Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Samakuva acusa comunidade internacional de usar dois pesos e duas medidas


Líder da Unita questiona silêncio em relação a violações de direitos humanos em Angola.

O presidente da Unita Isaias Samakuva vaticinou que o fim do regime de José Eduardo dos Santos está prestes a chegar ao fim. Em conversa com a Voz da América, o líder do maior partido na oposição considerou que a história não mente, e todos os ditadores e tiranos caem sempre.

Manuel José
VOA

Samakuva apelou igualmente à comunidade internacional para deixar o lado comercial e ver as atrocidades que são cometidas pelo regime no poder em Angola.
"Não há regime nenhum que vai continuar a fazer isso até onde quiser, o passado mostra que regimes opressores e tirânicos chegaram ao fim e o fim do MPLA está a chegar", disse.
Numa alusão à prisão recente dos 15 jovens do denominado Movimento Revolucionário, Isaias Samakuva criticou a comunidade internacional que, na sua óptica, usa dois pesos e duas medidas para avaliar o mesmo tipo de violações.
"O nosso Governo faz isso à vontade porque as instituições internacionais, que condenam violações do tipo noutros lugares, mas quando é Angola ficam caladas”, acusa o líder da oposição, que questiona “quais os padrões de ética e de civilização e até morais estão em troca desses interesses comerciais”.
Para Samakuva, é preciso que “os amantes da liberdade se pronunciem perante estas violações que acontecem aqui em Angola"


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