quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Palácios e casebres


Com generais no poder, temos uma democracia de casernas, guerra diária, democrática. O modo que o poder utiliza para extermínio da população, é um poder demente, de loucos no poder, sem saber. Doentes, que matam lentamente outros por puro prazer. Sádico poder. Pessoas assim no poder, não são confiáveis. Mais parecem animais desconhecidos, ainda não catalogados pela ciência. Seres humanos de certeza não são.

Isto não pode continuar com meia dúzia de iluminados que promovem a selva. Um poder selvagem, incivilizado. Quanto mais tempo no poder, mais desgraças nos contemplarão. Teremos refeições diárias bem tumultuadas. E depois há sempre outros revolucionários que se aproveitam da situação para instituírem também uma outra podre, pobre nação.

Estes outros espíritos ainda andam de intelecto titubeante, exasperante. É necessário lembrar que esta democracia é familiar. O poder é da FAMÍLIA. O poder dos musseques de betão, dos actuais campos de concentração. Um poder estalinista da deportação, dos deslocados internos. É proibido viver em casas. Só é permitido viver em tendas. E com isto, outra vez o colonialismo.

Um poder que espalha ódio, inevitavelmente será odiado. Enquanto o povo mendiga, a FAMÍLIA no poder chama a si os excedentes petrolíferos, e negocia a miséria, a morte da população que não tem direito a nada. É-lhe recusado o direito de viver. E perecem na morte tão facilmente. Como nas câmaras de gás nazis. Este é o poder da morte. Matar, destruir a vida do próximo. É esta a lei dos feitiços e dos feiticeiros do poder.

São tal e qual como os mosquitos do paludismo, insaciáveis por sangue. Isto não é um poder, é a Peste Negra. Governo que só vive do petróleo, afunda-nos numa maré negra. É um governo muito pesado, e as estruturas existentes não suportam o seu peso.

Há de facto importante desenvolvimento económico e social para um punhado de pessoas, prova-o a construção de estádios de futebol, de prédios e condomínios e outras construções anárquicas.

Mas que se faz com uma população forçada, concentrada ao analfabetismo?
Caminha para o ciclo das milícias. Se até extinguem ruas para construírem os seus prédios

Imagem: Médico da Peste. WIKIPEDIA



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