domingo, 8 de março de 2015

Angola numa encruzilhada





“Meus caros Compatriotas!
Durante 11 longos anos dei-vos a chave da Saúde, da felicidade eterna, a Liberdade Infinita e a Justiça absoluta com os meus ensinamentos sobre a Filosofia e Medicina Tradicional Chinesa. Enquanto foi possível, aqui em Angola, consagrei a minha vida a ultrapassar as dificuldades físicas e espirituais. Agora, que por falta de condições de continuar a manter a minha clínica operacional, é chegada a vossa vez de espalhar a filosofia oriental entre todos os que sofrem.Angola treme diante de um dilúvio furioso.A Arca de Noé está aqui, nos conhecimentos que vos deixo.
Um até sempre!”
Angola en­contra-se perante uma crise evolutiva. Constata­mos isso agora, com a “crise” da bai­xa do preço do petróleo. Logo após as primeiras 24h do anúncio desta bai­xa, verificamos que o país quase parou. Os bancos não funcionam, as prate­leiras dos supermercados vão ficando vazias, os qua­dros emigram, os expatria­dos abandonam o país, os preços de todos os bens sobem vertiginosamente. O tecido empresarial do país estagnou por comple­to e isso podemos consta­tar com a paragem súbita da Construção civil, cons­trução de estradas, etç, etç.
De facto, a magnitude da crise em Angola leva – nos a concluir que este país en­contra-se num estado de doença terminal. As me­táforas que comparam al­guns destes problemas ao cancro, às doenças cardía­cas e à Sida são já um lu­gar-comum. A impossibi­lidade de um cidadão não poder movimentar a sua conta de dólares, de de­morar uma simples trans­ferência bancária mais de 2 meses, de nos ser agora taxado um imposto de 15% a 18% sobre estas transfe­rências pode ser compara­do ao desenvolvimento de tumores em órgãos vitais. A falta de água que assola a cidade de Luanda, com a poluição extrema tem alguma semelhança com a leucemia e os linfomas.
Angola e os angolanos no seu conjunto necessitam, clara e urgentemente, de ser curadas. Há já alguns anos que venho dizendo que o ambiente exterior reflecte o ambiente inter­no e que a solução para o dilema em que nos encon­tramos é o regresso a um modo de vida mais natural, que não pode deixar de in­cluir uma forma mais natu­ral de alimentação. A saú­de dos angolanos não pode ser separada da saúde de Angola, sendo os alimen­tos naturais a ponte entre ambas.
*CONTINUA

In Luis Filipe, Consultório Médico. Folha 8, 07 de Março de 2015



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