quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Norte e o Sul. Swazilândia. Manifestantes e correspondentes detidos no primeiro dia de protestos


Pretória (Canalmoz) - A polícia swázi utilizou jactos de água para dispersar cerca de 1.000 manifestantes que se haviam concentrado na cidade de Manzini no primeiro dia de protestos organizados por sindicatos da Suazilândia. A polícia justificou a acção por alegadamente ter sido alvo de ataques por parte dos manifestantes que atiravam pedras contra os agentes policiais.
Correspondentes estrangeiros que faziam a cobertura da marcha de protesto em Manzini foram detidos pela polícia, tendo posteriormente sido postos em liberdade. Entre os detidos conta-se o jornalista sul-africano André le Roux, editor da «Media24 Africa», Reggy Moalusi, adjunto do editor do jornal Daily Sun; assim como jornalistas das estações de rádio sul-africanas, Kaya FM e Radio 702.
Igualmente detida pela polícia foi a advogada Mary Pais da Silva, dirigente da «Campanha para a Democracia na Swazilândia». A detenção ocorreu nos escritórios da advogada ao princípio da tarde de ontem quando concedia uma entrevista telefónica à estação de rádio sul-africana, «Radio 702».
Nas vésperas da marcha de protesto, a polícia prendeu diversos sindicalistas e activistas políticos. Entre os detidos conta-se Themba Mabuza, secretário da Frente Unida Democrática da Suazilândia (SUDF); Sifiso Mabuza, vice-presidente da Liga Juvenil do Partido Popular Unido Democrático (Pudemo); Maxwell Dlamini, presidente da União Nacional de Estudantes da Suazilândia (SNUS); e Samkeliso Ginindza, vice-secretário geral da SUDF e secretário-geral da SNUS. Na manha de ontem, a polícia.
O líder do Pudemo, Mario Masuku, foi mantido sob residência fixa em Mbabane. A mesma sorte tiveram diversos activistas políticos.
Em solidariedade para com os manifestantes, a central sindical sul-africana, COSATU, concentrou activistas seus no posto fronteiriço de Oshoek, tentando impedir o tráfego de pessoas e bens. (Redacção)

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