quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Alcides Sakala Simões




Embaixador, nasceu na Missão Evangélica do Chilume a 23 de Dezembro de 1953. Fez os estudos primários no Bailundo e os estudos liceais na outrora cidade de Nova Lisboa, hoje Huambo.

http://www.ovimbundu.org/

É Licenciado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Angola e Mestrando em Relações Internacionais e Estudos Europeus e Africanos. Ingressou na UNITA, em Dezembro de 1974, tendo dois anos mais tarde integrado a coluna do falecido Jonas Savimbi. Em 1979 passou pela Jamba aquando da sua fundação, onde viria a desempenhar actividade várias até 1980, ano em que seria indigitado pela Direcção da Unita representante do Partido nos Estados Unidos da América.

Foi nesse país que começou a sua carreira diplomática como adjunto de Jeremias Chitunda, tendo mais tarde representado a UNITA na República Federal Alemã, Portugal, Bélgica e junto da Comunidade Europeia. Em 1995, por ocasião do 8º Congresso da UNITA, foi nomeado secretário dos Negócios Estrangeiros dessa organização política, e em 2002, após a realização do 9º Congresso, nomeado secretário para a Função Pública. Actualmente, para além da actividade política (porta-voz da Unita), é Docente Universitário. Apenas publicou uma obra: “Memórias de um Guerrilheiro”.

Excerto da obra “Diário de um Guerrilheiro”
“O rio Hindi é um afluente do rio Sanjamba. O território à sua volta era muito pouco povoado. Num raio de dez quilómetros havia somente uma única aldeia de 6 pequenas casas de capim. Outros populares viviam dispersos, mas todos se dedicavam à agricultura de subsistência. Cultivavam massango, feijão-frade, mandioca em abundância e algum milho. Praticavam com destreza a apicultura, a caça e a pesca. Com base nesta dieta alimentar, mesmo sem sal e óleo, a população do território apresentava bom aspecto físico. As suas gentes alimentavam-se essencialmente de mel, carne de caça, cereais e mandioca.

De facto, era tradição dos povos do Leste de Angola, decorrente de várias décadas de guerras cíclicas, cultivavam apenas as terras altas, distantes dos cursos de água e das nascentes, contrariamente às populações do centro de Angola que praticam a sua agricultura tanto em terras altas como baixas, aproveitando as margens férteis dos grandes rios de planície.

Construímos a base na nascente do rio Hindi e permanecemos no local dois meses. Durante este período, mantivemos o nosso ritmo de trabalho, com base de encontros regulares e diários com o Presidente e as chefias militares. Reuníamo-nos duas ou três vezes ao dia e à noite quando fosse necessário, para abordagem em detalhe do desenvolvimento da situação política, diplomática e militar do país, em particular do território onde estávamos.”

Abandono de trabalho (?) 19Nov09

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Declínio do Estado-nação: Seu impacto nos países africanos, com destaque particular para Angola




Luanda, desenvolvimento económico e social.
18Nov09 Apagão das 09.30 às 10.00 horas


MADALENA CANJAYA KATUMBU
Assediadas vs Assediados (I)
· Democracia e tipo de colonização:o caso da África Subsariana
· INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA DEPOIS DA GUERRA
A problemática da génese do Estado-nação põe-se, com maior clareza, na Europa, fruto dos mais diversos processos históricos, sociais e económicos que levaram à sua constituição. A ideia de Estado-nação nasceu na Europa em finais do século XVIII e inícios do século XIX. Provém do conceito de "Estado da Razão" do Iluminismo.

http://www.ovimbundu.org/

Hastings, fala-nos de factores como uma obra escrita em língua vernácula de uma ou mais etnias, como o foi o caso da Bíblia, da guerra contra uma ameaça externa e da religião como factores que contribuíram para o aparecimento dos Estados-nação. Contudo, algo que mais sobressai na abordagem de Hastings é, precisamente, o facto de um Estado-nação pressupor, necessariamente, a presença de etnias (grupo de pessoas com identidade cultural e língua comum). Note-se que a etnia não se identifica com a nação, uma vez que esta é formada pela comunidade de duas ou mais etnias, e é algo mais conscientes do que a etnia.

De modo que, a nação exige, pela sua natureza, o direito à identidade, à autonomia política como povo e, sobretudo, o controlo de um determinado território. Por outras palavras, a Nação - Estado não pode ser vista fora de três eixos fundamentais: o território, a nação e a soberania. E, na verdade, o Estado-nação foi mais bem sucedido em função da coesão étnica e cultural, ou seja, da presença de uma maior homogeneidade na população. Não é por caso que se aponta Portugal, a Islândia e o Japão, como os Estados-nação mais conseguidos.

Nos dias que correm, o Estado-nação, encontra-se ameaçado pela nova ordem mundial. Neste sentido, não há dúvida de que a globalização foi o factor que o abanou, quer sob o ponto de vista teórico, quer prático. É, que, se por um lado, a globalização está a originar a criação de vários tipos de união, como é, por exemplo, a União Europeia, por outro, devido sobretudo à globalização económica, a noção de Estado deixou de estar, exclusivamente, associada à soberania total ou à territorialidade, por as fronteiras se tornarem mais permeáveis económica e culturalmente, formando-se, assim, uma espécie de estados transnacionais. Mas também é verdade que a globalização trouxe consigo vários fenómenos colaterais. O primeiro, é a afirmação dos movimentos de identificação cultural sub-estatais, seguido do abalo do conceito de nacionalismo, uma vez que se o nacionalismo defende a ideia de que a nação deve dispor do seu próprio estado e que a tradição nacional deve ser defendida, a todo o custo, pelo Estado, o estado transnacional, conforme foi definido por Guiddens, colide com tal ideia.

Este processo, pese embora os reveses que lhe são inerentes, está em curso, sobretudo na Europa, com a União Europeia, mas a verdade é que, o seu impacto nos países africanos tem sido, de um lado, devastador e, do outro, pouco compreendido. É que, a África, cujos Estado foram retalhados milimetricamente na célebre Conferência de Berlim, logo após a independência, passou (e ainda continua) por várias guerras, motivadas externamente ou não, durante o penoso processo de formação das suas nações. A África encontra-se, assim, praticamente de mãos atadas, sem vislumbrar as formas para sair de tão intricado labirinto.

Uma das possíveis saídas é, sem dúvida, a reafirmação dos movimentos de identificação cultural, como uma forma de se fazer frente ao “estigma” da periferia. Quanto mais os países africanos, com a intervenção do Estado, as forças políticas e a sociedade civil, estiveram empenhados na promoção dos valores culturais locais, com o concurso da revolução tecnológica, maiores probabilidades terão para contornarem a situação. E, neste caso, o exemplo dos países asiáticos é o mais esclarecedor.

No caso de Angola, a nova ordem mundial foi de igual modo devastadora e não podia chegar no pior momento. A classe dirigente angolana e as suas elites, esforçam-se para seguir, à letra, os ditames do Ocidente. Em cada dia que passa é corrente vermos, no país, a tentativa de adoptar os modos de falar da antiga potência colonial e os modos de pensar, vestir, costumes de consumo, habitação, e a linguagem política do Ocidente. O significado, os valores autóctones, as estruturas familiares, as solidariedades clânicas, as cosmogonias comunitárias e as condutas que este geram foram simplesmente mutiladas, pervertidas e desacreditas. A cultura tradicional foi negada e asfixiada por uma cultura de imitação, porque institucionalmente se organizou o processo para o seu esquecimento, o que nos põe, cada vez mais, no abismo da periferia.

Trata-se de uma tragédia, para um país como Angola que sustenta e alimenta, em grande medida, os ditos governos transnacionais que nos depilam a cada dia que passa.
Bibliografia:
Hastings, Adrian (1997). The Construction of Nationhood: Ethinicity, Religion and
Nationalism. Cambridge: Cambridge University Press.
Giddens, Anthony (1993). Consecuencias de la modernidad. Madrid: Alianza.
Giddens, Anthony (2000). Un mundo desbocado. Los efectos de la globalización en
nuestras vidas. Madrid: Taurus.

Abandono de trabalho (?) 18Nov09


Luanda, desenvolvimento económico e social. Apagão das 18.30 às 23.00 horas

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quando a justiça chegar…











A quadrilha eleitoral refinou-se e o Jim das Selvas está no comando.
Recuados no tempo da quadrilha de Jesse James.
Não há nada a fazer (?) Angola é chegar, roubar e andar.

E alguém colocou a questão porque é que nenhum general angolano escreve um livro sobre a guerra em Angola. A questão é simples de responder: generais diamantíferos não conseguem, não sabem escrever. Na lei da selva só existe o descrever da espoliação constante do que antes era população e que agora deixou de existir. Quanto mais espoliam e enriquecem mais o terrorismo internacional se fortalece.
Angola, lá porque tem petróleo não é por isso que deixa de ser um estado falhado.


«Vestem Hugo Boss, têm relógio Patek Phillipe e dão no acto 120 mil euros por uma pulseira.

ALTO HAMA

O perfil do cliente angolano em Portugal, que representa já 30% do mercado de luxo português é homem, 40 anos, empresário do ramo da construção, ex-militar ou com ligações ao governo. Veste Hugo Boss ou Ermenegildo Zegna. Compra relógios de ouro Patek Phillipe e Rolex.

O perfil do povo angolano, que representa 70% da população, é pé descalço, barriga vazia, vive nos bairros de lata, é gerado com fome, nasce com fome e morre pouco depois com... fome.

De acordo com as várias marcas contactadas pelo jornal Expresso, esses angolanos de primeira não olham a preços. Procuram qualidade e peças com o logo visível. É comum uma loja de luxo facturar, numa só venda, entre 50 e 100 mil euros, pagos por transferência bancária ou cartão de crédito.

Por outro lado, de acordo com a vida real dos angolanos (de segunda), 45% das crianças sofrem de má nutrição crónica e uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos.

Na joalharia de luxo, os angolanos também se destacam, tanto pelo valor dos artigos que compram como pela facilidade com que os pagam. António Moura, que representa em Portugal a Chaumet, Dior e H. Stern, fala do caso recente de "uma senhora angolana que comprou uma pulseira por 120 mil euros, e pagou com cartão de crédito, sendo o pagamento imediatamente autorizado pelo banco".

Pois é. Em Angola, o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder.

Pois é. Entre milhões que nada têm, o importante são aqueles que vestem Hugo Boss ou Ermenegildo Zegna, compram relógios de ouro Patek Phillipe e Rolex, ou que dão 120 mil euros por uma pulseira.»

JES e MPLA: Política da Trapaça ou Trapaça na Política? (Fim)


NGANDU J.R.
O presidente é eleito numa sessão conjunta do parlamento bicameral, que consiste de uma Assembleia Nacional (National Assembly), ou câmara baixa, e um Conselho Nacional de Províncias (National Council of Provinces, NCoP), ou câmara alta.

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Gerou-se, em Angola, um certo mal-estar que foi uma vez mais dissipado pelos mensageiros da desgraça de sempre (Bornito e Feijó). Sem fugir à risca do plano Maior, tal como se fosse um pai a observar o filho a aprender a gatinhar, o Mpla não tardou a aparecer com outra ideia genial: o debate “evoluíra” e que o formato definitivo do modelo (o trunfo que estava na manga, ou seja, o plano Maior) já não seria parecido ao da África do Sul, a não ser no que dizia respeito à questão do “cabeça de lista”.

Consequentemente, as eleições presidenciais seriam por sufrágio directo e universal mas “atípica”, uma vez que os eleitores, ao elegerem o partido, escolhiam, em simultâneo, o presidente da república. Ironicamente é o caso de alguém que, ao casar-se, também o fará com a sogra. Inútil que é referirmo-nos a quão desusado, anti-democrático e anacrónico é este modelo, que nunca existiu em parte alguma, gostaríamos apenas de recordar que se está, de novo, no ponto de partida. As eleições do presidente assim feitas são, sem sombra de dúvida, “indirectas”. Logo, o debate não evoluiu; regrediu.

Zenu (provável sucessor à presidência de Angola)
No entanto, mais importante que isso é sabermos que foi esse o plano Maior, o trunfo escondido nas mangas de JES e do MPLA com o fito único de se começar a preparar a sucessão de José Eduardo dos Santos. E razões não faltam: JES, cansado, doente e desconfortado com os longos anos de poder, quer retirar-se mas, na lógica de “sair para ficar” e, para isso, nada melhor que deixar o seu filho no poder. Em suma, não será ele o beneficiário (pois não necessita dele) desta estratégia gizada para a defesa dos seus interesses pessoais e familiares. E, sabendo que o seu filho, José Filomeno dos Santos “Zenu”, jamais conseguiria votos para a presidência num modelo “normal”, a fórmula milagrosa será a do “cabeça de lista”. Sempre que alguém votar no Mpla automaticamente estará a votar no seu filho.

O elixir poderá funcionar durante algum tempo, mas haverá um dia em que, inexoravelmente, o feitiço se há-de voltar contra o feiticeiro. Quanto a isso, nada mais confortante que parafrasearmos Che Guevera quando dizia: “os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera”.

Imagem: FOLHA 8

Abandono de trabalho (?) 17Nov09

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Jornal de Angola 15 de Novembro de 2009




Diário do Povo. Órgão marxista-leninista da junta militar

“É provável que o petróleo não chegue a 100 dólares o barril, mas acredito que neste espaço de tempo até à próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) possa haver uma subida até 90 ou 95 dólares.” José Severino, presidente vitalício da Associação Industrial de Angola (AIA).

Governo reabilita indústrias de transformação de madeira

Independência. Marinha leva flores ao túmulo de Neto

Luz na capital. Ministra da energia vai às subestações

Exemplo de cooperação Sul-Sul. Angola prepara linha de crédito para a Guiné.

Benguela tem mais crianças no sistema de ensino

Fronteira da Lunda-Norte com o Congo. Mercado de Chissanda dá emprego a muitos angolanos.

Caracas. Protestos contra as bases dos Estados Unidos de América

Repartição fiscal de Caculo registou aumento de receitas

Afirma farmacêutica. Venda anárquica de medicamentos constitui um atentado à vida humana.

Kwando-Kubango. Governador quer mais união das famílias

Cabinda. Auto construção dirigida dispõe de terreno

Bengo. Projecto Água para Todos chega a Musseque Cabele

Governador Isaac dos anjos presidiu à inauguração. Abastecimento de combustíveis melhora no Lubango.















Jornal de Angola 14 de Novembro de 2009




Diário do Povo. Órgão marxista-leninista da junta militar

Conferência Episcopal. Igreja católica está preocupada com fosso entre ricos e pobres.

Vice-ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Sebastião Lukinda. Trabalhadores são dignificados.

Primeiro-Ministro defende reforma na justiça

Ministra do Planeamento esclarece os ajustamentos. Previsão de crescimento positivo no próximo ano.

Editorial. Desarmar as mentes. E atendendo à história recente de Angola devemos compreender que esse esforço de sensibilizar e mobilizar os cidadãos sobre os perigos da posse ilegal de armas de fogo se afigura um acto relevante até em termos de efeito posterior que esta medida pode produzir.

Presidenciais. Formada no Togo força de segurança para as eleições.

Mercados. Dow Jones abriu em alta

Construção. Arquitecta defende uma harmonia entre a habitação social e a cultura.

Hotelaria é cartão de visita do CAN2010. Dezenas de novos hotéis abrem no próximo mês. É importante mostrar a nossa tradição e identidade cultural aos visitantes.

Diversos perdeu-se. Passaporte chinês em nome de Zhang Xingkun, Zhang Zhaofeng e Shi Jianhua.

Projecto “Ler e Escrever” ABC regista balanço positivo

Casos de polícia. Cinco réus levados ao juiz do tribunal criminal errado

Comité Nacional do Planeta Terra. Ministra do Ambiente compromete Angola com a utilização e crescimento sustentado.

Melhor distribuição. Governador inaugurou no Luena posto de combustíveis da Sonangol.

Namibe. Qualidade dos profissionais garante o desenvolvimento

Namibe. Kuroca está iluminada

Kwanza-Norte. Aumento de lojas comerciais facilita compras em Ndalatando









Jornal de Angola 12 de Novembro de 2009




Diário do Povo. Órgão marxista-leninista da junta militar

Primeiro-ministro no planalto central. Governo anuncia mais investimento social.

Albino Malungo. “Nunca tivemos tantos hospitais”

No dia do aniversário da independência. Chefe de Estado inaugurou a sede dos Serviços de Inteligência Externa.

Luanda. Uma coroa de flores para Agostinho Neto

Eleição presidencial. Unita quer parecer do tribunal Constitucional

Editorial. Solidariedade e progresso. A solidariedade deve estar presente nos nossos actos, para prosseguirmos o bem comum, e assim satisfazermos as inúmeras necessidades de pessoas carentes em todo o território nacional.

O progresso do país passa também pela solidariedade, que deve ser praticada por todos.

Estudo do Banco Mundial publicado ontem. África tem infra-estruturas medíocres e caras. FAO afirma que o Brasil é um exemplo no combate à fome.

Petróleo. Petrobrás anuncia descoberta em águas profundas de Angola

Comércio mundial e perda de receitas preocupam o continente. Africanos preparam estratégia em Dakar.

Zimbabwe recorre a empréstimos para reforço das reservas de cereais

Imobiliário vende-se. Apartamento T3 condomínio Astros p/ 550.000.00 USD.

Diversos vende-se. WOURLESS ROUTER para Internet, aparelhos revolucionários e modernos.

Lunda-Sul. Governo encerra igrejas ilegais. Deixam de realizar cultos a partir de 14 de Novembro.

Em 34 anos de independência educação regista melhorias

Angola é membro da organização que promove educação ambiental

Luanda. Altos preços do gás de cozinha provocam explosão de protestos

Enaltecido papel das igrejas em Angola

Bié. Centro comunitário no Kuito assegura assistência a crianças

Governador inaugurou escola no município do Golungo Alto

Ondjiwa. Nova aerogare com serviços de alto nível

Moxico. Kamanongue com iluminação pública

Zaire. Melhor preparação de terras aráveis é prenúncio de boa campanha agrícola.

Mais um centro de saúde. Assistência médica melhora no Cunene





















Abandono de trabalho (?) 16Nov09


domingo, 15 de novembro de 2009

JES e MPLA: Política da Trapaça ou Trapaça na Política? (2)


NGANDU J.R.

Seja como for, as eleições viriam a ser marcadas, depois dos mensageiros da desgraça (Bornito & Feijó), ao estilo de robôs telecomandados à distância, virem a terreiro para sossegar a opinião pública nacional, (e não só), com a ideia de as eleições, em separado, serem a forma mais profícua para a estabilidade institucional de que o país necessita. Os mesmos argumentavam que um dos pressupostos da democracia que se pretende implantar em Angola, postula a separação dos poderes (Executivo, legislativo e Judicial). Assim, nada melhor que a realização das eleições em separado.

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Pese embora as vozes que se levantaram contra este figurino, alegando os custos adicionais que adviriam do mesmo, elas foram realizadas só que, ninguém adivinhava o que estava para vir e muito menos a ser orquestrado para o processo e para o acto eleitoral. Para isso, foi burocratizado todo o processo através da intervenção e criação de várias instituições (MAT, CNE, Casa militar, casa civil, SINFO, ClPE, Valleysoft e outros) o que permitiu, a JES e ao MPLA, manipular as eleições e obter uma maioria absoluta no Parlamento, conforme o plano Maior.

A vitória do Mpla foi difícil de tragar, sobretudo pela oposição e parte da população, que mais tarde acabaria por se conformar, mas esta era apenas a ponta do iceberg. Logo depois das eleições legislativas, JES, inebriado com a vitória, avançaria com outra ideia genial: realizadas as eleições legislativas, estavam criadas as condições para as eleições presidenciais, mas essas apenas seriam realizadas depois da aprovação da nova constituição. Paralelamente a isso, foram apresentados os contornos do que seria a nova constituição.

Escolheu-se, para o efeito, o partido Nova Democracia, tal como se fizera com Anália Pereira, como proponente do referido modelo em que a eleição do presidente teria de ser ratificada pela Assembleia Nacional. Aparentemente, e para dar uma de que nada havia sido orquestrado no “silêncio dos deuses”, começaram a ouvir-se vozes críticas nas hostes do Mpla. Inclusivamente, este partido chegou a elaborar uma proposta de modelo constitucional que defendia o sufrágio universal directo e não o “indirecto”, com a participação do parlamento. No entanto, para serenar os ânimos, JES, cumprindo à risca com o plano Maior, aproveitaria a visita do presidente sul-africano Jacob Zuma, para lançar mais areia para os olhos dos mais ou dos menos distraídos. Assim, advogou por eleições presidenciais por sufrágio universal, num sistema “parecido com o da África do Sul".

De modo que, defendeu a realização de um escrutínio directo e universal em que o Presidente é cabeça de lista do partido que o apoia, devendo a escolha popular ser depois ratificada pelo parlamento. Essa tomada de posição, viria, em primeiro lugar, mostrar que José Eduardo dos Santos, queria, uma vez mais, vender gato por lebre, porque era impensável, a quem o ouvisse, deduzir que JES não soubesse que o sistema político sul-africano é um sistema parlamentar, se bem que o Presidente seja ao mesmo tempo chefe de estado e chefe de governo.

Imagem: FOLHA 8

sábado, 14 de novembro de 2009

JES e MPLA: Política da Trapaça ou Trapaça na Política? (1)


É que, não se sabe por que razão, JES foge às eleições como o diabo à cruz.

NGANDU J.R.

http://www.ovimbundu.org/

Se nos ativermos ao conceito de política, definido por Aristóteles como a arte ou a ciência do governo; por Bertrand Russell como o conjunto dos meios que permitem alcançar os fins desejados em prol do homem, ou ainda – segundo um outro pensador - como a arte que visa a ordem pública e o bem social das populações, podemos, de imediato, constatar que o Mpla e JES se afastaram, e cada vez, destes desideratos, convertendo a política na coisa mais banal que alguma vez se pode imaginar. É que, ao fazer-se uma retrospectiva da nossa mais recente história política - desde o alcance da paz, ao presente momento - sobressaem tomadas de posição dos actuais governantes que, de um lado, raiam o doentio.

Do outro lado, obrigam-nos a concordar com Frederico II, o grande rei da Prússia, ao dizer que “a trapaça, a má fé e a duplicidade são, infelizmente, o carácter predominante da maioria dos homens que governam as nações". Só que, para o caso de Angola, a trapaça converteu-se em algo mais que o carácter predominante dos governantes; a trapaça converteu-se no modo de fazer e de estar na política, ultrapassando-se os limites da legalidade, do respeito ao povo e da sensatez.

Tudo isso a propósito dos trunfos escondidos na manga e que vão, aos poucos, sendo descobertos, o que deixa, a qualquer um, completamente estarrecido e estupefacto por nunca se ter imaginado como o instinto dos políticos angolanos fosse tão longe; trata-se de um instinto prenhe de laivos de ambição aquando da defesa de interesses pessoais e familiares em detrimentos dos interesses do povo. A pergunta é óbvia: que leva os nossos governantes a serem tão insensíveis com as dificuldades do povo que os elegeu?

Logo após o advento da paz, e da discussão da problemática das segundas eleições (legislativas e presidenciais), ninguém suspeitava do terrorismo constitucional e jurídico orquestrado no silêncio do deuses. É que, o gato escondido com o rabo de fora, só agora saiu do esconderijo.

Em 2007, foram marcadas as eleições legislativas para Setembro de 2008, processo precedido por uma forte sensibilização no sentido de as mesmas serem feitas, segundo JES e o Mpla, em separado. Quanto a isso, quem não se lembra de JES, tal qual numa ladainha, repetir que tão brilhante ideia não era da sua autoria e muito menos do seu partido, mas de Anália Pereira, já falecida assim como o seu partido PLD. Daí em diante assistiu-se a um jogo do gato e do rato que mais não eram que formas mascaradas para se protelar as eleições até ao limite. É que, não se sabe por que razão, JES foge às eleições como o diabo à cruz.

Imagem: http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2009/02/jose_eduardo_dos_santos.jpg

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Unita: a Traição como a Separação do Trigo e do Joio (Fim)


PEDRO KUFUNA

Tratam-se de Miguel Nzau Puna e Tony da Costa Fernandes, ambos fundadores da Unita, que, por seis milhões de dólares (não recebidos até hoje na totalidade), não hesitaram em trair a força política que haviam fundado e dedicado grande parte das suas vidas. Rezavam no contrato, funções diplomáticas e uma reforma dourada.

http://www.ovimbundu.org/

Como tal, deviam vir a público e “diabolizar” a imagem de Jonas Savimbi com objectivo de reduzir, ao máximo, o número de votos. A estratégia consistia em explorar e manipular, até à exaustão, a “queima das bruxas” e a morte de Tito Chingunji o que foi, de facto, conseguido. Posto isso, foi oferecido a Nzau Puna, o cargo de embaixador extraordinário e plenipotenciário da República de Angola, no Canadá, enquanto a Tony da Costa foi atribuída à mesma função, em Londres e, mais tarde, na Índia. Pouco se sabe do desempenho diplomático dos dois, embora Tony da Costa se tenha destacado, em Londres, mais pelas saias que pela diplomacia.
Nzau Puna é, actualmente, deputado do MPLA.

Não deixa de ser frustrante e desencorajante ver o percurso desses dois homens que, da UPA-FNLA, fundaram a UNITA para, finalmente, acabaram por militar na força que mais dores de cabeça lhes dera, o MPLA.
Não é por acaso que se diz que os traidores só merecem desprezo.
No entanto, as coisas não terminaram por aí. Nos confrontos que decorreram em Angola logo após as eleições legislativas, de 1992, o MPLA aprendeu uma lição que lhe iria servir para arquitectar sua estratégia político-militar: em tempo de guerra mais importante que aliciar os políticos é fazê-lo às altas patentes militares do exército adversário. Assim, através de promessas de promoção ao generalato, com todas as regalias a ela subjacentes (vida faustosa sustentada por diamantes) foi concertado um plano de aliciamento dessas altas patentes.

General Sachipengo Nunda
De 1992 em diante assistimos, tal qual numa passarela, a deserção e, a correspondente, traição de vários oficiais. Só para citar os mais representativos, temos o caso dos Generais Adriano Makevela Mackenzie (actual chefe da Direcção Principal de Preparação de Tropas e Ensino do Estado-Maior General das FAA) e membro influente do consórcio Thales/Sadissa/Importex; Jacinto Ricardo Bandua (abandonou a Unita em 1999,foi ajudante de campo de Jonas Savimbi e chefe da logística militar). As suas informações foram cruciais para a desestruturação militar da UNITA no Bailundo e no Andulo; Diógenes Malaquias, “o Implacável” (ex-chefe da Divisão de Operações do Estado maior general da UNITA). Este rendeu-se no ano 2000 e desempenhou um papel determinante na localização de Jonas Malheiro Savimbi; Sachipengo Nunda, hoje vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Angola. Foi precisamente Sachipengo Nunda e os coronéis Kivo e Calado que perseguiram Jonas Savimbi até ser localizado e morto.
Pode parecer caricato, e até anedótico, mas não nos esqueçamos que, para maior desprezo dos seus adversários, foram precisamente Nunda e Implacável a quem o governo delegara para o “armistício” com o que restava da ala militar da UNITA.

Jorge Alicerces Valentim
Terminada a guerra, e quando se pensava que o suborno e as traições eram coisas do passado, eis que somos surpreendidos, nas eleições legislativas de 2008, com outras traições que criaram um mal-estar aos angolanos, e mostrar quão viciado é o faire politique em Angola. Dessa vez coube a Jorge Valentim vestir-se da pele de cordeiro: a troco de 8 milhões de dólares deveria fazer a campanha do MPLA, em Umbundu, na área rural de Benguela. Para além de Jorge Alicerces Valentim houve igualmente outras tantas traições, embora sem os efeitos causados por estes. É de citar Marcial Muji Itengo, ex-governador da Lunda Sul e o caso de Adolfo Aparício, antigo secretário da UNITA do Kwanza Norte, que diante do incumprimento do MPLA, em cumprir com o prometido, e devido às guinadas do estômago pediu a UNITA que lhe perdoassem.
É esta a forma, excessivamente inquietante de se fazer política, que mostra que a relação entre a política e a ideologia, em Angola, é ainda uma miragem.

Marcial Muji Itengo (ex-governador da Lunda-Sul)
Quer se goste ou não da UNITA, a verdade é que esta força política ainda será por muito tempo a segunda força política do país, podendo, inclusivamente, em eleições justas livres e transparentes, subverter a tendência. E dada a sua amplitude nacional e a experiência governativa herdada do GURN ninguém duvida que tem os condimentos necessários para governar Angola.
É tudo uma questão de tempo.
Sobre as traições, apesar das suas consequências devastadores, são um mal que veio por bem: têm permitido extirpar as ervas daninhas da horta.

Imagem: http://pissarro.home.sapo.pt/agost.rosa.savimbi.jpg

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O TERROR DO MILAGRE CHINÊS. Que Deus nos livre deste poder que Angola copia


Há uma estranha e terrível coincidência com estes métodos de terror chinês e os utilizados em Angola actualmente. A cooperação chinesa forma angolanos para massacrarem as populações?

«Os autores do documento afirmam que os detidos habitualmente são cidadãos de áreas rurais que acodem às cidades para apresentarem queixas ante as autoridades de atropelos como a apropriação de terrenos, casos de corrupção de funcionários públicos ou o uso de torturas por polícias.

O Governo chinês mantêm uma rede de 'cárceres negros'

As forças de segurança sequestram cidadãos que consideram molestos
Encerram-nos em hotéis ou psiquiatrias e submetem-nos a todo o tipo de abusos

Efe Nova Iorque ELMUNDO.ES

Actualizado quinta-feira 12/11/2009 09:11 horas

O Governo chinês mantém uma rede de cárceres secretos em que incomunica até vários meses a um grande número de pessoas que são submetidas a tratos denigridores, segundo denunciou a Human Rights Watch (HRW) em um informe.

HRW recorda que o Governo chinês negou em várias ocasiões a existência destes cárceres, uma delas num informe sobre a revisão da situação no país que publicou em Junho de 2009 o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

O documento titulado 'Um beco ao inferno' ('An Alleyway in Hell', em inglês) acusa as forças de segurança chinesas de sequestrar de maneira rotineira a cidadãos nas ruas de cidades como Pequim, a miúdo por razões políticas, para trasladá-los a estes centros clandestinos que chama "cárceres negros".

Podem estar situados em hotéis propriedade do Estado, residências de anciãos e hospitais psiquiátricos, segundo a organização de direitos humanos, que cita o testemunho de pessoas que dizem ter passado por essas instalações secretas.

Roubo e intimidação
Os guardas que custodiam os "cárceres negros" estão acostumados a cometerem abusos contra os detidos, desde o roubo dos seus pertences a agressões físicas e intimidação, assim como privação de sono, comida e atenção médica, segundo o informe.

"A existência de 'cárceres negros' no coração de Pequim converte numa farsa as declarações do Governo chinês sobre a melhoria dos direitos humanos e o respeito à lei", expressou num comunicado a directora para a Ásia de HRW, Sophie Richardson, quem exigiu o encerramento imediato dessas prisões secretas.

Os autores do documento afirmam que os detidos habitualmente são cidadãos de áreas rurais que acodem às cidades para apresentarem queixas ante as autoridades de atropelos como a apropriação de terrenos, casos de corrupção de funcionários públicos ou o uso de torturas por polícias.

As supostas vítimas entrevistadas pela organização de direitos humanos dizem que lhes sequestraram na rua indivíduos que não explicaram o motivo da sua detenção, nem lhes mostraram uma ordem de arresto, nem lhes informaram de quanto tempo permaneceriam reclusas.

Golpes e pontapés no corpo
"Duas pessoas arrastaram-me pelo cabelo e subiram-me a um automóvel. Logo me atiraram numa habitação com duas mulheres que me arrancaram a roupa, golpearam-me a cabeça e me pontapearam no corpo", relata uma mulher de 46 anos da província de Jiangsu que a organização considera una ex detida.

Human Rights Watch acrescenta que os cárceres foram criados por autoridades locais com o consentimento das forças de segurança para evitarem a acumulação de queixas dos cidadãos que possam comprometer a sua gestão e pôr em perigo o seu futuro profissional.

Entre os detidos há inclusos menores de idade, segundo denuncia a entidade humanitária».

Imagem: Uma funcionária de prisões fala a um grupo de presos no cárcere legal de Jinjiang. Ap

Unita: a Traição como a Separação do Trigo e do Joio (1)


PEDRO KUFUNA
O significado de traição, conforme se lê em qualquer dicionário, nem sempre é o mais exacto.

http://www.ovimbundu.org/

Define-se a traição, ora como um acto de infidelidade ora como uma perfídia. Diga o que se disser, não há dúvida de que a acepção mais exacta pode ser encontrada na conduta de Judas, que vendeu Cristo por trinta moedas. Eis a essência da traição, ou seja, a pressuposição de que se trai para obter contrapartidas financeiras ou de outro tipo.

A UNITA, fundada em 1965, é o Partido, por razões pouco desconhecidas, onde as traições têm sido mais frequentes, ao ponto de, muitas vozes, afirmarem, o que é obviamente incorrecto, que a traição é uma das características dos sulanos.
Seja como for, a primeira traição na UNITA ocorreu em 1970, numa altura em que a UNITA já tinha as suas posições consolidadas no Leste de Angola. Castro Bango, um dos responsáveis pelas células clandestinas da UNITA em Nova Lisboa (actual Huambo), foi o primeiro lobo a vestir-se de pele de cordeiro. A traição de Bango, que lhe valera avultadas somas de dinheiro, fora paga pela PIDE (polícia secreta portuguesa). Tudo aponta no sentido de o plano para intersectar, e depois aniquilar Jonas Malheiro Savimbi , fora concebido por Aníbal São José Lopes e Óscar Cardoso, o criador dos “flechas”, com a luz verde de Costa Gomes, na altura Comandante da Região Militar de Angola. Não lhes faltou o apoio do Comando Militar Leste e das Subdelegações da PIDE naquela região. Note-se que a PIDE funcionava como “anjo da guarda” das Forças Armadas Portuguesas.

Castro Bango só não conseguiu o seu intento por mera casualidade: esteve no Luso (actual Luena) com Jonatão Chinguji, na altura, o responsável pelo Comité clandestino da UNITA nessa cidade e, conseguiria, conforme o plano esboçado pela PIDE, um encontro com Jonas Savimbi, na Chicala. Uma semana depois, já com Castro Bango na cidade do Luso, as Forças Armadas Portugueses atacaram a coluna de Jonas Savimbi, que escapou por um fio. Sorte igual não tiveram os responsáveis dos Comités Clandestinos da UNITA no Moxico, Nova Lisboa e Benguela. Isso explica porque, nesse ano, as masmorras da PIDE receberam, como nunca, o maior número de prisioneiros políticos da UNITA. Fazia parte: Jonatão Chingunji, Martinho Epalanga,o Reverendo Mussili, apenas para citar alguns.

Castro Bango, não se sabe por que razões, ou, provavelmente, por remorso, recusara-se a buscar refúgio em Portugal. É para se dizer que desconhecia que quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Preso pela Unita, logo depois do 25 de Abril, foi executado na cadeia do ACMOL, no Huambo, no dia 11 de Novembro de 1975.
O percurso político da Unita, no período que se seguiu à independência nacional, foi marcado por várias deserções e traições. No que concerne às deserções, é importante assinalar que nem todas podem ser consideradas como traições. É o caso, por exemplo, de Jorge Chicoty, um jovem ambicioso, inteligente, formado em Geografia Rural no Canadá, que, a dada altura, decidira bater com as portas à UNITA. Chicoty, depois de fundar o FDA (Frente para a Democracia de Angola), passaria para o MPLA. É, actualmente, membro do Comité Central desse partido e Vice-ministro para as Relações Exteriores. Outros casos são o de Fátima Roque, Paulo Tjipilika, actualmente Provedor da Justiça no governo de Angola e José Ndele (integrante do colégio presidencial no governo de Transição em 1975 e já falecido).

Estes últimos, desentenderam-se com Jonas Savimbi e criaram o que viria a chamar-se de Tendência de Reflexão Democrática, com mais dois elementos que, foram, depois de Castro Bando, os maiores traidores da Unita.

Imagem: petrinus.com.sapo.pt/ boloangolano.htm

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Epopeia das Trevas (62). 11 de Novembro












Estou mal, mas continuo honrada
porque rica de coerência e verticalidade

Desterraram-me dos círculos presidenciais
locais
mão-de-obra insistente
dos recados, dos costumes
Ocidentais

Escrava elegante
os missionários dão-me boas lições
nas missões
Obediente, submissa, a Deus temente
sem consentir, tornaram-me
escrava do Senhor
E serva dos novos senhores
da independência

Outra vez… mas eles não descobriram nada
obstruíram, destruíram tudo
da cidade de Luanda

Que seria livre da escravidão e do colonialismo
Torpe mentira. Forçaram-me, mais uma escrava
do rei e da rainha

Quando regressarei à minha liberdade?!

O Senhor dos Casebres desalojou-me
espatifou-me, destroçou-me, espoliou-me
Como todos os seres inumanos
é muito imperfeito

Sempre na infinita espera da demora
no tempo cinquentenário

Tantos nobres na feitiçaria
com o desejo de enriquecerem
Acabaram-se os gestos
de ternura
na independência que me desespera

Esqueceram-me e ao meu filho
no longínquo abandonado
Por promessas que nunca cumprem
Apenas as esperas das incontáveis
bichas. As filas humanas dos deportados
de todos os dias
para conseguir algo
que me espoliam
todos os dias
no desespero, sem independência
nunca me afirmarei como mulher

Com dignidade suporto
os desprezos da independência
lançados pela FAMÍLIA
E a desprezível diplomacia
da Ocidental hipocrisia
Outra vez na condição desumana
ultrajada
Arrastam-me na negra existência
Sim, sou negra
como o terrorismo internacional
que vos persegue, e vos atormentará
Querem-me sem instrução
para a escravidão
A minha liberdade é o luar
da noite angular, angolar

Mancharam a minha beleza
Deixaram-me alvar, secar

Sou negra
Na indigna independência inventada
só deles
sem hino, sem bandeira
é isto independência ?!
não! É apenas um pardieiro
de multidões famintas
e de comandantes
de campos de concentração
de exterminação

11 de Novembro
Da luta de libertação ainda
não encetada

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Jornal de Angola 07 de Novembro de 2009




Diário do Povo. Órgão marxista-leninista da junta militar

Parceria. China reafirma apoio contínuo ao desenvolvimento

Manuel Rabelais elogia desempenho das edições Novembro. Ministro da Comunicação Social satisfeito com o sector no Huambo.

Aposta na transparência e boa governação. Governo reforça mecanismos de controlo da gestão do erário.

Comissão constitucional a todo o terreno

O ministro Sem Pasta, António Bento Bembe, constata melhoras na área dos direitos humanos.

Editorial. O rigor na gestão da coisa pública. De facto, as responsabilidades começam em grande medida com o papel que os gestores públicos devem demonstrar sendo que fazem parte dos que “dão a cara” no que concerne à gestão da coisa pública. Mas levará igualmente a que os contribuintes possam estar melhor informados sobre a gestão dos recursos públicos.

A associação industrial de Angola (AIA) está já a mobilizar os seus associados para contribuírem, com propostas concretas, nos debates sobre a nova Constituição do país. José Severino, presidente vitalício da AIA.

Circulação de moeda. Administrador do Banco Nacional de Angola destaca importância dos sistemas tecnológicos.

Vila Alice (em Luanda) recebe novo asfalto

Direcção do Hospital Sanatório de Luanda aposta na investigação científica.

Campanha de limpeza torna Luanda mais limpa

Luanda cria centro de informação

Arborização. Capital ganha milhares de árvores. Em vários municípios foram plantadas acácias, eucaliptos e outras.

Huambo. Tchicala-Tcholohanga precisa de sistema de captação de água.

Lunda-Sul. Saurimo com novas salas de aulas

São inauguradas a 11 de Novembro. Kwanza-Norte e Cunene com novas infra-estruturas.

Kuando-Kubango. Pescadores recebem embarcações.

Bié. Governo aplica milhões de kwanzas na construção de sistemas de água. Aniversário da independência vai ser marcado por inaugurações.

Agricultores no Kwanza-Sul preparam terras para a lavoura

Cunene. Seminário debate em Ondjiva água e saneamento ambiental

Saúde. Namibe vai dispor de enfermaria de psiquiatria

Uíge. Viúvas recebem meios para actividade agrícola




















Abandono de trabalho (?) 09Nov09




sábado, 7 de novembro de 2009

A Epopeia das Trevas (61). Estou outra vez na prisão à espera que me libertem











Embarcaram-me num navio
sem jasmins
Mas mesmo assim perfumarei os mares
E neles para sempre gravarei o meu nome
nas suas ondas

E no meu silêncio eterno
vingarei os desejos dos nossos passados
e antepassados
No Universo farei um templo
para que os navegantes futuros
Me adorem e se lembrem
mesmo num momento fugaz
Que existi, amei… tentei mas não fui amada

Não adormecerei profundamente
durante um século, dois ou mais
Quando o endocolonialismo globalizar
despertarei e os despedaçarei
e lhes deixarei a minha fragrância eterna

Renovarei o nosso sangue azul
e extirparei as sepulturas da FAMÍLIA
bilionária
E nelas replantarei os aromas
dos nossos corpos
relvados, esverdeados, de pétalas vegetados
Depois de regados com uma tempestade
divina

Esta nova semente inundará o Universo
Serei, sereia da deusa Angola
Na Terra da dor renascida, desfeita
refém do palácio do Rei não eleito
de futuro tumultuoso

Livre e independente do terrorismo
bancário e imobiliário
Vingarei o olhar inocente das crianças
Mortas de fome, de doenças
Sem tectos, condenadas
pelas inclementes, palustres
estações chuvosas

E os endocolonialistas nas janelas
nazis regozijam-se com a matança
mas não se salvarão
E os seus milhões e milhões
de dólares recuperar-se-ão

E as torres, e os condomínios
e os prédios que nos roubaram
também

E as crianças sem sepulcros
sonharão com as minhas pétalas
E haverá uma guerra infantil
Que arrasará os novos dementes
Senhores, falsos doutores

E quando os meus lábios beijarem
as crianças
elas ressuscitarão
E transformar-se-ão em jasmins
e no navio do génio dos jasmins
transportar-se-ão para o meu reino
Edificarei a minha beleza nocturna
na história dos nossos céus
e serei venerada Jasmim-da-noite

Pairarei na magia das nossas montanhas
e renovarei, libertarei os Caminhos
da ditadura monárquica
lá nos encontraremos

as feridas da nossa desgraça
são como rochas infectadas
porque Angola renovou-se
continua óptimo refúgio
para criminosos e aventureiros
Onde os destinos são fáceis
de imaginar

Estou outra vez na prisão
à espera que me libertem

Pelos vistos
jamais encontrarei o amor

Dançarei ao som do vento
apesar de abandonada, do meu paraíso
afastada
Era abastada, agora na miséria forçada
das multinacionais e da FAMÍLIA real
estes desumanos são a nossa perdição
Leves, fabricados sem peso
como o desonesto pão

Sou Negra, porque as naus eram Brancas
E de repente tudo escureceu
enegreceu
Imagens: FOLHA 8

O Cavaleiro do Rei (70). Perdemos a capacidade de nos revoltarmos.




A burocracia no aeroporto para levantar pertences pessoais, ou de empresas: Ninguém está interessado em desenvolver modernas técnicas para desalfandegar, ou facilitar os serviços de atendimento ao público.
Primeiro pela falta de conhecimentos técnicos. Um curso de informática ainda custa muito dinheiro. O reino Jingola não está para perder tempo com estas coisas, o que todos querem é sopas e descanso.

Um computador ainda dá cabo da cabeça das pessoas, utiliza-se mais para jogos. Quem está há muito tempo numa máquina de escrever não vai querer um computador. Isso trás dores de cabeça. Mantendo a burocracia com uma resma de papéis, é o venha amanhã, venha depois, consegue-se cansar o cliente de tal modo, que ele começa a perceber que tem de entregar algum dinheiro pelo menos em três funcionários. Melhor ainda é enviar uma moça insinuante e sensual, dessas de mini-saia muito curta e fazer promessas que: logo vou ter contigo na tua casa.

Em mais um debate nacional, irracional, costumam utilizar a palavra bonita workshop para promover qualquer pessoa, que claro, vai facturar muito alto. Quem lucra com isso são sempre os mesmos. Creio que desde a independência já aconteceram milhares de circunstâncias idênticas. Nunca colhemos nada, porque nada teimosamente plantámos. Queremos colher antes de semear. E isso não resulta. Resulta apenas para meia dúzia de iluminados.

Desta vez é sobre a habitação. Engendram uma projecção que ainda não aconteceu. Nunca acontecerá. E depois, que devemos fazer assim, vamos fazer assim. Mas como?! Se já está tudo feito. Depois de tudo destruído, querem reconstruir. Uma torre, que se vai chamar torre do Carmo. Com cinco pisos subterrâneos, que deveria ser construída no vice-reino do Huambo, ou no Lubango. Pobres visionários, que nunca percorreram os caminhos do mundo.

Crédito à habitação com entrada elevada, pagamento em prestações em cinco ou dez anos. De acordo com a especulação imobiliária.
O fascista e colonialista português Salazar, construiu bairros para os de baixa renda. Com entrada inicial simbólica e pagamento em prestações durante vinte anos.
Ainda temos a aprender algo sobre os ditos bons ditadores. E que tal estudarmos o que faz o líder líbio Kadafi? Será que ele é o melhor líder mundial? E Fidel Castro? Não acham, que apesar das vicissitudes por que passamos, apesar de tudo, eles nos dão um bom exemplo de como evitar a fome? Vivam os reinos Petrolíferos!

Infelizmente os ditadores, quaisquer que sejam, não gostam de intelectuais. Mas a questão é não passar fome. É bom reconsiderar. Esta é a divisão do mundo actual, que nos leva às trevas medievais. Perdemos a capacidade de nos revoltarmos. A globalização controla os nossos passos e os nossos cérebros quando nascemos. Somos máquinas globalizadas, controladas. Perdemos a capacidade de decisão. Devido a isso já não conseguimos, como antes, espelhar a nossa revolta.

O Terrorismo internacional e os bancos




Os bancos alimentam o sistema financeiro do terrorismo internacional. São cúmplices, espoliam as populações planetárias. E o fundamentalismo do terrorismo alimenta-se como marabunta. Os bancos não alteram as regras da matança dos campos de concentração internacionais dos bancos demoníacos. E o fundamentalismo alicerça-se, grita avassalador, destruidor, vencedor: Alá é grande! Alá é grande!
Acabem com a espoliação do terrorismo bancário e o terrorismo internacional fracassará.

«Angola reclama 700 milhões de dólares depositados em Portugal transferidos de contas na Suíça
Terça, 30 Junho 2009 00:00

CLUB-K.NET

Lisboa - De quem são cerca de 380 milhões de dólares depositados num banco português? Do estado angolano ou de personalidades daquele país? Esta é uma das dúvidas que o Ministério Público vai ter de descortinar, na sequência de uma queixa-crime apresentada pelo Banco Nacional de Angola, que reclama a posse daquela verba. A queixa, segundo soube o DN, foi apresentada no final do ano passado. António Vitorino - que vai coordenar o programa eleitoral do PS - chegou a representar a parte angolana no processo. "Não falo sobre casos e clientes", declarou ao DN.

A referida quantia seria movimentado em Portugal por um dvogado e um militar na reserva actualmente empresário

Sobre este processo há um manto de silêncio. Várias fontes judiciais contactadas pelo DN alegaram sempre tratar-se de um "assunto sensível" para não prestar qualquer informação. A própria Procuradoria-Geral da República, questionada sobre a existência da queixa, nem a confirmou directamente, dizendo apenas: "Por ora, não há informações a prestar." Porém, ao que o DN apurou, a queixa foi encaminha para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), estrutura do MP vocacionada para a investigação da criminalidade mais complexa (ver caixa). Contactada na semana passada, a embaixada de Angola, através do conselheiro para a imprensa, Estêvão Alberto, disse ao DN que não havia declarações a fazer sobre o caso.

De acordo com alguns testemunhos recolhidos pelo DN, sob anonimato, o dinheiro em causa seria movimentado em Portugal por um advogado e um militar na reserva, actualmente empresário. Fontes conhecedoras do caso adiantaram que ambos representariam interesses particulares. Há mesmo quem admita que eram "testas-de-ferro" de interesses ligados directamente ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos. "Mas, nestas coisas, não há procurações, tudo passa por acordo de cavalheiros", disse uma das fontes que, sob anonimato, acederam a falar com o DN. Até porque os 380 milhões de dólares que agora estão em causa podem ser apenas uma parte das verbas que chegaram a Portugal para serem aplicadas em vários negócios. O montante total terá atingido os 700 milhões de dólares, os quais terão chegado a Portugal transferidos de contas na Suíça.

O estado angolano, actualmente representado pelo advogado José Ramada Curto, que não quis prestar declarações, reclama a posse da verba. E terá mesmo acusado o advogado e o empresário portugueses de movimentarem o dinheiro à revelia das orientações dadas. Ramada Curto é já o terceiro advogado a defender a parte angolana. Além deste e de António Vitorino, os interesses angolanos no processo chegaram ainda a ser representados por Leonel Gaspar, o mesmo advogado que defende José Oliveira Costa, antigo presidente do BPN, que se encontra preso preventivamente.»

* Carlos Lima
Fonte: DN Portugal

Eldorado 07Nov09




jose mendes Diz: Outubro 31, 2008 às 2:46 pm
olá sou construtor civil e gostava de ir trabalhar para angola ( alvoramentos ladrilhos todo o tipo de rebocos projectados e gessos).

AGOSTINHO Diz: Outubro 30, 2008 às 4:24 pm
BOUA TARDE SOU COZINHERO COZINHA PORTUGUESA E FRANCESA JA TRAVALHEI NO CANADA ESTADOS UNIDOS SOU COZINHERO 23 ANOS TENHO 39 GOSTAVA DE PODER IR TRAVALHAR PARA ANGOLA/ COMO POSSO FAZER PARA PODER IR?

Leonardo Araújo Diz: Outubro 30, 2008 às 6:39 pm
SOU LICENCIADO EM FÍSICA E ESTOU INTERESSADO NO EXERCÍCIO DA PROFISÃO, OU ÁREAS AFINS EM ANGOLA. POSSO SER DEDICAÇÃO EXCLUSIVA A DEPENDER DA REMUNERAÇÃO(ACORDO). ESCOLAS,UNIVERSIDADES E EMPRESAS

Nuno Anastàcio Diz: Outubro 30, 2008 às 9:37 pm
Já tive em Angola (Kikuxi-Luanda) em trabalho como supervisor de segurança. A empresa em que trabalhei é uma das maiores de Angola, produção de refrigerantes da marca “Blue”, tive visto de trabalho (acabou em 31/08/2008) e gostava de voltar a trabalhar em Angola na mesma area.

KLECIO Diz: Outubro 31, 2008 às 12:22 pm
SOU ALMOXARIFE E TEC. SEGURANÇA DO TRABALHO GOSTARIA DE TER A EXPERIÊNCIA EM TRABALHAR EM UM PAIS FORA BRASIL, CASO TENHAM DISPONIBILIDADE, ACEITO O DESAFIO.

http://engenhariacivil.wordpress.com/2007/08/25/mercado-de-trabalho-em-angola-2/#respond

Devaneios 07Nov09




DIÁRIO ECONÓMICO
DUARTE, 30/10/09 14:45
Tenho vergonha de ser Português....... isto já não muda será sempre assim todos se protegem porque todos comen na mesma gamela, o pais esta a saque ja ha muitos anos... o que mais me envergonha é o povo continuar resignado com a falta de justiça a todos os niveis.......
este pais so prospera quem é corrupto pedofilo ladrao vigarista porque quem luta todos os dias para menter o seu ordenado se levanta as 6.30 da manha e regressa as 20 horas sera sempre o perseguido o enganado.....
TEnho vergonha de ser PORTUGUES ....pais de *********

Tripulante, 25/09/09 12:27
… Também negligenciou o futuro da empresa com ausência de contratos de combustível quando se previa um aumento do mesmo em 2008 (algo que os gestores das companhias aéreas europeias prontamente fizeram). E mais, a compra da PGA foi uma pressão do governo e um favor ao Grupo Espírito Santo (como sempre a beneficiar a banca), esta empresa estava tecnicamente falida e era “privada”. A compra da empresa de manutenção brasileira VEM demonstrou-se um verdadeiro fiasco, pois aumentou em larga percentagem o já critico passivo da empresa Tap.
Acho incrível como as pessoas se atiram ferozmente a uma classe profissional que sempre desempenhou bem o seu papel, e sem sequer terem conhecimento dos factos, simplesmente ludibriados pela comunicação social e pela força das relações públicas das empresas.
Meus caros, sou funcionário (tripulante) da Tap há quase 40 anos, acompanhei muitas outras fases em que a empresa esteve enfraquecida e que superou obstáculos difíceis, penso que será mais uma dessas fases, pois os tempos mudam, assim como os ventos durante os voos. Acho que o nosso povo gosta realmente de viver em clima de intranquilidade, de caos e desordem, por isso é que temos o país que temos e não é só culpa dos políticos, é nossa. Escreve e fala uma pessoa que conhece bem o Mundo.

PÚBLICO ÚLTIMA HORA
10.10.2009 - 11h37 - Anónimo, Lisboa
E o que ninguém refere é que, de acordo com o que ouvi dizer a uns especialistas, a rede de fibra óptica que está a ser instalada em Portugal provém de uma empresa chinesa (que, tanto quanto julgo saber, por razões de segurança foi preterida no Reino Unido) e que, em teoria, poderá permitir a "alguém" na China aceder a toda a informação portuguesa que circule por fibra óptica. Ou seja, quase tudo! Se conhecerem a mentalidade chinesa e o modo de actuar a longo prazo, este tipo de actuações fazem todo o sentido. Daqui a 60 ou 80 anos eles pensam ser a única potência mundial, ou pelo menos a potência dominadora. E estes exepdientes, impensáveis nas democracias e pós-democracias ocidentais, são normais ferramentas de uma ditadura. Claro que por cá vamos fazer de conta que nada sucedeu, tal como já o fizemos quando em 1974/75 o PCP exportou os arquivos secretos da DGS para Moscovo e como agora se fez em relacção às escutas da presidência, que se dedicaram a desviar o assunto principal, analizando exaustivamente a data e a origem da informação e não o caso (gravíssimo) em si próprio. Nem sei como é que este país ainda existe. Por este andar já não será por muito tempo...

10.10.2009 - 09h10 - Pedro Lucas, Lisboa
O meu bisavô Xavier era oficial no Vasco da Gama, um cruzador (quando tinhamos cruzadores e colónias...) que esteve fundeado em Macau no inicio da rev. chinesa, e dizia ele "tenham cuidado com o perigo amarelo". Não há só a invasão de restaurantes e lojas chinesas. É o Yuan, que vai substituir brevemente o USD como moeda de troca de petróleo no Medio Oriente. São os EUA endividados até ao pescoço com a China. São as empresas europeias a deslocalizar tudo e mais umas couves para lá para obter dividendos para os accionistas, onde a China também começa a entrar. São as empresas chinesas a mandar para o desemprego os trabalhadores europeus, sem concorrencia possível. E é também, óbviamente, espionagem, industrial, estatal, tudo o que possa servir para manipular o mundo a seu belo prazer. E não me venham com essa do mundo global e que o eixo se deslocou para leste, e os tom**es. Continuemos a sorrir amarelado mais uns anos e olhar para o lado, e vamos ver como eles mordem.

Armando Vara, o génio português em Angola







Portugal é um reino de génios!
A popósito de Armando Vara ter feito em 2005 a Licenciatura em Relações Internacionais (UNI) e, um ano antes (2004), ter concluído a Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE), recordo que não é caso único a provar a genialidade da malta do reino lusitano.

ALTO HAMA

Já em Janeiro de 2007 se dizia aqui no Alto Hama (ver «Gato escondido (?) com rabo de fora na recém nomeada direcção do IPAD) que as ocidentais praias lusitanas a norte, embora cada vez mais a sul, de Marrocos eram um alfobre de génios.

O exemplo era então o de um dos três vice-presidentes do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), criado em Janeiro de 2003, e que resultou da fusão entre o Instituto da Cooperação Portuguesa (ICP) e a Agência Portuguesa de Apoio ao Desenvolvimento (APAD).

O caso era o de Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida que nasceu em Setembro de 1969 e que com 15 (quinze) anos de idade (ou seja em 1984) iniciou – de acordo com os dados apresentados no site do IPAD – a “Licenciatura em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa", que terminou em 1987.

Para além de se enaltecer o facto de ter começado a Licenciatura com 15 (quinze) anos, importa dizer que a Universidade Lusíada informa que a Licenciatura em Relações Internacionais só começou a ser ministrada em 1986, ou seja dois anos depois da data então referida pela vice-presidente do IPAD.

Acresce que a mesma era de cinco anos e não de quatro como diz o curriculum de Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.

Ainda no campo da genialidade da vice-presidente do IPAD, registe-se quem ainda em 1984, portanto com 15 (quinze) anos de idade, Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida iniciou dois outros cursos, o de língua inglesa pelo American Institut e o de língua francesa pela Alliance Francaise.

Acresce, continuamos no campo de uma paradigmática genialidade, que Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida concluiu quer a licenciatura quer os dois cursos de línguas no mesmo ano, 1987.

Sendo a cooperação para o desenvolvimento uma prioridade da política externa portuguesa, onde pontuam os valores da solidariedade e do respeito pelos direitos humanos, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.

Sendo a coordenação da ajuda pública ao desenvolvimento realizada por um único organismo, o IPAD, que assegura também a supervisão e a direcção da política de cooperação, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.

Sendo o IPAD um instrumento central da política de cooperação para o desenvolvimento, tendo por finalidade, num quadro de unidade da representação do Estado, melhorar a intervenção portuguesa e assegurar-lhe maior relevo na política de cooperação e cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.

Tendo a acção do IPAD em vista a promoção do desenvolvimento económico, social e cultural dos países de língua oficial portuguesa, bem como a melhoria das condições de vida das suas populações, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.

Por tudo isto se conclui que Portugal precisa de mais, muitos mais, Armando Vara e Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.

Abandono de trabalho (?) 07Nov09




Os Templários (23). Os bens do Templo


MICHEL LAMY

Mas, digo-vos, o Senhor oferece-vos uma oportunidade. Contempla os filhos dos homens para ver se, entre eles, haverá alguns que o compreendam, que o procurem e que sofram por ele. Deus tem piedade do seu povo; àqueles que sucumbiram aos erros mais graves, propõe uma forma de salvação. Pecadores, pensai nesse abismo de bondade, enchei-vos de confiança.

Ele não quer a vossa morte, mas sim a vossa conversão, a vossa vida: arranja-vos uma possibilidade não contra vós mas por vós. Ousa chamar a servir, como se estivessem prenhes de justiça, homicidas e ladrões, perjuros e adúlteros, homens acusados de todos os tipos de crimes. Não será isso, da sua parte, uma invenção excêntrica e que só Ele podia encontrar?

De qualquer modo, não foi mal pensado, da parte de São Bernardo. Que homem político! Com uma só cajadada matava dois coelhos, recrutando homens rudes para se baterem no Oriente e aliviando o Ocidente de uma parte das más reses que nele habitavam. Em certa medida, inventava a Legião Estrangeira e dava realmente uma oportunidade a esses homens para se regenerarem. No entanto, pelo menos nos primeiros tempos, a Ordem do Templo foi, quanto a ela, muito seletiva no recrutamento e não aceitou as pessoas sem eira nem beira que se lhe ofereceram e, de qualquer modo, não as transformou em cavaleiros.

Doravante, os Templários já tinham meios para fazerem a guerra, já estavam fixados. Na sua esteira, também se havia transformado a Ordem dos Hospitalários de São João de Jerusalém em ordem militar? Por que razão não mandaram fundir os nove ou dez templários dos tempos iniciais com os Hospitalários? No entanto, teria sido a solução mais lógica em vez de organizar duas estruturas diferentes com as suas logísticas próprias. Mas, não o esqueçamos, o Templo tinha uma missão especial a assumir, depois das descobertas feitas em Jerusalém. A partir de então, não era possível misturar as duas ordens, dado que não prosseguiam objetivos estritamente idênticos.

E como escreve Louis Lallement em La Vocation de l'Occident, a propósito dos Templários:
A Ordem do Templo, cujo manto branco ornado com uma cruz vermelha era das cores vermelhas de Galaad, constituía, no século XII, como que a armadura da cristandade. Uma armadura que muitos, a partir de então, apenas pensaram em destruir.


Segunda parte
O Templo, potência económica e política
Os mistérios da sua riqueza

Os bens do Templo
Assegurar a logística

Uma vez aprovada a Ordem e permitindo-lhe a sua regra assumir o seu papel duplo, religioso e militar, poderíamos considerar que estava adquirido o enquadramento jurídico favorável ao seu desenvolvimento. Condição necessária mas não suficiente porque os Templários tinham necessidade de uma logística poderosa. Precisavam, não só, de realizar recrutamentos importantes para formarem batalhões de monges-soldados na Terra Santa, mas também garantir a manutenção desses exércitos em operações. Era necessário fornecer-lhes alimentação, armas, vestuário, equipamentos, cavalos, etc.

As necessidades em breve iriam tornar-se colossais. Imaginamos mal, hoje em dia, como os Templários conseguiram fazer-lhes frente. Por vezes, houve que manter até quinze mil «lanças» na Palestina e uma lança significa um cavaleiro com o seu séqüito: escudeiro, sargento de armas.

Essas quinze mil lanças representam, na verdade, entre sessenta e cem mil homens. A isso há que acrescentar a intendência: todos os irmãos conversos encarregados dos abastecimentos, manutenção, reparações e alojamentos. Pensemos que, a fim de ter sempre à disposição uma montada fresca, cada cavaleiro possuía três cavalos enquanto mais dois eram atribuídos a cada um dos seus sargentos. Em redor desta tropa gravitavam também os capelães do Templo e os operários encarregados das construções e da sua manutenção. Não esqueçamos que os Templários construíram e defenderam imensas fortalezas na Palestina e que asseguraram também a guarda de inúmeras praças-fortes em Espanha.

Logo, era absolutamente necessário garantir as retaguardas da Ordem e financiar o esforço de guerra a partir do Ocidente. Depender de uma corrente contínua de donativos teria sido muito arriscado e, de qualquer modo, insuficiente. Essas dádivas eram perfeitamente necessárias mas a utilização dos seus produtos devia ser racionalizada e maximizada. Convinha, é claro, provocar um verdadeiro ímpeto de simpatia e de generosidade para com o Templo e torná-lo o mais duradouro possível. Depois, seria necessário gerir por forma a multiplicar a eficácia do financiamento.

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