terça-feira, 16 de setembro de 2008

José Sócrates e o reforço dos mercenários


O povo angolano votou, optou pela continuação, imposição da pilhagem das riquezas do seu país, por Estados-quadrilhas internacionais.
Gil Gonçalves

07.09.2008 - 23h12 - ernesto, lisboa
caros e queridos portugueses, eu sou angolano vivo em lisboa se fosse a votar votaria MPLA como a maioria dos meus compatriotas, enganam-se aqueles que pesam que o povo esta farto do JES e do MPLA por desvios do erario publico e outros males, a unita matou, violou, pilhou aldeias, prometeu reduzir o pais em pó, internamente estão divididos depois da morte do joas todos querem o poleiro o povo angolano teve isto em consiração e optou pelo mal menor consuante as alternativas, sei quanto é dificil cá aceitar a derrota dos vossos afilhados unita que no outrora ate consulado tiveram em portugal.niguem fala da FNLA tal como a unita levaram cartão vermelho. não se desesperem dentro de 4 anos há mais, trabalhem para merecer a confiança do povo

07.09.2008 - 19h39 - Manuel Martins, Luanda, Angola
Sou português e vivo em Angola há 5 anos. Como estrangeiro não devo nem posso dar o meu parecer sobre os resultados eleitorais mas custa-me houvir a paranoica Ana Gomes dar palpites "a quente" como é seu apanágio. Essa Senhora, que terá feito um bom trabalho em Timor, quando caíu numa situação real só disse bacoradas ao ponto de a distanciarem para bem longe. Agora pensa que é ouvida como porta voz da coerência mas só fala a contra-pé e não percebe que só diz asneiras. Por favor PS, reveja os lacaios que põe em Angola para defender os intereeses de Portugal. Já não bastam as asneiras que o vóvó Soares e o seu filho JóJó fizeram em meterem-se em assuntos em que não eram chamados para agora ainda termos de gramar a desbocada Ana Gomes. Que mais irá acontecer aos portugueses que trabalham em Angola!

07.09.2008 - 06h21 - Manuel Castro, Luanda angola
Como Portugues a viver em Angola ,fico feliz por estas projeçoes que esta agora a ser divulgadas agora em Angola.Só quem nao conhece Angola é que podia achar que o resultado seria diferente.Já corri quase todas as provincias e principalmente naquelas ,onde em 92 a Unita teve vitórias o POVO pobre e com dificuldades (e nao as elites politicas ou ricas) tinha ódio da Unita pois foi nas zonas controladas pela Unita que ela praticou os maiores massacres e onde milhares de crianças e povo anónimo morreu á fome.Falo princilpalmente do Uige,do Huambo e do Bié.Bastava falar com essas pessoas e ver nos seus olhos o ódio que lhes ia na alma e que o Mpla ia subir e a Unita ia desaparecer.

09.09.2008 - 08h20 - Carlos, Londres
Subscrevo aqui o senhor Pedro Kasseque, muitos portugueses a ir para lá trabalhar, comer em restaurantes caros, passearem-se de seguranças na rua, com bons empregos e qualidade de vida...senhores ignorantes provincianos são estas criaturas que vêem para aqui dizer mal da democracia de Angola, metam rolhas e lavem essas boquinhas de direita rafeira e engulam o que um povo escolhe...ainda dizem mal do Sócrates neste aspecto? Poupem-nos desta e ataquem quando é preciso.

09.09.2008 - 08h00 - Pedro Kasseque, Luanda
Não façam comentários que incitem a violência e descrédito das instituições Angolanas. Não se esqueçam de que, a República de Angola, é um estado independente e soberano. Os resultados das eleições, de 05 e 06 de setembro, reflectem a vontade do povo angolano, este facto, não pode ser contestado em praça alheia. A última palavra, sobre esta materia, é da exlusiva competência dos Angolanos. Evitem isso, porque, é esta Angola que tem oferecido abrigo à milhares de Portugueses, que todos dias, escolhem Angola, para viver e trabalhar, nesta 4 onda de imigrantes, já são mais de 600 mil. pensem nisso... e as implicações que podem ter na vida de muitas familias Portuguesas

09.09.2008 - 01h21 - Luis, Almada
Eu com menos paleio diria que quem corre por gosto não cansa, Francisco. No caso de Angola é um gosto duplo. Eu gosto mesmo daquela gente e daquela terra.

Público última hora

Muitos bancos, muitos financeiros, muitos aventureiros.


As contas bancárias secretas são para alguns. O banco dos esfomeados tem muitos depósitos a prazo. Quando os preços do petróleo sobem, os bancos aumentam. Quando os preços baixam demasiado, os bancos diminuem.

Os banqueiros não dormem, obrigam as marés dos mares de gente a apressarem-se, a carregarem as ondas do papel-moeda. Que tem um som similar à ondulação, um canto, um cheiro matinal. Superior ao do mar, universal.

A produção petrolífera aumenta, o círculo vicioso do álcool também. m país faz-se com petróleo. O petróleo apoia tudo, especialmente ditaduras. Serve para que alguns democratas fiquem podres de ricos. Quando na mão de meia dúzia de patifes, torna-se extremamente perigoso. As ditaduras petrolíferas estão sempre abençoadas pelos deuses ocidentais e EUA.
Quem tem o poder do petróleo sente-se necessariamente inteligente.
Antes eram as cruzadas contra os árabes. Hoje, as cruzadas são contra os domínios petrolíferos.

A oposição também é papão do vil metal. Entre eles e o poder não há diferença, na luta do ter.
A produção petrolífera aumenta, o álcool também. Conduz as mentes vazias cheias de festas, na Universidade com nova cadeira obrigatória… farras.

Onde a oposição dandi vasculha novas palavras para o egocêntrico alvo. Ninguém os ouve, lhes presta atenção. Absortos, dominados pelo contínuo barulhento, estertor musical.

Sem família, ela desintegrou-se como uma árvore arrancada pela raiz. Lei e ordem, só desordem na hipocrisia teológica: acabar uma guerra começar outra. E depois maravilhados com a maldade, espirituosos com a ignorância. Comoventes!

Pasmo com tantas obrigações sem soluções. Falta-me a mais importante, ler. Ler (?). Biliões de esfomeados lêem um livro? Não! Sem dinheiro para comer, não é possível ler. Deixam-se de vender biliões de livros. Prejuízos incalculáveis.

Por exemplo, criar local de estacionamento: Colocam-se algumas pedras e interrompe-se a via pública. Para que o camarada governante do poder popular afie a arma pré-histórica de sílex. Imponente, com ares de modernizado, letrado inteligente.

Gil Gonçalves

Democracia


Pelo nome, Democracia é uma mulher como eu
Que Ela não anda, não sabe andar
Hei-de falar com Ela. Talvez porque estamos sempre sentadas
Nas nossas vendas, deve ser por isso que Ela não singra. Vou falar com as outras mulheres e vamos ter, falar com Ela. Vamos convidá-la, acompanhá-la a andar

Se soubesse onde Ela mora, ou onde trabalha…

É a pessoa de quem mais se fala. Nunca a vi passar na rua, mas lê-se nos jornais, e nas ondas frequentes, da frequência electrónica
Se não a vejo e só a sinto levemente, é uma fantasia aparente
Que me arrasta na leva descontente
Hum!.. essa gaja, essa Democracia deve ser uma grandessíssima prostituta
É pá, deixa lá Ela safar-se. Atravessar toda a corrente na mesma jangada

É que não se consegue falar com Essa senhora. Acha-se muito importante Desavergonhada… quando a vir… vou-lhe dar monte de chapada. Democracia à-toa
Deve ser muito rica, tem medo de manifestar-se, por isso está sempre escondida
Com a sua riqueza e nós na pobreza
É misteriosa, desaparece e aparece de vez em quando

Gil Gonçalves

A Queda da Bolsa


A Crise de 1929
A partir da queda de Wall Street, a contração econômica generalizou-se, acentuada pela miséria social. A perda de confiança foi total e o entesouramento parecia a única salvação. Nestas condições, nenhum dos mecanismos naturais da economia liberal parecia permitir uma recuperação.

Portanto, a crise de 1929 foi a perturbação mais importante de um capitalismo que alcançara já um elevado nível de concentração financeira e uma produtividade muito grande, mas que não modificava o modo de distribuição dos rendimentos entre o capital e o trabalho.

A crise já se anunciara, ainda em 1928, por uma queda generalizada nos preços agrícolas internacionais. Mas o fator mais marcante foi a crise financeira detonada pela quebra da Bolsa de Nova Iorque. Desde 1927, a economia norte-americana vinha experimentando um boom artificial, alimentado por grandes movimentos especulativos nas bolsas e pela supervalorização de ações sem a cobertura adequada. Em 24 de outubro de 1929 - a chamada "quinta-feira negra" -, um movimento generalizado de vendas levou à brusca queda nos preços das ações e ao pânico generalizado. Até o final do mês, seguiram-se novas vendas maciças e novas derrubadas de preços, acompanhadas por uma crise bancária e uma onda de falências.

O fato de que já nessa época os Estados Unidos ocupavam uma posição hegemônica na economia capitalista mundial, como maior potência industrial e financeira, foi determinante para que a crise assumisse proporções mundiais. A repatriação de capitais norte-americanos, associada à brusca redução das importações pelos Estados Unidos, repercutiu fortemente na Europa, gerando uma crise industrial e financeira sem precedentes e o crescimento vertiginoso do desemprego. A crise também teve severos efeitos na América Latina, cuja economia agroexportadora foi altamente afetada pela retração nos investimentos estrangeiros e a redução das exportações de matérias-primas.

A reação inicial do governo norte-americano à "grande depressão" contribuiu para aprofundar ainda mais o ciclo recessivo, pois não houve qualquer tentativa do presidente Herbert Hoover (foto a esquerda) de adotar medidas que estimulassem a recuperação das atividades econômicas e aliviassem as altíssimas taxas de desemprego norte-americanas.

A ascensão de Franklin Roosevelt (foto a direita) à presidência, em 1932, abriu caminho para a adoção de uma política econômica intervencionista, o chamado New Deal (cuja tradução literal em português seria "novo acordo" ou "novo trato") foi o nome dado à série de programas implementados nos Estados Unidos. De fato, uma das principais conseqüências da depressão, a médio e a longo prazo, foi uma intensificação generalizada da prática da intervenção e do planejamento estatal da economia, que passou a vigorar não só nos Estados Unidos, mas também nos países europeus e na América Latina.

Entendendo um pouco mais sobre a grande depressão e sobre o "New Deal"

Os governos e a alta finança nos Estados Unidos até os dias de hoje.

Luiz Gonzaga Belluzzo, em seu artigo na Terra Magazine diz que William Greider, o editor de economia da revista americana The Nation, pegou no nervo: a crise de "credibilidade" que ora desvaloriza os empréstimos imobiliários e seus derivativos não é fruto de malfeitorias isoladas, mas o resultado lógico do contubérnio entre governos lenientes e negócios espertos.

É gentileza semântica chamar esse arranjo (ou enrosco) de plutocracia. Devemos concordar com o escritor Kevin Phillips. No seu livro Wealth and Democracy ele sugere que, desde a Guerra Civil, sucessivas gerações de "barões ladrões" vêm conseguindo inocular seus desígnios pessoais na condução da vida pública americana.

O domínio dos negócios sobre o governo chegou ao ápice nos anos 20. Os Estados Unidos emergiram da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) como os credores do mundo e os Bancos americanos transformaram-se no braço financeiro da política de Washington.

Eles comandaram os empréstimos destinados a garantir reservas em moeda forte para o plano de estabilização da Alemanha em 1924 e para a França em 1926. A partir daí, a praça financeira de Nova Iorque tornou-se o carro chefe da enxurrada de empréstimos baratos para a Europa e América Latina (inclusive para o Brasil). Isso sem contar os malucos da Bolsa que tomavam grana dos bancos para aplicar em ações da "nova economia" daquele tempo: aviação, radiofonia e energia elétrica. Os desfecho dessa brincadeira foi a catastrófica depressão de 1929 com seu séquito de desemprego, falências e destruição da riqueza.

A depressão dos anos 30 do século XX mobilizou as reservas democráticas do povo americano. Nos momentos de crise econômica e social, os assim chamados movimentos "populistas" cuidavam de produzir os anticorpos para impedir a falência generalizada dos órgãos devastados pela ganância virulenta do establishment financeiro e corporativo. O sobrinho de Theodore Roosevelt Franklin Delano - aquele que assumiu o governo do país quando a depressão de 1929 andava brava - tratou de salvar as grandes corporações e os bancos de seus próprios desvarios e preconceitos.

http://www.miniweb.com.br/historia/artigos/i_contemporanea/crise_29_1.html

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Crónica Paulista. Barriga é barriga


Repassando...
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.

Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.

Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício – entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho – mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:

A tartaruga, com toda aquela lerdeza, vive 300 anos.
Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos? Gostaria de contribuir com outro exemplo:
Dorival Caymmi, o letrista, compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça. Passa 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, leva 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos e nada indica que vá morrer tão cedo.

Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!!!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você tem pneus??? Lógico, todo avião tem!!!
Hehehehehehehehehe....

Autor desconhecido

Meditação. O Intelecto da Oposição


Um partido único que governa um povo durante meio século e o mantém no analfabetismo e, quando obrigados à feitura de eleições, esse povo facilmente votará no partido do meio século.

Prevê-se agitação, tumultuação no Mpla… o dinheiro não vai chegar para todos.

Fernando Heitor, Justino Pinto de Andrade, Vicente Pinto de Andrade, David Mendes, Nelson Pestana (Bonavena) e mais alguns, muito… muito poucos.

Perderam o pio? Onde pára o vosso nacionalismo?
Já sei! Se fossem brancos no poder, saía já uma luta de libertação nacional. Mas, como são negros, patrícios, nossos brothers…

São apenas oposição dos subsídios eleitorais.
Adormeceram!.. é pá despertem! …eles aí estão, mais fortes que nunca.

O Poder Popular
O Centralismo Democrático
A Ditadura do Proletariado
Os Sovietes e o Soviete Supremo

Gil Gonçalves

ANGOLA. TOTAL FRAUDE ELEITORAL COMPROVADA


As portas estão bem abertas para o terrorismo económico, empresarial, imobiliário e social. Em Angola não existe nenhum desenvolvimento económico. Existe sim, a continuação do colonialismo, a rapina da África.
«A ideia, em expansão em África, de que os seus recursos e a “ameaça da China” se converteram em instrumentos eficazes para determinar condutas benevolentes dos países ditos ocidentais (Europa e EUA, em especial)». Foram corridos do Iraque, do Afeganistão também serão, depois será a Europa encurralada e EUA.

Novos movimentos de libertação nacionais genuínos exigem-se! Quais os novos aliados? Para já o Santo Islão!
Na contagem dos votos em Luanda, os boletins da Unita eram… rasgados.
Estamos entregues à sorte de uma poderosa quadrilha internacional.
Diariamente as falhas da energia eléctrica reforçam-se, rumam ao eterno comunismo primitivo.
Gil Gonçalves

Angola: Estimativas de efeito em África da fraude eleitoral
Luanda -Uma acentuação do recurso à fraude eleitoral, paralela a uma desfaçatez maior das modalidades e métodos para a aplicar, tenderá a marcar a política africana nos próximos tempos. O cenário, objecto de conjecturas de competentes analistas será consequência natural de 3 factores conjugados:

- O carácter notoriamente fraudulento das recentes eleições em Angola, mas que apesar disso se impuseram como válidas; há avaliações segundo os quais a extensão da fraude não tem precedentes conhecidos.
- A atitude complacente da comunidade internacional, em geral, na certificação da inexistente autenticidade do processo.
- A ideia, em expansão em África, de que os seus recursos e a “ameaça da China” se converteram em instrumentos eficazes para determinar condutas benevolentes dos países ditos ocidentais (Europa e EUA, em especial).

“Acções encobertas” que influenciou os resultados do MPLA

O argumento segundo o qual a contemporização internacional com a fraude eleitoral em Angola se deveu a factores únicos, como a importância económica e a rede de influências/apoios externos de que o país dispõe, ao contrário de outros, que por isso têm de ser mais transparentes, é relativizada pelo “precedente moral” que o caso angolano representou, numa conjuntura nova, em que isso é mais decisivo.

2 . Se as previsões de um recrudescimento próximo da fraude eleitoral em África se confirmarem, como se julga que acontecerá, será a segunda vez que um acto eleitoral em Angola contagiará a realidade atinente em todo o continente. A saber:
- Até Set.1992, data das primeiras eleições multipartidárias em Angola, o então chamado processo de democratização de África vinha sendo marcado por eleições em geral incontroversas, que salvo raras excepções levaram à derrota dos partidos no poder, muitos dos quais do tipo “único”, e à vitória das oposições; 2 dos partidos derrotados foram o PAICV, em Cabo Verde, e o MLSTP, em S. Tomé e Príncipe.
- No seguimento das eleições de então em Angola (as primeiras a serem abaladas pela controvérsia da fraude, embora reconhecidas como livres e justas pela comunidade internacional), a realidade anterior inverteu-se e os partidos no poder passaram por via de regra a ganhar as eleições, passando a legitimidade destas a ser objecto de polémica.

O ciclo da fraude eleitoral iniciado em 1992 estava ultimamente a dar mostras de refluxo – conclusão baseada nas eleições na Eritreia, Quénia e Zimbabué, em cuja organização foram observadas normas e procedimentos susceptíveis de garantir a sua transparência (em especial o controlo/fiscalização dos escrutínios).

3 . O conhecimento de que a vitória do MPLA foi alcançada com o emprego de métodos fraudulentos ou irregulares, muitos dos quais considerados rudimentares, como a troca de urnas, está a alastrar em África e tende a influenciar outros regimes que não hesitarão em recorrer aos mesmos expedientes para se conservar no poder.
Prevê-se, mesmo, que o novo ciclo fraudulento suplantará o anterior, em atrevimento e intensidade devido ao chamado “factor chinês.” À China, por razões óbvias, não causa incómodo a ideia de um ambiente autocrático em África; a Europa e os EUA têm feito concessões na matéria para não prejudicar os seus interesses comerciais.

Em habilitados meios políticos de Luanda comenta-se que o regime do MPLA só ousou organizar as últimas eleições de forma tão fraudulenta, devido ao à-vontade que os seus dirigentes denotam, oriundo de factores como a importância económica do país e o efeito redutor das sua parceria com a China na atitude dos países ocidentais.
Na mente da elite política angolana afecta ao regime, está, p ex, entranhada a convicção de que a economia portuguesa depende vitalmente de Angola; as empresas portuguesas implantadas no mercado angolano passariam por grandes dificuldades se perdessem o mesmo; o Governo e as autoridades portuguesas têm de “agir em conformidade”.

4 . O resultado eleitoral carecia, para valer, de uma certificação internacional dando as eleições como livres e justas; a dificuldade em certificar um resultado obtido através de uma operação de fraude multiforme e que pecou por excesso, foi minorada graças à relativa harmonia estabelecida entre a tónica do acompanhamento mediático das eleições e a atitude dos observadores.

A uma escala avaliada como nunca antes verificada, o regime angolano conseguiu, através de acções subliminares, directas e indirectas, influenciar a escolha de alguns dos jornalistas estrangeiros despachados para Angola com o fim de acompanhar as eleições; conseguiu, igualmente, sujeitar a observação internacional do acto a critérios da sua estrita conveniência.

O acompanhamento jornalístico das eleições, no essencial transmitindo uma visão séria do acto e analisando os resultados à luz de racionais considerações político-eleitorais, e o célere reconhecimento da justeza do processo por parte de “organizações moles” envolvidas na observação, condicionou outros juízos.

5. Estão a acumular-se dados consistentes acerca de uma participação activa de indivíduos articulados com o Gen M H Vieira Dias “Kopelipa” na concepção e concretização de “acções encobertas” ocorridas em todo o país e destinadas a influenciar os resultados a favor do MPLA; em geral eram indivíduos do Sinfo. Outras figuras do círculo presidencial, entre as quais o Gen José Maria e o Brig Gilberto Veríssimo, este DGAdj do SIE, o serviço de informações descrito como privativo do PR (AM 308), foram também referenciados em acções relacionadas com o processo (por vezes denotando claro ascendente sobre orgãos como a CNE). Este facto está a alimentar conjecturas segundo as quais José Eduardo dos Santos (JES) não só não era estranho ao que se estava a passar, como o que se passou, inclusive o resultado, considerado “astronómico”, mereceram o seu beneplácito. M H Vieira Dias “Kopelipa” age sempre com o assentimento de JES.

A atitude complacente de JES com um resultado tão volumoso é considerada própria de uma cultura democrática vista como frouxa e de um conceito de poder (organização e funcionamento) inspirado no modelo concentrador do passado, em que era reitor da universidade, comandante da Polícia, presidente do partido, etc.
Ante a evidência de que foi possível realizar eleições tão irregulares, mas que apesar disso não foi registado nenhum caso violência e não ocorreu nenhum percalço na atitude da comunidade internacional, prevê-se que JES se aplique a partir de agora na organização de eleições presidenciais.

Em meios da oposição, incluindo a UNITA, estão a levantar-se vozes que põem em causa a apresentação de candidatos às mesmas. O argumento invocado é o de que JES tem em mente alcançar um resultado superior ao do MPLA – até para “corrigir” o imprevisto de 1992, em que o seu score de 49,57 foi suplantado pelo do partido, 53,74.

Fonte: África Monitor e Club-k

domingo, 14 de setembro de 2008

Breaking NEWS Angola. O general especulador imobiliário


Mais um e-mail para aqui deportado que denuncia:
Com o Mpla outra vez no poder popular e na ditadura do proletariado, o general Led, logístico da Presidência da República de Angola constrói, destrói.

Na rua Rei Katyavala, junto ao Zé Pirão, nas traseiras da Igreja Adventista do Sétimo dia, em Luanda, o general Led, logístico da Presidência da República de Angola constrói mais dois hotéis. Um já está operacional. Constrói nas traseiras de três prédios, fechando-os. É que ninguém vai conseguir respirar. De noite e dia o barulho é infernal. Voltámos ao inferno do poder popular. Se houver um incêndio… coisa corriqueira por aqui…nem os bombeiros conseguirão passar.

O general Led também roubou, fechou a rua, que já desapareceu. Ocupou o terreno na anarquia da democracia do centralismo democrático. E o largo que era utilizado como campo de futebol.

É que o general Led tem muitos prédios espalhados por Luanda. Donde lhe vem o dinheiro?.. Ele é logístico da Presidência da República de Angola.
Delenda Carthago

Gil Gonçalves

Breaking NEWS Angola. The general real estate speculator
One more e-mail for here deported that denounces:
With Mpla again in the popular power and in the dictatorship of the proletariat, the general Led, logístico of the Presidency of the Republic of Angola builds, it destroys.

In the street King Katyavala, close to Zé Pirão, in the rears of the Igreja Adventista of the Seventh day, in Luanda, the general Led, logístico of the Presidency of the Republic of Angola builds more two hotels. An is already operational. He/she builds in the rears of three buildings, closing them. It is that nobody will get to breathe. At night and day the noise is infernal. Voltámos to the hell of the popular power. If there is a fire… current thing for aqui…nem the firemen will get to pass.

The general Led also stole, he/she closed the street, that it already disappeared. It occupied the land in the anarchy of the democracy of the democratic centralism. And the square that it was used as soccer field.

It is that the general Led has many dispersed buildings for Luanda. Of where comes him/her the money?.. Him logístico of the Presidency of the Republic of Angola is.
Delenda Carthago

Gil Gonçalves

sábado, 13 de setembro de 2008

Conspiração. Geórgia




La historia vuelve una y otra vez

Análisis de Daniel Luban
WASHINGTON, sep (IPS) - Tras el conflicto armado entre Rusia y Georgia, muchos analistas estadounidenses se apuraron a proclamar "el retorno de la historia". Pero aun los observadores más atentos merecen una disculpa por exponer su "déjà vu" en esta ocasión.
Después de todo, se suponía que la historia, cuyo "fin" había proclamado el filósofo estadounidense Francis Fukuyama en 1989, ya había retornado tras los ataques que el 11 de septiembre de 2001 dejaron 3.000 muertos en Nueva York y Washington.

El "retorno de la historia" percibido entonces denotaba el comienzo de una lucha total contra las fuerzas islamistas extremistas y del nacionalismo árabe secular.

La apropiación y reinterpretación de la frase en las últimas semanas --en muchos casos por de los mismos analistas que la habían estrenado en 2001-- indica un nuevo giro en el debates sobre la política exterior estadounidense.

Sobre todo, porque los "halcones" dejan de concentrarse en el mundo islámico y presionan por una política más agresiva hacia Rusia y China.

El álgido debate en los medios de comunicación sobre el futuro de la política internacional llegó a enfrentar a dos antiguos aliados ideológicos que revistan en filas neoconservadoras: Robert Kagan y Francis Fukuyama.

Ya pasaron casi 20 años desde que Fukuyama escribió su conocido artículo "¿El fin de la historia?", que en 1992 amplió para editarlo como libro ("El fin de la historia y el último hombre").

Publicado pocos meses antes de que la caída del Muro de Berlín marcara el fin de la Guerra Fría, Fukuyama alegaba en su ensayo que no existían más alternativas ideológicas a la democracia liberal basada sobre el mercado, y que la era de conflicto ideológico internacional a gran escala había terminado.

Muchos halcones abrazaron entonces la tesis de Fukuyama. Veían en ella la promesa de un mundo "unipolar" en el que Estados Unidos ejerciera el rol de "hegemonía benevolente".

En los años siguientes, sin un rival claro a la vista, buena parte de la política exterior estadounidense se orientó hacia el mantenimiento de la paz en lugares tan diversos como Haití, Somalia y los Balcanes. La escasez de conflictos parecía confirmar la hipótesis de Fukuyama.

Pero luego de los atentados del 11 de septiembre de 2001, esos mismos halcones se apresuraron a acusar al filósofo de excesivo optimismo.

En ese sentido, los años 90 constituyeron meras "vacaciones de la historia", según la caracterización que instantáneamente se tornó ubicua, y el Islam extremista reemplazó al fascismo y el comunismo como centro de la política exterior de Estados Unidos.

"Nuestras vacaciones de la historia llegaron a su fin el 11 de septiembre", anotó, dos meses después, un destacado neoconservador, Charles Krauthammer, en una columna publicada por The Weekly Standard que reflejaba el parecer de muchos miembros de su corriente ideológica.

La política exterior estadounidense había "adquirido un nuevo principio organizador: tenemos un enemigo, el Islam radical, y su derrota es nuestro objetivo nacional supremo", escribió.

Krauthammer rechazó explícitamente la posibilidad de que Rusia y China representaran amenazas serias a Estados Unidos. Si la cooperación en la guerra contra el terrorismo requería reconocer el rol de Rusia como gran superpotencia con hegemonía sobre Asia central, así debería ser, sostuvo.

El "Islam radical" fue definido de modo suficientemente amplio para incluir a sunitas y chiitas, fundamentalistas religiosos y nacionalistas seculares. Y aunque Afganistán fue el primer frente, los halcones dentro y fuera del gobierno de George W. Bush inmediatamente miraron hacia Iraq, e incluso a Irán y Siria.

Los neoconservadores ridiculizaban el optimismo de Fukuyama, pero proponían la imposición armada de la democracia liberal universal que el propio pensador había pronosticado.

Y Fukuyama no fue de la partida. Mostró escepticismo en que la democracia liberal pudiera ser impuesta por la fuerza y rompió relaciones con sus ex aliados neoconservadores al oponerse a la guerra en Iraq.

Sería una subestimación decir que la guerra contra el Islam radical no ha transcurrido tal como sus promotores esperaban. Pueda o no Estados Unidos rescatar resultados políticos aceptables en Iraq y Afganistán, la democratización de Medio Oriente a gran escala parece lejana, por ahora.

Y mientras los moderados parecen haber dominado a los halcones dentro del gobierno de Bush, Estados Unidos muestra una nueva disposición a usar la diplomacia en su vínculo con el mundo islámico.

Con el evidente estancamiento de la guerra contra el Islam radical, muchos sintieron que los halcones de Washington comenzaban a buscar una nueva amenaza que sirviera como "principio organizador" de la política exterior estadounidense.

Rusia y China, ambas históricas fijaciones neoconservadoras, parecían una opción natural.

En los meses anteriores al 11 de septiembre, The Weekly Standard había promovido un enfrentamiento más agresivo con China. En su editorial del 18 de junio de 2001, acusó al Departamento de Estado (cancillería) estadounidense de comprometerse en "el aplacamiento de los gobernantes comunistas en Beijing".

Si hubo una figura central en la reformulación del "retorno de la historia" para azuzar un enfrentamiento con Rusia y China, ése fue Kagan, un neoconservador incondicional que revista en filas del Fondo Carnegie para la Paz Internacional y asesor del hoy candidato presidencial republicano John McCain.

Un libro de Kagan, "El retorno de la historia y el fin de los sueños", publicado en abril, alega que el siglo XXI estará dominado por el conflicto entre las fuerzas de la democracia (lideradas por Estados Unidos) y la autocracia (dirigidas por Rusia y China), en una suerte de regreso a la política de grandes potencias del siglo XIX.

La influencia de Kagan fue importante para llevar a McCain a proponer una "liga de democracias" para contrarrestar el poder ruso y chino. En las semanas que transcurrieron desde la guerra entre Rusia y Georgia, sus pronósticos concitaron aun más atención.

Pocos niegan que Rusia y China cobraron destaque en los últimos tiempos, pero muchos expertos cuestionan que el enfrentamiento directo sea la única manera que tiene Estados Unidos para lidiar con su creciente poder.

Entre estos críticos está el propio Fukuyama. En semanas recientes, él y Kagan redactaron una serie de artículos de opinión, claramente respondiéndose entre sí.

En una columna publicada el 24 de agosto en The Washington Post, Fukuyama advirtió contra "analogías históricas facilistas", y negó que los gobiernos autócratas compartan inherentemente los mismos intereses o procuren una expansión territorial agresiva.

En un debate anterior con Kagan procesado a través del sitio web Bloggingheads.tv, Fukuyama también alegó que los pronósticos de conflicto con Rusia y China formulados por Kagan podrían ser una "profecía autocumplida".

Es decir que, si Washington presume como inevitable el conflicto con Rusia y China, puede terminar siéndolo, advirtió.

En un artículo de Newsweek titulado "Éste no es el retorno de la historia", el destacado realista de política exterior Fareed Zakaria sostuvo que la invasión de Rusia sería recordada como un error garrafal más que como una muestra de fuerza.

Zakaría aseguró que la globalización y la integración económica continuarían promoviendo una convergencia de intereses entre las grandes potencias.

En una columna publicada el 30 de agosto en The Wall Street Journal, Kagan acusó a Fukuyama y Zakaria de traicionar la cosmovisión de sus predecesores realistas defendiendo pronósticos ingenuos sobre el fin del conflicto geopolítico a gran escala.

Fukuyama, por su parte, es escéptico en que incluso un regreso al mundo del siglo XIX, cuando regía la política de las grandes potencias, justifique las políticas agresivas impulsadas por Kagan y otros neoconservadores.

Si uno acepta la noción de un retorno al mundo de las grandes potencias, "entonces lo toma seriamente y dice: ¿qué hacen las grandes potencias cuando no pueden esperar obtener todo lo que quieren?", planteó en su debate de Bloggingheads con Kagan.

Lo que hace una gran potencia es "llegar a un acuerdo y ceder algunas cosas a fin de obtener lo que es más importante" para sí misma, resumió. (FIN/2008)

http://www.other-news.info/noticias/

Breaking NEWS ANGOLA. Helicóptero


Para conhecimento da comunidade internacional, alertamos que um helicóptero especulador imobiliário, acaba de rastrear Luanda em voo rasante, na busca de locais para destruir residências e depois construírem prédios, torres e condomínios das quadrilhas imobiliárias internacionais.

Gil Gonçalves

Breaking NEWS ANGOLA. Helicopter

For the international community's knowledge, we alerted that a helicopter real estate speculator, has just tracked Luanda in low flight, in the search of places to destroy residences and later they build buildings, towers and condominiums of the international real estate gangs.

Gil Gonçalves

José Sócrates. Socratíada


Lembro-me de um excerto de uma balada de Adriano Correia de Oliveira e creio, letra de Manuel Alegre

De Calecute até Lisboa
Sob o tempo e o mar
É tempo de voltar
E de voltando, acharem Portugal
Este país que se perdeu
De mar em mar

O povo angolano votou, optou, renovou-se na conspiração internacional, na continuação, imposição do analfabetismo.

Gil Gonçalves

Carreira e dívida do Estado aos militares no centro da conversa
Sargentos reiteram pedido de audiência com José Sócrates
11.09.2008 - 19h35 Lusa

Operações são agora de vigilância na região
GNR levanta cerco em Reguengos de Monsaraz após assalto a bomba de gasolina
11.09.2008 - 13h14 PÚBLICO

Agressor em liberdade
Negócio de madeira por trás de tiroteio na esquadra de Portimão
11.09.2008 - 09h02 Lusa

Um quarto das entidades já regularizaram
"Operação Furacão": Estado sofreu 200 milhões de euros de prejuízo
10.09.2008 - 14h57 Lusa

Leitura do acórdão
Caso Álcool: Tribunal absolve arguidos acusados de homicídio qualificado
09.09.2008 - 16h45 Lusa
Indivíduo tinha ido à polícia apresentar uma queixa
Homem baleado na esquadra da PSP de Portimão
09.09.2008 - 14h26 Lusa

Descarga poluente mata milhares de peixes no rio Alviela
09.09.2008 - 11h25 Lusa, PÚBLICO

Secretário-geral do PCP em Palmela
Jerónimo de Sousa acusa Governo de deixar sector da agricultura “ao abandono”
09.09.2008 - 09h22 Lusa, PÚBLICO


À frente apenas da Turquia
Portugal é segundo país da OCDE com mais empregados sem qualquer qualificação
09.09.2008 - 11h22 Lusa
Cerca de 60 por cento da mão-de-obra em Portugal não tem qualquer formação específica, sendo apenas ultrapassada, entre 27 países da OCDE, pela Turquia, onde aquele indicador se situa nos 64 por cento, revela um relatório internacional.

09.09.2008 - 13h36 - pedralho, krefeld, alemanha
desde 4/74 que o ensino deste país tem sido uma aposta na burrice, para "sermos competitivos". Mas ficamos todos babados quando um investigador portugues é um sucesso no Milwakee, só que não pensamos que podia se-lo em Lisboa

09.09.2008 - 13h34 - José Manuel Rodrigues, Lisboa
Agora vão aumentar exponencialmente as qualificações. És pedreiro, deixaste de estudar há muito. Vais à escola e inscreves-te nas «NOVAS OPORTUNIDADES». Durante o ano, vais preenchendo umas fichazitas, que metes no teu dossié. No final do ano, dossié preenchido, obtens o 9º ano. E no ano seguinte o 12º. E até podes ir para a Universidade. Que importa que não saibas essas coisas da Física e da Matemática. E que em cada três palavras des um erro. Vais ser doutor e até engenheiro. Fujam para os States. Se não fogem, serão tratados por médicos e defendidos por advogados que mal sabem ler. Parece caricatura. Mas, salvo raríssimas excepções, esta é a verdade do êxito das estatísticas socialistas da educação. Votem neles, votem.

09.09.2008 - 12h05 - tuga, tugolandia
e, se nos esforçar-mos um bocadito mais, vamos de certeza deixar a Turquia ultrapassar-nos e, de novo, seremos campeoes da porcalhota! Nada de admirar! Basta ler o que se escreve aqui, pra ver que o tuga tipico é ignorante, preza quem é ignorante, e orgulha-se de o ser! Depois, vem praqui e SABE de TUDO, melhor que ninguém. É um paradoxo!!! Ignorantes, mas sabem sempre tudo melhor que os outros! Ganda povo, carago!
Público última hora

Álcool importado


Condescendeu, já bebeu, ascendeu ao paraíso terreal
A proa do vento forte cambaleia-o original, marginal
«Este vento norte, agreste, sopra forte, de leste
Está norteado, vento alcoólico importado
Desgraçado, pelo governo encomendado. Nem aqui estou sossegado
Álcool importado… afora fico inebriado
Vento da Jasmim porque me empurras assim?
Que mareação… deixem-me bolinar a mastreação
O vento perdeu a cabeça. A minha está lenta, normal, áspera
A bebida está comigo, ou eu com ela?»
Vai chover! Pingos estão a aquiescer!

«Ah! É a ultima compra que fizeram. Importação de nuvens. Chuva importada
Muita chuva, ventos, furacões, ciclones, tufões. O céu está inundado de almas ébrias»
Ai!ai!ai! Esse bêbado da motorizada atropelou a criança. Hê!hê!hê!.. matou-a!?
«Muitas mortes, poucas nascenças. Deficit demográfico. Mais uma importação…
Reprodutores equilibram a raça».
Com tantas vacas a pastar por aí?
«Dípodes de importação fácil».

Habituei-me, sentia-o como uma lápide

Gil Gonçalves

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mercenários e José Sócrates


O Povo angolano optou bem… votou no colonialismo. E todos os dias continuam as interrupções no fornecimento de energia eléctrica.

Senhor José Sócrates: o banco Millennium e a Teixeira Duarte SA, cumprem rigorosamente as determinações colonialistas e socialistas que V.Exª, por certo, lhes ordena. É esta a vossa política em Angola? ROUBAREM impunemente?!

Mas, acha que essa política vai dar certo em Angola? Duvido muito…

E o ainda o E-mail para aqui deportado… o banco Millennium e a Teixeira Duarte SA abotoaram-se com o terreno nas traseiras do prédio…
Gil Gonçalves

09.09.2008 - 11h26 - Anónimo, Coimbra
Sim, Sr. Francisco Fernando (1h16), esse tal Luís de Almada deve ser um mercenário angolano a soldo do ZéDu. Quanto é que ele lhe paga para estar aqui de faxina a defendê-lo em todos os comentários do Público? Ele que o diga? Ou será o ZéDu disfarçado de Português? Tanta ignorância encoberta pelo facciosismo da cassete do MPLA/PCP. Desculpem o meu anonimato, mas ainda me põem uma bomba à porta de casa...

08.09.2008 - 17h19 - RJ, Luanda
Depois de a comunicação Portuguesa criticar as eleições em Angola, são obrigados a dar a noticia de que as eleições foram livres e transparentes. Como é possivel julgarem uma eleições se não estiveram no terreno. Por alguma razão alguns orgãos de comunicação nao obtiveram o visto ( e tão cedo não iram ter). Sinceramente como Portugues a viver em Angola, senti-me envergonhado pelas noticias que Publico, Sic Expresso, e esta ideia esta generalizada por toda a comunidade Portuguesa em Angola. Acho piada a ver estes "experts" da comunicação a darem entrevistas e a fazerem comentarios quando não fazem a minima ideia da realidade Angolana. Lembrem-se como foram as primeiras eleições depois do 25 de Abril.

08.09.2008 - 22h16 - Manuel, Barreiro
Mentirosos, os vossos aliados em Angola sempre foram Jonas Savimbi e a sua camarilha da UNITA! Dá sempre jeito estar do lado dos vencedores!

09.09.2008 - 00h04 - Luis, Almada
Ah o preconceito, sempre o preconceito contra o MPLA, anónimo das 23h37! Custa-lhe, percebe-se que lhe custa aceitar o resultado das eleições, mas de facto foi ao MPLA que o povo deu a sua confiança. E ao Vítor também lhe custa admitir que o PCP mantém a sua postura de sempre, de solidariedade com os movimentos de libertação e de amizade com partidos progressistas de todos os continentes, e de sempre com o MPLA.
Público última hora


X-Files. Cientologia e Big Bang


X-Files. Cientologia e Big Bang
Igreja da Cientologia é acusada de fraude na França

Agência AFP

FRANÇA – A Igreja da Cientologia vai ser julgada por um tribunal na França sob a acusação de fraude e de formação de quadrilha, informou nesta segunda-feira a agência AFP citada pelo jornal espanhol El País.

Além da França, a Cientologia vem enfrentando numerosos processos judiciais em outras partes do mundo. Na Espanha, 15 membros da igreja foram absolvidos em 2001. No mesmo ano, processos foram abertos na Bélgica e Alemanha.

Criada em 1954 por L. Ronald Hubbard, a Cientologia denomina-se uma ciência que encaminha o homem a se "liberar de traumas". Para isso Hubbard criou uma técnica de aplicação denominada "Dianética".

A Cientologia tem atraído muitas pessoas nos últimos anos. Entre eles, pessoas famosas, como os atores Tom Cruise e John Travolta, e o músico Beck.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/08/e080910815.html


Indiana se suicida por medo de experiência do Big Bang

REUTERS

ÍNDIA – Uma adolescente no centro da Índia se suicidou na quarta-feira porque ficou traumatizada com as reportagens que diziam que o experimento para recriar o 'Big Bang', na Europa, podiam levar ao fim do mundo, disse o pai da garota.

A moça de 16 anos morava no estado de Madhya Pradesh, bebeu pesticida e foi levada ao hospital, mas logo morreu, segundo a polícia. Seu pai, identificado pela TV local como Biharilal, disse que a filha, Chayyam, se matou depois de assistir às previsões feitas pela TV indiana.

- Nos últimos dois dias, Chayya perguntou a mim e outros parentes sobre o fim do mundo no dia 10 de setembro – disse Biharilal, segundo a TV.

- Tentamos distraí-la e dissemos a ela que ela não deveria se preocupar com tais coisas, mas não adiantou – acrescentou.

Nos últimos dois dias, muitos noticiários indianos discutiram as previsões de que uma enorme máquina de choque de partículas, enterrada abaixo da fronteira entre a Suíça e a França, pudesse trazer o fim do mundo.

A máquina foi ligada na quarta-feira. O experimento está sendo descrito pelos cientistas como o maior da história humana.

A máquina faz as partículas se chocarem na tentativa de obter, em escala reduzida, o mesmo fenômeno da teoria do 'Big Bang' de criação do universo.

Os cientistas e pesquisadores-chefes da Organização Européia de Pesquisa Nuclear disseram que a experiência é segura. Eles negam as previsões de que o feito poderia criar um buraco negro.

Mas, na Índia, que é profundamente religiosa e supersticiosa, o medo em relação à experiência se espalhou graças à mídia.

No leste da Índia, milhares de pessoas correram aos templos para rezar, enquanto outros saboreavam seus pratos preferidos, à espera do fim do mundo.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/10/e100911764.html

Humor, num dos hotéis de Luanda



Os brasileiros chegaram, sentaram e enquanto aguardavam pelo pirão, um deles chamou o empregado.
- Éi… seu negão aí, me traz uma sopinha!

Claro que o empregado mandou-os silenciosamente passear. O brasileiro insiste:
- Éi… seu negão aí, me traz uma sopinha!

Nada. Decididamente o empregado tava nem aí. Desta vez o brasileiro chamou, elevando a voz mais do que o habitual.
- Éi!!! Seu negão aí, me traz uma sopinha!

O empregado aproxima-se calmamente da mesa e olha-os como visitantes doutro planeta. E desaba-lhes:
- Vocês… são estrangéros... num é?!

Gil Gonçalves



quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Crónica Paulista. Geriatria


Gozo o espanto medievo eleitoral. Votei! Parlamento, deputados
Na arquibancada
Da somática ultrapassada pela velocidade retrógrada
Bípedes-cai-peças sem reposição. Desconhecem onde estão, o que são.
Os enclaves prisionais são pessoais, oprimem a ingenuidade cultural dos escravos.
Gil Gonçalves


Minha imagem? Que diferença ela faz?

Não tenho e não quero temer a velhice...a gravidade atuando sobre os corpos...que
diferença faz?
É tudo carne crua! Jogada ao deus-dará, ou guardada para ninguém tocar....Não há diferença...Amar faz diferença...não a uma pessoa, saber amar a tudo que somos e vemos, perdoar a tudo que dói e ressente...quero que a diferença que o tempo traz seja de uma inquietude menos destrutiva.

Que tenha altura para ver o mundo e a mim mesma com mais tranquilidade. Perdoar em mim as sombras, acolhê-las como diz minha mãe, não refutá-las. Ao acolhê-las podemos ver em nós o que vemos em todos – as pequenas maldades... assim elas não se rebelam nem voltam com tanta força! Perdoamos a nós e aos outros com mais profundidade...

Quando chegar aos sessenta estarei mais plena que tudo, com talvez, de certeza, alguns incômodos do corpo enferrujado, mas só!?

...uma fase mais mental e psicológica, é quando vamos dar de perto com nossos limites, e talvez rir deles e minimizá-los...

Patrícia Martinelli

Veni, Vidi, Vici (Fim)


- E o ausente Voltaire quando reencarna, os alicerces bíblicos desmoronam-se?
- Facílimo! Chiamos aos crentes que os falsos profetas chegaram. Eles arrebatam-nos.
- E se não resulta… Contra-Reforma?
- Formulamos… Ab hoc et ab hac, que significa: por aqui e por ali : a torto e a direito. Vamos no seguro, seguramos as torneiras das fontes limpas governais… para que Dat veniam corvis, vexat censura columbas, que traduzido diz: A censura poupa os corvos e persegue as pombas.
- Os templos das memórias aquiescem mudos, soçobraremos sem mudança?
- Aparentemente mudam, mas na verdade não. Inventam-se constantemente novas tecnologias que dizem ser apropriadas para o humano. Curiosamente quanto mais sofisticadas elas são, a miséria, a fome também o são. Fico com a certeza que nunca vi tanta escravidão, tantas mortes silenciosas, como hoje em dia. Se não houver mudanças, os esqueletos futuros serão arquivados nas enciclopédias de outras civilizações. Serão encontrados, estudados, como uma espécie desconhecida que passou pela Terra. Os investigadores dos tempos futuros trabalharão muito para descobrir, explicar, o enigma deste Fenómeno Humano.
- Que as seitas cozinharam no pão do espírito.
- Claro! É o apanágio das seitas religiosas. De noite todos os gatos são pardos. Um lobo visionário cunha um culto qualquer, alforja-se e vira empresário. O aproveitar da religião é sucesso para toda a vida, sabe porquê?
- Faz render o peixe!
- Livre de impostos.
- Daria boa sacerdotisa, mas não me agrada.
- Na Veni, Vidi, Vici, há lugar para si, aceita?
- Não!
- Prefere morrer de fome na velhice?
- Não tenho coragem para enganar pessoas.
- Jasmim da astuta Noite… tanta demanda, tanto tempo perdido em vão à procura dele…
- Dele?...
Sim! Sim! Do dinheiro, quitare. A riqueza monetária… é o Santo Graal.

Ouvi o coro transparente de vozes infantis a ensaiarem um cântico de louvor a Deus. Um piano acompanhava-as. Vozes tranquilizantes no angelical Paraíso, alento para almas destroçadas. Magnificat para penetrar o espírito deificado. O Bispo Éden deixou-me a cantarolar, a sorrir como se fosse o homem mais feliz deste mundo. Juntou-se às crianças, afagou-as, abraçou-as, beijou-as, nublou-se de branco como no reino dos céus.

- Mentor… estaquei! Quanto mais mergulho nas religiões, mais confusa fico. Ah, se o perfume dos jasmins saturasse as nossas consciências… as palavras honradas movem-se como o vento pela rama jasminal.
- Os possuídos pelo dinheiro como milho dão as cartas, jogam, nunca perdem. Os terra-a-terra jogam na carta constitucional, perdem sempre.
- À boa vida.
- Quando um vírus de nível quatro ataca, e está prestes a dizimar a população, pára porque não sobrevive sem portador. As igrejas lutam para que os fiéis esfomeados não sucumbam. Sem mão-de-obra extinguem-se. Mas, as seitas religiosas adulteram, não panificam a religião. Inundam nos pobres de Cristo banalidades supersticiosas… poluição religiosa. Os Estados são pessoas de bem, nos píncaros do desenvolvimento científico. Entretanto, legalizam seitas religiosas que atentam a dignidade humana, mais-valia da fome.
- Resta a religião natural do bombeiro abnegado que falece para salvar o próximo. Os vivos permanecem, a memória dos bombeiros mortos também.
Gil Gonçalves

Veni, Vidi, Vici (II)


- E quando eles protestam?
- Quando nos julgam, anunciamos-lhes a excomunhão. Reforçamos que servem o Demo. É muito importante manter a superstição nesta gentalha. São como carneiros, dominam-se facilmente… como a maria-vai-com-as-outras. Digo-lhes: alegrem-se, sejam barulhentos porque ganharão a liberdade de consciência.
- E quando no culto estão doentes com dores de cabeça, sistema nervoso arrasado, a rebentar de estresse?
- Acreditam piamente nas nossas palavras. São altos cúmulos da crendice, parvoíce… idiotice.
- Negócio de vento em popa, Bispo.
- Prefiro não musicar esse salmo, como amizade segredo-lhe que facturamos só em dízimos, quatro mil vezes cem, fora as doações.
- Acumulação mundial, episcopal.
- Veni, Vidi, Vici.
- O manancial voa para Olísipo.
- Para o Éden! Não confio nos Afundados. Há o perigo das eleições com muito armamento escondido. Receio que estejamos a voltar aos velhos tempos dos combates monótonos que os Gregos iniciaram na Baía de Aulis.
- E as curas milagrosas das dores de cabeça, da barriga, dos dentes, infertilidade, arranjar emprego, esposa, esposo…
- Fácil, é preciso ter fé, não há mal que sempre dure.
- A fé… curar dor de dentes é milagre?
- É sim senhor! Acabem com os doces. Passam o tempo a dentar chocolate, ordenamos que parem, a dor passa, confessam que foi um milagre.
- E os estouros da cabeça?
- Bendizemos para não ouvirem música muito alta, excepto na igreja. A conspiração internacional barulhenta, aterradora, da música atrofia o cérebro, ele deixa de funcionar, surge a cura.
- E as dores de barriga?
- É tormentoso convencê-los que parem de comer funji durante uns dias. Conseguido, cura garantida.
- E a badalada infertilidade?
- O machão rejeita convicto que ela é culpada. A querida, atordoada com lamurias acredita que Deus a abandonou. O macho em casa relincha que a põe fora de casa se a barriga não inchar, que facilmente a troca por outra. Dialogamos, enviamos o marido para o nosso posto médico… já está! As enjeitadas fanatizam-se, passam palavra que foi um milagre fora de série.
- E o emprego? Esse é um grande milagre!
- Aliciamos um crente empresário, o emprego é garantido. A crendice firma que Jesus fez um super milagre.
- Caçar esposa, esposo…
- Enfiam-se para aí, fazem dribles, uns passes, resolvem isso entre eles. Elas encontram marido, eles encontram mulher.
- Igreja Veni, muito trepadeira, milagreira.
- Igreja sem milagres não faz sentido. Os crentes vivem, precisam disso. Andam sobre brasas, perderam o tino. Como comboios desgovernados, perdidos sem estações, apeadeiros, sem paradeiros. Como avalancha seca de pedras a rolar por montanha, que acolhemos, prometemos o paraíso. Entes em tais condições acreditam em qualquer coisa.
- Operários contratados para a fábrica do Senhor. Fabricantes de dízimos.
- Está a brincar ou quê? Olhe que não se brinca com as Sagradas Escrituras, e muito menos com o santo nome de Jesus! Isto é-nos muito sagrado!
- Colonialismo, neocolonialismo, não há diferença. Difere nas mudas do capital volátil.
- O que é que disse?
- Que os mitómanos se igualam.
- É isso! Não há crença sem melómanos. Um órgão soberbo bem afinado põe os crentes em êxtase. Não me pergunte que não sei porquê, ninguém sabe. Como o amor.
- Ninguém sabe…
- Verdadeiramente ninguém o sabe explicar. Batemos na boa porta desse desconhecido com a religião, os crentes vão na conversa, e facturamos em nome do amor.
- Tirando proveito do instinto de conservação das espécies.
- Sim! Sim! O amor de fábrica com os crentes convencidos que são operários… que trabalham para o amor. Não somos diferentes dos outros. Ganhar dinheiro com a crendice humana começou na Terra com os primeiros humanos. Somos apenas maiorais espertos. Despertámos para explorar o passado e o próximo futuro. A meu ver não há nenhuma revolução que acabe connosco. Quando revolucionam, no início somos expulsos, espoliados, martirizados, empalados. Enfim, culpados de tudo. Depois a sanha esmorece. Encarnamos com vigor, mais poderosos. Sumamente negociamos muito bem com a religião. Sem dúvida, é o negócio mais apetecível. Custos inexistentes, os crentes suportam-nos. É o melhor negócio e patrocinado por Deus. Num piscar de olhos somos clientes VIP dum banco. É a dolce vita.

Gil Gonçalves

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A extinção da UNITA


Tal e qual como o fim do furacão Ike, a UNITA avassalou-se. Porque não soube cumprir as regras básicas da informação. Por exemplo, a Rádio Despertar quando foi para o ar não se propagandeou… não se publicitou massivamente. Pessoalmente soube da sua existência alguns meses depois, por intermédio de alguém que me disse que a Rádio Despertar da UNITA estava no ar.

A UNITA perdeu, perdeu-se, desvaneceu-se, evaporou-se… extinguiu-se, porque lhe faltou a experiência de comunicações rádio nas cidades. Nem vale a pena falar de TV. Não conseguiu, desfez a sua vozearia, perdeu-se nos sem voz. Apenas beneficiou das limitações da Rádio Ecclesia.

Samakuva, nunca esteve, nunca atingiu o magnetismo, o poder de comunicar, o saber lidar, levar, dominar a população. Tímido, hesitante, esteve sempre certo no lugar errado.

Enquanto um partido da oposição não conseguir uma grandiosa manifestação popular, continuará tudo na mesma, ou pior.
Mas, um partido, sozinho a governar, é muito perigoso. Não esquecer que a África Negra é muito susceptível a convulsões políticas e sociais tumultuosas. É a democracia somente para exportação

Entretanto a UNITA pode expandir-se numa grande empresa diamantífera, já tem alguma experiência. Expandindo o que já possui, pode criar a seguinte denominação empresarial: UNITA, Explorações Diamantíferas Angolanas, Sarl. Ou numa grande empresa de transportes: UNITA, União Nacional e Informal de Transportes de Angola, Sarl.

Lembro-me de Fernando Heitor… também só falava na rádio. E hoje em Luanda está provado que só uma minoria lá atura, suporta os políticos. Porque, não é?!.. As pessoas têm mais que fazer, para sobreviver. Heitor terminou... derrotado por Aquiles, como na Guerra de Tróia.

Para recordação e saudade resta a melancolia do cantar dos galos… algures aí nas capoeiras.

Eternos inadaptados
Consummatum est
In memoriam

Gil Gonçalves

Angola. Vendem-se, ou alugam-se


Angola. Vendem-se, ou alugam-se

Vendem-se ou alugam-se, no todo ou em parte, pela melhor oferta:
Terrenos, edifícios e instalações de partidos políticos da oposição.

De preferência com o recheio. Bem localizados, situados em zonas nobres da cidade de Luanda. É negócio milionário garantido.

Não se aceitam intermediários.

Podemos negociar parcerias, joint ventures, etc.

Motivos:
Falência, mudança de ramo empresarial e suicídio político eleitoral.

Guardamos sigilo.

Gil Gonçalves

Angola. Precisa-se


ANÚNCIO DE VAGA

OPOSIÇÃO POLÍTICA


Precisa-se, oposição política para enfrentar um partido político em Angola que está no poder há trinta e três anos.

São condições preferenciais de admissão:

Disponibilidade imediata
Honestidade
Destemido, como um cavaleiro andante
Espírito de iniciativa
Integridade e frontalidade
Trabalhar em espírito de equipa
Deslocações para dezassete províncias
Disponibilidade para contactos com populações nos locais mais recônditos.
O candidato/a, tem todas as condições criadas para actuar no terreno. Dinheiro não é problema. Isso é o que mais abunda.
Não são necessárias habilitações académicas. Estamos infestados – uma epidemia – disso. Valorizamos mais a experiência. Dos académicos não reza a História. Os feitos históricos – na sua maioria – estão recheados de indivíduos com poucas habilitações, sem formação. Veja-se o caso português.
Robustez física é condição sine qua non. Zonas palustres é que não faltam.

Enviamos daqui o bilhete de passagem aérea.

Guardamos sigilo

Gil Gonçalves


terça-feira, 9 de setembro de 2008

Eleições viciadas desde o início pelo MPLA

Em Angola (já) não existe oposição. A que existia era apenas para facturar os subsídios dos partidos políticos.
Agora, outra vez… o Mpla. Bom, parece-me que os mesmos de antes, a tal oposição, vão botar umas bocas, reclamar os subsídios… e volta tudo ao mesmo. Mpla sempre no poder.

Também interessa confessar que os intelectuais da oposição são muito fraquinhos, gostam de se evidenciar na rádio e TV. Não há nada a fazer. Esperemos que o Mpla não acabe com o que resta dos pseudo-intelectuais.
Gil Gonçalves
As eleições legislativas angolanas de sexta-feira e sábado foram "viciadas" desde o início pelo partido no poder, razão pela qual se pode compreender a esmagadora vitória do MPLA, disse hoje à Agência Lusa uma investigadora portuguesa.

Paula Roque, analista de política internacional do Instituto de Estudos de Segurança (ISS), com sede em Pretória (África do Sul), adiantou que os "media" angolanos foram "totalmente manipulados" pelo poder e que, ao longo do último ano, "toda a população foi devidamente enquadrada".

"Os sobas (chefes do poder tradicional) estavam estruturados, os (agentes dos) serviços de informações espalharam-se pelo país para criar o medo, os apoiantes do MPLA foram muito agressivos em relação à oposição", sustentou a investigadora portuguesa, que esteve como observadora eleitoral nas províncias do Huambo e Luanda, tendo já regressado a Pretória.

Sublinhando que, durante a sua permanência em Angola, manteve contactos com a sociedade civil, com a Igreja e com dirigentes partidários das principais forças políticas, Paula Roque disse à Lusa por telefone ter testemunhado, nalguns casos, e que lhe contaram, noutros, todas estas situações.

Segundos os resultados provisórios da votação, e quando estão contados mais de 80 por centos dos votos, o MPLA ultrapassa também os 80 por cento das escolhas dos eleitores, deixando a UNITA com apenas pouco mais de 10 por cento.

"O poder corrompe e o poder total corrompe totalmente. A manipulação extrema da votação levou a esta situação. Cria-se assim um 'Estado de informadores' que é muito perigoso para a democracia. É preciso ter confiança dentro do Estado, caso contrário", alertou Paula Roque, doutorada em Antropologia Social pela Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE) de Portugal.

Segundo a também mestre em Direitos Humanos, título obtido na London School of Economics, o reconhecimento, pela maioria das missões de observação eleitoral internacionais, de que a votação foi "livre, justa e transparente" tem também subjacente os grandes interesses económicos e políticos da comunidade internacional.

"Convinha manter a estabilidade política. Há grandes interesses económicos e políticos que não deixam que se questionem os direitos democráticos, pois o crescimento económico em Angola é o mais alto do mundo", afirmou a investigadora portuguesa, cujo mestrado se centrou particularmente nas leis dos Direitos Humanos e do Direito Humanitário e também nas Relações Políticas Internacionais em África.

Mas Paula Roque responsabiliza também a oposição por não ter previsto este desfecho e por não se ter organizado antes da votação, o que permitiu uma "propaganda extraordinariamente eficiente" por parte do MPLA.

Nesse sentido, questionou sobre qual o papel da UNITA, "que está dividida", e dos outros partidos, "que consideram o "Galo Negro" arrogante por não se juntar à restante oposição, no futuro, tendo em conta que haverá eleições presidenciais em 2009.

"Tudo isto é mau para a democracia. Mas o ónus está agora do lado do MPLA, que terá de cumprir ao longo dos próximos quatro anos as promessas feitas na campanha das legislativas", sublinhou Paula Roque, que trabalhou anteriormente no Instituto Sul-Africano de Assuntos Internacionais como coordenadora do Programa de Análise da Presença da China em África.

"Agora, o governo será só MPLA, pois não haverá UNITA que, estranhamente, nem sequer recorreu para o Tribunal Constitucional para contestar os resultados. O MPLA não terá desculpa para não cumprir", concluiu a investigadora portuguesa.

Nota final: Por outras palavras, tudo isto foi escrito em devido tempo e por várias vezes em vários locais, nomeadamente aqui no Alto Hama.
Orlando de Castro Alto Hama

Veni, Vidi, Vici


Universidade Católica de Angola defende os poucos que têm milhões e não os milhões que têm pouco.
Orlando de Castro Alto Hama

Há mais seitas religiosas que campos semeados. Infindáveis sementeiras sem lavradores. Muita semente, poucos lavradores. As seitas religiosas não ensinam a cultivar campos, vivem da fome dos crentes. Seitas com igrejas de improviso. As vozes dos fiéis colapsam, as cabeças e os corações rompem como porões. Mens divinior, o influxo divino! Lembrei-me disto, porque aproximo-me da casa do meu amigo, o Bispo Éden. É um soberano bem. Costuma ditar a ponte do postulado da sua confraria social: «As igrejas crescem proporcionalmente à quantidade de analfabetos existente».

Há malas endinheiradas, fiéis dizimadas, aviadas. Muito maná dos obcecados, que bem utilizado na agro-pecuária extirparia a fome material do êxodo. De certeza que chegou, já aqui está. Vou escutá-lo, reverenciá-lo.

O Bispo Éden orava numa mansão que lhe era extensivamente reservada. Ostensivamente muralhada e reforçada com seguranças. Sempre a obrar, alargar espaços. Derrubar muros, construir outros porque as fronteiras expandiram. Aproximação ou intromissão desconhecida era aventura fatal. Algumas almas-danadas tentaram profanar o santuário, mas ocultas câmaras de vídeo sempre vigilantes, filmavam-lhes os momentos inglórios. O fim, num buraco de terra desconhecida, que fortalece os vivos e recolhe os mortos.

Tímida, face a face com um segurança precavido com a mão na coronha da pistola, que insinua saltar da sua coxa. Revivo a imagem do tempo saudoso da Fronteira, depois transportado para filmes. Ele sentia-se caubói dos westerns, herói do faroeste. O segurança defendeu-se com habitual desconfiança.
- Graças a quem?
- Com o Bispo Éden.
- Nome do bilhete de identidade?
- Jasmim da Noite.
- Aquiete-se um momento.

O portão de barras de aço espaçou. Aventurei-me para o interior, e o portão descansou intramuros. Chegou-me uma pontada de mal-estar. Dois cães movem-se de aviso, ladram. Impõem gélido respeito, parecem lobos puros. A pressão sanguínea do meu coração estabilizou, quando assegurei que os canídeos estavam atrelados, controlados por seguranças. Antes da porta de entrada, à esquerda, diviso uma enorme cruz cimentada com a inscrição: QUE DEUS VOS ESCUTE.

Entrei numa enorme sala, e informaram-me que o reverendíssimo não tardaria. Sentei-me a observar o ambiente. Haviam muitas imagens de santos e cruzes que pareciam fazer parte de uma colecção. Tudo em semi-obscuridade para impregnar a sugestão de misticismo.
O sacerdote com máscara divinal, de aparência lustrosa como se acabasse de descer do céu, saúda-me:
- Ó Jasmim da Noite! Bem-vinda minha peregrina!
Levantei-me mentalmente abençoada. Deixei transparecer a minha pequenez, perante tanta grandeza pastoral. Cumprimentámo-nos com parcimónia. Ele lança-me a sonda:
- Vens em peregrinação?
- Procuro o paraíso perdido.
- É esse elemento que falta à igreja. Hum, hum, um paraíso perdido, que retorna a Éden, isso agrada-me muito. Óptimo… a Igreja Veni, Vidi, Vici, e o Bispo Éden abençoam-te.

A minha atenção foi para uma vitrina com fragmentos de ossos, folhas de oliveira, restos da túnica de Jesus Cristo, azeite, água, terra, restos de madeira da cruz de Jesus crucificado. Era um museu da cristologia. Para pobre devota como eu, constituía um enredo que inspirava a desvendar, aclarar, entrar no oculto religioso.
- São relíquias autênticas… achados arqueológicos?
- Santas relíquias, objectos dos nossos milagres. O Fundamento inventivo a descoberto.
- Bispo, estão abençoadas?
- Abençoamos tudo. Esse relicário foi abençoado por mim.
Pegou num frasco de azeite, e explicou o seu mistério.
- Com o azeite ensinamos: foi ele que ungiu Jesus, veio da Terra Santa. Poupamos despesas juntando-lhe óleo. A água, buscamo-la no rio mais próximo.
- Como conseguem atrair crentes que produzem vozearia medonha, como se louvassem as trombetas do Apocalipse?
- Estrondamos a praça porque eles perderam os ouvidos. Estão surdos devido às pândegas das noites perdidas. Os vizinhos, os poucos que tem audição, têm razão que não os deixamos dormir.
Gil Gonçalves

José Sócrates, o Colonizador


José Sócrates, o Colonizador
Ontem, eram apenas treze crianças com o que lhes resta dos corpos, que vasculhavam nos contentores do lixo algo para comerem… a um quilómetro da Embaixada de Portugal em Luanda.
Gil Gonçalves

08.09.2008 - 21h13 Lusa
O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje estar "profundamente satisfeito" com a forma "transparente, livre e democrática" como decorreram as eleições legislativas em Angola e saudou as autoridades de Luanda pela conclusão deste processo em "paz" e "liberdade".

08.09.2008 - 15h50 – Grapilho, Caldas do Tio das Taipas
De Matosinhos, diz-se, Angola um dos países com maior desenvolvimento do mundo. De luanda diz-se, que somos leigos e desinformados !!!! Bem, eu não sou uma coisa, nem outra, e a corroborar esta minha certeza, fica a Refª do comentário do senhor Celso Muiane. Grapilho, e ??? Para que é da época, e já se esqueceu. Digo tem muita fraca memória. Prós mais novos fica a informação: Salazar antes do tombo, tinha tido em Lisboa uma manisfestação de apoio monumentalissima com gentes de todo a país, curioso, NÃO É !!!!!!

07.09.2008 - 12h59 - Bonifácio Rodrigues, Lisboa
A missão africana integra observadores do Zimbabwe e de outros países pouco recomendáveis democraticamente. Aprovam tudo, desde que lhes paguem. Mesmo os sul-africanos. Não venham, pois, falar de tais observadores, que só observam o que querem. Aliás, toda a gente sabe que não havia cadernos eleitorais, que não foram credenciados fiscais dos partidos, uma bagunça, uma trafulhice pegada. Para servir a cleptocracia da família do presidente, dos ministros, dos generais. Podres de ricos, sem que ninguém possa explicar como enriqueceram.

07.09.2008 - 12h46 - Anónimo, Portugal
E aqui não há miséria? Não há fome e desgraça. Sabe que há 2 milhões de portugueses a viver em plena miseria, depois dos camiões de dinheiro vindos da União europeia?

08.09.2008 - 04h03 - Clay Bullröhr, Hollywood, Califórnia, EUA
Amigo meu que esteve ultimamente em Angola afirmou-me que uma só aspirina custa lá uns oito euros, muitos salários mínimos! Tais ecentricidades derivam das políticas do MPLA que, ao que tudo parece, poderá continuar o espetáculo. Desse jeito, como pode progredir o país?

08.09.2008 - 02h16 - M. Àlvares, Porto
Depois do belíssimo espectáculo dos mimos ao Ogre do Zimbabué em Lisboa e na outra conferência Europeia estavam abertas as portas, de par em par, para a descarada fraude em Angola. Ainda cheguei a pensar que ficariam "civilizadamente" pelos 60% mas claro com o "exemplo" da dita "comunidade internacional" e dos democratas do petróleo e diamantes chapéu........! Mas o que seria de rir ás gargalhadas, se não fosse sério e trágico, são os "80% " de votos no "pelá" em Cabinda ! È o máximo do descaramento e da vigarice atirados ás trombas dos "idiotas úteis" e suprema coroa de glória dos "negociantes democráticos" dos "dreitos du home" cá da paróquia e das outra como Texas e Bruxelas. E,já agora, porque é que tiveram medo da imprensa escrita Portuguesa ? Tão transparentes os "eduardos" .....! Pobres Africanos condenados á miséria e tirania sem compreenderem o conto do vigário travestido de libertação.......
Público última hora





segunda-feira, 8 de setembro de 2008

X-Files. Os Cagots


X-Files
A França também tem um povo pária
por Fernando Silva em 02 Ago 2008, 14:44
"O Globo" 02/08/08

Os párias da Europa

Sean Thomas
do Independent

A última sobrevivente assumida dos cagot traça as raízes do seu povo de párias, que enfrentou séculos de preconceito brutal por razões que ninguém consegue sequer lembrar.

Sentada em sua pequena casa perto de Tarbes, nos Pirinéus franceses, Marie-Pierre Manet-Beauzac fala sobre seus ancestrais. Para a maioria das pessoas, seria uma experiência agradável. Mas para essa mulher na casa dos 40 anos, mãe de três filhos, a história de sua linhagem é marcada por uma tristeza ímpar: ela pertence a um grupo de párias perseguido por mil anos na França.

Marie-Pierre é uma cagot. Não é surpresa que a palavra não signifique nada para a grande maioria das pessoas.

A história do povo cagot é obscura; para alguns pesquisadores, teria sido deliberadamente apagada.

- Falar sobre os cagots ainda é algo ruim nas montanhas. Os franceses se envergonham do que fizeram conosco; os cagots têm vergonha do que foram. É por isso que hoje ninguém confessa ser descendente dos cagots.

Exceto, unicamente, Marie-Pierre.

Ela é provavelmente a única pessoa no mundo a fazer questão de dizer que tem sangue cagot.

Mas levou muitos anos para que tivesse total consciência do que isso significava.

- Quando eu tive filhos, quis saber de onde eles vinham, o que significa saber de onde eu vim - contou.

- Eu comecei a pesquisar e tracei minha árvore familiar através de gerações e gerações por muitas vilas e cidades dos Pirinéus.

Foi então que notei certos nomes e tendências entre meus antepassados: vários carpinteiros miseráveis, cesteiros, pobres em geral, pessoas que viviam nas áreas "erradas" da cidade. Logo eu me dei conta de que era uma cagot, embora haja muita controvérsia sobre o que, exatamente, isso significa.

Como a própria Marie-Pierre conta, a verdade sobre os cagots é obscura. A primeira menção a esse povo aparece em documentos do século XIII. Nessa época, os cagots já eram vistos como pertencentes a uma casta inferior, "intocáveis" do oeste da França e do norte da Espanha.

Em tempos medievais, os cagots - também conhecidos como agotes, gahets, capets, caqueux, entre outros nomes - eram segregados dos demais camponeses da região de diversas formas.

Tinham seus próprios assentamentos urbanos, em geral junto à margem do rio mais infestada pela malária.

Esses guetos insalubres eram conhecidos como cagoteries; traços deles ainda são encontrados em comunidades dos Pirinéus, como Campan e Hagetmau.

Segregação era marca cotidiana

Por centenas de anos, os cagots foram tratados como diferentes e inferiores. Em igrejas, eles tinham que entrar por portas específicas (pelo menos 60 igrejas nos Pirineus ainda apresentam entradas "cagot"), tinham pias de água benta em separado, e recebiam a comunhão na ponta de um longo bastão de madeira.

Marie-Pierre acrescenta: - Quando um cagot vinha à cidade, tinha que reportar sua presença com um chocalho. Como os leprosos como os sinos.

Desprovidos de qualquer direito civil ou político, os cagots tinham um cotidiano marcado pela segregação.

Eram proibidos de seguir a maior parte das carreiras. Eram forçados a serem carregadores de água ou lenhadores. Fabricavam barris para os vinhos e caixões para os mortos. Acabaram se tornando talentosos carpinteiros. Ironicamente, construíram muitas das igrejas dos Pirineus das quais eram parcialmente excluídos.

Algumas das outras proibições impostas aos cagots eram bizarras.

Não era permitido, por exemplo, que andassem descalços, como a maioria dos camponeses, o que acabou dando origem à lenda de que teriam os dedos dos pés unidos, como o de patos.

Cagots não podiam frequentar as mesmas casas de banho usadas pela população em geral. Eram proibidos de tocar os parapeitos de pontes. Eram obrigados a usar sinais que os distinguissem presos em suas roupas.

Marie-Pierre suspira: - Os cagots não tinham permissão para comer ao lado de não-cagots, nem compartilhar pratos. Alguns diziam que era um povo de psicopatas e até de canibais.

Casamentos entre cagots e não-cagots eram praticamente impossíveis.

Ainda assim, alguns casos amorosos ocorreram. Pungentes canções dos séculos XVI e XVII lamentam esses trágicos encontros.

Pés perfurados e mão amputada

Em algumas ocasiões, o preconceito era brutalmente reforçado. No início do século XVIII, um cagot mais próspero foi pego usando a pia reservada para não-cagots numa igreja. Sua mão foi amputada e pregada na porta do templo. Outro cagot que ousou cultivar sua própria terra (o que era estritamente proibido por lei) teve seus pés perfurados com pregos de ferro incandescentes.

- Se havia qualquer crime no vilarejo, os cagots eram normalmente acusados de autoria. Alguns foram queimados em fogueiras - conta Marie-Pierre.

E mesmo na morte, a discriminação persistia. Os cagots eram enterrados em seus próprios e miseráveis cemitérios; um deles ainda existe em Bentayou-Seree, um pequeno vilarejo ao norte da localidade de Pau.

Mas qual é a origem dos cagots? Por que foram vítimas de tanto preconceito? Sua origem é nebulosa. Parcialmente porque os próprios cagots desapareceram.

Durante a Revolução Francesa, as leis contra o povo foram formalmente abolidas e muitos cagots pilharam arquivos e apagaram deliberadamente os registros de sua ancestralidade. A partir de 1789, os cagots foram paulatinamente assimilados pela população em geral; muitos teriam emigrado.

Entretanto, alguns registros históricos oferecem intrigantes hipóteses.

Fontes da época os descrevem como baixos, de pele escura e troncudos. Contraditoriamente, outros relatos diziam que eram louros e de olhos azuis. Em "A história das raças malditas", de 1847, Francisque Michel fez um dos primeiros estudos sobre os cagot. Segundo o pesquisador, eles tinham "cabelo escuro e crespo". Ele também descobriu que pelo menos dez mil cagots viviam dispersos nas regiões de Gasconha e Navarra e ainda eram perseguidos aproximadamente 70 anos depois da casta dos cagots ser abolida.

Desde o trabalho pioneiro de Michel, vários historiadores tentaram resolver o mistério dos cagots.

Uma das teorias sustenta que eles seriam leprosos ou sofreriam de outras doenças contagiosas, o que explicaria as regras de não "tocar" em nada que fosse de uso corrente por não-cagots. No entanto, essa idéia é derrubada por diversos relatos segundo os quais os cagots seriam perfeitamente saudáveis.

Uma outra idéia, como aponta Marie-Pierre, é que os cagots seriam escravos dos godos, o povo germânico que invadiu a França na Idade das Trevas. A partir dessa teoria, etimologistas deduziram que "ca-got" viria de "cani gothi", isto é, "cães dos godos". A hipótese, no entanto, não explica as muitas variantes do nome cagot, nem sua distribuição geográfica. Na verdade, o nome cagot provavelmente deriva de "caca", um termo abusivo por si.

Ódio ainda persiste em algumas regiões

No ano passado, uma nova teoria surgiu no livro do escritor britânico Graham Robb, "A descoberta da França". Robb sugere que os cagots eram originalmente um grupo de exímios carpinteiros medievais.

Por essa tese, o preconceito contra eles teria sido gerado pela rivalidade comercial e regimentado com o passar do tempo.

Quem estará certo? O quadro é confuso. Mas Marie-Pierre Manet-Beauzac, "a última cagot do mundo", afirma não ter dúvidas sobre suas origens: - Acredito que os cagots são descendentes de soldados mouros remanescentes da invasão muçulmana da Espanha e da França no século VIII. É por isso que muitos os chamavam "sarracenos" - afirma ela. - Eu sou bem morena e minha filha Sylvia é a mais morena de sua classe.

Sua teoria, da origem muçulmana dos cagots, é defendida por muitos especialistas franceses porque explica o preconceito religioso.

A sua distribuição geográfica estaria provavelmente ligada às rotas de peregrinação de São Tiago.

Marie-Pierre mostra um website onde ela reúne informações sobre a vida dos cagot. Ela aponta para um a lista de cidades relacionadas a "les agotes".

- Alguns gostam de dizer que os cagots desapareceram. Mas isso não é verdade. Quem vai aos arredores de Campan, por exemplo, ainda vê o povo baixo e troncudo descendente dos cagots. O "povo pestilento".

Pergunto a Marie-Pierre se ela me deixará usar a foto de Sylvia e de seus outros filhos. Ela balança a cabeça.

- Desculpe, mas não. Não há problema, para mim, em admitir de onde venho. Mas se as pessoas souberem sobre as origens dos meus filhos, isso pode criar dificuldades para eles.

Ela olha pela janela, para os distantes Pirinéus.

- Em alguns lugares, o ódio persiste.

Mesmo agora. Os cagots podem estar silenciosos, mas ainda assim eu consigo ouví-los.

http://rv.cnt.br/viewtopic.php?f=1&p=348043

Generais “desfavorecidos” contemplados







Generais “desfavorecidos” contemplados

Luanda – Foi concedido a uma associação que se supõe agrupar oficiais generais que a si próprios se vêm como “menos favorecidos” pelo regime do MPLA o direito de superfície sobre uma área de 2.500.000 m2, na Camama, arredores de Luanda.

A associação, UNIPREV-Associação Angolana de Beneficiários da Previdência, tem sede no Bairro Militar, em Luanda; o seu presidente é José Arsénio Manuel. O empreendimento urbanístico a implantar na área será gerido pela cooperativa Ondjo Yetu.

Fonte: Africa Monitor e Club-k

Mistérios da Medicina. Icu, Veneno Implacável


Conhecido e célebre é o curare, veneno terrível com que os índios ao norte do rio Amazonas matam quase instantaneamente; mas desconhecida e coberta com zeloso segredo era a procedência dos elementos componentes do veneno.

Viajantes procuraram levantar, visitando diversas tribos, o véu do segredo, naturalistas faziam experiências com diversas plantas para assim descobrir a fabricação do mortífero produto.

A princípio, o mundo científico considerava uma estrychnacea, que também cresce na Amazônia, como o principal elemento que se fabricava o curare, até que o então diretor do Museu Nacional, o Dr. J. B. Lacerda, por diversas experimentações provou que o curare era fabricado de uma planta chamada Icú, (Anomospermum grandifolium Eichler), da família das menispermaceas. (Arquivo do Museu Nacional, vol XI, Rio, 1901).

Entre os índios Guaicas, que habitavam às margens do Orinoco, a fabricação do curare era rodeada de uma cerimônia curiosa, que nos descreve o Dr. J. Bach e, ao que se sabe, as tribos do Alto Amazonas e do Rio Negro, possuíam costume análogo.

O chefe da tribo era que realizava um sorteio de três indígenas, que teriam que sujeitar-se à fabricação do temido e enérgico veneno.

Eram sorteados dois homens e uma mulher para este fim. Reuniam-se então, 186 elementos da tribo e principiavam a fabricação do curare com as seguintes manipulações:

O morubixaba mandava preparar em uma pequena clareira uma fogueira de fogo lento. Ao seu lado ele tinha duas panelas de barro de tamanhos diferentes. A maior destas estava cheia de uma tintura cor de chocolate claro, na quantidade de mais ou menos 800 gramas e a menor a capacidade de 150 gramas. Por sua ordem, a panela menor foi colocada sobre a fogueira conservada em fogo lento e um dos índios sorteados esvaziou ou verteu nela uma quantidade de tintura até o meio e introduzia no líquido uma varinha resistente, com a qual o remexia. A evaporação era tão forte que no espaço de duas horas e meia, o índio obtinha 800 gramas da tintura, perfeitamente condensado. Ao término desta operação o indígena completamente estonteado em consequência da forte evaporação do veneno, era substituído pelo companheiro do sorteio. Uma hora e meia mais tarde, este último índio também se via obrigado a abandonar a fogueira, também vítima de fortes tonteiras. É revezado então pela mulher, que termina a operação, mas fica sujeita também aos mesmos sintomas.

Durante esta função o chefe da tribo formava com os outros indígenas que assistiam à fabricação, um semicírculo cuja abertura era do lado para onde soprava o vento, de forma que os espectadores não absorviam as evaporações do veneno.

Afirmou o mesmo naturalista, que os índios se negaram de revelar-lhe seu segredo. Contou ainda, que teve a oportunidade de observar os efeitos do curare, quando dois remadores de sua canoa foram flechados, sendo que poucos minutos depois de feridos, deixaram de existir, observando que não tinham sido acertados em lugares considerados mortais.

O curare era empregado, não só nas flechas lançadas por arcos, como também, em setas desferidas por zarabatanas, dependendo da tribo e destino a ser dado ao animal abatido com tais armas.

A primeira menção sobre estas flechas envenenadas, surge na História do Brasil, pelo relato de visitantes espanhóis, que singravam o rio Amazonas, muito antes dos portugueses, pois depois de conquistarem o Império dos Incas, passaram a buscar novas terras, à procura de mais riquezas.

As lendas a respeito de uma cidade repleta de tesouros incalculáveis situada em plena selva amazônica, denominada Manoa, fez com que Gonzalo Pizarro organizasse uma expedição para procurá-la.

Foi então contratado o tenente Francisco de Orellana para enfrentar a feroz resistência imposta pelos indígenas. Esses espanhóis navegaram pelo Amazonas sem jamais terem encontrado a lendária cidade. Entretanto, a partir de certo trecho do percurso, os viajantes passaram a sofrer um grande pesadelo, pois, durante o dia, flechas se abatiam sobre a embarcação, e os homens atingidos por esses primitivos artefatos, morriam a cabo de minutos, apresentando o aspecto de um terrível sofrimento, embora não emitissem um gemido, sequer. Era o curare, o veneno implacável.

Extraído de ervas nativas da Amazônia, preparado seguindo rituais e técnicas centenárias que passam de pais para filhos, o curare permanece ativo por séculos, sendo conhecido o caso de um conservador de certo museu da Europa que se feriu numa ponta de flecha que se encontrava no estabelecimento por mais de trezentos anos e teve morte idêntica à dos exploradores flechados em plena selva. Realmente é surpreendente!

Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto

http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendaicu.htm