segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Organizações internacionais apelam ao fim da violência contra imigrantes em Angola


Luanda - Organizações de defesa dos direitos humanos apelaram às autoridades de Angola para acabarem de imediato com a perseguição e detenção arbitrária de imigrantes africanos que tem acontecido nos últimos dias, denunciando o recurso a “tratamentos desumanos e cruéis”.

Fonte: Lusa
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Segundo as organizações, durante os últimos dias as forças de segurança angolanas iniciaram uma “nova luta” contra a imigração clandestina, sendo os cidadãos africanos não-angolanos violentamente detidos na rua, em suas casas e no trabalho e transportados para o centro de detenção em Trinita, a 30 quilómetros de Luanda, onde são sujeitos a “tratamento cruel e desumano”.
“Condenamos estas violações graves dos direitos dos imigrantes e exortamos as autoridades a por fim a esta violência, a respeitar os instrumentos jurídicos internacionais que Angola ratificou bem como a chamar a atenção dos países de origem da imigração para a gravidade da situação”, lê-se na página da Internet da International Federation for Human Rights (FIDH).
As organizações internacionais querem também que o centro de detenção de Trinita seja fechado imediatamente e que se iniciem investigações para averiguar a violação dos direitos humanos e chegar aos seus autores. No passado dia 21, a Lusa noticiou que cerca de 900 imigrantes ilegais foram detidos em Luanda, pela Polícia Nacional angolana, numa mega operação de fiscalização realizada durante o fim de semana.
O porta-voz do Ministério do Interior de Angola, Eduardo de Sousa Santos, disse, em declarações à rádio pública angolana, que dos 2.161 estrangeiros inspecionados, 884 encontravam-se em situação ilegal. O grupo de imigrantes ilegais é constituído por cidadãos de países europeus, americanos, asiáticos e africanos, mas a maioria são da vizinha República Democrática do Congo.
“Muitos desses cidadãos não possuem consigo documentos de viagem, passaportes. Muitos deles até nem estão definidas as suas nacionalidades”, referiu o responsável, sublinhando a necessidade de serem contactados os consulados dos respetivos países para a identificação.


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