
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
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Bem-vindos ao navio negreiro da renovada escravidão. À engatilhada África no constante tempo dos dedos calejados de tanto carregarem nos gatilhos de armas baratas. Onde é muito fácil comprar uma arma e dificílimo encontrar um pão. Onde há sempre incontáveis generais na incontável fome. Com tanta fome permanente os livros são lixentos. Esta continua a ser a África Negra da desintegração, da exterminação sem solução. África Negra, o campo da morte, o jardim zoológico das multinacionais.
Em Luanda quando abrimos as janelas, aspiramos o cheiro do napalm dos geradores eléctricos do Poder anárquico e mortal. Luanda, campeã mundial dos apagões e infestada de feitiçaria. E quem subir no emprego é morto.
Durante anos aturei uma pobre alma penada e asmática convencida que era a reencarnação do Bill Gates. E garantia, o pobre bocó, que seria um dos homens mais ricos do mundo. A pobre alma perdida começou a inventar modelos de computadores. P1, P2, P3, P4,.. o coitado ainda anda por aí já no modelo P2000 e tal. Coitado de mais um lunático, de mais um bocó.
E o conceito de analfabetismo alterou-se. Quem sabe ler e escrever e não tem acesso à Internet também é analfabeto.
Angola é o país onde tudo o que é presidente é vitalício. Claro que a doença espalha-se por todos os domínios da governação e da Nação.
Isto prova que não entendem nada, absolutamente nada de negócios, de economia, de finanças, etc. Apenas sabem roubar. E quando fazem, faziam, uns negócios ficavam imensamente felizes. Convencidos que burlaram os outros, quando na realidade eles foram os verdadeiros burlados. Com estes acontecimentos é tempo de mudar as fraldas ao sistema económico, acabar com os bancos e apear os idiotas dos governos que a coberto da democracia lá se enfiaram.
Luanda. Fiscais do GPL- Governo da Província de Luanda, acompanhados por polícias e civis, saqueiam, espoliam os bens da população. Isto mais parece outro Ruanda. Os próximos dias apresentam-se muito sombrios. É o retorno à barbárie. Esfomeados saqueiam outros esfomeados. Uma vendedora para reaver a sua panela com comida, o fiscal pede-lhe um cartão de recarga para o seu telemóvel. Entretanto o petróleo vai jorrando milhões de dólares que sustentam a família opressora e a sua máquina de terror do regime putrefacto. E clamam que libertaram o povo angolano. As mulheres espoliadas enfurecidas gritam: «Devia vir mais o tempo das bombas para acabar com vocês!»
Os bancos alimentam o sistema financeiro do terrorismo internacional. São cúmplices, espoliam as populações planetárias. E o fundamentalismo do terrorismo alimenta-se como marabunta. Os bancos não alteram as regras da matança dos campos de concentração internacionais dos bancos demoníacos. E o fundamentalismo alicerça-se, grita avassalador, destruidor, vencedor: Alá é grande! Alá é grande! Acabem com a espoliação do terrorismo bancário e o terrorismo internacional fracassará.
Além disso, muitas dessas empresas mostram erros de contabilização que revelam a reduzida preparação técnica de quem as lidera, sentenciou o ministro, para quem, «sem contabilidade não é possível gerir». Augusto Ferreira Tomaz. Ministro dos Transportes de Angola. In Semanário Angolense
Banco Millennium Angola. Rua Rei Katyavala 109, Luanda. Roubaram o terreno. Tem gerador com fumo mortal, trabalha dia e noite, faz do sono um pesadelo. Crimes, só crimes a todo o momento.
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