Em Angola julgam-se presos políticos acusados de nenhum crime. Dizem que é um regime democrático que está em pleno gozo das suas funções. A corrupção está no pódio como grande vencedora. A miséria e a fome também. As potências democráticas fecham os olhos e apontam que assim é que é bom, que assim é que se faz a estabilidade em África. Eis a receita do terrorismo do qual a Europa não se consegue desenvencilhar. Quem apoia a corrupção e as suas ditaduras, no fundo também é terrorista sem o saber.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Estrangeiros detidos acusam agentes da polícia angolana de lhes pedir dinheiro





Polícia prendeu cerca de mil imigrantes indocumentados na última semana em Angola.

Coque Mukuta
VOA

A  policia angolana prendeu  na última semana cerca de mil estrangeiros, provenientes de Portugal,   China e vários países africanos. A acção foi classificada pelas autoridades de Luanda como um esforço para dissuadir os imigrantes ilegais que trabalham em Angola.  
Depois de mais de 300 cidadãos chineses terem sido presos pela polícia angolana, a imprensa estrangeira revelou que a embaixada chinesa em Luanda pediu, em carta às autoridades nacionais, um tratamento humano dos expatriados chineses.
Ao que se sabe, a maioria dos chineses já foi libertada, estando detidos apenas 30 por não terem apresentado documentos.
Entretanto, a Câmara do Comércio da China apresentou um protesto formal junto do Ministério angolano do Interior e da polícia alegando também brutalidade policial.
Os Serviços de Migração Estrangeiros ainda não se pronunciaram sobre os supostos maus-tratos que os mais de 900 mil estrangeiros sofrem nas prisões angolanas.
A Voz da América esteve ontem na Cadeia do 30 para averiguar a informação, mas as entidades no local não aceitaram prestar qualquer informação.
Alguns estrangeiros, no entanto, acusam agentes policiais de lhes pedir até 15 mil Kwanzas em troca da liberdade.
 As cadeias angolanas têm chamado a atenção devido a actos de violência realizados por  oficiais prisioneiros, facto que, inclusive, já levou à despromoção de altas patentes dos Serviços Penitenciários.
O executivo angolano tem sido apontado por organizações internacionais de violarem gravemente os direitos humanos e espancarem manifestantes domésticos

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