Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Juventude da CASA-CE protesta contra mortes de jovens



Braço juvenil destaca o silêncio em torno das mortes e a ausência de julgamento.

Coque Mukuta
VOA

A Juventude Patriótica de Angola em Luanda, braço juvenil da CASA-CE, diz-se preocupada com o índice de assassinatos de jovens na capital angolana  e apela ao que considera fim das matanças.
Damião Zua Neto, de 27 anos de idade, Cosmo Pascoal Muhongo Kicassa, 25 anos, e Manuel Tiago Contreiras, 26 anos, este último estudante, integram o grupo das últimas mortes de que são acusados elementos ligados ao Governo angolano.

Além Cassule e Kamolingue, os dois activistas assassinados quando tentavam organizar uma manifestação em apoio aos ex-militares, pouco são os casos que chegam ao tribunal para o respectivo julgamento.

O caso de Manuel Hilbert de Carvalho Ganga, morto a tiro no dia 23 de Novembro de 2013 por elementos afectos à Unidade da Segurança Presidencial de Angola, parece esquecido e ninguém fala mais nele.

Segundo Serafim Kapembe Lourenço Simeão, responsável político  da Juventude Patriótica em Luanda, a organização continua preocupada com as súbitas  matanças no país:

Temos os casos de Cassule e Kamolingue, depois o do Ganga e agora mais estes três jovens independentes, por isso devemos alertar a juventude sobre esta acção do regime angolano”, disse Simeão.

Aquele responsável afirma ainda que  a maior preocupação é o facto de o presidente angolano José Eduardo dos Santos defender nos seus discursos a não existência da pena de morte enquanto os seus subordinados continuam a matar civis.

Imagem: Um manifestante na Praça da Independência, em Luanda (2 de Abril de 2011) Foto de Alexandre Neto / VOA
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