sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ANGOLAYUAN



Eis um governo X-files que governa misterioso. Os únicos problemas que estão sempre premiados na sua agenda, e que resolve de facto e de jure, são a prisão e eliminação de opositores políticos. A destruição das casas das populações construídas com heróicos sacrifícios, pois nunca beneficiaram nem nunca beneficiarão, destes donos absolutos do petróleo angolano. É o apenas governar para demonstrar e inovar demais similares barbaridades.
O modelo de democracia seguido em Angola está de acordo com as leis seguidas pelas doutas universidades da China e da Coreia do Norte.
E pelo andar dos navios-petroleiros, parece que nascerá mais uma província chinesa, ou já secretamente instituída nos acordos dos misteriosos biliões de dólares, assim mais ou menos: Angolayuan.
Angola, esta cadeira eléctrica, onde todos nos sentamos, mas nunca sabemos quem nela escapará da electrocussão.
E as contas do petróleo, e as outras, tantas, infindáveis, que só vós tendes acesso? Mas afinal onde é que se está a gastar o dinheiro desta invenção, a que alguns chamam de nação?
E em Luanda não se fala de outra coisa: a invasão da grande muralha humana chinesa. É um erro muito grave, que trará, já trás, com toda a certeza problemas irresolúveis. Porque não é assim que se decidem as aspirações dos angolanos colonizados. E eles, os chineses, passeiam-se nas vestes do desprezo altaneiro dos conquistadores, colonizadores.
Que cooperação é esta, feita de chineses que vivem e trabalham como escravos?
Trata-se apenas de mais uma menos-valia para engrandecer a miséria de Angola.
Esta cooperação é o maior erro cometido até agora pelo Politburo. Pois é, os doadores não nos apoiaram na conferência. E por isso tivemos que correr aos nossos amigos chineses que nunca o foram. Também aconteceu o mesmo antes, com os nossos amigos revolucionários do Leste e de Cuba.
A China é muito diferente, não tem contemplações com o sistema de governo instituído. Mas também aprecia imenso elaborar contratos de amizade e cooperação duradouros com qualquer ditadura, porque assim é muito mais fácil negociar com a corrupção instituída.
Onde existirem minérios e outras matérias-primas, a China apoia, tal e qual como os imperialistas e colonialistas de antanho.
Angola, tão rica e contudo tão miserável.

Carolina Cerqueira alvo de chantagem por parte do "Continente"



Luanda - A Ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira (CC) está a ser objecto de um ataque directo por parte do semanário “Continente” afecto ao empresário Henrique Miguel (Riquinho) com a utilização de recursos muito pouco ortodoxos para quem está no jornalismo de boa fé e respeita o mínimo em matéria de deontologia.


* Carlos Morais Fonte: Club-k.net

Intenções de manchar o nome da Ministra
Com efeito, o gabinete de CC foi contactado recentemente por um representante do referido semanário com o propósito de negociar com a governante a chamada “proposta indecente”. A referida “proposta” tinha a ver com a não publicação de uma carta ofensiva contra a Ministra, que o Continente tem em mãos, a troco de dinheiro, mais exactamente de 9 mil dólares norte-americanos.

A carta não assinada contém várias acusações graves, envolvendo Carolina Cerqueira em actividades supostamente menos dignificantes para o cargo que ocupa actualmente, numa clara acção de chantagem, ao que se comenta, urdida pelo próprio jornal do Riquinho. Por razões óbvias, a resposta do gabinete da Ministra só podia ter sido uma, pelo que, em princípio, o Continente deverá publicar, conforme ameaçou o próprio Riquinho, o conteúdo da carta na sua edição deste fim-de-semana.

A não ser, que os conselhos legais que o empresário recebeu nas últimas 24 horas, tenham surtido algum efeito sobre a sua conhecida teimosa e agressiva personalidade. Riquinho não esconde em público toda a sua frustração pelo “tratamento ingrato” que, alegadamente, lhe estará a ser dispensado pelo MPLA, partido em que diz militar, pelo que esta sua intenção parece configurar um acto de pura vingança.

Uma outra peça importante desta engrenagem é Gaspar Santos, um antigo colaborador muito íntimo de Manuel Rabelais (MR), que tem estado a contactar directamente alguns órgãos de informação com o propósito de convencê-los a publicar a carta.

Gaspar Santos, que continua ligado à RNA, também não tem escondido as suas intenções de tudo fazer para manchar o nome da Ministra, sendo-lhe mesmo atribuída a autoria da ofensiva carta, no âmbito de uma acção mais vasta e mais concertada com todos os antigos colaboradores de MR visando o derrube de Carolina Cerqueira.

E em Angola, só a democracia norte-coreana triunfará


Governo de Muteka emite documento proibindo bandeiras da UNITA
Lisboa - A decisão do governo de Faustino Muteka, no Huambo em prender um militante da UNITA, Antonio Kaputo por ter colocado bandeira do partido de Isaias Samakuva na sua comuna rege-se a uma orientação administrativa do executivo provincial dada as autoridades tradicionais.

Fonte: Club-k.net

O documento orientador datado de 12 de Dezembro de 2010 e assinado pelo administrador adjunto comunal e em exercício de Cabuengo recomenda a detenção de quem insistir em colocar tal material partidario, conforme pode se ler no facsmile que o Club-K teve acesso.

“Republica de Angola
Provincia do Huambo
Município do Mungo
Administração comunal do Cabuengo

A
Todas as Ombalas e aldeias, Sobas e Séculos

Assunto: Comunicação
Para o cumprimento da decisão da reunião de dia 30 de Novembro de 2010 proíbe a colocação exagerada das bandeiras da UNITA fora dos seus comitês orientou-se que este partido antes de realizar todo tipo de atividade nas aldeias deve primeiro dirigir-se ao soba da respectiva Ombala e este por sua vez chama o século com a quem deve consultar se o povo concorda ou não que a UNITA realize a sua actividade e se esta população não concordar quem insistir deve ser encaminhado à esquadra comunal da policia nacional a quem cabe o direito e a responsabilidade de dar o devido tratamento.

Chama-se atenção que o povo pertence aos séculos e Sobas e é a estes a quem deve autorizar ou não e não e administração comunal.

Que os sobas e seculos não devem ser mais manipulados pela UNITA.

Cabuemgo aos 12 de Dezembro de 2010

ADMINISTRACAO COMUNAL DO CAMBUENGO

Jeronimo Tchipunda

ADMINISTRADOR COMUNAL ADJUNTO E EM EXERCICIO” fim de citação

REAÇÃO JURÍDICA
Um parecer jurídico, em alusão ao documento reflecte o assunto na seguinte apreciação a saber: “A nossa bébé democracia não pode prosperar com actos desta natureza, quando as autoridades que exercem o poder público (políticos e autoridades tradicionais) não conhecem e violam a Constituição; neste primeiro ano de vigência, esta Constituição deveria entrar para o record do Guiness, pois no mundo inteiro foi a primeira a ser violada em tão pouco tempo de existência (em Março de 2010 ocorreu a primeira violação com a negação por parte das autoridades da realização da manifestação que a organização OMUNGA pretendia realizar, vários atropelos à lei mãe têm sido cometidos nas zonas diamantíferas no decurso do ano passado e agora há várias denúncias do maior partido da oposição que afinal eu não sabia mas que têm fundamento, de acordo com o documento em anexo.”

“Este documento viola claramente os direitos fundamentais dos cidadãos angolanos que livremente escolhem um partido político para se filiarem. As autoridades públicas deste país não podem ver estes actos e permitir que a intolerância política reine.”

“Eu quero ver uma Angola onde MPLA, UNITA e outros partidos possam ter uma convivência saudável e um exercício do jogo democrático com as regras estabelecidas na Constituição, pois como alguém do MPLA está semana disse a Constituição é de todos nós, portanto vamos todos cumpri-la, mesmo que isso implique ver a bandeira do nosso adversário hasteada perto de nós.” Fim de citação da identificada entidade competente.

E implantaremos em Angola uma democracia chinesa


Activistas das Lundas julgados ao abrigo de lei revogada
Luanda - Três activistas das Lundas poderão em breve começar a ser julgados, ao abrigo de uma lei declarada inconstitucional - disse à Voz da América o secretário-geral do Manifesto das Lundas, José Mateus Zecamtuchima.

Fonte: VOA Club-k.net

Os outros activistas da Lundas presos por alegados crimes contra a segurança do estado foram transferidos para uma prisão que oferece melhores condições. Não há ainda qualquer resposta dos tribunais ao pedido de libertação desses activistas.

A lei ao abrigo da qual foram detidos foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional angolano, num caso envolvendo militantes de Cabinda acusados, como os das Lundas, de crimes contra a segurança do Estado.

Advogados dos Lundas interpuseram acções requerendo a libertação dos activistas com base na decisão do Tribunal Constitucional no caso de Cabinda e apresentaram, também, um pedido de “habeas corpus” mas ainda sem qualquer resultado.

Até agora foi apenas libertado um dos detidos, Domingos Mucassa, e segundo José Mateus Zecamutchima há indicações que alguns dos outros poderão começar a ser julgados ao abrigo da lei considerada caduca pelo Tribunal Constitucional e, entretanto, revogada e substituída por outra.

Mais de quarenta pessoas foram originalmente detidas, a maior parte das quais na Lunda Norte, onde as condições da prisão constituíram razão de grande preocupação. Mas, pelo menos nesse campo, há boas notícias: os presos na Lunda Norte foram transferidos para uma prisão onde as condições são melhores, disse Zecamutchima.

O estado de saúde do presidente da organização, Filipe Malaquito, detido em Luanda também melhorou consideravelmente depois de há algumas semanas ter sido noticiado o agravamento do seu estado de saúde

O vírus da democracia


“O bicho da democracia mordeu e o vírus vai espalhar-se rapidamente pelo organismo político do mundo árabe. O resto da humanidade deve ajudar este vírus bom a espalhar-se e a gerar a pandemia da democracia.” – Mondi Makhamya, comentador sul-africano

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Numa, o mártir da democracia


Em Angola, a vida decorria normalmente. Nas ruas, jovens vendedores e zungueiras fogem depois das espoliações e surra da polícia. Os geradores, ninguém confia na ditadura da electricidade, lançam fumo tóxico mortal, o único país do mundo onde isto é normal, e a barulheira intencional para encher o saco do vizinho. Tudo o que é ilegal valoriza-se. Parece que ninguém tem noção do que é lei. Os novos-ricos então, ainda sob a protecção da ditadura, mas já com o peso da síndroma Tunísia, não querem saber se os vizinhos estão a morrer ou não, com as suas tropelias há quarenta anos legalizadas. E teimosamente dizem que é uma antiga ditadura democrática, logo, quem não é da ditadura, é contra ela. Nada mais fácil do que isso. A bandidagem já incontrolável, pois são mais que as mães, e apesar de Angola estar infestada de petróleo por todo o lado, e isto justifica a deportação dos sem futuro para os rincões, pois o petróleo é incompatível com o povo. Este, ao pé do perfume petrolífero, apresenta um valor exíguo. E onde há petróleo, há dinheiro, e o resto não interessa.
Os corruptos continuam com a justificação, de que não senhor, o dinheiro que ganharam, foi com muito suor, esforço e lágrimas. Claro que isto não convence ninguém, e eles parecem fingir que em Angola está tudo numa boa. Os políticos sempre com as mesmas políticas de quarentena já quarentona, quando abrem as bocas, é de fugir, tipo, salve-se quem puder. Nada mais insuportável, do que ouvir sempre os mesmos com o mesmo dicionário.
Entretanto, Angola atingiu um tal desenvolvimento tecnológico, que até para cortar uma chapa de zinco, ou serrar um vulgar tubo de ferro, é necessário um chinês e um português. E o tuga recorda-nos muito cioso, os regulamentos dos tempos coloniais. E afirma sem pejo: «Na minha empresa, negro não pensa, executa.» Provando com isto, que Angola ainda não é independente, e que o angolano ainda não se libertou da escravatura.
Os problemas do povo subsistem na intolerância política, como se Angola fosse uma prisão cercada de grades de Kabinda ao Kunene.
No Bailundo, localidade da província do Huambo, apesar da proclamação da independência e de uma nova constituição, a intolerância política revive os bons velhos tempos da intransigência revolucionária. É necessário alimentar o facho e o forno da revolução, e quem nela não se enquadrar, a pena de morte é de se esperar.
António Kaputu é um vulgar militante da UNITA, e como tal tem o direito de hastear a bandeira do seu partido na aldeia do seu coração. E assim o fez, mas há sempre alguém que espia, que diz sempre sim. A polícia política é como a Igreja, só acredita num Deus. E claro, prenderam o professor António Kaputu. E ele pergunta aos novos mentores do campo de concentração angolano, aqui dignamente representados por um chefe da polícia:
- Mas afinal, estou preso, porquê?
- Prontos! Já te estás a fazer de parvo. Então não sabes porque é que foste preso?
- Absolutamente que não!
- Estás preso… porque és da UNITA!
- Ah! Essa está muito boa, então como é, Angola é só para vocês?
- Evidentemente, aqui não há lugar para mais ninguém. Vais ser julgado e condenado sumariamente.
- Então serei julgado por ser militante de outro partido político?!
- Correcto e afirmativo!
Numa, secretário-geral da UNITA, entra em cena e peremptoriamente afirma:
- Farei uma greve de fome em defesa desse militante. Esse homem é-me mais valioso que todos os vossos poços de petróleo.
- Ai é?! Que bom, faz lá a tua greve de fome. Junta-te aos nossos exércitos de esfomeados... e esperamos que morras, será menos um que chateia. Até porque temos instruções para acabar com todos vocês, pois parece que não, mas ainda são muito perigosos, e estão implantados em todos os recantos. Numa, serás lembrado: Numa, o mártir da liberdade, é isso que queres, não é? A tua morte será certa.
- Ah! Pelo que vi, até os vossos sobas prendem gente?
- Claro, ó Numa! Temos orientações superiores para prendermos quem quisermos. Angola é nossa, porra!!!
- Absolutamente, e quando a síndroma Tunísia lhes bater às portas, vão fazer mais como então?!
- Essas coisas aqui nunca chegam. Temos órgãos policiais e de defesa suficientes, espalhados por todo o lado... os olhos e ouvidos da nossa revolução que é imparável. O nosso poder é eterno e abençoado pelas potências internacionais. O petróleo dita as regras do jogo.

Numa, preferiu o silêncio. Meditou, que o fim de qualquer ditadura é sempre igual. Como se os problemas de um país se resolvessem na continua prisão e repressão. Quanto mais o poder diariamente e arbitrariamente inflige ferocidade sobre o seu melhor bem que é a população, o dia fatal chegará. E tudo e todos se erguerão, e a ditadura varrerão. E Numa, o mártir confesso da democracia, preparou-se física e mentalmente para enfrentar os caminhos da greve de fome. Os caminhos da vitória gloriosa, da libertação, contra a opressão.

China concedeu 10 mil milhões de dólares entre 2009 – 2010


Pretória (Canalmoz) - Entre 2009 e 2010, a China concedeu a Angola financiamentos no montante de 10 mil milhões de dólares, de acordo com o semanário angolano «Expansão». Daquele montante global, 1,5 mil milhões de dólares foram desembolsados pelo Banco de Desenvolvimento da China, 2,5 mil milhões de dólares pelo Banco Comercial e Industrial da China e 6 mil milhões de dólares pelo Banco de Exportações/Importações (Exim), igualmente chinês.. O jornal, que cita Sofia Fernandes, do Instituto Universitário de Lisboa, durante um encontro realizado em Luanda subordinada ao tema "China em África: desafios e oportunidades para Angola", acrescenta que “para além das linhas de financiamento oficiais, criou-se, em 2006, o Gabinete de Reconstrução Nacional (CRN) para gerir uma linha de crédito privada, com base no China International Fund, de 2,9 mil milhões de dólares que o Banco Mundial admite, no entanto, rondar 10 mil milhões de dólares”.
Segundo a mesma especialista, entre 2004 e 2007 o investimento privado chinês em Angola atingiu 2 mil milhões de dólares, ao qual foi acrescentada mais tarde uma verba adicional de 500 milhões de dólares.
O artigo do semanário Expansão refere que ainda em 2007 foi assinado um novo acordo no valor de 2 mil milhões de dólares dirigido prioritariamente para sectores de abastecimento de água e energia.
Em 2009, segundo Sofia Fernandes, um outro acordo teria sido rubricado, desta vez por via do Banco de Desenvolvimento da China, destinado ao desenvolvimento de projectos do sector agrícola.
De acordo com dados deste banco, durante a visita do vice-presidente chinês, Xi Jinping, a Angola, em Novembro de 2010, foi acordado um outro financiamento entre Angola e a China avaliado em mais de 400 milhões de dólares para reconstrução de infra-estruturas e segurança alimentar, para além de outros 100 milhões de dólares, destinados ao financiamento de pequenas e médias empresas.
Durante a conferência, Sofia Fernandes, baseando-se em dados da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), referiu que 92,6 por cento do investimento privado chinês em Angola está concentrado em Luanda, sendo 77,3 por cento no sector da construção civil, na sua maioria em equipamento importado da China para desenvolvimento de projectos.
“Da restante verba, cerca de 11,9 por cento do investimento foi destinado ao sector industrial e 1,25 por cento para o comércio e retalho”, assinalou ainda Sofia Fernandes, que indicou que 76,8 por cento do investimento total ocorreu em 2008.
No sector industrial, as áreas mais importantes foram o fabrico de equipamentos de controlo industrial, equipamento de transportes, fabrico de estruturas como portas e janelas, num investimento total de 14,4 milhões de dólares, na sua maioria em projectos desenvolvidos em Luanda.
Sofia Fernandes destacou também o investimento de 5 mil milhões de dólares na produção de produtos farmacêuticos e afins para utilização médica, no Cuanza Sul, e sublinhou a presença de interesses chineses na Zona Económica Especial (ZEE) de Viana, em Luanda, em que investidores da China estão presentes numa fábrica de cerâmica e numa de produtos metalúrgicos. (Redacção / macauhub)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Senhor Governador de Luanda






Este empreendimento na foto, luso-angolano-chinês, utiliza-se actualmente para armazenar lixo, serve de estaleiro, oficina, fábrica de ratos e mosquitos, e na destruição das traseiras de três prédios. E, claro, com total desrespeito pelos moradores, porque não há lugar a descanso, apenas à barbárie instituída, como se ainda a guerra não acabasse. Será que acabou mesmo?! que agora todos voltaram aos tempos áureos do colonialismo, com os novos perigos intensos que se aproximam.
Está muito próximo do local de V. Ex.ª, nas traseiras da Pomobel, junto ao largo Zé Pirão, Luanda.
Dá assim tanto trabalho demolir esta clandestinidade?
E os miseráveis dos casebres que são perseguidos dia e noite pelo camartelo das obras ilegais?
Afinal, o que é legal e ilegal nestas agora obras estruturantes?
Quando é que se acaba com a perseguição dos deserdados petrolíferos?
À espera que as manifestações cheguem irremediavelmente a Sul?

Editorial. A solução é o caos? Quando os arautos dos Direitos Humanos preferem fazer-se de cegos


Escrito por Administrator

Maputo (Canalmoz) - Em Genebra decorreram sessões de Revisão Periódica Universal do estado dos direitos humanos nos países membros, em fórum dirigido pelo Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas. Vários países submeteram os seus relatórios de acordo com o parágrafo 15.a) do anexo da Resolução 5/1 do Conselho dos Direitos Humanos que é formado por representantes oficiais dos aparelhos de cada país membro das Nações Unidas. Moçambique esteve lá a prestar contas mas mais uma vez esqueceu-se de que, como Estado praticou crimes que não prescrevem. E mais uma vez omitiu explicações ao mundo sobre o paradeiro de cidadãos que nunca participaram na guerra de “desestabilização” (como os sucessivos governos de Moçambique preferem designar a Guerra Civil) e desapareceram às ordens de uma entidade de direito privado que abocanhou o Estado e o subverteu, confinando-o aos seus critérios. Terão sido mortos algures na Província do Niassa de forma extra judicial. Tais crimes estão por esclarecer. E as autoridades moçambicanas continuam a fingir que não há nada a dizer. Até já houve um tribunal judicial que há poucos anos teve o descaramento de julgar à revelia uma das vítimas, Joana Simeão, alegando que se encontra em “parte incerta”. Até onde chega o descaramento!

Em Genebra, a semana passada, foi a primeira vez que o Governo se submeteu ao exercício de prestar contas sobre Direitos Humanos em Moçambique. Era de esperar que a ministra Benvinda Levi em Genebra não surpreendesse. Era de esperar que mais uma vez o Governo fingisse que não tem por esclarecer assassinatos de cidadãos a seu cargo, apenas porque se tratava de “reaccionários”. Fez um discurso completamente conveniente. E, nas Nações Unidas, como ninguém está muito interessado em Justiça, apesar do espectáculo, a credibilidade de organizações oficiais de direitos humanos, que nunca foi tida como muito séria, continuou como sempre, pelo menos no que respeita a Moçambique.

Consoante as conveniências e os interesses de momento, os violadores dos mais elementares direitos dos cidadãos são poupados em muitos dos fóruns (fora) de Direitos Humanos por quem tem meios e influência para induzir a que se corrija o que está errado.

As Nações Unidas são os países e como tal os governos. Quando os negócios vão mal por causa da política, discutir violações aos direitos humanos, convém. Os Direitos Humanos só interessam quando os negócios precisam de um álibi para tirar da frente alguém que com a sua forma de governar não esteja a deixar fluir o ‘business’.

O caso mais exemplar e recente é o do Egipto. Há quase 3 décadas, o direito do povo egípcio a um governo legitimamente democrático, foi sendo adiado por quem detém o poder no Cairo. Antes apoiado pelo bloco de Leste, hoje aliado do Ocidente, o Egipto nunca figurou na lista negra das poderosas democracias do nosso planeta. Foi preciso o povo egípcio ir para a rua e protestar contra um estado de coisas que se tornaram insustentáveis, para as potências democráticas se lembrarem de falar da necessidade de reformas democráticas no Egipto.

O caso do Egipto, e antes o da Tunísia, mostram bem que o respeito pelos Direitos Humanos é uma agenda adiada sempre que o regime de um determinado país é favorável aos negócios e à estratégia política de quem fecha os olhos às violações que ocorrem.

Quando se trata de amigos é diferente o ânimo de denúncia de crimes que certos governos impunemente praticam contra os seus povos.

Os ventos de mudança que sopram no norte do nosso continente e que se alastram às regiões vizinhas, com tendência para descer até ao Sul, começam a colocar os governos de países, com alegados regimes democráticos sólidos, na embaraçosa situação de terem, de repente, de colocar, nas respectivas agendas, questões tão elementares como o direito a eleições livres e justas, e/ou o fim de regimes totalitários ou autocráticos em países com constituições democráticas mas com práticas insanas.

Se os países que violam os Direitos Humanos são aliados das potências democráticas, estas fecham os olhos.

Esse comportamento leva a questionar a legitimidade e a seriedade da posição assumida por essas potências quando se insurgem contra regimes igualmente autoritários e totalitários, como o existente numa Líbia ou na Coreia do Norte.

Está assim em causa no Mundo a observância rigorosa de princípios.

Os Direitos Humanos não podem continuar sujeitos a dois pesos e duas medidas.

No que toca a nós – povos da região Austral do continente africano – aqueles que têm por dever e obrigação induzir a que se salvaguardem os mais elementares direitos dos cidadãos, com o seu silêncio cúmplice perante os mais infames abusos, estão a permitir a consolidação gradual, mas segura, de novas ditaduras. Basta olharmos para o Zimbabwe!

Pelo facto de se terem tornado o suporte financeiro de alguns dos governos no poder, como é o caso de Moçambique, quem tanto fala de Direitos Humanos – e ainda bem – não só tem o dever, mas também a responsabilidade acrescida de ser coerente.

Esses que se fazem passar por justos têm de se deixar de agir como estão a agir para que povos dos países que se apercebem da sua incoerência os deixem de ver como cúmplices de criminosos.

Para que os Povos os voltem a ver como honestos defensores dos Direitos Humanos, por que querem fazer-se passar, a cumplicidade tem de acabar.

No caso concreto de Moçambique, de eleição em eleição, o ténue tecido da nossa democracia conquistada a ferro e fogo, vai-se esfarrapando mercê de fraudes sistemáticas que têm como objectivo central a eternização no poder de uma verdadeira seita política que se confunde com o Estado.

Os arautos da Democracia e dos Direitos Humanos, com a sua incoerência facilmente constatada na prática, estão a destruir a oposição democrática em África, mediante a sua descredibilização perante os eleitorados.

Com processos eleitorais viciados em muitos países africanos, as “derrotas” das oposições não se registam à boca das urnas, mas nos centros de informática e de bases de dados criados e sustentados financeiramente pela chamada comunidade doadora. Até querem saber, bem antes dos cidadãos irem votar, quem é a alternativa aos poderes instalados, como se a democracia pelo sistema de um homem um voto não fosse precisamente para se apurar qual é a alternativa pela soma dos votos.

A benevolência perante a fraude está a desacreditar a democracia.

A democracia moçambicana, concretamente, está em perigo. Está desacreditada. É um dos muitos casos em África e no Mundo que está em perigo. Mas nos fóruns formais internacionais de Direitos Humanos não se escutam as vozes daqueles que, por princípio, deviam há muito ter-se colocado ao lado dos que são defraudados. Não o fazem hoje, como não o fizeram ontem, ao avalizar a legitimidade de um regime apoiado no desrespeito dos direitos sacrossantos dos cidadãos moçambicanos.

Em Moçambique ainda estão no Poder senhores de um regime que literalmente afogou a oposição em sangue, depois de ter conspurcado o conceito de Direito, organizando pseudo julgamentos em campos militares transformados em tribunais, em que senhores da guerra envergaram as vestes de procuradores e juízes – além de carrascos.

Os desaparecidos de Nachingwea, de M’telela, do Destacamento Namuli ou de outros redutos da morte, em que se incluem o Reverendo Uria Simango, Joana Simeão, Mateus Gwengere, e muitos outros, nunca causou espécie às organizações de Direitos Humanos, designadamente às Nações Unidas, não obstante os faustos orçamentos de que dispõem para periodicamente organizarem encontros, reuniões, conferências e fóruns (fora) e outras coisas mais, mas que traduzido na prática de nada valem para quem no terreno sofre e testemunha os abusos, o desrespeito e a prepotência dos que fizeram e querem continuar a viver com recurso à fraude política e aos crimes de Estado.

A palavra de ordem dos organismos de Direitos Humanos não é a garantia dos Direitos Humanos.

“Não fazer ondas” para não se por em “perigo o equilíbrio delicado” das “experiências de sucesso”, como é apresentado o caso Moçambique nesses fóruns (fora), tem sido o outro lado da moeda para os arautos do discurso da necessidade de se respeitarem os Direitos Humanos. Quando muito, dizem-nos em relatórios que “há ainda caminho a percorrer”, mas a alternativa é a burla, a vigarice e o jogo viciado dos plebiscitos. Acima de tudo não querem que se ponha em cheque a estabilidade e a ordem regionais, para que a trupe continue a poder falar em casos “de sucesso”.

As instituições de Direitos Humanos estão a perder a credibilidade, salvo raras e honrosas excepções. É urgente corrigir isso. A promoção da Paz virou uma indústria que compete com a indústria da guerra. Há hoje autênticas empresas e organizações sob os disfarces mais variados – designadamente sob a designação de fundações e organizações não governamentais. Mas, entretanto, os direitos humanos não estão a ser devidamente protegidos pela conspurcação a que hoje está submetida a Carta Universal dos Direitos Humanos e dos Povos.

O caminho que a discussão sobre os Direitos Humanos está a tomar, é perigoso.

Os povos estão a chegar à triste conclusão que o seu sofrimento não acabará se não protestarem.

Será que só a luta dos povos na rua, como está a empreender o Povo Egípcio, e como antes outros fizeram, designadamente na Tunísia, pode de facto inverter as coisas e por termo a esta enorme mentira em que a miséria e ofensas mais variadas à dignidade humana passaram a alimentar as confrarias mais infames por esse mundo afora?

A solução é o caos? (Canalmoz / Canal de Moçambique)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A lavagem do Banco Millennium Angola


Luanda, 07Fev11. É, o banco Millennium Angola, também pratica lavagens de ares-condicionados em plena via pública, como se pode ver na imagem.
Orientados por portugueses da Teixeira Duarte SA, os angolanos montam oficina na via pública e vá numa de lavandaria.
Três infracções se cometem: obstrução da via pública, danificação do passeio, e muito mais grave: o assassinato de uma árvore, porque as águas da lavandaria estão saturadas de detergente, e a protecção da árvore serve-lhes de despejos, além o da destruição da rua, o que também é mais uma infracção.
Bom, onde estão os famosos fiscais que só fiscalizam e espoliam a miséria angolana? E tudo o que é do poder escravocrata limitam-se a fechar os olhos? Isto é pura selvajaria, puro desejo de destruir. Luanda, onde facturar é fácil.
São coisas destas que exacerbam os ânimos, a cada dia elevadíssimos. É só destruir.
Como pretender exigir, como fazem por aí alguns falsos arautos bajuladores moralistas do poder, que a população é indisciplinada e que se devem tomar medidas para os disciplinar? Os maus exemplos vêm de cima, do poder, e sucedem-se.
Entretanto, num ainda anacrónico colonialismo, os escravos angolanos suportam vexames que teimam em desaparecer.
Como acreditar neste poder que nos desgoverna assim tão amiúde.
Esta lavandaria ao ar livre localiza-se na rua Rei Katyavala, em frente à ANGOP, a nossa Agência Angola Press.

Inglórios caminhos


Neste momento, Angola não necessita de templos religiosos. Necessita sim, é de boas universidades e de bons professores que libertem os angolanos da superstição religiosa.
E que aprendam o que é a realidade através dos bons livros dos mestres da literatura universal.
É por isso que as populações aderem cada vez mais à feitiçaria e a qualquer igreja improvisada. É que a nossa Igreja está demasiado petrolífera. Obtêm daí dividendos e vende o seu rebanho à colonização.
Não, a Igreja não é uma ditadura como essas com um ditador há mais de trinta anos no poder. A Igreja é uma ditadura milenar.
Se Deus é omnisciente e omnipresente, como é que o Papa lhe pede para interceder nos conflitos humanos, e noutras misérias?
Teologia, é a artimanha diabólica de pretender provar uma entidade superior que não existe.

Imagem: pastorclaudiosampaio.blogspot.com


A crise da economia religiosa global


«Religião: Porto recorre padres angolanos
A Diocese católica do Porto, a segunda do país em número de paróquias, está a recorrer a padres angolanos e das congregações para suprir a crescente falta de sacerdotes, disse fonte do Paço Episcopal.
Para as 477 paróquias, há apenas cerca de 350 padres.
A situação implica que alguns padres tenham de assumir várias paróquias e há um caso extremo em que um sacerdote responde por seis paróquias.»
Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PETROCRACIA


E o xerife de Nottingham acaba de nos impor mais taxas que penalizam, por exemplo as zungueiras, que não têm dinheiro para comerem quanto mais para pagarem taxas, pois que não conseguem sobreviver. E o Robin dos Bosques? Onde é que ele está? Mas que regresso vertiginoso à escravatura neste castelo se decreta, se legaliza. Deviam-lhes ser concedidas as taxas dos rendimentos do petróleo, isso sim, é que seria correcto, verdadeira justiça social. Vale sempre a pena citar David Mendes: «Ou Angola acaba com a corrupção ou a corrupção acaba com Angola.»
A presente situação de imposição de um sistema ortodoxo de opressão, do mais retrógrado possível, é insustentável. Receio que a manter-se assim – mas pelo contrário, mais se solidifica, mais nos aterroriza – as suas amarras cederão, partir-se-ão. Atingiu-se o limite insuportável, para além das forças de qualquer ser humano. Não dá mais para viver assim. E por isso mesmo, uma grande catástrofe se aproxima. O curioso é que não é necessário ser perito para o certificar. Apagaram-nos as luzes da liberdade e deram-nos a escuridão da miséria injustificável. Quanto mais o preço do petróleo sobe, por anedótico que pareça, a miséria e a fome, sua companheira inseparável, também sobe. Até já ultrapassaram o limite convencionado da escala. Melhor, já não existem métodos de medição para estas coisas. E tamanha é a ferocidade dos impositores e impostores das leis, que se preparam para aniquilar a venda ambulante e de quem lhes compre. Mas que vulcão, mas que erupção. Isto parece inspirado pelos assessores estrangeiros que também nos governam na sombra. Alguns fazem-no tão claramente que já nada nos surpreende. O fim aproxima-se velozmente, no eclodir do conflito que conduz à queda de um regime impopular. Mais tempo menos tempo todos acabarão por cair. Assim como vieram, assim desaparecerão. Deste poder nada mais há a esperar, é apenas mais um regime da escola fundamentalista.
Pretendi ser generoso comigo… concedi-me um prémio, e no dia antes do início de um novo ano de miséria mais acentuada, propus-me a compra de uma garrafa de vinho Dão, dessas de sete decilitros e meio. No supermercado pediram-me apenas pela garrafa… cinco mil kwanzas. Noutro supermercado, por um vulgar melão de quatro quilos, nove mil oitocentos e três kwanzas. Peixe importado, La Courbonne, da Noruega, comprado nos armazéns em mau estado de conservação. Come assim como está, porque em regime de escravidão, escravo não tem direitos. Tem sim senhor! O direito de comer porcarias. Dois chouriços que circulam por aí, duzentas gramas, Sicasal e Incarpo, só têm gordura. São os restos que atiram para o lixo e aproveitam-se, exportam-se para aqui? É curioso, mais parecem borracha. E carne congelada que depois de confeccionada, passados para aí dez ou quinze minutos parece sola de sapato.
Eis-nos regressados ao ciclo da «banana podre não tem futuro.»
Não é do petróleo quem quer, mas quem merece. E por isso mesmo é um governo do petróleo e para o petróleo. E contra milhões de esfomeados petrolíferos ninguém combate. Isto não foi, não é independência, é um cortejo fúnebre, é a crónica da desgraça anunciada. É o comité de especialidade da morte. Quando um povo perde o espírito da solidariedade, entreajuda, e escravizados por estrangeiros, essa nação e governo sustentam-se com exércitos particulares. O futuro desabará como um edifício de alicerces duvidosos. Isto é o que se chama aniquilar uma nação nas calmas. Nem se previnem, muito pelo contrário, desprezam as sábias sugestões de Hillary Clinton citadas no jornal Público: «O desenlace – que ainda na véspera ninguém se arriscava prever – tornou proféticas as palavras da secretária de Estado norte-americana, quinta-feira, 13Jan11, durante uma conferência no Qatar. "Os que se agarram ao statu quo podem conseguir minimizar o impacto dos problemas dos seus países durante algum tempo, mas não para sempre", avisou Hillary Clinton, pedindo aos velhos aliados que acelerem as reformas políticas e económicas, há muito prometidas mas nunca cumpridas.» Esta nossa oposição parece freiras num convento, saiam, venham para as ruas, que é onde se vive e se faz política.
Finalmente conseguimos atingir o estádio mais importante da nossa civilização: a selva global. Na rota dos ainda escravos, apesar da riqueza petrolífera, o fim da população será na extrema pobreza, no último suspiro da fome. Imaginemos por alguns momentos que os de raciocínio difícil conseguiram o poder, e que dirigiam os destinos de nações e dos seus povos.
Desejaríamos que tudo e todos se e nos rodeassem de flores. E que jamais as suas pétalas murchassem. Com tanta actividade ruidosa e ruinosa, como é tão difícil obter um momento de silêncio. Porque escutar é mais importante que fingir o falar. O silêncio é o nosso melhor diálogo. Só que ninguém o quer fabricar porque há a recusa de ninguém o querer vender.
Os cabelos soltos no vento ondulam na liberdade adquirida. Esta é a verdade mais elementar. Apenas o que nos resta, soltarmo-nos da nossa prisão e deixarmo-nos arrastar para a ventania livre. Porque nos escudamos quando amamos e não o revelamos? Sim! Ainda não nos libertámos desse preconceito, porque ainda é vergonhoso declarar aos quatro ventos que amamos. Tantos milénios conjurados no verbo do amor.
Voltando ao tema, Banco BESA na falência, publicado no Folha 8. Desgraça bancária: Os que todos os dias facturam milhões, esses sim, são os verdadeiros patriotas. E assim continua a luta da desolação nacional no país dos vitalícios. Há mais de dois mil anos que Deus não escuta a Igreja. Só a fome nos liberta, e só o roubo os liberta. São infindáveis as fronteiras dos crimes deste novo império colonial. De tempestades humanas subverterão, alterarão a fronteira da estabilidade do clima social, de modo radical. Os crimes da actividade bancária inspiram a onda de assaltos da pária juventude espoliada, órfã de tudo. Este país, Angola, é propriedade bancária e partidária. Move-se sob inspiração chinesa. Por detrás da miséria humana, há sempre um banco escondido. Quer ver desaparecer o seu dinheiro por artes mágicas? Deposite-o num banco. Em Luanda existem apenas duas classes sociais: os exploradores do petróleo, e o comité sem especialidade dos desempregados que sobrevivem de assaltos marginalizados do petróleo. Ainda não estamos numa nação, atolamo-nos num pântano petrolífero. Os bancos proliferam, amiúde a miséria também. Os bancos apoiam o bem-estar das nossas populações. Basta observar o aumento de esfomeados que buscam soluções para a fome nos contentores do lixo. Portanto, o desenvolvimento económico está no lixo. Onde há muita miséria, há muitos lucros bancários. Sucesso garantido e imediato é o retorno do capital que se gera num ápice. O melhor investimento ainda é a fome. Chama-se desenvolvimento económico de um país, o saque bancário nele praticado. Onde há muitas desgraças, também há muitas actividades bancárias. O petróleo embebeda a governação. A população alcooliza-se nos barris alcoólicos. Não, não! Em Luanda não existem pobres, apenas ricos. E de espoliação em espoliação, governantes e bancos enchem o alçapão. Onde os bancos se multiplicam, de imediato surgem investimentos nos cemitérios. Luanda agiganta-se em campos de concentração bancários. É outro investimento de sucesso garantido. Os bancos aumentam, a população diminui. E onde há muitos bancos, há uma fortaleza de polícias. E contra milhões de assaltantes ninguém combate. Deposite o seu dinheiro num banco, e sinta o seu futuro inseguro. Os bancos são como a religião, semeiam miséria. Em cada terreno espoliado um banco, em cada local deserto tendas para os deserdados. Que mais tarde os especuladores imobiliários valorizam. Isto fede de truques financeiro nojentos. Os bancos espoliam as populações para enriquecerem os novos-ricos do poder. O canalmoz, canal de Moçambique, evidencia bem este aspecto: «Não será porque os grandes projectos fazem parte dos rendimentos de quem “governa” que há tanta hostilidade em reverem-se as isenções fiscais? E porque razão os grandes projectos escolhem sempre figuras de proa do regime para se ancorarem? Não será isso a mais sofisticada forma de corrupção? Se isso não é corrupção, o que é? Afinal quem são os professores da corrupção?»
Os bancos são uma praga que se combate com um insecticida eficaz. Se quer viver poucos anos, deposite as suas poupanças num banco. Outro espectacular investimento em Luanda é o fabrico de caixões. Em Luanda, quando os investimentos bancários aumentam, as prisões ficam com a lotação esgotada. Por detrás de um ditador, está sempre por trás dele uma ditadura bancária. Pé ante pé progridem os larápios, e os bancos seguem-lhes as pisadas. Você costuma ter pesadelos horríveis, onde vê o seu dinheiro a voar? Claro, você confiou o seu dinheiro a um banco. Entesoure o seu dinheiro com segurança na sua casa, porque actualmente os bancos têm muita insegurança. Os bancos são como os políticos, quando disparam matam inocentes. É um mistério o porquê que os bancos estão isentos de crimes. Como já muitas vezes dito: por detrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher. E atrás de um grande banco, está sempre um grande crime.
Havia um reino onde a população vivia feliz. Os bancos chegaram, partiram-lhes as casas, espoliaram-lhes as terras, e nelas construíram bastos condomínios. Depois acusaram a população de delinquente, e aos poucos exterminaram-na para gáudio dos bancos e seus sócios poderosos. Durma tranquilo, retire o seu dinheiro do banco. Quem permitiu a lavagem de dinheiro, quem deu suporte ao terrorismo internacional? Os bancos, claro. Quando um país tem graves problemas económicos, quem está por trás disso? Os bancos, claro. Quem permite o enriquecimento ilícito? Os bancos, sempre eles, claro. Palhaços não faltam para o grandioso espectáculo deste circo, uma mais-valia angolana. Com a perseguição, que mais parece a pena de morte que o poder decretou para a população, é também sem dúvida uma mais-valia assumida. Este poder é tão hipócrita que de vez em quando garante-nos que existe muita miséria em Luanda.
E os opressores dos povos, copiam-se e apoiam-se. Basta ver a denúncia de Dhlakama da Renamo: «A Frelimo quer a mudança da constituição para copiar Angola, para que o Presidente da República (PR) seja eleito pela Assembleia da República (AR). Já não quer que o presidente seja eleito directamente pela população. É descabido. O PR é o símbolo do país por isso a sua eleição deve ser directa e universal. A Frelimo quer encher votos para depois eleger um traficante na AR e dizer que é o PR?»
E no cálice sagrado do Senhor, jorra agora o petróleo de Angola.
Nunca ninguém parou para pensar, se lembrar que exportamos muito petróleo e importamos muita bebida? O petróleo financia as importações das nossas universidades alcoólatras. Por isso mesmo, o nosso líder incontestado é o álcool. O nosso (?) petróleo financia os bancos, que financiam a espoliação de terrenos e a destruição dos casebres e os bens das populações, e alimentam os especuladores imobiliários. O melhor conforto que esta ditadura petrolífera nos concede é a mais pura e negra tristeza. A mais-valia que a independência petrolífera nos legou, é a concentração da renda nacional no pódio dos corruptos onshore e offshore.
Porque isto não é uma independência, é um monstro que nos devora.







domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sai Satanás

E outros colonizadores


Entretanto, e em saudação ao dia 4 de Fevereiro, dia mundial da luta contra o cancro, e no rumo certo do desenvolvimento de Luanda, aconteceu mais um apagão, das 08.24 às 10.24 horas. Por isso mesmo: viva o nosso partido da vanguarda da classe operária.
Sonangol, Teixeira Duarte SA, Banco Millennium Angola, chineses e outros colonizadores, na ainda colónia de Angola: os escravocratas, os escravos e o colonialismo, saúdam-vos!
Um exemplo? No dia 29Jan11, a Teixeira Duarte SA destruiu a rua Rei Katyavala, em frente à delegação provincial da juventude e desportos. Quatro portugueses comandaram as operações de destruição. Até o trânsito encerraram. O povo diz que o edifício em construção que originou a destruição, é propriedade da Ex.ª Sr.ª Isabel do Santos.
Mais um exemplo: as empresas de construção (?) destroem os cabos da energia eléctrica e não assumem as suas responsabilidades. Ou melhor esclarecido: Destroem Angola na mais execrável pilhagem de todos os tempos.
E ainda mais outro: a Ilha do Mussulu está devidamente privatizada, na mais elementar selvajaria. Monstruosidades humanas com motas de água, motas rápidas, geradores, aparelhagens sonoras que quase, dir-se-á, provocam maremotos, num intenso colonialismo social e económico. Desordem total… legalizada. Os pescadores que ali viviam e ganhavam a sua vida honestamente? Correram com eles, claro, para o paraíso da miséria. Aliás, como se faz a tudo o que é povo angolano.
Naturalmente que isto não poderá permanecer por muito mais tempo, é desejável e inevitável.
Decididamente, Angola não é do povo, é dos senhores dos escravos.
A miséria continua.


Imagem: pedrogalvis.wordpress.com

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mas, o que pretende mais espoliar o Banco Millennium Angola?


Ilegalmente situado nas traseiras da rua Rei Katyavala 109, Zé Pirão, Luanda. Espoliou o terreno, mantêm um gerador que assassina lenta e seguramente para a morte os moradores do prédio. Agora, 13 Jan11, dois mercenários portugueses tiraram cerca de uma trintena de fotos, a quem estivesse ou assomasse nas varandas do prédio, e demais locais, como numa missão de espionagem. Pelos vistos procuram um pretexto para nos espoliarem o prédio. A banca portuguesa está falida, e Portugal também, claro. Agora vêm para Angola reiniciar outra guerra de colonização? Não lhes é suficiente a destruição de Portugal? Olhem! A situação económica e social por aqui está demasiado perigosa. Não acirrem mais os espíritos, porque só de pensar no que actualmente acontece, e a seguir acontecerá, causa arrepios.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Hoje é 4 de Fevereiro


Dia da luta mundial contra o cancro

Imagem: olhares.aeiou.pt

Jornalista da Rádio Ecclesia no Namibe dada por desaparecida


Namibe - Família e colegas, estão preocupados com o silencio e desaparecimento de Florinda Canjungo Francisco Sampaio, mais conhecida por "Florinda Canjungo". O seu telemovel esta desligado e já faz quatro dias que a jornalista se despediu da mãe, para ir ao serviço, e até hoje não regressou a casa.

Fonte: Club-k.net

A jornalista, Florinda Canjungo, de 20 anos de idade, ao serviço da emissora católica de Angola no Namibe, desde 2008, é igualmente membro da comissão de comunicação social Diocesana local, nomeada pelo primeiro Bispo daquela Província do litoral Sul de Angola, Dom Mateus Tomas, falecido por acidente de viação em Outubro de 2010.

A Família (mãe, irmãos e tios), deram a falta da Florinda Canjungo, na passada segunda-feira, dia 31 de Janeiro, depois de ter feito cobertura jornalística no Município da Humpata, província da Huila, no passado dia 28 de Janeiro, o fórum sobre Educação e vida, promovida pela ADRA-Antena da Huila, em companhia de um outro jornalista, também do Namibe e regressados a procedência, sábado dia 29 de Jan.

A Irmã mais velha de nome Sandra, inconformada com a ausência em casa (bairro Saco-mar) de sua irmã Florinda Canjungo, por três dias, sem qualquer comunicação, procedeu na tarde desta 5ª feira 3.02, contactos com alguns familiares. Ate as 18 horas desta quinta-feira, a Jornalista da Rádio Eclésia, Florinda Canjungo, era dada por desaparecida.

Jornalistas da imprensa privada e outros colegas da publica, procedem a contactos junto de entidades afins sobre o caso, enquanto os parentes desdobram-se proceder a contactos de localização.

Algumas ex-colegas de escola (Puniv),da Jornalista admitem Canjungo, estar em cárcere privada de Lua de mel, com um suposto novo namorado de nome Kinito, em algures no bairro Plato, na cidade alta. Mas alertam por outro lado que o suposto namorado, tem quartos nos bairros Saco-mar, Plato e bairro Forte Santa Rita.

A intolerância que se assiste no país e o facto de a jornalista ter desaparecido misteriosamente da residência de sua mãe, onde vive, sem qualquer justificação, pela primeira vez, levanta fortes suspeitas sobre a sua integridade física.

Florinda Canjungo é a única jornalista de imprensa privada que expede trabalhos para uma das rádios privadas de Luanda, no caso a Eclésia, enquanto prevalece à suspensão do jornalista Armando Chicoca há 14 meses sem culpa formada com a Rádio Eclésia, actualmente servindo apenas a voz de América e semanários privados, ao passo que por razoes de intimidação e falta de pagamento dos salários, as jornalistas correspondentes da Rádio Despertar, nomeadamente, Ana Ngueve, Imaculada Catassala e Pedro Cafiele, abandonaram aquele órgão independente.

A jornalista Florinda Canjungo é filha de Major Sampaio e de Isabel Njepele, há muito tem sofrido aliciamentos para abandonar a correspondência com a Eclésia no Namibe.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como bloquear a internet de um país inteiro?


Para silenciar dissidentes, em janeiro de 2011, o governo egípcio fez um movimento sem nenhum precedente: desativou a internet em todo o seu território. Como eles fizeram isso? E a mesma coisa poderia acontecer em outros países, como os Estados Unidos?

Segundo o cientista da computação David Clark, cuja pesquisa se concentra na arquitetura e desenvolvimento da internet, a capacidade de domínio de um governo sob a rede depende de seu controle dos chamados provedores de acesso à internet (em inglês Internet Service Providers, ISPs) – empresas privadas que concedem acesso à rede para seus clientes.

Há muitas maneiras de desativar os ISPs tecnicamente, quando o governa ordena que o seja feito. Uma delas é desligar os dispositivos (o que pode ser comparado a “tirar da tomada”) ou alterar as tabelas de roteamento. Nesse último caso, seria como matar digitalmente um serviço específico, permitindo que outros à escolha continuem funcionando.

Portanto, o que acontece em qualquer país depende do controle que o estado tem sob seus provedores de acesso. No caso do Egito, o principal prestador de serviços de telecomunicações, o Telecom Egypt, é estatal. Em outros lugares, como a China, os ISPs são regulados de forma ainda mais pesada e, no passado, já foram desativados em várias regiões.

Porém, é errado pensar que não há formas de se burlar o bloqueio. No Egito, as pessoas puderam utilizar smatphones para se comunicar com a rede global, as empresas puderam acessar à intranet de forma privada, e prestadores de acesso à internet com suas próprias conexões internacionais poderiam ignorar os circuitos da Telecom Egypt e continuar oferecendo suporte aos seus clientes.

Desativar a internet é uma questão de regulamentação. Segundo especialistas, no entanto, mesmo em tempos de crise não é possível que isso aconteça em países como os Estados Unidos – o presidente ou qualquer outra pessoa não tem acesso a um “interruptor” que desligue fisicamente a internet, e também não tem controle sobre os ISPs.

Isso pode mudar, no entanto, caso um projeto de proteção ao ciberespaço, introduzido no Senado norte-americano no ano passado, for aprovado. O projeto daria poderes efetivos ao governo para desligar fisicamente a internet, em caso de emergências no ciberespaço. Ao invés do bloqueio da liberdade de expressão, o plano pretende proteger a infra-estrutura dos ciberterroristas, mas ainda assim causa preocupação em muitos ativistas.

Para os especialistas, a cada dia a internet cresce de forma mais complicada, o que torna mais difícil seu desligamento completo. A rede está ricamente interconectada, e seria preciso trabalhar muito para encontrar um pequeno número de lugares onde seria possível prejudicar a conectividade. Além disso, a habilidade para controlar ou desativar o acesso à internet é uma guerra em curso. Novos tipos de ataque estão surgindo constantemente, assim como novas defesas. [Life's Little Mysteries]

http://hypescience.com/como-bloquear-a-internet-de-um-pais-inteiro/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+feedburner/xgpv+(HypeScience)

HypeScience

Conselho da Revolução. Decreto-Lei n.º 01/11


Das manifestações
É consabido que o direito à manifestação está devidamente assegurado na nossa Constituição. Só que até ao momento ainda não estão criadas as merecidas condições. Isto deve-se tão-somente a que o Executivo está imensamente empenhado em resolver os problemas do nosso glorioso, querido, e sábio povo, apesar de que há quase quarenta anos nada se resolve. Constituindo apenas um rol infindável de promessas que a mais das vezes nem sabemos bem donde saem. Mas a nossa sagrada missão é manter o nosso povo na felicidade que merece. Mas também, e infelizmente os barris de petróleo ainda não chegam para todos. Mas lá chegaremos.
Portanto, o Executivo ainda não teve tempo para se dedicar aos aspectos de liberdade fundamentais. Garantindo-o que nos próximos meses, quiçá, mais alguns anos, as manifestações sejam devidamente autorizadas.
Convém assinalar que entretanto, a actividade contra as ditaduras preocupa-nos imenso. São manifestações atrás de manifestações, derrubes de ditaduras umas atrás das outras. Achamos por bem que o nosso já martirizado povo não necessita destes maus exemplos. Até porque a Nova Vida está a chegar, a começar. E o nosso povo vive já um bem-estar invejável. E por isso mesmo não desejamos absolutamente nada que se deixe levar por manifestações que agora viraram moda por todo o mundo.

Tendo o nosso Pravda e órgãos associados concluído os estudos levados a cabo na nossa praça, através de competente sondagem realizada junto da massa militante, isto é, todo o nosso povo, onde como um só homem e uma só mulher, opinaram que ninguém aprova manifestações contra o nosso iluminado regime.

Ouvido o Conselho Espontâneo e demais Comités Especializados

§ São suspensas de imediato todas as manifestações que sejam contrárias ao regime. Mantendo-se as habituais efectuadas pelos competentíssimos órgãos da bajulação.

Publique-se
O Conselho da Revolução

Iémen: Milhares de opositores ao regime manifestam-se

Dezenas de milhares de opositores ao regime no Iémen manifestam-se hoje de manhã em Sana para reclamar reformas democráticas, a algumas centenas de metros onde se reuniram apoiantes do Presidente iemenita, segundo as agências internacionais.
As duas manifestações estão a ocorrer de forma calma, cada fação mobilizando os seus partidários em dois locais distintos: na praça Al-Tahrir (da Libertação) para o partido no poder e perto da Universidade de Sana, na zona oeste da capital, para a oposição.
Segundo a agência France Press, os apoiantes do Presidente Ali Abdallah Saleh chegaram cedo à praça Al-Tahrir, onde a oposição tinha previsto manifestar-se, forçando os protestos a mudarem de lugar.
Diário Digital / Lusa

Crise no sector diamantífero persiste e tem recuperação incerta


Lisboa - 1 . O sector diamantífero angolano continua a não apresentar sinais consistentes de recuperação; é igualmente considerado baixo o grau de probabilidade de um tal cenário, a curto prazo. São remetidas para razões políticas declarações públicas recentes do PCA da Endiama, Carlos Sumbula, transmitindo uma realidade diversa.

Fonte: AM Club.k-net

Das declarações de C Sumbula, no cargo desde há c 1 ano (AM 423), constavam tópicos como o de que o preço dos diamantes nos mercados internacionais aumentara em 2010, atingido níveis anteriores à crise, em 2007, e de que a Endiama estaria a recuperar por reflexo de uma reanimação do sector, baseada no relançamento da actividade mineira.

A crise económico-financeira global que afectou o sector diamantífero ainda persiste. Os outlooks respectivos vão no sentido de que uma reanimação do mercado dos diamantes só ocorrerá no fim da crise, devido à natureza não essencial e/ou prescindível de tal bem; uma recuperação do sector angolano não ocorrerá fora de tal contexto.

2 . Factos considerados demonstrativos de que a crise no sector diamantífero angolano (AM 354) ainda não entrou em dissipação:

- Continuam a verificar-se casos de desinvestimento; p ex, os investidores do projecto Luxingue tencionam abandonar o mesmo em razão da fraca a rentabilidade do respectivo investimento, USD 15 M.

- As grandes companhias mineiras internacionais que abandonaram Angola (AM 389), entre as quais a australiana BHP Billiton e a russa Alrosa, não manifestam interesse em regressar.

- Não há perspectivas de reabertura de projectos com forte componente nacional em termos de investidores; mantêm-se fechados empreendimentos considerados promissores à data do seu lançamento como Luarica, Yetwene, Fucaúma, Calonda, etc.

- A Endiama encerrou, já em 2011, a sua sucursal Pesquisa & Produção; a medida foi determinada por conclusões entre as quais a de que não detectara nenhuma reserva diamantífera considerada economicamente viável.

- Mantém-se a realidade universal da escassez de liquidez para aplicação no comércio de diamantes (os vendedores têm de se sujeitar aos preços oferecidos por compradores – e estes rareiam).

- Uma parte da produção de diamantes de Angola é comprada à Endiama pelo Estado (a preços anteriores à crise); a maior parte é, porém, vendida à China – depois da perda do mercado da Rússia – mas a preços considerados “aviltados”.

Os EUA foram até 2008 o principal comprador da produção diamantífera angolana, c 55% do total; em 2009 tal importância caiu para 3%. De acordo com dados estatísticos oficiais, a China ocupou a posição dos EUA mas sempre foi considerado duvidoso (AM 472) que tal realidade correspondesse a estritos critérios comerciais.

3 . A crise que afecta a Endiama (AM 443) é devida a um decréscimo acentuado de receitas provenientes de dividendos de empresas participadas, Sociedade Mineira Chitotolo e Sociedade Mineira Catoca, entre outras; também caíram receitas oriundas do licenciamento de novas concessões e respectivos royalties.

O último empreendimento afectado (AM 476) foi o da SML-Sociedade Mineira do Lucapa, que tem como parceiro a SPE. A Endiama delineou um plano tendente a evitar a paralisação (AM 476), mas o mesmo não teve sucesso por indisponibilidade da Odebrechat Mining de providenciar a maquinaria necessária.

O único investimento novo no sector, Luana (AM 477) tem dado azo a conjecturas segundo as quais não foi ditado por critérios de pura racionalidade económica, mas por razões políticas e psicológicas, em geral baseadas na conveniência de promover uma aparência de início de recuperação do sector.

O principal investidor externo no projecto é a Trans-Hex, uma empresa mineira sul-africana, conotada com o ANC; o seu lançamento coincidiu com uma visita a Angola do PR da África do Sul, Jacob Zuma. A Trans-Hex era o principal investidor do projecto do Luarica, no qual registou vultosas perdas.

4 . As razões políticas que inferidamente determinaram as declarações de C Sumbula estão relacionadas com o afloramento de graves problemas sociais, desemprego e deterioração geral de condições de vida, provocados nas áreas diamantíferas, pelo definhamento galopante em que entrou o sector.

A par do anúncio de uma suposta recuperação da indústria diamantífera, C Sumbula também prometeu, como instrução recebida do PR, José Eduardo dos Santos, que a Endiama iria diversificar a sua actividade por outros sectores – incluindo o mercado da construção.
O alcance político das declarações de C Sumbula foi calculado para atenuar tensões sociais que vêm sendo identificadas nas Lundas; prometem o regresso ao trabalho para milhares de desempregados do sector diamantífero; diluem dúvidas sobre tal desiderato anunciando o lançamento de actividades socialmente complementares.

5. A economia das províncias da Lunda Norte e Lunda Sul, esta menos, dependia quase totalmente do sector diamantífero; o declínio em que este entrou teve efeitos nefastos na actividade económica, formal e informal, assim como gerou desemprego em larga escala. As Lundas constituem uma área política e socialmente sensível.

O desemprego afecta especialmente a força de trabalho menos qualificada do sector, constituída por originários da região, mas o fenómeno não se manifestou em relação à administração pública e a instituições do Estado, em que predominam originários de outras partes do país. A disparidade é usada como “bandeira” pelo Akwakwiza (AM 433).

O fenómeno do Akwakwiza (AM 433), inspirado em ideias consideradas “divisionistas” – rácicas, tribais e regionais – explora especialmente a evidência do desemprego maciço que atinge os autóctones, ao contrário de indivíduos provenientes de outras partes do país, quadros e membros da elite, considerados parte de uma “colonização silenciosa”.

Recentemente, começou a ser notada na população autóctone uma tendência no sentido de se desvincular de partidos tradicionais, como MPLA e UNITA, para aderir ao PRS, partido de extracção étnica lunda. Especialmente implantado nas Lundas, o PRS é visto como “mentor” do Akwakwiza.

Edições Novembro o el dourado dos portugueses - Paulo Maravilha


Luanda - A empresa edições novembro/jornal de Angola paga fortunas aos consultores portugueses. Para além dos grandes salários que rondam entre 4 a 6 mil euros os portugueses têm direito a casa com rendas pagas em valor que rondam aos 5 mil aos 7mil dólares, carros de luxo, fins de semana no mussulo, telefones com mais de 5 mil utts por mês, empregadas domesticas que são as trabalhadoras de limpeza da empresa que não recebem um extra pelo trabalho que fazem, ferias pagas inclusive para as suas famílias, etc.

Fonte: Club-k.net

Estes Portugueses ganham 4 vezes mais que um director de serviço que muitos dos quais nem casa própria têm e não beneficiam do subsidio de renda de casa. O actual Pca, sempre destratou os directores por entender que os portugueses são muito mais competentes que os tecnicos angolanos e merecerem mais a sua consideração e respeito daí estas regalias todas aos portugueses.

Os directores muitas vezes são humilhados por José Ribeiro por se achar o todo poderoso do Jornal de Angola e o único que conhece a arte de fazer jornal.

A sua arrogância aumentou agora que é PCA e acha que deve tomar decisões sozinho em vez de deliberações do conselho de Administração.muitos destes tecnicos nem formação tem, recebem tanto dinheiro que não conseguiram ainda por a nova rotativa a funcionar.

CNCS aconselha aos órgãos de comunicação do governo para deixarem de fazer manipulação política


Luanda - O Conselho Nacional de Comunicação Social ( CNCS) chama a atenção dos órgãos de comunicação social para a necessidade imperiosa de se excluírem todas as tentações de manipulação do discurso dos políticos.

Fonte: Angop

Este pronunciamento está contido na deliberação saída da primeira sessão plenária de 2011 tendo referido que em democracia o tratamento jornalístico do discurso de qualquer político deve obedecer aos princípios fundamentais que regem a elaboração dos chamados géneros informativos.

Realça que a notícia, a reportagem e a entrevista são aqueles géneros que mais se aproximam da realidade dos factos e credibilizam o jornalismo e os seus profissionais aos olhos de toda a sociedade.

De acordo com a deliberação, estes princípios têm a ver, sobretudo, com o rigor, a isenção e a objectividade, que por sinal são as características fundamentais da informação que este conselho tem, no exercício das suas atribuições legais, o dever de velar e assegurar.

“Este novo apelo serve, para exortar os jornalistas angolanos a fazer uma profunda reflexão em torno da importância da sua intervenção na promoção de um debate político saudável e sereno, evitando-se a todo o custo que o seu papel de intermediação deixe de ser entendido como sendo sério, honesto e independente, ingredientes apreciados e valorizados pela opinião pública”, lê-se no documento.

O conselho aproveita esta oportunidade para vincar o seu papel enquanto garante do asseguramento da independência e do pluralismo e confronto de ideias nos órgãos de comunicação social.

A deliberação realça que neste quadro, os responsáveis dos órgãos de comunicação social, públicos ou privados, têm naturalmente a sua intervenção disciplinar mas não só, limitada pela própria liberdade de imprensa enquanto direito fundamental, não sendo de todo aceitável que os autores de determinadas opções editoriais sejam posteriormente objecto.