terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Grupo Espírito Santo vende negócio de diamantes e construção à Sonangol


A Rio Forte, holding do Grupo Espírito Santo (GES), vendeu 66 por cento da Escom e 70 por cento da Opway Angola à Sonangol. O negócio inscreve-se na estratégia de reestruturação do GES, accionista de referência do BES, e, com esta operação, o grupo sai do capital das duas empresas.

Cristina Ferreira, Luís Villalobos
http://economia.publico.pt/

No caso da Escom (da qual Hélder Bataglia, presidente da empresa, detém cerca de 33 por cento do capital), a empresa já tinha saído em 2009 do negócio da aviação (onde detinha a Air Gemini) e das pescas.

Nessa altura, a empresa, criada em 1993, dedicou-se aos seus dois grandes negócios: a exploração de diamantes e a construção e imobiliário. E pretendia investir na área da energia, com destaque para o petróleo.

A empresa é dona do edifício Escom, localizado no centro de Luanda e composto por 24 andares, com habitação, escritórios, comércio e outros serviços.

No caso da Opway Angola, joint-venture formada pelo grupo Escom e pela Opway Engenharia, esta empresa está a construir, entre outros projectos associados a grandes infra-estruturas, o centro de Ensino de Língua Portuguesa ou o edifício Kaluanda em Angola, e ganhou ainda a primeira fase do complexo Muxima Plaza, em Luanda, no valor de 25,1 milhões de euros. Está também presente no Congo-Brazzaville.

Em Portugal o Grupo Opway é liderado por Filipe Soares Franco, grande accionista da construtora, participada ainda pelo BES.

Contactado pelo PÚBLICO para confirmar o negócio luso-angolano, fonte oficial da Rio Forte disse apenas que “não comentava”.

Imagem: Diamantes são um dos principais negócios da Escom
(Reuters/Itar-Tass)

1 comentário:

Calcinhas de Luanda disse...

Cá para mim quando certos "cavalheiros" se põem a andar é porque lhes "cheira" a transtornos a curto prazo. Em Angola está-se a preparar uma bomba ao retardador, em termos sociais. Bomba essa cuja activação vai previsivelmente fazer a guerra civil de trinta e tal anos parecer uma coisa de meninos. Por isso as ratazanas estão a abandonar o navio aguardando por "águas mais calmas".