quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Epopeia das Trevas (56)




O amor, são muitos sentimentos, qual deles devemos seguir? Normalmente mergulhamos no sentimento da carne, mais tarde amaldiçoamo-nos pela escolha. Terminamos na eterna dúvida, não sabemos o que é amar, não sabemos o que é o amor. Nos ritos do casamento, o sacerdote costuma prevenir: «neste dia unem a plenitude dos tempos eternos. Mostrem-se tolerantes quando se provocarem. Mantenham-se firmes no amor, nos muitos momentos difíceis, e momentâneos felizes».

É como a amizade. Tive muitas mas nunca consegui descobrir quem era de facto amiga. Também tive muitas amigas, também fiquei sem saber qual delas me era fiel. E assim continuamos nesta angústia do augusto eterno. E tudo se acaba, se recompõe, tudo volta ao que já era.
Bendigo a Deus esses instantes que me lembram, que sempre me acompanharam, mas que só agora notei.

Iam com os embondos da adversidade nas cabeças. Aos quitundulos apressavam-se. Não havia tempo a perder. O destino das balas é muito rápido, macabro. A morte é muito paciente, sabe esperar. Não se preocupa muito, porque sabe que todos a procuram. Tem sempre um lugar vago na eternidade.

Retornaremos às matas, cumpriremos o nosso destino, a nossa odisseia. Defraudaram-nos os quitutes. Vamos para Kalunga, regressamos às nossas raízes, ao reencontro do tempo dos Aymaras, no templo do lago Titicaca.
Antes da chegada dos colonizadores, os Aymara viviam felizes no lago Titicaca.

Depois confinaram-nos, acamparam-nos, concentraram-nos em campos murados. Ainda existem muitos muros, agora nas ditaduras democráticas de contenção. E prometem que sempre existirão. Assim o garante o comunismo chinês que se prepara subtilmente para conquistar, impor ao mundo um sistema político e económico ultrapassado. Mais muros da fome, do arame farpado, electrificado. Os monumentos do sofrimento da civilização: Auschwitz-Tsirkenau, Neuengamme, Bergen-Belsen, Mittelbaudora, Buchenwald, Flossenberg, Natzweiler, Ravensbruk, Sachsenhausen, Terezin, Dachau, Mauthausen, Stutthof, Chelmno, Gross-Rosen, Treblinka, Sobibor, Lublin-Maidanek, Belzec, Plaszow. Os campos de Valeriano Weyler, Nisei, Estaline, do marechal de campo britânico, Roberts, e do seu sucessor Kitchener.

Se tenho fome e não tenho nada para comer, que mal fiz? Porque não me dão comida? Vivo entre pessoas ou com seres irracionais? Espero que Zeus acabe brevemente com isto. Uns – a minoria – merecem viver. A maioria é para Jingola ver. Mas, quem merece viver?

Coloquem lá as nossas fotografias nos vossos murais da fome para que se lembrem de nós. De mais vítimas que tentaram atravessar os muros desumanizados da vergonhosa fome e não conseguiram. Agora impuseram-nos os campos modernos da concentração da fome global, globalizada.

O dia aparece, clareia, mais um, outro tempo sem esperança. Mais um dia de fome. Que comeremos hoje? Não sei! Não sabemos, ninguém sabe, ninguém quer saber. É assim a nossa vida. É este o legado da civilização do homem branco. Fome! Sempre fome! A civilização da fome. Não fazemos parte da História, perderam-nos nela.

E a oposição (?)




Não é com duas ou três vozes dispersas que se faz oposição.

Por causa da energia eléctrica que oscila entre os 160 e 170 voltes, desde que a entregaram aos amigos chineses, que os passarinheiros da nomenclatura instalam geradores e gazeiam-nos noite e dia. Também de noite trabalham nos prédios deles com o dinheiro desviado do petróleo e não se consegue dormir, descansar. Inescrupuloso, este poder é terrível. Se não nos prende ou nos elimina nas prisões, os seus governantes e os seus amigos estrangeiros ancoraram aqui definitivamente e dispõem-se a acabarem connosco.

Há que fazer-lhes frente antes que nos exterminem.

E a oposição (?). Pretenderem mostrar os seus dotes pavoneando-se perante uma rádio, jornal ou televisão apenas para exibição não convence, cansa. É isso, estamos todos cansados de ouvir sempre os mesmos nas mesmas repetições. Até parece uma festa. Oposição não é só falar. É demover, arrastar, convencer as pessoas de que assim não dá. Por outras palavras: abandonar os discursos insípidos e alertar para a população lutar pelos seus direitos. Desafiar directamente o poder instituído.

Inicialmente vão acontecer problemas porque a FAMÍLIA vai tremer. Vai ripostar com a sua máquina de guerra. Não é por acaso que absorve grande parte do orçamento nacional.

E que fazer duma oposição que aceitou nas calmas, pacífica e cobardemente a monumental fraude delituosa. E aceitaram os resultados sabendo-se de antemão que foram uma grande cozinhada. Não reagiram ou fizeram-no muito à toa, receosos. Com tantas desculpas de fraqueza, de parvoíce. E lamentam-se como as preguiças penduradas, agarradas nas árvores. Que futuro para um país com oposição preguiça? Um desencanto, uma desgraça, um titubear de esperança perdida. Nem uma manifestação, nem uma greve conseguem fazer. Ao diabo que os carregue (?)

Nesta conjuntura é fácil conseguir emprego… de jornalista: ele não conseguia emprego porque não roubava, tinha a mania que era honesto, então resoluto enfrentou-se com o empregador MPLA. «Você é gatuno?» «Sou!» «Então o emprego é seu. Nós necessitamos é de bons gatunos. Já vamos legalizar mais este comité»

O senhor dos escravos e a hipocrisia ocidental







Assim como está não dá. Já se ultrapassaram todos os limites humanos do suportável.
Pois… isto terminará fatalmente em grande confusão. Porque já as gentes rangem os dentes e esforçam os punhos. Eu não estou, ninguém está disposto a aturar este neocolonialismo descarado. Claro que acabará, tem que acabar em brutal desordem.

Os cobertores ocidentais, orientais e nacionais apostam na eliminação da população angolana. É ver os campos de concentração a que chamam Zangos. Multinacionais e nacionais roubam e protegem-se. Há muito pouco tempo os SME-Serviços de Migração e Estrangeiros detiveram dezasseis europeus ilegais numa empresa. Passadas duas horas alguém telefonou e libertaram-nos.

Brasileiros e portugueses descaradamente roubam-nos os empregos. É ver o que fazem na secção do bilhete de identidade do Palácio. Até o chefe de informática angolano afastaram e no seu lugar colocaram uma portuguesa. Não dá para brincar… os vencimentos desta gentalha? Apenas dez mil dólares mensais e demais mordomias. E os brancos chegados a beberem café, água mineral, sumos, bolachas e demais tralhas da desordem. E a negralhada abandonada numa cave tão gelada que mais parece outro navio negreiro e que já não aguentam tantos maus tratos… nem direito têm a água mineral.
Revoltar é preciso!

«A vénia dos sipaios portugueses ao novo chefe de posto angolano
Os donos de Angola (a família Eduardo dos Santos e mais meia dúzia de amigos generais) estão também a comprar Portugal. Fazem bem. Se o país está à venda e há compradores... é a regra do mercado a funcionar.

ALTO HAMA

Tirando o facto de a maioria dos angolanos passar fome e de cada vez mais portugueses seguirem o mesmo caminho, tudo o resto é normal. Quintas, vivendas, bancos, empresas etc. fazem parte do cada vez maior leque de interesses dos poucos angolanos que têm milhões.

Ainda bem. Recorde-se que, ao contrário do que quase todos os portugues e angolanos pensavam, José Eduardo dos Santos é cidadão português. Quem o diz é o próprio primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, quando afirma que a venda de parte da Galp a José Eduardo dos Santos se deveu ao facto de não querer que a empresa fosse para mãos de estrangeiros...

Tirando o facto de a maioria dos angolanos passar fome e de cada vez mais portugueses seguirem o mesmo caminho, é normal que os donos do poder (sobretudo económico) estendam as suas garras a outros países. E ainda bem que consideram Portugal uma boa escolha. O reino luso a norte de Marrocos só tem a ganhar com estes investimentos. Depois de 500 anos de colonização já era tempo de ser o colonizador a ser colonizado.

Tirando o facto de a maioria dos angolanos passar fome e de cada vez mais portugueses seguirem o mesmo caminho, importa acrescentar que a economia portuguesa está a ficar nas mãos da economia angolana e, pelo andar do que é conhecido, um dia destes ainda vamos ter outras grandes surpresas.

Tirando o facto de a maioria dos angolanos passar fome e de cada vez mais portugueses seguirem o mesmo caminho, Portugal vai assistir ao nascimento de novas estruturas empresariais, em quase todos os sectores – incluindo os da comunicação social – de modo a que seja mais fácil aos donos do poder em Angola dizer aos escravos portugueses como devem fazer as coisas para agradar ao colono angolano.

Tirando o facto de a maioria dos angolanos passar fome e de cada vez mais portugueses seguirem o mesmo caminho, fico à espera de ver mais alguns (sim, que já há muitos) sipaios portugueses fazerem a vénia ao chefe do posto angolano porque se o não fizerem sujeitam-se a “fuba podre, peixe podre, 30 angolares e porrada se refilarem”.»




Abandono de trabalho (?) 22Out09




Os Templários (16). O culto da Dama Celeste


MICHEL LAMY

O que é mais extraordinário é que, em seu redor, todos achavam isso normal de tal modo a sua personalidade era, ao mesmo tempo, forte e sedutora. Estava dotado de uma energia e de uma vontade sem falhas, daquelas que fazem vergar as pessoas em seu redor. Para além da autoridade e da violência verbal, sabia manejar também a delicadeza e a persuasão. Bernardo foi um ser dúplice, dividido entre a meditação e a ação.

Tão depressa arrastava os irmãos, repreendia os grandes, influenciava a política de todo o Ocidente, como se retirava para uma choupana e se entregava a mortificações até esgotar o seu corpo e o tornar doente, «semelhante a um arco que, depois de ter sido distendido, retesado de novo, recupera toda a sua força: como uma torrente retida por uma barragem que, liberta, retoma a impetuosidade do seu curso, regressa às suas práticas, como se tivesse pretendido castigar-se por esse repouso, e reparar as perdas da ascese interrompida». Robert Thomas escreve:
Uma saúde arruinada, um corpo extenuado, uma alma que, até ao fim, será senhora daquele corpo e lhe fará a vida dura, assim é Bernardo.

Dedicou-se à Ordem de Cluny para a qual defendeu uma reforma monástica. Acusava os monges clunicenses de terem costumes dissolutos.
Compreenderemos facilmente, com base nisso, que São Bernardo não defendesse para os Templários uma regra especialmente suave e que se esforçasse por os tornar aguerridos através da própria dureza da vida que deveriam levar.
Bernardo foi também quem lutou contra Abelardo, até o ter derrubado, aniquilado social e psicologicamente. Abelardo era um mestre com uma inteligência notável que ensinava uma juventude estudantil que o adulava. Dialético brilhante, gostava das lides oratórias mais por elas mesmas do que pelo seu conteúdo. Tinha uma tendência nítida para o racionalismo e não admitia que, para um problema religioso, a única resposta avançada fosse: é um mistério.

Crer e não discutir era inconcebível para ele. Bernardo considerava perigoso o seu ensino, tanto mais pernicioso quanto as suas teses eram, amiúde, sedutoras. Opôs-se-lhe violentamente e redigiu um tratado dos erros de Abelardo que dirigiu ao papa Inocêncio III. Não parou enquanto o não conseguiu condenar. A esse respeito, Dom Jean Leclerq escreveu:
Esse excesso de injúrias, de acusações baseadas em denúncias sumárias, traía, em São Bernardo, uma paixão mal dominada. Este episódio não é, certamente, o mais glorioso da vida de São Bernardo.

O culto da Dama Celeste
Bernardo teve também um amor louco por Maria, embora tenha escrito muito menos sobre esse tema do que acerca de outros. As poucas páginas que deixou sobre a Virgem ressumam literalmente fervor e amor. Inventou uma oração a Maria, na qual ela aparece como a «Rainha» da Salve Regina, que intercede em prol dos homens, junto de Cristo, a Virgem coroada que aceitou a provação desejada por Deus, triunfou sobre ela, é capaz de mostrar o caminho aos homens.

A devoção de Bernardo à Virgem parece profunda, o que não é tão habitual na sua época. Daí, poderemos imaginar que não tenha sido alheio à veneração que os Templários sempre tiveram por Nossa Senhora. Todavia, tenhamos cautela porque talvez se tenha tendência para atribuir uma importância desmesurada a São Bernardo, a partir do momento em que se trata dos Templários. Baseando-nos nos depoimentos prestados por estes últimos no seu processo - dois séculos mais tarde - poderíamos pensar que fora o próprio Bernardo quem redigira a sua regra.

Na verdade, mesmo que seja quase certo que meteu a sua mão na tarefa, deve ter trabalhado a partir de um texto prévio redigido pelo patriarca de Jerusalém, Estêvão de La Ferté. O que é certo é que tornou mais fácil a sua aprovação e, nesse sentido pelo menos, os Templários deveram-lhe a sua regra. Assim, Bernardo enviou uma carta a Thibaut de Champagne, dizendo-lhe: Dignai mostrar-vos cheio de solicitude e de submissão pelo legado, em reconhecimento por ter escolhido a vossa cidade de Troyes para a realização de um grande concílio, e dignai-vos dar o vosso apoio e a vossa assistência às medidas e resoluções que este julgar convenientes no interesse do bem.

O pedido não está isento de uma certa firmeza. No entanto, por detrás de um São Bernardo aparentemente na primeira linha, esconde-se talvez uma outra personagem cuja importância, nos bastidores do Templo, nos parece considerável.

Imagem: http://images.portoeditora.pt/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Cavaleiro do Rei (65). Novela




As explosões de Londres, sem dúvida, efectuadas pela Al-Qaeda, lembram uma vez mais que as suas células são, de certo modo, invencíveis. A questão é o dinheiro. As democracias ocidentais e as suas economias só funcionam nos seus países. Nos outros utiliza-se a democracia para explorar os seus povos, impondo ditaduras. É a revolta geral com a criação de células terroristas. Se as democracias ocidentais persistirem no neocolonialismo, os actos terroristas aumentarão até conseguirem rebentar alguma bomba atómica. A economia é uma ciência que serve para explorar os povos.
E inventaram o telemóvel que serve… para rebentar bombas.

O Bastonário da Ordem dos advogados informou que dos setecentos inscritos, só vinte por cento funcionam. Os restantes estão no desemprego.
Isto revela o caos sintomático em que se encontra a economia do reino. Já não existem fábricas, transformaram-se em armazéns ou estabelecimentos comerciais. A Mabor fabricava pneus, agora importam-se, tudo se importa… até mulheres. Com poucas pessoas um armazém faz as suas vendas. Porque não existe produção, generaliza-se o desemprego. Nos vice-reinos as populações morrem à fome. Fogem para a capital de Jingola aumentando cada vez mais o desemprego.

É fácil fazer uma pequena fábrica de tomate enlatado e de vinagre.
Limão importado que não presta fica por 250.00 Kz o quilo. Na rua compra-se bom limão nacional por 100.00 Kz. Não se entende como é possível importar tomate, limão, vinagre, sal. Importar tudo. Na realidade sem nos darmos conta já vendemos o reino.

Na floresta do Quinaxixi surgiu uma nova quadrilha de jovens delinquentes. O floresta squad. Sobem e escondem-se nas árvores. É assim que fazem as emboscadas às suas vítimas. Quem passa ou ali vive, sofre o terror constante deste grupo de jovens desempregados. Com armas de fogo, garrafas partidas, catanas e outros objectos, sobrevivem a roubar os bens que restam dos outros esfomeados.

Suicídio no prédio da chechénia. Mais um jovem atirou-se do nono andar. Não sobreviveu. É a décima vítima. Receio que isto fique contagioso. Que muitos jovens decidam este caminho. Já temos tantas epidemias. Devemos acrescentar mais esta, e tomar medidas antes que seja tarde. São jovens que não chegaram a ver o feixe ténue da luz da vida.

Um anúncio de uma marca de cerveja diz que as jovens, numa esplanada, depois em casa, numa festa, na dança, com os seus amores, apela para beberem cerveja. Quando acabarem estarão muito bêbedas. E com a cabeça perdida fazem amor à toa. Depois vem a Sida. Não entendo o porquê deste apelo para alcoolizarem as jovens. Este anúncio devia ser proibido. Em seu lugar publicar outro, que apelasse às jovens para frequentarem bibliotecas, lerem livros. Depois praticarem um desporto e assistirem a um filme que retratasse a vida de um grande escritor, ou escritora, ou algo similar. E beberem um sumo natural. Convém lembrar que quatro cervejas numa jovem equivalem a oito num homem.

O Cliente disse que me enviaria o dinheiro, até agora não o fez. Ele não difere de todos os outros que aqui chegam. A sua missão no reino é roubarem. Rapinar sob a protecção da nobreza. E os roubos não são nada pequenos.

Boa governação. Um exemplo para o mundo



Governo parasita a necessitar de desparasitação
Não paga luz, água, combustível, telefone, renda de casa, carro de borla, alimentação gratuita, salários elevados sem justificação de gastos… tudo de borla. É muito dinheiro fora dos cofres do Estado, porquê?!

Ensino (?)
Os estudantes do segundo ciclo do Ensino Secundário, vulgo PUNIV Central, ex/Salvador Correia, foram transferidos para a escola que fica por detrás da escola Nzinga onde passa uma conduta gigantesca de água da EPAL, e que o Governo Provincial de Luanda a passou de borla a uma empresa de plantas de viveiro em estufa, deixando as três escolas aí existentes sem água. Pergunta-se: será que o interesse privado suplanta os organismos públicos? E a água consumida não a pagam?

EDEL-Empresa Aterrorizadora da Electricidade de Luanda
Nós incendiamos equipamentos eléctricos, etc. Incendiamos a cidade de Luanda. Fornecemos curto-circuitos ao domicílio. Apoiamos a destruição nacional, incondicional.
Angola, a única economia do mundo que funciona com geradores eléctricos.
Mais descontruções e diariamente potentes geradores eléctricos instalados. Quem conseguirá sobreviver à morte com tanto fumo? Isto é uma conjura para acabar, asfixiar, gazear o que sobra do Governo. Como poderá o Governo funcionar, trabalhar com tantos escapes de fumos tóxicos? E as suas famílias como sobreviverão? É o virar o feitiço contra o feiticeiro?!
A horripilante energia que fingimos fornecer acabará como Nero… quando incendiou Roma.

Banco Millennium Angola. Um banco do 27 de Maio
Na rua Rei Katyavala 109 em Luanda. Roubaram o terreno das traseiras, é propriedade dos condomínios. Lá instalaram gerador com fumo mortal. Tinha que ser em Luanda. E ligam-no dia e noite, faz do sono um pesadelo. Crimes… enquanto a junta militar estiver no poder…

Abandono de trabalho (?) 21Out09







Os Templários (15). São Bernardo, o admirado e o temido


MICHEL LAMY

Fundamentai as constituições dos Templários de tal forma que eles se não afastem dos ruídos e dos tumultos da guerra e continuem a ser os auxiliares úteis dos príncipes cristãos... Fazei de maneira que possamos, se Deus o permitir, ver em breve uma conclusão feliz desta questão. Dirigi por nós orações a Deus. Que Ele vos tenha na Sua Santa Guarda.

São Bernardo
São Bernardo deveria, efetivamente, desempenhar um papel importante no progresso da Ordem. Convém determo-nos um pouco nesta personagem sobre a qual Marie-Madeleine David escreve: Bernardo é o homem mais representativo do renascimento do século XII.

Nascido no final do século XI, em 1090, e falecido em 1153, insere-se em plena época de fecundidade intelectual e de transformações econômicas e sociais. Nascido no castelo de Fontaine, a noroeste de Dijon, era o terceiro filho da Dwna Aleth. Antes do seu nascimento, a sua mãe tivera sonhos curiosos. Via o seu futuro filho sob a forma de um cãozinho que ladrava furiosamente. Inquieta, abrira-se com um religioso que a acalmara afirmando-lhe que, mais tarde, o seu filho apenas ladraria para defender a Igreja.

O pai de Bernardo, Tescelin, era senhor do castelo de Fontaine e os seus compatriotas tinham-no apodado de «o baio», porque era loiro-arruivado. Tinha a fama de ser um homem de honra, corajoso e fiel ao seu suserano, o duque da Borgonha.
Aleth, que era filha do duque de Montbard, velara por que o seu filho recebesse uma boa educação. Confiara-o, pois, aos cônegos de Saint-Vorles, em Châtillon-sur-Seine. Eles haviam-lhe ensinado o trivium (gramática, retórica, dialética) e o quadrivium (aritmética, música, geometria, astronomia) e tinham-no obrigado a ler Cícero, Virgílio, Ovídio, Horácio. Também o tinham ajudado a vencer uma timidez quase doentia.

Foi na igreja de Saint-Vorles que caiu em êxtase perante Maria, vendo aquela «imagem da Mãe de Deus, feita de uma madeira que a idade escureceu mais do que o sol»? Fora essa virgem negra de madeira que, miraculosamente, teria apertado o seu seio, de modo que teriam caído três gotas de leite nos lábios de Bernardo.
Os seus contemporâneos descreviam o jovem Bernardo como belo, esbelto, com uma cabeleira revolta, um olhar que se impunha. Mas essa beleza não era para as mulheres, porque pretendia preservar a sua castidade. Um dia, pensando que olhara uma mulher com demasiada complacência, fora mergulhar num lago gelado para apagar o desejo que sentia crescer dentro de si. Do mesmo modo, tratara com desprezo uma outra mulher que viera meter-se, nua, na sua cama. Pelo menos, é o que conta a sua lenda dourada.

De qualquer modo, escolheu o claustro que comparava à escola de Deus. Robert Thomas lembra-nos como São Bernardo via os monges: Tal como os anjos, vivem puros e castos; tal como os profetas, elevam os seus pensamentos acima das coisas da terra; tal como os apóstolos, deixam tudo e vão ouvir a palavra do Mestre, recordá-la nos seus corações, esforçar-se por a guardar, por a pôr em prática. Cada mosteiro será uma escola onde Jesus ensina.
São Bernardo escolheu Cister onde entrou, no tempo do abade Estêvão Harding, com cerca de trinta companheiros que mais ou menos arrastara consigo.

Definia-se como alguém que procurava Deus e pensava que, neste caso, «quem procura, encontra». Era exigente com os outros, mas antes de mais, consigo mesmo. Recusava-se a respeitar apenas o voto de obediência que lhe não parecia um compromisso suficiente. Era necessário ir, além disso. Não podia compreender que um monge se ficasse pelo mínimo obrigatório. Escrevia: A obediência perfeita ignora o que é apenas uma lei, não está encerrada em limites; a vontade ávida estende-se até aos limites da caridade, entrega-se por si mesma a tudo o que lhe é proposto e, com o fervor de uma alma ardente e generosa, vai sempre em frente, sem ter em conta limites ou medidas. Para ele «a medida de amar a Deus é amar sem medida».

Bernardo não se contentava com meditar, adorar. Estudava também. Lia as escrituras, comentava-as, dissecava-as, até, procurando ir até à fonte em vez de se limitar aos comentadores precedentes. O que estava em jogo em tudo isto: conhecer-se a si mesmo e conhecer Deus. Mas conhecer-se consiste também em descobrir quão insignificante se é. No entanto, a sua atitude na vida desmentiu, amiúde, essa aparente humildade.

São Bernardo, o admirado e o temido
Bernardo em breve se tornou notado e foi a ele que se confiou a fundação da abadia de Clairvaux, em 1115, num local que tinha o belo nome de Vale de Absinto. Afirmou-se lá e continuou a pregar a humildade, e nem por isso deixou de ser cada vez mais seguro de si, a tal ponto que é necessário ser um hagiógrafo para negar o orgulho de São Bernardo. Afirmava:
Os assuntos de Deus são meus e nada do que lhe diz respeito é estranho para mim.

Imagem: http://api.ning.com/files/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Estádios efémeros (Fim)




E o Senhor dos Estádios satisfez-se com tamanha malvadez, pelo sofrimento que flagela às populações que lutaram para ele continuar eternamente no poder. E conclamou os seus amigos para na terra destroçada erguerem estádios e outras desorientadas construções. Só em Angola é que está a dar. É tudo tão fácil. Corre-se com a população e constrói-se. Quem refila leva nos cornos.

O incrível é ouvirmos os mesmos políticos quase há cinquenta anos proclamarem as mesmas promessas mentirosas. E o povo analfabeto acredita, claro. São necessários muitos analfabetos para que não haja alternância do poder.
A cada dia que nos trespassa, vemos a desilusão de Angola acontecer. A idiotice é tão flagrante, possante. Como um submarino que mergulhou bem fundo, avariou e lá ficou, aprisionou. Irremediavelmente nunca conseguirá voltar à superfície.

O povo angolano é imensamente sortudo, muito libertado. O marxismo-leninismo libertou-o, conforme atestado por russos e cubanos. A libertação continua agora com portugueses, brasileiros e chineses. Ainda não aconteceu luta de libertação. A outra, a tristemente célebre, foi apenas um ensaio, uma grande desilusão. Vê-se nos seguranças que há vários meses não recebem salários nem alimentação. Como prisioneiros num campo de concentração nazi, conseguem algumas bolachas, juntam-lhes água, e é a única refeição neste campo da morte do grande desenvolvimento económico.

Por vezes ficamos confusos. Será que estamos em 2009? Ou alguém como o MATRIX truncou o tempo, porque parece que estamos aí por volta do ano 1975, 1980.
A militância é tal que por vingança não fazem publicidade na Rádio Ecclesia. E a Rádio Luanda do Politburo quando despeja o saco dos anúncios não dá… dá sim, é lenga, lenga, lenga para nunca mais os ouvir. Também anunciam muito na LAC-Luanda Antena Comercial, é da FAMÍLIA.

O céu está diferente e indiferente. Quando as chuvas chegarem muitos desastres vão acontecer. Onde só se anarquiza a rodos, a insegurança cavalga. Muitos dissabores, muita mais desgraça não tardará, não nos largará.

O Senhor dos Estádios tem apenas uma ideia fixa: mais estádios, mais futebóis, basquetebóis e caubóis. E o seu reino infestou-se de carniceiros e cães pardieiros que semeiam muitos estádios de futebol, muitos prédios, condomínios, torres e demais desordens. Às populações ordenou-lhes que se concentrassem nas tendas dos campos de concentração. E que depois serão encaminhadas para as câmaras de gás que sobraram dos nazis.

Até que a água timidamente ainda subia alguns degraus dos andares. Agora que a desviaram para os estádios e prédios só deles, sumiu. Outra vez, sempre no regresso a 1975. Não se consegue sair deste ano. Parámos no tempo. Os relógios avariaram, perdemo-nos e encontramo-nos no tempo de Estaline. É isso, fomos deportados, continuados na escravidão. Confeccionados e amordaçados por este temeroso, teimoso poder apoiado pela ocidentalização.

Mas que fraca visão económica e financeira. Aguardar pela subida dos preços do petróleo para pagar as dívidas contraídas. O petróleo jamais será como antes. Vejam-se os novos modelos de carros e o excesso de petróleo no mercado, energias alternativas. O petróleo já era. Que desgraça! Sem o petróleo somos tão vulneráveis, imprestáveis. Será impossível viver da especulação dos preços petrolíferos.

E o Senhor dos Estádios ordenou aprontar grande negócio nacional e internacional. Calculando afronta da população orientou aos milhões de dólares guardados no cofre de âmbito pessoal, que se gastassem quantias principescas nas polícias e exército para baterem onde dói mais… na população. Chamou mais estrangeiros para apoiarem o plano da devastação populacional final. Estrangeiros, daqueles revolucionários com elevadíssimos salários, e incomensuráveis mordomias. Dividiu com esses agentes o dinheiro do petróleo. E aos seus súbditos tendas… mais nada. Atenção! Tendas são para quem merece! As crianças no futuro do amanhã muito incerto choram abandonadas dia e noite, estateladas na macabra tempestade petrolífera.

E o Senhor dos Estádios obrigou os desgraçados das tendas a prepararem, a festejarem os milhões gastos no Can 2010. Difícil é a água, a luz, a Internet, sem emprego, e o dinheiro para o pão está cada vez mais corrupto. Os preços vão subindo, subindo. Com tal tratamento e agradecimento, os que votaram no Senhor dos Estádios, ele sabe que a cólera os enviará para os céus. Porque para os infernos irão eles. Lenta e seguramente a população escasseará. A prova disso é que já não há espaço nos cemitérios, nem médicos, nem lugares que cheguem nos hospitais (?).

O Senhor dos Estádios assume que esta gentalha dos casebres chateia muito. E a discriminação é tal, infernal até nos cemitérios. Há-os para ricos e para pobres. Dantes a nossa luta era contra os brancos, agora é entre nós. A única lei que funciona é a da pedra. O demónio tomou conta definitivamente desta cidade.

Até os gatos miam tão estridentes, (será alguma vingança, alguma manifestação de protesto? mas, as manifestações estão proibidas, exceptuando as do poder, claro) imitam vozes de criancinhas. É arrepiante, já não são as noites do cio da gataria.
E os deuses instituíram o sono de chumbo nos nossos intelectuais. Mas andam por aí, como sempre a sonharem desalmados.

Imagem do estádio: http://www.girabola.com/estadios-do-can-2010-caracteristicas/
A outra imagem: Angola em fotos



Os estádios efémeros (2)




Presentemente são os génios mais destrutivos do planeta. Quem vai na conversa portuguesa embala-se, adormece e tudo se evapora, se enevoa. Em Angola o crime compensa. Com o colapso dos hospitais estatais, o caos total e completo instalou-se definitivamente. E é apenas um grupo de indivíduos que está por trás da capa e espada.

E o Senhor dos Estádios enviou esquadrões de cavalaria, matilhas de cães raivosos, mais que demolidores para devorarem populações. Colunas de tanques, tudo o que é e não é polícia. A sua guarda pessoal e impessoal. Todas estas forças para a invasão e reconquista do Iraque de Luanda. Clamou o Senhor dos Estádios: «Desgraçados… porque se lembraram de inventar um nome assim para um bairro?!»

Um campeonato já está ganho, no papo, exímios vencedores, detentores do analfabetismo. Nós, os inventores célebres dos geradores eléctricos da morte. Somos apenas gerados por geradores eléctricos.

Com tanta miséria há o risco de Luanda se transformar em mais um narcoestado. Luanda está cavernícola, cadavérica, porque não havendo regras de convivência social, fortalece-se apenas a lei da selva pela luta da sobrevivência. Em qualquer momento, em qualquer lugar pode desaparecer-nos a vida. E há desconsolo generalizado. E a crise económica global não afecta o poder nacional. Apenas a reles populaça vive cada vez mais mal. Nota-se nesta incivilização humana que nada se desabituou. A sucessão do poder continua. Um punhado de monstruosidades subjuga multidões agigantadas. Apesar das revoltas, pouco, nada mudou… piorou.

As revoltas foram pessimamente orientadas, comandadas.
História tão insignificante, vil. Está tudo no poder estrangeiro. Receamos que um dia destes ao sairmos para a rua eles nos impeçam de o fazer. Já saturam, já presidem nos pobres governantes que revenderam Angola. Como o petróleo e os diamantes já não dão nada, então atiram as garras para terrenos e vampirescos parte-casebres, invocando sempre a lei da ilegalidade. Tudo o que é ilegal é normal. Retrocedemos muito o que não é de espantar. Convém lembrar que um exército espelha o seu comandante.
Não são os sistemas económicos que não funcionam. São os que nos governam com as suas políticas e mais as suas religiões. São os governantes errados nos lugares errados.

Imagem do estádio: http://www.girabola.com/estadios-do-can-2010-caracteristicas/

Terror bancário. Os bancos Lloyds e HBOS estiveram à beira de entrar em colapso







O terrorismo bancário internacional é o mentor de todos os terrorismos mundiais. Ninguém lhe escapa, afundam-se e pretendem levar-nos com eles para o inferno. O terrorismo bancário persegue-nos, continua servil seguidor dos nazis. Assassina-nos, conspira, derruba governos e preside-os. É necessário imobilizá-lo antes que seja demasiado tarde. Isto não é uma praga, é um horrível pesadelo. O terrorismo bancário extermina populações.


«Pela primeira vez, o Banco de Inglaterra (BoE) chamou de urgência os maiores economistas de Londres para um encontro, devido aos problemas gerados pelas fortes impressões de dinheiro que tem vindo a realizar, bem como à desvalorização da libra.

DIÁRIO ECONÓMICO

O encontro do Banco de Inglaterra com os maiores economistas britânicos irá ter lugar na próxima terça-feira, dia 29 de Setembro, e é a primeira vez que uma reunião de emergência deste tipo tem lugar, noticia o jornal britânico “Daily Telegraph”.

Os especialistas consideram que esta decisão é um sinal de que a instituição liderada por Mervyn King receia que os investidores estejam a começar a perder a fé nos seus esforços para injectar dinheiro na economia. O “Daily Telegraph” adianta também que o encontro poderá prenunciar uma mudança na estrutura da política monetária britânica.

Os analistas contactados pela Bloomberg calculam que o Banco de Inglaterra poderá anunciar um corte na taxa que paga aos bancos pelo dinheiro que depositam nos seus cofres, já que estes não estão a fazer circular o dinheiro, estando a maioria dos 175 mil milhões de libras que o BoE imprimiu para serem injectados na economia parados nas contas das maiores instituições financeiras do país.

Este anúncio surge na altura em que, em entrevista à BBC, Mervyn King admitiu que em Outubro os bancos Lloyds e HBOS estiveram à beira de entrar em colapso, ao mesmo tempo que a situação do sistema financeiro continua a ser a mais grave que o Reino Unido jamais enfrentou em tempos de paz.»

Abandono de trabalho (?) 20Out09







segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Os estádios efémeros (1)




Ó dos casebres! Olhai! Do alto destras torres e condomínios, quase cinquenta anos de espoliação da junta militar vos contemplam.

Já estamos na época das chuvas. Vai chover em Benguela, vai chover no Huambo. O capim seco vai ficar molhado. E tudo o que é negro virá outra vez humedecer-se na vegetação. Muitos cantos de aves se ouvirão, sentirão. E os negros da negra fome continuarão sem refeição. Apenas assistirão aos fartos banquetes dos bancos brancos, no estigma do neocolonialismo subtil. De revolta em volta negra até à verdadeira independência, à liberdade que tarda.

Este reino é obra de portugueses, brasileiros e chineses. Com a invasão deles, Angola desenvolve-se a olhos nunca vistos. A água, a energia eléctrica e a Internet que o lamentem, desviaram-se para o CAN. A população e as empresas que se danem. A barbárie marxista-leninista reimpõe-se sem disfarce. Dantes era tudo pelo povo, agora é tudo pelo CAN. Estádios de futebol sim! Casebres não, demolição.

Isto dantes era do povo, agora é da FAMÍLIA e dos estrangeiros. O MPLA planta napalm, depois colhe-lo. E nas noites continuamente aterradoras ouvem-se as habituais ameaças, constantes palavras de gelar o sangue: «cuidado que ele trabalha na presidência da república».
Parece que ninguém nota, não quer saber, não quer ver que Angola está a ser vendida aos estrangeiros. Também ainda há-de ser uma província do comunismo chinês. Mao, lá está sempre omnipresente. Os escravos do Partido Comunista Chinês labutam e engrandecem-no na Internet vigiada, espiada.

E disse o Senhor dos Estádios: Há governantes que para demonstrarem convenientemente a sua governação deveriam indumentarem-se de arcos, flechas, tangas e machados de pedra.
E os nossos intelectualóides desiludidos e divididos na falsidade individual do apenas quererem saltar dos bastidores e para nos usarem. E autopromovem-se. Já estamos cansados de os aturar. Já nos ferem os ouvidos, os olhos e o espírito de tanto papaguear. E continuam no individual batalhar.

Só um governo ilegal permite ilegalidades. Mas quando é que isso do marxismo-leninismo acaba? É só roubar, roubar, aonde é que vai parar? Qual é o futuro de um país assim?! Já está no caos. Não tem salvação nenhuma (?). Isto está horripilante. Quase nada funciona, é tudo a fingir. Só funcionam o petróleo e os diamantes, agora sem isso é clarividente que só os estádios jogam e partir casebres… aqui plano cumprido a 100%. E a terra é de quem a roubar.

Isto por aqui desintegra-se. Os especulares imobiliários já ameaçam com a morte um governador. O problema é que tudo o que é estatal continua na bandeira marxista-leninista. É tudo ao contrário. Todo o mundo constrói prédios de dia, aqui é de noite. E há crime de poluição sonora previsto e punido por lei. Mas, qual é a lei que funciona? Por enquanto é a lei deles. Aparentemente parece já não existir ninguém que resolva problemas.

As empresas que estão em falência técnica sem o demonstrarem, aproveitam-se da desordem económica e despedem angolanos, estrangeiros não. Como na actual conjuntura portuguesa, é a política da mentira. E como são especialistas na destruição, destroem Portugal, e enlevam-se também no construir/destruir Angola, porque não?!

Imagem do estádio: http://www.girabola.com/estadios-do-can-2010-caracteristicas/

Jornal de Angola 14 de Outubro de 2009




Diário do Povo. Órgão oficial da junta militar marxista-leninista

O drama dos angolanos expulsos da RDC. Sejam bem-vindos à procedência.

Benguela. Barragem do Lumaum entra em reabilitação. Central hidroeléctrica vai gerar 50 MW.

Editorial. Camponeses e economia. A agricultura constitui um sector que, pelas suas potencialidades nos pode garantir a segurança alimentar e nutricional e não é por acaso que as autoridades dão especial importância à produção agrícola. Uma das questões que deve merecer atenção prende-se com o encaminhamento dos produtos dos camponeses para áreas de comercialização.

O crescimento económico e o combate à pobreza

Novo posto inaugurado pelo governador. Abastecimento de combustíveis com melhorias na cidade do Uíge.

Diversos. Perdeu. Passaporte em nome de Zhu Chen, Lin Ren Wang e Minhua Zhu.

Uíge. Jovens contemplados com casas sociais

Mundo celebrou recentemente o dia da saúde mental. O lado obscuro da mente humana.

Infra-estruturas sanitárias estão a ser erguidas na Huíla.

Novos sistemas de captação de água no Bié

Lubango necessita salas de aulas para inserir crianças no ensino.







Jornal de Angola, 09 de Outubro de 2009




Diário do Povo. Órgão da junta militar marxista-leninista

Consultor bancário. Banca precisa de mil técnicos por ano. Nos últimos anos o sector bancário gerou anualmente cerca de 1.500 novos empregos.

Editorial. Os problemas da saúde. Constata-se que há uma grande concentração de quadros da saúde – médicos e enfermeiros – em Luanda, não havendo muita disponibilidade para que esses técnicos se instalem noutras regiões do país, por razões que é necessário identificar, se é que já não estão, na sua maioria, identificadas.

No centro de Cabul. Talibãs prometem continuar a luta contra as tropas estrangeiras.

Comissão investiga massacres contra civis na Guiné-Conakry

Beijing. Ministro chinês das finanças eleito o melhor ao nível da Ásia.

Sector mineiro. Endiama interessada na parceria com empresas da África do Sul.

Preço do petróleo em alta

GUEST HOUSE, no Benfica, todo mobilado grande valor 1.200.000.00 Kz

A construir os sonhos dos angolanos

A associação 25 de Abril, sexta-feira, 9/10/09 ás 20 horas jantar comemorativo do 5 de Outubro.

Trabalhar nunca foi tão confortável. Mais do que um espaço, um grande lugar para viver.

Sonhe alto, viva por cima

Huambo. Mulher é decapitada por meliantes

Prémio nacional de jornalismo. Jornal de Angola foi distinguido

Encontro nacional das comunidades rurais. Camponeses têm dificuldade para escoamento de produtos.

Instituições aderem ao seguro habitacional na província do Bié

Governo está engajado no combate à pobreza

Kwanza-Norte. Terrenos para a construção de casas estão identificados

Kwanza-Norte. Instituto de Desenvolvimento Florestal. Instituto arrecada milhões de kwanzas.

No Zimbabué. Fisioterapeuta demitida por anular “poderes mágicos dos jogadores”

Redução de gastos públicos. Cuba encerra cantinas do Estado existentes nos locais de trabalho.




sábado, 17 de outubro de 2009

Os deportados dos três Congos (Fim)


Então já não como seres humanos, apenas vulgares bestas tresmalhadas… e nos devoramos. Acho que é um vírus desconhecido, o causador desta catástrofe cerebral. Já não existem pessoas, apenas rostos cadavéricos que deambulam desesperançados. Um mundo de milícias armadas, por todo o lado espalhadas, com governos inoperantes de generais a brincar aos países.

«E, sem dúvida, trata-se de um país muito rico, (a RDC) com minas de zinco, de cobre, de prata, de ouro, do agora cobiçado coltán, com um enorme potencial agrícola, pecuário e agro-industrial. Que lhe faz falta para aproveitar os seus incontáveis recursos? Coisas por agora muito difíceis de alcançar: paz, ordem, legalidade, instituições, liberdade. Nada disso existe nem existirá no Congo por bom tempo. As guerras que o sacodem, deixaram de serem ideológicas (se alguma vez o foram) e só se explicam por rivalidades étnicas e cobiça do poder de chefes e chefitos regionais ou a avidez dos países vizinhos (Ruanda, Uganda, Angola, Burundi, Zâmbia) para se apoderarem de um pedaço do pastel mineiro congolês. Mas nem sequer os grupos étnicos constituem formações sólidas, muitos se dividiram e subdividiram em facções, boa parte das quais não são mais que bandos armados de foras-da-lei que matam e sequestram para roubarem.»
In Mario Vargas Llosa http://www.elpais.com/

Há vários anos, Carlos Contreiras do PRA, Partido Republicano Angolano, afirmou que as fronteiras do Norte e do Sul estavam a descoberto.
Que interesse obscuro há em deixar a situação evoluir até tal estádio? Para ter argumentos? Para invocar um possível conflito com os vizinhos? Mais uma guerra dos diamantes, agora ao desbarato, de sangue? É que as empresas diamantíferas são dominadas por generais. O país está a ser invadido. Significa que Angola será dominada lentamente por outros povos. Angola não consegue controlar as fronteiras.

Militares e polícias nas fronteiras quase sem condições cobram qualquer coisa para sobreviverem. Depois cantar-se-á que o país está a ser invadido, apela-se ao patriotismo (?), que a Pátria está ameaçada. Pouco ou nada resultará porque o povo perdeu a identidade cultural. A que lhe resta é a genuína identidade da miséria nacional e social. Evoluíram, são nómadas. Democracia com generais no poder é possível? Claro que não! Continuamos, teimamos em não nos afastarmos de 1975. A máquina marxista-leninista permanece intocável, inquebrável. Não há ninguém que lhe toque? Que lhe quebre? É impossível viver com generais no poder. Os generais de Esparta impõem, militarizam a democracia. Quer queiram quer dissimulem estamos oprimidos por uma junta militar.

Mas, não se cansam de tanta conversa? Já chega, já estamos cansados, agora queremos acção, não é? Não sei qual é o gozo que dá à FAMÍLIA, destroçar, afundar Angola. Ainda me recordo de outro empresário angolano sempre nascente que disse peremptório em 1992. «Agora já não precisamos mais dos portugueses e dos outros estrangeiros para nada.»
Tanto alarde pela austeridade que a crise económica e financeira mundial provocam na governação. E que as populações sempre são as vítimas, as cobaias do laboratório do poder.

Invocam constantemente que não há dinheiro, só mais fome. Mas os governantes continuam a viver na luxúria. A austeridade só afecta os governados, os governantes não. São eles, sempre os mesmos… os pobres dementes. Bancos sem dinheiro são bancos? Em Luanda são! Porque são da FAMÍLIA e para generais da junta militar. E o melhor investimento em Luanda continua a ser as fábricas de cerveja. A principal matéria-prima é a água e esta é de borla. É o chamado lucro fabuloso.

Somos carne inumana no matadouro nacional. O tempo vai passando e vamos adorando o exibicionismo dos nossos intelectuais de pacotilha. Um por nenhum e todos por nenhum. Todos isolados, no pântano mergulhados. Escrevem, oram sempre o mesmo palavreado e já está. Vejam-nos deleitados na sua vã e vil magnificência. São os melhores dos piores do mundo. Incapazes de mudarem o que quer que seja do estado e dos estádios actuais das coisas. Estão simplesmente insuportáveis, condenáveis. E assim não futuramos nos nossos três Congos.









Abandono de trabalho (?) 17Out09







Os Templários (14). Os Templários e os segredos de Salomão


MICHEL LAMY

Em resumo, podemos considerar como uma quase certeza o fato de Hugues de Payns e Hugues de Champagne terem descoberto documentos importantes, na Palestina, entre 1104 e 1108. Esses achados estiveram, sem dúvida, na base da constituição dos nove primeiros Templários e devemos ligá-los à decisão de lhes atribuir, como residência, o local do Templo de Salomão.
Aí, levaram a cabo escavações. Nessa fase, estava fora de questão aumentarem os seus efetivos, por causa do segredo. As suas pesquisas devem tê-los levado a encontrar algo realmente importante, pelo menos a seus olhos. A partir desse momento, a política da Ordem mudou.

Que tinham encontrado? A Arca da Aliança? Um modo de comunicarem com poderes exteriores: deuses, elementares, gênios, extraterrestres ou outros? Um segredo relativo à utilização sagrada e, por assim dizer, mágica da arquitetura? A chave de um mistério ligado à vida de Cristo ou à sua mensagem? O Graal? A forma de reconhecer os locais onde a comunicação, tanto com o Céu como com os Infernos, é facilitada, com o risco de libertar Satã ou Lúcifer?

Poderíamos pensar que nos encontramos numa novela de H. P. Lovecraft, é certo, mas estas perguntas, embora não sejam racionais, surgem imperativamente no contexto da época.
Iremos procurar, ao longo dos próximos capítulos e dos indícios que nos irão ser fornecidos pela história da Ordem, separar o trigo do joio e restringir os nossos pressupostos, explicar por que razão, a partir de então, a política dos Templários mudou brusca e radicalmente.


SÃO BERNARDO E OS MONGES-GUERREIROS
Obter uma regra

Em 1127, quando Hugues de Payns regressou ao Ocidente em missão especial, encontrava-se acompanhado por mais cinco Templários. Ora, ainda eram apenas nove, ou talvez dez. Logo, tinham ficado apenas três ou quatro no Oriente para assegurarem a falada proteção dos peregrinos. Mesmo que tivessem junto deles alguns sargentos de armas, a hoste deveria ser bem magra no caso de um reencontro com o inimigo. Decididamente, essa missão era muito mal desempenhada. Isso prova insofismavelmente que apenas se tratava de um «disfarce». Aliás, houve que esperar até 1129 para se ver os Templários enfrentar pela primeira vez os infiéis em combate.

Isso não impediu os modestos guardiões do desfiladeiro de Athlit de se verem chamados «ilustres pelas suas façanhas guerreiras» inspiradas diretamente por Deus, e isso ainda antes de se terem batido verdadeiramente. A propaganda não é, por certo, uma invenção moderna mas este exemplo é especialmente interessante. Mostra que a publicidade que lhes foi feita não se baseava numa realidade e se integrava, deliberadamente, naquilo que podemos considerar uma segunda fase da Ordem: o seu desenvolvimento e a sua transformação numa ordem militar. Do pequeno número discretamente ocupado com a descoberta de segredos importantes, passava-se à procura do poder, o que indica que as pesquisas tinham, sem dúvida, dado os seus frutos e estavam terminadas.

Convinha, desde logo, pôr em execução a política que elas tivessem sugerido e podemos perguntar-nos se, a partir desse momento, não existiu uma vontade de criar uma espécie de poder sinárquico que se sobreporia aos reinos.
Hugues de Payns parou em Roma, antes de seguir para a Champagne. Ali, encontrou-se com o papa Honório II (1124-1130) que se interessava muito por aquela Ordem nascente. Em Janeiro de 1128, Hugues de Payns encontrava-se em Troyes para participar no concilio onde foi proposto adotar uma regra especial para a Ordem do Templo.

O texto, nas suas linhas gerais, fora elaborado em Jerusalém. Tratava-se também de dar a conhecer a Ordem, de começar a recrutar, recolher dádivas, estimular a fundação do poder futuro do Templo. Hugues de Payns tinha no bolso a carta de recomendação do rei de Jerusalém, Balduíno II; que sem dúvida financiara a viagem. Dirigia-se a São Bernardo e pedia-lhe que desse o maior apoio aos projectos de Hugues de Payns e dos seus companheiros. Pelo seu lado, o patriarca de Jerusalém pedia ao papa a concessão de uma regra especial a esses monges.

A carta de Balduíno II a São Bernardo referia:
Os irmãos Templários, que Deus inspirou para a defesa desta província e protegeu de uma forma notável, desejam obter a confirmação apostólica bem como uma regra de conduta. Devido a isso, enviamos André e Gondemarc, ilustres devido às suas proezas guerreiras e pela nobreza do seu sangue, para que solicitem ao Soberano Pontífice a aprovação da sua ordem e se esforcem por obter dele subsídios e ajudas contra os inimigos da fé, coligados para nos suplantarem e derrubarem o nosso reino. Sabendo bem quanto peso poderá ter a vossa intercessão, tanto junto de Deus como do seu vigário e dos outros príncipes ortodoxos da Europa, confiamos à vossa prudência esta dupla missão cujo êxito nos será muito agradável.

Imagem: http://img2.mlapps.com/jm/img?s=MLB&f=88922472_3164.jpg&v=O

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Os deportados dos três Congos (2)





Se os intelectuais não vierem paras as ruas lutarem, a ditadura avançará imparável. E com gatos-pingados nunca se construirá nação. É notável a dispersão de cargos do intelectual: empresário, deputado, jornalista, escritor, poeta, jurista, analista político, doutor, docente universitário, consultor de qualquer coisa, etc.



E os cães ferozes à solta exterminarão os negros? Como monstros que atacam traiçoeiramente. Isto não é Luanda, não é Angola, é o inferno. E a ocidental democracia, onde está ela? Nos poços petrolíferos e diamantíferos. Mais uma tragédia se anuncia. Angola está retalhada, esfarrapada. O lixo é mais valioso que a população. E avantaja-se o receio que os mesmos angolanos de sempre no poder e a sua estrangeirada exterminem os negros para pilharem à vontade. Isso já aconteceu antes, porque não agora?! E bate certo porque o actual poder conluiado com estrangeiros já lança esquadrões da morte contra a indefesa população, ou ataques muito desproporcionados.



O feitiço do Ruanda uniu-nos quando abracei a minha querida amiga Tatiana Rusesabagina. Resta sempre a lembrança da Ocidental matança Que as guerras dos negros só a eles pertencem. Têm o direito ancestral adquirido de se matarem como bem entenderem. É a guerra deles, é entre eles. Que se matem, que óptimo! Exterminarem-se! Quantos mais melhor porque incomodam muito. São desvios da civilização, convertidos à força, à forca do cristianismo.



Como sempre os Brancos fugiram. Deixaram, abandonaram nas ruas feitas de pó, que não se comoviam perante o necrotério. Cemitério ao ar livre com improvisados, massacrados, esquartejados. Assim ficaram os corpos, e os seus restos abandonados. Desprotegidos, entregues ao sol que no solo os requeimava, os decompunha. Tudo tão irreal, como sementes lançadas à terra sem estar lavrada.



Agricultores loucos que plantam cadáveres e aguardam que nasçam plantas para renovar, continuarem a matar. Estimular o ódio para que sirva de pretexto ao genocídio. E depois apelidá-lo de Estados Bárbaros. Antes eram as cruzadas para libertar Jerusalém, agora são para libertar Negros. E todos os dias há Cruzadas negras, matanças de pagãos. Cadáveres espalhados, habituados porque perderam a importância, ganharam o desprezo da abundância. Os três congos são um Ruanda diário.



Os campeões da democracia são perenes na convivência, conveniência, apoiam as ditaduras amigas que garantem a sua sobrevivência. É como a literatura militante que defende o passado. Obscurece o presente, elimina o futuro. Somos nómadas, passamos o destempero a fugir dos tiros, das catanas e dos pneus de fogo. Somos alimento para chacais, hienas e abutres. E os partidos políticos partem-se na mama da dinheirama. Há muitos brilhos nos três congos, mas os sonhos permanecem escuros, muito obscuros.



Nunca pensei ver uma coisa assim, num país dito independente. Militares da UGP-Unidade da Guarda Presidencial, policia anti-terror, polícias com cães e muitas outras feras humanas assaltarem populações para arrasarem tudo. E o mais grave: proíbem a imprensa de entrar nas áreas destruídas. Isto é um hediondo crime. Onde está o Ocidente que não denuncia o que se passa? O silêncio ocidental é cúmplice deste atroz crime. Angola, particularmente Luanda, estão a saque. O lixo do poder humano mora aqui.



Os brancos diziam e lembram sempre: correram com os brancos, são independentes. Agora, guerra é entre os negros. E os proletários de todo o mundo vencerão esfomeados. Não é imaginável que a civilização actual regredisse. Assim, caminhamos para onde? Para o não significado da vida humana? Onde quem quer que seja, mata o outro a bel-prazer? Caminhamos para uma humanidade sem sentido? Sem futuro? Sem fim à vista? Creio que o que se pretende é instaurar mais um reino universal da maldade das trevas. De violentar bebés? Crianças? De destruir por puro prazer? Impor o reino da bestialidade é preciso!


Abandono de trabalho (?) 16Out09




Os Templários (13). Satã prisioneiro


MICHEL LAMY



E depois, Salomão, tal como os Templários, apostou muito no comércio, sobretudo dos cavalos. Quis ter uma frota comercial para facilitar o seu negócio e os Templários, por sua vez, possuíram uma frota poderosa. Que pensava disso São Bernardo que fez a propaganda dos Templários e escreveu sobre o Cântico dos Cânticos, atribuído ao rei Salomão?



A própria personalidade de Salomão é interessante de estudar, neste quadro. É símbolo de justiça: o seu julgamento é célebre; símbolo de sabedoria, também. Rei dos poetas, é autor do Cântico dos Cânticos que alguns pensam ser um documento cifrado, uma espécie de testamento de adepto.



Não podemos falar de Salomão sem lembrarmos a rainha do Sabá. Esta chegou a Jerusalém acompanhada por uma magnífica caravana de camelos carregados de presentes fabulosos. Balkis a magnífica vinha pÔr à prova Salomão, cuja reputação chegara até ela e tinha a intenção de lhe apresentar enigmas muito difíceis de resolver.



O Corão contém, a propósito da visita de Balkis, reflexões bastante interessantes. Assim:


Salomão herdou de David e disse: Homens! Ensinaram-nos a linguagem dos pássaros, e, de todas as coisas, fomos contemplados copiosamente. Na verdade, esse é por certo um favor evidente!



A alusão à linguagem dos pássaros deixa entender que Salomão tinha conhecimento dos segredos ocultos da natureza. Esse tipo de denominação era bem conhecido dos trovadores e leva-nos de volta à escrita do Cântico dos Cânticos de Salomão, estudado de perto por São Bernardo. Mas, regressemos ao Corão: As tropas de Salomão, formadas por Djinns, Mortais e Pássaros foram reunidas à sua frente, divididas por grupos. Assim, Salomão tinha ao seu serviço homens mas também «gênios»


- isto é, conhecia os elementares *- e pássaros, isto é, seres voadores.


* O Espírito dos elementos, segundo o ocultismo. (N. do E.)


Então, Arca da Aliança, segredos de arquitetura, linguagem dos pássaros? Ou outra coisa encontrada na Palestina? Mas o quê? Segredos ligados a Jesus? À sua vida? A Maria Madalena? Ao Graal, talvez...



Satã prisioneiro

Consideremos mais uma possibilidade, por mais louca que seja. Segundo o Apocalipse de São João, depois de ter sido vencido e expulso do céu com os anjos que foram afastados da graça divina, Satã é acorrentado no abismo. Ora, a tradição afirma que esse abismo tem saídas e que estas se encontram obturadas. Uma delas encontrava-se, precisamente, selada pelo Templo de Jerusalém. O quartel dos Templários ficaria, pois, situado num local de comunicação entre diferentes reinos, característica comum à da Arca da Aliança. Ponto de contacto tanto com o Céu como com os Infernos, um dos locais sagrados sempre ambivalentes, dedicados tanto ao bem como ao mal. Um local de comunicação ideal de que os Templários se teriam tornado guardiões.



Uma lenda referida pelo Senhor de Vogüé conta que, na época de Omar, um homem, ao debruçar-se, avistou uma porta no fundo do poço donde tirava água. Desceu ao poço e transpôs a porta. Apareceu-lhe um jardim magnífico. Arrancou uma folha de uma árvore e trouxe-a como prova da sua descoberta. Mal saiu, apressou-se a ir prevenir Omar. Correram para lá, mas a porta desaparecera e ninguém voltou a encontrá-la. Ao homem restou apenas a folha que nunca murchou. Isto passava-se no local do Templo de Salomão. Uma tradição mais para transformar o local numa passagem entre diversos níveis e reinos.



Relata-se também que o Templo de Salomão fora precedido, no local, por um templo pagão dedicado a Poseidon. Ora, ignora-se demasiadas vezes que Poseidon só muito tardiamente se tornou deus do mar. Antes, tinha a posição de Deus supremo e foi apenas com a chegada à Grécia dos Indo-Europeus que Zeus assumiu a liderança das divindades. Poseidon fora, no tempo dos povos pelasgos, o Deus criador, demiurgo que tinha um lugar privilegiado nas águas-mães salgadas. Era o grande agitador das terras, senhor das forças telúricas e, em alguns aspectos, aproximava-se de Satã.



Eugène Delacroix, iniciado da Sociedade Angélica, sabia-o bem quando decorou o teto da capela dos Santos Anjos, na igreja de Saint-Sulpice, de Paris. Pintou nela São Miguel a deitar ao chão o demônio. Ora, esse demônio das origens, representou-o sob a forma de Poseidon, perfeitamente reconhecível devido aos seus atributos.



Muito bem! Os Templários encarregados de guardarem os locais por onde Satã poderia evadir-se da prisão que lhe fora atribuída na noite dos tempos, é algo que parecerá, sem dúvida, grotesco a muitos leitores modernos mas que seria conveniente reinserir nas crenças da época. E, depois, nunca se sabe... Tanto mais que Salomão também mandou construir santuários para «divindades estrangeiras». Mandou dedicar, nomeadamente, templos a Astarté, «a abominação dos Sidonenses» e a Milkom, «o horror dos Amonitas». O «deus ciumento» de Israel deve ter ficado furioso. Nesse campo, Salomão não se limitaria a ceder às pressões das inúmeras concubinas estrangeiras? Se agiu desse modo, que não teria feito em recordação da rainha do Sabá, cujo reino podemos localizar, sem a menor dúvida, no lémen? Na sua maioria, os deuses do país de Baffis cheiravam muito a enxofre.


Imagem: http://www.ot.org.br/imagens/TEMPLARIOS%20gifti.gif


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Congo Brazzaville oferece um terço do seu território a investidores estrangeiros





Uma outra, a mais horrível escravidão cai sobre a África Negra. Facilmente se entende porque é que o terrorismo internacional se fortalece.
Não sei, não dá para entender porque é que regra geral os governos africanos preferem a selvajaria para governarem. Não sei para quê tanta construção, tanta parvoíce, palermice com gastos astronómicos de dinheiros que deveriam estar ao serviço das populações, mas não. A questão é: por quanto tempo mais permanecerão no poder? Decerto por pouco tempo. Da maneira que isto está não vamos a lado nenhum. E numa situação de incumprimentos da lei, tudo é possível.

Uma coisa é certa! Vivermos como feras. As pessoas deixam de existir e para sobreviverem inventam mil e um artifícios, incluindo o fácil assassinato. É o reino da verdadeira imbecilidade e canalhice. No fundo, no fundo somos todos prisioneiros do poder. Não faz diferença nenhuma viver dentro dos prédios ou fora deles. Esta vida que nos é imposta é uma prisão até dentro das nossas casas. Eis o que é viver num gigantesco campo de concentração. E parece que ninguém se apercebe disso.


«Congo Brazzaville oferece um terço do seu território a investidores estrangeiros
O país africano quer arrendar durante 90 anos terras cultiváveis

Fernando Peinado Alcaraz – Madrid – 15/10/2009 EL PAÍS

A República do Congo ofereceu aos investidores internacionais 10 milhões de hectares dos seus terrenos de cultivo, um convite ao qual respondeu a maior associação de agricultores da África do Sul e que com toda a probabilidade acelerará a carreira pela apropriação de terras em África. O Governo de Brazzaville e Agri SA, que representa mais de 70.000 agricultores e empresas sul-africanas, ultimam esta semana em Joanesburgo um acordo sobre parte do lote, que suporá um dos maiores deste tipo até ao momento.

Um negócio pujante

República do Congo. Capital: Brazzaville. Governo: República. População:
3,903,318 (est. 2008)

De acordo com o contrato, os agricultores sul-africanos terão acesso gratuito às terras cultiváveis por um período de até 90 anos. Em troca, Brazzaville consegue uma entrada de capital crucial para o desenvolvimento das zonas afectadas, que, espera, atrairão investimentos em infra-estruturas. A superfície objecto do pacto supõe quase uma terceira parte do território e se distribuirá em parcelas de diversa extensão por todo o país.

Nos últimos anos, os países ricos lançaram-se numa nova partilha do continente africano, sobretudo depois da crise alimentar de 2007 e a crescente demanda de biocombustíveis. Os críticos deste fenómeno tacham-no de neocolonialismo e avisam de que rara vez se tem em conta os camponeses locais. Na maioria das ocasiões os Governos, que nominalmente são os proprietários das terras rurais, viram as costas às populações locais.

A negociação, que começou em Março, atrasou-se pelo motivo das eleições presidenciais, ganhas em Julho por Sassou-Nguesso. Congo, o quinto produtor de petróleo da África, busca diversificar a sua economia, muito dependente da sua produção de 220.000 barris de crude diariamente. O principal e praticamente único produto agrícola nacional é a batata, e com este pacto espera desenvolver o cultivo de soja, cana-de-açúcar, milho e ganadaria. A África do Sul tem um dos sectores agrícolas mais desenvolvidos do continente e os seus proprietários de terras lançaram-se na busca de terrenos noutros países.

"Até ao momento, 1.700 agricultores locais mostraram o seu interesse em investir na zona", assegura por telefone desde Joanesburgo o vice-presidente da Agri SA, Theo de Jager. "Há dois tipos de produtores, os que se instalarão em pequenas granjas e os que querem propriedades com terrenos mais amplos com pastos para ganadaria e plantações. Brazzaville assegurou-nos que os seus soldados protegerão as nossas propriedades".

De Jager afirma que os camponeses locais trabalharão a terra e receberão formação nos labores de cultivo. É esta uma das principais preocupações das ONG e da FAO, a agência alimentar da ONU. "Em numerosas ocasiões os camponeses são privados dos seus recursos de modo arbitrário", observa Lorenzo Cotula, investigador do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIED, siglas inglesas). "Não têm títulos que provem a sua propriedade ou o seu direito de uso nem o modo de aceder às instituições para interpor uma reclamação".

Os negociadores sul-africanos asseguram que numerosos proponentes batem-lhes às portas para oferecer-lhes suculentas ofertas pelos seus campos de cultivo. "Até agora já quinze países nos fizeram propostas. Entre eles a Líbia, República Democrática do Congo, Angola, Quénia, Zâmbia, Suazilândia e Moçambique", afirma Gert Rall, mediador entre o Governo do Congo Brazzaville e Agri SA. A julgamento de Rall, que interveio noutros contratos, com Moçambique e Botsuana, a carreira pela aquisição de terras em África não fez mais que começar.

Um negócio pujante
Em três anos o negócio de compra e arrendamento de terras na África subsaariana dobrou o seu volume. Segundo a FAO, em 2006, o investimento directo estrangeiro superou os 17.000 milhões de dólares (11.459 milhões de euros), 22.000 em 2007, em 2008 chegou-se ao recorde de 30.000. Desde África, o comércio de terra fértil estendeu-se rapidamente a outras regiões: América do Sul, Europa do Este ou o Sudeste asiático. Do lado do investimento, os principais protagonistas são as empresas e fundos de investimento chineses, europeus e do Golfo.

A rapidez do fenómeno suscitou a preocupação de numerosos observadores internacionais. Dada a assimetria das partes negociadoras, crêem que os Governos locais autorizam sem nenhum custo projectos irrealistas e sem os suficientes controlos que podem ter sérias repercussões sobre a população local. Lorenzo Couto, do IIED, adverte que em muitos casos os contratos não têm em conta os interesses da população local, nem oferecem garantias de que o investidor estrangeiro cumprirá com os seus compromissos.»