Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

domingo, 28 de dezembro de 2014

"Portugal, a colónia de Angola"





Lisboa - O site espanhol El Confidencial publicou um texto cujo título remete para uma troca de posições entre Angola e Portugal. “Portugal, a nova colónia de Angola” é o mote para um texto longo onde o autor, um jornalista português, fala sobre a troca de papéis entre os dois países nos últimos anos, mas também sobre o crescimento de Angola e a crise financeira portuguesa.

Fonte: Lusa
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“Era uma vez um presidente muito rico, muito rico, que durante mais de 35 anos dirigiu um país habitado por pessoas muito pobres, muito pobres”. É com esta frase que começa o texto do El Confidencial que tem como título “Portugal, a nova colónia de Angola”.
De seguida, o autor deste trabalho fala de Isabel dos Santos, a “princesa” que seguiu as pisadas do pai e se tornou na primeira bilionária de África, frisando que o “seu dinheiro, juntamente com um seleto grupo de privilegiados, mudou a história pós-colonial”.
“Portugal e Angola trocaram os seus antigos estatutos de metrópole e colónia, respetivamente”, pode ler-se.

O artigo faz referência à crise financeira que Portugal tem vindo a atravessar nos últimos anos, sublinhando que a “economia portuguesa apenas ‘mexe’ graças à intervenção da troika” ao mesmo tempo que “a corrupção envolve tudo e todos”.
Por outro lado, Angola é descrito como o país que mais cresceu nos últimos dez anos.
O autor do texto assegura que consultou fontes que caracterizaram esta inversão de papéis “como uma microelite forjada nas altas esferas políticas e militares de Angola, com a submissão e subordinação dos sucessivos governos portugueses”.
E mais. O jornalista lembra que “o tecido empresarial português mais importante está hoje em mãos estrangeiras, principalmente angolanas, chinesas e brasileiras”.

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