quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Bloco Democrático pode ir a tribunal contra a PGR





BD acusa a Procuradoria-Geral da Repúbica de não ter coragem para investigar a agressão contra um dos seus dirigentes.

Redacção VOA

O Bloco Democrático (BD) manifesta-se preocupado com a morosidade que está a conhecer o processo-crime intentado em Maio último contra a Polícia  de Intervenção Rápida em face da agressão a um dos seus responsáveis por elementos da corporação.
O advogado do processo Luís  Fernandes do Nascimento  disse à VOA não  haver até ao momento  indicações de que o assunto esteja em andamento,  depois  que  a Procuradoria Geral da República(PGR)  convocou, em Julho passado,  o presidente  do BD Justino Pinto de Andrade e algumas testemunhas  para prestarem os primeiros depoimentos.
O também responsável pelos assuntos  políticos daquela agremiação política levantou suspeitas de que o caso  possa ter encalhado na  Direcção Nacional da Acção Penal da PGR por envolver a Polícia Nacional.
“A questão que se põe é se o PGR  tem a coragem de processar o queixado, o que seria inédito”, declarou.
Luis de Nascimento  disse que o  seu partido poderá recorrer  a outras instância judiciais se a PGR  se mostrar incapaz de conduzir o processo até ao fim.
A queixa-crime tinha sido entregue à Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal da PGR em Luanda,  no dia 27 de Maio.
Manuel de Victória Pereira, responsável sindical e académico, é o segundo dirigente do Bloco Democrático a ser agredido pela polícia angolana.
O secretário-geral Filomeno  Vieira Lopes também foi espancado em 2012 tendo fracturado um braço em resultado da violência policial. 

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