A preocupação de Marcolino Moco… em Maio de 1977, quando o Presidente Agostinho Neto disse que não iria perder tempo com julgamentos em relação aos opositores internos resultando execuções de milhares de mortos. A reação de Moco denota receio de que quadros do aparelho de segurança, PGR e polícia etc, interpretem as palavras de JES como um incentivo para desencadear detenções e excessos de zelo contra vozes críticas ao regime. Mas muito mau porque atemorizar só cansa, exacerba e descontrola.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Verdadeira história da Build Angola


Carissímos,

Verdade ou não vamos ficar atentos e exigir toda a documentação desses
condomínios que prometem o céu e a terra. Tudo começa por um preço muito
aliciante que para nós que sobrevivemos do salário é ouro sobre azul.

Fonte: email

Muita cautela!!!
Me chamo Matias Lukoki e trabalho na Sonangol a mais de 3 anos.
Em 2008 aderi ao projecto THE ONE e também ao projecto COPACABANA e para
minha frustração até hoje não recebi minhas chaves!
O projecto THE ONE já está atrasado a mais de 15 meses e sem previsão de
encerramento, enquanto o COPACABANA foi cancelado. Neste ultimo projecto
tentei em vão recuperar mais USD 300 mil que eu e minha esposa demos como
pagamento do apartamento e apesar da minha insistência os funcionários da
Build Brasil não atendem mais minhas ligações e não me dão retorno.
Semana passada fiquei indignado com uma declaração de um amigo que trabalha
na Build Angola. Ele me contou sobre o que acontece de facto nesta empresa
de empresários brasileiros sem ética e respeito a nós angolanos.
A empresa Build Angola que já alterou seu nome três vezes (começou com Build
Invest, passou para Build Brasil e hoje se auto-proclama Build Angola) na
verdade se chama READI ANGOLA. Por que tantas mudanças?
DOCUMENTAÇÃO DA EMPRESA
Esta empresa que se diz Build Angola e cujo proprietário se diz o Sr. Paulo
Sodré (vejam a entrevista no "Entrevista Angola" da TV Record em
http://www.youtube.com/watch?v=hc0dfukSOI4
http://www.youtube.com/watch?v=hc0dfukSOI4> ) é na verdade READI ANGOLA,
LDA e o único documento que liga a READI Angola (cuja propriedade é das
senhoras Joana do Sacramento Pereira de Andrade e Baulete de Almeida dos
Santos Garcia) é um contrato promessa de cessão de cotas. Esses senhores que
dizem ter feito da Build Angola uma empresa angolana não tem sequer uma
pessoa jurídica em Angola e tem como objecto social apenas a prestação de
serviços mercantis.
O Sr. EDSON ARANTES DO NASCIMENTO (o jogador Pelé) não tem nenhuma
participação na empresa e nem em nenhum empreendimento. Foi somente pago
para fazer a publicidade, visto que é uma pessoa conhecida e desvia a
atenção dos bastidores da empresa.
O ANDAR DAS OBRAS
A empresa que recentemente em comercial de TV disse já ter entregue 150
unidades em Angola jamais concluiu nenhum projecto. Veja o status de cada um
dos projectos:
THE ONE - A entrega era para Outubro de 2009 (isso mesmo, para mais de um
ano atrás) e até agora o ritmo das obras é nulo. Qualquer um que passa em
frente à obra na Estrada do Golfe mal percebe.
COPACABANA - Projecto cancelado. Inúmeros proprietários como eu enganados
Pessoas de boa fé que adquiriram um projecto e não receberam até hoje as
famosas "chaves na mão" ou a compensação financeira!
QUINTAS DO RIO BENGO - As quintas que estão a ser prometidas para o Natal
não estão nem próximas de serem concluídas e isto pode ser facilmente visto
por quem passa pela estrada da Funda. As imagens no comercial de TV são
somente das casas-modelo que foram construídas para promover o projecto.
BEM MORAR - O projecto que tem entrega prevista para Abril de 2011 (ou seja,
daqui a 05 meses) não tem sequer a fundação da maioria das casas. Fizeram as
ruas e dois prédios (que chamam mais a atenção) e nada mais.
NOSSO LAR - Mais uma vez fizeram um grande Stand de Vendas e duas casas
modelos, porém bem longe da real localização do condomínio. A empresa também
não apresenta nenhum documento que comprova a titularidade dos terrenos
aonde está a construir como foi comprovado pelo Semanário Angolense de
25/09/2010. A empresa se recusou a mostrar qualquer documento. A "Build
Angola / READI" inclusive mandou comprar todos os jornais quando saiu esta
edição.
Por fim ficam algumas questões a serem respondidas:
- Como é possível uma empresa que jamais terminou um projecto estar a
promover 06 projectos ao mesmo tempo (The One, Quintas do Rio Bengo, Bem
Morar Benfica, Bem Morar Samba, Nosso Lar e Nossa Vila)?
- De onde vem o dinheiro para insistentes anúncios publicitários num número
tão grande de veículos? Não seria esse dinheiro mais bem investido na
conclusão das obras?
- Por que a empresa se recusa a apresentar os documentos de suas obras
(Direito de Superfície e Licença de Construção)?
- Por que a empresa não é registada como Build Angola? Quem é a READI?
- Por que os proprietários da empresa usam o nome "Build Angola" sendo que
esta empresa não existe?
- Quem são de facto os senhores António Paulo de Azevedo Sodré, João
Gualberto Ribeiro Conrado Júnior, Paulo Henrique de Freitas Marinho e
Ricardo Boer Nemeth? Por que eles são sócios de uma empresa que não existe?
Qual o histórico destes senhores no Brasil?
- Por que uma empresa que tem em seu Alvará Comercial a actividade de
Prestação de Serviços mercantis actua no ramo imobiliário?
- Nós estamos prontos para mais uma falsa promessa como Lar do Patriota ou
Jardins do Éden?

Tenho muitos colegas de empresas de renome como BP, TOTAL, Esso e da própria
Sonangol aflitos pela situação e que colocaram dinheiro nesta empresa.
Vamos exigir das nossas autoridades uma fiscalização mais rigorosa, com
maior transparência e respeito aos cidadãos angolanos! Precisamos de
empresas que se preocupem menos em publicidade, compra de notícias e
contratação de personalidades e se preocupem mais em construir e entregar o
que prometem!
Peço a todos que encaminhem este email ao maior número de pessoas possíveis
para criarmos uma corrente de protecção dos nossos direitos como angolanos!
Vamos acabar com a mentira que ronda este tipo de negócio.

Imagem:
http://charges.uol.com.br/emails-comentados/2009/05/18/negocio-imobiliario
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