Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A amargura de demolições em Cabinda





Separatistas da FLEC Atacam em Cabinda

Antigos habitantes do bairro Jika dizem ter sido lançados na miséria pelas demoliçõs de há nove meses.

Manuel José
VOA

Nove meses após a destruição das suas casas e pequenos estabelecimentos comerciais, dezenas de antigos residentes do bairro Jika, em Cabinda, continuam à espera de resposta aos seus pedidos de ajuda.
São perto de 50 casas e estabelecimentos comerciais demolidos pelo Governo de Cabinda sem qualquer indemnização aos moradores do bairro.
Daniel Bali, responsável pela comissão de moradores, responsabilizou o vice-governador da província pela situação em que se encontram.
"Apareceu-nos o senhor Otaniel Nhemba da Silva às sete horas em ponto com um batalhão de homens armados, policia da ordem publica, de intervenção rápida, com cães, e sem conversar com as pessoas  avançaram com as máquinas sobre as nossas casas”, contou Bali,afirmando que a governadora não estava no território.
Os moradores afectados escreveram à governadora mas não obtiveram qualquer resposta.
Daniel Bali disse que o vice-governador argumentou que as construções destruídas “não são casas, pequenas barracas”, acrescentando que ele próprio tem propriedades na zona e pequenas lojas.
Bali disse revelou ainda que pelas acções do Governo se pode deduzir que o programa de combate à fome e à pobreza é contra os pobres.
Outra moradora, Maria Otília,  perdeu o negócio que possuía na zona  e disse que não tem outra forma de sustento.
“Pergunto ao vice-governador quem nos vai sustentar, pagar a escola dos netos, estou muito triste, 59 anos de idade sem emprego, partem o nosso negócio, nós somos Zé Ninguém, isto é injustiça”, clama a moradora do bairro Jika que viu a sua propriedade destruída e sem qualquer compensação.


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