Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Rádio Despertar e Folha 8 na fogueira da inquisição do petróleo







O GOVERNO ANGOLANO
AMEAÇA SUSPENDER DOIS ÓRGÃOS DE
COMUNICAÇÃO SOCIAL. ..
O Governo angolano ameaça suspender
dois órgãos de comunicação social
desalinhados
por, alegadamente, apelarem à desordem
pública.
Os visados são a Rádio Despertar e o
semanário Folha 8.
A intenção consta de um comunicado
divulgado na quarta-feira em que o
Ministério da Comunicação Social “insta” a
Rádio Despertar e o semanário Folha 8 a
corrigirem a sua conduta.
A Rádio Despertar está ligada ao principal
partido da oposição, a UNITA (União
Nacional para a Independência Total de
Angola).
O Folha 8 é dirigido por William
Tonet, jornalista, advogado e militante da
Convergência Ampla de Salvação de
Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE),
uma força política criada em 2012.
Os dois órgãos de comunicação são
acusados pelo ministério de apelarem à
desordem pública e à sublevação e de
ofensas e calúnias contra instituições do
Estado e titulares de órgãos de soberania
–segundo a leitura do comunicado feita
pela agência noticiosa oficial, a Angop.
O ministério avisa que se a decisão não
for acatada, poderão ser tomadas
medidas administrativas que
“podem culminar na suspensão
temporária das emissões da Despertar,
até decisão definitiva dos órgãos
judiciais”.
O mesmo se aplica, segundo a Angop, ao
Folha 8.
Numa entrevista à Radio France
International, William Tonet considerou a
ameaça de suspensão um
“comportamento anormal de quem não
sabe conviver com a democracia”. Afirma
que o comunicado não explica como
apelou o jornal à desobediência e
questiona se dizer que a dívida pública
angolana foi mal negociada com o
Governo russo ou falar da necessidade de
acabar com o fosso entre muito ricos e
milhões de pobres é "incitar à violência".
A tomada de posição do Governo visou,
disse, “os dois únicos órgãos que ainda
não foram comprados”.
O jornalista afirmou que o semanário que
dirige “não é ligado à oposição, é ligado à
democracia, à liberdade de imprensa e à
liberdade de expressão”.
“Ninguém da oposição põe um tostão na
Folha 8.”
A Rádio Despertar e o Folha 8 têm um
histórico de problemas com o poder
político angolano. O conteúdo da
programação da emissora foi no passado
contestado pelo Governo do Presidente
José Eduardo dos Santos.
Um jornalista foi morto em 2010 em
circunstâncias nunca esclarecidas.
William Tonet já esteve detido e foi
condenado por difamação, num caso de
denúncias de enriquecimento ilícito de
generais. Em 2012, os computadores do
jornal que dirige foram confiscados pela
polícia.
Defensor, como advogado, de jovens
que protagonizaram diversas acções de
contestação ao regime, nos dois últimos
anos, afirma na entrevista à RFI que se
considera um “alvo a abater”. “Sinto-me
perseguido e pronto a receber uma
bala”...

Esse país é uma vergonha e se disfarça muito mal as parecenças com uma ditadura. Afinal o ministério da Comunicação Social não tem voz para corrigir o Jornal de Angola? Jornal de Angola dá-se ao luxo de mentir inclusive e ninguém diz nada? Claro, pudera, o compadrio mora lá

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