Para Samakuva, a UNITA tem servido de "contenção" e considerou que uma revolta em Angola "faria correr muito sangue" e "desencadearia um conflito de dimensões imprevisíveis". Sublinhando que o seu país oferece "muitas oportunidades" de investimento, o líder da UNITA lamentou que os investidores estrangeiros estão "totalmente desanimados" quando "vêem as condições do país, onde não há transparência e a corrupção é alta". “o processo democrático está a sofrer uma reviravolta.” In www.jn.pt

Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

EUA investigam participada da Goldman em Angola



New York - Participações "opacas" de três altos dirigentes angolanos, incluindo Manuel Vicente, em parceira da Cobalt estão na base da investigação.

Fonte: Economico
Manuel Vicente, actual ministro da Economia de Angola e ex-presidente da Sonangol (petrolífera angolana), o general Manuel Hélder Viera Dias Júnior, conhecido como Kopelipa, actual ministro de Estado e chefe da Casa Militar do presidente da República, e o general Leopoldino do Nascimento, ex-chefe das comunicações de José Eduardo dos Santos, mantiveram participações "opcas" na Nazaki Oil and Gas, companhia parceira da norte-americana Cobalt International, que tem na Goldman Sachs o seu maior accionista e explora três blocos petrolíferos em conjunto com a Sonangol.

Segundo relata hoje o Financial Times, estas participações levantaram suspeitas de violação das leis anti-corrupção nos EUA, que proíbem o pagamento ou a oferta de qualquer coisa a dirigentes estrangeiros em troca de negócios nesse país. Contactados pelo jornal, Manuel Vicente e Kopelipa confirmaram as posições mas refutaram, em cartas praticamente idênticas, qualquer irregularidade para com as leis norte-americanas e angolanas, nomeadamente suspeitas de tráfico de influências e abuso de poder relacionadas com os direitos da Cobalto em solo angolano.

A empresa com sede em Houston está a ser investigada pela SEC e pelo Departamento de Justiça desde Novembro passado.

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