sexta-feira, 29 de junho de 2012

Movimento cobra ação do governo e denuncia o extermínio dos moradores de rua


Pesquisa do Movimento Nacional de Pessoas em Situação de Rua (MNPR) mostra que pelo menos 304 moradores de ruas foram assassinados no Brasil entre janeiro e junho deste ano. Na média, são quase duas pessoas por dia. O levantamento tem por base notícias publicadas em jornais.
Segundo integrantes do movimento, os responsáveis pela maioria das mortes são policiais atuando como seguranças privados e grupos neonazistas. “Comerciantes pagam para policiais que trabalham como seguranças para fazer isso. Esse extermínio é fruto da Copa, da Olimpíada e de uma sociedade preconceituosa que insiste em dizer que todo morador de rua é usuário de drogas, vagabundo, bandido”, diz Anderson Miranda, presidente da entidade.
Os líderes do movimento pedem a criação de políticas para combater o que chamam de “genocídio” e reclamam que as promessas feitas em março pelo Comitê Intersetorial de Monitoramento da População em Situação de Rua (CIMPR), coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, não foram cumpridas. “As pessoas continuam morrendo e nada é feito”, afirma Miranda.
O coordenador do Comitê, Wellington Pantaleão, rebate as críticas afirmando que medidas importantes já foram tomadas. “Desenvolvemos a estratégia e oficiamos que cada estado destaque um promotor do Ministério Público e um defensor público para acompanhar os casos que tínhamos informação. Ao mesmo tempo, oficiamos as secretarias de segurança pública, de direitos humanos e as polícias para que os casos recebam a atenção devida”, aponta.
Segundo Pantaleão, um comitê de defensorias está sendo implantado para garantir a atuação em novos casos. Dessa forma, cada estado teria um promotor ou um defensor público de referência permanente. E a reunião de um grupo de trabalho que contará com a participação dos movimentos sociais está marcada para a primeira semana de julho.
A ideia é que sejam discutidas formas de tornar a ação da polícia mais efetiva para a proteção da população de rua. Mas ele ressalta a dificuldade dos órgãos públicos em prevenir novos atentados: “Como se previne a violência contra crianças, idosos ou contra a população de rua? Só com muita educação em direitos humanos”.
Impunidade
Apesar de o MNPR apontar a atuação de grupos de extermínio, a maioria dos casos não têm inquérito aberto. Pantaleão e o defensor público Carlos Weis acreditam que isso é uma realidade não restrita apenas à população de rua. “Na verdade há um problema de investigação policial no Brasil como um todo. Somente os casos mais rumorosos têm atuação mais efetiva. Sem resolver isso não conseguimos combater a criminalidade”, acredita Weis.
Miranda, no entanto, defende que é possível prevenir e punir os crimes se políticas intersetoriais forem adotadas. Para ele, municípios, estados e União deveriam trabalhar juntos. “Claro que não é o governo federal que cuida diretamente dessa questão, mas ele poderia não repassar verbas para cidades que não respeitem os direitos humanos dessa população. Nós estamos denunciando esse massacre e os governos não fazem nada”, enfatiza.

8 sinais de que estamos à beira do apocalipse econômico, segundo Raoul Pal


Analista prevê colapso bancário e surgimento de um novo sistema financeiro até 2013
São Paulo – Não faltam visões pessimistas sobre os rumos da crise econômica, mas o ex-gestor de fundos hedge na GLG Partners e na Goldman Sachs e fundador do Global Macro Investor, Raoul Pal caprichou nas previsões tenebrosas.
Em uma apresentação compartilhada na internet, Pal prevê o colapso do sistema bancário mundial, com os governos das principais economias quebrando e o sistema financeiro passando por uma reorganização completa.
Quando isso vai acontecer? Para ele, entre 2012 e 2013. “Temos cerca de seis meses de negociação nos mercados ocidentais para fazer dinheiro suficiente para compensar as perdas futuras”, alerta Pal.
Na visão do analista, após o efeito dominó, que não pouparia Europa, Estados Unidos e China, o mercado de títulos morreria e só sobraria o ouro e o dólar.
“O colapso bancário e os calotes em massa trariam o maior choque econômico que o mundo já viveu”, diz Pal. “Gostaria de ver outro cenário com igual probabilidade, mas não consigo… Tudo que podemos esperar é que eu esteja errado, mas, de qualquer forma, um sistema completamente novo vai surgir e vai abrir uma série de oportunidades”, destaca o analista, em sua apresentação.
Veja, a seguir, trechos dos slides em que Pal explica por que, em sua visão, o fim está próximo:
  • O mundo não tem um motor de crescimento, com todas as economias do G20 entrando em “velocidade de estol” (velocidade abaixo da qual um avião não se sustenta mais no ar e começa a cair) ao mesmo tempo.
  • O mundo está prestes a entrar em sua segunda recessão, com uma depressão em andamento. Pela primeira vez desde a década de 1930, estamos entrando em uma nova recessão antes que os índices de produção industrial, encomendas de bens duráveis, emprego e PIB do setor privado tenham voltado ao patamar anterior.
  • Este será o pico cíclico mais baixo de crescimento do PIB na história dos países do G7, ou seja, é o alicerce mais fraco para se entrar em uma recessão.
  • As 10 nações mais devedoras do mundo têm uma dívida superior a 300% do PIB mundial.
  • A história mostra que quando uma nação dá o calote na dívida soberana, outros calotes vêm em seguida.  Um calote da União Europeia significaria um calote do Reino Unido, seguido por Japão, Coréia do Sul, China, Estados Unidos e, finalmente, a maior crise bancária da história.
  • Não sabemos exatamente o que está por vir, mas podemos ligar os pontos entre o ponto que estamos agora e o colapso do primeiro grande banco. Há pouco espaço para resgates governamentais, o que permite facilmente ligar os próximos pontos entre o primeiro banco fechado e o colapso de todo o sistema bancário europeu, e depois a quebra dos governos.
  • Praticamente não há freios para evitar essa situação e quase ninguém percebe a seriedade da situação.
  • O problema não são os 70 trilhões de dólares em dívida do G10. O problema é o colateral de 700 trilhões de dólares em derivativos associados a eles. Isso equivale a 1200% do PIB mundial e está apoiando em bases muito, muito fracas.
Confira a apresentação completa, em inglês:

Mais oficiais seniores desertam do exército da RDC para reforçar a rebelião


Quatro coroneis e mais de 200 homens terão passado das forças govermentais para M23 de Bosco Ntaganda a leste do país
Por Nick Long | Kinshasa VOA
Mais oficiais superiores estão a desertar as forças armadas da República Democrática do Congo. O porta-voz da missão militar das Nações Unidas no Congo afirma que as deserções têm produzido um impacto significativo tanto no combate como no moral dos militares das forças armadas congolesas.
A missão das Nações Unidas afirma que a situação na provincia congolesa do Kivu do Norte contínua tensa, em grande parte devido às deserções continuadas das forças armadas congolesas para o movimento rebelde M23.
O grupo rebelde M23 teve a sua origem num outro grupo rebelde, o CNDP, que se tinha associado às forças armadas congolesas há tres anos no ambito do acordo de paz. Mas, muitos dos seus elementos desertaram em Abril ultimo dando o seu apoio ao lider rebelde Bosco Ntanganda que está a ser procurado por crimes de guerra.
Em Maio passado, os militares congoleses repeliram as forças rebeldes do M23, afugentando-os até a fronteira com o Ruanda e Uganda. Mas este mês, a ofensiva das forças armadas mostraram ter perdido o seu o ímpeto, havendo noticias segundo as quais os rebeldes estariam a receber ajuda do Ruanda.
Nos últimos 10 dias, quatro ex-coronéis do CNDP e um número de desertores, calculado em 200 soldados, teriam abandonado o o grupo CNDP para se juntarem ao movimento rival, M23.Um dos desertores do CNDP, Coronel Douglas, tinha sido responsável dos serviços secretos militares da zona onde se realizava a maior parte da luta contra o movimento M23.
O portavoz militar das Nações Unidas, Coronel Felix Basse, disse à Voz da América que as deserções tinham vibrado um duplo golpe às Forças Armadas da Republica Democrática do Congo, conhecidas pela sigla FARDC.
“Em primeiro lugar, todas estas deserções enfraquecem as Forças Armadas da República Democrática do Congo. Em segundo lugar, as deserções produziram um impacto psicologico. Importante nas operações em curso imaginar um oficial da patente superior de comandante que deserta e foge. É um golpe significativo, na verdade que afecta o moral dos soldados no terreno.”
O porta-voz militar das Nações Unidas adiantou que apesar de tudo, as forças armadas congelesas continuam a manter as suas posições e que a MONUSCO, a missão das Nações Unidas no Congo, reforçou as suas posições na Provincia do Kivu do Norte, sem, todavia, envolver-se em luta contra as forças rebeldes do movimento M23 que está a causar agitação e grande alarme nas aldeias da região.


CNE não tem competência para legislar nem para propor leis - Isaías Samakuva



Luanda - O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva afirmou, no passado dia 27 de Junho de 2012, que o seu Partido não aceita que os angolanos no estrangeiro votem sem registo eleitoral, segundo decisão tomada pela CNE em contravenção à lei.

Fonte: Unita
Isaías Samakuva que falava durante o comício que reuniu milhares de adeptos no Andulo, recordou que Angola teve eleições fraudulentas em 1992 e em 2008 e que para garantir a lisura no processo eleitoral de 2012, o seu partido bateu-se para a existência de uma Comissão Nacional Eleitoral Independente ao abrigo do artigo 107 da Constituição da República de Angola.

O dirigente máximo da UNITA adiantou, entretanto que apesar da lei ser clara, o Partido no poder engendra diversas manobras, para atrapalhar o processo em seu próprio beneficio. “As manobras não pararam, soubemos que a CNEI aprovou a realização de eleições no estrangeiro”, denunciou o líder da UNITA, para quem o seu partido sempre bateu-se para os angolanos que razões diversas vivem no exterior tivessem também a oportunidade de votar, sendo este um direito que lhes assiste a Carta Magna de Angola.

“Mas nossos irmãos do MPLA não aceitaram”, disse, sublinhando que depois de não terem aceite o registo no exterior do País, o que significava que não haveria voto no exterior, agora a CNE deliberou que haja eleições no exterior do país.

O Presidente da UNITA lembra que a CNE não tem competência para legislar nem para propor leis. “Como é que a CNE vem agora a aprovar uma disposição legal que Assembleia Nacional não aprovou”, questiona o líder da UNITA, Isaías Samakuva. O mais alto dirigente da UNITA foi mais longe, afirmando não tendo havido registo, não há condições para se aferir quem é angolano e quem não é e quem deve e não votar.

“Se não houve registo eleitoral onde é que vão sair os cadernos eleitorais para se saber quem vota no exterior do país?”, voltou a questionar Isaías Samakuva, para quem o regime do MPLA em desespero de causa inventa todas as maneiras de contrariar a corrente construída em torno da consciência dos angolanos para a mudança.

O Presidente da UNITA reafirmou o que já disse em outras ocasiões de que desta vez ninguém mais vai aceitar eleições fraudulentas, como aquelas que ocorreram em 1992 e em 2008. Isaías Samakuva refutou a ideia veiculada pela CNE de que os Partidos que o desejarem deverão enviar seus fiscais ao exterior para acompanharem a eleição. Samakuva insiste que não há condições para a realização de eleições no exterior e nas embaixadas de Angola, controladas por embaixadores que são ao mesmo tempo membros do MPLA.

O discurso do Presidente Isaías Samakuva para a população do Andulo, consistiu também num apelo à consciência de todos no sentido de se prepararem para o exercício do direito de votar naqueles que melhor defendem o bem-estar dos angolanos. Ao explicar as razões para a realização de eleições, Isaías Samakuva adiantou que as mesmas constituem uma soberana oportunidade para os cidadãos julgarem os governantes a quem deram o mandato de quatro anos para conduzir os destinos do país.

De acordo com o político, volvidos quatro anos e perante o facto de o governo do MPLA não ter cumprido as promessas que fez em 2008, de um milhão de casas, um milhão de empregos, água para todos, melhorias no sistema de ensino e nos serviços de saúde, distribuição de energia elétrica, o MPLA já não deve merecer a confiança dos angolanos.

Ao rol de promessas feitas pelo MPLA e que não foram, igualmente, realizadas, o Presidente Samakuva juntou as vias de comunicação rodoviária, cujo estado de degradação, além de provocar avarias, impede o escoamento de produtos do campo para as cidades.

No final do encontro com milhares de adeptos, Isaías Samakuva reuniu com as autoridades tradicionais e as elites da região, tendo reforçado o apelo para o engajamento de todos no processo eleitoral, para que a mudança aconteça em Agosto de 2012.

De salientar que antes do Andulo, o presidente da UNITA orientou acto similar na sede municipal de Nharea, a que participaram outros milhares de pessoas. Esta quinta-feira, o mais alto mandatário da UNITA cumpriu mais uma etapa da sua digressão pelas terras de Viye, tendo estado no município do Kunhinga, onde, além do encontro que manteve com a administradora local, Celeste David Elavoko, sensibilizou as populações para encararem as eleições com chance única para encurtar o caminho do sofrimento, votando na UNITA.

Para fechar o sétimo dia de trabalho na província do Bié, o líder da UNITA orientou uma palestra que teve lugar no Cine Teatro, sobre os principais pilares do Programa de Governação do Galo Negro, da qual tomaram parte diversas personalidades e sensibilidades. O Município de Chitembo recebe esta sexta-feira 29 de Junho de 2012, a comitiva do Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, para uma visita destinada a avaliar o funcionamento dos órgãos de base do Partido naquela região e preparar o povo para o exercício do voto da mudança a 31 de Agosto próximo.