domingo, 20 de junho de 2010

A “Doença” de Angola


Se em Angola houvesse indústria diversificada, poder-se-ia dizer que a sua economia foi vítima da “doença holandesa”, (ou Dutch disease), um conceito económico que procura explicar a aparente relação entre a exploração de recursos naturais e o declínio do sector manufactureiro de uma dada economia.

ANTÓNIO SETAS. FOLHA 8

A “doença” em questão ficou assim conhecida porque durante a década de 60 verificou-se uma subida nos preços do gás que aumentou substancialmente as receitas de exportação da Holanda, na altura, país rico neste produto.
Identificada no fim dos anos 70 quando a exportação do gás provocou uma grande entrada de dólares, valorizando deste modo a moeda local (o florim na altura), o que aconteceu foi essa valorização do câmbio ter por demais reduzido a competitividade da indústria holandesa e, portanto, estimulado a importação, levando a um inopinada desindustrialização.
É por essa razão que desde então os economistas chamam doença holandesa uma situação em que a grande exportação de um produto leva a valorização da moeda nacional de um dado país, tornando os seus produtos manufacturados menos competitivos, o que pode levar a uma desindustrialização.

Como sobredito, Angola não vive exactamente este fenómeno, visto não ter indústria que se veja, nem moeda que se compre, mas a verdade é que a sua economia gravita em torno do petróleo, o principal produto de exportação, vendido de forma bruta, uma vez que capacidade de refinação do crude em Angola é, por enquanto, quase nula. E a sua economia depende muito do petróleo, situação na qual se integra um quadro pouco reluzente, com os mais de dois terços da população angolana a viver na miséria.

Muito recentemente foi anunciado um financiamento de 350 milhões de dólares de incentivo ao sector da agricultura. Porém, para além de essa verba ser muito parecida com um balde de água atirado para apagar as labaredas do inferno, o próprio plano de incremento agrícola, diz-se, articula-se em torno de uma ideia de monocultura, o que talvez não seja a melhor maneira de combater a pobreza reinante em todo o território de Cabinda ao Cunene.

Espera-se, sim, uma diversificação que só será possível com um forte financiamento de projectos agro-industriais para pequenas e médias empresas, e, mais que tudo, o país precisa de fortes investimentos (acima dos 20% do OGE) numa educação de qualidade. Senão, Angola continuará a ser um país rico, mas apenas exportador de matérias-primas brutas com a maioria da população extremamente pobre, e com os piores indicadores sociais do mundo como se verifica actualmente.

O combate à corrupção
A corrupção em Angola apresenta-se com um verdadeiro cancro da governação, a ponto que se defender a ideia de que já é uma instituição de Estado. E o Presidente Eduardo dos Santos (PR), ciente da situação, resolveu atacar o problema de fronte, instaurando verbalmente um sistema repressivo do tipo “Tolerância Zero”. Que se insere muito bem num fabulário divulgado recentemente pelo jornalista e pesquisador de renome internacional, Rafael Marques, que passamos a transcrever.

«Um gato introduziu-se num armazém onde os ratos viviam tranquilamente. O gato realizou uma grande matança o que obrigou os ratos sobreviventes “a convocar um conselho geral para debater a situação e encontrar soluções”. Muitas soluções foram aventadas e rejeitadas, até que foi entusiasticamente ovacionada uma: atar um guizo ao pescoço do gato e assim com a sua deslocação, pondo o guizo a tocar, os ratos, prevenidos, tinham tempo para se pôr a salvo. Mas, um rato velho, com a experiência dada pela idade, levantou-se e perguntou, “E quem vai atar o guizo ao pescoço do gato”? A reunião terminou num silêncio tumular.»

Sejamos realistas, há casos que não podem ser abordados no quadro da implementação da “Tolerância Zero”, pela simples razão de o discurso do PR se assemelhar então a um tiro nos pés. Dois exemplos. Comecemos por Isabel dos Santos.
Essa senhora, recentemente atacou em justiça dois jornalistas portugueses, tratando-os de pouco mais que mentecaptos por eles terem posto em dúvida a cristalina fonte de fundos monetários que lhe permitiram ser a mais poderosa mulher de Angola, talvez da África. Ora, sabemos que por volta dos 20 anos de idade, Dona Isabel não tinha riqueza alguma e, portanto, convidamo-la a vir a público revelar como, em tão poucos anos, ela se encontra prestes a entrar na bíblia pagã dos multimilionários da Agenda FORBES de 2010. Não custa nada, é só explicar como foi possível as suas posições accionistas atingirem muito mais de 2 mil milhões de dólares.
Atenção, isto, se for credível a avaliação realizada em Setembro pela consultora AT Karney, segundo a qual, somente no BCP, BPI e GALP Energia, as suas quotas valerem hoje cerca de 1.813 milhões de euros a preço de mercado).

Senão ficamos por aqui, e a senhora que guarde o seu rico dinheirinho!
O outro exemplo é dado pelo PCA da Sonangol Holding, Manuel Vicente.
Depois de o investigador Rafael Marques ter revelado que o engenheiro Manuel Vicente tem um por cento do produto do petróleo, tudo leva a crer que estamos perante mais um gato escondido com rabo de fora, pois a Sonangol não necessitava de colocar as acções em nome próprio de cidadão nenhum, uma vez que o Estado Angolano constituiu há bastante tempo uma sociedade de participação de capitais públicos (IPE), justamente para representar a outra parte, isto é, o outro sócio, sempre que empresas do Estado necessitem de recorrer a esse mecanismo.

E o que é revelador da indigência de argumentos para justificar o caso, é a falácia usada para contestar esta denúncia do Rafael, apresentada precisamente por gente ligada aos petróleos, no dia 18-05.10, a fazer grande alarido em tudo quanto era serviço de notícias nos mídias estatais, com o ministro dos Petróleos a encabeçar uma legião de altos dignitários que simplesmente disseram que a Sonangol é o orgulho de Angola, pela sua sapiente gestão, pela sua credibilidade a nível mundial e pela formidável transparência (sic) dos seus balanços e balancetes. Foi quanto baste, Manuel Vicente continua de pedra e cal no seu posto de PCA, o que quer dizer, entretanto, no que toca à implementação da famigerada “tolerância Zero”, que ela só foi exibida, EXIBIDA, NÃO EXIGIDA, pelo PR. Assim, até ver, trata-se de “tolerância É zero”, falta só tirar o “é”.

Boémia pobre a rir da própria pobreza
Em Luanda, o local predilecto da boémia é a ilha.
A ilha de Luanda! Que se transformou em local de lazer de luxo – uma cerveja pode custar mais de 4 euros, uma refeição de qualidade média, mais de 50 - depois do Memorando de Entendimento de Luena, em 2002, que pôs um termo a uma guerra civil de mais de 30 anos.
Antes, era simples local de prazer, para toda a gente, com os seus escaldantes “pombais de amor”, cantados pelo músico angolano Carlos Burity, de facto simples viaturas que se aglomeravam em certos sítios da ilha, na “Floresta”, ou ao lado do hotel “Panorama” com casais sôfregos, talvez de amor, em todo o caso de sexo.

Mas isso acabou. Os polícias, que antes eram simples mirones e interrompiam os evidentes coitos que por ali de desenrolavam para obter em troca uma espécie de multa, em troca de um perdão de um “autenticado” atentado à moral pública, foram intimados a acabar com a festa. E acabaram os “pombais de amor”…
Depois de 2002, seguiu-se um ano de expectativa em que muita gente enriqueceu comprando casotas na ilha ao preço da chuva. Algumas delas foram vendidas muito barato, uns milhares ou no melhor dos casos por umas poucas dezenas de milhares de dólares, para a partir de 2005, 2006, e por aí adiante, serem negociadas a partir das centenas de milhares!
A partir dessa altura, a ilha encheu-se de restaurantes, com ou sem praia privatizada, bares, discotecas, snacks, e alguns centros culturais, um dos quais de grande qualidade, pela beleza do local e, sobretudo, pela alta qualidade humana e artística da proprietária, Marcela Costa, uma das mais importantes figuras das Artes Plásticas de Angola.

É para ali, para a ilha de Luanda, que hoje vão “disbundar” (fazer a festa) os luandenses da alta e média classe, sem terem receio de conviver ou pelo menos de se cruzar com um ou outro dos muitos refugiados de guerra que ali se radicaram para fugir das miseráveis, inaceitáveis e perigosíssimas condições de vida que lhes tinham sido impostas por quase trinta anos de guerra civil.
Homens, mulheres e crianças, com o acréscimo de umas quantas a nascerem pelo caminho, fugiram das suas terras e fundaram “aldeias de lona” - com “casas” feitas de quatro paus a pique enterrados na areia e uma lona por cima a tapar o espaço entre os paus - ao longo das praias da ilha, na Floresta, em frente ao Lello, na Xicala e em outros sítios, segundo a frequência com que eram escorraçados pela polícia dos sítios onde se iam instalando. Foram quase todos escorraçados definitivamente em nome da implementação de projectos imobiliários milionários.

É claro que isso era de esperar, na sequência lógica dessas múltiplas e por vezes compulsivas mudanças de “residência”. Esses transumantes involuntários estavam condenados a serem duma vez por todas postos dali para fora e obrigados a retornar aos seus lugares de origem, ou a outro qualquer, casa de um parente, casa de lona no Zango (como foi o caso para a maioria), ou mesmo em casa do diabo. E talvez nem tivesse sido tão mau como isso, eles terem saído da ilha, pois a vida que ali levavam estava muito abaixo do nível mínimo de dignidade humana.
Agora, na ilha, está quase tudo limpo. E na euforia que lá se instala nos fins-de-semana, o que surpreende é ver a alegria estampada no rosto dos miseráveis que ainda por lá estão a viver.

Imagem: http://blogvisao.files.wordpress.com/2007/06/angola10m.jpg

O nevoeiro da Nova Vida


«O Presidente. José Eduardo dos Santos convidou os habitantes a transformarem Luanda numa cidade bonita e num bom lugar para viver, onde cada um faça a sua parte, salientando que é possível situar Luanda ao nível de todas as cidades belas e modernas da África Austral e do mundo.»

E via-se claramente um nevoeiro cerrado, também cenário ideal do filme, O Nevoeiro, de Stephen King. Eis a insustentável poluição da morte da matéria-prima da única actividade industrial: os geradores que no domingo, 06 de Junho, depois de mais um corte de energia eléctrica de doze horas para manutenção. Imaginemos um dia, dois dias, três dias sem luz… a morte não é, será certa.

Imagem do filme o nevoeiro de Stephen King
http://ci.i.uol.com.br/filmes/g/o_nevoeiro_2007_g.jpg

Resignados?


Se antes lutámos contra o outro colonialismo, porque é que agora não lutamos contra este?

Imagem: http://laranjeira.com/artigos/images/070721-angola00.jpg

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Ocidente do Paraíso (72). A partir daí rotularam-me: «que eu era comunista», e como tal marginalizaram-me.


As conversas à mesa, como não podiam deixar de ser, eram sobre a situação que se vivia. Trocavam-se opiniões sobre um dos muitos comunicados do MPLA que afirmava... «e assim o nosso povo continua na miséria», e que era preciso acabar com os musseques. Defendia esta posição, mas com muito cuidado, porque arriscava-me a levar uma grande surra. A partir daí rotularam-me: «que eu era comunista», e como tal marginalizaram-me. Disseram-me depois que a Tina começou a gostar de mim porque era o único que defendia os negros. Mas não prestei atenção ao comentário.
E novas mensagens surgiam:
- A Tina gosta muito de ti, diz que és muito bonito, sabes falar bem e que não és racista.
Depois dos dissabores que passei, não estava de momento inclinado para assuntos amorosos.
E a Tina passou ao ataque. De manhã era o último a sair. Enquanto tomava o pequeno-almoço, ela ficava em frente a mim de costas a lavar roupa no tanque. Com uma mini-saia quase pelo meio das pernas, de vez em quando baixava-se tão generosamente que o tecido subia tanto que descobria a nudez do seu traseiro de nádegas atraentes e muito sensuais. Depois voltava-se e com um sorriso maroto parecia perguntar-me se gostei ou não. E o assédio feminino continuava diariamente.

Como me mantinha irredutível ela passou a outra táctica. Quando servia o almoço – não havia jantar – todos os outros hóspedes tinham um bife nos seus pratos, eu tinha dois. Um ovo para os outros, dois para mim. Duas salsichas, quatro para mim, etc. Alguns hóspedes apontavam o dedo para o meu prato em ar de gozo. Chamavam a Tina e perguntavam porque só eu tinha o dobro da comida, e ela muito séria:
- Não chega para todos!
Claro que os hóspedes não aceitavam a justificação, e a rir voltavam a pedir explicações, e ela enigmática:
- Calhou assim, amanhã pode ser outro qualquer… Ah! Não me aborreçam!
Os comentários passaram a ser mais directos:
- Mas tu não vês que ela gosta tanto de ti que até mete no teu prato o dobro da comida? Pois fica sabendo que essa mulher vale mais que mil brancas.

No local de trabalho surpreendi-me com uma notícia. Os dois administradores tinham sido presos e levados para o campo da Tourada. Como coordenador dos grupos de acção pedi explicações a alguns membros. E eles elucidaram-me:
- Foram presos porque ofereceram viaturas à UNITA.
Pensei em ir à delegação da Vila Alice e pedir para os soltarem. Mas mudei de ideias, porque decerto também seria acusado de conivência e preso. No outro dia soltaram-nos. Quando chegaram olharam para mim como se eu fosse o autor da façanha. A era da justiça do poder popular estava no auge. Justiça sumária.

Entretanto todos os chefes de departamento partiram para sempre. Uns para Portugal, outros para o Brasil, África do Sul, Rodésia. O chefe das vendas despediu-se com um pequeno comício e sem papas na língua com o Mein Kampf (A minha luta) de Hitler, bem visível e com o olhar fixo em mim carregado de ódio profetizou-me:
- Vou-me embora por causa dos comunistas de merda. Vão ser todos mortos. Sem os brancos não conseguirão fazer nada. Vão morrer todos à fome. E o último a sair que apague a luz.
Terrível profecia que mais tarde se concretizaria, mas não conseguiram acabar com os comunistas.
Os que partiam diziam-me invariavelmente mais ou menos a mesma coisa. «Que os negros são muito falsos. Que o malanjino por bebida trai tudo e todos. Que a melhor maneira de lidar com esta gente é dar-lhes a entender que se confia neles. Que um branco para ficar aqui só se for comandante do MPLA. Meditava e concluía que estes brancos são mesmo grandes racistas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mais uma igreja?


Ao ler o último comunicado da UNITA onde mais uma vez denuncia as infindáveis arbitrariedades do MPLA/Governo, e em especial as prisões de cidadãos em Cabinda apenas por terem em sua posse publicações da Internet, o que é muito relevante, preocupante porque por este andar nunca teremos democracia.

Não existe política sem manifestações. É absurda a desculpa de que o MPLA não as autoriza. A democracia e a liberdade só se atingem com greves e manifestações permanentes, se necessário de noite e de dia. Por acaso até foi assim que o MPLA conquistou o poder em 1975.

Não se realizando tal objectivo, então estamos em presença de mais uma igreja e não de um partido político.

Assim, a UNITA, mais parece a Igreja da Nossa Senhora da UNITA. É que a UNITA dita comunicados conjunturais, o Papa Bento VXI também.

Militares da Guarda Presidencial matam cidadã na zona do Benfica


A ideologia de 1975 perdeu-se, mas claramente, teimosamente permanece válida, intocável. O poder renasce das cinzas não como a Fénix, mas como na imundície petrolífera dos campos sem agricultura, danados de esfomeados.

«Bastidores
Terça, 15 Junho 2010 16:02

Luanda - Segundo uma denúncia, Militares da Unidade de Guarda Presidencial terão atingido uma cidadã na zona do Benfica. O caso deu-se durante uma sessão de treinos desta unidade militar.

Fonte: Eclesia CLUB-K.NET



Baleada quando os efectivos treinavam

O conflito de terras na zona do Benfica que envolve camponesas e militares da Unidade da Guarda Presidencial, ao invés de caminhar para uma solução agradável, está a ser profícuo em situações mais desagradáveis.

O quadro que até então já era confuso tornou-se agora tenebroso. Relatos de alguns cidadãos, moradores dos arredores do terreno, dão conta que devido aos treinos efectuados naquela zona pelos militares da UGP, estão a provocar vítimas mortais.

Agora não são só as camponesas que exigem a retirada da Unidade de Guarda Presidencial que se instalou nas suas lavras, na disputa entram também os moradores que circundam o espaço que se transformou em base da UGP.

De acordo com moradores, uma cidadã foi atingida mortalmente, por um disparo na hora dos treinos, no dia 9 deste mês, a moradora caminhava em direcção a sua casa e foi atingida.

Desesperado, Samuel levou ensanguentada a vizinha até ao centro de instrução aonde os supostos militares da UGP realizavam os seus treinos.

Depois dos tiroteios, quem entra em cena é o pequeno Jó, que com as outras crianças faz a recolha dos cartuchos das balas. Uma pratica que passou a ser a diversão de muitas crianças na zona do mundial no Benfica.»

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Ocidente do Paraíso (71). O primo da patroa veio cumprir o serviço militar e como bom seguidor da grei colonial, deixou-lhe uma filha sem pai


A pensão era improvisada, tipicamente colonial porque existia e sobrevivia das ondas militares e civis que povoavam Angola, suportava quinze hóspedes. De propriedade de um casal de portugueses que poupavam o mais que possível nos gastos que guardavam para o regresso definitivo a Portugal. O esposo trabalhava como braçal numa pedreira no Cacuaco, a esposa era da classe aristocrática da vulgaridade doméstica. Dominava-os em absoluto a incultura urbana colonial. Há já cinquenta anos que o fim da vida lhe acenava vitorioso.

A Tina era a única empregada que cuidava de tudo. Fazia as camas, as refeições, as compras… era a empregada para todo o serviço. Aparentava para aí vinte e cinco anos. Magra, alta, seios pequenos, naturais, sensuais. Natural de Quilengues, fábrica das mais belas mulheres angolanas e quiçá do mundo. Uma mwila da etnia lunyaneka, o que é o mesmo que dizer, muito bonita. Ela conseguiu ir de férias a Portugal com os patrões, mas confessava que não gostou da ideia. Foi no Alentejo, onde assustou as crianças porque nunca viram uma pessoa escura. E gritavam para as mães: «vimos um demónio!».

O primo da patroa veio cumprir o serviço militar e como bom seguidor da grei colonial deixou-lhe uma filha sem pai que agora tinha três anos. Disseram-lhe para ir para Portugal mas ela não aceitou devido ao seu nacionalismo sempre latente. Depois de educada na Ilha dos Padres de Luanda ausentou-se para a sua terra natal. Aborrecida e escandalizada devido à sua educação religiosa ocidental, saiu de lá com um filho que entregou aos cuidados dos seus pais. Regressou porque o seu marido tinha várias mulheres conforme os mandamentos da santa tradição bantu. Ela não suportava essa vida que contrariava os santos ensinamentos de Jesus, caminhou e acabou por vir parar à pensão como se fosse um mosteiro. O salário ganho era miserável porque o poder instituído decretava que as negras nunca deveriam ascender além de lavadeiras, criadagem sem valor conforme os preceitos da Santa Mãe Igreja: «tudo o que for negro é escravo da eternidade do Senhor».
Perante tão baixa condição política sustentada pela conspiração religiosa, mesmo assim os irmãos quando a visitavam roubavam-lhe o que podiam.

Entretanto, a filha permanecia quase todo o tempo no pátio, enjaulada numa espécie de cama grande. E para que a criança se distraísse de vez em quando, eu retirava-a da jaula, mas ela corria ao encontro da mãe o que a impedia de trabalhar. Era por isso que permanecia presa sem o cometimento de qualquer crime. Afinal, ainda se considera um crime para quem nasce neste mundo.

Ainda a invasão chinesa. Angola El Dourado chinês


Os chineses trabalham noite e dia porque ainda não se libertaram da escravidão. É bom lembrar que iniciaram o despertar das cavernas.

E também trabalham na calada da noite – conforme noticiado na Rádio Nacional de Angola – na desestabilização de Angola reforçando a sua invasão transportando cidadãos ilegais da RDC para Luanda a cinquenta dólares por cabeça. Justamente, um chinês foi interceptado pela Polícia angolana quando transportava dez estrangeiros ilegais originários da RDC.

Deram-lhes a mão e agora querem a vagina de Angola.

Imagem: africaminhamami.blogspot.com/2009

Em Maputo. Trabalhadores do banco Procredit em greve


Maputo (Canalmoz)
– Dezenas de trabalhadores do banco Procredit, em Maputo, abandonaram os seus postos de trabalho e saíram ontem à rua para protestar contra inúmeras irregularidades praticadas pela administração, que dizem existir naquela instituição financeira especialmente vocacionada para microfinanças.
Empunhando cartazes e dísticos, os trabalhadores marcharam na manhã desta terça-feira entoando cânticos, apelando à intervenção de quem de direito, porque “as relações laborais atingiram o clímax”. A greve estava agendada para acontecer há mais tempo, mas os trabalhadores tinham preferido dar tempo à administração, para ver se esta resolvia os problemas. O tempo passou, mas os problemas não passaram e a situação manteve-se constante. Os trabalhadores não viram outra saída senão optarem pela greve.

Segundo os trabalhadores, os problemas são os salários baixos, contratos precários, a falta de respeito para com a pessoa do trabalhador e cargas horárias pesadas. Lia-se nos dísticos o seguinte: “Estamos cansados de maus tratos”, “Abaixo as demissões sem justa causa”.
Segundo apurámos, existem trabalhadores que foram demitidos “sem justa causa” e que recorreram ao tribunal e “ganharam a causa”, mas até hoje não lhes foi paga a indemnização. Este grupo de trabalhadores também se juntou à manifestação de ontem.

Segundo dizem os trabalhadores, por várias vezes contactaram a direcção do banco para manifestarem a sua indignação e procurar junto da direcção “soluções pacíficas”. Foi entregue à direcção do banco o caderno de reivindicações onde constavam todas as preocupações dos funcionários. Os trabalhadores dizem que a direcção arquivou as reivindicações e fez de conta que nada estava a acontecer no banco e continuou com as práticas consideradas desumanas, tendo deixado tudo ao critério dos funcionários.
Segundo Carlos Vilanculo, um dos trabalhadores que falou à nossa reportagem, a situação laboral dentro do Procredit “pode ser descrita como insuportável, porque não há respeito pelos funcionários. Os salários são precários e a carga horária é pesada e não é compensada”, afirmou.

Pelo número de grevistas que saíram à rua, não são todos os trabalhadores que aderiram à greve. A reportagem do Canal de Moçambique deslocou-se a uma das agências sita na Avenida “Eduardo Mondlane”, onde constatou que estavam funcionários a trabalhar. Nenhum deles quis gravar a entrevista, mas confirmaram que o descontentamento é generalizado no seio dos trabalhadores.

O que diz a direcção do banco
Apercebendo-se da greve dos trabalhadores, a direcção geral do Procredit convocou uma conferência de imprensa, ainda na manhã de ontem, para apresentar a sua versão sobre os factos relatados pelos trabalhadores. O director geral do Procredit, Yann Groeger, começou por dizer que a direcção do banco sempre se mostrou disponível para dialogar com os trabalhadores para encontrar soluções pacíficas, que não fosse necessariamente uma greve.

O director geral do Procredit afirmou que não são todos os trabalhadores que estão descontentes com a direcção, e que a situação descrita pelos trabalhadores grevistas não é a situação real da empresa. “Se for a ver, a situação não é de crise, como descrevem os trabalhadores que se estão a manifestar”, disse, para depois acrescentar que os trabalhadores que estiveram em greve não correspondem nem a 10 por cento do número total dos trabalhadores do Procredit em Maputo. O director não confirma cenários de maus tratos, e reitera que a direcção está aberta para dialogar com o interlocutor válido, neste caso o sindicato, para encontrar soluções pacíficas e que satisfaçam ambas as partes.

A greve pode chegar às províncias
Entretanto, ficámos a saber que o sindicato com sede em Maputo está em contacto com as delegações provinciais, para que estas levem a cabo greves nas províncias, porque os problemas que os funcionários levantam em Maputo são os mesmos nas províncias. Assim, a nível das províncias podem eclodir greves nas agências do Procredit e até já começam a chegar à nossa redacção notícias que dão conta disso, precisamente.

(Matias Guente)

2010-06-16 06:49:00
http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=8122
Imagem: mocambique3.blogs.sapo.pt/arquivo/942400.htm

África do Sul, Botswana e Malawi com melhor gestão macroeconómica


Apesar das melhorias macroeconómicas desemprego aumentou para 24,5 %, na vizinha África do Sul, a maior economia da África Austral

Maputo (Canalmoz) - Dados em nosso poder dão conta que, durante o presente ano, as economias dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), foram caracterizadas por uma desaceleração progressiva da inflação, contrariando as pressões inflacionárias que caracterizaram o ano de 2008, em resultado do aumento do preço internacional de combustíveis e alimentos.
As últimas estatísticas apresentadas pelo Banco de Moçambique, citando a «World Economic Outlook», dão perspectiva de um crescimento da produção na região de cerca de 1,7 porcento, no presente ano, contra uma projecção inicial de 0,1 porcento.

Entretanto, de acordo com os dados que estamos a citar, a África do Sul, o Botswana e Malawi são os países da região SADC que mais se destacam na produção com mais ganhos no mercado cambial nominal de 9.8, 5.6 e 1.6 porcento, respectivamente, em relação ao dólar americano.
A África do Sul, tido como o país com a economia mais desenvolvida da região, apesar de ter registado um crescimento económico positivo, registou ainda a contracção do seu Produto Interno Bruto (PIB) para 2.1 por cento.

Aumento de desemprego na RSA
Ainda de acordo com o Banco de Moçambique, na África do Sul, o índice de preços no consumidor registou uma variação de 6.1 por cento até Setembro passado. Ao nível do mercado de trabalho, a taxa do desemprego aumentou para 24.5 por cento, após se ter fixado nos 23.2 por cento devido ao aumento de despedimentos em quase todos os sectores de actividade, com destaque para o manufactureiro.
Outros dados em nosso poder apontam que, durante este ano, a balança comercial naquele país, aumentou para 3,9 biliões de rands até Setembro passado, o que se reflectiu na melhoria das exportações perante uma modesta redução das importações.

Malawi
O Malawi, apesar dos ganhos obtidos na sua economia, até Setembro passado, é tido como tendo registado uma inflação de 7.5 por cento, após fixar-se em 8.4 por cento em Junho passado. Também registou uma tendência descendente do nível dos preços dos bens alimentares e não alimentares. O Banco Central do Malawi manteve a sua taxa de juro.

Botswana
No Botswana, a inflação manteve-se inalterada situando-se nos sete por cento. O índice de preços no consumidor registou uma variação positiva de 4,4 por cento.

(Alexandre Luís)

2009-12-15 06:08:00

http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=13&idRec=6931

Imagem: mocambique1.blogs.sapo.pt/arquivo/1062772.htm

terça-feira, 15 de junho de 2010

A invasão chinesa. Angola El Dourado chinês (Fim)


Os chineses reparam as vias rodoviárias do Uíge. Numa fazenda próxima extraem pedra. De repente encontram uma gruta infestada de oiro. Espoliam-no e acto contínuo apoderam-se da fazenda. O fazendeiro, angolano, queixa-se no governador, mas debalde. Os chineses estão na fazenda, na agora terra deles e o oiro e outros minerais extraem-nos, espoliam-nos e enviam-nos para a China. No Porto de Luanda as suas bagagens não são revistadas.

«Quais as consequências? A colonização económico-financeira e a filosofia da não ingerência nos assuntos internos de outros países, são atentatórias à integridade nacionalista dos povos. Certa vez, o meu colega Fernando Baxi, fez-me lembrar que,segundo Jhomo Kenyata: “Quando os europeus vieram para África, eles tinham a Bíblia e nós a terra, quando despertamos, eles ficaram com a terra e nós com a Bíblia”.

FÉLIX MIRANDA. FOLHA 8

Isto quer dizer que, a invasão económico científica, é pior do que a invasão armada. Enquanto a um dado momento um exército invasor é forçado à se retirar do território ocupado, a “invasão económica, científica e financeira”, é mais perigosa, pois é subtil, matreira, cria raízes profundas e nocivas que jamais se consegue arrancar.

Ao longo dos tempos, a imposição económica acompanhada pela presença humana, sacraliza progenitura que tarde ou cedo vai reivindicar poder. Por outro lado, os recursos materiais penhorados e que intervêm nessas negociatas, à longo termo transformam os autóctones em cativos. Logo, se não são letais, também não são pacíficas porque em termos económicos, forçam a importação de produtos, aniquilam a criatividade nacional na formação de quadros, na criação de infra-estruturas transformadoras e geradoras de emprego. Financeira, porque o poder dos bancos corrompe dirigentes e elites, subjuga povos, aliena forças armadas, polícia, etc. numa palavra, mesmo sem ser poder, a invasão económica acorrenta o Estado e o governo.

Referências: Em todo o lado que isso aconteceu salvaram-se algumas elites que pactuaram ou se deixaram vergonhosamente aliciar. Em contra-partida, o autóctone foi dizimado. Em Madagáscar por exemplo, onde imperam os mestiços de olhos rasgados, os autóctones africanos foram dizimados cultural e economicamente. Não se trata de uma cruzada contra os ímpios, tão pouco de xenofobia, é legítimo. Se os povos querem evitar a via-sacra, têm de conhecer a história. Defender o contrário, é o mesmo que credibilizar a tese do colonialismo que desde os nossos antepassados imediatos combatemos a sangue.

O grande problema é que, não são os angolanos que estão a pensar Angola. E aqueles que pensam Angola pelos angolanos, não se cingem na filosofia cartesiana ou pacifista confuciana. A lei do mais forte é que impera em Angola. Os projectos de reconstrução em curso visam afastar os angolanos do centro do poder e da zona dita asfáltica, para os kilombos dos marginais; os angolanos deixarão de ser donos e passarão a ser inquilinos caloteiros porque nunca conseguirão pagar as rendas ou impostos dos lugares que ocuparem. Para o antropólogo Pombolo Diakinté: “As terras pertencem ao Estado, subentendido, nós somos mercadorias do Estado e para o infortúnio dos mwangolés, este Estado não é natural, é virtual, tornou-se mercantil, ficou corrompido, comprometido com os credores até as suas vísceras. Portanto, será impotente para defender os mais fracos”.

O Papel da imprensa
É verdade que hoje, para termos um carrito modesto, uma casita e umas gorjetas, somos obrigados a mutilar a nossa honra, encobrir factos e enveredar pelos trilhos da bajulação ou incúria. Mas, ao não denunciarmos isso, é um autêntico crime e traição às gerações vindouras.»

Imagem: http://www.jornaldaimprensa.com.br/arqs/editoriais/1/7394.jpg


segunda-feira, 14 de junho de 2010

A invasão chinesa. Angola El Dourado chinês (2)




Wilson Dadá desperta-nos para o olhar perigoso da Medusa angolana.
«Uma reflexão necessáriamente profunda e frontal em nome da salvaguarda dos interesses mais estruturantes da nossa cada vez mais desequilibrada e injusta sociedade, onde, a manterem-se as actuais tendências, só se pode estar a caminho de um novo e perigoso conflito.
De pouco adiantará coleccionarmos casas em condomínios luxuosos, viaturas topo de gama, fazendas de sonho, milhões em contas privadas, se pelo caminho formos assaltados pela cada vez mais violenta mancha da pobreza e da exclusão social. » In morrodamaianga.blogspot.com/

Enquanto isso os dinossauros petrificam-se no alarde ilegítimo da riqueza espoliada. Nos hospitais, dez milhões de dólares amparariam multidões de doentes carentes contaminados pela corrupta maré negra petrolífera. E todos abandonados pelo poder sem ele já não os escutamos, porque o cansaço de tanta mentira apenas nos enfraquece e nos prepara para o pior dos males que sem dúvida aí vem. Outro dia D.

«Novos negócios na Expo-Shangai. Albina Assis, a comissária revelou que, até ao momento, o orçamento inicial para esta presença na Expo Shangai está estimado em dez milhões de dólares, metade dos quais já foram gastos.» In Jornal de Angola

Comentários
kaluanda
o negro angolano está endividado até ao pescoço.A china ja põs uma linha de crêdito em linha para por os angolanos endividados por mais de dez anos.Se o petroleo secar vão enviar as negras para a prostituiçao na china se não puderem pagar
In angonoticias


«Mas, não é o petróleo de que mais precisam os chineses, é muito mais do que isso, é a terra”, advertiu Pombolo. Actualmente, pequenas aldeias do Dragão (lugares impenetráveis), os bangalows chineses, estão espalhadas como cogumelos em lugares isolados e por toda Angola. Desde então, colunas de empresas dos dois lados foram criadas e transitam no corredor Angola/ China, ante a estupefacção dos antigos colonos.

FÉLIX MIRANDA. FOLHA 8

Quantos chineses se encontram em Angola, oficiais e clandestinos?
Nem Deus sabe, tabú, pior ainda, eles são todos parecidos. TOP SECRETO. Os vemos igualmente em todos os sectores da vida nacional, até dos mais reles que são a zunga, os biscatos, a carregarem massa nas obras, nas calçadas ou envolvidos no contrabando e contrafacção de produtos. Os Serviços de Migração não estão capacitados a nos fornecerem cifras credíveis, porque estão propositadamente desorganizados nesse sentido.

Apenas se sabe que penetram em Angola por vias da Casa Militar e do GRN da presidência. Contudo, se dissermos que ultrapassam de longe os 100 mil, não estaríamos a exagerar. Os portugueses ficaram na poeira. Nisso tudo, a ambição individual desmedida, prima sobre a segurança colectiva dos angolanos no presente e no futuro. Com a agravante de que, os milhares de chineses é qualidade e vai fazer mal, diante de angolanos um tanto ou quanto distraídos e desprovidos de argumentos outros para contrapor nas vertentes do desenvolvimento.

Não teríamos necessidade de chegar até aí. O angolano não é preguiçoso, como foi o álibi usado pelo Estado angolano para legitimar a operação Ásia/ Angola. Muitos dos dirigentes é que são apátridas e corruptos. “Podem condenar a deselegância de verbo, mas nunca questionarem o propósito deste artigo”.

O governo nunca se preocupou com o futuro, limita-se a ver curto, o dinheiro, o lucro a todo o preço, pouco importa os estragos que isso possa provocar. Teimamos em afirmar, “não somos obrigados a importar tanta mão-de-obra precária, isto não é cooperação”. Precisamos de transformar o filho angolano, inculcar na mente dessa gente a cultura do progresso, transmitindo-lhe o conhecimento, capacitando-o tecnicamente porque ele tem o saber.

Os angolanos que se notabilizaram na Expo Portugal 1998, não andaram nas universidades. Hoje através da prática, muitos se impõem diante de outros que têm seus canudos de Engenharia e Construção Civil. Em 6 meses pode-se muito bem capacitar um elemento basicamente alfabetizado, é uma questão de querer, de vontade política.

A verdade é que, isso nunca constou do projecto do governo. Para o governo, o angolano só prestou para fazer a guerra, matar seu próprio concidadão. Sabe-se muito bem que para tripular um tanque, manejar ou fazer voar um avião, é ciência. Para manejar canhões, é preciso cálculos e noções de física. Mas, mesmo sendo iletrados, em pouco tempo esses angolanos, hoje copiosamente preteridos nos programas de Reconstrução Nacional, evidenciaram inteligência e mostraram ao mundo do que são capazes.»

Que bom, se for verdade já tenho em quem votar.


Boa notícia...

Vamos divulgar para todos os nossos contatos, vamos dar uma limpeza neste país e deixar que nossos filhos e netos tenham uma vida melhor que a nossa, livres desses bandidos mentirosos e debochados.

Fonte: e-mail

VOTO NULO = 000 + TECLA VERDE

Ufa !!!!!!!! Uma informação boa !!!!!!!

Tá esperando o que?

Você sabe como eliminar 90% dos políticos corruptos em uma única vez ?
Isso mesmo, em uma única vez....
Preste muita atenção:
Você sabe para que serve o VOTO NULO ? Não sabe, não é mesmo ?!
Não se preocupe, eu acredito que menos de 1% da população saiba algo sobre isso...
Agora, você sabe porque você não sabe para que serve o VOTO NULO?
Então, vamos a um exemplo:

Imagine uma eleição qualquer, onde os candidatos sejam: Lula, Paulo Maluf, José Dirceu, Marcos Valério, Delúbio Soares, Roberto Jefferson, entre outros.
Campanha vai e campanha vem, você se acha na obrigação de escolher uma dessas figuras (o tal do "menos ruim") e com isso acaba afundando mais o nosso país !!!

Mas, aí você diz: "Nesse caso, não temos saída!" Engano seu !

O QUE VOCÊ NÃO SABE É QUE SE UMA ELEIÇÃO FOR GANHA POR "VOTOS NULOS" É OBRIGATÓRIO HAVER NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA !!!

Ainda não entendeu ?

Se, no exemplo de eleição acima, você e todo mundo votasse nulo, seria obrigatório haver uma NOVA ELEIÇÃO e esses pilantras não poderiam concorrer ao mesmo cargo político pelo menos por mais 4 anos!

Isso, imagino que ( como eu) você ainda não sabia, né ?! Agora você entendeu por que isso nunca foi divulgado?

Acha que é mentira? Ligue para o Superior Tribunal Eleitoral... Ligue para OAB...

Aproveite e ligue também para a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, O Diário Catarinense, O Estado do Paraná, A Gazeta do Povo... e todas as revistas e jornais importantes desse país, e então lhes pergunte por que isso nunca foi divulgado.

Segundo a legislação brasileira, se a eleição tiver 51% de votos nulos, o pleito é ANULADO e novas eleições têm que ser convocadas imediatamente; e os candidatos concorrentes são IMPOSSIBILITADOS DE CONCORRER NESTA NOVA ELEIÇÃO !!!

É disso que o Brasil precisa: um susto nessa gente ! Esta campanha vale a pena !

N U L O neles!!!

Imagem: http://raulmarinhog.files.wordpress.com/2009/07/altruismo-reciproco-e-corrupcao.jpg

Angola ainda não é uma nação, é um estádio de futebol. Só que a população continua muito mal treinada.


A ideia com que se fica da actual hereditária governação é a de um treinador, e a população os jogadores. Quer dizer, Angola ainda não é uma nação, é um estádio de futebol. Só que a população continua muito mal treinada. É por isso que Angola acumula um infindável rosário de derrotas a todos os níveis.

A derrota da miséria é o exemplo mais ultrajante, apesar das receitas do estádio petrolífero.

Sim, claro que para qualquer país não é muito difícil organizar o campeonato mundial de futebol. Dinheiro não falta, até abunda em demasia. Os milhões gastos nos estádios de futebol recuperam-se rápido. Porque os crentes gastam até ao último centavo, penhoram ou contraem empréstimos para assistirem aos pontapés nas bolas.

Agora organizar o campeonato mundial das universidades, ou o campeonato mundial da luta contra a corrupção e a miséria dela resultante, isto sim é imensamente complicado de realizar.

Imagem: http://tinypic.com/view.php?pic=18kv8g&s=5

domingo, 13 de junho de 2010

Tonetix, o angolês




E William Tonet e o seu FOLHA 8, tal e qual Asterix, resistem heroicamente no último reduto que lhes resta, a fortaleza de Ango-Babaorum. Cercados por terríveis tubarões por todos os lados, como numa ilha, defendem-se corajosamente dos cada vez mais violentos ataques desferidos pelas forças desta cópia do Império Romano/Angolano.

Sim! Resistem bravamente com a sua poção mágica, um jornal, o FOLHA 8.

sábado, 12 de junho de 2010

As Alfândegas do Cunene pretendem regularizar a transição e controlo de peões



Alfândega

 substantivo feminino
1 repartição pública, ger. localizada nas fronteiras de região, país etc., onde se inspecionam bagagens e mercadorias em trânsito e onde se efetua a cobrança das taxas correspondentes de entrada e saída; aduana
2 edifício ou recinto onde funciona essa repartição; aduana
3 conjunto de direitos alfandegários; aduana
4 Derivação: sentido figurado. Uso: informal.
lugar em que há muito movimento e onde se faz muito barulho e algazarra

In Dicionário electrónico Houaiss da língua portuguesa 3.0

Regime Convoca Alves Da Rocha Para Esclarecer Entrevista A Um Jornal Brasileiro


Bastidores

Sexta, 11 Junho 2010 17:31
Johanesburgo - As autoridades angolanas enviaram uma comunicação ao assessor do ministério do planeamento e economista Manuel Alvés da Rocha manifestando o interesse em ter uma prosa com o mesmo. Em causa estará uma entrevista que o economista deu recentemente a um jornal Brasileiro em que mostrou duvidas quanto ao combate contra a corrupção por parte do regime angolano.

Fonte: Club-k.net
Pode ser despedido por criticar a corrupção
De acordo com altos funcionários do ministério do planeamento, o economista informou-lhes que deverá estar disponível na próxima semana visto que se encontra em visita privada em Portugal.

Alves da Rocha é a cerca de 10 anos consultor do ministério do planeamento em Angola. Em meios cépticos do ministério do planeamento e com percepção aos procedimentos do regime angolano deixam transparecer que a convocatória ao assessor Alves da Rocha estaria destinada a informá-lo que as autoridades angolanas não fazem gosto de estender o seu contrato de trabalho que expira no final de 2010.

Alves da Rocha é um dos mais reconhecidos economista em Angola. Goza da admiração de emblemáticas figuras da socieade académica como Justino Pinto de Andrade. Formou-se em Portugal e tem uma pós-graduações em modelos económicos e práticas económicas restritivas.

Nasceu em Malanje em 26 de Agosto de 1947. Colaborou em diversos trabalhos para o Banco Mundial, Banco Europeu de Investimentos, Organização Internacional do Trabalho e CNUCED. Foi consultor técnico principal de diferentes organismos do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) durante dez anos e nos últimos sete tem trabalhado com a Comissão Europeia em Angola. Tem diferentes trabalhos de investigação sobre a realidade económica e social de Angola e também em África.

Alves da Rocha é autor de vários livros, com o destaque para “Potencialidades e Perfis Industriais da Região Centro de Portugal”, “Questões Actuais e Fundamentais da Economia Angolana”, “Economia e Sociedade em Angola”, “Angola: Estabilização, Reformas e Desenvolvimento”, “Por Onde Vai a Economia Angolana?”, “Os Limites do Crescimento Económico em Angola-As fronteiras entre o possível e o desejável”, “Opiniões e Reflexões”.

É membro do Centro de Estudos Estratégicos de Angola, do Instituto de Estudos Económicos da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto e do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, da qual é actualmente Director Académico.

Imagem: www7.rio.rj.gov.br/.

Angola: Ligação entre o genro do presidente angolano e empresa petrolífera estatal levanta questões sobre transparência


Nota de imprensa da Global Witness: 15 de Março de 2010
A Sonangol, empresa petrolífera estatal de Angola, nomeou o genro do presidente angolano José Eduardo dos Santos para o Conselho de Administração de uma empresa holding que controla um terço da firma petrolífera portuguesa cotada na Bolsa de Valores, a Galp Energia, conforme a Global Witness.

Fonte: Zwela Angola

Angola é um país empobrecido que depende da sua indústria petrolífera para pagar a reconstrução após uma longa guerra civíl. Angola tem uma reputação de corrupção grave, a qual a Global Witness vem noticiando na última década.

1 O povo angolano tem um dos índices de expectativa de vida mais baixos do mundo: 46.5 anos, segundo as Nações Unidas.

2 A Galp possui importantes investimentos de petróleo em Angola, uma ex-colónia de Portugal, e opera em estreita relação com a Sonangol, cujo presidente, Manuel Vicente, tem lugar no Conselho de Administração da Galp.

3 Um terço das ações da Galp pertencem à holding denominada Amorim Energia BV. Quarenta e cinco por cento das ações da Amorim Energia pertencem a uma empresa chamada Esperaza Holding BV, a qual é uma subsidiária da Sonangol. O restante das ações da Amorim Energia é ultimamente controlado pela família Amorim de Portugal.

4 Entre os membros do Conselho de Administração da Amorim Energia está incluído Sindika Dokolo, um empresário casado com Isabel dos Santos, uma filha do presidente angolano.

5 Como será feito claro nesta nota, a Global Witness tomou conhecimento de que Dokolo foi nomeado para este posto em Abril de 2006 pela Esperaza Holding. Esta última era na íntegra propriedade da Sonangol nessa época, de acordo com registros corporativos holandeses.

6 “O genro do presidente angolano, um empresário privado, não deveria trabalhar tão estreitamente com a empresa estatal responsável pela administração do petróleo de Angola em nome dos seus cidadãos,” afirmou Diarmid O’Sullivan da Global Witness. “Esta situação levanta receios sobre conflitos de interesse aos quais a Sonangol não respondeu.” O parceiro minoritário da Sonangol na Esperaza Holding é a Exem Holding AG, uma empresa discreta baseada no cantão suíço de Zug, que não divulga publicamente as identidades dos seus proprietários.

7 Um director da Exem Holding, um financeiro baseado em Paris chamado Konema Mwenenge, revelou à Global Witness que ele possui uma relação “profissional” com Dokolo. Mas Mwenenge declinou dizer se Dokolo tem algum interesse financeiro na Exem Holding.

8 O próprio Dokolo, através do seu advogado, declinou responder às questões da Global Witness.

9 O presidente da Sonangol, Manuel Vicente, não respondeu às questões escritas.

10 O facto de que o genro do presidente angolano aparenta ter estado a representar a Sonangol no investimento indirecto desta companhia na Galp não evidencia a prática de nenhum acto ilícito. Mas estas revelações levantam outras questões sobre a transparência da Sonangol, a empresa petrolífera estatal que domina a economia de Angola. A Sonangol arrecada bilhões de dólares de receitas anuais em nome do governo angolano e regula o acesso de outras empresas às reservas de petróleo e gás de Angola, mas não publica as suas contas e divulga escassa informação detalhada sobre as suas atividades. Quando o presidente Eduardo dos Santos pediu “tolerância zero” para a corrupção em Novembro de 2009, um membro proeminente do partido do governo, MPLA, disse que os angolanos deveriam sentir-se livres para criticar o presidente em relação aos negócios da sua família, conforme reportou a agencia de notícias Reuters.

11 O bilionário português Américo Ferreira de Amorim é o presidente da Amorim Energia. Ele disse à Global Witness, numa resposta de três páginas às questões levantadas nesta nota, que Dokolo tinha sido nomeado para o Conselho de Administração da Amorim Energia “de acordo com a nomeação da Esperaza Holding”.

12 “O fato de que o Sr. Dokolo é o esposo da filha do presidente José Eduardo dos Santos não parece ser em si mesmo relevante quer para qualificá-lo ou não como membro do Conselho de Administração da Amorim Energia, e como tal não foi um fator para nomeá-lo como um administrador não-executivo da Amorim Energia,” escreveu Amorim na sua carta para a Global Witness. Ele acrescentou: “Eu posso dar-lhes a minha visão pessoal sobre o fato de que a nomeação do Sr. Dokolo não levantou discussões com respeito a assuntos de ordem ética.” Amorim disse na sua carta que a relação entre a Amorim Energia e a Galp era regida por um acordo de acionistas que estava em vigor antes de Dokolo ingressar no Conselho de Administração da primeira companhia. A Global Witness não declara, ou pretende insinuar, que as empresas controladas pela família Amorim estejam envolvidas em qualquer tipo de atividade ilícita ou ilegítima. No final de 2006, a participação de 100 por cento da Sonangol na Esperaza Holding tinha caído para 60 por cento. Os outros 40 por cento pertenciam a uma subsidiária da Exem Holding.

13 À Exem Holding, através das suas subsidiárias, foi-lhe concedido acesso, pela Sonangol, a potenciais investimentos lucrativos no petróleo e gás angolanos, embora pareça ser, fora isso, desconhecida na industria petrolífera.
A Sonangol autorizou as subsidiárias da Exem Holding a: • Adquirir uma participação de 40 por cento na Esperaza Holding até ao final de 2006, tornando-a uma parceira nos investimentos indirectos da Sonangol na Galp.
• Adquirir uma participação de 10 por cento num empreendimento de exploração de gás em Angola, anunciado em Dezembro de 2007. Este empreendimento é controlado pela Sonangol. Os outros acionistas incluem a Galp, a italiana ENI e a espanhola Gás Natural da Espanha.

14 Foi noticiado que ao empreendimento foi concedida uma licença de exploração de gás por dez anos, e isenção de impostos.

15 • Pré-qualificação, datada do final de 2007, para licitar com vista a obter licenças petrolíferas em Angola.

16 A Global Witness solicitou ao director da Exem Holding, Konema Mwenenge, para descrever o processo no qual a Exem Holding havia adquirido estes investimentos e oportunidades de investimento. Em resposta por e-mail, Mwenenge disse: “Como Diretor da Exem Holding, posso confirmar que as suas subsidiárias responderam a concursos públicos em Angola. Informação referente aos concursos encontra-se disponível no site da empresa petrolífera nacional de Angola.”

17 O site da Sonangol refere que uma subsidiária da Exem Holding foi pré-qualificada pela Sonangol para licitar por licenças de petróleo em Angola como uma “não- operadora”, ou seja, um accionista minoritário num empreendimento conjunto com outras empresas petrolíferas.

18 No entanto, não parece haver nenhuma informação neste site sobre concursos públicos em relação a outros interesses da Exem Holding. A Global Witness escreveu de volta e perguntou a Mwenenge onde poderia encontrar esta informação, mas ele não respondeu. Embora a Sonangol tenha a reputação de ser gerida de forma profissional, a sua opacidade e os laços estreitos que mantém com a elite governante de Angola há muito que são alvo de preocupação pública. A empresa petrolífera estatal vem sendo usada há muito tempo pelo governo para o empréstimo de somas elevadas de forma opaca e com pouca escrutínio público em relação ao uso do dinheiro.

19 Há mais de um ano, a Global Witness tem vindo a investigar as relações entre a Sonangol e certas empresas privadas que investem no sector petrolífero de Angola, as quais são geralmente complicadas e difíceis de desenlaçar devido à escassez de informação pública. Em Agosto de 2009, a Global Witness publicou informação sobre outra empresa privada pouco conhecida que estava pré-qualificada para licitar por direitos petrolíferos em Angola pela Sonangol no final de 2007. Entre os accionistas desta empresa, Sociedade de Hidrocarbonetos de Angola (SHA), encontrava-se o nome de Manuel Domingos Vicente. O presidente da Sonangol, que possui o mesmo nome, não respondeu ao pedido de comentário da Global Witness, tal como não o fizeram outros dois funcionários séniores que também possuíam os mesmo nomes de accionistas da SHA.

20 No final de 2009, o Fundo Monetário Internacional concordou em emprestar $1.4 bilhões a Angola em troca de compromissos políticos, incluindo mais transparência para a Sonangol, mas continua por verificar se esses compromissos serão de facto implementados.

21 “Numa altura em que o governo de Angola promete mais transparência ao FMI em troca de um socorro financeiro, as nossas constatações mostram que a Sonangol é tudo menos transparente,” disse O’Sullivan.
A Global Witness acredita que o governo angolano não poderá começar a reverter a reputação internacional de corrupção grave do país até que:
• A Sonangol explique a sua relação com Dokolo e identifique os proprietários beneficiários últimos da Exem Holding, os quais são actualmente desconhecidos do público.

• A Sonangol divulgue as suas contas auditadas e todos os detalhes dos movimentos de receitas do petróleo entre empresas petrolíferas estrangeiras, da própria Sonangol e do governo angolano.
• A Sonangol abdique do controle de alocação dos direitos de extracção de minérios e de petróleo em Angola em favor de uma agência independente que opere sob ampla supervisão pública e outorgue estes direitos de forma transparente.
• As empresas petrolíferas internacionais em Angola se comprometam elas mesmas a não entrar em parcerias com outras empresas mais pequenas, cujos principais proprietários beneficiários sejam desconhecidos do público.
• O governo assegure que os grupos da sociedade civil em Angola possam discutir livremente assuntos de interesse público, incluindo os relacionados com o sector petrolífero, sem receio de perseguição ou de censura de qualquer tipo.

Este documento é a tradução em português de uma nota de imprensa publicada originalmente em inglês pela Global Witness e entitulada “Link between Angolan president’s son-in-law and state oil company raises questions about transparency”. Para efeito de referência, por favor cite o documento original em Inglês disponível no site da Global Witness

Imagem: corrupcaocjw2a.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Os bêbados são como uma espécie de ditadura que nos destrói os lares, as famílias, e até nações.


Está no tempo de acabar com as bebedeiras, com os bêbados e com a nacional ou tradicional propensão ao alcoolismo.

12 de Julho de 2008. MPLA promete acabar com a fome… nos próximos quatro anos

No mercado moçambicano. Nokia lança pacotes de navegação GPS para viaturas


– A Nokia, empresa de fabrico de celulares, procedeu ao lançamento de novos pacotes de navegação GPS para viaturas. Designado “Mapas Ovi”, o serviço orienta automobilistas, pedestres e pessoas com dificuldades para localizarem lugares, usando uma comunicação em tempo real, com o auxílio de telemóveis portadores do referido “software”. O evento teve lugar recentemente na cidade de Maputo.

Maputo (Canalmoz)
http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=8091

Segundo fontes da instituição, a localização dos lugares é feita não apenas com base em coordenadas e endereços, mas também pelo nome do lugar de onde são emitidos os dados, usando as Tecnologias de Comunicação e Informação.
Para além dos telemóveis criados com GPS, este serviço é extensivo a perto de 20 telemóveis da mesma marca, porém com diferentes referências.

Para além Moçambique, os pacotes de navegação GPS para viaturas estão disponíveis noutros países, principalmente no mercado português. Esta inovação permite ainda que alguns modelos de telemóveis Nokia originalmente criados sem a função sejam agora comercializados juntamente com uma solução completa de navegação, sem que isso implique qualquer custo extra para o utilizador.
Alguns jornalistas presentes na conferência de imprensa testaram a funcionalidade dos aparelhos, localizando diversos pontos da cidade de Maputo.

Os dispositivos que fazem parte destes novos pacotes de navegação possuem o novo serviço “Mapas Ovi” pré-instalado, ao mesmo tempo que incluem funcionalidades de navegação automóvel e pedestre gratuita, o que significa que, mesmo que o utilizador não seja cliente de uma operadora de telefonia móvel, ou que o seu telemóvel não tenha cartão, pode utilizá-lo para localizar lugares, objectos e pessoas. (Inocêncio Albino)

2010-06-11 06:41:00

Moçambique. Uso das TICs na Assembleia da República. Bancadas parlamentares resistem à reforma



– Há uma autêntica resistência à reforma na Assembleia da República, para o uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação. Em causa está o sistema de votação electrónico, que desde a sua montagem ainda não está em uso, e já passou a primeira sessão.

Maputo (Canalmoz)
http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=8097

O dispositivo informático que possibilitará a votação electrónica, deixando para trás a votação manual (levantar o braço), foi montado muito antes do início da presente VII legislatura, e conforme tudo indica “as bancadas não estão interessadas em partir para a tecnologia”.
Uma fonte da direcção da Assembleia da República disse que se trata de uma resistência à inovação e ao avanço, porque, segundo explicou, a votação electrónica é confidencial e secreta, isto é, não permite aferir quem votou contra, a favor ou se absteve, numa dada votação. E isso é o que as bancadas não querem, porque querem controlar os seus deputados e saber quem votou o quê, para controlo da disciplina partidária.

A Comissão Permanente da AR já anunciou, por várias vezes, a capacitação dos deputados das três bancadas, (Frelimo, Renamo, e MDM) para o uso daquele dispositivo informático, mas, chegada a hora, há sempre um bom número de deputados que abandonam a capacitação e as bancadas, justificando de várias formas. Assim, até hoje, nenhum deputado foi capacitado para o uso das maquinetas.
Mas a nossa fonte garantiu que a direcção da AR pretende pôr ponto final a este problema, e brevemente vai iniciar a capacitação para o uso da votação electrónica, o que, segundo disse, vai permitir uma expressão democrática de cada mandatário do povo. “Estamos decididos que vamos arrancar com a capacitação porque, à semelhança de outros parlamentos, queremos evoluir”, disse, a terminar, a nossa fonte.

(Matias Guente)

2010-06-11 06:51:00
Imagem: profundezasmarianas.blogspot.com/

Moçambique. Província de Manica. Governo fornece gatos para caçarem cobras em Guro


Manica vai exportar cobras para a África do Sul

– “Vinte gatos devidamente treinados” foram entregues à população do distrito de Guro, na província de Manica, “para ajudarem a combater cobras que matam pessoas”. Durante o ano passado morreram nove pessoas nesta região, vítimas de picadas de cobras.

Manica (Canalmoz)
http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&nivel=1&id=6&idRec=8096

Os gatos foram fornecidos pelo Governo provincial, e, segundo a administradora de Guro, Deolinda Bengula, “os gatos serão um benefício nos esforços para combater as cobras”.
Este ano, na vila sede de Guro, já morreram pessoas em número não especificado, vítimas de picadas de cobra. Muitas vítimas atacadas não têm registo oficial, porque as ocorrências deram-se em localidades distantes da sede do distrito, onde as pessoas não chegam a ser levadas aos hospitais.

Manica vai exportar cobras para a África do Sul

A nossa reportagem apurou que a província de Manica vai exportar cobras para a África do Sul. Para o efeito, duas empresas, uma nacional e outra estrangeira, foram licenciadas para a captura de diversos répteis, entre os quais cobras.
Trata-se das empresas “AKS Investiment” e “Chikwirimite”, que vão operar em toda a província de Manica, mas com maior concentração no distrito de Guro, no norte da província, onde há maior frequência de ataques de répteis aos seres humanos.
Domingos Zemenino, dos serviços provinciais de Florestas e Fauna Bravia de Manica, confirmou esta informação ao Canalmoz.

(José Jeco)

2010-06-11 06:51:00

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Ocidente do Paraíso (70). e olhei para o que restava da casa do povo da FNLA. Parecia uma carvoaria.


Vi o caso mal parado, temi o pior. Mas não seria assim tão fácil como a turba pensava. Preparei-me para a luta ao lado do meu amigo. O meu fim de vida seria assim? Pois bem, que o fosse.
No último momento apareceu uma patrulha da polícia militar portuguesa. Gritámos para eles. Alguns entraram no autocarro, viram o triste espectáculo e os extremistas dispersaram. O autocarro prosseguiu viagem, sem mais incidentes. Isto deixou-me muito abalado. Decididamente este país é muito violento. Com incidentes assim, seria impossível uma transição pacífica para a independência. Mas mais peripécias nos aconteceram e salvámo-nos delas creio que por milagre.
Estávamos no cinema Tivoli a ver um filme. A ala direita era descoberta. Alguém lançou uma granada no pátio, e os estilhaços projectaram-se em várias direcções. Estávamos próximos dessa área. Eram visíveis as marcas dos estilhaços na parede junto às nossas cadeiras. Não sofremos qualquer dano. Entretanto o filme prosseguiu.

A intenção era deliberadamente provocar o pânico. Noutra ocasião posterior, num fim de tarde, íamos para a pensão quando ouvi um som a que já me habituara. Repentinamente arrastei o meu amigo para o chão. Ouvimos o sopro passar por cima das nossas cabeças, e em frente uma explosão numa casa. Era um projéctil de RPG7. Salvamo-nos graças ao meu instinto.

Também aconteceu na Avenida do Brasil, quando a pé íamos para o café Paladium. Estávamos próximos da casa do povo da FNLA. Um grupo de militares do MPLA decidiu arrasar as suas instalações. Com RPG7 e armas automáticas o tiroteio era tão intenso, que apenas tivemos tempo para nos refugiarmos na porta mais próxima. O zunido das balas e o sopro dos fragmentos dos morteiros eram constantes. Até parecia que o tiroteio era dirigido para nós. Foram momentos infindáveis. Acho que já estávamos feridos, mas não via sangue sair dos nossos corpos. O tiroteio parou. Os Faplas retiraram-se. Olhei mais uma vez para os nossos corpos. Nem uma beliscadura. Não sei como foi possível. Saímos do nosso esconderijo, e olhei para o que restava da casa do povo da FNLA. Parecia uma carvoaria. Tudo escuro e esburacado por todo o lado. Esta casa do povo terminou as suas funções ingloriamente. As guerras são a coisa mais fácil que existe. Basta apenas carregar num gatilho ou num botão.

Devido aos confrontos, as vítimas aumentavam como um vírus que se ia disseminando e para o qual não havia cura.
Fomos à Liga Africana onde saía um funeral com corpos assassinados por extremistas brancos devido à intolerância reinante, a qual já não tinha solução. O destino era o cemitério de Santana. Assustado disse para nos irmos embora, porque os negros decerto por vingança nos matariam. O meu amigo tranquilizou-me: «Tens medo de quê? Eu conheço-os bem. Eles não nos farão mal nenhum.

Incorporados no cortejo fúnebre lá fomos. Confesso que estava com muito medo. Quase a chegarmos ao cemitério já eram milhares de pessoas. E os únicos brancos éramos nós. A minha insegurança aumentou com receio de a qualquer momento ser esfaqueado e atirado para as covas abertas, e misturado com os caixões quem daria por isso? Mas que grande surpresa. Ninguém me maltratou ou insultou. Pelo contrário trataram-me como irmão. A partir daqui senti-me muito confuso. Afinal a África Negra tinha muitas surpresas. Tinha acabado de desmistificar a célebre selvajaria dos negros angolanos. Afinal era um povo pacífico, simples e humilde. Como todos os povos apenas queriam que os deixassem em paz.

Imagem: sede da FNLA. http://pissarro.home.sapo.pt/memorias23.htm

A invasão chinesa. Angola El Dourado chinês (1)


Angola é e será por vontade própria, e agora com o apoio incondicional chinês, trincheira firme da corrupção em África e no Mundo. E os chineses já se comportam como legítimos proprietários dos povos e das terras angolanas. Será a maior pilhagem de todos os tempos.

«Quando cheguei agora em França, como recepção, a primeira questão que um amigo me colocou foi : vocês correram com os portugueses à fogo, de igual modo desembaraçaram-se dos cubanos, mas no presente aceitam os chineses de bom - gréi, qual a diferença? Não soube responder. Depois de alguma discussão, concluímos a urgência de se criar um organismo específico que possa reger a problemática da migração que vai muito ao de lá de simples cedência ou indeferimento de pedido de vistos, para o qual vigora os SME.

FÉLIX MIRANDA. FOLHA 8

Coincidentemente, ao entardecer do dia 20 de Maio, quando me preparava para tomar o voo, vínhamos de viatura do Terminal de Cargas. Chegados ali na 21 de Janeiro, fomos forçados a parar por mais de 15 minutos. Trânsito interrompido porque tínhamos que dar prioridade a uma coluna apeada de muitas centenas de chineses desembarcados, pareciam recrutas, todos com o mesmo uniforme, sem dúvida, trabalhadores contratados.

Os comentários dos transeuntes era o mesmo, porquê e para quê tantos chineses? De facto, todos os santos dias, milhares de chineses invadem Angola. Uns desembarcam em Luanda, outros noutros portos discretos, mas muito pouca informação se tem sobre o assunto. Por tudo quanto é canto, nos bairros, nas aldeias da Angola profunda, todos eles imberbes ou se adultos muito mais ingénuos, mais incultos do que os angolanos, ou então fingidos, dando a impressão que são deportados. Noutros países, gente desta natureza é clandestina, em Angola é com a anuência oficial do Estado em subordinação de tratados ínvios.

Que tipo de cooperação? Não seria necessário recorrer aos arquivos secretos para nos inteirarmos dos contornos desses acordos celebrados. Bastaria nos abeirarmos de qualquer deputado para termos os detalhes. Não é o que acontece, todos parecem alheios as circunstâncias. Por outras vias, sabe-se porém que a incursão se intensificou a partir de 2004, quando depois da assinatura do armistício com a UNITA, o governo declarou quase oficialmente o divórcio com o Ocidente, aproveitando-se das acelerações da Nova Ordem Mundial entre Europa/ América e na procura de um LeaderShip em substituição dos EUA, propósito igual, quebrar a sua política do unilateralismo yankee.

A Ásia com a China, sorrateiramente se afirmou, em particular para os africanos. Pois, contrariamente aos homens brancos, esses do Império do Meio, não condicionam as negociações à Boa-governação ou o respeito pelos DH. O governo angolano precisava de dinheiro para a Reconstrução, a China de petróleo para o gigantismo internacional e dar resposta às necessidades de mais de um milhar de almas que se lembraram de andar em rodas ao mesmo tempo.

Com os olhos fechados, só para abrir o apetite, os dois trocaram alianças: China através do Exibank desembolsou um crédito de mais de 2 mil milhões de dólares, Angola por sua vez comprometeu-se a ceder mais de 40 mil barris de Crud por dia; com a clausula de que 70% das empreitadas da Reconstrução Nacional fossem adjudicadas as empresas chinesas e mais. As coisas evoluíram positivamente muito mais para os chineses. Pois quanto aos angolanos, apenas a Nomenclatura mais beneficia com os contratos bidões.»

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