quarta-feira, 17 de junho de 2015

Digamos stop à corrupção e ao genocídio. William Tonet





O país não pára de se surpreen­der. Num dia recebe a notícia de um ofuscado prémio de excelência governativa de Eduardo dos Santos, noutro o mesmo aparece como o pior gestor, pela revista Financial Times, numa clara indicação dos altos níveis de corrupção, instalada nos corredores do palácio presidencial.

FOLHA 8 de 13 de Junho de 2015

A clique do Futungo lide­ra o cartel e tem tentácu­los em toda a economia e sociedade, daí a facilidade em se apontar o desvio do dinheiro do erário público, para a conta de uns pou­cos, que estão a definhar o país, com tanta e mons­truosa roubalheira.
Neste momento, a maior referência, internacional­mente, sobre Angola é de ser um país, de uma elite governante, sentimental­mente, ligada a corrupção.
E não deixam essa depre­ciativa observação, ao aca­so, pois apontam cartões de visita de peso e vulto: Isabel dos Santos, bilio­nária, filha do Presidente da República, Welwitcha dos Santos, milionária, fi­lha do presidente Eduardo dos Santos, Avelino dos Santos, milionário, filho de Eduardo dos Santos, Filomeno dos Santos, bilio­nário, filho do presidente da República, Marta dos Santos, milionária, irmã de Eduardo dos Santos, Manuel Vicente, bilioná­rio, vice-presidente da República, Manuel Helder Kopelipa, bilionário, chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Dino, bilionário, assessor das comunica­ções da Presidência da Re­pública. Palavras para quê, quando a maioria prefere dizer: Viva a corrupção, superiormente capitanea­da pelos princípes.
Agora se você, não está de acordo, pode fazer uma coisa: orar e indignar-se e dizer basta a CORRUP­ÇÃO ou STOP A COR­RUPÇÃO.
E sugiro um MOVIMEN­TO DE INDIGNAÇÃO NACIONAL DOS AN­GOLANOS PATRIOTAS ou o reanimar do Amplo Movimento dos Cidadãos, cujo objecto é e será o de organizar tertúlias, onde em diferentes plataformas comunicacionais possa­mos Pensar Angola e os Angolanos.
Pensar Angola e intera­gir de forma mais cidadã, principalmente, quando os partidos políticos se demitem das suas respon­sabilidades.
Como aceitar que os par­tidos políticos, tenham ficado miúdos, ante a al­teração da lei sobre o re­gisto eleitoral oficioso, como entender que estes mesmo actores se te­nham recolhido, quando o Tribunal Constitucional considerou, o Presidente da República como órgão de soberania (elucubra­ção jurídica do art.º 105.º da Constituição), quando nunca foi nominalmente eleito, num verdadeiro contrasenso constitucio­nal. Mais grave, como podem os cidadãos con­tinuar impávidos e sere­nos, quando os políticos da oposição, acreditam que através de simples e esporádicos comunica­dos conseguirão parar o ímpeto violador do regi­me? É hora dos cidadãos levantarem as vozes e ac­ções para, por exemplo, ao abrigo da lei, avançar­mos para a elaboração de queixa-crime, nos crimes de genocídio, como o mais recente ocorrido no dia 16 de Abril de 2015, no Mon­te Somi. Se continuarmos calados, amanhã seremos nós, porquanto este re­gime não tem preguiça quanto a carregar as ar­mas com balas reais, que assassinam mesmo, quem não dance a sua música, corrupta e bajuladora.

É verdade que a ostenta­ção militar, vai instauran­do o silêncio dos vários povos angolanos, fazendo, por via disso, avançar, não só a corrosão do tecido hu­mano, mas podendo, tam­bém, preparar verdadeiras condições, para uma gran­de explosão social 
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