Primeira vítima, uma criança de dois anos apanhou pneumonia, a sua mãe também se sente mal. Queixou-se, mas não deu em nada porque estamos reféns de terroristas. A revolta é necessária. Luanda. Desde as 07.40, de 10 de Março que o gerador do banco millennium, Rua Rei Katyavala – o banco da morte – trabalha dia e noite. A energia eléctrica não falta. Vivemos com janelas e portas cerradas. No dia 13, 3 mercenários tugas ao serviço do crime organizado estiveram no local e aprovaram a mortandade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Deputados do MPLA chamam UNITA de “sulanos”


Lisboa – Sectores da sociedade angolana levantaram a voz para criticar a zombaria de uma corrente de deputados do MPLA que esta terça-feira baixou de nível ao tratarem dos seus colegas da UNITA de “sulanos” em resposta ao abandono destes na secção de votação do pacote legislativo eleitoral.
Fonte: Club-k.net
Radicais do regime baixam de nível
Tudo começou minutos após o líder do grupo parlamentar da UNITA, Gabriel Samy ter anunciado que “Por todas estas razões, declaramos, em nome do Povo soberano de Angola, que não podemos e não iremos participar nesta fraude à Constituição da República de Angola. Assim sendo, não existem condições para participar na votação do respectivo ponto da agenda de trabalhos desta Sessão Plenária.”
Em reação ao abandono por parte da bancada da UNITA, um grupo de parlamentares radicais do MPLA constituídos por João Melo, João Pinto, Lurdes Viegas, Lourenço Diogo Contreiras, colocaram-se aos gritos usando expressões como “não falem em nome do povo sulano, que vocês mataram”.
“Foi mal interpretação dos parlamentares do MPLA, pois o Deputado Samy ao pronunciar a palavra povo soberano, eles entenderam povo sulano, e automaticamente os deputados do MPLA em tom de vaia criticaram `sulanos`, e `tribalistas`.” Disse o analista Paulo Alves acrescentando que "também disseram 'vão se embora e não voltem mais'. Ficou feio” lamentou
Ana Silva, jornalista angolana fez uma nota no mural do seu facebook, observando que “O clima político está atingir níveis complicados, a UNITA abandonou a Assembléia Nacional hoje, debaixo de vaias dos seus colegas do MPLA, que gritavam palavras pouco abonatórias”
Igualmente indignado com o discurso tribal do partido no poder, o activista político Adriano Sapinala juntou a sua voz, para lamentar: “O facto de os deputados do MPLA” que “ao invés de darem sinais de sérios democratas apareceram hoje na AN como seres irracionais que até hoje pensam que os sulanos são inferiores aos outros povos de Angola”. Para Sapinala “esta descriminação que dita a vida do MPLA quanto aos ditos sulanos é prova mais do que suficiente da visão exacta do MPLA sobre Angola.”
Por seu turno o analista Julius Consules considerou que “o que se passou hoje na Assembléia Nacional com os deputados do MPLA a chamarem “sulano” aos deputados da UNITA, cria um precedente perigoso para a divisão de Angola, em Angola do Norte e Angola do Sul”.
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