Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Angola. Importadores queixam-se de atrasos no licenciamento de facturas


O ministério do Comércio só está a licenciar facturas de importação de alimentos perecíveis, medicamentos, produtos destinados à indústria petrolífera e matérias-primas agrícolas, queixaram-se importadores de outro tipo de bens ao Expansão.

http://expansao.co.ao/Artigo/Geral/59237

"Vimos pelo presente informar que desde dia 06 de Julho de 2015, o Ministério do Comércio (MinCo) está a priorizar a emissão de [Documentos Únicos Administrativos] DU's provisórios das facturas de petróleo, medicamentos e alimentos perecíveis", lê-se numa circular de um transitário a que o Expansão teve acesso. Sem o DU todo o processo de importação fica parado.
"Estão a ser aprovados os licenciamentos de perecíveis, bens alimentares e medicamentos, mas mesmo estes a 'conta gotas'", de acordo com outra circular de outro transitário.
As explicações para a situação que se vive nos licenciamentos não são claras. "A informação oficial relata a remodelação do site e sistema do Siminco, razão pela qual não estão a ser emitidos licenciamentos", garante um transitário. "Não existe até ao momento qualquer informação oficial nem uma indicação do prazo médio para a normalização desta situação", queixa-se outro.
Mas segundo fontes não oficiais citadas por esta última fonte, "todas as facturas com produtos que não fazem parte das prioridades devem aguardar até à sua emissão. Tem sido, inclusive, sugerido a entrega de uma reclamação por escrito ao MinCo nos casos em que a emissão das licenças está a demorar mais do que 5 dias úteis. Já enviámos cartas neste sentido e até momento não obtivemos resposta".
Face à situação, um dos transitários aconselha "prudência na efectivação dos embarques uma vez que não sabemos até quando a situação vai perdurar".
O Expansão tentou contactar responsáveis do MinCo sem sucesso.


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