quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Bíblia com 1500 anos é descoberta na Turquia e Vaticano demonstra preocupação com conteúdo do livro


Uma bíblia de 1500 anos foi descoberta na Turquia, após a prisão de uma quadrilha que comercializava antiguidades de forma ilegal. O livro, feito em couro tratado e escrito em um dialeto do aramaico, língua falada por Jesus, tem as páginas negras, por causa da ação do tempo.
Segundo informações do site Notícias Cristãs, peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original. A descoberta do livro se deu em 2000, e desde então, vinha sendo mantido em segredo, guardado em um cofre-forte na cidade de Ancara.
Estima-se que o valor do livro chegue a 20 milhões de euros, dada sua importância histórica. Após a divulgação da descoberta, o livro foi considerado patrimônio cultural e após a restauração que será feita, o livro será exposto no Museu Etnográfico de Ancara.
Há informações de que o Vaticano demonstrou preocupação com a descoberta do livro, e pediu às autoridades turcas que permitissem que especialistas da Igreja Católica pudessem avaliar o livro e seu conteúdo, que se suspeita, contenha o “Evangelho de Barnabé”, escrito no século XIV e considerado controverso, por descrever Jesus de maneira semelhante à pregada pela religião islâmica.
Assista abaixo à reportagem sobre a descoberta da Bíblia de 1500 anos:
http://noticias.gospelmais.com.br/vaticano-biblia-descoberta-turquia-30968.html

Líder da AJPD impedido de fazer explanação na reunião com Ban Kin-mon


Lisboa – A AJPD, na pessoa do seu Presidente Antonio Ventura viu-se impedida de fazer uma breve explanação sobre a situação dos direitos humanos em Angola a quando da reunião entre a sociedade civil angolana com o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Kin-mon, durante a sua visita a Angola no dia 27 de Fevereiro de 2012.

Fonte: Club-k.net
Pretendia falar sobre direitos humanos
A AJPD tinha preparado para apresentar naquela reunião uma exposição, mas que não foi possível ler porque os Serviços de Segurança do Estado angolano no local proibiram os participantes de entrarem para a sala com papel, esferográficas, livros, Pen Drive, CD’s, máquinas fotográficas, gravadoras, telemóveis, pastas de documentos. Ninguém podia entrar para a sala de reuniões com nenhum objecto incluindo dinheiro.
A intervenção que deveria ser apresentada foi baseada nos pontos essenciais do texto que o Club-K teve acesso:

BREVE EXPLANAÇÃO DA AJPD AQUANDO DA REUNIÃO ENTRE A SOCIEDADE CIVIL ANGOLANA COM SR SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS, BAN KIM-MOON, DURANTE A SUA VISITA A ANGOLA DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2012.

Excelencia,

A Paz constituiu uma marca indelével na mudança de vida das populações em Angola. E tem mudado a maneira de viver dos angolanos. No entanto, o processo de Reconstrução Nacional e o merecido crescmento enconómico ainda não se traduziram em desenvolvimento das pessoas e, muitas vezes, é acompanhado de violações dos Direitos Humanos, concretamente os direitos à terra e ao meio ambiente saudável, sem que as vítimas sejam devidamente indeminizadas e assistidas, conforme impõem as leis nacionais e internacionais aprovadas pelas Nações Unidas.

Como é do conhecimento geral, Angola como país membro das Nações Unidas, ratificou vários tratados de protecção dos Direitos Humanos. Esta realidade também está vertida na Constituição da República de Angola, e nas demais leis, bem como nos Tratados e Convenções Regionais ratificadas por Angola. No entanto, a obeservância e o respeito pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos são, muitas vezes, violados pelos Agentes do Estado. Por exemplo:

v Liberdades Fundamentais: Os direitos de reunião, manifestação, associação são constantemente restringidos pelas forças policiais e militarizadas e pela Administração do Estado;

v O direito à informação e liberdade de Imprensa: a Imprensa Pública tem vindo a ser, cada vez mais, parcial, controlada pelo Executivo – há constantes censuras de informações de carácter público e manipulação da informação, é usada frequentemente para intimidação de pessoas singulares, organizações e instituições privadas que não sufragam as posições e as ideias de quem está no exercício do poder político; a imprensa pública é um meio de propaganda das acções do Executivo, não promove o pluralismo de conteúdos de ideias ou de opiniões e o exercício contraditório, por fim, é recorrentemente, utilizada como meio de desinformação dos cidadãos, em detrimento do interesse público e para ultrajar membros da oposição política.


v Boa Governação, Transparência Justiça Económica: Constata-se em Angola um processo de acumulação de riqueza por parte das elites políticas por meio de actos de corrupção e tráfico de influência, consubstanciado na prática da elite política usar os meios do Estado (fundos do petróleo, diamante, etc) para enriquecer os seus familiares mais chegados – filhos, primos, tios e também amigos, em manifesto nepotismo, contrariamente ao que dispõe as Convenções das Nações Unidas e da União Africana sobre a corrupção de que Angola é parte. O acesso à informação sobre a gestão das contas públicas, sobre as contratações públicas não é fácil.


v Eleições, democracia e Estado de Direito: O processo de preparação das próximas eleições tem sido feito de acordos com as condições existentes no país, mas com muitos atropelos às leis que regulam o processo eleitoral em Angola e contra as Normas e Princípios da SADC sobre as eleições, sem que os órgãos de gestão eleitoral competentes tomem medida; o sistema judicial funciona com deficiência e manifesta frequentemente dependência funcional do Executivo. A democracia participativa é incipiente e quase não é aceite.

A Sociedade Civil tem estado a colaborar através de actos de educação cívica, desenvolvimento de programas e projectos de Educação para o respeito pelos Direitos Humanos, monitoria das Políticas Públicas no domínio da educação, saúde – com maior pertinência no combate ao VIH/Sida e Malária; programas de promoção do género e participação da mulher na vida pública.

Assim, recomendamos ao senhor Secretário Geral das Nações Unidas:

v Que as Agências das Nações Unidas representadas em Angola e não só, continuem a dar o seu apoio ao processo de reconstrução e reconciliação nacionais; ao combate ao VIH/Sida e grandes Endemias; ao processo eleitoral, ao processo de fortalecimento da sociedade civil através da formação dos seus membros, de apoio financeiro aos seus projectos de impacto social.

Muito obrigado!

Pela Associação Justiça, Paz e Democracia

António Ventura
(Presidente)

Luanda, 27 de Fevereiro de 2012

Ribeiro em vias de ser nomeado Ministro


Luanda - O Director do Jornal de Angola, Manuel José Ribeiro é referenciado em meios que acompanham a política angolana como a figura a quem as autoridades dão como preferido para ocupar o cargo de Ministro da Comunicação Social nas próximas mexidas ministerial a terem lugar no executivo de José Eduardo dos Santos.

Fonte: Club-k.net
Não respeita a actual Ministra
Tem passagem pela angop e esteve, no passado, como conselheiro de imprensa nas embaixadas de Angola na Suíça e em Portugal, onde tem a sua família a viver. Regressou a Angola, ao tempo do Ministro Manuel Rabelais para substituir Luis Fernando na gestão das edições Novembro, a empresa quem tem a tutela do Jornal de Angola.

Dentre os directores dos órgãos públicos em Angola, é tido como o mais impopular pela classe dos jornalistas. Enquanto DG do Jornal de Angola, hostilizou quadros como Caetano Junior, Luisa Rogério e outros apontados como próximos do anterior director.

A sua impopularidade alastra-se no Ministério de tutela e em razão de tal, citam-no igualmente como o gestor da comunicação social estatal, a quem a actual Ministra Carolina Cerqueira não exerce poder no mesmo. Reúne-se apenas uma vez por semana na sede do ministério na Maianga para prestação de contas. Ribeiro recusa que o chamem atenção pela linha editorial do Jornal de Angola que faz com que comparem ao Jornal diário do Zimbabwe e ao Pravda da Rússia Comunista.

O seu lado impoluto é justificado pela fama que tem por alegadamente ser protegido de Aldemiro Vaz da Conceição, chefe dos quadros da Presidência da Republica.

Angola preocupada com a situação política e dos Direitos Humanos na Síria


Genebra – Angola expressou a sua profunda preocupação face à deterioração da situação política e das violações dos Direitos Humanos na Síria desde Março de 2011, afirmou na última terça-feira, 28, em Genebra (Suiça), o secretário de Estado das Relações Exteriores, Rui Mangueira.

Fonte: Angop Club-k.net

O governante angolano que intervinha durante o debate urgente sobre a situação dos Direitos Humanos na Síria, no Segmento de Alto Nível da 19 ª Sessão do Conselho dos Direitos Humanos, apelou a todos os grupos envolvidos no conflito terminar imediatamente a violência e a violação dos Direitos Humanos naquele País.
“Angola encoraja as autoridades sírias a apresentarem rapidamente as conclusões da Comissão Independente de Inquérito” - sublinhou, indicando que a referida Comissão constitui uma boa base para se alcançar uma solução negociável, bem como a nomeação de Koffi Anan, para enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe.
Sublinhou que algumas recomendações propostas são positivas e construtivas e deviam ser apoiadas pelo Conselho dos Direitos Humanos, os Estados Membros e as Organizações Internacionais tais como: Apoiar os esforços para proteger e levar o povo da Síria a um entendimento através do diálogo e a cessação de todas as violações dos Direitos Humanos.
“Apelamos a comunidade internacional a promover uma aproximação baseada no diálogo construtivo para se encontrar uma solução negociada e pacífica do conflito como parte de um entendimento global”, disse o Secretário de Estado das Relações Exteriores.
Angola participa desde segunda-feira, em Genebra (Suíça), na 19ª Sessão Ordinária do Conselho dos Direitos Humanos, com uma delegação chefiada pelo Secretário de Estado das Relações Exteriores, Rui Mangueira.
Integram a delegação, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas e Organizações Internacionais em Genebra, Embaixador Apolinário Correia, o procurador-geral adjunto da República, João da Cunha Caetano, membros da comissão nacional multi-sectorial dos direitos do homem e Diplomatas da Missão.

"Declaração de Ban Ki-moon foi infeliz", diz a UNITA


Luanda – O maior partido da oposição criticou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por ter concluído a sua visita a Angola sem uma reunião com os partidos da oposição parlamentar, após do secretário-geral da ONU lamentar por não ter reunido com oposição durante a sua visita no país. UNITA, insistiu, dizendo que foi "autoridade insuficiente".

Fonte: VOA Club-k.net

"Faltou-lhe autoridade suficiente para impôr a sua agenda" nas discussões preliminares para a organização da visita, disse Alcides Sakala, porta-voz do partido do Galo Negro, à Voz da América.

Sakala considerou "infeliz", a declaração de Ban Ki-moon à saída de Luanda, em que disse: "Encontrei-me com o presidente do parlamento e esperava também ter tido oportunidade de me encontrar com os líderes parlamentares, incluindo da oposição. A minha mensagem para eles é que desempenham um importante papel no fortalecimento da democracia".

O porta-voz do Galo Negro dfisse que os partidos tentaram que o encontro se realizasse e "conclui-se que governo angolano impôs a sua agenda e tudo fez para que este encontro com a oposição, particularmente com a UNITA, não tivesse lugar".

Noutras ocasiões, disse Sakala, "felizmente a chanceller Merkel conseguiu fazer com que encontro entre ela e o nosso presidente Samakuva tivesse lugar, assim como o Dr. Cavaco Silva" porque na negociação dos preparativos "impôs-se que efectivamente que essas personalidades pudessem ver os partidos da oposição".

A UNITA pretendia sublinhar a Ban Ki-moon "a necessidade de ONU desempenhar um papel ainda mais importante nesta fase de transicão, numa altura em que há defice sobre os grandes desafios da governação, transparência e democraticidade", disse Sakala. "Ao furtar-se a este encontro ficou com uma visão muito limitada" dos grandes desafios que Angola enfrenta, rematou o porta-voz da UNITA.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Estudante angolano preso na China por reagir a assalto. Condenado a 10 anos de prisão


Luanda - A relação de subserviência de Angola face à China decorrente da hipoteca do nosso país ao gigante asiático tem tido consequências danosas para Angola. O que acontece é que os chineses ditam as regras do jogo em todos os negócios e o governo angolano só obedece, fazendo vista grossa inclusive a desmandos feitos por cidadãos e empresas chinesas em Angola e na China.

*Carlos Duarte
Fonte: Makaangola.org

Condenado a 10 anos de prisão
Um exemplo disso mesmo aconteceu no princípio do ano com um estudante angolano, cujo nome omitimos por razões de segurança, na cidade chinesa de Xangai. Na China desde o ano passado, integrando um grupo de mais de três dezenas de bolseiros do Instituto Nacional de Bolsas de Estudo (INABE), o estudante da Universidade Ton Ji foi condenado a 10 anos de prisão por reagir a um assalto.

A história conta-se em poucas linhas. No começo de Janeiro passado, o apartamento do estudante foi assaltado por cidadãos chineses, algo que acontece com inusitada frequência aos angolanos e outros estrangeiros na China. Como o jovem estudante tivesse reagido ao assalto e na refrega com o invasor lhe tivesse provocado um corte com arma branca no lado direito do peito, o caso foi levado às autoridades policiais chinesas.

Imediatamente a polícia encaminhou o caso às instancias judiciais e o estudante angolano foi sumariamente julgado e condenado a 10 anos de prisão, num julgamento claramente parcial e manipulado, o qual não teve em conta o direito de defesa do acusado. Nem o consulado de Angola, nem o INABE reagiram ou prestaram assistência judicial ao estudante bolseiro.

Segundo relatos de um colega do estudante angolano ao Maka Angola, são frequentes os abusos e roubos aos estrangeiros e quando estes apresentam queixas às autoridades policiais a únicas palavras que ouvem é “aqui o chinês é quem manda”. Ainda de acordo com declarações da nossa interlocutora, os agentes consulares de Angola em Xangai fazem ouvidos de mercador às constantes reclamações dos estudantes angolanos naquela cidade. Os abusos são tão descaradamente praticados que já se tornou comum, por exemplo, um estudante angolano chegar a um balcão de banco para receber uma transferência e não levantar a quantia exacta. “Muitas vezes vamos ao banco levantar 500 dólares, por exemplo, e só recebemos 400. Quando reclamamos ou questionamos o valor em falta ouvimos o mesmo de sempre: aqui o chinês é quem manda e ponto final.”

A situação dos estudantes angolanos, cujos apartamentos são assaltados amiúde sem que haja da polícia uma atitude repressiva, é tão desesperante que, mesmo tendo os estudos pagos pelo Estado angolano, pelo menos três bolseiros preferiram retornar a Angola, temendo o pior.

Frase do dia sem comentários. Orlando Castro









Partidos têm de apresentar mínimo de 15 mil assinaturas para as eleições de Setembro


Luanda - Os partidos e coligações concorrentes às eleições gerais de setembro em Angola terão obrigatoriamente de apresentar um mínimo de 15 mil assinaturas, incluindo 500 por cada uma das 18 províncias, anunciou hoje em Luanda o Tribunal Constitucional (TC).

Fonte: Lusa Club-k.net

O anúncio foi feito no decorrer de um seminário organizado pelo TC para informar os 77 partidos e seis coligações das condições legais para irem a votos.

Apenas os partidos com assento parlamentar - Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Partido da Renovação social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e a coligação Nova Democracia - e o Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA) e o Bloco Democrático estão isentos de apresentar as assinaturas exigidas.

As candidaturas partidárias terão obrigatoriamente que ser apresentadas até 20 dias depois do anúncio da data pelo Presidente de Angola e deverão indicar claramente o candidato a Presidente, Vice-presidente e os deputados.

Segundo a Constituição angolana, os cargos de Presidente e Vice-presidente serão preenchidos pelos candidatos que figurarem no primeiro e segundo lugar da lista do partido ou coligação mais votado.

A lista de partidos legalizados foi divulgada pelo TC no início deste mês, e nela figura a FNLA, liderada por Lucas Ngonda.

A ala da FNLA liderada por Ngola Kabango, que liderou o partido nas eleições de 2008, não é reconhecida pelas autoridades angolanas.

Histórico do MPLA critica JES em plena reunião do Comitê Central


Lisboa – A última reunião do Comitê Central do MPLA (realizada a 10 de Fevereir) foi marcada por um episódio invulgar no conclave do partido no poder em Angola. Em plena reunião, o histórico Ambrósio Lukoki entrou em trocas de palavras duras com o presidente do partido, José Eduardo dos Santos (JES), deixando este em embaraçado.

Fonte: Club-k.net

O actual embaixador de Angola na República da Tanzânia, Ambrósio Lukoki, levantou-se para transmitir ao líder do seu partido que, nos últimos tempos, têm se registado um certo distanciamento entre o MPLA e o povo. Reforçando o mesmo que "os problemas destes não estão a ser resolvidos". Em resposta, JES sublinhou que não se deveria apenas criticar, mas também participar nas reuniões e submeterem propostas para as soluções.

Inconformado com a resposta, Ambrósio Lukoki defendeu-se assegurando que é um militante empenhado e que participa, na maior parte das vezes, nas reuniões do seu partido. Para dar sustento nas suas afirmações, o antigo ministro da Educação do governo de Agostinho Neto disse que tem escrito inumeras vezes ao seu presidente para transmitir os problemas, mas - em contrapartida - nunca teve nem sequer uma resposta.

Entre outras questões levantadas pelo histórico do partido no poder, a troca de palavras entre os dois (ele e o JES) prolongou-se perto de 20 minutos, até ter chegado o momento que o ex-vice presidente do partido, Antônio Pitra Neto interferiu surgerindo que, as questões levantadas por Ambrósio Lukoki eram pertinentes e que fazia mais sentido se fossem debatidas numa outra reunião.

A intervenção de Pitra Neto foi interpretado como um gesto libertar José Eduardo dos Santos do debate em que se mostrava encabulado. Foi notado também que poucos aplaudiram quando JES dava as respostas a Ambrosio Lukoki. (Apenas um pequeno grupo de senhoras que batiam palmas)

Ambrosio Lukoki é respeitado no MPLA por seu percurso histórico. Foi membro do Bureau Político no tempo de Agostinho Neto de quem era muito próximo. No seguimento da morte de Neto chegou a ser visto como uma figura com créditos para sucessão presidencial. Foi, no entanto, prejudicado por questões regionalistas que se levantaram na altura. (Faz parte da etnia bacongo)

Nos dias que ocorrem, notabiliza-se pela frontalidade aos assuntos considerados de tabus. Há cerca de quatro anos atrás, numa reunião preparatória para as eleições de 2008, questionou sobre a problemática de sucessão presidencial. Ambrósio Lukoki tomou a palavra para perguntar se “no partido já não havia outros candidatos”.

A contradição/paradoxo de Kundy Piahma segundo Graça Campos


Luanda - Em declarações ao caderno de economia do semanário Novo Jornal, o ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra, Kundy Paihama, disse taxativamente: ‹‹sou empresário e dou a cara››. Eu pergunto-me: o mais velho disse isso por ignorância ou por boçalismo?

Fonte: Facebook

Sendo ele membro do Bureau Politico do MPLA e integrante do Conselho de Ministros, instâncias por onde passam as propostas de leis de iniciativa do MPLA antes de chegarem à Assembleia Nacional, deveria ter obrigação de saber que é crime misturar funções públicas com privadas. Ou o mais velho não entendeu patavina da lei da probidade pública? A questão é simples: se é empresário não pode ser ministro e vice-versa.
A promiscuidade em que o mais velho se envolveu é prejudicial para o Estado. Além do tráfico de influência, que neste caso sempre favorecerá as suas empresas, o mais velho Kundy já não consegue entregar-se de corpo e alma às tarefas que lhe incumbem no Governo. É que na mesma entrevista ele reconhece que todas sextas-feiras ninguém o apanha no seu gabinete de ministro, pois nesse dia está, invariavelmente, na sua fazenda. Ou seja, nem mesmo o Presidente da República pode contar com o seu ministro nesse dia da semana.
Pena é que o jornalista não tenha perguntado ao ministro-empresário se mensalmente devolve aos cofres públicos o dinheiro correspondente aos quatro dias de semana em que não trabalha para o Estado. Muito dado a ditos populares, o mais velho Kundy por certo que também saberá aquele que diz que o cão só leva um osso. Ora, se até um animal irracional age assim, por que razão o nosso mais velho entende que deve ser ministro e empresário ao mesmo tempo? Largue um dos ossos, mais velho.
Nga ku diondo, mua dya kimi.

Candidaturas devem ser apresentadas até ao 20º dia após a convocação das eleições


Luanda - As candidaturas a Presidente da República, vice-presidente e deputados à Assembleia Nacional, dos partidos políticos e coligação de partidos, ao Tribunal Constitucional (TC), devem ser apresentadas 20 dia após a convocação das eleições.

Fonte: Angop Club-k.net

A afirmação é do director do gabinete dos partidos políticos do TC, Marcy Lopes, que apresentava nesta segunda-feira, o tema “a apresentação de candidaturas às eleições gerais de 2012”, durante um seminário sobre o processo de preparação e apresentação de candidaturas, que decorre em Luanda.
Na sua intervenção, explicou que as candidaturas devem ser apresentadas pelas entidades competentes do partido ou coligação, nos termos dos respectivos estatutos, ou por delegados expressamente mandatados para o efeito.
Frisou que, cada partido ou coligação, tem obrigatoriamente de concorrer em todos os círculos eleitorais, o nacional e os 18 provinciais, mas não é obrigado a um número mínimo de candidatos por círculo.
Disse ainda, que um partido ou coligação que não apresente pelo menos um candidato em cada uma das províncias, estará irremediavelmente afastado do pleito eleitoral e arriscado a sua extinção, se já não tiver concorrido às eleições legislativas de 2008.
“Ainda que só apresente um candidato num qualquer círculo provincial, esse partido ou coligação tem de apresentar pelo menos 500 subscritores, eleitores daquela província que assinem uma declaração de apoio desse candidato”, sublinhou.

Irregularidade processual pode determinar a recusa de candidatura
Uma irregularidade processual ou inelegibilidade do cabeça de lista ou do segundo da lista pode determinar a recusa da candidatura do partido político ou coligação de partidos às eleições gerais de 2012, pelo Tribunal Constitucional (TC).
A afirmação é do director do gabinete dos partidos políticos daquela instituição, Marcy Lopes, que apresentava nesta segunda-feira, o tema “a apresentação de candidaturas às eleições gerais de 2012”, durante um seminário sobre o processo de preparação e apresentação de candidaturas, que decorre em Luanda.
Na sua dissertação, explicou que, no sentido de se evitar as situações referenciadas, o TC destaca, a necessidade de os partidos políticos e coligações, se concentrarem nas tarefas de organizar as suas candidaturas, cumprindo com os pressupostos pautados na Lei Orgânica das Eleições Gerais.
Referiu no entanto, que o gabinete dos partidos políticos do TC, está aberto e disponível para esclarecer dúvidas e questões pertinentes relacionadas com o processo de apresentação de candidaturas, no desenvolvimento da sua própria actividade.
Salientou que no uso da sua competência, cabe ao TC verificar a elegibilidade de todos os candidatos às próximas eleições gerais, previstas para o corrente ano, bem como a verificação de todos os requisitos documentais de que a Lei faz depender a admissão das candidaturas.
Asseverou que, verificando-se a existência de irregularidade processual ou de candidatos inelegíveis, o TC notifica o partido ou coligação, no mínimo com três dias de antecedência, para que sejam supridas as irregularidades.
Compete de igual modo ao plenário daquele órgão, explicou, a verificação da regularidade do processo e da autenticidade dos documentos juntos, bem como das inelegibilidades dos candidatos.
“Compete ao Tribunal Constitucional admitir ou rejeitar os requerimentos de apresentação das candidaturas, cabe igualmente o poder de mandar suprir as irregularidades verificadas, assim como o poder de mandar os partidos ou coligações substituir os candidatos inelegíveis”, sublinhou.
O seminário sobre o processo de preparação e apresentação de candidaturas às eleições gerais de 2012, é promovida pelo Tribunal Constitucional e coordenada pelo presidente daquela instituição, Rui Ferreira.
O mesmo tem como propósito informar, esclarecer e auxiliar os partidos políticos e coligações de partidos na preparação e apresentação de propostas de candidaturas ao pleito eleitoral de 2012 destinadas a eleger o Presidente da República, o vice-presidente e os deputados à Assembleia Nacional.
Cidadãos titulares de nacionalidade adquirida são inelegíveis ao cargo de Presidente da República
Os cidadãos que sejam titulares de alguma nacionalidade adquirida são inelegíveis ao cargo de Presidente da República, segundo o artigo 13º da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais (LOEG).
De acordo com a referida lei, citada hoje, segunda-feira, no seminário sobre o “Processo de Preparação e Apresentação de Candidaturas às Eleições de 2012”, de igual modo são inelegíveis ao cargo de Chefe de Estado os magistrados Judiciais e do Ministério Público no exercício das suas funções, os juízes do Tribunal Constitucional no activo.
O mesmo artigo frisa ainda, que não podem ser eleitos ao cargo acima referido, o provedor de Justiça, o provedor de Justiça adjunto, os juízes do Tribunal de Contas no activo, os membros dos órgãos de administração eleitoral, os militares e membros das forças militarizadas no activo, os antigos Presidentes da República que tenham exercido dois mandatos, que tenham sido destituídos ou que tenham renunciado ou abandonado funções.
A lei dá conta, no seu artigo 12º, relativamente à capacidade eleitoral para o cargo de Presidente da República, que são elegíveis os cidadãos angolanos no pleno gozo dos seus direitos civis e políticos não sofrendo de qualquer inelegibilidade geral ou específica, nos termos da Constituição e da Lei.
Só podem ser eleitos para o cargo de Presidente da República os cidadãos angolanos de origem, maiores de 35 anos de idade, que se encontrem no pleno gozo dos seus direitos civis e políticos, espelha.
Os funcionários públicos ou de outras pessoas colectivas e os militares considerados elegíveis não carecem de autorização para se candidatarem ao cargo de Chefe de Esatdo.
Já para o mandato de deputado à Assembleia Nacional, a LOEG dá conta, no seu artigo 14º, que podem ser eleitos ao referido cargo os cidadãos angolanos titulares de capacidade eleitoral activa, no pleno gozo dos seus direitos civis e políticos e não sofrendo de qualquer inelegibilidade geral ou especial.
O Seminário sobre o “Processo de Preparação e Apresentação de Candidaturas às Eleições de 2012”, que decorre no Palácio dos Congressos, é coordenado pelo juiz conselheiro presidente do TC, Rui Ferreira.
Durante o encontro estão a ser abordados temas como a “ A apresentação de candidaturas às eleições gerais de 2012”, “O modo de apresentação de candidaturas”, “A decisão interna de apresentação de candidaturas”, “Requisitos gerais e os procedimentos para apresentação de candidaturas”, “ Prazos gerais e específicos do processo de apresentação de candidatura”.

Silva Mateus apresenta queixa contra “Matross” e "Dinguanza"


Lisboa – O General na reforma Silva Mateus apresentou esta segunda-feira (27), em Luanda, queixa-crime na Procuradoria Geral da República contra Dino Matross, SG do MPLA e António Henriques Miguel da Silva, Presidente do Conselho de Administração, do Complexo Residencial LAR DO PATRIOTA, por alegadamente estarem por detrás da detenção a que foi alvo muito recentemente. A informação detalhada consta no documento apresentado aquelas instâncias e que o Club-K teve acesso.
Fonte: Club-k.net
AO
DIGNÍSSIMO SENHOR PROCURADOR
GERAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA
L U A N D A

E X C E L Ê N C IA
SILVA SIMÃO MATEUS, também conhecido por “DITUBA” de 66 anos de idade, Divorciado, Oficial General das Forças Armadas Angolanas (FAA) na Reforma, filho de Simão Mateus e de Guiomar João Baptista, natural da Kissama, residente nesta cidade de Luanda no Bairro do Maculusso-Ingombota, na Rua Comandante Kwemha Nº28, 2º Andar Ap.24, Tel:923 319283-912 670033;

Vem participar para deduzir acusação pública, em Processo Crime de Autores Morais (Mandantes) de:
-Assalto à Mão Armada;
-Sequestro;
-Espancamento;
-Detenção ilegal;

Contra os Senhores:

JULIÃO MATEUS PAULO, também conhecido por “DINO MATROSS”, General das Forças Armadas Angolanas, na Reforma e, Secretário Geral do Partido MPLA;

ANTÓNIO HENRIQUES MIGUEL DA SILVA, também conhecido por "Dinguanza", General das Forças Armadas Angolanas, na Reforma, Presidente do Conselho de Administração, do Complexo Residencial LAR DO PATRIOTA; E, FERNANDO PEDRO, Administrador Executivo do Complexo Residencial Lar do Patriota; Que o faz nos termos e fundamentos seguintes:


1. Existe um litígio de Posse de Terras que dura há cerca de dez anos, entre um grupo de Camponeses, estimados em mais de 1500, dentre homens e mulheres e a Direcção do Complexo Habitacional Lar do Patriota, cujo líder é o Senhor General “Dinguanza”.

2. Para se ultrapassar e sanar tal litígio, tiveram intervenção no processo várias personalidades e instituições do Governo e partido MPLA, que pouco ou nada fizeram, pois que, o litígio mantêm-se e tende a agravar-se com possíveis mortes;
3. Para melhor compreensão e visão ampla sobre o assunto, junto se anexa alguns dos documentos, no total de 400 extraídos do dossier;
4. Acontece porém, que o Senhor General Julião Mateus Paulo, Secretário Geral do MPLA, interveio no assunto como medianeiro entre as partes beligerantes, tendo até baixado orientações aos Comités daquela partido e a entidades das Administrações Municipais que circundam as terras em causa;
5. No entanto, enquanto os camponeses aguardavam por um desfecho favorável, porque tinham o Senhor Dino Matross como garantia, ficaram decepcionados, quando tiveram conhecimento em como o Secretário Geral do MPLA se tinha passado para o lado do latifundiário, General Dinguanza, que o havia ofertado uma residência no referido complexo, sendo uma das melhores ali existentes, vendendo assim a dignidade e moral;
6. Desguarnecidos e sem protecção e, tendo em conta a que muitos desse camponeses, uns são sobreviventes e outras, viúvas de perecidos dos acontecimentos que marcam o 27 de Maio de 1977, deram a conhecer o que se passava à Direcção da Fundação 27 de Maio, concretamente, aos Senhores Silva S. Mateus e José A. Fragoso, os ajudar na resolução do assunto.
7. Em tempo oportuno, as duas personalidades haviam se deslocado ao Lar do Patriota, tendo sido recebidos pelo Sr. General Dinguanza, no seu Gabinete com quem abordaram toda a problemática que envolve as partes, tendo chegado as seguintes conclusões:
• Dava-se por terminado ou rescindido os acordos firmados entre as partes, por incumprimento da Direcção do Lar Patriota que consistiam na atribuição de uma residência e ou indemnização a cada camponês detentora de parcela de terra;
• A Direcção do Lar Patriota devia se manter nos limites de terras que ocupava até aquele momento, e que não podia avançar nem mais um metro, nas terras dos camponeses.
• Os camponeses, podiam e eram livres de firmar acordos com quem quer que fosse, desde que satisfizesse as sua vontades; veja Doc.
Esse entendimento perdurou desde Novembro de 2010 até ao mês passado, quando o Sr. General Dinguanza sob forte aparato de Seguranças e polícias, mandou máquinas para terraplanagem nas áreas dos camponeses, iniciando assim, uma nova invasão;
Foi assim que no dia 15 de Fevereiro corrente, o signatário foi alertado via telefone por um dos camponeses, dessa nova ocorrência, tendo para ali se deslocado com o intuito de contactar a Direcção do Lar Patriota;
Já no Escritório do General Dinguanza e, contactado a sua secretária, informou não se encontrar no local, pois que ainda não havia chegado;
O participante em companhia de outros, foram até ao local onde se encontravam as mamãs, proprietárias dos terrenos e que tinham sido agredidas naquele dia, por um indivíduo que conhecem apenas por ZEZINHO, chefiado um grupo de mais de 20 homens, de entre fardados a Seguranças e outros a civil, todos armados de AKs e Pistolas de várias marcas e calibres.

FACTOS DOS CRIMES

Enquanto esperava na sua viatura, pelo socorro da polícia que os camponeses haviam solicitado via telefone.
Foi cercado por 6 á 8 indivíduos fortemente armados, que fazendo tiros para o chão e para o ar, o intimavam a sair da viatura. Como recusasse, forçaram as portas do carro que cederam e;
Já fora da viatura, foi agredido a socos, chapadas e, derrubado para o chão foi pontapeado, em várias partes do corpo, e enquanto batiam, perguntavam… Você é mais que o Camarada Dino Matross? Você anda a agitar o povo… agora vais ver o que bom…o teu 27 de Maio vai acabar hoje…você sujou o Cda Dino Matross com a notícia dele no vosso jornal dos kwachas… porquê não vais na UNITA… andas a dizer que és o presidente do MPLA…e outros dizeres;

De seguida, foi levantado do chão aonde se mantinha, rebolando com dores e atirado para uma carrinha de caixa aberta, de marca Mitsubishi, Matrícula LD 07-24 DE, que traziam, tentando levá-lo para parte incerta, não fosse a intervenção dos populares ali presentes que assistiam o desenrolar dos acontecimentos;

Foi levado para a Esquadra policial mais próxima, e daquela Esquadra para a Divisão de Belas numa viatura da Policia com a Matrícula LD 89-26-BZ e, de lá para a DPIC, numa viatura particular aonde esteve “detido” ou “preso”? por mais de 72 horas sem processo e sem ser ouvido por entidade competente, alegando somente cumprirem ordens superiores;
As acções levadas a cabo por esses meliantes, tiveram como Mandantes os ora acusados, pois que, há informações credíveis em como até deram 6.000.00 USD- seis mil dólares norte americanos para matar um de nós, de preferência o Silva Mateus, pois que, como o mesmo anda armado, é preciso provocá-lo para ver se recorre à arma e, em acto contínuo abatê-lo, como se fosse em legítima defesa e ou, resistência a policia, no caso o que acompanhava os atacantes e assistia, a curta distância, de arma na mão;

Felizmente, o signatário não fez recurso à arma, muito embora a tenha consigo na viatura, no momento dos acontecimentos, pois, há mais de 20 anos que não faz um tiro, seja qual fosse o perigo que corresse, tendo-a consigo mais por questões de poder persuadir os seus possíveis Inimigos;

Julião Mateus Paulo “Dino Matross tem antecedentes antagónicos com o participante, na medida em que, para tratar dessa questão, o havia solicitado a comparecer no seu Gabinete, na Sede Nacional do MPLA, o que foi rejeitado, por não se tratar de assuntos políticos;
Por ter recusado a aceitar um pacto de cavalheiros, que consistia em abandonar os camponeses, com um adiantamento de 500.000.00 USD e, posteriormente ser agraciado com uma residência, a construir no terreno, de modelo T5 e outros componentes. Proposta avançada pelo General Dinguanza, no seu Gabinete no dia 30 de Novembro de 2010;
Por outra, ficou muito furioso quando teve conhecimento da notícia da venda da sua dignidade em troca de uma casa no Patriota, fazendo dele em conluio com o Sr Dinguanza, mandantes das acções criminosas aqui denunciadas, ainda porque, querem se apropriar, esbulhando as terras dos pés descalços, cujo entrave é o Sr Silva Mateus;
O comportamento dos Arguidos, resumidamente descrito, afectou negativamente o perfil dos Generais das Forças Armadas Angolanas, o bom nome, o respeito e consideração não só no meio dos camponeses que assistiram, mas também, a repercussão que o assunto teve nos meios de comunicação nacional e estrangeira.

Assim exposto, requer que seja registada a presente acusação em PROCESSO CRIME e sigam os ulteriores termos processuais até final.
PROVA: A DOS AUTOS
TESTEMUNHAS: José Adão Fragoso
Domingos Constantino
Cristóvão António Sandoca
Santos Mateus Adão

Outros se necessário, pois que, são mais em 1500 camponeses

Luanda, aos 27 de Fevereiro de 2012
O participante ou queixoso
__________________________
Silva Simão Mateus

PR manda “Petroff” para reforma


Luanda - Nas vestes de comandante-em-chefe das FAA, o Presidente José Eduardo dos Santos mandou para reforma, o general Santana André Pitra “Petroff”. A decisão, é justificada por “limite de idade” tendo sido tomada apos a auscultação do conselho de Segurança Nacional.

Fonte: Club-k.net

No momento em que decretou a reforma do vetereno general, o PR assinou em simultâneo um outro despacho que o promove “Petroff” ao grau de “general de exercito” que o habilita a ter uma reforma condigna.

Santana André Pitra “Petroff”, fica oficialmente desligado ao sector militar aos 73 anos de idade dando continuidade as suas actividades nas vestes de civil que vêem exercendo desde que deixou o executivo a mais de uma década.

Natural de Cabinda, o general “Petroff”, já foi tido como um dos quadros militares mais temido e importante do regime angolano. Foi o primeiro comandante do corpo da Polícia de Angola (CPA), designação então coincidente com a da Polícia Nacional após a independência nacional. Foi mais tarde, Ministro do Interior e presentemente Chefia desde o alcance da paz, a Comissão Nacional Inter-Sectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH), acumulando com a função de consultor do Presidente da Republica.

Quim Ribeiro põe a boca no trombone


Luanda - Começou há cerca de duas semanas o julgamento de Joaquim Vieira Ribeiro e de outros 20 seus lugares -tenentes. De notar, logo de entrada nesta abordagem, que jamais foi organizado um processo judicial que se tivesse arrastado durante tanto tempo como este. Isto já se conta em anos e durante esse tempo todo o Club-K, tem-se limitado a acompanhar com o maior sentido de responsabilidade e imparcialidade, para não ser conotado como estando a defender uma das partes e falsear a realidade dos factos, como muitos tentaram outras vezes fazer.

*Ekosi Elavoco Fonte: Club-k.net

Denuncia interferência do SINFO
Vamos, no entanto, ter que exercer a função que nos foi outorgada de informar os nossos leitores internautas e para começar o que de mais relevante temos a revelar é que as coisas não se passaram bem, isto para não dizer que se passaram bastante mal.
Com efeito, no passado dia 20 do mês em curso, o réu Domingos José Gaspar denunciou os maus tratos de que foi alvo na Procuradoria Militar. Disse ter ficado 22 dias incomunicável, sem direito a qualquer tipo de contacto com os seus familiares e advogados e submetido a uma curiosa e achinesada tortura mental e física, ao ser obrigado a fazer as suas necessidades, maiores de menores, mais concretamente fezes e urina, num saco em plástico, do tipo “embalagem” de zungueiras, que se vendem em quase todas as cantinas que por ora invadidas por cidadãos estrangeiros e se vão multiplicando nos nossos bairros.
O referido arguido revelou que foi submetido por diversas vezes a diversas formas de coacção nas suas declarações tendo inclusive sido ameaçado pelo tenente - general Adão Adriano, Procurador Adjunto da República e Procurador Adjunto das FAA, no sentido de falar a verdade, mas uma verdade que incrimina-se, a qualquer custo, o ex-comandante provincial da Polícia de Luanda, Joaquim Ribeiro.
Esse alto oficial e fiscalizador da legalidade, a certa altura não se conteve e saltou dos carretos para o intimidar, batendo na mesa e dizendo “Porra!”, diz a verdade, porque nós já a sabemos, para não apanhares também de tabela, como criminoso”.
Enfim, uma maneira como outra de obrigar a dizer o que querem ouvir aos que estão em má posição para se poderem defender.
Aquando de uma acareação, o réu Domingos José Gaspar teve a oportunidade de dizer o que o atormentava ao Procurador Adjunto da República e das FAA e este limitou-se a dizer: “EU SEI QUE VOCES CAGAM EM SACOS DE PLÁSTICOS”, referindo-se aos outros colegas de 22 dias de infortúnio; João Lango Caricoco e Paulo Rodrigues.
“A MINHA TRAVESSIA NO DESERTO E DOS MEUS HOMENS COMEÇOU QUANDO NÓS DESMANTELAMOS OS CARTEIS DA DROGA NO AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO E PORTO COMERCIAL DE LUANDA”
Nesta senda triste semeadas de actos cujo objectivo pouco mais além iam que servirem para humilhar e achincalhar os arguidos, muito precisamente no 22 de Fevereiro, chegou enfim outro grande dia, com o depoimento do ex-comandante provincial da Polícia de Luanda.
Joaquim Ribeiro disse alto e bom tom não ter sido este processo instruído de forma imparcial, isenta e com vontade de se descobrir a verdade, pois quando os seus homens e a DNIC estavam a investigar o caso dos homicídios do Zango, não se sabe bem por que razão eles foram pura e simplesmente retirados de cena, surgindo um órgão sem competência para instruir casos do género.
Isso aconteceu por ocasião da sua suspensão do cargo de comandante de Luanda e com a introdução de outros órgãos no processo, que interferiram e desviaram o curso dos acontecimentos, prendendo inocentes e mantendo os criminosos fora do circuito e dos acontecimentos que se encontravam claramente inseridos do processo pendente. O SINFO, através de Miguel Muhongo e Julinho, foram as testas de ferro de uma máquina que apagou os dados do crime, pois o que acontece foi que, por motivos a esclarecer ou por não terem competência para exercer funções de investigação, eles montaram toda uma trama que não levava em linha de conta todos os dados reveladores de situações que, por essa razão, nunca chegaram a ser esclarecidas com a devida equidade.
Kim Ribeiro também não perdeu a oportunidade de relembrar aos seus algozes que tinha 28 anos de farda, sendo 36 ao serviço da Policia Nacional, isto sem esquecer que já foi responsável de muitos eventos e devolveu o troco, pelo que não poderia em caso algum roubar o que não viu, tal como ele é por ora acusado por pessoas que não estão isentas de um certo pendor de parcialidade inaceitável em processos como este.
Agora aqui, neste imbróglio que está longe e parece mesmo estar cada vez mais longe de se aproximar da verdade dos factos, na medida em que interferiram nas investigações grande número de parasitas, surge um outro dado, no caso de Fernando Gomes Monteiro confirmar que tinha 3.700.000 USD em casa.
É que nessa altura ele poderá ser arrolado como arguido, depois de ter saído, em liberdade provisória, mediante caução, de outro processo no “Caso BNA”, o que não irá de modo algum simplificar o caso.
Quando questionado sobre uma eventual brigada de baixa visibilidade, Kim Ribeiro não pôde, a seu ver, ou não quis assumir perante o Tribunal que a Polícia e outros órgãos militares têm de facto ao seu serviço esquadrões da morte. Kim Ribeiro disse que, em homenagem e respeito ao Estado que lhe paga, não se encontra numa situação que lhe permita revelar segredos de Estado, “PORQUE AMANHÃ O PAÍS PODE NÃO ACORDAR”, pelo que prefere sofrer as consequências do seu silêncio ao recusar revelar segredos que podem prejudicar o país.
Outra revelação bombástica foi de que tudo isso, quer dizer, toda a perseguição de que foi alvo, começou por ele próprio, e os seus colaboradores mais chegados, no exercício das suas nobres funções, “TEREM CONSEGUIDO DESMANTELAR OS CARTÉIS DA DROGA QUE OPERAVAM NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE LUANDA E PORTO COMERCIAL DE LUANDA”.
Queixa-se Kim Ribeiro de que tais incursões no mundo da droga, que ele faz valer como actos de coragem e de extrema validade para a sociedade em geral, nunca tenham sido recompensados como deveria ser, nem que fosse apenas com uma menção de mérito.
“ATÉ ALI EU ERA BOM MENINO, DISCIPLINADO, OBEDIENTE E HUMILDE, MAS TÃO SÓ CORTAMOS OS PASSOS DA DROGA E COMEÇAMOS A VIVER TODA ESTA SITUAÇÃO, MAS ESTE ÓRGÃO ESTRANHO A INVESTIGAÇÃO (SINFO) SABE QUEM SÃO OS VERDADEIROS ASSASSINOS DOS HOMICIDIOS DO ZANGO”.
E, para terminar - por enquanto, pois o andor ainda nem saiu do adro -, o comandante Kim Ribeiro afirmou, peremptório, que o SINFO sabe quem foram os prevaricadores e quais são os verdadeiros actores deste crime de que ele é acusado.
Esperemos para ver o que ainda vai sair deste julgamento, muito, mas mesmo muito mal amanhado, como podendo ser considerado uma revelação.
E, finalmente, Kim Ribeiro ao ser questionado pela forma como decorreu o seu interrogatório foi peremptório: “Eu sou o mais interessado na descoberta da verdade e sempre me dispus a colaborar com as autoridades, mesmas aquelas que não têm competência, mas quando fui ouvido pelo tenente - general, Adão Adriano, procurador adjunto da República e das Forças Armadas, pessoa que tinha uma grande estima, a forma como o fez, senti e descobri, que não era a verdade que se quer neste processo”.
E assim anda este recambolesco processo, com muitos vícios, sendo o maior o facto dos réus não terem sido notificados da acusação, com a justificativa esfarrapada de ser assim no Supremo Tribunal Militar, o que configura uma violação a Constituição, pois o militar não pode ser menos cidadão que os demais. Se houver ombridade e o regime de Eduardo dos Santos não continuar a espezinhar a lei e a descartar os seus servidores, então só a anulação deste processo poderá credibilizar o regime, porque senão é a aceitação da existência, como o próprio Tribunal está a reconhecer existir ESQUADRÕES DA MORTE NA POLÍCIA, NA SEGURANÇA DE ESTADO E NAS FORÇAS ARMADAS, sob conhecimento do Presidente da República.
Esta parece a hora da verdade. Vamos esperar pelos próximos passos, mas tudo indica que estes tipos de julgamento onde se faz teatro, servem para dividir ainda mais os órgãos policiais e militares, que os tornarão, amanhã, aliados das grandes sublevações sociais a exemplo dos outros países no norte de África, sendo agora, a Síria um sério exemplo...

Lei Dodd-Frank: Lobby das petroliferas quer travar cerco


Luanda - Se depender do pronunciamento da sociedade civil, os regulamentos da lei Dodd-Frank vão ser aprovados, impondo que ás companhias petrolíferas americanas que trabalham em Angola publiquem o que pagam as autoridades.

* Alexandre Neto Fonte: Club-k.net

Open Society reúne especialistas em Luanda
Uma conferência realizada nesta quarta-feira promovida pela Open Society, reuniu académicos, jornalistas e representantes das organizações da sociedade civil e culminou com a elaboração duma carta que vai ser enviada nos próximos dias a Comissão de Segurança Cambial dos Estados Unidos (SEC). A carta foi subscrita no local por 40 individualidades, entre elas o Padre Raul Tati que se deslocou de Cabinda de propósito.
No referido documento que vai continuar a circular até ao próximo dia 29, as organizações da sociedade civil manifestaram, “total apoio ao rigoroso regulamento que providenciará aos cidadãos angolanos, acesso adequado e propício as informações que asseguram uma gestão transparente e responsável das receitas dos recursos naturais do país”.
Numa altura em que se desdobra o movimento do lobby das companhias petrolíferas no sentido de impedir a aprovação do regulamento da lei Dodd-Frank.
Em vez duma apresentação por bloco do que pagam, as petrolíferas pretendem que a informação seja feita duma forma agregada. Socorrem-se da Confidencialidade que impõe a lei, vendo-se ameaçados do concurso aos poços de petróleo. Um argumento que é refutado com base na legislação local ( a Constituição consagra o direito a informação e a própria lei das Actividades Petrolíferas nº10/04, de 12 de Novembro).
O argumento também não colhe, se tivermos em conta que as petrolíferas norueguesas divulgam o que pagam ao governo angolano, no estrito cumprimento da legislação em vigor no seu país e sem que alguma vez tenham sido impedidas de operar no território.
O lobby das empresas BP, CHEVRON, TOTAL, EXXONMOBIL que se opõem a iniciativa chegam a ameaçar de levar a SEC ao tribunal se forem publicados os regulamentos.
Com dirigentes altamente corruptos, esta lei Dodd de 21 de Julho de 2010 apertará o cerco.

Capturado pela Polícia em Maputo. PRM diz desconhece onde está detido porta-voz dos desmobilizados de guerra


Alega que ele foi julgado na semana passada pelo Tribunal Distrital da Maxixe, província de Inhambane, acusado de acumulação de vários crimes que não foram revelados, mas o Canalmoz foi informado que Jossias Matsena está encarcerado na Cadeia da Cidade de Inhambane depois de um juiz em Panda ter entendido que não há matéria para o incriminar e as acusações que pesam sobre o porta-voz do Fórum de Desmobilizados de Guerra versarem matérias que a terem ocorrido ocorreram noutros distritos que não Panda e Maxixe.

Maputo (Canalmoz) - A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Inhambane, diz não saber em que distrito se encontra detido o porta-voz do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, Jossias Matsena, capturado pela corporação policial na semana passada, na cidade de Maputo, argumentando que “o caso Matsena se encontra sob alçada do tribunal”.
O porta-voz da PRM na província de Inhambane, Vagomar Arlindo, disse, no entanto, num contacto telefónico na manhã de ontem promovido pelo Canalmoz, que Jossias Matsena foi julgado compulsivamente ainda na semana passada pelo Tribunal Distrital da Maxixe.
“Ele já foi julgado e não sei se está agora na Maxixe ou no distrito de Panda. Não temos mais detalhes sobre a situação dele. Talvez o tribunal ou o Ministério Público pode esclarecer melhor o caso”, disse o porta-voz da PRM em Inhambane ao Canalmoz.
A Polícia diz que ao capturar Jossias Matsena, estava a cumprir com um mandato de busca e captura que tinha sido emitido por um juiz do Tribunal Judicial da Maxixe. Entretanto, acrescenta o mesmo porta-voz não saber se depois de ter sido entregue ao Ministério Público e ao Tribunal da Maxixe, Jossias Matsena terá sido condenado ou não no julgamento pelas acusações que pesam sobre ele.
“O julgamento aconteceu na semana passada, mas não posso precisar se foi ou não condenado”, afirmou a fonte da Polícia na capital provincial de Inhambane, acrescentando que “a nossa actuação (captura) foi para permitir que ele fosse julgado, porque era precisado no tribunal”.
“Eu não posso precisar com exactidão de que ele é acusado. Sei que era acusado de vários crimes, ou seja, foi acusado de acumulação de vários crimes. Nós apenas cumprimos as ordens do tribunal, de capturar e trazê-lo a julgamento”, disse Vagomar Arlindo, sublinhando não saber se Jossias Matsena foi ou não condenado. Disse ainda que não tem conhecimento do local onde se encontra actualmente encarcerado, se em Maxixe ou Panda.
“Ele estava aqui na BO (Brigada Operativa – cadeia de máxima segurança) e daqui foi transferido para Maxixe e não sabemos a situação dele se está detido em Maxixe ou Panda”, concluiu o porta-voz da PRM em Inhambane, Vagomar Arlindo, no contacto que manteve com a Reportagem do Canalmoz.
Uma outra fonte policial que nos pediu rigoroso anonimato confidenciou ao Canalmoz que Jossias Matsena foi capturado em Maputo e transportado para Panda onde um juiz vendo que não há matéria para o julgar se absteve de o fazer tendo a PRM mantido o porta-voz dos desmobilizados de guerra sob custódia.
De acordo com essa fonte, Jossias Matsena estava até sexta-feira encarcerado na Cadeia de Inhambane.
A Liga dos Direitos Humanos já emitiu um comunicado a manifestar a sua preocupação por a PRM estar a manter sob custódia e em parte incerta o porta-voz do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, Jossias Matsena.
De acordo com a legislação Jossias Matsena se alguma suspeita existe contra ele deveria estar sujeito a procedimentos judiciais ontem eventualmente tivesse cometido os crimes de que o acusam, mas a PRM está a transferi-lo de uns distritos para os outros, como nos dizem com o aval de outras forças de segurança, numa tentativa desesperada de encontrar um juiz que se preste a violar a lei e a permitir uma saída airosa à PRM que mantém o porta-voz dos desmobilizados detido ilegalmente. (Redacção / Bernardo Álvaro)
Imagem: O porta-voz do Fórum dos Desmobilizados foi hoje detido pela polícia quando ...
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

“Angola que vimos na TPA é uma Angola virtual, a verdadeira não tem água nem luz”, assegurou Eduardo Kuangana


DISCURSO DE ABERTURA DA III REUNIÃO ORDINÁRIA DO COMITÉ NACIONAL
- SUA EXCELÊNCIA SENHOR SECRETÁRIO-GERAL
- EXCELENTÍSSIMOS MEMBROS DO COMITÉ NACIONAL
- SENHORES JORNALISTAS
- MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES
Desejo boas vindas e uma óptima estadia nesta cidade de Luanda.
A reunião do Comité Nacional realizada no ano de 2010, produziu recomendações que, por imperativo do seu cumprimento, vêm sendo implementadas pelas estruturas do Partido a todos os níveis. Neste período, registou-se um incremento no ingresso de novos membros para as fileiras do nosso Partido, criação de novas estruturas de base, elaboração e aprovação da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, do pacote eleitoral e participação nos debates, entre outras tarefas de suma importância.

Contudo, não devemos esfregar as mãos de emoção; o momento exige de nós e cada um, trabalho redobrado e dinâmico; precisamos revitalizar as estruturas do Partido de forma a prepará-Lo para os próximos desafios. Precisamos estar atentos aos sinais dos tempos do filme político do nosso país.

CAROS MEMBROS DO COMITÉ NACIONAL;

O povo angolano espera que esta reunião produza decisões firmes que possam contribuir para a estabilidade do país; a ambição desmedida do regime vigente em perpetuar-se no poder, a qualquer preço, pode mergulhar o país num conflito, porque as más acções criam ódio e o ódio pode levar à convulsões de dimensões incalculáveis.

Este governo, além de maltratar o povo de forma permanente, através do roubo das nossas riquezas para as contas das suas famílias, atenta contra a Constituição e as leis aprovadas na Assembleia Nacional em que ele tem a maioria, intimida a imprensa privada séria, envereda para as demolições das casas dos cidadãos, escancarou as portas para a corrupção, gasta dinheiros públicos fora do orçamento geral do estado, desrespeita a nossa cultura, não trata de forma digna as autoridades tradicionais, não concebe programas nem incentiva a agricultura, enfim, pouco ou nada faz para a erradicação da pobreza; Se a tudo isso adicionarmos a falta de Liberdade de Expressão e de imprensa, a falta de água canalizada, a falta de políticas e programas que favoreçam às famílias, a falta de habitação condigna, de luz eléctrica, de emprego, de saneamento básico, de política de preços, acesso fácil ao crédito, sistema de saúde humanizante, sistema de ensino sério e inclusivo, etc, etc…, aterramos num palco e clima propício onde o povo, através do voto, anseia pela mudança do regime.

Não precisamos fazer contas para concluir que as nossas comunidades, o nosso povo é subjugado pois, todos temos conhecimento disso. As populações são obrigadas a aderir ao MPLA e quem não o fizer, é logo discriminado. As nossas autoridades tradicionais, como já o referi, são vilipendiadas; aquelas que procuram viver de forma digna são confrontadas a baixa de cargos, corte dos subsídios a que têm direito, como se fosse algo da lavra de um partido qualquer se tratasse.

CAROS COMPANHEIROS,
A situação política do nosso país é deveras preocupante. Muito preocupante mesmo. O regime do MPLA, no desejo de seguir as pegadas do regime dinástico da Coréia do Norte e/ou da China, tudo faz para pôr no caixote de lixo a Democracia nascente. Os últimos acontecimentos assim o demonstram.

Por esta razão, proponho que o Comité Nacional se debruce sobre a indicação ilegal e arbitrária da Dr.ª Susana Nicolau Inglês, pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial, para o cargo de Presidente da Comissão Nacional Eleitoral e a indicação de militantes seus para a presidência das Comissões Eleitorais provinciais e municipais. O regime alvora-se de possuir milhões de quadros e intelectuais nas suas fileiras, o que custa substití-la? O país não pode e nem deve ficar estagnado por causa de uma pessoa.

Partindo do princípio de que não se pode negociar a ilegalidade, peço a este Comité Nacional no sentido de, sabiamente, emitir o devido parecer. Desde já, parece oportuno deixar expressas as seguintes questões:
O PRS deve consentir que o regime viole a Constituição e as leis num abrir e fechar de olhos, simplesmente pela ânsia, ganância e manutenção do poder?
Como compreender a recolha compulsiva de cartões de eleitor dos cidadãos pelo Partido-MPLA em todo território nacional?

Num país que se diz democrático e de direito, o PRS deve permitir que a comunicação social pública, continue a distorcer a realidade dos factos em claro favorecimento do Partido no poder e diminuição da liberdade de expressão da sociedade em geral?
O PRS deve permitir que os tribunais se demitam da sua natural vocação, a de zelarem pelo cumprimento das leis e se submetam à vontade do poder político?
O PRS deve manter-se, impávido e sereno, numa Assembleia Nacional que aprova leis que o executivo atropela deliberadamente?

Se, nas eleições legislativas de 2008, imbuídos do sentido de Estado, porque ávidos de um país estável, o Partido aceitou os resultados eleitorais passando em cima da fraude, com a evidência de todas as irregularidades patentes, deverá o PRS participar nas próximas para cumprir calendário, quando de antemão sabemos que elas (eleições) serão fraudulentas?
Num país democrático, o poder é delegado pelo povo através do sufrágio universal directo e periódico ou é assaltado viciosamente pela via da fraude?

As eleições, desde que sejam livres e transparentes, são o meio moderno privilegiado para a alternância do poder. O Partido tem que trabalhar, para trazer os nossos adversários à razão. Devemos encontrar mecanismos que viabilizem a convivência na diversidade e o respeito pelo primado da lei.

CAROS MEMBROS DO COMITÉ NACIONAL;
A cada dia que passa vai-se acentuando, no nosso país, o fosso entre ricos e pobres. Em matéria de boa governação, o regime do MPLA é um dos mais hediondos de África, quiçá do mundo! Este regime assenta a sua governação na base da propaganda enganosa e da mentira, com maior destaque para a Angola da fantasia da TPA, Rádio Nacional de Angola e Jornal de Angola.

Aquela Angola que vimos todos os dias na TPA, é uma Angola virtual. A verdadeira Angola, não tem água nem luz.
A verdadeira Angola é aquela que nas cidades a luz é regulada pelos apagões sucessivos, de velas e geradores que carbonizam cidadãos.
A verdadeira Angola é aquela em que a água é acarretada em bidões de 20 litros a 100 Kz cada, transportada em cisternas impróprias para o efeito e a preços exorbitantes. A verdadeira Angola é aquela que mostra os chineses, coreanos e vietnamitas a zungar nas ruas das grandes cidades em paralelo com os Angolanos.

No país real os cães, gatos, porcos, etc. atropelados apodrecem nas ruas, o lixo exposto nas artérias..., chineses, coreanos, vietnamitas e outros tantos vendem chinesices e produtos de qualidade duvidosa, incluindo medicamentos sem conservação!

Um governo sério não permite que o negócio precário, tal como pequenas cantinas e produtos ligeiros estejam nas mãos de estrangeiros. Os estrangeiros têm de deixar de zungar; devem trazer investimentos de vulto para criar riqueza e emprego para os angolanos.

Esta nossa posição não é motivada por um sentimento de xenofobia, mas pelo desejo de uma Angola organizada, urbanizada e desenvolvida, pelo que o Governo deve pôr termo a isto com urgência.

O negócio de cantinas, cafés, pequenas pastelarias, tabacarias, fotografias e fotocopiadoras, deve estar na posse dos angolanos. É preciso que os angolanos sejam protegidos. O PRS não deve permitir que assim não seja e, cada militante, quadro ou simpatizante do nosso Partido, lá onde estiver, deve alertar o cidadão angolano que os pequenos negócios são para ele e não para os estrangeiros. Ao estrangeiro não se pode e nem se deve permitir que venda nas praças ou nas ruas. Assim é nos seus países. A praça é para os nacionais. Em nenhum país se permite o que se passa aqui.

Em muitas localidades do país, os chineses estão a criar zonas de exclusão. Nessas zonas, os angolanos não têm permissão para fazer o mesmo negócio que os chineses fazem, para além de que estes empregam, sobretudo, crianças de tenra idade, que são exploradas como mão-de-obra barata.

O nosso apelo vai para o povo angolano e o Executivo no sentido de pôr cobro a esta pouca vergonha, a este crime de lesa-pátria. O Executivo deve regular a actividade da venda de inertes (areia, burgau e pedras) para a construção civil. Os chineses e cubanos devem deixar sem condições esse negócio.

Da mesma forma, se pede ao Governo que esclareça os angolanos sobre as riquezas nacionais que são transportadas em contentores fechados, na calada da noite, por comboios de carga vindos do interior, no ramal Malanje – Luanda, em direcção ao Porto de Luanda, bem como sobre os rendimentos do país no sector não petrolífero.

CAROS MEMBROS DO COMITÉ NACIONAL;
Segundo as estatísticas, a sinistralidade nas estradas, depois do paludismo, transformou-se no segundo elemento que mais dor e luto provoca às famílias angolanas. A culpa disso tudo é do regime do MPLA.

Este Executivo (angolano), além de permitir que chineses desencartados conduzam nas nossas estradas, no delírio de mostrar trabalho, deixa que se apliquem tapetes descartáveis, quase esferovites, nas estradas que se vão reconstruindo, não há ilumina muito menos, se colocam passagens aéreas para travessia dos peões!

Em paralelo a isto e, em contraste com o suposto programa de resgate de valores propalado pelo regime, assim como da valorização e emancipação da mulher, assistem-se às maratonas alcoólicas e caldos que lançam a juventude para o descalabro e as mulheres, sobretudo as mais jovens, para a promiscuidade e prostituição descarada, para além da música ensurdecedora, sem o mínimo de respeito ao cidadão que precisa de repouso.

Como se não bastasse, o canal 2 da TPA, um órgão público privatizado pelos filhos do Presidente da República, leva a casa do pacato cidadão uma série de aberrações, o estereótipo cultural, o descaminho das crianças e jovens, valorizando criminosos, drogados, etc.

Veja-se o que se passa com os ditos programas «Sempre a Subir», «Pato», «Laifar», etc, etc, etc. Será esta a educação que se pretende dar às nossas crianças e jovens? É com a inversão de valores que se pretende construir o futuro? Que país teremos então?

CAROS COLEGAS;

Para ultrapassar todas as vicissitudes que o povo vive, devemos redobrar esforços no trabalho para que o país mais tarde ou mais cedo, se torne num país federal, modelo que achamos como solução para elliminar todo tipo de estereotipos e assimetrias criadas pelo regime no poder.

O Partido a nível das Lundas foi forçado a realizar adstritas à empresa de Segurança Privada Teleservice, propriedade dos Generais Ndalu, Kopelipa, Faceiras, Armando da Cruz Neto, José Maria e outros, por práticas de violação dos direitos humanos e inviabilização da livre circulação de pessoas e bens, a exemplo do assassito de 6 pessoas no dia 7 de Fevereiro de 2012 na localidade de Sambuaji, Munic´pio de Lucapa, Província da Lunda Norte.

Deixo para vossa reflexão estas considerações que espelham a real e a actual situação do país.
Viva o PRS;
DIZER A VERDADE É APOSTAR NA MUDANÇA!
PAZ, DEMOCRACIA, PROGRESSO.
DECLARO ABERTA A REUNIÃO DO COMITÉ NACIONAL.
LUANDA AOS 27 DE FEVEREIRO DE 2012