quinta-feira, 10 de junho de 2010

A invasão chinesa. Angola El Dourado chinês (1)


Angola é e será por vontade própria, e agora com o apoio incondicional chinês, trincheira firme da corrupção em África e no Mundo. E os chineses já se comportam como legítimos proprietários dos povos e das terras angolanas. Será a maior pilhagem de todos os tempos.

«Quando cheguei agora em França, como recepção, a primeira questão que um amigo me colocou foi : vocês correram com os portugueses à fogo, de igual modo desembaraçaram-se dos cubanos, mas no presente aceitam os chineses de bom - gréi, qual a diferença? Não soube responder. Depois de alguma discussão, concluímos a urgência de se criar um organismo específico que possa reger a problemática da migração que vai muito ao de lá de simples cedência ou indeferimento de pedido de vistos, para o qual vigora os SME.

FÉLIX MIRANDA. FOLHA 8

Coincidentemente, ao entardecer do dia 20 de Maio, quando me preparava para tomar o voo, vínhamos de viatura do Terminal de Cargas. Chegados ali na 21 de Janeiro, fomos forçados a parar por mais de 15 minutos. Trânsito interrompido porque tínhamos que dar prioridade a uma coluna apeada de muitas centenas de chineses desembarcados, pareciam recrutas, todos com o mesmo uniforme, sem dúvida, trabalhadores contratados.

Os comentários dos transeuntes era o mesmo, porquê e para quê tantos chineses? De facto, todos os santos dias, milhares de chineses invadem Angola. Uns desembarcam em Luanda, outros noutros portos discretos, mas muito pouca informação se tem sobre o assunto. Por tudo quanto é canto, nos bairros, nas aldeias da Angola profunda, todos eles imberbes ou se adultos muito mais ingénuos, mais incultos do que os angolanos, ou então fingidos, dando a impressão que são deportados. Noutros países, gente desta natureza é clandestina, em Angola é com a anuência oficial do Estado em subordinação de tratados ínvios.

Que tipo de cooperação? Não seria necessário recorrer aos arquivos secretos para nos inteirarmos dos contornos desses acordos celebrados. Bastaria nos abeirarmos de qualquer deputado para termos os detalhes. Não é o que acontece, todos parecem alheios as circunstâncias. Por outras vias, sabe-se porém que a incursão se intensificou a partir de 2004, quando depois da assinatura do armistício com a UNITA, o governo declarou quase oficialmente o divórcio com o Ocidente, aproveitando-se das acelerações da Nova Ordem Mundial entre Europa/ América e na procura de um LeaderShip em substituição dos EUA, propósito igual, quebrar a sua política do unilateralismo yankee.

A Ásia com a China, sorrateiramente se afirmou, em particular para os africanos. Pois, contrariamente aos homens brancos, esses do Império do Meio, não condicionam as negociações à Boa-governação ou o respeito pelos DH. O governo angolano precisava de dinheiro para a Reconstrução, a China de petróleo para o gigantismo internacional e dar resposta às necessidades de mais de um milhar de almas que se lembraram de andar em rodas ao mesmo tempo.

Com os olhos fechados, só para abrir o apetite, os dois trocaram alianças: China através do Exibank desembolsou um crédito de mais de 2 mil milhões de dólares, Angola por sua vez comprometeu-se a ceder mais de 40 mil barris de Crud por dia; com a clausula de que 70% das empreitadas da Reconstrução Nacional fossem adjudicadas as empresas chinesas e mais. As coisas evoluíram positivamente muito mais para os chineses. Pois quanto aos angolanos, apenas a Nomenclatura mais beneficia com os contratos bidões.»

Imagem:
http://kellystress.files.wordpress.com/2009/09/como-os-chineses-enganam.jpg

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