quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Miséria extrema, sem redenção







Luanda, 21 Setembro, pelas 21 horas. A mamã espoliada vende pão para tentar libertar-se da fome. É a única libertação que lhe resta, porque da outra os libertadores libertaram-na dos poços petrolíferos, das minas diamantíferas e dos dinheiros bancários.

Mas como dinheiro atrai dinheiro e também a miséria atrai miséria, os destacados do poder petrolífero rondam na caça incessante de presas indefesas. Fiscais do GPL retornam às suas casas exaustos depois de mais um dia de pilhagens.

Alguém deles se lembrou que as suas casas não têm pão. Pararam a viatura, saltaram lestos e espoliaram o pão da miserável mamã. Mas que infernal MPLA este, que não tem dó nem piedade de ninguém. Transformou-se, camuflou-se, de libertador passou a espoliador.

E os poços petrolíferos produzem vinte e quatro sobre vinte e quatro horas, as populações miseráveis também


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