segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os piratas do Golfo da Guiné


A população consome-se nas chamas da intolerância.

A verdade que os políticos não querem ver, é que no fundo de cada desempregado, espoliado, deserdado, excluídos da sociedade e esfomeados existe uma Al-Qaeda.

No tempo do colonialismo, o negro apartado da sociedade roubava a roupa estendida e o que estivesse à mão. Hoje, independente, vê como uma desgraça natural as terras dos seus ancestrais espoliadas, especuladas a 2.500.00 dólares o metro quadrado. Os casebres e pertences reduzidos a pó como na Somália. Vive em campos de concentração, dependente da mais atroz escravidão.

De vez em quando recebe um pouco de água e luz. Os estrangeiros roubam-lhe o emprego. Não tem direito à distribuição dos rendimentos do petróleo. A única benesse ofertada é estádios de futebol e de basquetebol que acirram a miséria e retiram os orçamentos dos hospitais. Que se transformam em castelos pavorosos do mais cruel vampirismo. São os hospitais do terror.

Governado à Myanmar o angolano deixa-se abandonar governado por quatro letras que já não dizem nada. São as letras da Transilvânia. Estamos encurralados no poder do bando de piratas do Golfo da Guiné que nos querem matar à fome.

Custa a acreditar como ainda regimes ditatoriais subsistem, como se vivêssemos na Idade das Trevas. Não há dinheiro para hospitais mas, para estádios de futebol não falta. Como se permite nacional e internacionalmente que pessoas tão mal-afamadas permaneçam no poder?

Como acreditar nos políticos mundiais pois se eles apoiam o neocolonialismo e a escravidão? Continuamos a viver na hipocrisia e na mentira. Os políticos actuam, seguem os exemplos destrutivos dos violentíssimos ventos devastadores e tempestades.

E eternamente felizes para sempre estarão no eterno poder da estadolatria. Na produção das desconfianças diárias e tumultos que se sucedem neste campo de concentração de Luanda criado por mentecaptos imperiais. Uma catástrofe que amadores politiqueiros desencadearam. Um fogo ateado que não se consegue extinguir.

Para os hospitais funcionarem é precisa vocação, para a governação qualquer idiota serve. Isto não é um governo, é um fabricante de delinquentes, corruptos e especuladores. É um governo dos abismos da morte.

Imagem: http://sol.sapo.pt/photos/bangon/picture136734.aspx

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