domingo, 24 de outubro de 2010

Última hora: polícia reteve Rafael Marques


Sábado, 23 Outubro 2010 21:27

Lisboa – A policia angolana reteve na noite desde sábado (23) o jornalista e actvista dos direitos humanos, Rafael Marques na área de Chamuteba em Malanje quando o mesmo viajava para a zona do Kwango, na província da Lunda-norte.

Fonte: Club-k.net

Regime de JES segue passos do activista

De acordo com informações de ultima hora, o activista cívico foi interditado por dois policias armados que mandaram parar a sua viatura alegando que “conheciam o seu histórial” e que estavam a cumprir orientações de Luanda. Os agentes pediram a Rafael Marques que explicasse para onde se deslocava e o que ia fazer. O profissional respondeu que a sua viajem se circunscrevia nos trabalhos dos direitos humanos que tem vindo a efectuar no município do Kuango. Marque foi solto 20 minutos depois quando já eram 18h.

Por alegada falta de segurança, na área em que se encontrava, o mesmo acabou por pernoitar nas redondezas do local onde havia sido travado. Figuras com quem o mesmo abordou referem que a comunicação telefônica com ele, esta difícil. Pra poderem se comunicar com o mesmo, o jornalista tem de subir a uma montanha para alcançar o sinal. As mesmas figuras são de opinião que as autoridades policias deveriam lhe oferecer segurança. Personalidades em Luanda, aconselharam a não seguir viagem naaquela hora da noite para evitar eventuais emboscadas.

Na interpretação de observadores em Luanda, o cenário descrito indica que a viatura do mesmo vinha sendo perseguida desde a sua saída de Luanda razão pela qual receiam que algo de anormal venha acontecer.

Em Agosto passado, havia informação dando conta que conselheiros de José Eduardo dos Santos teriam sentido, nas palavras do estadista angolano inclinações semelhantes a insentivo a um corretivo contra Rafael Marques. De referir que Marques tem se destacado nos últimos meses com a publicação de relatórios de pesquisa e investigação sobre a corrupção que caracteriza o regime do MPLA e sob as agressões contra os cidadãos em Angola. Dois altos funcionários do regime, Manuel Vicente e Manuel Vieira Dias “Kopelipa” optaram por comprar as duas publicações (Semanário Angolense e A Capital) depois destes terem publicado relatórios de Rafael Marques que lhes eram desfavoráveis. Após a compra o jornalista foi informado que já não podia mais escrever para estes dois jornais privados.

Precedente
De referir que a interdição contra Rafael Marques acontece numa altura em que a organização dos repórteres sem fronteiras disse em relatório que Angola é o pior país da lusofonia para se exercer jornalismo.

Na madrugada de sexta feira, um jornalista da Radio Despertar, António Manuel “Jójó” foi esfaqueado por elementos que se fizeram passar por seus admiradores. No mês de Setembro, um outro jornalista, Alberto Tchakussanga da mesma emissora, foi assassinado em sua casa. No ano passado o veterano William Tonet foi igualmente interditado na fronteira de Santa Clara, no Cunene, quando se deslocava a Namibia. As autoridades retiraram-lhe o passaporte sem no entanto lhe terem esclarecido as razões pela qual procediam daquela forma.

O Sindicato dos Jornalistas em Angola tem feito intervenção alertando sob os riscos que os seus filiados tem passado. Para alem do Sindicato, existe também o Comitê dos Jornalistas do MPLA que entretanto não lamenta sobre o quadro negro que os seus colegas enfrentam. O único diário publico, não publica sobre estas ocorrência. Pelo contrario, o seu director José Ribeiro assina editorias mal criados, caluniando estes profissionais com insinuações de estão ao serviços de organizações internacionais para “sujar” a imagem do Presidente angolano.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Rádio Despertar. COMUNICADO DE IMPRENSA




A direcção da Rádio despertar vem por esse meio informar que o jornalista António Manuel Jojó, foi vítima de um atentado à sua vida, quando na madrugada do dia 22 de Outubro de 2010 saía do seu local de trabalho dirigindo-se para a sua residência, foi abordado por indivíduos desconhecidos que comentando o seu programa agrediram e esfaquearam no abdómen, deixando-o gravemente ferido.

A direcção da Rádio Despertar manifesta a sua solidariedade para com o jornalista António Manuel Jojó neste momento crítico para a sua saúde, fazendo votos de célere recuperação.

A Rádio Despertar manifesta a sua preocupação pelo estado de insegurança, intimidação e terror a que estão sujeitos os jornalistas. Recorde-se que a menos de dois meses, Alberto Chakussanga, jornalista desta rádio foi barbaramente assassinado em sua residência.

A Rádio Despertar reitera o seu compromisso de informar com rigor e isenção, contribuindo deste modo para uma nação verdadeiramente democrática e plural.

Luanda, aos 22 de Outubro de 2010

Imagem: midiaindependente.org

“Jójó” da Ràdio Despertar esfaqueado em Viana




Sexta, 22 Outubro 2010 10:57

Lisboa - Foi esfaqueado na madrugada de Sexta-Feira (22) em Luanda, o conhecido humorista e Radialista, da Ràdio Despertar, António Manuel “Jójó”, notabilizado pela condução do programa “Django” de humor e critica de intervenção social.

Fonte: Club-k.net

A tentativa de assassinato ocorreu próximo, de um posto de gasolina nos arredores de Viana momentos após ter largado os estúdios da Ràdio Despertar. Naquele intervalo de tempo, um desconhecido que simulou querer saúda-lo com um abraço, aproximou-se ao profissional acabando por esfaquea-lo. Um dos golpes terá atingido a barriga, do jornalista que se encontra internado na clinica Multiperfil em Luanda.

O atentado contra António Manuel “Jójó” acontece dias depois da organização dos Repórteres Sem Fronteiras ter divulgado um relatório apontado Angola como o pior país da Lusofonia para se exercer jornalismo. No mês passado um outro jornalista da radio Despertar, Alberto Tchakussanga foi assassinado em sua casa sucedendo outros casos de ameaças com realce vindas do Secretario da Informação do MPLA, Rui Falcão e da Ministra Carolina Cerqueira insurgindo-se contra a emissora comercial em referencia.

As autoridades policias, na voz do superentendente Jorge Bengue prometeram apurar o caso que resultou no atentado contra o jornalista. De recordar que faz 13 anos que a policia angola prometeu investigar o assassinato do antigo director do jornal Imparcial Fax, Ricardo de Melo. Não ha dados para aferir/concluir se a investigação da morte de Alberto Tchakussanga e a tentativa de atentado contra “Jójó” observara o mesmo tempo que se aguarda pelo relatório de outras mortes misteriosas.

*Foto ilustriva

Negros em Portugal.


Eu estava lendo no wikipedia sobre o povo portugues e achei isso:
No século XV começaram a entrar em Portugal os primeiros escravos negros. Já em 1415 a conquista de Ceuta visava dominar o comércio de escravos do Norte de África, mas o primeiro lote de africanos escravizados pelos Portugueses foi capturado pelo navegador Antão Gonçalves na Costa do Arguim (hoje Mauritânia) em 1441, de onde foram levados para Portugal.

http://www.stormfront.org/forum/t442219/

Quando, passado cerca de meio século, os primeiros Portugueses chegaram ao Golfo da Guiné, começaram a levar cada vez mais escravos para Portugal, destinados principalmente ao trabalho nas regiões menos habitadas do Alentejo, Algarve e Ilhas Atlânticas da Madeira e Açores.
Quando em 1761 foi abolida a escravatura no Reino, já cerca de 10% da população a Sul do Tejo era constituída por escravos negros que acabaram por se mesclar com a população. Estudos genéticos recentes encontram genes de antepassados africanos não muito remotos em mais de 30% da população Portuguesa[carece de fontes?].
Entretanto, as duas maiores influências étnicas de Portugal foram as antigas tribos autóctones iberas e celtas (indo-européias), que resultaram na atual etnia portuguesa, que, além de Portugal, compreende boa parte da população brasileira, ainda que neste país haja um alto grau de outras miscigenações.

É verdade essa afirmaçao de q 10% da populaçao a sul do Tejo era de negros e q hj 30% da populaçao portuguesa descende deles?


Lies and more lies ... mentiras. Quem escreve na wikipédia pode editar as informações que quizer. Mas esta é uma mentira clamorosa.

Texto para o portuguesevisigoth:

Portugal, Uma Nação Ariana
Hoje, tornou-se comum confundir valores culturais branco-europeus, ou melhor, arianos, com termos “racistas”, pela simples razão de exaltarem-se como um povo único. E os Europeus o são. Se a Europa não proveio dos Indo-Europeus, que lhes ortogaram até mesmo sua língua, de onde então? Os difamadores tentam destruir a gloriosa herança genética portuguesa, que os remonta até origens celtas e romanas, para lhes retirar o Orgulho Europeu, e, assim, retirar também o orgulho de nós, brasileiros, descendentes dos maiores europeus.
As tribos celtas, etruscas, romanas, eram, também, incrivelmente ligados às demais tribos que vagavam pela Europa, tais como visigodos, alanos, vândalos. E havia semelhança extraordinária entre todas. Foram tais semelhanças, principalmente linguísticas, que levou a conclusão do conceito de um povo único, a qual foi comprovada a existência dos Indo-Europeus. Na língua, dou-lhe alguns exemplos na ordem “irmão, mãe, pai”:
Latim: mrater - mater - pater
Grego: bhrater- meter - pater
Inglês: brother - mother - father
Alemão: bruder - mutter - vater

Portugal é uma incrível e legítima Nação Ariana, por seu próprio povo, cultura e língua. A sua origem racial portuguesa descende inquestionavelmente das antigas tribos indo-européias, conhecidas como o povo Ariano, que estiverem presente em quase a extensão do mundo Euro-Asiático. Os Celtas compõe a principal origem portuguesa, assim como a européia em sua totalidade, por terem conquistado quase a Europa inteira, desde a Península Ibérica (onde está Portugal) até a Anatólia, até que chegou o Império Romano. Em Portugal, há Galiza, reconhecida internacionalizmente como uma nação celta, ao lado das tradicionais Irlanda e Escócia.
Melhor, não só os portugueses são celtas, mas entre as diversas tribos celtas estão os Bretões, na atual Inglaterra; os Gauleses, Eburões, Batavos, Belgas, Gálatas, Trinovantes, no continente, e dezenas de outras. Foram tais tribos que originaram as atuais Nações Européias, como os Gauleses na França e Belgas na Bélgica. Mas, diferenças à parte, foram os portugueses dos primeiros a se formarem como nação, e os maiores navegadores da História. Há heróis portugueses que chegaram no Brasil, Cabo Verde, Angola, Ilha de Rooben, Índia, e até na China. Hastiaram o brasão português em todos os lugares.
Heródoto, o pai da História, grego, foi o primeiro homem a escrever sobre os povos celtas que dominavam a Europa. Em “Histórias II 33?, ele escreve: “O Istros [rio Danúbio] nasce no país dos Celtas perto da cidade Pirene e corre pelo meio da Europa dividindo este continente em dois. Os Celtas vivem do outro lado das colunas de Heracles e á borda com os Cynesians que vivem no extremo oeste da Europa”. Lembro-lhe que tal livro foi em 450 a.C., em pleno apogeu político-militar grego. E Estrabão relata em “Geografia Livro IV”, cem anos depois: “Ephorus, em seu relato, faz a Celtica ser muito grande e outorga a região de Celtica, quais todas as regiões desde Cadiz, no que agora chamamos Iberia”. Disto, conclui-se que os celtas são parte importante da maioria dos atuais europeus, desde atavés de fatos históricos, até relatos dos maiores intelectuais da Antigüidade. Todos os caminhos levam aos Celtas, aos Arianos.
O próprio Cristovão Colombo era um Português, um celta, nascido na Cuba (cidade portuguesa) e não Italiano – embora não houvesse diferença sistemática nisto -, portanto, também um Celta. Na verdade, a tese de que o Descobridor das América era um português ainda não se foi confirmada, embora possua grandes defensores como o famoso investigador Mascarenhas Barreto, autor de “Colombo era Português”. E também do médico Manuel Luciano da Silva, em “Colombo era 100% português”. Inclusive, era comum eles siglas cabalísticas no latim em seus documentos, talvez para tentar esconder sua origem, que eram: “Fernadus, ensifer copiae Pacis Juliae, illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae, mea soboles Cubae sunt”. Traduzindo: “Fernando, que detém a espada do poder em Pax Julia, ligado com Isabel Sciarra da Câmara, são a minha geração de Cuba”. Ou seja, Fernando e Isabel, era seus país de Cuba.
Aliás, mesmo que Cristovão fosse mesmo um italiano ou até espanhol, não faria dele menos Ariano que algum português ou escandinávio.
Mas, além dos Celtas, os portugueses descendem também dos Iberos, também conhecidos como Lusitanos. Os bravos guerreiros que estiveraem a batalhar contra as tropas romanas no mundo pré-Cristão, e, por incrível que pareça, foram reconhecidos por sua coragem até pelo próprio Júlio César, que disse nas ocasiões das batalhas: “Nos confis da Ibéria, há um povo que não se governa, nem se deixa governar”. A derrota Lustiana só deu-se em 60 a.C., mas uma extensa luta de guerrilha continou até 19 a.C., quando o Imperador Augustus e seu general, Marcus Agrippa, os derrotaram definitivamente. Mapa pré-Romano da Península Ibérica, onde comprova-se predominância céltica em Portugal.
Confirmando-se ainda mais a sua origem Ariana, Portugal possui a maior de todas as descendências: Romana. Os Romanos foram o único povo realmente próspero, ímpeto, valoroso, corajoso e perspicaz que já pisou na face da Terra. Foram os romanos os únicos a verdadeiramente dominar Portugal, e legar-lhes a cultura latina, e a língua portuguesa (o português deriva-se do latim). Portugal tornou-se Romano. Até hoje há campos militares dos Romanos em Coimbra, centro de Portugal. As maiores cidades romanas no país foram Évora, Mértola, Beja e Santarém. E, como prova disto, há em Évora, o Templo de Diana, deusa da Caça da Mitologia.
Outros grandes povos que erigiram o povo portuguçês foram os Visigodos, Suevos, Alanos e Vândalos, que povoaram a península, estendo-se até a Espanha. Até os Vikings tiveram sua participação nas regiões costeiras, em Figueira da Foz. Além dos Gregos e os Cartagineses (estes, através de comércios costeiros, pela proximidade iminente). Todos, repito, todos eles povos indo-europeus, que povoaram a Europa deste os tempos mais remotos.
Há milênios, os Arianos promoveram a maior marcha que se tem registro: saíram de onde hoje encontra-se o Cáucaso, região entre o Mar Negro e Mar Cáspio, e foram além, indo até onde podemos ver o Taj Mahal, na Índia, passando por Paquistão, Afeganistão, Tajquistão, Iraque, Irã, até encontrarmos a Europa com os celtas, nórdicos, e a principal nação, que foi Roma. Eles eram descobridores, inovadores, pesquisadores. Grandiosos. Curiosos.
E a tal curiosidade por um “Novo Mundo” que moveu os Arianos para os lugares mais longíquos do mundo, foi a mesma que moveu os portugueses a descobrirem o mundo. Foram os portugueses que fizeram os maiores descobrimentos. Eles foram os pioneiros da Europa. Foram os verdadeiros descobridores do Novo Mundo. “European Voyages of Exploration” nos remonta bem sobre as explorações promovidas pelos portugueses ao redo do globo. Não fossem eles, italianos, ingleses, alemães, belgas, sequer teriam saído de suas terras. E “História Naval e Marítima de Portugal” confirma tal evidência.
Portugal tem muito a se orgulhar. São lendariamente os maiores Europeus, e os primeiros. Hoje, os países arianos estão fadados à se auto-negarem, pois os caucasianos desejam não se passar por “politicamente corretos”, numa atitude vergonhosa. Mas, felizmente, há exceções raras como o Tadjquistão que está se promovendo como uma Nação Ariana, e questionando os demais países-irmãos a fazer o mesmo. Deveriam, os países arianos, continuarem em tal recusa própria? Somos gloriosos, e possuímos inúmeras vitórias. Eu orgulho-me de ser descendente dos portugueses.
Portugal é, e sempre será, uma verdadeira Nação Ariana!"

Este texto foi escrito por um brazileiro Manoel Gontijo que por acaso até é Nacional Socialista.

Negros em Portugal.


Eu estava lendo no wikipedia sobre o povo portugues e achei isso:
No século XV começaram a entrar em Portugal os primeiros escravos negros. Já em 1415 a conquista de Ceuta visava dominar o comércio de escravos do Norte de África, mas o primeiro lote de africanos escravizados pelos Portugueses foi capturado pelo navegador Antão Gonçalves na Costa do Arguim (hoje Mauritânia) em 1441, de onde foram levados para Portugal.

http://www.stormfront.org/forum/t442219/

Quando, passado cerca de meio século, os primeiros Portugueses chegaram ao Golfo da Guiné, começaram a levar cada vez mais escravos para Portugal, destinados principalmente ao trabalho nas regiões menos habitadas do Alentejo, Algarve e Ilhas Atlânticas da Madeira e Açores.
Quando em 1761 foi abolida a escravatura no Reino, já cerca de 10% da população a Sul do Tejo era constituída por escravos negros que acabaram por se mesclar com a população. Estudos genéticos recentes encontram genes de antepassados africanos não muito remotos em mais de 30% da população Portuguesa[carece de fontes?].
Entretanto, as duas maiores influências étnicas de Portugal foram as antigas tribos autóctones iberas e celtas (indo-européias), que resultaram na atual etnia portuguesa, que, além de Portugal, compreende boa parte da população brasileira, ainda que neste país haja um alto grau de outras miscigenações.

É verdade essa afirmaçao de q 10% da populaçao a sul do Tejo era de negros e q hj 30% da populaçao portuguesa descende deles?


Lies and more lies ... mentiras. Quem escreve na wikipédia pode editar as informações que quizer. Mas esta é uma mentira clamorosa.

Texto para o portuguesevisigoth:

Portugal, Uma Nação Ariana
Hoje, tornou-se comum confundir valores culturais branco-europeus, ou melhor, arianos, com termos “racistas”, pela simples razão de exaltarem-se como um povo único. E os Europeus o são. Se a Europa não proveio dos Indo-Europeus, que lhes ortogaram até mesmo sua língua, de onde então? Os difamadores tentam destruir a gloriosa herança genética portuguesa, que os remonta até origens celtas e romanas, para lhes retirar o Orgulho Europeu, e, assim, retirar também o orgulho de nós, brasileiros, descendentes dos maiores europeus.
As tribos celtas, etruscas, romanas, eram, também, incrivelmente ligados às demais tribos que vagavam pela Europa, tais como visigodos, alanos, vândalos. E havia semelhança extraordinária entre todas. Foram tais semelhanças, principalmente linguísticas, que levou a conclusão do conceito de um povo único, a qual foi comprovada a existência dos Indo-Europeus. Na língua, dou-lhe alguns exemplos na ordem “irmão, mãe, pai”:
Latim: mrater - mater - pater
Grego: bhrater- meter - pater
Inglês: brother - mother - father
Alemão: bruder - mutter - vater

Portugal é uma incrível e legítima Nação Ariana, por seu próprio povo, cultura e língua. A sua origem racial portuguesa descende inquestionavelmente das antigas tribos indo-européias, conhecidas como o povo Ariano, que estiverem presente em quase a extensão do mundo Euro-Asiático. Os Celtas compõe a principal origem portuguesa, assim como a européia em sua totalidade, por terem conquistado quase a Europa inteira, desde a Península Ibérica (onde está Portugal) até a Anatólia, até que chegou o Império Romano. Em Portugal, há Galiza, reconhecida internacionalizmente como uma nação celta, ao lado das tradicionais Irlanda e Escócia.
Melhor, não só os portugueses são celtas, mas entre as diversas tribos celtas estão os Bretões, na atual Inglaterra; os Gauleses, Eburões, Batavos, Belgas, Gálatas, Trinovantes, no continente, e dezenas de outras. Foram tais tribos que originaram as atuais Nações Européias, como os Gauleses na França e Belgas na Bélgica. Mas, diferenças à parte, foram os portugueses dos primeiros a se formarem como nação, e os maiores navegadores da História. Há heróis portugueses que chegaram no Brasil, Cabo Verde, Angola, Ilha de Rooben, Índia, e até na China. Hastiaram o brasão português em todos os lugares.
Heródoto, o pai da História, grego, foi o primeiro homem a escrever sobre os povos celtas que dominavam a Europa. Em “Histórias II 33?, ele escreve: “O Istros [rio Danúbio] nasce no país dos Celtas perto da cidade Pirene e corre pelo meio da Europa dividindo este continente em dois. Os Celtas vivem do outro lado das colunas de Heracles e á borda com os Cynesians que vivem no extremo oeste da Europa”. Lembro-lhe que tal livro foi em 450 a.C., em pleno apogeu político-militar grego. E Estrabão relata em “Geografia Livro IV”, cem anos depois: “Ephorus, em seu relato, faz a Celtica ser muito grande e outorga a região de Celtica, quais todas as regiões desde Cadiz, no que agora chamamos Iberia”. Disto, conclui-se que os celtas são parte importante da maioria dos atuais europeus, desde atavés de fatos históricos, até relatos dos maiores intelectuais da Antigüidade. Todos os caminhos levam aos Celtas, aos Arianos.
O próprio Cristovão Colombo era um Português, um celta, nascido na Cuba (cidade portuguesa) e não Italiano – embora não houvesse diferença sistemática nisto -, portanto, também um Celta. Na verdade, a tese de que o Descobridor das América era um português ainda não se foi confirmada, embora possua grandes defensores como o famoso investigador Mascarenhas Barreto, autor de “Colombo era Português”. E também do médico Manuel Luciano da Silva, em “Colombo era 100% português”. Inclusive, era comum eles siglas cabalísticas no latim em seus documentos, talvez para tentar esconder sua origem, que eram: “Fernadus, ensifer copiae Pacis Juliae, illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae, mea soboles Cubae sunt”. Traduzindo: “Fernando, que detém a espada do poder em Pax Julia, ligado com Isabel Sciarra da Câmara, são a minha geração de Cuba”. Ou seja, Fernando e Isabel, era seus país de Cuba.
Aliás, mesmo que Cristovão fosse mesmo um italiano ou até espanhol, não faria dele menos Ariano que algum português ou escandinávio.
Mas, além dos Celtas, os portugueses descendem também dos Iberos, também conhecidos como Lusitanos. Os bravos guerreiros que estiveraem a batalhar contra as tropas romanas no mundo pré-Cristão, e, por incrível que pareça, foram reconhecidos por sua coragem até pelo próprio Júlio César, que disse nas ocasiões das batalhas: “Nos confis da Ibéria, há um povo que não se governa, nem se deixa governar”. A derrota Lustiana só deu-se em 60 a.C., mas uma extensa luta de guerrilha continou até 19 a.C., quando o Imperador Augustus e seu general, Marcus Agrippa, os derrotaram definitivamente. Mapa pré-Romano da Península Ibérica, onde comprova-se predominância céltica em Portugal.
Confirmando-se ainda mais a sua origem Ariana, Portugal possui a maior de todas as descendências: Romana. Os Romanos foram o único povo realmente próspero, ímpeto, valoroso, corajoso e perspicaz que já pisou na face da Terra. Foram os romanos os únicos a verdadeiramente dominar Portugal, e legar-lhes a cultura latina, e a língua portuguesa (o português deriva-se do latim). Portugal tornou-se Romano. Até hoje há campos militares dos Romanos em Coimbra, centro de Portugal. As maiores cidades romanas no país foram Évora, Mértola, Beja e Santarém. E, como prova disto, há em Évora, o Templo de Diana, deusa da Caça da Mitologia.
Outros grandes povos que erigiram o povo portuguçês foram os Visigodos, Suevos, Alanos e Vândalos, que povoaram a península, estendo-se até a Espanha. Até os Vikings tiveram sua participação nas regiões costeiras, em Figueira da Foz. Além dos Gregos e os Cartagineses (estes, através de comércios costeiros, pela proximidade iminente). Todos, repito, todos eles povos indo-europeus, que povoaram a Europa deste os tempos mais remotos.
Há milênios, os Arianos promoveram a maior marcha que se tem registro: saíram de onde hoje encontra-se o Cáucaso, região entre o Mar Negro e Mar Cáspio, e foram além, indo até onde podemos ver o Taj Mahal, na Índia, passando por Paquistão, Afeganistão, Tajquistão, Iraque, Irã, até encontrarmos a Europa com os celtas, nórdicos, e a principal nação, que foi Roma. Eles eram descobridores, inovadores, pesquisadores. Grandiosos. Curiosos.
E a tal curiosidade por um “Novo Mundo” que moveu os Arianos para os lugares mais longíquos do mundo, foi a mesma que moveu os portugueses a descobrirem o mundo. Foram os portugueses que fizeram os maiores descobrimentos. Eles foram os pioneiros da Europa. Foram os verdadeiros descobridores do Novo Mundo. “European Voyages of Exploration” nos remonta bem sobre as explorações promovidas pelos portugueses ao redo do globo. Não fossem eles, italianos, ingleses, alemães, belgas, sequer teriam saído de suas terras. E “História Naval e Marítima de Portugal” confirma tal evidência.
Portugal tem muito a se orgulhar. São lendariamente os maiores Europeus, e os primeiros. Hoje, os países arianos estão fadados à se auto-negarem, pois os caucasianos desejam não se passar por “politicamente corretos”, numa atitude vergonhosa. Mas, felizmente, há exceções raras como o Tadjquistão que está se promovendo como uma Nação Ariana, e questionando os demais países-irmãos a fazer o mesmo. Deveriam, os países arianos, continuarem em tal recusa própria? Somos gloriosos, e possuímos inúmeras vitórias. Eu orgulho-me de ser descendente dos portugueses.
Portugal é, e sempre será, uma verdadeira Nação Ariana!"

Este texto foi escrito por um brazileiro Manoel Gontijo que por acaso até é Nacional Socialista.

Editorial. Frelimo com pressa de alterar a Constituição, porquê? de quem ainda vê “santos” onde os “diabos” há muito reinam


Maputo (Canalmoz) - Recorrendo à sua maioria qualificada, de mais de três quartos da Assembleia da República, que está a destapar, mais uma vez, como parece evidente, a sua verdadeira tendência para impedir a construção de um verdadeiro Estado de democracia participativa, e a demonstrar a apetência de um grupinho de pessoas colocar-se acima dos cidadãos do País, o partido Frelimo acaba de patrocinar uma nova onda despesista, ao impor, esta última segunda-feira, no primeiro dia da 2.ª Sessão da 7.ª Legislatura, uma Comissão ah-hoc com custos iguais às outras ou superiores, para revisão da Constituição. Mais uma comissão que custa muitos milhões de meticais e que muita falta irá fazer, certamente, noutros lados...acentue-se.
Em tempo de “crise económica”, com milhões de bocas à espera de pão para enganar o estômago no seu dia-a-dia de desespero; com o povo, mesmo o que tem emprego, a protestar pelas esquinas contra a subida dos preços de tudo (de 1 a 3 de Setembro foi o segundo aviso), a pressa de alterar a Constituição, que a Frelimo não está a conseguir esconder, já despertou a opinião pública mais dada a andar atenta aos malabarismos políticos e, neste momento particular, ao jogo interno entre as alas do Partido Frelimo numa disputa com contornos francamente curiosos e interessantes.
As especulações, entretanto, já começaram. Sobretudo porque ainda está quente o tema das recentes demissões de quatro ministros, três dos quais que já se diz não terem sido os últimos a ir com as malas às costas, bem entendido por força deste autêntico desastre que está a ser este início do segundo e já assumidamente o último mandato de Armando Guebuza na Presidência da República, na Chefia do Governo e como Comandante-em-chefe das Forças Armadas de Defesa e Segurança, mas ainda rodeado de veleidades bem à maneira de quem fez do acasalamento dos negócios com a política o seu modo de vida e da sua família.
Ao desastre que vem sendo a governação deste elenco, acresce agora mais um redundante disparate, desta feita do ministro dos Transportes e Comunicações – bem entendido o seu já célebre e absurdo Decreto n.º 38/39 – o tal dos registos de utentes dos números de telemóvel – tendente a violar o preceito constitucional que prevê a inviolabilidade da correspondência e a privacidade dos cidadãos (como se o sms não fosse um serviço de correio) – e das contribuições para o Fundo de Desenvolvimento dos Transportes e Telecomunicações (FTC).
Os dois partidos na oposição parlamentar – Renamo e MDM – protestaram contra a criação da comissão ad-hoc para se rever a Constituição, mas de nada valeram os seus apelos para que se deixasse isso dando-se prioridade à grande questão de momento que é salvar o Povo da morte lenta causada pela carestia de vida induzida pela tremenda má governação a que se tem estado a sujeitar o País, como o comprovam os exemplos, entre eles as mais recentes estatísticas sobre a pobreza e o acentuar das assimetrias regionais e sociais.
Alertada pela Oposição do facto da grande prioridade ser poupar dinheiro como também minimizar-se antes de mais a onda de fome suscitada pela pobreza que nos últimos anos tem estado a crescer não só em Maputo como em todo o país (apesar do espectáculo sobre o “combate à pobreza absoluta”), a Frelimo nem mesmo assim foi capaz de usar de sensatez para recuar e deixar para melhores dias uma eventual revisão da Constituição.
O irredutível posicionamento do Partido Frelimo, obviamente que está a suscitar que se comece a perguntar: porquê tanta pressa?
As hipóteses são, evidentemente, várias, mas a Frelimo deixa transparecer que está numa tremenda crise interna em que a luta entre alas obriga a ala presentemente preponderante a rever a Constituição em defesa dos seus interesses de grupo, antes que depois tudo se complique.
Temos assim um Estado pervertido e à mercê de quem já há muito perdeu o sentido de Estado embora traga esse refrão sempre na ponta da língua quando se trata de desqualificar outros compatriotas que tenham outro tipo de opinião sobre várias matérias de interesse nacional.
E dizemos isto porque nos estão a chegar informações que indicam, por exemplo, que a “grande jogada”– é assim que a qualificam – da “ala de Armando Guebuza” é de facto admitir que o actual presidente do Partido deixe a chefia do Estado, deixe de ser candidato, mas se arranje um “truque” para que se mantenha no poder.
O presidente Guebuza já disse e repetiu que não será mais candidato e Margarida Talapa, chefe da Bancada da Frelimo acaba de reafirmar, esta semana, na Magna Assembleia da República, que a revisão da Constituição não será para acomodar mais um mandato do seu chefe. Mas é aqui precisamente que começa a história da tal “grande jogada”.
Qual?
A ser verdade, é espantosa a habilidade. Mas a ser verdade vai ser sobretudo agradável de seguir como as alas se desenvencilharão na sua luta pelo controlo da “árvore das patacas” que ao que tudo indica supera agora o interesse nacional ao mesmo tempo que aconselha os demais cidadãos a estarem bem atentos antes que seja tarde demais para Moçambique.
Estão a dizer-nos que a tal “grande jogada” é o senhor Armando Guebuza conseguir impor-se no próximo Congresso do seu Partido de novo como líder da Frelimo, fazendo-se suceder a ele próprio. E nesta ordem de ideias as alterações à Constituição, entre eventuais outras para “mudar a estrutura burocrática do país” e a conduzir para uma “justiça mais célere”, como afirmou Talapa na segunda-feira, passariam por ser: acabar com a eleição do Presidente da República, passar-se a eleger o presidente pelo Parlamento mas para este posto passar a ser de um “corta-fitas”, ao mesmo tempo que se criaria o posto de Primeiro-ministro com todos os poderes e mais alguns, também designado pelo partido maioritário na Assembleia da República. Todos amarrados, bem entendido, pelo presidente do partido.
Sem candidato à altura de convencer o eleitorado nas próximas eleições, bastaria assegurar a maioria da Frelimo no Parlamento (aparentemente mais fácil desde que bem controlada a CNE e o STAE) e depois garantir dois “manequins” teleguiados da sede do Comité Central presidido por quem no seu íntimo não subestimará o francesismo “L’Etat c’est moi”. Lá estaria ele com os seus negócios de vento em poupa e a mandar em tudo a partir do trono na Sommerschild.
Veremos o que vai acontecer.
Veremos se a luta de interesses no XI Congresso que se aproxima, vai dar certo com as contas guebuzianas ou se a juventude vai dizer não ao projecto da sua eternização à frente da Frelimo.
O que parece seguro para já é que para a Frelimo uma Renamo adormecida e um MDM a não dar sinais de que está na hora de acelerar o passo, pode parecer ideal, mas na prática o que está a suceder é que para uma organização como a Frelimo, que nunca aprendeu, nem sabe, nem consegue viver sem “inimigos”, a ventania dentro da sua casa pode-se transformar num ciclone ou até mesmo um tornado de que só terá a ganhar Moçambique com mais democracia. E se assim for, quem não souber aproveitar o novo “momentum” histórico pós Roma, que depois não se queixe.
Isto está-se a por bom de seguir. Aguardemos pela evolução da novela. Deve valer a pena estar-se atento aos próximos episódios. Não assustem é os investidores nacionais e internacionais, como bem pede Margarida Talapa sem se ver certamente bem ao espelho. Mais pão, mais oportunidades para os governados e menos arrogância, para já parece ser uma boa forma de não ser preciso tentar deitar poeira nos olhos de quem ainda vê “santos” onde os “diabos” há muito reinam. (Canalmoz / Canal de Moçambique) 2010-10-22 07:18:00
Imagem: serventuario.com.br

POC diz que PR está muito distante da realidade vivida pelos angolanos


Declaração Política dos POC
Análise do discurso
Sobre o Estado da Nação proferido pelo Presidente da República


O Secretariado do Executivo dos POC reunido aos 18 de Outubro de 2010, em sessão extraordinária para analise do discurso sobre o Estado da Nação proferido por Sua Excelência o Presidente da Republica na abertura do ano legislativo, no âmbito do cumprimento do estipulado no artigo 118° da Constituição angolana, a plenária concluiu que este exercício defraudou as expectativas criadas conforme o preceituado na Constituição. Pois, enquanto supremo magistrado, sua intervenção não realçou fundamentos sobre a paz real, assente na pacificação dos espíritos; não faz referência a Reconciliação Nacional; a valorização da cidadania pela angolanidade e não pela militância partidária; a democracia multipartidária; aos direitos humanos e o vazio deixado quanto a solução do problema Cabinda.

Enquanto chefe do executivo, apercebemo-nos que o PR foi repetitivo com relação aquilo que nos últimos tempos nos tem habituado o chefe da Casa Civil, Dr. Carlos Feijó. O balanço exibido é muito surrealista para ser verdade. Conquanto, o discurso cingiu-se fundamentalmente em constatações muito superficiais da situação social e económica, sem contudo apresentar soluções credíveis que retira a população do desassossego permanente que se encontra.

1 - No cômputo geral, o PR ao branquear as irregularidades dos governantes, concomitantemente encorajou-os a prosseguir no mesmo caminho dos desvios e assambarcamento do erário público, das demolições, da corrupção. Faltou o PR aludir sobre a descredibilização do BNA face as transferências ilícitas de milhões de dólares para outros bancos espalhados pelo mundo sem esquecer o célebre processo movido pela PGR, dinheiros que serviriam para custear o projecto de urbanização e outros que salvariam vidas e dariam dignidade às famílias, crianças e jovens que hoje preferem o suicídio na impotência de poderem rogar pelos seus direitos mais inalienáveis.

2 - A nossa decepção foi muito mais acentuada depois de verificarmos a insensibilidade social que se traduz na falta de preocupação em se resolver os problemas candentes com que se debate a população e que evidencia realmente que o PR está muito distante da realidade vivida pela grande maioria dos angolanos.

a) Foi com grande apreensão que os POC verificaram a ausência de qualquer referência sobre os sinistrados das demolições de residências e o esbulho de lavras, ocorridos um pouco por todo pais, que viola na integra os artigos 14 e 15 da Constituição.

3 - 31 anos depois, a exemplo de centenas de outros estadistas do mundo civilizado, que respeitaram os pressupostos da alternância do poder e submeteram seus lugares à prova, esperávamos que o Chefe de Estado aproveitasse esta sublime oportunidade para declarar aos quatro ventos “Missão cumprida” e que nas próximas eleições deixará seu lugar a outra vaga de angolanos que poderão prosseguir com mais argúcia e vontade a missão de construção da Nação Angolana.

4 - Foi com satisfação que tínhamos aplaudido no passado a intervenção do PR quanto as politicas conducentes a luta contra a promiscuidade, mas surpreendeu-nos agora vermos os Deslocados da Republica do Congo que vivem em estado lastimável serem completamente ignorados do pacote de medidas propostas para melhorar seu estado de acomodação e inserção.

5 - Depois de nos solidarizarmos com os nossos compatriotas, a reunião indignou-se igualmente pelo facto do PR em momento algum ter feito menção a comunidade angolana no exterior, que refira-se foi forçada a emigrar por múltiplas razões e hoje luta desesperadamente para o seu regresso ao país. Sem sermos retrógrados ou xenófobos, constata-se que o actual regime continua a privilegiar a força exterior em detrimento dos nacionais, sempre no intuito de se construir uma Angola onde o pano de fundo é a exclusão, a discriminação e o estrangeirismo.

6 - O PR fala-nos muito superficialmente sobre o grau de endividamento do nosso país, fala-nos em amortizações, mas esconde-nos o volume real da divida que Angola tem com outros países, mormente com a China. Nossa preocupação torna-se legítima depois de nos questionarmos o que se pretende deixar como herança para as gerações futuras.

7 - Estando ao meio do seu mandato e no quadro das promessas eleitorais, sobre as questões sociais e o célebre plano de um milhão de casas, fundamentais para o Bem-estar do povo, continuamos sem saber quantas estão erguidas, quantas estão por ser erguidas, a que preços e para que estrato social, bem como o quão propalado um milhão e trezentos mil postos de trabalho que seriam criados.

8 - A Liberdade de Expressão, o Direito a manifestação, no quadro de uma Democracia participativa é um direito que data de séculos e que fez evoluir para a equidade todos os povos estáveis do mundo. Ora, espantou-nos igualmente o PR não ter aludido abertamente a importância da Liberdade de Imprensa, a diversidade de seus órgãos, a equidistância de suas linhas editoriais, a proliferação das rádios locais e a necessidade de se regulamentar o tempo de antena para todos os partidos, especialmente para aqueles com assento no Parlamento.

a) Outrossim, o apelo que faz a promoção dos valores morais, encerram um condão intimidatório, quando diz: “Espero que os indicadores favoráveis que acabo de referir sejam levados em consideração na hora de fazer uma avaliação actualizada e honesta do desempenho do executivo, porque eles só por si já desmontam as críticas e campanhas orquestradas tanto no interior como no exterior do país que pretendem denegrir a imagem de seus dirigentes”. Esta advertência induz pensar-se que todo aquele que tentar alertar atropelos do governo nos diferentes domínios ou destapar verdades seja conotado como inimigo ou obstaculizador das actividades do governo ou do Presidente da Republica, o que não corresponde com a verdade e que não vai de encontro com o Estado democrático que se augura.

9 - Ao terminar os POC solidarizam-se com as famílias esquecidas e cujos direitos estão a ser violados pelo Executivo, ao mesmo tempo que encorajam a sociedade civil e outros partidos políticos que unamos esforços na mesma direcção para a construção de uma verdadeira nação de Angola de Cabinda ao Cunene, de igualdade e Bem-estar social para todos.

10 - Os POC subscrevem o pensamento de Sua Excelência o PR segundo o qual, “devemos ter instituições do Estado fortes e capazes, uma sociedade democrática plural e participativa”. Porém achamos que é preciso evoluir da teorização à execução, tendo em conta o desrespeito as normas estabelecidas por parte do Executivo.

P/U: Aguardámos com expectativa sobre o fortalecimento da Democracia através de eleições gerais, nomeadamente parlamentares e autárquicas, visto que a eleição do Presidente da Republica copta-se da eleição parlamentar. Na mesma esteira, queremos esperar que as futuras eleições inicialmente marcadas para 2012 sejam de facto justas, transparentes, inclusivas e livres.

Que Deus abençoe Angola!
Luanda aos 18 de Outubro de 2010
O Secretariado Executivo dos POC

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Primeiro Concurso Nacional da Bajulação


Pai e filho olham para o nocturno céu angolano sempre estrelado. O filho pergunta-lhe: «Pai, em Angola não existem governantes inteligentes?!» «Não meu filho, só nos outros países.» (texto adaptado)
As línguas dos bajuladores são mais macias do que seda na nossa presença, mas são como punhais na nossa ausência. In Textos Hindus
O homem que lisonjeia o seu próximo estende uma rede sob os seus passos. In Provérbios 29,5
Se todos os homens recebessem exactamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo. In Millôr Fernandes

Se não conseguem prover o bem-estar da população para os dias das tormentas da Natureza ou humanas, então não vale a pena governarem.
Insistimos no caminhar da estrada que nos conduz sempre ao mesmo destino, porque ainda não divisamos, aprendemos a construção de outra via que nos liberte. Angola é muito grande, mas contudo reside na pequenez da minúscula bajulação.
Promover a bajulação é o caminho certíssimo para se conseguir umas boas massas monetárias ou um lugar de destaque no aparelho governativo. Vai daí, outro movimento carregadíssimo de espontaneidade desalmada, assentou na promoção de uma espécie de top dos mais queridos da bajulação. Logo os seus proponentes arregaçaram os olhos estuporados de avidez pela garantia de mais uma vitória certa. E até conseguiram um lema: se queres viajar e o poder alcançar tens apenas que bajular. Logo de imediato conseguiram sem esforço algum, claro, garantias de apoio em todas as frentes, províncias e nos países mais representativos como ainda se repetem, da arena mundial. Sempre invocando e glorificando o chefe, naquela que se não nos apoiarem o chefe não vai gostar, anotará e mais tarde sancionará o desplante de tal oposição, de tão péssima educação. Sim, porque mesmo sendo da FAMÍLIA, se não bajular é considerado elemento pernicioso, passado para a oposição e como tal gado para abater no inventário.

E criou-se a designação empresarial para tão olímpico Zeus: Comité Único Principal Especializado na Bajulação, CUPEB. Mesmo a correrem os trâmites para a sua legalização, o CUPEB já facturava rios de dinheiro. Para quê legalizar o que já está legalizado? Quem comanda somos nós e sem oposição não mandamos, ordenamos. Tudo em nós é leal, legal, o resto é ilegal. Seguiram as primeiras cartas, cartadas pelos tarefeiros do costume a rogarem, mas na verdade a exigirem, a ameaçarem veladamente... senão… às empresas, embaixadas, bancos, órgãos partidários e apartidários, e até a elementos pessoais e a partidos políticos da oposição. Para bem facturar há que caminhar e nestas lides vale tudo. Apareceram não se sabe como (?) autocarros, aviões, toda a parafernália necessária e desnecessária para assegurar as deslocações dos participantes ao grandioso concurso. A logística estava bem garantida, para isso recorreu-se aos patrocinadores habituais, que são em número descomunal, e importou-se muita tralha porque não dá para confiar na produção nacional, isso é só para períodos eleitorais. As comissões diluviavam e nunca lhes chegavam, queriam, querem sempre mais e mais, como um atleta a bater sempre o seu recorde pessoal.

E os bajuladores, militantes da sempre vanguarda revolucionária, começaram a chegar, a desembarcar às dezenas, às centenas, aos milhares. «Sim senhor, isto é que é militância.» jactanciou-se um elemento da direcção. A propósito: era impossível saber a quantidade dos componentes da direcção. Sabia-se que existiam vários administradores, directores-gerais e adjuntos, chefes de departamento, de sector, de secção, trabalhadores não os havia. Alguém dizia zombeteiro que era uma cópia do Exército da Guiné-Bissau que só tinha oficiais superiores. Para os serviços braçais recorriam aos que se amontoavam nas ruas como porcos na esperança do surgimento de algum trabalho. E quase não gastavam nenhum dinheiro, pois estes desgraçados eventuais contentavam-se com qualquer coisa. Choviam anúncios na imprensa estatal e nalguns órgãos amigos a publicitarem o evento. Na imprensa privada não, esses são do contra, reaccionários, só sabem é falar mal do chefe e das nossas revolucionárias instituições nacionais. Mas esses gajos têm os minutos, as horas e os dias bem contados, muito controlados. Aqui só há lugar para o nosso partido da vanguarda da classe operária. Isso da democracia… também há com cada um com cada ideia. Nós… é que lutámos, oferecemos a independência ao nosso martirizado povo, Angola é nossa e o petróleo e os diamantes também. Democracia é quê?! Calem mas é essas bocas seus parvalhões invejosos. Aquando da luta de libertação vocês estavam onde, hem! Falam à toa! A nossa Angola está sabiamente dirigida pelo nosso timoneiro. Só há lugar para um. Onde é que já se viu um navio comandado por mais de um comandante e um imediato?! Vocês querem é anarquia, mas nunca lhes permitiremos.

E vieram as bandeiras acompanhadas de quinquilharias para a propaganda que mais parecia de outro partido político. A propaganda garrafal que se embandeirava mais notória era: BAJULAÇÃO É O ORGULHO DA NAÇÃO. O NOSSO LÍDER É INIMITÁVEL. TODOS OS CAMINHOS DA BAJULAÇÃO LEVAM À GOVERNAÇÃO.
Um bajulador aproveitou-se muito bem da situação e bajulava que procurava alguém que o ensinasse a escrever um livro a bajular a gesta do nosso insigne mestre.
A oposição comunicava as habituais redacções saídas das confrarias maçónicas. Continuava no esconderijo muito afastada das massas, das suas panelas sem tampas. Mas mesmo assim não se escusavam, ó facto inédito, conseguiam, ainda lutavam, criticavam, criavam factos políticos: «Actualmente a China é o principal país mundial exportador de escravos. E os chineses quando lhes pagam os dólares ficam muito contentes e exclamam: «Chinês recebeu, tem dólares.» A China é uma falsa potência económica mundial, é o império mundial da poluição e da escravidão. A China não respeita regras internacionais. Pretende impor-nos o regimento do homem das cavernas. Um mundo sem lei nem ordem. Exemplo? Em Angola tudo o que se compra made in China é a maior vigarice nunca até agora comprada. Qualquer ditador que se preze buscar mais permanência no poder, implora, cede o seu país ao poder chinês. Escravos a apoiarem escravos. Mais analfabetismo, mais colonialismo, mais miséria para a África.» E salientavam, finalizavam de modo panfletário: «O poder destrói o poder, porque este é o tempo dos dinossauros idiotas. Se este governo não funciona, é porque não existe. Então, para quê continuar com ele? E quanto mais tempo no poder, mais as consequências de instabilidade social se azedam, até à irreparabilidade do seu final. Quem não sabe o que é governar, desculpa-se com a conjuntura internacional. A quem interessa Angola ser o principal produtor de petróleo africano se apenas consegue fornecer ocasionalmente energia eléctrica e água? Este mundo está tão tiranizado.»

As delegações convidadas, norte-coreana, cubana, chinesa, Myanmar e outras das mais retrógradas, desembarcadas logo paralisaram por completo o que restava do transito na caótica cidade (?) de Luanda e logo bajularam: «É com incontido orgulho que saudamos o carinhoso, o heróico povo angolano que continua a sua luta eterna contra a escravidão imperialista dos Estados Unidos da América, o principal inimigo dos nossos povos. Em nome das outras delegações saudamos o actual condutor dos destinos da nação angolana e do seu povo. Desejamos-lhe longa vida para que ele continue a lutar incansavelmente por mais melhorias de vida das suas populações que já atingiram os patamares internacionais das exigências do milénio. Trazemos fraternais abraços de luta contra a reacção interna e externa que tentam mais uma vez conduzir-nos para a miséria e escravidão. Mas os nossos partidos, governos e povos estão vigilantes e as forças imperialistas serão rechaçadas de vez para o túmulo da História. Pátria ou morte, unidos venceremos!

Notável foi a delegação dos especuladores nacionais e internacionais que começaram a actuar de imediato. Nas redondezas já se viam nuvens de pó provenientes de demolições. Houve um tremendo erro sanado a tempo. É que o Palácio dos Congressos escapou de demolição, já estavam os habituais monstros metálicos bem assestados para o demolir. Não fosse a intervenção do mais Alto Magistrado e Mandatário da Nação nada restaria de pé. É que a delegação dos especuladores imobiliários vinha investida de plenos poderes dos biliões de dólares. E como o petróleo ainda bate bem, conluiados com a pseudo banca angolana, já tinham vastíssimos campos ao ar livre para neles concentrarem o que resta da populaça angolana.
E logo começaram as moções, que no contexto apodrecidas não destoavam, como a exemplificada pelo auto proclamado coordenador dos comités de especialidade da bajulação;

MOÇÃO
Considerando a gesta do nosso herói, incansável lutador pela causa justa do nosso maravilhoso povo que hoje lhe deve a independência, o seu bem-estar e felicidade conseguidos com tantos sacrifícios.
Considerando a infalibilidade dos destinos desta nossa portentosa Angola, tão sabiamente conduzida por timoneiro tão imaculado.
Considerando as extraordinárias capacidades morais e intelectuais que o elevam aos mais altos cumes da magnanimidade humana.
Considerando a sua contribuição para a estabilidade económica e social de Angola e do mundo.
Considerando as suas capacidades de trabalhador incansável para que nada nos falte, e assim engrandecer Angola e os angolanos.
Que a partir deste momento seja considerado canonizado como santo apesar de ainda vivo, conforme os ritos sagrados das sagradas Escrituras da nossa afiliada Santa Igreja.

E por aclamação espontânea surgiu o vencedor do Primeiro Concurso Nacional da Bajulação:
O nosso pai imortal da Nação que ele reconstruiu, o apaziguador de espíritos, o iluminado, o insigne estadista, o arquitecto de Angola e do Universo. O brilhante construtor de casas, moradias, prédios, torres, condomínios, estradas, pontes, aeroportos, escolas, universidades, novos bairros requalificados, aquedutos, etc, etc, tudo de acordo com as normas mais elementares dos direitos humanos. Enquanto a oposição só fala, e não faz mais nada, nem um passeio reparam. Tudo, tudo para o nosso deus vivo, ele que resolva. Se o nosso país está assim tão bonito a ele se deve. Ele é o maior, e merece o nosso respeito, admiração, terna e eterna gratidão.
Dono de uma cultura e intelecto inigualáveis, ele é divino porque foi Deus que o enviou, conforme já testificado por alguns dos nossos beatos sacerdotes. Ele é um Santo e a sua imagem, conforme depois se decretará, será postada em todas as igrejas para que os nossos milhões de crentes e descrentes a ele rezem, lhe implorem para que as vidas melhorem. E já um santuário nasce, se lhe dedica, se edifica para perpetuar o seu santo nome. Aos nossos detractores lembramos-lhes que tenham muito cuidado quando soltam as vossas línguas carregadas de veneno. Porque não respeitam, odeiam a quem obra. Vamos afastá-los do nosso glorioso caminho. Em Angola só existe e sempre existirá um só líder. E por isso mesmo exigimos o prémio Nobel da bajulação para contemplar o mais esplendoroso, magnificente soberano que ao longo da História ninguém até agora se lhe compara, o ultrapassa em clarividência.

Caminhamos no rumo certo


A nossa aposta é o desenvolvimento, o compromisso total em retirar o nosso povo da miséria e da escravidão, e proporcionar-lhe a felicidade que prometemos.

A nossa luta pela liberdade e independência não foi em vão. Basta consultar o leque de vitórias que o nosso partido de vanguarda, o POLITBURO, alcançou sabiamente e eternamente dirigido pelo nosso perseverante líder. O futuro espera-nos sorridente, apesar dos constantes cortes da nossa incipiente – como tudo o mais – da nossa energia eléctrica.

A seguir o relato dos nossos últimos atentados à energia eléctrica (?) em Luanda:

20Out10 09.07-09.39 17Out10 18.43-19.03 16Out10 13.57-15.01 15Out10 04.15-05.40, 06.41-06.06 14Out10 18.54-19-47 13Out10 14.46-16.02

Caminhamos bem, rumo ao futuro!

Enquanto isso




As obras clandestinas continuam sob o olhar cúmplice da Nova Constituição e de El-rei. Este esconderijo clandestino afronta-nos porque a flagrante ilegalidade destas obras revela que só a destruição dos casebres é legal. Porque não praticam a demolição nas obras ilegais da nomenclatura?!

Isto acontece já há alguns anos nas traseiras da Pomobel, junto ao Largo Zé Pirão, Luanda. Brasileiros contrataram escravos chineses para gáudio da nomenclatura.

Organização Repórteres sem Fronteiras considera Angola pior país para exercício de jornalismo


• Moçambique em 98.º lugar

Pretoria (Canalmoz) - Angola ocupa o centésimo quarto lugar na classificação anual de liberdade de imprensa. Trata-se da última posição entre os países de expressão portuguesa.
O recente assassinato do jornalista da “Rádio Despertar” ensombrou esta classificação, segundo a Repórteres sem Fronteiras. Entre os 200 países analisados, a Namíbia posiciona-se como o melhor país africano para o exercício do jornalismo, em vigésimo segundo lugar.
Cabo Verde é considerado o país lusófono que mais respeita a liberdade de imprensa, ocupando o vigésimo sexto lugar.
Seguem-se Portugal (40), Brasil (58), Guiné Bissau (67), Timor Leste (94) e Moçambique (98).
Os dez primeiros países onde é bom ser jornalista, segundo os Repórteres Sem Fronteiras, são a Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Holanda, Suécia, Suiça, Áustria, Nova Zelândia e Estónia.
A Eritreia ( 178º), Coreia do Norte ( 177º), Turquemenistão ( 176º), Irão (175º), Mianmar (174º), Síria (173º), Sudão (172º), China (171º), Iémen (170º) e o Rwanda ( 160º).
Entre as maiores quedas na classificação da Repórteres sem Fronteiras, destaca-se as Filipinas, devido ao massacre de cerca de 30 jornalistas.

(Redacção) 2010-10-21 08:05:00

Bento Bembe diz haver progressos dos direitos humanos no país





O secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, considerou hoje, segunda-feira, em Luanda, haver progressos significativos no que diz respeito a questão dos direitos humanos em Angola.

http://sol.sapo.pt/inicio/Lusofonia/Angola/Interior.aspx?content_id=2430

O governante falava à imprensa no final de um encontro que manteve com a Nona Comissão da Assembleia Nacional, destinado a troca de experiências para o sector dos direitos humanos no país.
«A situação dos direitos humanos no país é clara e todo angolano atento pode compreender os progressos significativos que temos vindo alcançar dia após dia(...)»,
«Estamos naturalmente em condições de estabelecer a cooperação e promoção de actos conjuntos, isto no âmbito da responsabilidade que assiste o parlamento em fiscalizar as acções relativas aos direitos humanos», disse.
«Vai ser uma oportunidade ímpar e ver em que medida todos podemos trabalhar para melhorar o nosso desempenho em defesa da liberdade e da democracia», frisou.

Imagens: http://dhnet.org.br/dados/charges/index.html

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Se não funciona


Um país é dirigido por homens. Se funciona mal, o que hoje em dia é corriqueiro devido ao refúgio da democracia, o país cai na desgraça. Esses homens devem ser imediatamente substituídos e levados aos tribunais se for caso disso, o que infelizmente não acontece, tornou-se regra.

15Out10. O mistério do morrodamaianga.blogspot.com



Creio que o Reginaldo Silva, famosíssimo jornalista angolano, esteja no rumo do único planeta do nosso sistema solar onde há liberdade de imprensa.
Entretanto, o nosso repórter de serviço sabe que a última vez que ele tentou enviar um sinal de comunicação, hipnotizava-se com a apreciação dos anéis de Saturno. Contactada, a NASA, escusou-se a tecer considerações alegando que há fortes turbulências por essas bandas, mas logo que possível concederá uma conferência de imprensa.
Meu Deus! Agora até os extraterrestres perseguem jornalistas angolanos?!

«Actualizações em banho maria
Por motivos de força maior este morro está a observar um periodo de alguma letargia/hibernação em virtude do seu gerente ter sido extraditado para o exterior do país com a sua competente autorização, pelo que no seu regresso não se deverá registar nenhuma remodelação ministerial. A única coisa que o gerente ora extraditado promete é ir dando notícias breves sempre que as autoridades locais permitirem o seu acesso a Net, o que não acontece com Li Xiaobo, o novo Nobel da Paz. Se por acaso estão a pensar que o gerente está na China do cda Mao, enganaram-se redondamente. Lá os bloguistas foram todos extraditados...»



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Artista plástico vítima de repressão cultural no Zimbabwe


Pretoria (Canalmoz) - A polícia do Zimbabwe encerrou uma exposição de quadros do artista plástico, Owen Maseko, alusiva aos massacres perpetrados pela 5ª Brigada na região da Matabelelândia na década de 80. A campanha militar orquestrada pelo regime de Mugabe, e que passou a ser conhecida por «Gukurahundi», saldou-se em mais de 20.000 mortes.
Um aviso emitido pelo Ministério do Interior anunciou que a exposição havia sido proibida pelo facto do regime da ZANU-PF considerar que as “efígies, palavras e pinturas expostas retratavam a era «Gukurahundi» de forma tendenciosa”. Para proibir a exibição e confiscar os quadros, o regime recorreu a uma lei da era colonial que exigia que os artistas deviam obter previamente “licenças de entretenimento” renováveis anualmente.
Os quadros de Owen Maseko reflectem a dor e o sofrimento das mães que perderam os seus entes queridos durante a política de terra queimada posta em prática pelo regime da ZANU-PF na zona onde predomina o grupo étnico dos ndebeles e que nas eleições de 1980 haviam votado massivamente na ZAPU de Joshua Nkomo. Outros quadros de Maseko ilustram a burla que caracteriza cada escrutínio eleitoral organizado pelo regime de Mugabe.
A semana passada, uma coligação de organizações dos direitos humanos atribuiu a Owen MAseko um galardão pela sua “bravura em dar uma rosto e uma voz aos massacres de «Gukurahundi» através das artes visuais”.
«Gukurahundi» é uma expressão usada na língua dos shonas para descrever as primeiras chuvas que arrastam o joio da última safra, o joio neste caso eram os suspeitos de serem apoiantes de Joshua Nkomo. A campanha militar «Gukurahundi» contou na fase inicial com o apoio de antigos quadros da Força Aérea Rodesiana, envolvendo posteriormente a 5ª Brigada do Exercito Nacional do Zimbabwe, treinada por instrutores norte-coreanos. A 5ª Brigada chegou a operar em Moçambique ao lado do exército do regime monopartidário durante a guerra civil.

(Redacção) 2010-10-19 07:04:00

"Nos últimos dez anos ficaram nos seus bolsos dez mil milhões de euros de impostos não pagos, o maior assalto que a economia portuguesa já conheceu".



"Estes banqueiros que promoveram o orçamento, que são os embaixadores, se não os mandantes do orçamento, respondem perante o país", afirmou Louçã, defendendo que "nos últimos dez anos ficaram nos seus bolsos dez mil milhões de euros de impostos não pagos, o maior assalto que a economia portuguesa já conheceu".

http://bcpcrime.blogspot.com/

•Proposta de Orçamento de Estado 2011 (site da DGO)
•Especial SIC: tudo sobre o Orçamento do Estado 2011

O líder do Bloco de Esquerda falava no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), no encerramento de uma conferência de contestação à NATO, cuja cimeira decorre em Lisboa em novembro.

Louçã criticou a proposta do Orçamento do Estado (OE) apresentada pelo Governo, que "garante vinte mil milhões de euros de garantias para qualquer operação financeira que [os bancos] possam fazer, reduzindo os salários, evidentemente".

Para o líder bloquista, trata-se da "garantia que suspende a economia para pagar a renda, para financiar a especulação, para alimentar a ganância".

Francisco Louçã referiu-se à reunião dos presidentes dos quatro maiores bancos portugueses com o líder do PSD e com o ministro das Finanças como "a embaixada do Ricardo Salgado, do Ulrich, do Santos Ferreira, e do Faria de Oliveira, quatro reis magos que deambulavam por aí, de uma sede partidária para um ministério à procura da gruta de Belém donde pudessem adorar o menino, o menino do Orçamento".

Um OE, argumentou, "da redução dos salários, dessa garantia de que no próximo ano o Orçamento lhes paga mais 1300 milhões de euros em juros, para cima dos cinco mil milhões de euros de juros que já paga este ano".

"A melhor forma para assaltar a economia é a partir do sistema financeiro e isso é o que está a acontecer, sobre taxas, impostos, aumento dos custos da saúde, redução de apoios sociais, ataques em relação à pobreza, retirar o abono de família, reduzir a ação social escolar", sustentou.

Francisco Louçã apelou à mobilização na greve geral marcada para 24 de novembro, evocando o "bom exemplo" vindo de França, assim como à participação em iniciativas de contestação à cimeira da Nato, que decorrerá a 19 e 20 de novembro.

O BE defende a saída de Portugal da Nato e a retirada das tropas portuguesas do Afeganistão

Ah grande Sócrates!


palavras para quê!!!!!!!!!!!!!!!................................


És o MAIOR!
O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado na próxima segunda-feira.O recinto custou dois milhões de dólares, tem capacidade para seis mil espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e iluminação. A cerimónia de inauguração abrirá com uma marcha de escuteiros locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais.
Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias, mas oferecemos um estádio à Palestina.
Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos ao Afeganistão. A seguir fechávamos a cidade universitária e oferecíamos um complexo olímpico (também com estádio) à Somália e por último fechávamos a Assembleia da República e oferecíamos os nossos políticos aos crocodilos do Nilo.

Orlando Castro


Chegámos a falência Porquê????


VALORES MENSAIS!!!!!
PORQUE ESTAMOS NA FALÊNCIA??????

420.000,00 € TAP Administrador Fernando Pinto
371.000,00 € CGD Administrador Faria de Oliveira
365.000,00 € PT Administrador Henrique Granadeiro
250.040,00 € RTP Administrador Guilherme Costa
249.448,00 € Banco Portugal Administrador Vítor Constâncio
247.938,00 € ISP Administrador Fernando Nogueira
245.552,00 € CMVM Presidente Carlos Tavares
233.857,00 € ERSE Administrador Vítor Santos
224.000,00 € ANA COM Administrador Amado da Silva
200.200,00 € CTT Presidente Mata da Costa
134.197,00 € Parpublica Administrador José Plácido Reis
133.000,00 € ANA Administrador Guilhermino Rodrigues
126.686,00 € ADP Administrador Pedro Serra
96.507,00 € Metro Porto Administrador António Oliveira Fonseca
89.299,00 € LUSA Administrador Afonso Camões
69.110,00 € CP Administrador Cardoso dos Reis
66.536,00 € REFER Administrador Luís Pardal: Refer
66.536,00 € Metro Lisboa Administrador Joaquim Reis
58.865,00 € CARRIS Administrador José Manuel Rodrigues
58.859,00 € STCP Administrador Fernanda Meneses
3.706.630,00 €

51.892.820,00 € Valor do ordenado anual (12 meses + subs Natal + subs férias)
926.657,50 € Média Prémios
52.819.477,50 €

900,00 € Média de um funcionário público

58.688,31 - nº de funcionários públicos que dá para pagar com o mesmo dinheiro


E DEPOIS AINDA QUEREM SABER SE A MALTA ESTÁ DISPOSTA A ABDICAR DO SUBSÍDIO DE FÉRIAS E/OU NATAL PARA AJUDAR O PAÍS...

Escandaloso. RTP paga salários ofensivos.
> - José Alberto Carvalho tem como vencimento ilíquido e sem contar com as ajudas de custos a quantia de 15.999 euros por mês, como director de informação.
> - A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 euros.
> - José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês.
> - O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos,
> remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
> de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.
> De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
> salário ilíquido de 10.381 euros e o primeiro-ministro José Sócrates
> recebe 7.786 euros
>
> Outros escândalos:
> - Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros
> - Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594
> - Pivôt João Adelino Faria: 9.736
> - Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500
> - Director de Compras, Pedro Reis: 5.200
> - Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000
> - Paulo Dentinho, jornalista: 5.330
> - Rosa Veloso, jornalista: 3.984
> - Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984
> - Rui Lagartinho, repórter: 2.530
> - Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900
> - Isabel Damásio, jornalista: 2.450
> - Patrícia Galo, jornalista: 2.846
> - Maria João Gama, RTP Memória: 2.350
> - Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800
> - Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393
> - Helder Conduto, jornalista: 4.000
> - Ana Ribeiro, jornalista: 2.950
> - Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300
> - Jacinto Godinho, jornalista: 4.100
> - Patrícia Lucas, jornalista: 2.100
> - Anabela Saint-Maurice: 2.800
> - Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162
> - João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550
> - António Simas, director de meios: 6.200
> - Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800
> - António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 (sem ajudas)
> - Margarida Metelo, jornalista: 3.200
>
> ISTO É UM ESCÂNDALO!!!
Resta-nos a consolação de, se a RTP, empresa pública, do Estado, tiver prejuízo,
quem paga, "voluntariamente" e "sorridentemente"... somos nós, os outros... contribuintes.
E está tudo bem !!!... Onde está a crise ?????



--
Orlando Castro
Jornalista (CP 925)
A força da razão acima da razão da força
http://www.altohama.blogspot.com
http://www.artoliterama.blogspot.com
http://www.orlandopressroom.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A Rádio Mais (?) e a censura a Rafael Marques


Luanda. Ontem, 15 de Outubro de 2010, movido talvez por um impulso misterioso, deu-me para escutar a Rádio Mais. Como o noticiário da BBC das 21.30 horas não demorava, faltavam dez minutos, aguardei.

A locutora de serviço da BBC falava do discurso do Presidente, Senhor, José Eduardo dos Santos, na sua pioneira intervenção na Assembleia Nacional, onde dissertou sobre o Estado da Nação. Fiquei muito surpreso, confesso que não queria acreditar, quando a locutora anuncia que Rafael Marques vai tecer comentários sobre os números apresentados pelo Presidente.

De repente, a emissão desaparece, talvez pela intromissão na frequência de algum disco voador. O silêncio inexplicável continuava. Surge um comentador qualquer com um tema a despropósito para entreter a audiência, mas do Rafael Marques nada. Acho que foi abduzido por algum extraterrestre.

Nem uma palavra se ouviu para justificar o corte de tão inóspita censura. Esta continua a ser a democracia do fingir. Quem nunca foi democrata, por mais vestes e disfarces que use, nunca o será. Não são pessoas que nos governam, são deuses.
Entretanto as forças progressistas da Frelimo desejam impor o tempo dos mastodontes, os campos da morte da reeducação.