Luanda. A água da chuva caiu, caiu, e subiu, subiu, porque as ruas não têm esgotos. E não há ninguém que diga aos chineses que as ruas têm que ter esgotos para escoamento da água?

segunda-feira, 26 de Março de 2012

Cerca de 30 militantes do MPLA na Huila abandonaram para se juntar a CASA




Huila – Pelo menos trinta militantes do MPLA, na província da Huila, três da UNITA , abandonaram as fileiras dos seus respectivos partidos para se juntar a Convergência Ampla de Salvação de Angola “CASA”, liderada pelo político, Abel Chivukuvuku.

Fonte: Club-k.net
Alegam que o governo partiu as suas residências
A Sala de conferencias do Grande Hotel da Huila, confirmou esta realidade, no passado sábado dia 24 do mês em curso, das 10 á 12H00, ante a presença de um aparato policia feminino a manter a ordem e a tranqüilidade publica.

Para além do MPLA e a UNITA, quem também viu seus militantes a desertar para a coligação CASA, é Partido de renovação social, PRS, alegando estar inconformados com as injustiças naquela Província, ante um olhar impavido dos representantes do povo no parlamento.

Alberto Daniel estudante Universitário na cidade do Lubango e militante da JMPLA, levou para a sala de conferencias 29 militantes daquela organização juvenil do partido no poder. Os jovens do bairro da Mitcha e dizem que irão lutar contra as injustiças na cidade do Lubango, sobretudo aquelas que têm a ver com as Casas partidas, crianças ao relento em tempo de chuva.

Outro quadro que abandona o partido no poder, para abraçar a CASA é o académico Maurício Vilombo tendo explicado as motivações que o levaram a tomar esta decisão (ouvir áudios disponível).

Por parte do PRS, abandonou, Frederico Kufukila que tem por detrás outras vozes daquele partido na Huila. Falando em exclusivo a nossa redação, Frederico Kafukila, referiu que “é urgente quebrar a cultura do medo e intimidação na província”.
Na declaração de renuncia dos militantes do MPLA e PRS, para justificar a adesão a CASA, estes quadros alegam de entre outras razões os constrangimentos causados a população do Lubango por demolições das suas residências.

Da parte dos desertores da UNITA, o grupo foi encabeçado pelo economista Adalberto Katchiungo, Almeida Chilunga Daniel, antigo quadro das comunicações do gabinete de Jonas Savimbi e um tenente coronel na reserva e professor primário de nome Lázaro. O grupo justifica a sua aderência a CASA por suposto descaminho político por parte da actual direção do partido do “Galo Negro”.

Respondendo a vocação política e no interesse de contribuir para o processo democrático em curso no país, os renunciantes declaram filiar-se na Convergência Ampla de Salvação de Angola “CASA”.

Na declaração, lida pelos mesmos, os antigos militantes da UNITA direcionaram para os empresários e outras forças vivas, no sentido de contribuir na democratização do pais através do amplo movimento de cidadãos ora criado.

Nos Municípios da Matala, Jamba, Kuvango, Chibia, Humpata, Kaluquembe, Caconda e Chicomba, a nossa redação apurou que vários lideres comunitários destas localidades enviaram emissários a solicitar a presença da coordenação da CASA, para os esclarecimentos que se impõem, ao passo que nos Municípios de Quilengues, Gambos e Quipungo, aconselha-se prudência tendo em conta a perseguição política por activistas do partido no poder, propensa naquelas localidades.

DECLARAÇÃO DA RENÚNCIA DOS EX-MILITANTES DA UNITA NA HUILA
Foi o sentimento do dever para com a nossa querida Pátria, Angola, que impeliu muitos de nós a abraçar a luta anticolonial. O mesmo sentimento impeliu-nos posteriormente a participar da luta pela Democracia empreendida pela UNITA e pelo Dr. Jonas malheiro Savimbi depois de instituído o Estado Totalitário em 1975. Foi em nome da Luta pela instauração do Estado plural na nossa Terra, que dedicamos toda a nossa energia e juventude, com vista a instauração do Estado Democrático de Direito em Angola, luta na qual vimos partir milhares de companheiros, irmãos e amigos (insignes filhos desta Pátria querida), para que pudéssemos ser os sobreviventes da nobre causa de realizar Angola e os angolanos. Nessa luta caminhamos com a certeza de um provir melhor, imbuídos da doutrina segundo a qual, 1º o angolano, 2º o angolano, 3º o angolano…o angolano sempre!

Foi em nome da edificação de verdadeiro Estado Democrático de Direito que outros tantos de entre nós abraçaram a causa da UNITA a partir de 1991. Acreditávamos então que, mau grado a morte do líder fundador, o calar das armas pudesse criar um quadro, onde as sinergias dos dirigentes dessa que já foi uma grande organização política, fossem utilizados para a satisfação das mais ingentes necessidades da população, tais como a liberdade arrancada com suor, sangue e lágrimas ao jugo colonial Português, mas ainda adiada desde a proclamação da
Independência.

Foi pela construção de um estado plural que todos nós continuamos a militar na UNITA, em busca, da sua transformação numa posição forte e actuante, enquanto entidade indispensável para o exercício da Democracia num Estado de Direito.

Tendo constatado um adiar permanente desse nobre desiderato, nós os abaixo assinados, vimos anunciar aos angolanos e ao mundo, a cessação da nossa militância á UNITA a partir de hoje, 24 de Março de 2012.
Ao mesmo tempo, respondendo á nossa vocação politica, propomo-nos a prosseguir os nobres ideais da Democracia, da Justiça Social, da Valorização e Dignificação de Angola e dos angolanos, através do nosso engajamento total na CASA-Convergencia Ampla de Salvação de Angola que auguramos venha a ser a nossa CASA comum, onde todos e cada um se sintam verdadeiramente realizados, porque participes e construtores desta nova Angola que todos desejamos.

Nosso apelo vai a todas as mulheres e homens de boa vontade, á juventude força motriz do nosso país, aos desmobilizados e antigos combatentes e veteranos da Pátria pelo seu inegável e insubstituível papel na luta pela liberdade e independência de Angola, aos empresários, aos funcionários públicos, ás zungueiras, ás kínguilas, aos desempregados, aos excluídos, enfim, convidamos todas as forças vivas da nação a entrar na “CASA”, a nossa casa comum, num amplo movimento de cidadania activo e inclusivo para melhor servirmos Angola, na busca da plena realização das angolanas e angolanos.

Esta é a hora!
A hora é nossa!
Mãos á obra, para dizer basta!
Que Deus no abençoe e abençoe a nossa Pátria!
Os Signatários
Alberto K.K.Bravo da Costa
Almeida Chilunga Daniel
Assinaturas illegíveis

Sem comentários: