terça-feira, 21 de outubro de 2008

A seguir, o que resta do divino vai ruir


Que colossal desilusão, mas, aconteceu alguma luta de libertação?

Eis um governo dos especuladores imobiliários e para os especuladores imobiliários.
Os luandenses são exímios construtores. Desbastam o tempo a erguerem paredes e a derrubá-las.
Esta democracia Bantu é um sistema político moderno que se caracteriza por matar tudo á fome. Não pensam com a cabeça, pensam com os pés e as mãos. Já ultrapassámos o capítulo da selvajaria.
Aberração é consentir que marxistas-leninistas no poder nos invoquem direitos humanos e democracia.


Eras como o pranto das flores, que conservo no canto
Alcova do nosso recanto. Quando enlevados, abraçados
Encalhados na ventania que anunciava os primeiros pingos
Da agitação atmosférica próxima. Depois bem regados, enregelados
Como era possível dois desaparecerem, e ficar um só corpo?
Ainda não consigo entender, para onde ia
O que acontecia ao outro ser

O meu sonho, os outros sonhos, terminaram
Só os pesadelos começaram, recomeçaram. Não há porvir
A seguir, o que resta do divino vai ruir
Perco muito tempo à procura das nossas palavras perdidas
Quando revivo o passado no ferro de engomar
Cada peça de roupa retrata momentos dos dias

Depois de tudo terminar, alimentamos o lamentar
Onde tudo começa e acaba só a morte o sabe

Para encontrar o amor vencido, o paraíso da morte está sempre aberto, desperto

Gil Gonçalves

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