Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Luanda: Tiraram-lhes a terra em troca de promessas vazias





Acusação é de camponesas do Quilómetro 44.

Manuel José
VOA

Tiraram-lhes a terra em troca de promessas vazias, acusam mais de 200 camponesas da zona do quilometro 44, Icolo e Bengo, reclamam pelas suas lavras destruídas há dois anos na área de Mbanza Quitele por elementos ligados à Administração local.
As senhoras queixam-se que na altura houve a promessa que receberiam parcelas de terras para cultivar numa outra área porque ali o Governo construiria vários empreendimentos,para beneficio das próprias camponesas mas passados dois anos tudo ficou pela promessa.
As camponesas cultivavam aquelas terras que ficam a 44 quilómetros de Luanda, desde 1985, e em 2012 foram surpreendidas por homens que apareceram em nome do Governo com tractores e destruíram todas as culturas ali existente.
"Entraram com maquinas niveladoras, cavaram um grande buraco e pegaram as mangueiras, mandioqueiras, cajueiros atá a casa dos camponeses enterraram”, disse Domingas Sabino que acrescentou que uma camponesa morreu devido a essas acções.
“Com desgosto uma senhora caiu e acabou por morrer", contou Domingas Sabino que questionou a utilidade de um seminário realizado recentemente pelo Governo sobre o problema dos terrenos.
"Houve o seminário sobre terras, na segunda-feira, mas na ultima sexta-feira voltaram as máquinas aqui na área para destruir as nossas culturas  e até à data presente continuam a destruir, somos 209 camponesas", afirmou.
As camponesas pedem ajuda ao Presidente da Repúlica, para resolver a situação. "Gostaríamos pedir ao Presidente da República José Eduardo dos Santos para apelar aos administradores municipais a que removam estes projectos de condomínio que só nos prejudicam”, disse Joana da Silva.
“Deixem o povo com suas lavras a trabalhar a vontade", conclui.
A VOA tentou contactar a Administração local mas sem qualquer sucesso

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