terça-feira, 10 de agosto de 2010

Angola a ferro e fogo. Khmers vermelhos retornam em força


Prenúncio de uma outra espécie de guerra civil?!
Outra vez no colonialismo e na escravidão.... só que agora é negro, da cor do demónio.

«Semanário A Capital queimado na gráfica por criticar discurso de JES
Destaques
Segunda, 09 Agosto 2010 18:16

Luanda - Uma semana inteira de produção, duas edições completas em pouco menos de 48 horas para ver vetada à circulação. Ardinas e leitores por nós interpelados nesta segunda-feira ainda mantinham uma certa expectativa de ver a Capital nas ruas.

Fonte: VOA CLUB-K.NET

Jornal criticou preços das casas anunciadas pelo PR


O pomo de discórdia foi a censura do editorial do jornal que se atinha aos preços das casas sociais avaliadas em 60 mil dólares americanos, preços anunciados no discurso do presidente Eduardo dos Santos isto na passada semana.

Perante a exiguidade do salário em Angola, o articulista segundo fontes por nós contactadas questionava não só a capacidade financeira do cidadão comum de pagar tais quantias, como fazia contas ao tempo requerido e os necessários desembolsos.

O semanário chegou a ir a gráfica onde foram impressas três mil e quinhentas cópias, de seguida embebidas em diluente e queimadas na mesma fabril.Mesmo com sacrifício dos jornalistas uma edição alterada chegou a ser produzida e enviada para a rotativa. No sábado à madrugada desapareceu. Testemunhas que presenciaram o episódio depararam-se com viaturas VX não identificadas que transportaram os atados. Os jornais desapareceram sem que tivessem vindo a rua.

Nos últimos tempos o argumento dos novos patrões que ainda não deram a cara publicamente mas que fazem valer os seus argumentos por pessoas entrepostas, apontam para a necessidade de se substituir temas políticos pelo social. Por outro lado a imagem de Eduardo dos Santos passou a ser alvo de resguardo sobretudo se usada para ilustrações de matérias críticas. Este foi outro dos pontos de discórdia neste último número. A foto do presidente foi retirada dos textos

Marcela Costa Administradora do órgão disse-nos desconhecer as razões que estariam por detrás da situação mas prometeu um pronunciamento nas horas seguintes, o que não chegou a acontecer.

Perguntei a Justino Pinto de Andrade conhecida figura de intervenção pública mediática se este era um forte sinal do retorno a novos métodos de censura (?) o político ironizou dizendo que “estes eram efectivamente velhos métodos” recordando o tempo colonial. “Nos dias que correm a censura estava de certo modo localizada ao nível dos órgãos de comunicação social. A deslocação desta prática para os órgãos privados é realmente uma preocupação...”rematou.

“O objectivo é condicionar a opinião pública com vista as próximas eleições. O regime, disse o nosso interlocutor, fará tudo por tudo para ter o controlo da media à data das eleições. Para alguns dos órgãos a opção foi a compra. Para outros a asfixia será feita até o desfalecer.Este é o projecto que há para a comunicação social privada que se apresentava como o único canal de respiração que restava da sociedade. Com a media pública partidarizada e a privada tomada mais ou menos pelas mesmas pessoas o futuro é muito sombrio...”concluiu.

Vinte mil dólares americanos podem ter sido gastos no pagamento com uma tiragem gráfica. É um prejuízo do qual pouco importará aos novos proprietários, enquanto os fins continuarem a justificar os meios ou seja dinheiros cujas origens nunca são esclarecidas.

Com tiragem acima dos cinco mil exemplares, a Capital figurava ser um dos mais lidos da praça.A brutalidade desta intervenção marca o ressurgimento duma era de intimidação directa, depois que a sofisticação dos métodos usados encobriu ao longo dos últimos anos o ambiente de repressão sobre a liberdade de imprensa e de expressão em Angola. Os críticos, porque já não se morria à tiro por exemplo, começavam a enfrentar dificuldades para provar tal repressão.»

*Alexandre Neto p/ a

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TERROR DO PETRÓLEO NEGRO


Como ontem aqui foi revelado em Manchete, José Eduardo dos Santos não está a gostar do crescente número de vozes críticas, sejam elas de políticos ou de jornalistas (casos, entre outros, de Rafael Marques e William Tonet), e já deu instruções aos seus mais fiéis acólitos para estudarem medidas radicais para os calar.

Medidas que podem ser, segundo as nossas fontes, de puro aliciamento financeiro (já em marcha e com contactos feitos), prisão por crimes contra a segurança do Estado através de supostos actos terroristas, ou silenciamento absoluto (choque contra balas perdidas).

In club-k-angola.com

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Viva o MPLA!


Um menino regressa da escola cansado e faminto e pergunta à mãe:
- Mamã, que há de comer?
– Nada, meu filho.
O menino olha para o papagaio, que têm na gaiola, e pergunta:
- Mamã, porque não fazes papagaio com arroz?
– Porque não há arroz.
- E papagaio no forno?
– Não há gás.
- E papagaio no grelhador eléctrico?
– Não há electricidade.
- E papagaio frito?
– Não há azeite!
E o papagaio contentíssimo gritava:
-VIVA o MPLA!!! VIVA o MPLA!!!

Fonte: email

Imagem: vermelhailhazul.blogs.sapo.pt

Os últimos dias de Pompeia (1)


Os alemães não conseguiram exterminar os judeus. E o Politburo também não conseguirá exterminar os angolanos.

E com leis diabólicas edifiquei o meu reino nos poços petrolíferos à beira do abismo das minhas populações que as beneficiei de marxismo-leninismo. Porquê? Porque as fiz sucumbir na morte negra, da cor do petróleo.

E do meu país fiz apenas um palácio, o único, onde nada mais se lhe compara. Sou o melhor, o único empresário que investe nos casebres que ordeno destruir. E nas populações que tentam viver, resistir-me à miséria que lhes imponho, ordeno persegui-las sadicamente.

Sou o único que continua a investir na miséria das populações. Não sou magnânimo, mas muito arbitrário. E, oh! Como adoro contemplar do meu palácio as populações que tentam vender alguma coisa para sobreviverem aos biliões de dólares do petróleo que lhes usurpo. Sim! Como me contento e festejo com tais feitos. E invisto esses biliões de dólares espoliados nas centenas de empresas – ou serão milhares?! – Do meu vasto leque empresarial. São tantas que até já lhes perdi a conta.

É por isso que quando nomeio alguém para o exercício monótono da governação, sim monótono, porque só a mim cabe decidir. Assim como numa espécie de Salazar, mas muitas vezes mais maldito. Em maldade nada se me compara. Sou o melhor em tudo. Invisto muito na minha pessoa.

E quando morrer e depois de sepultado ninguém mais se lembrará de mim. Porque não governei com sabedoria mas com muita má academia. E todos finalmente se libertarão porque o rei repousará para sempre na eterna solidão. E todas as más obras que edificou nesta terra, como pó cairão.

E no meu reino nada funciona, porque eu assim o imponho, para que me venerem como omnipotente.


«Presidência da República: O Epicentro de Corrupção em Angola
Introdução
O presente relatório revela o modo como a Presidência da República de Angola tem sido usada como um cartel de negócios obscuros e as consequências dessa prática para a liberdade e o desenvolvimento dos cidadãos assim como para a estabilidade política e económica do país. O texto responde aos apelos da política de tolerância zero contra a corrupção decretada pelo Presidente José Eduardo dos Santos, a 21 de Novembro de 2009.

Rafael Marques de Morais www.makaangola.com

Por uma questão de clareza, a investigação cinge-se a uma pequena amostra das práticas comerciais empreendidas pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”. A este cabe a coordenação dos sectores de defesa e segurança do país. Com este dirigente, o chefe de Comunicações da Presidência da República, general Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”, e o presidente do Conselho de Administração e director-geral da Sonangol, Manuel Vicente, formam o triumvirato que hoje domina a economia política de Angola, sem distinção entre o público e o privado. Manuel Vicente junta ainda, aos poderes acumulados pelos generais e a Sonangol, o facto de ser um dos membros mais influentes do Bureau Político do MPLA, como delfim do presidente e responsável pela fiscalização dos negócios particulares do partido no poder.

A petrolífera nacional é a maior empresa do país e o maior contribuinte das receitas do Estado. Vários analistas têm considerado a Sonangol como o principal instrumento da manutenção do regime de José Eduardo dos Santos nos domínios financeiro, político e diplomático, assim como é a principal fonte de enriquecimento ilícito dos seus principais dirigentes.

Em alguns casos são referidas as relações solidárias e de cumplicidade com outros membros do executivo e gestores públicos na realização de negócios que envolvem a pilhagem do património do Estado e outras acções de contravenção às leis da república.

Sectores estratégicos como o dos petróleos, telecomunicações, banca, comunicação social e diamantes, fazem parte do império construído por tais figuras. A amostra refere-se às empresas Movicel, Biocom, Banco Espírito Santo Angola, Nazaki Oil & Gás, Media Nova, World Wide Capital e Lumanhe.[1]

A Lei da Probidade Pública é usada amiúde, para melhor compreensão do leitor, mesmo para os casos que antecedem à sua aprovação, em Março passado, por ser uma compilação de diversos diplomas legais contra a corrupção, que datam desde 1989.[2] Todos os artigos constantes na Lei da Probidade Pública se encontravam dispersos em tais diplomas. Por exemplo, a Lei dos Crimes Cometidos por Titulares de Cargos de Responsabilidade (Lei nº 21/90, não revogada pela Lei da Probidade Pública) proíbe o dirigente de participação económica em negócio sobre o qual tenha poder de influência ou decisão (art. 10º, 2).

Movicel


Actualmente existem apenas duas operadoras de telefonia móvel no país, a Unitel e a Movicel. A Unitel, a operar desde 2001, resulta da sociedade, por quotas iguais (25%), entre a Sonangol, através da sua subsidiária MSTelcom (ex-Mercury), a Portugal Telecom, GENI e Vidatel. A Movicel foi criada pelo governo, em 2003, como uma subsidiária da empresa telefónica estatal Angola-Telecom.

No ano passado, através da Resolução n° 67/09 de 26 de Agosto, o Conselho de Ministros determinou a privatização expedita e sem concurso público da Movicel, a um consórcio de empresas angolanas, pelo valor 200 milhões de dólares. Para o efeito, o órgão do governo, invocou a dificuldade na mobilização de outros investidores para a privatização da companhia. Argumentou, também, sobre a urgência em gerar fundos para os cofres do governo “face à crise financeira mundial”. Essa decisão, segundo a referida resolução governamental, teve em conta a identificação de “uma estrutura do empresariado nacional, que assegura os recursos financeiros vitais para a aplicação imediata do plano de investimentos da Movicel e o encaixe financeiro esperado para o tesouro nacional”.

No entanto, 59% do capital da Movicel foi transferido para duas empresas afectas a altas patentes subordinadas ao ministro de Estado e chefe da Casa Militar, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, a Portmill e a Modus Comunicare, conforme se descreverá. A 10 de Junho de 2009, o general Kopelipa, o general Dino e Manuel Vicente, apartaram-se formalmente da sociedade Portmill Investimentos e Telecomunicações de que eram proprietários, com 99,96% das acções equitativamente repartidas entre si. Cederam as suas quotas, por intermédio do português Ismênio Coelho Macedo, a um grupo de altos oficiais da Unidade de Guarda Presidencial (UGP), conforme tabela abaixo descrita. No caso da Portmill, o tenente-coronel Leonardo Lidinikeni, oficial da escolta presidencial, detém 99,96% das acções da empresa. Na Modus Comunicare, o tenente-coronel Tadeu Agostinho dos Santos Hikatala, responsável da escolta presidencial, é o titular de 99,92% das acções. A UGP está subordinada à Casa Militar.

Coube também ao gestor dos negócios privados do general Kopelipa, Ismênio Coelho Macedo, a operação de compra e reestruturação de uma pequena empresa de comunicação, publicidade e marketing, a Modus Comunicare – Comunicação e Imagem Lda., que não tinha expressão no mercado, colocando na sua estrutura accionista altas patentes do palácio presidencial. A empresa foi transformada em sociedade anónima, dedicada às telecomunicações, a 14 de Agosto de 2009. Essa data indica que o processo de reconhecimento legal da transacção, a sua transformação em sociedade anónima e alteração do objecto social apenas ficou concluído duas semanas após o governo, dirigido pelo Presidente José Eduardo dos Santos, ter atribuído 19% do capital da Movicel a esta empresa.

A 29 de Julho de 2009, o Conselho de Ministros aprovou a privatização de 80% do capital da Movicel a favor das empresas angolanas Portmill Investimentos e Telecomunicações (40%), Modus Comunicare (19%), Ipang – Indústria de Papel e Derivados (10%), Lambda (6%) e Novatel (5%). Por sua vez, as empresas estatais Angola Telecom e a Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola detêm respectivamente 18% e 2% do capital social da Movicel.

A seguir apresenta-se uma tabela das empresas beneficiárias e seus accionistas:
Portmill, Investimentos e Telecomunicações (40%)


Sócio
Função
Tenente-coronel Leonardo Lidinikeni Oficial de Escolta Presidencial, Unidade de Guarda Presidencial
Francisco Ndeufeta
Manuel dos SantosRodrigues Cardoso
Nelson Paulo António
Tenente-coronel Francisco Mbava Acção Psicológica, Casa Militar

Modus Comunicare – Telecomunicações (19%)


Sócio
Função
Tenente-coronel Tadeu Agostinhodos Santos Hikatala Oficial de Escolta Presidencial, Unidade de Guarda Presidencial
João Ricardo Belarmino
Tenente-coronel João JoséAntónio Soares Conselheiro do chefe da Unidade de Guarda Presidencial, General Alfredo Tyaunda
José Kakonda
José Luís Alves»

Imagem: meionorte.com


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O que resta do Estado da Nação, Julho 2010


Angola não está em destruição, está em decomposição.
Esta Angola, o tal país número um exportador de petróleo africano. Não tem energia eléctrica, água, Internet. Temos que ser pacientes e aguardar que alguns pingos destes ultrajes assomem.

A água continua oprimida, ainda não se libertou, pouco falta para o colapso total e completo. Está tudo a ir abaixo sem remissão.

Será que os chineses também fissuraram a nossa Net? È que está como os edifícios deles… fissurada.
Esta é uma Internet que funciona em part-time.

Esta página Web não está disponível.
Parece que está garantido que enviaremos as nossas mensagens por correio pedestre, por batuque, sinais de fumo, ou por pombos-correios. É mais seguro e menos trabalhoso.

O maior erro que a EDEL-Empresa de Distribuição de Electricidade de Luanda, cometeu, foi o abandono da manutenção interna dos edifícios na coluna montante. Quando os fusíveis fundem, o que é frequente devido às normas selvagens de convivência instituídas, qualquer curioso vai logo lá tentar repará-los. As consequências disso são abundantes: desequilíbrios de fases, incêndios e mortes. Porque a EDEL não assume a responsabilidade de um serviço que lhe compete.

Eis os cortes de energia verificados em Julho 2010
31Jul 16.17-19.13 30Jul 10.14-11.26, 11.54-13.49, 23.13-02.30 do dia 31Jul. 23Jul 04.39-08.28 22Jul 02.00-05.00* 14Jul 06.41-07.32 08Jul 08.46-09.10, 09.29-10.07, 13.39-19.55 03Jul 14.54-18.50 02Jul 03.01-04.13
*A luz faltava e poucos minutos depois regressava. Acho que enlouqueceu de vez. Assim com este desligar/ligar é uma satânica destruição dos equipamentos que nos restam.
E não há melhoras só pioras.
E quando as chuvas começarem, pouco falta, que será de nós?!

Além disto:
«A rota marcada encontra-se temporariamente congestionada. Por favor tente mais tarde.»
Ou:
«O telemóvel está desligado ou fora da área de cobertura».

Imagem: morrodamaianga.blogspot.com/

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mas porque é que a oposição (?) não se junta em bloco nacional, e realiza uma grandiosa manifestação?


É que isto não está nada parecido com uma pátria, é mais uma desastrosa palhaçada angolana e africana.

Creio que isto tem uma explicação: é que já não existe governo, não existe cadeia de comando. A lei exerce-se em ilhas, qualquer um manda, impõe os seus desígnios nos seus feudos à Somália. Angola regride no mais negro tempo da infâmia. Isto anuncia que outra luta de libertação se inicia, se repete nas mentes corruptas.

E estes libertadores libertaram tudo, excepto Angola que ainda não se libertou da tirania destes libertadores.

«MARTELO DEMOLIDOR NO CENTRO DA MAIANGA
Vinte casas demolidas, famílias inteiras ao relento, mobílias destruídas e muita frustração é o cenário que se vive na rua 28 de Maio, junto a zona verde do Alvalade, no município da Maianga.


A fiscalização da Província de Luanda realizou, neste final de semana, uma operação relâmpago de demolição de residências na área, deitando abaixo as residências.

As famílias, que viviam no local há vários anos, afirmam que não tiveram tempo nem sequer de retirar os seus haveres dentro das moradias.

“Apareceram os fiscais, a baterem as portas bruscamente, que tínhamos que sair hoje. Perguntamos: vamos sair, vamos para onde, se estamos em nossas casas?” – disse Sílvia Diogo.

A moradora que falava a Rádio Ecclésia afirmou que os fiscais alegaram que as pessoas que viviam no local recusaram uma recompensa monetária.

“Eles disseram: nós já falamos convosco. Estávamos para vos dar 12 mil dólares e vocês não aceitaram. Demos terrenos no Panguila e não aceitaram, por isso têm que sair e vocês que se virem” – relatou.

“Um vizinho tentou negociar com eles, para pelo menos nos dar dois dias e virem prosseguir o seu trabalho segunda-feira. Aceitaram e retiraram-se. Horas depois, as 13 horas voltaram a aparecer com muita arrogância, a tirar as pessoas fora de casa, a ofender moralmente” – acrescentou.

Os moradores reclamam também pela hora em que foram desalojados, ficando sem saber para onde ir.

“Quando eram 19 horas, já a escurecer começaram a demolir as casas” – frisou.
Referiu ainda que nunca foram contactados pela Administração Municipal da Maianga para negociar a sua saída da zona.

“Não fomos contactados pela Administração, tanto mais que a administração disse que este trabalho não seria feito sem, pelo menos, um parecer da administração municipal e comunal, porque eles vêm da fiscalização provincial de Luanda. Isso não seria trabalho deles” – continuou.

Segundo ela, a operação está a ser orientada pessoalmente pelo Director Provincial da Fiscalização que manifestou arrogância ao dirigir-se aos moradores.

“É o próprio Director que está aqui no terreno. O senhor Januário Augusto Domingos, o Director provincial da fiscalização de Luanda” – referiu.»

domingo, 1 de agosto de 2010

Chineses fissuram nas traseiras da Pomobel, ao Zé Pirão em Luanda.


Inventaram um novo conceito, uma nova tecnologia de construção civil. Só possível em Angola.

sábado, 31 de julho de 2010

Sarkozy revoga a cidadania aos estrangeiros que ataquem a polícia


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje novas medidas na sua luta contra o crime, entre os quais incluem a retirada da cidadania francesa aos estrangeiros que atacam as autoridades públicas.

AP | Paris ELMUNDO.ES tradução: GOOGLE
Atualizado sexta-feira 2010/07/30 17:59 horas

Sua proposta se aplica a "qualquer pessoa de origem estrangeira que voluntariamente atacar um policial, um membro da guarda civil ou outra pessoa segurando autoridade pública ", disse o chefe de Estado.
Em um discurso na Universidade de Grenoble (sudeste), palco de recentes atos de violência em protesto contra a morte de um assaltante de banco suspeitos tiro pela polícia, Sarkozy salientou que deve haver "digno" para ter a nacionalidade francesa.
Por isso, ele anunciou sua intenção de "rever" as condições sob as quais você pode remover esta condição.
Além disso, o presidente propôs que, no caso de menores que tenham cometido um crime, posto não adquirir a nacionalidade automaticamente quando atingem a idade adulta.

Sarkozy também propôs "para avaliar os direitos e benefícios que são acessíveis aos estrangeiros ilegais", porque, como disse, uma situação irregular não pode conferir mais direitos do que qualquer outro regular e legal.
Há um problema de imigração "em" regulamentado levou a um fracasso "de integração", disse ele em discurso na Universidade de Grenoble, com a mudança de prefeito (delegado do Governo) na área.
O primeiro, Albert Dupuy, foi demitido após os incidentes de meados do mês seguinte à perseguição e assassinato de uma jovem que foi morto a tiros por uma patrulha da polícia.
Sarkozy saiu hoje em defesa dos policiais envolvidos , segundo ele, fez mais do que cumprir o seu dever "e perseguir um criminoso.

“Kopelipa” considera-se difamado


Destaques. Sexta, 30 Julho 2010 19:20
Lisboa - O Chefe da Casa Militar da PR e Ministro de Estado, Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” denota aborrecido com noticias postas a circular em jornais que o apresentam como uma figura que esta a perder poderes junto ao circulo presidencial.

Fonte: Club-k.net

Exige pedido de desculpas
“Kopelipa” delegou, entretanto, poderes ao seu advogado para que reaja em seu nome por considerar que tais noticias representam uma intromissão a sua vida privada e que ao mesmo tempo lesam o “seu bom nome”.

O seu advogado entende que tais noticias constituiem crime, consubstanciado em injúria, difamação ou ofensa moral à consideração devida a um Ministro, previsto e punível nas disposições conjugadas dos artºs 55º, nº 5, e 181º, do Código Penal e 17º, nº 2 e 18º, da Lei nº 7/78, de 26 de Maio, com a redacção que lhe foi dada pela Lei nº 22-c/92, de 9 de Setembro – Lei dos Crimes Contra a Segurança do Estado.

O seu representante legal é de opinião que órgãos de informação que falaram “mal” do principal colaborador do PR angolano, devem apresentar um pedido de desculpas.

José Ribeiro suspende Jornalistas que fizeram cobertura na FILDA


Bastidores. Sexta, 30 Julho 2010 21:03
Lisboa - O Director do Jornal de Angola, José Ribeiro suspendeu os jornalistas que fizeram cobertura da 27ª Edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA 2010). Em causa, esta a distinção com o galardão "Leão de Ouro" na categoria de Imprensa que o diário Estatal recebeu na gala de entrega de prêmios às empresas que se destacaram na FILDA.

Fonte: Club-k.net

Briga por causa de um premio
José Ribeiro viu-se contrariado pelos jornalistas, por estes defenderem que o premio ao qual o Jornal de Angola ganhou deveria ser para eles. Ribeiro é apologista de que o premio é pertença da direcção do jornal.

Por ocasião da realização da FILDA, o Jornal de Angola despachou para cobrir aquele evento, quatro jornalistas, Armando Estrela, João Dias, Natacha Roberto, Madalena José e dois Fotógrafos Paulino Damião e Edgar Santos. Para além do diário estatal, dirigido por “Zé” Ribeiro foram igualmente distinguidos outros órgãos de Comunicação Social, pelas suas coberturas noticiosas do evento tal como a Rádio Nacional de Angola e a TV Zimbo.

De recordar que o Jornal de Angola esta a viver turbulências internas ao que tem levado a concluir que a permanência do actual director José Ribeiro poderá prejudicar a imagem da Ministra Carolina Cerqueira que o mantem neste posto. O caso mais recente foi o afastamento do sub-director de informação, Caetano Junior por se ter incompatibilizado com José Ribeiro.

Circulam informações segundo as quais um grupo de editores tenciona se demitir em bloco. José Ribeiro recusa comentar o assunto. Desprezou esta semana, chamadas telefônicas do Jornal O Pais, ao qual o mesmo suspeitava que estariam a “chateá-lo” para escutar a sua versão do mau ambiente na empresa que dirige.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Repressão da polícia francesa contra as mulheres imigrantes e seus filhos



Imigração na França continua a trazer problemas. Ele já apareceu em um vídeo mostrado para a polícia francesa contra um grupo de difícil cobrança de mulheres e crianças em um subúrbio de Paris, relata a CNN.

Atualizado sexta-feira 2010/07/30 21:42 horas
ElMundo.es | Madrid. tradução: GOOGLE

O grupo, composto por cerca de 60 pessoas na maior parte da Costa do Marfim, estava morando na rua desde que foram expulsos de suas casas devido a um novo projeto planejado na mesma área para construir casas, de acordo com o jornalista Michael Hajdenberg.
As autoridades dizem alojamento temporário oferecido aos expulsos, mas eles alegaram um lugar onde poderiam viver mais tempo.

As fotos falam por si: cerca de 30 minutos, as forças de segurança arrastar parisiense de mulheres negras que tentam proteger seus bebês. Entre estes, pode-se ter até mesmo uma mulher grávida. Hajdenberg garante que nenhum deles ter sofrido ferimentos graves além de cortes e arranhões.
Michael Hoare, um porta-voz de um grupo de defesa dos direitos humanos, a cadeia americana assegurou que "a maioria dessas pessoas tem sido na França 3-10 anos. Alguns estão em situação irregular e outros não, mas pediu para ser legalizada " .

Após o ataque, Hoare diz que as mulheres finalmente aceitou o alojamento temporário oferecido pela administração de um hotel ", porque a experiência foi muito traumática."
A polícia, entretanto, obteve uma declaração pública de que "a desocupação nunca é um processo simples, especialmente quando há resistência daqueles terem sido expulsos." Acrescenta que "a situação dessas pessoas estão sendo examinadas para ver se eles podem ser alocados com base em critérios diferentes."

http://www.elmundo.es/elmundo/2010/07/30/internacional/1280515910.html

quinta-feira, 29 de julho de 2010

«Trio presidencial lidera o saque aos bens do Estado angolano»


Sonho de uma noite tórrida, tropical, austral.
E quando o rei leão, o ditador, morreu, os animais saíram das tocas e comemoraram tão felizes pelo regresso da democracia e da liberdade.
Angola é, e jura que será sempre uma pátria de feitiçaria.
Os mestres das fissuras: E onde há chineses, cães e gatos desaparecem misteriosamente.
Mas que desenvolvimento económico e social Angola espera, se está infestada, dominada por feiticeiros políticos?!

«Trio presidencial lidera o saque aos bens do Estado angolano
O relatório integral estará disponível online no sítio www.makaangola.com
a partir de 4 de Agostos de 2010

Lisboa – No seu último relatório “Presidência da República: O Epicentro da Corrupção em Angola”, o jornalista angolano e activista dos direitos humanos, Rafael Marques de Morais, expõe as ligações de um triunvirato de altas figuras, do círculo restrito do Presidente José Eduardo dos Santos, a negócios ilícitos.

RAFAEL DE MORAIS www.makaangola.com

Compõem o trio o ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, o chefe de Comunicações da Presidência da República e o presidente do Conselho da Administração e director-geral da Sonangol, respectivamente o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, o general Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” e Manuel Vicente.
“As suas negociatas não distinguem entre o património público e o interesse privado.

Essa promiscuidade tem garantido a transferência de milhões de dólares, em termos de bens públicos, para as suas iniciativas privadas”, diz Marques de Morais.
Um dos mecanismos usados pelos referidos dirigentes, ao serviço dos seus interesses particulares, é o poder e a reputação internacional da Sonangol, bem como a capacidade de influência que estes exercem nas decisões do presidente, como o chefe do executivo que aprova todos os investimentos superiores a cinco milhões de dólares.
Através da sua empresa Nazaki, o trio estabeleceu uma parceria com a Sonangol e a Cobalt, um empresa petrolífera americana listada na bolsa de valores de Nova Iorque. O executivo, sem concurso público, concedeu a este consórcio licenças para a exploração de dois blocos de petróleo em águas profundas (9 e 21).

Com a Sonangol e a multinacional Brazileira Odebrecht, o grupo também formou um consórcio, através da Damer, para um projecto de 272.3 milhões de dólares destinado à produção de açúcar, álcool e biocombustíveis. O projecto foi aprovado pelo Conselho de Ministros, sob orientação presidencial.
Os mesmos indivíduos, de acordo com o relatório, usaram altas patentes, afectas à Presidência da República, como testas-de-ferro da empresa Portmill. Esta, por sua vez, pagou 375 milhões de dólares ao Banco Espírito Santo, de Portugal, para a compra de 24% das acções da sucursal deste banco em Angola. A mesma empresa, Portmill, recebeu 40% das acções da empresa de telefonia móvel, Movicel, recentemente privatizada pelo Estado.

O relatório questiona a origem da incrível soma monetária paga pelos oficiais da guarda presidencial ao banco português. Também questiona o envolvimento do Banco Espírito Santo na lavagem de dinheiro eventualmente saqueado dos cofres do Estado angolano ou de origem obscura.
O autor detalha como os generais Kopelipa e Dino, em sociedade com Manuel Vicente, também criaram um conglomerado de órgãos de imprensa para, de modo estratégico, controlarem o sector privado, entre outros interesses particulares.
“Esses dirigentes atropelam as leis com flagrante impunidade”, diz Marques de Morais.

Segundo explicações suas, “a Lei dos Crimes Cometidos por Titulares de Cargos Públicos, em vigor desde 1990, proíbe os dirigentes de realizarem negócios com o Estado ou mesmo privados, para os quais tenham poder de decisão ou influência, para benefícios
pessoais”. O autor argumenta que enquanto há uma crescente pressão sobre os governos e companhias para uma gestão mais transparente, com campanhas internacionais como a Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas e Publique o que Paga, “em Angola, a salvaguarda dos princípios de transparência apenas existe em papel e os mesmos nomes de governantes e generais proeminentes ressurgem no quotidiano com vidas duplas, como altos funcionários públicos e empresários privados”.

Ademais, de acordo com Marques de Morais, “a complexa teia de poder político-militar e económico é lubrificada com fundos pilhados ao Estado ou adquiridos de forma obscura, e frequentemente em parceria com empresas estrangeiros e governos”.
Marques de Morais, que se tem dedicado a investigar a corrupção em Angola, há anos, não acredita nas intervenções públicas do presidente contra a corrupção. “Na realidade, a política de tolerância zero contra a corrupção, anunciada pelo Presidente José Eduardo dos Santos, é uma mera máscara para encobrir a pilhagem do país pelo seu círculo restrito de colaboradores”, diz.

Alguns governos ocidentais, liderados pelos Estados Unidos da América, têm disputado a sua influência política em Angola, no acesso ao petróleo e outros recursos do país e, para o efeito, têm apelado apenas por hipocrisia, à necessidade de boa governação no país. A 8 de Julho de 2010, os Estados Unidos e Angola assinaram o acordo de Parceria Estratégica para o Diálogo com vista a incrementar as relações bilaterais sobre a “energia, segurança, e promoção à democracia”, segundo nota do Departamento de Estado.

No entanto, outros parceiros económicos importantes de Angola, como a China, Brasil e Portugal têm alimentado, de forma directa, a corrupção, através de concessão de linhas de crédito por petróleo e acordos económicos bilaterais opacos. Tais comportamentos asseguram que pouco ou nada se altere em Angola, excepto o dinheiro envolvido que se torna cada vez mais apetecível. “Os dividendos do poder, em Angola, são partilhadas por uns quantos, enquanto a maioria absoluta permanece pobre”, conclui Marques de Morais.»

Contactos:
Rafael Marques de Morais – Móvel: +351 914 101 323
E-mail: rm_demorais@hotmail.com

Imagem:
http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/articulos/0410b/170410_luanda.jpg

Bandidos angolanos assinaram acordo para a formação de bandidos moçambicanos


Terror volta a Maputo e Matola
Criminosos assaltam agência da EDM no bairro de Infulene

Maputo (Canalmoz) – As cidades de Maputo e Matola estão de novo a serem fustigadas por assaltantes à mão armada. Depois da dependência do BCI, no bairro do Alto-Maé, no mesmo dia, duas horas depois, isto é, às 13 horas, era assaltada a agência da Electricidade de Moçambique (EDM), no bairro de Infulene, município da Matola.
Depois da morte de Agostinho Chaúque, a quem a Polícia imputava todas as responsabilidades por assaltos a bancos e outros tipos de crimes de maior gravidade que ocorriam nestas duas cidades, está por revelar a identidade dos saqueadores que andam agora a aterrorizar Maputo e a Matola.

Sabe-se apenas que um grupo composto por oito malfeitores munidos de quatro armas de fogo, fazendo-se transportar em duas viaturas ligeiras cujas marcas não foram identificadas, invadiu e roubou dinheiro na dependência da EDM no Infulene e admite-se que possa tratar-se do mesmo grupo que horas antes assaltara a dependência do BCI no Alto Maé.
De acordo com um comunicado de imprensa da Electricidade de Moçambique (EDM) enviado à nossa redacção, referente ao assalto à dependência do Infulene, o assalto ocorreu às 13 horas, foram retirados dos cofres cerca de 214.000,00 MT em dinheiro, telemóveis de clientes e trabalhadores.

Segundo o comunicado da EDM, os larápios armados irromperam pelas instalações da Agência do Infulene de forma violenta, imobilizaram repentinamente dois agentes da empresa de segurança que presta serviços nas instalações assaltadas, deixando-os sem oportunidade para qualquer tipo de reacção.
Na circunstância, diz o comunicado, todos os clientes ali presentes foram obrigados a dirigir-se ao interior das instalações da agência e, juntamente com os trabalhadores da empresa, foram mandados deitarem-se no chão.

Na via pública, próximo das instalações da agência da EDM, estava presente um agente da Polícia que, apercebendo-se da situação, reagiu de imediato. Houve tiroteio, mas sem registo de feridos nem mortes. Mais agentes da Polícia estiveram no local mas de nada valeu. Os assaltantes já se tinham retirado. A Policia deixou apenas a promessa de que vai investigar o caso.
Num só dia, houve dois assaltos à mão armada em locais diferentes. A Polícia continua sem pistas dos malfeitores.

(Redacção) 2010-07-28 07:44:00

O nosso petróleo vai longe, a nossa miséria também


ANGOLA. Sonangol pretende explorar petróleo no Iraque em parceria com Estados Unidos e Indonésia

Pretória (Canalmoz) - As empresas petrolíferas ‘Occidental Petroleum Corporation’, dos Estados Unidos, e a ‘Pertamina’, da Indonésia, estão a negociar com a ‘Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol)’ uma parceria para a exploração dos campos de petróleo de Qaiyarah e Najmah no Iraque.
Falando à margem de uma conferência sobre petróleos realizada na capital iraquiana, José Luís, gestor dos activos da Sonangol no Iraque, disse que no próximo mês haverá uma reunião das partes interessadas tendo em vista a criação de uma possível parceria. José Luís adiantou que a Sonangol apresentará uma proposta de trabalho para a exploração dos dois campos petrolíferos, ao abrigo da qual a empresa angolana pretende extrair 50 mil barris por dia no campo Najmah e 30 mil barris no campo Qaiyarah, até 2013. Os dois campos, com reservas comprovadas de 800 milhões de barris de petróleo, estão situados próximo da cidade de Mosul, 400 quilómetros a norte de Bagdade.

No leilão realizado em 2009, foram atribuídas 11 licenças a empresas estrangeiras que se comprometeram em adicionar até 2017 quase 10 milhões de barris por dia à actual capacidade produtora do Iraque de 2,5 milhões de barris por dia.

(Redacção / macauhub) 2010-07-29 07:54:00

Muito curioso, pois parece um plágio da imprensa angolana.


Perante uma Polícia incapaz.
Criminosos aterrorizam munícipes no Chókwè

Maputo (Canalmoz) – A Polícia da República de Moçambique (PRM) no Chókwè, capital do distrito com o mesmo nome na província de Gaza, mostra-se incapaz de conter a onda de criminalidade que nos últimos dias aterroriza os cidadãos, alegadamente porque não têm efectivo pessoal nem meios circulantes para realizar o seu trabalho.
Entretanto, os munícipes desmentem essa justificação e afirmam que os criminosos praticam assaltos com sucesso a estabelecimentos comerciais, na sua maioria pertencentes a cidadãos de origem indiana, e cometem assassinatos porque a Polícia colabora com eles. Há relatos de meliantes que protagonizam assaltos com recurso a armas falsas que são brinquedos.

Os munícipes manifestaram-se indignados com o facto de alguns criminosos, que eles próprios capturam e os encaminham à esquadra, serem soltos arbitrariamente. Depois, ameaçam os denunciantes de morte. Falam igualmente de detenções ilegais fabricadas pela Polícia, como forma de conseguir dinheiro.
Recentemente, a reportagem do Canalmoz esteve naquele distrito e testemunhou momentos de grande agitação dos munícipes, devido ao recrudescimento do crime. No último sábado, por exemplo, a maioria dos comerciantes, como forma de pressionar as autoridades policiais a intensificarem a segurança na urbe, não abriu as suas lojas. Soubemos que tal surgiu na sequência de mais um assalto e assassinato, na noite anterior, de um segurança de uma das lojas que operam naquela parcela do país.

Magan Caquil confirmou-nos o caso e explicou que cinco homens munidos de armas de fogo, mais concretamente pistolas, mataram a tiro o segurança da sua loja, tendo de seguida roubado avultadas somas de dinheiro. Não especificou o valor. Acrescentou apenas que de há três meses para cá os assaltos a lojas ocorrem de forma sistemática e os cidadãos “indianos são as maiores vítimas”.
Magan Caquil acusou a Polícia local de pouco ou nada fazer para garantir a segurança no distrito. Encheu-se também de coragem para dizer que na mesma Polícia há agentes que perseguem os comerciantes, principalmente estrangeiros, com o intuito de extorquir dinheiro. “Todas as autoridades andam atrás dos comerciantes, mas em contrapartida não dão segurança. Como vamos trabalhar?”, questiona. “Queremos segurança. Sem segurança, não vamos trabalhar”, acrescenta.

Reacção do edil de Chókwè
O presidente de Conselho Municipal de Chókwè, Jorge Macuacua, quando confrontado com a situação caótica que se vive na sua jurisdição, classificou o fenómeno de “anormal”. Considera que “a intenção dos meliantes é desestabilizar os agentes económicos e travar o desenvolvimento do distrito”.
Quanto à ameaça feita pelos comerciantes, de paralisar as actividades comerciais caso a Polícia não actue com eficiência, o edil de Chókwè disse que tal não irá a acontecer porque serão tomadas medidas para se encontrar uma forma de restabelecer a ordem e segurança pública.

Na óptica de Macuacua, “o índice de criminalidade acentua-se pelo facto de o distrito de Chókwè estar situado próximo da EN1 e ter filhos que trabalham na África do Sul”. E diz: “Provavelmente, são eles os portadores de armas”.
O presidente de Conselho Municipal de Chókwè, Jorge Macuacua, a terminar disse-nos que para aliviar a tensão na cidade “as comunidades serão educadas a denunciarem qualquer caso de alguém estranho na cidade que esteja na posse de uma arma de fogo”.
O distrito do Chókwè é conhecido como um centro de venda de mercadorias traficadas da África do Sul, nomeadamente viaturas roubadas, e a opinião pública admite que agentes da autoridade sejam coniventes.

(Egídio Plácido) 2010-07-28 07:50:00














quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ah! Aqueles tempos, quando tínhamos poder de vida e de morte sobre os nossos súbditos.


Exigimos outra vez o regresso imediato à Idade Média.

«SWAZILÂNDIA. Comité para a Protecção Jornalistas condena ameaças de príncipe swazi

Pretoria (Canalmoz) - O Comité para a Protecção de Jornalistas (CPJ) condenou as ameaças de morte proferidas por um membro da família real swazi contra os jornalistas que criticam o governo. Numa declaração emitida ontem, Mohamed Keita, membro do CPJ, apelou ao governo do Reino da Swazilândia para “de imediato rejeitar as ameaças de morte”.

A semana passada, o Príncipe Mahlaba, membro do Conselho Nacional Swazi, órgão de assessoria do Rei Mswati III, afirmou publicamente que “os jornalistas que continuam a falar mal do país devem morrer”. Mahlaba falava durante uma sessão da “Parceria Inteligente”, convocada pelo governo e que contou com a participação da sociedade civil, incluindo jornalistas.

Durante a sessão, o editor do diário ‘Times of Swaziland’, Mbongeni Mbingo, condenou à atitude do Príncipe Mahlaba, e questionou a razão das ameaças de morte e das tentativas de transformar os jornalistas em bodes expiatórios.
Entretanto, a delegação do MISA (Instituto de Comunicação Social da África Austral) na Swazilândia, também condenou as declarações do príncipe, tendo instado o primeiro-ministro swázi, Sibusiso Dlamini, a repreender o príncipe uma vez que as declarações por ele proferidas instigam a violência contra os jornalistas, para além de contrariarem o espírito da Constituição que encoraja a liberdade de expressão e a existência de uma comunicação social livre.
(Redacção / AFP / MISA) 2010-07-28 07:42:00»

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Igreja sem Cristo no purgatório dos dólares vende-se ao patíbulo do petróleo


O descrédito anunciado da Igreja alimenta a feitiçaria, o desastre económico e social de Angola e mundial.

Uma Igreja errante, sem bússola, sem fiéis.
Por exemplo: não é por acaso que a IURD, Igreja Universal do Reino de Deus, lidera. Porque tão grandiosa é a recepção que têm dos abandonados e sem pastores da tal Igreja.

Perante tal apedrejamento, fácil é concluir: oh! Afinal Deus não existe, só subsiste na cabeça de um cónego bafio.

Ah, Voltaire! Que tanto rezo pela espera da tua ressurreição.
Meu Deus! Mas que Igreja tão fanada.

«Ecclesia I
“Houve um período da nossa história (1975-2002) em que a Igreja teve um papel imprescindível em defesa do povo e no processo de democratização.


Um período em que a Igreja manifestou de forma clara a sua missão profética.” Porém, depois de 2002 temos vindo a assistir a uma degradação permanente daquilo que é essencial e conatural na Igreja, a MORAL, e a vislumbrar a perca de valores e uma consequente desmoralização. Não vale a pena andar à procura do Diabo, a razão deve-se, pelo essencial, à diminuição substancial das doações externas para a Igreja, o que levou a Caritas e as Dioceses a terem graves dificuldade financeiras.

É claro que o grupo dominante não se coibiu de aproveitar este período de penúria financeira para se substituir aos doadores externos. Com uma ligeira diferença, é que este doador tinha por objectivo submeter a Igreja aos seus interesses. E, como azeite em água, mais tarde as coisas vieram à superfície. Soube-se que por via da Sonangol, o grupo dominante patrocinou a reabilitação de escolas, postos de saúde, pagou cerimónias festivas para ordenações episcopais, deu carros e outros bens aos bispos. E, no seguimento lógico desta aproximação, muitas Igrejas abriram os seus púlpitos para permitir que deputados do grupo dominante falassem aos fiéis. Isto sem falar do bispo do Cunene, Dom Kevano, presente na campanha do "M", sem esquecer o padre Apolónio Graciano, que chegou ao cúmulo de dizer nas suas homilias, dignas dum autêntico comissário politico do partido-Estado, que em Angola não há pobres porque as pessoas têm Rav4, telemóveis e parabólicas, e relembrando a inútil decisão da Rádio Ecclesia, ao proibir quenão consagrados na ordem comentem assuntos nos seus programas.

Mas a direcção da Rádio Ecclesia não se ficou por aí, também censurou o programa Discurso Directo, que devia transmitir, em reposição, extractos da comunicação feita por Marcolino Moco em Benguela e “deslocou o cientista político, Nelson Pestana Bonavena, quer dizer, expulso-o do Instituto Superior João Paulo II, pertencente à Igreja Católica pelo facto de ser uma personalidade crítica ao regime.

Ecclesia II
A viragem da Rádio Ecclesia começou muito claramente a fazer sentir-se após as eleições legislativas de 2008. Depois de ter mostrado cartão amarelo ao Folha 8, este bissemanário acabou por ser censurado e excluído dos seus programas de divulgação dos artigos da imprensa privada na segunda metade de 2009. Em finais do mesmo ano afastou o seu correspondente no Namibe, Armando Chicoca no seguimento de uma reclamação do Juiz do Namibe, Antonio Visandule, sem provas e feita por carta dirigida ao Bispo Dom Mateus Feliciano e ao Padre Mauricio Camuto. Este juiz está hoje envolvido até às orelhas num caso de falsificação de cheques.

Normal. Na altura, o director da Ecclesia deixou claro que se tratou apenas de uma suspensão. Até hoje… A reviravolta fez-se tão acentuada que suscitou uma observação de extrema gravidade por parte do Pe. Luis Comdjimbe. Numa conferência dedicada aos 50 anos da Rádio Ecclesia, o clérigo questionou, ou seja, pôs em dúvidas se de facto os bispos têm negociado mesmo a sério a expansão do sinal da rádio Ecclesia em todo céu de Angola. É que não se pode negar o facto de existir um famoso naipe de bispos que se opõem à expansão da rádio Ecclesia – D. Alexandre do Nascimento, D. Anastácio Kahango, D. Filomeno Vieira Dias e D. Óscar Braga – porque entendem que ela tem uma linha editorial que choca com o governo.

E o último bombo de festa do virar de casaca da rádio católica foi um dos seus mais conhecidos jornalistas, Tomás de Melo, que, pelo se diz, teria sido demasiado crítico segundo a opinião atribuída ao director da rádio, Padre Mauricio Camuto. Diz-se também que uma corrente de Bispos citados como “amigos do regime” teriam também se manifestado contra a postura do jornalista em deixar passar nos seus programas, criticas públicas sobre assuntos do Estado. Tudo isto é triste, não só porque há pelo meio muita injustiça, mas também porque todos os oprimidos da nossa terra, se sentem um pouco órfãos depois de terem perdido a tão carinhosa protecção da Rádio Ecclesia.»


«Padre Apolónio volta a "beefar"
Domingo último, voltámos a ter o Padre Apolónio Graciano no seu melhor estilo. A "beefar", a esbracejar, a verberar, a responder e a contra-atacar os seus desconhecidos, porque não nomeados, adversários e críticos.

Não nos parece que a homília seja o melhor espaço para este musculado exercício público. Mas como não percebemos nada de assuntos católicos, é melhor ficarmos por aqui, com a sensação de estarmos diante de (mais) um comportamento equivocado e que não contribui muito para a aproximação e a partilha defendidas pela própria Igreja. Assim o Padre ainda faz fugir para outras paróquias o seu rebanho.»

Polícia investiga indivíduos encontrados com crânios humanos


Maputo (Canalmoz) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), a nível da cidade de Maputo, continua a investigar o caso de dois indivíduos que na semana passada foram encontrados na posse de quatro crânios humanos.
De acordo com o porta-voz da PRM, a nível da cidade de Maputo, Arnaldo Chefo, os indivíduos que respondem pelos nomes de Ribeiro Simango e Anselmo Novela, de 22 e 27 anos de idade, respectivamente, foram presos no bairro de Chamanculo.

O porta-voz disse ainda que os indivíduos contaram à Polícia que teriam sido contratados para arranjarem ossadas humanas, mediante o pagamento de um valor de 5 mil meticais. Chefo disse que este crime está tipificado no código penal, como violação de túmulos e quebra de respeito aos mortos. As campas removidas para extracção de tais crânios já foram identificadas. Localizam-se no cemitério São Francisco Xavier, vulgo Ronil.

Ocorrências da semana

Enquanto isso, a PRM diz que a última semana foi relativamente calma, comparativamente à anterior. Foram fiscalizadas 643 viaturas, tendo sido aplicadas 374 multas por desrespeito as diversas normas de trânsito. A corporação apreendeu 81 cartas de condução.
Durante o fim-de-semana, segundo Arnaldo Chefo, a PRM registou 2 casos criminais e 8 acidentes de viação que se saldaram em 2 óbitos.
Dos 60 condutores submetidos ao teste de alcoolemia durante o último fim-de-semana, 25 acusaram positivo (41,6%).

(Matias Guente) 2010-07-27 06:58:00

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sadismo!


O mais importante é fissurar!

E como estes novos-ricos não têm onde gastarem o dinheiro, compram apartamentos usados ou erguem algum edifício, depois partem-lhes as paredes e sempre assim sucessivamente. O dinheiro do petróleo é demasiado e sobra-lhes, estonteia-lhes.

Enquanto os novos-ricos nadam nos inglórios pastos do dinheiro, a criminalidade e insegurança invadem-nos até às fronteiras do estado de sítio.

Estes nossos novos-ricos consideram-se imortais, e por isso não perdem tempo com coisas de mortais.

E até 2012 teremos energia eléctrica, água, saúde, emprego, etc., etc., … e na miséria tumultuosa uma mais-valia.

Mais quinhentos anos de colonialismo?!

Entretanto, alguns independentes prosseguem a sua luta de libertação petrolífera.




Mãe… vou morrer!




Transferiram-me da unidade hospitalar onde me encontrava hospitalizado em estado muito crítico para outra porque a vida, eu senti, deu-me um ultimato. Sentia que o coração me dedicava os seus últimos momentos de amizade. E na hipocrisia da loucura humana do tráfego congestionado, que ainda insistem que é para o nosso bem-estar, via a morte certa acenar-me. É isto que os seres humanos não controlam. Mesmo aqueles que têm biliões de dólares seguem o caminho dos descontentes das infernais trevas.

E creio que a nossa existência se limita a uma gigantesca mancha petrolífera.
É isto apenas o que resta da poesia da nossa vida.

E falei pela última vez para a minha mãe, não… creio que quase lhe gritei:
- Mãe… vou morrer!

E nos cuidados intensivos fizeram-me uma transfusão de sangue. Era a única moeda que me restava entre viver ou morrer.

Eu ia num carro conduzido por um esqueleto, e no fundo da estrada via-se uma luz. Saltei, safei-me, despertei, vi o médico que estava junto a mim e dei-lhe um soco pensando que ele era o esqueleto.

Uma enfermeira amiga da minha mãe vigiava-me. Viu que eu tentava deslocar-me de posição na cama. Então, carinhosamente aproximou-se de mim, sorriu-me, eu também. E disse-lhe antes de um profundo suspiro:
- Tenho frio!

Ela aconchegou-me as roupas e adormeci feliz, por continuar a viver, a sorrir, a falar com os meus pais, com a minha família e com os meus amigos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Ocidente do Paraíso (85). Os colonos levaram alguns dos vossos cabelos. Desta vez até os cabelos do cu vos vão tirar.


Angustiei-me com os dias próximos, aguardava que a segurança nos viria prender para interrogatórios. Tranquilizámo-nos porque decerto, Bento Salomão debaixo de torturas não nos denunciou, porque o assunto caiu no esquecimento. Claro que fiquei muito sentido com isto. E meditava constantemente: como é que um país passa o tempo a matar toda a sua juventude na guerra? Que futuro teria este país? Aliás, já era notável constatar que esta guerra era um grande negócio. Bastava ver a opulência de algumas empresas que surgiram do nada.

Uma jovem São-tomense era grande amiga do Bento Salomão. Alguns dos seus colegas de trabalho com o jornal na mão aproximaram-se dela. Revelavam desconfiança e agressividade:
- Mulata amiga de bombistas, escapámos de levar bomba aqui.
- Olhem seus negros atrasados. Os colonos levaram alguns dos vossos cabelos. Desta vez até os cabelos do cu vos vão tirar.
Com a agressividade frustrada, os colegas desvaneceram-se rapidamente por entre risadas.

Os dois sócios portugueses não se entendiam. Um deles levava o dinheiro das receitas e passava as noites a jogar póquer. Levantava-se ao meio-dia e aparecia no serviço com cara de sono. Perguntava pela receita diária. Todo o dinheiro que havia levava-o para as suas continuadas e infindáveis sessões de póquer. Contraiu muitas dívidas e devido a isso deixou de haver dinheiro para pagar os vencimentos. O outro sócio dissolveu a sociedade que apenas resistiu quase um ano. Falou com alguns de nós que ia criar uma nova empresa. Os moldes de actuação seriam diferentes – tentava convencer-nos – porque seríamos todos sócios. Defendia a nova empresa como um embrião de futuras cooperativas. Um modelo das cooperativas soviéticas em Angola. Afirmava-se como um grande e genuíno comunista... mais um comodista. Um verdadeiro revolucionário.
O seu genro e filha informaram que o MPLA em nome do poder popular confiscou-lhe a sua granja, onde conseguia um bom negócio com a venda de frangos e vários outros produtos. Que isso de grande comunista era pura ilusão. Ele nunca tinha sido comunista na sua vida.

A empresa, ou cooperativa, seria constituída por sete sócios. Três homens: Eu, o promotor e o seu filho de apenas dezasseis anos. A sua filha casada, cujo marido tinha uma empresa de relações públicas mesmo ao nosso lado. Ele e o sogro não se podiam ver. Já tinham acontecido algumas cenas de pugilato entre ambos – conforme narrado pela filha – e três mestiças de Benguela que nunca consegui saber as ligações que mantinham com o promotor da sociedade. Eram reservadas. Mas quando abria a porta do gabinete do promotor – que insistiu que a quota maior da sociedade seria dele – elas movimentavam-se com grande à vontade.

Imagem: lusofolia.blogspot.com/2006_01_01_archive.htm

A dívida da ingenuidade aventureira das construtoras portuguesas


A ingenuidade estóica das empresas de construção civil portuguesas sob o signo da liderança de José Sócrates e do seu aventureirismo político, levaram-nas a cair na corrupção africana, angolana. José Sócrates ganhou os dividendos políticos da sua aventura africana, angolana. Claro que isto tem encargos, o de acreditar na fragilidade petrolífera de Sócrates e na lavagem conluiada dos dinheiros da Sonangol e dos investimentos da Isabel dos Santos bem executados em Portugal, assim como a demonstração fraudulenta das offshores do banco BCP.
Que mais exemplos são necessários para a derrocada da democracia em Portugal?

Entretanto, Cavaco Silva prossegue, persegue a versão angolana do te-déum de Alcácer-Quibir do El-Rei D. Sebastião, ainda Desejado.

E mais ainda entretanto, os chineses contagiam-se, activam-se na sua actividade muito interessante: a descoberta da rentabilidade do seu betão: fissuras e edifícios descartáveis. É que a todo o momento surgem novas informações – ou descobertas? – De um e outros edifícios que desmoronam sob a candura mórbida do seu sol já não nascente.

É o culminar da recém-descoberta ideológica dos politólogos da academia do nosso Politburo.


«Enganem-nos que nós até gostamos
No dia 29 de Abril deste ano, era apresentado em Luanda, com pompa e circunstância um plano de emergência para pagamento das dívidas do governo angolano às empresas nacionais e estrangeiras.


A apresentação foi feita por Carlos Feijó, ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência, ladeado por outros dois ministros de Estado, Hélder Vieira Dias Kopelipa, Chefe da Casa Militar e Manuel Numes Júnior, Coordenador da Área Económica.

Nada mais, nada menos que os três “super-ministros” com quem o Presidente Angolano reúne regularmente e que depois reúnem com os restantes ministros (“atipicidades” do novo modelo governativo angolano).

Em tão importante plano, o governo angolano dividiu em três escalões as dívidas que tem para pagar. No primeiro escalão, dívidas até 10 milhões de dólares, seriam pagas imediatamente na totalidade; o segundo escalão para as dívidas entre 10 e 20 milhões de dólares seriam pagas em dois meses; o terceiro escalão para as dívidas de mais de 20 milhões de dólares, seriam pagas a 50% e o restante num formato a decidir, e as dividas de mais de 30 milhões de dólares teriam um pagamento imediato de 30% e o resto escalonado de acordo com as empresas.

No discurso de boas vindas ao Presidente português, Cavaco Silva, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou com pompa e circunstância o mesmo plano, apresentado como se fosse uma novidade, um presente de boa vontade para com os portugueses.
A verdade é que o plano anunciado 4 meses atrás, não teve qualquer sequência e as dívidas continuaram e continuam a aumentar. O novo, velho plano agora anunciado, visou oferecer, a jornalistas de memória curta e barriga cheia, um apontamento de abertura dos noticiários.

Não parece que Angola tenha capacidade a curto ou médio prazo para pagar as suas dívidas. O petróleo, fonte quase única do orçamento angolano, continua a variar entre os 70 e os 80 dólares por barril e esse preço parece não chegar para todos os compromissos e toda a corrupção com que Angola se debate.

Em Janeiro deste ano, quando começou a constar no mercado que as dívidas do governo angolano para com empresas rondariam os 2,5 mil milhões de dólares, o jornal oficial do Estado – o Jornal de Angola, veio a público repudiar tais boatos, afirmando que as dívidas não ultrapassariam os 500 milhões de dólares. Passados 4 meses, em 29 de Abril o governo angolano assumia que a dívida seria não de 2,5 mil milhões de dólares mas sim de 3 mil milhões de dólares, e por isso o tal plano de emergência.

Esta semana o mesmo Jornal de Angola afirmava (antes do presente oferecido por José Eduardo dos Santos a Cavaco Silva) que afinal as dívidas do governo angolano às empresas nacionais e estrangeiras rondariam os 9 mil milhões de dólares.

Em três meses a dívida triplicou. Mas deixemos este assustador aumento para uma análise posterior.

Por ora, fiquemo-nos pela mão cheia de nada que o Presidente Cavaco Silva obteve de José Eduardo dos Santos.»

Nota: Artigo de João Marques publicado no Notícias Lusófonas
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=27572&catogory=Manchete

Imagem: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=471629&page=7

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Ocidente do Paraíso (84). O chefe da secção de pessoal era o Bento Salomão, natural do Bié


O local de trabalho ficava a escassos metros do nosso lar. Os sócios eram dois portugueses. Viviam da pretensão, ou melhor, da ilusão de absorverem todas as empresas devido ao facto de existirem poucos contabilistas. Parecia uma nova modalidade de serviços de contabilidade industrializados. Eram doze máquinas mecanográficas NCR para fazerem lançamentos. O chefe da secção de pessoal era o Bento Salomão, natural do Bié, que após saber que a Tina falava umbundu manifestou-me desejo de a conhecer. Então, passou a almoçar frequentemente connosco e sentindo-se em família confidenciou-nos:
- Sou primo directo do Savimbi, estou aqui em Luanda para cumprir uma missão.
- Que missão? – Perguntei-lhe assim como que alguém de repente se sente na presença de um espião em missão altamente secreta.
- Contactar com as pessoas da minha família que andam por aí dispersas. O MPLA quer acabar com os umbundus… especialmente esse Lúcio Lara que é uma grande víbora.
- Sei que a UNITA tem bons quadros e muito inteligentes...
- Sim, por exemplo, Jerónimo Wanga é um dos melhores matemáticos que existe em Angola, mas como é da UNITA o MPLA não lhe dá valor.
- Olha, pessoalmente lamento esta guerra sem sentido.
- O MPLA nunca nos conseguirá aniquilar, nós vamos vencer. Olha, quero pedir-te um favor.
- Não tens problemas, podes falar à vontade.
- De vez em quando vou deixar aqui uns sacos com coisas para entregar à minha família. Agradeço que ninguém lhes mexa, e que fiquem bem escondidos para que não os roubem.
- Podes ficar descansado que ninguém lhes vai mexer ou roubar.

Bento Salomão continua a carregar e a transportar sacos de plástico vulgares. Alguns são pesados. Apetece-me abri-los mas estão bem embalados. Se o fizesse, facilmente descobriria que foram violados. Pergunto à Tina, o porquê de alguns sacos serem tão pesados.
- Não sei.
- Com este peso só se for comida de chumbo.
Os sacos iam e vinham. Bento Salomão queixa-se frequentemente de dores de estômago, e a sua magreza a cada dia evidenciava-se. A todo o momento apoiava uma das mãos na barriga como se isso o aliviasse ou lhe diminuísse as dores. Achei imperativo recomendar-lhe:
- Vai fazer uma consulta.
- Não é necessário, são problemas do sistema nervoso.
Havia uma rede bombista em Luanda. As explosões eram frequentes. O terror era evidente. Ninguém podia prever onde seria a próxima explosão. A vivência do nosso dia a dia era se seria no nosso prédio, no emprego ou noutro local. As autoridades mostravam a sua incapacidade. O nosso quotidiano corria o risco de afectar seriamente o que restava das estruturas económicas.

Entretanto, a única rádio e televisão do Estado Marxista-leninista anunciam que prenderam uma grande rede bombista. A Tina entra a gritar com um exemplar do único jornal que circulava no país:
- Ai meu Deus! Ai meu Deus! Vou desmaiar.
- O que é Tina?!
- Vê as fotografias que estão no jornal.

Abri-o e entre várias fotos estava a do Bento. Salomão. Então compreendi tudo. A nossa casa serviu para armazenamento de bombas. Estavam também explicadas as dores de estômago. O meu receio era se ele tinha confessado onde guardava as bombas, e sermos acusados de coniventes, o que como é óbvio, seria difícil de explicar aos serviços de segurança.

E foram mais angolanos fuzilados em nome da liberdade e da revolução. Tina passava a vida a olhar para a fotografia e comentava-me:
- O Bento Salomão era tão bonito, tão simpático e inteligente.