sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

É imperativo destruirmos os bancos. 19Dez08


Nem sepulturas terão na velhice; nem tempo, nem trigo. Estamos fartos de os admoestar; oiçam e meditem o que o Millennium Bcp vos diz.

Os famintos não se podem queixar
Oh!.. se alguém conseguisse pesar a miséria que já causei; felizmente que não existem balanças para essa tarefa. Teria que ser mais pesada que o mundo; é por isso que os esfomeados não valorizam as minhas palavras. Todo o poder e o veneno do Millennium Bcp estão comigo; os esfomeados tentam armar-se contra mim. Que se cumpram os meus desejos, e que o Millennium Bcp me mantenha sempre no poder.

Nunca mostramos compaixão aos aflitos; nem àqueles que temem o Millennium Bcp. Envergonham-se porque confiaram em nós; andam confusos com tantos partidos. Não conseguem livrar-se do opressor; gostam dos tiranos. Calem-se; e nunca nos apontem erros. Nem tentem repreender-nos; cairá sobre vós um vento de metralha destruidor. Por mais que nos implorem nunca serão servidos; habituem-se às nossas mentiras. Voltai para junto de nós, porque a causa do Millennium Bcp é justa.

O meu paladar vem do reino; e o vosso da sua miséria. Cansaram-se da guerra; finalmente a paz, que mais querem? O esfomeado espera ao sol, que lhe paguem o salário. Não consegue dormir, porque até de noite trabalha. Descomunais são as noites, o seu fim também. Não têm roupa para vestir, não podem comprar medicamentos. Morrem de doença porque não têm dinheiro. A esperança é a primeira coisa a morrer; por isso já a perderam.

Se milhões de seres humanos aplaudem os pés dos jogadores, isso significa que são bípedes.
A vossa vida é como o vento; vem e esvai-se. É a sepultura donde nunca conseguem sair. As casas dos ricos estão sempre cheias de guardas; as vossas estão bem guardadas pela fome. Nem cama tem para se consolarem; como lençol, alguns plásticos, um cobertor e um balde para água; dormem infelizes no chão. Mesmo assim o Millennium Bcp não vos deixa, espanta-os com pesadelos e visões da fome.

Para quê tanto sofrimento; se a morte é melhor. Viver um nadinha é confortável. Não há um único momento em que não me incomodem; sentem enorme prazer inexplicável. Só o MPLA o sabe. Transgridem constantemente. Escolhem as madrugadas para nos perseguirem; vivem o terror nos restos das casas dos colonos.

O faminto está farto e injustifica o MPLA
Porque só o MPLA é Todo-Poderoso? Os filhos do MPLA estão sempre a transgredir; acusam os filhos dos famintos, e dão-lhes porrada até se cansarem. E não adianta pedir misericórdia ao Todo-Poderoso MPLA. A injustiça do MPLA é permanente; é impossível viver.

Não temos princípio, pelo que, nunca teremos fim. Acreditámos no ontem, e lixámo-nos; hoje só restam sombras do naufrágio. Falam sempre que nos precisam ensinar; já renderam o coração. Está tudo tão seco; enfeitiçaram a verdura. Assim são as veredas de quem acredita no MPLA; mas os hipócritas nunca perecem. Tiram-nos tudo; e não podemos perguntar, que fazem? O MPLA revogará a sua ira; e protegerá os maldosos.

Nem nos juízes podemos confiar; a quem pediremos misericórdia? Mesmo que nos respondam, nunca ouvirão a nossa voz, porque são surdos. E enviam-nos tempestades à força do camartelo para as nossas casas. Nem nos permitem respirar; até o ar é deles. As forças militares protegem-nos; por enquanto ainda são os mais fortes. Não nos podemos justificar, porque seremos condenados. São perfeitos em tudo; devido a isso somos imperfeitos. Protegem os ímpios e consomem os rectos. As terras são para eles; os juízes cobrem os rostos; se não foram eles que roubaram, quem foi então?

Gil Gonçalves

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