vamos meditar sobre o assunto...

rs, 06/07/09 14:38
se tivesse a guita que ele tem ( O Papa)e vivesse no luxo em que vive. tambem afirmaria que o dinheiro não interessa para nada. se assim é porque é que não o dão a quem precisa. falam de africa e dos demais, mas não vejo a igreja a abrir os cordões à bolsa. é que curiosamente a mui nobre igrja detem um dos bancos mais ricos do mundo.
DIÁRIO ECONÓMICO

Tacho no aparelho, migalhas do estrangeiro


Um exemplo que se repete aos milhares é o da IMEXCO, onde dois estrangeiros, no caso moçambicanos, ficam com 90 por cento das quotas da empresa e os dois angolanos contentam-se com 10%, à razão de 5 para cada.

SEMANÁRIO ANGOLENSE

As alianças contranaturas dos políticos com o capital estrangeiro

Todo o cabritismo representa em si mesmo uma perversão: a condenação desse autêntico fenómeno tem sido uma das maiores unanimidades nacionais. Cabritismo significa o «direito» que os titulares de cargos públicos reclamam para obter benefícios em áreas ligadas às funções que ocupam, de acordo com o axioma introduzido por um já falecido político angolano, segundo o qual «o cabrito come onde está amarrado».

Importa referir que, na sua essência, o cabritismo refecte a preponderância da mentalidade rural sobre a formação dos conceitos de administração que dominam o poder político e as instituições angolanas. Mas mais do que isso, o cabritismo representa um tipo de perversão que tende a inclinar-se para um tipo de interesses geralmente tidos como macabros, e um exemplo disso pode ser o facto das elites que influenciam o processo de tomada de decisões estarem a satisfazer a sua cobiça por bens materiais subordinando-se a interesses estrangeiros.

Milhares de angolanos vivem todos os dias a angustia de não poderem realizar os desígnios da sua afirmação material em Angola. Mas, paradoxalmente, assiste-se, aos poucos, a tomada dos mais nevrálgicos sectores da economia por estrangeiros, que se instalaram muitas vezes ao arrepio da lei. Protegidos pelas cumplicidades locais, os estrangeiros passaram a deter uma tal influência na nossa economia, que podem, quando as circunstâncias assim o determinarem, mancomunar-se para moldar as decisões políticas do Estado. Na verdade, eles estão a assumir-se cada vez mais como um poder paralelo.

É isso que fez com que o mercado paralelo de divisas se tenha mantido persistente quando a país já tinha conseguido uma notável estabilidade cambial e isso que tem influenciado o curso do câmbio ao longo dos meses que nos separam de Abril. Foram comerciantes libaneses, indianos e da África Oriental com contentores a transbordar de kwanzas, resultantes dos seus negócios com a venda de commodities, que já em Abril previam que a moeda angolana só haveria de encontrar a sua estabilidade nos níveis em que actualmente se encontra, falando da depreciação que levou o câmbio do dólar de 75 para os 85 actuais no mercado paralelo. E isso acontece porque na generalidade dos negócios em que entram com angolanos, os estrangeiros ficam com a parte de leão e deixam as migalhas para os seus sócios angolanos que, de facto, limitam-se a recolhê-las sem ter em conta os mínimos princípios morais, sem fazer perguntas e sem verificar quando é que as instituições que representam saem prejudicadas pela sua gosma. Um exemplo que se repete aos milhares é o da IMEXCO, onde dois estrangeiros, no caso moçambicanos, ficam com 90 por cento das quotas da empresa e os dois angolanos contentam-se com 10%, à razão de 5 para cada.

E não estamos a falar de angolanos quaisquer: estamos a falar de dois generais, um dos quais com importantes responsabilidades nas instituições da soberania do país. Como é que os estrangeiros vão respeitar este país se até são patrões dos seus mais altos responsáveis? As alianças empresariais estabelecidas pelos representantes da classe dominante são contranaturas, por desvirtuarem os ideais proclamados nos textos programáticos do país. E, nisso, as alianças personificadas pelos representantes do poder politico angolano com o capital estrangeiro representam tanta perversidade, quanto todas as outras alianças contranaturas refutadas à luz da moral cristã: é tudo farinha do mesmo saco.
SN
SA

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Cavaleiro do Rei (35). Novela


(Caro leitor, este texto é verídico)

INTRODUÇÃO

«A partir de 1975, de semana a semana, dia a dia, a capital Luanda vai e nascer, de modo avassalador, o número de utentes das suas, hoje, devassadas corroídas infras – estruturas. Montadas para servir pouco mais de 400 mil pessoas. Hoje positivamente a rebentar pelas custaras, a cidade de Luanda é vitima de todas as erosões possíveis.

Quando começarem a manifestarem – se, na pele da grande cidade Africana, as primeiras feridas preocupantes. Já passaram, pois muitos anos, os quais Luanda não cessou de e nascer e de receber gente, gente, mais gente, sempre mais gente. Um fenómeno visceral de guerra. Depois das eleições de 1992, nova onda de Deslocados, Refugiados, Mutilados homens e mulheres, com as suas crianças, Camponesas, Operários, funcionários, Militares tresmalhados do Norte, Centro e Sul do País.

DESENVOLVIMENTO

Urbanização é o acto ou efeito do terror urbano ou citadino, isto é de transformar em cidades. A palavra « Urbanização » designa especificamente da área que ocupam, quem no seu número, quer na quantidade de pessoas que consagram.

Luanda é uma cidade apesar de tudo, estóica, lutadora, perseverante. As suas infras – estruturas estripadas, são ainda as mesmas de 1974 quando a cidade acolhia cerca de 400 mil almas. As mesmas! E os novos musseques, nas imediatas periferias são, agora, de betão! Construções ao Deus Dora, numa impressionante sequência de sofreguidões improvisas e clandestinidades com clandestinidade humana. Há edifícios de apartamentos cuja infra – estrutura comporta, na totalidade, fossas sépticas! Edifícios com uma média de 7 apartamentos por cada andar. Os rebentamentos em canalizações agudizam, no quotidiano de Luanda, o problema da rede de esgotos, talvez o mais sério de todas.

A deterioração dos edifícios comercias e residências do centro de Luanda e não só, rapidamente invadida por gentes dos musseques periféricos até mesmo de outros pontos do país. Aos poucos, este cenário altera – se porém, edifícios como o velho Hotel e outras estão irreconhecíveis. Outros imóveis, entretanto, conheceram cuidados de manutenção ou foram beneficiados.

Luanda-SUL

Luanda vai crescer para sul, com os nossos bairros, mais casas para habitação. A empresa provincial de projectos em conjunto com uma multinacional, será o embrião de uma empresa mista ( dotada de regime especial aduaneira fiscal e cambial ) que deverá acompanhar outras iniciativas da “Revitalização” urbana de Luanda.

No entanto a nova urbanização “Luanda Sul” uma inovação se desenha na construção das casas sociais vão participar ( mão de obra ) as culturas utentes das novas urbanizações. Muitos jovens poderão iniciar – se deste modo os operários ou artifícios no ramo da construção civil.

No que toca as “casas e económicas” com base no programa distribuímos o talhão entregamos. Projecto e o usufrutuário passa imediatamente à construção da casa.
Por onde se estende essa nova urbanização?»

Imagem: Angola em fotos

A Epopeia das Trevas (25)



Acobertadas de glória pelo término favorável da batalha no gueto, olhavam sem horizontes para os destroços vendíveis. Escapulidas no recomeço da luta sem alternância, sugeriu-se o inventário dos acontecimentos:
- Não dá para conferir. Num bairro onde ninguém gosta de confusão, repentinamente vem à tona mais um episódio da Guerra de Tróia.
- Nunca se investiu, instituiu tanta fome, como nestes tempos badalados, baldados. Muitos guetos sem futuro, como este, serão os formigueiros que alimentarão o reencontro inexorável da Guerra de Tróia. Os esfomeados não temem a morte, ela abastece-os regularmente com cestas básicas aeriformes, de fomes. Está sempre latente nos corações a revolta candente. Será uma grande revolta mundial, juridicamente universal. Quem a impossibilitará de terminar? Não haverá muralhas, fossos, mares que lhe resistam. Multitudinários esfomeados mutados em baratas, moscas, ratos. Afasta-se um, vem dois, três. Assim falará a nova Guerra de Tróia.
- Deve ser por isso que os romanos não gostavam de Cartago.

O barqueiro Caronte reservava uma barca, sempre preparada para singrar no rio Idas. Levava nas ondas os restos das almas dos ousados sábios ou opositores. Erradicara-se definitivamente qualquer manifestação de sabedoria ou oposição.

Os Politburo nasciam sábios, congeniais autorais. Dominavam, fustigavam as epístolas da oposição. Mas os trovadores, exilados internos sem mácula pedravam letras. De chofre aparecia o barqueiro Caronte, esfregava as mãos de avarento, e inquiria se havia almas para as Idas. Se respondiam, por enquanto ainda não, Caronte impacientava-se.
- Não brinquem com a ludologia. A política não é arte de cartomantes. Daí não advém futuro. Da outra Revolução Francesa que há-de vir, enviam-me muitas almas. Sempre foi assim, sempre assim será.

Os Politburo subiam os degraus do poder sem esforço. No altar cultuavam as vastas sobremesas das multidões sem história. Que de mãos estendidas, flácidas, migalhavam o culto da fome. Tudo é composto de convicção.
- Não há nenhuma revolução que nos vença, que nos convença, ou que nos tire do lugar. Governamos demasiado, porque o tempo só conta enquanto estamos vivos. Governamos mal? Os acólitos aplaudem-nos pela boa governança. Outros povos, especialmente este que dirigimos, os Jingola, envolvem-se, deixam-se levar na felicidade que lhes prometemos nos discursos de fim de ano. Antes viviam na extrema escravidão, hoje estão libertos. É verdade que existem alguns constrangimentos, mas o sorvedouro dos milhares de leis decretadas solucionarão a emancipação dos povos. Finalmente a miséria acabará, atingiremos, bateremos as metas dos recordes do desenvolvimento.
- É?! Acontece que fiz um grande investimento na compra de duas mil barcas, e muitos barqueiros para as conduzirem, que correm o risco de perder o emprego. Não estão a cumprir o contrato, exijo indemnização. Arranjem aí umas epidemias, matanças de criminosos, qualquer coisa… não se sobrevive sem cadáveres.
- Velho Caronte, não escorregue, cadáveres não faltarão. Fique calmo que brevemente tombarão outra vez mil por dia.
- Não acredito em tal maldição! Vão fazer outra revolução?
- Nem tanto a norte… vamos fazer outra guerra mais devastadora.
- Pendo dessa garantia. Importa-me que cumpram as normas contratuais.
- É verdade que demasiamos a honrar os nossos compromissos, mas quando os lesados nos pressionam, vasculhamos a papelada e accionamos o pagamento. Só trabalhamos debaixo de pressão. Somos como uma locomotiva a vapor.

Imagem: http://www.interconect.com.br/clientes/pontes/diversos/caronte.htm

GESTAPO


Esta polícia funcionava sem tribunal, decidindo ela mesma as sanções que deviam ser aplicadas.

Origem: WIKIPEDIA, a enciclopédia livre.

Gestapo é o acrónimo em alemão de Geheime Staatspolizei, significando "polícia secreta do Estado".

Sob a administração geral da SS, era administrada diretamente pela RSHA e era considerada uma organização dual da Sicherheitsdienst e também uma parte da Sicherheitspolizei. Era liderada por Gestapo Müller.

A Gestapo foi criada em 26 de abril de 1933, na Prússia, a partir da Polícia Secreta Prussiana. No início, era apenas um ramo da polícia prussiana, conhecida como "Departamente 1A da Policial do Estado Prussiano".

Seu primeiro comandante foi Rudolf Diels, que recrutou membros de departamentos policiais profissionais e fez com que ela funcionasse como uma Polícia federal, semelhante ao FBI dos EUA.

O papel da Gestapo como polícia política só foi estabelecido quando Hermann Göring foi designado para suceder Diels como comandante, 1934. O termo Gestapo vem da abreviação de Geheime Staatspolizei (Polícia secreta do Estado) e levou o governo nazista a expandir sua força para além da Prússia, para toda a Alemanha. Só não teve sucesso na Baviera, onde Heinrich Himmler, chefe da SS, era o presidente de polícia e usava as forças locais da SS como polícia política.

Em abril de 1934, Góring e Himmler concordaram em colocar de lado as diferenças e, principalmente por um ódio combinado às Sturmabteilung, Göring aceitou colocar o comando da Gestapo sob a autoridade das SS. Naquele ponto, a Gestapo foi combinada com a Sicherheitspolizei e considerada uma organizaçào irmã da Sicherheitsdienst ou SD.

Época nazista
Agentes da Gestapo capturados em Liège

A Gestapo era a garantia do completo domínio da população pelo Partido nazista.

Ela foi a polícia política da Alemanha nazi; criada em 26 de abril de 1933 por Hermann Göring e reorganizada em 1936 por Reinhard Heydrich, passou sob o controle de Heinrich Himmler em 1934.

Esta polícia funcionava sem tribunal, decidindo ela mesma as sanções que deviam ser aplicadas. Tornou-se célebre primeiramente na Alemanha, e depois em toda a Europa ocupada, pelo terror implacável de seus métodos. A Gestapo representou o arbítrio e o horror das forças nazistas. Sua sede ficava na rua Prinz-Albrechtstrasse, em Berlim - onde há um museu sobre a sua história.

Um dos métodos de atuação de seus membros era disfarçando-se de operários e indo "trabalhar" nas fábricas; lá, eles aguçavam os outros operários para uma revolta contra o governo, a polícia secreta passava uma lista onde os operários que estavam a favor assinavam seus nomes. Durante a noite os operários que assinavam a lista recebiam uma visita de alguns policiais fardados e com um botton de um crânio e uma águia de ferro no quepe. No dia seguinte o operário era substituído por outro, pois ninguém mais o via. O bótom em forma de crânio é a caveira símbolo das SS, ou "totenkopf", em alemão. Foi inspirada no emblema de guardas prussianos do século XVIII.

A Gestapo também era famosa pelo jogo de "gato e rato" que fazia com todos aqueles que julgava suspeitos. Em outras palavras, jamais prendia alguém imediatamente; mas estimulava suas supostas atitudes subversivas, para pegar não somente um suspeito mas, se possível, todos aqueles que com ele tivessem ligação.

Um capítulo à parte deve ser reservado aos métodos de prisão, interrogatório e tortura da Gestapo. Todo preso pela polícia secreta nazista podia esperar as formas mais selvagens de suplícios, com tal de arrancar-lhe qualquer informação ou delação que viesse a ser útil. Choques elétricos, espancamentos, queimaduras, torções, estupros - tudo isso aplicado por profissionais treinados.

Organização
A organização da Gestapo desdobrava-se nos seguintes departamentos:

Departamento A (Inimigos). Comunistas (A1). Sabotadores (A2). Reacionários e Liberais (A3). Assassinos (A4).

Departamento B (Seitas e Igrejas). Católicos (B1). Protestantes (B2). Franco-maçons (B3). Judeus (B4). Pessoas de cor (B5)

Departamento C (Administração e Negócios internos)

Departamento D (Territórios ocupados). Opositores do regime (D1). Igrejas e seitas (D2). Negócios do Partido (D3). Territórios ocidentais (D4). Contra-espionagem (D5). Estrangeiros (D6).

Departamento E (Contra-espionagem). Na Alemanha (E1). Nas unidades de polícia (E2). No oeste (E3). Na Escandinávia (E4). No Leste (E5). No Sul(E6)

Imagem: Hermann Göring nomeia Himmler para a direção da Gestapo