segunda-feira, 30 de abril de 2012

Polícia Federal do Brasil alerta sobre falsos e-mails


PF alerta para e-mails falsos
A Polícia Federal alerta aos internautas que estão sendo enviadas mensagens eletrônicas em nome do órgão. As falsas mensagens informam que o usuário teria navegado por sites clandestinos e que isso resultaria na abertura de inquérito policial. Depois há um pedido para "clicar" em um link anexado a mensagem.

A Polícia Federal não envia mensagens eletrônicas para apuração de denúncias e nem para abertura de investigação. Somente entra em contato via e-mail com usuários que utilizaram os canais de denúncias no site.
Portanto, ao receber a mensagem suspeita, orientamos que ela seja encaminhada para o endereço crime.internet@dpf.gov.br e, logo em seguida, apagada.
http://www.dpf.gov.br/institucional/campanhas/pf-alerta-para-e-mails-falsos

com a grande corrupção que sequestra a riqueza nacional e com a pequena corrupção, Maurilio Luiele. Facebook


O poder a qualquer preço, a riqueza a qualquer custo, o prazer a qualquer momento, a ostentação da riqueza material injusta e do luxo são os falsos valores que, grande parte dos meus concidadãos da elite política e económica angolana transmite para os mais jovens, por seu exemplo de vida.
O dinheiro não deve ser um fim em si mesmo; o sucesso material não é nem o mais importante nem muito menos o único objetivo na vida; e o poder mais que um privilégio acarreta sempre uma responsabilidade moral.
Qualquer projecto nacional que se conceba para Angola deve incluir pois, entre suas ações mais prioritárias, a recuperação do tecido moral da nossa sociedade.
Somente com uma intensa e criativa política de protecção da família, de valorização da educação, de consolidação da identidade nacional e de estímulo a um patriotismo sem xenofobias, será possível reverter a actual situação de desagregação de valores a que chegamos.
Mas tudo isso – que não é pouco – é ainda insuficiente, se nossos mais velhos, nossos líderes e governantes não demonstrarem, por seu exemplo pessoal, seu respeito e comprometimento com esses valores.
São essas perdas e atrasos que alimentam o desejo de mudança no espírito dos angolanos. Este desejo de mudança, é bom que se diga, não vem do ódio nem da hostilidade.
Vem, isso sim, do cansaço com as falhas e erros que se cronificam, com a inversão das prioridades, com a grande corrupção que sequestra a riqueza nacional e com a pequena corrupção, sem a qual a máquina administrativa ignora o cidadão comum, com a certeza da impunidade, que torna o menor dos funcionários públicos num déspota, e o cidadão comum num súdito humilde, quando não assustado.

Isaias Samakuva

Filomeno V. Lopes: "Eleições começaram mal, caminham pior e é preciso evitar uma tragédia"



Washington - O secretário-geral do Bloco Democrático, Filomerno Vieira Lopes, advertiu para o perigo de a fraude eleitoral em Angola resultar em violência e pediu o empenho de todos para evitar uma tragédia.

Fonte: VOA Club-k.net
"As eleições começaram mal, caminham pior e todos os nossos esforços devem ser feitos para que isto não termine em tragédia", disse Vieira Lopes em resposta aos ouvintes do programa da Voz da América, Angola Fala Só.

Vieira Lopes acaba de regressar a Luanda, após receber cuidados médicos no estrangeiro, tornados necessários pelas agressões de que foi alvo, durante a manifestação de 10 de Março, na capital angolana.

Na semana passada, o activista e antigo vigário-geral de Cabinda, Raúl Tati, disse que a hierarquia da Igreja Católica está a ser usada pelo governo de Angola como "instrumento de dominação em vez de instrumento de libertação".

Respondendo aos ouvintes da Voz da América, no programa Angola Fala Só, Raul Tati disse, ainda, que desde a chegada do novo bispo de Cabinda, a igreja "vai ao encontro dos intentos do regime".

Raul Tati, durante anos vigário-geral da diocese de Cabinda, foi afastado em Abril de 2011 do exercício dos sacramentos, assim como outro sacerdote cabindês, Casimiro Congo. Esse afastamento foi o corolário de um período de tensão com a hierarquia religiosa iniciado em 2005, quando D. Filomeno Vieira Dias sucedeu a D. Paulino Madeca como Bispo de Cabinda. Tati disse que se considera uma "vítima da crise na igreja de Cabinda".

"Sempre defendi uma igreja profética, uma igreja dos oprimidos, uma igreja dos abandonados, uma igreja dos marginalizados, uma igreja dos pobres, uma teologia que fosse ao encontro dos homens oprimidos, não uma teologia que fosse ao encontro dos poderosos, uma teologia feita do chão da vida, não uma teologia feita a partir dos palácios", declarou Tati.

Sustenta que, "infelizmente, há novos rumos na igreja de Cabinda" e que "com a mudança do novo bispo nós constatanos que já não é aquela igreja que nós tivemos há tempos, e isto vai exactamente ao encontro dos intentos do regime que sempre procurou silenciar os profetas desta terra. E está a consegui-lo fazendo da igreja um instrumento da dominação e não um instrumento de libertação", afirmou Raul Tati, salientando que falava da hierarquia da Igreja Católica em Angola e na Santa Sé, mas não dos leigos e dos fiéis.

Tati, tal como fez em 2008, volta a encorajar os angolanos a não votarem nas eleições deste ano, frisando que esse exercício é reservado aos homens livres. "Quem não é livre não pode exercer o direito de voto", disse, esclarecendo que Cabinda é uma colónia de Angola.


Empresas do Estado têm contas atrasadas



Luanda - O presidente do Instituto de Apoio ao Sector Empresarial Público (ISEP), Henda Inglês, revelou, em Luanda, que apenas 13 empresas públicas apresentaram o relatório de exercício económico de 2011, ficando para atrás um número significativo de instituições com contas em atraso.

Fonte: JÁ Club-k.net
Henda Inglês, que falava à imprensa, informou que nesse universo de 13 instituições públicas figuram as Edições Novembro, Angop, TAAG, Zona Económica Especial, Central de Compras e a Sociedade de Desenvolvimento do Pólo Agro-Industrial de Capanda.

O presidente do ISEP revelou que das 132 instituições públicas em pleno funcionamento, apenas 82 apresentaram o relatório de prestação de contas referente aos exercícios económicos de 2009 e 2010.

Ainda no exercício económico de 2009, apenas 43 empresas prestaram contas, o que representava apenas 52 por cento do universo total daquele ano. Em 2010, 34 instituições públicas deram entrada do relatório de prestação de contas no ISEP. Relativamente à qualidade dos documentos, informou que, em 2009, apenas 10 por cento obteve qualificação razoável, enquanto em 2010 o número subiu para 12,5 por cento. 

O responsável lembrou que nesse número não estão incluídas as subsidiárias, associadas e as participadas.

O prazo legal de entrega dos relatórios de contas que expressam a situação económica e financeira das empresas públicas terminou no dia 15 deste mês, estando prevista a apresentação desses documentos à sociedade no dia 30 de Maio de cada ano. “O prazo de apresentação de contas está expresso no limite que a Lei das Empresas Públicas estabelece para a apresentação do relatório e contas das empresas públicas ao instituto”, acentuou.

De acordo com o responsável, o incumprimento de apresentação do relatório e contas de cada exercício económico pelas empresas públicas que beneficiam de apoios financeiros do Estado implica a suspensão imediata de tais apoios, que via de regra se destinam a fazer face às despesas de investimentos e operacionais.

Por outro lado, o Estado, enquanto accionista, vai inspeccionar as empresas com as contas em atraso, para a obtenção de informações sobre o incumprimento na apresentação de contas, anunciou Henda Inglês ao pronunciar-se sobre as medidas a tomar contra os incumpridores. O presidente do ISEP avançou que foram detectadas insuficiências que consistem na falta de evidência de aprovação dos documentos de prestação de contas por parte da gerência ou administração e a ausência de apreciação do Conselho Fiscal. 


Centralidade do Kilamba com apenas 10 moradores



Luanda  - Um caso que mereceu curiosidade foi quando um membro da comitiva do presidente da Gâmbia, Sheik Alhaji Ahya Jammeh, que visitou a centralidade ter perguntado quem morava nestas “lindas residências”.
Fonte: Jornal Angolense Club-k.net
“É um projecto lindo porque não há moradores?”, questionou aquele visitante que de imediato foi respondido por um dos responsáveis da centralidade: “a distribuição das residências está para breve”.

Infelizmente, os que visitam a centralidade nunca foram informados sobre os moldes para os cidadãos adquirirem casas na referida centralidade, cujos preços são elevadíssimos.

“A centralidade do Kilamba não passa mais de um museu para visitantes” , atirou um membro afecto ao partido no poder que não quis identificar-se.

A nova centralidade quando for concluída irá receber cerca de 400 mil habitantes, em 80.000 habitações.

Depois da sua inauguração, milhares de pessoas acorreram para se inscreverem e obter uma  casa. Os preços por cada apartamento, acabou com o “sonho” dos angolanos adquirirem uma residência na centralidade.

A Nova Cidade do Kilamba surge de uma parceria público-privada e abrange a edificação de vinte mil apartamentos espaçosos dos tipos T2, T3 e T4, 24 creches e nove escolas primárias e oito secundárias, parques de estacionamento, paragens para transportes públicos e lojas.

A terceira fase está prevista para Outubro de 2012 e contemplará 377 edifícios, 12 jardins infantis, seis escolas primárias e três secundárias.

A primeira fase foi concluída em Março do ano passado e até a conclusão prevêem-se 115 edifícios.

Localizada nas imediações do Estádio Nacional 11 de Novembro, a nova centralidade está erguida numa área global de três milhões e 200 mil metros quadrados. Este empreendimento integra-se na malha geral da cidade de Luanda e é o primeiro passo importante do Executivo no sentido de dar resposta ao direito dos Angolanos a uma habitação com um mínimo de dignidade e de conforto.

Refira-se que, cerca de uma dúzia de centralidades ou cidades satélites de diversos tamanhos foram projectadas pelo então Gabinete de Reconstrução Nacional para serem construídas faseadamente nas dezoito províncias do país.

Destas, quatro já estão em execução nas províncias de Luanda, Bengo, Cabinda e Lunda Norte.