Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

RNA, TPA, ANGOP e Jornal de Angola custam 267 milhões USD ao OGE, revela Conta do Estado 2014



As empresas estatais de comunicação social ficaram com 24% dos 1.115
milhões USD de subsídios operacionais que o Governo destinou a 22
empresas públicas em 2014. As quatro empresas públicas de media
receberam cerca de 4,5 vezes mais dinheiro do que as três empresas de
caminhos-de-ferro.

Félix Abias
EXPANSÃO

O Estado gastou 109.576 milhões Kz, correspondentes a 1.114 milhões USD,
em subsídios operacionais a 22 empresas públicas em 2014, revela a Conta
Geral do Estado (CGE) desse ano que se encontra em discussão na
Assembleia Nacional (AN).

A lista das empresas é liderada pela ENDE, com 618 milhões USD, seguida
da TAAG com 118,5 milhões USD. Seguem-se as quatro empresas públicas de
comunicação social com 266,7 milhões USD no conjunto.

Feitas as contas, em cada 100 dólares gastos com subsídios operacionais
às empresas públicas 24 USD foram destinados aos media públicos.

A Rádio Nacional de Angola é o órgão de comunicação social do Estado que
mais dinheiro recebeu, 92 milhões USD, seguida da Televisão Pública de
Angola, com 84,1 milhões USD, das Edições Novembro, que edita o Jornal
de Angola, entre outras publicações, com 55,2 milhões USD, e da ANGOP
com 35,4 milhões USD.

(Leia artigo na Íntegra na edição 376 do Expansão de 24 de Junho 2016,
papel ou digital)
Enviar um comentário